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INGESTÃO ACIDENTAL DE DEDALEIRA (Digitalis purpurea) Paciente de 67 anos, hipertensa, deu entrada ao departamento de emergência com uma história de três dias de náuseas e vômitos, palpitações e desconforto no peito. Seus sintomas começaram repentinamente algumas horas depois de almoçar, começando com fraqueza generalizada e fadiga. Algumas horas depois, a pressão no peito se desenvolveu juntamente com cólicas abdominais associadas a náuseas e vômitos, que persistiram. Paciente relata que faz uso de ervas Chinesas. Os resultados das investigações laboratoriais iniciais, incluindo níveis de eletrólitos, função renal, bioquímica hepática, estavam normais. Durante os quatro dias seguintes, ocorreram disritmias recorrentes e um episódio de 30 segundos de taquicardia ventricular, que levou à consideração da inserção de um desfibrilador cardioversor implantável. A angiografia coronária não mostrou doença coronariana substancial e o ecocardiograma transtorácico mostrou estrutura e função biventriculares normais. No dia 3, o marido da paciente, 66 anos, apresentou-se ao mesmo departamento de emergência com sintomas semelhantes. Ele tinha um histórico médico de dislipidemia e não estava tomando medicamentos
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A ingestão acidental de dedaleira (Digitalis purpurea) causa intoxicação por glicosídeos cardíacos, que afeta o coração e o sistema gastrointestinal. Passo a passo da situação: 1. Sintomas iniciais: náuseas, vômitos, fraqueza, fadiga e desconforto no peito são típicos da toxicidade por digitalis, devido ao efeito direto no músculo cardíaco e no sistema nervoso autônomo. 2. Alterações cardíacas: as disritmias recorrentes e a taquicardia ventricular indicam toxicidade grave, pois os glicosídeos cardíacos aumentam a excitabilidade e a condução elétrica do coração. 3. Exclusão de outras causas: exames laboratoriais normais e ausência de doença coronariana confirmam que os sintomas são causados pela intoxicação e não por outras doenças cardíacas. 4. Exposição comum: o fato de o marido apresentar sintomas semelhantes sugere que ambos ingeriram a planta acidentalmente, possivelmente via ervas chinesas. 5. Conduta clínica: monitoramento cardíaco rigoroso, correção de eletrólitos (especialmente potássio), uso de antídotos específicos como a digoxina imunofab, e suporte avançado em casos graves, incluindo desfibrilador cardioversor implantável se necessário. Em resumo, a intoxicação por Digitalis purpurea deve ser reconhecida rapidamente, com tratamento focado em controlar as arritmias e sintomas gastrointestinais, além de investigar a fonte da exposição para evitar novos casos.

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