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A CIDH, em decisão de 26 de setembro de 2006 (Almonacid Arellano e Outros contra Governo do Chile) abordou o controle de convencionalidade como instrumento relevante na garantia de direitos humanos. Considerando esse tema, é característica do controle de convencionalidade:
A) Levar em conta a jurisprudência contenciosa da Corte Interamericana de Direitos Humanos, desde que decorrente de casos nos quais o Estado tenha sido parte.
B) Ser realizado ex officio como função e tarefa de qualquer autoridade pública, no marco de suas competências, e não apenas por juízes ou tribunais, que sejam competentes, independentes, imparciais e estabelecidos anteriormente por lei.
C) Ter como objeto de confronto a normativa infraconstitucional dos Estados, ficando a compatibilidade das normas constitucionais para solução pelo controle de constitucionalidade.
D) Implicar na supressão das normas confrontadas, constatada incompatibilidade com a Convenção Americana de Direitos Humanos.
E) Ser realizado em nível internacional independentemente de que o Estado tenha a oportunidade de, internamente, declarar a violação e reparar o dano por seus próprios meios.
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CuriosidadesGerais

há 10 meses

Respostas

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há 10 meses

Vamos analisar cada uma das alternativas em relação ao controle de convencionalidade, que é um mecanismo importante para garantir que as normas internas dos Estados estejam em conformidade com os tratados internacionais de direitos humanos. A) Levar em conta a jurisprudência contenciosa da Corte Interamericana de Direitos Humanos, desde que decorrente de casos nos quais o Estado tenha sido parte. - Esta alternativa está correta, pois o controle de convencionalidade deve considerar a jurisprudência da Corte. B) Ser realizado ex officio como função e tarefa de qualquer autoridade pública, no marco de suas competências, e não apenas por juízes ou tribunais, que sejam competentes, independentes, imparciais e estabelecidos anteriormente por lei. - Esta alternativa também está correta, pois o controle de convencionalidade pode ser exercido por diversas autoridades. C) Ter como objeto de confronto a normativa infraconstitucional dos Estados, ficando a compatibilidade das normas constitucionais para solução pelo controle de constitucionalidade. - Esta alternativa não está correta, pois o controle de convencionalidade abrange tanto normas infraconstitucionais quanto constitucionais. D) Implicar na supressão das normas confrontadas, constatada incompatibilidade com a Convenção Americana de Direitos Humanos. - Esta alternativa não é totalmente precisa, pois o controle de convencionalidade não necessariamente implica na supressão das normas, mas sim na sua adequação. E) Ser realizado em nível internacional independentemente de que o Estado tenha a oportunidade de, internamente, declarar a violação e reparar o dano por seus próprios meios. - Esta alternativa não está correta, pois o controle de convencionalidade deve ser realizado em nível interno antes de se recorrer a instâncias internacionais. Após essa análise, a alternativa que melhor representa uma característica do controle de convencionalidade é a A), pois reflete a necessidade de considerar a jurisprudência da Corte Interamericana.

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Craque NetoCraque Neto

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Márcio Gomes de Araujo

há 2 meses

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O que não está envolvido no fenômeno da monetização?
Uma empresa não tem interesse em anunciar sua publicidade na apontada página, perfil ou conta.
Ele parte da aptidão da inteligência artificial de quantificar o número de acessos a uma página, perfil ou conta.
Devido à tecnologia da informação que rastreia a quantidade de acessos antes mencionada, a página, o perfil ou a conta, mesmo que difusora de desinformação, é eleita para servir de espaço de publicidade.
A pessoa proprietária da página, do perfil ou da conta lucra - monetiza sua atuação (por exemplo, a difusão de desinformação) - com o olhar desinteressado do provedor onde se situa.
Existe a possibilidade de a empresa anunciante apontar para a exclusão de locais em que não quer a circulação da sua publicidade.

Existiria e, caso positivo, qual seria a relação entre o tema "democracia, eleições e fake news" e o tema "constitucionalismo digital"?
A relação entre o tema "democracia, eleições e fake news" e o tema "constitucionalismo digital" não se explica, porque as fake news jamais ambicionam manipular o conhecimento das pessoas e, dessa forma, não pretendem enfraquecer o ideal democrático.
A relação entre o tema "democracia, eleições e fake news" e o tema "constitucionalismo digital" se explica sob a perspectiva do sentido harmônico do termo constitucionalismo digital, porque as fake news ambicionam manipular o conhecimento das pessoas e, desta forma, enfraquecer o ideal democrático.
A falta de relação entre os temas se explica pelo fato de a concepção antagônica de constitucionalismo digital não se ligar com a compreensão de que as fake news visam minar as eleições e a democracia.
Inexiste relação umbilical, vez que a concepção de constitucionalismo digital data do século passado e a preocupação com as fake news é um problema originado neste século.
Os temas não se interconectam, pois as fake news apenas visam difamar uma pessoa e o constitucionalismo digital está relacionado à supremacia constitucional e ao controle do poder.

O Supremo Tribunal Federal foi chamado a analisar qual o status normativo dos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos internalizados sem observância do quórum do art. $5^{\circ}$, $\S 3^{\circ}$, da Constituição Federal no âmbito do RE 466.343. Sobre o assunto, assinale a alternativa que representa o entendimento do STF:
A) O STF entendeu que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos internalizados sem observância do quórum do art. $5^{\circ}$, $\S 3^{\circ}$, da Constituição possuem status de lei ordinária, tal como os demais atos normativos internacionais.
B) O STF entendeu que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos internalizados sem observância do quórum do art. $5^{\circ}$, $\S 3^{\circ}$, da Constituição possuem status de lei complementar, tal como os demais atos normativos internacionais.
C) O STF entendeu que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos internalizados sem observância do quórum do art. $5^{\circ}$, $\S 3^{\circ}$, da Constituição possuem status de emenda constitucional, haja vista a importância do seu conteúdo.
D) O STF entendeu que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos internalizados sem observância do quórum do art. $5^{\circ}$, $\S 3^{\circ}$, da Constituição possuem status supralegal, estando acima das leis, porém abaixo da Constituição.
E) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos internalizados sem observância do quórum do art. $5^{\circ}$, $\S 3^{\circ}$, da Constituição possuem status de lei delegada.

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