Em um hospital, duas lideranças (Enfermagem e Suprimentos) discordam sobre a reposição de materiais críticos. A Enfermagem relata risco assistencial por falta de itens; Suprimentos argumenta que os pedidos chegam incompletos e fora do fluxo. Após um incidente de atraso, houve troca de acusações por e-mail e o clima piorou. A diretoria determinou uma mesa de negociação com presença de um mediador interno. Durante reuniões preliminares, a líder de Enfermagem demonstra desconfiança e interpreta perguntas como ataque; o líder de Suprimentos reage defensivamente e tenta “fechar” a discussão rapidamente. O mediador percebe que, se aceitar a narrativa inicial de qualquer lado, o encontro tende a virar julgamento de culpados. Ao mesmo tempo, o mediador precisa preservar a legitimidade do processo, garantindo que as partes se engajem e priorizem o que é realmente relevante para um acordo viável, sem expor o hospital a novos riscos. Diante do caso, avalie qual postura do mediador tende a elevar a qualidade do processo e reduzir a escalada do conflito, considerando as vantagens de um terceiro na condução. A Aceitar a versão mais detalhada e transformar a reunião em apuração formal para definir responsabilidades antes de discutir soluções. B Estruturar a conversa para que as partes descrevam interesses e prioridades, organizar a comunicação e criar espaço para reduzir reatividade antes de propor encaminhamentos. C Reduzir o tempo de fala de cada parte e finalizar com uma decisão do mediador, evitando novas discussões. D Concentrar-se em convencer a Enfermagem de que o fluxo de pedidos está errado, pois isso “resolve a causa” do problema.