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Mulher, 49 anos de idade, no pronto-socorro, com queixa há 4 dias de dor abdominal em região epigástrica e hipocôndrio direito, de forte intensidade, associada a náusea e vômitos. Refere também sensação de febre, porém sem aferição, e urina de coloração escurecida. Nega episódios prévios semelhantes. Sem antecedentes pessoais relevantes. Ao exame físico: regular estado geral, corada e hidratada, ictérica 2+/4+ e febril. Sinais vitais: frequência cardíaca = 115 batimentos/minuto; pressão arterial = 110 x 70 mmHg; saturação de oxigênio = 97% em ar ambiente; frequência respiratória = 23 incursões/minuto; temperatura axilar = 38,1°C. Abdome doloroso à palpação em região epigástrica e hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: hemoglobina: 14,1 g/dL; leucócitos: 16,15 mil/mm³; TGO (AST): 81 U/L; TGP (ALT): 79 U/L; fosfatase alcalina: 850 U/L; Gama GT: 790 U/L; bilirrubinas totais: 6,90 mg/dL; bilirrubina direta: 6,50 mg/dL; amilase: 45 U/L; PCR: 190 mg/dL. Ultrassonografia de abdome: vesícula biliar de paredes pouco espessadas, com múltiplos pequenos cálculos em seu interior. Presença de moderada dilatação de vias biliares, sem evidência de fator obstrutivo ao método. Fígado e pâncreas sem alterações. Aponte a principal hipótese diagnóstica e a conduta para o caso descrito acima:
a) Colecistite aguda, tomografia de abdome e pelve.
b) Colecistite aguda, colecistectomia aberta com exploração de via biliar.
c) Coledocolitíase, colecistostomia percutânea.
d) Colangite aguda, antibioticoterapia e drenagem da via biliar.
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Praticando Para Aprender

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o caso apresentado e as alternativas. A paciente apresenta dor abdominal intensa, icterícia, febre, e exames laboratoriais que mostram elevação das bilirrubinas e das enzimas hepáticas, além de uma ultrassonografia que revela múltiplos cálculos na vesícula biliar e dilatação das vias biliares. Esses sinais são sugestivos de uma condição relacionada à obstrução biliar. Agora, vamos analisar as alternativas: a) Colecistite aguda, tomografia de abdome e pelve. - A tomografia não é a primeira escolha para diagnóstico de colecistite aguda, que é mais frequentemente diagnosticada por ultrassonografia. b) Colecistite aguda, colecistectomia aberta com exploração de via biliar. - Embora a colecistite aguda possa ser uma hipótese, a presença de dilatação das vias biliares e icterícia sugere que pode haver uma obstrução biliar, o que não é típico apenas da colecistite. c) Coledocolitíase, colecistostomia percutânea. - A coledocolitíase é uma condição em que há cálculos no ducto colédoco, que pode causar icterícia e dilatação das vias biliares. A colecistostomia percutânea não é a conduta padrão para coledocolitíase. d) Colangite aguda, antibioticoterapia e drenagem da via biliar. - A colangite aguda é uma infecção das vias biliares que pode ocorrer devido à obstrução, e a paciente apresenta sinais de infecção (febre, icterícia) e dilatação das vias biliares. A conduta correta para colangite aguda é iniciar antibioticoterapia e realizar drenagem da via biliar. Diante da análise, a principal hipótese diagnóstica é colangite aguda, e a conduta correta é antibioticoterapia e drenagem da via biliar. Portanto, a alternativa correta é: d) Colangite aguda, antibioticoterapia e drenagem da via biliar.

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