“No Brasil, a jornada de trabalho de oito horas diárias foi prevista pela Constituição Federal de 1934 (art. 121), sendo mantida tal limite em todas as Constituições que se seguiram, sendo que a de 1988, mesmo mantendo a jornada diária de oito horas, inovou ao reduzir a jornada semanal para quarenta e quatro horas (art. 7º, XIII)”. ROMAR, C. T. M. Direito do trabalho esquematizado. São Paulo: Editora Saraiva, 2017, p. 320. A CLT no seu artigo 61 autoriza a prorrogação de jornada de trabalho por necessidade imperiosa nas seguintes hipóteses: I. motivo de força maior – situações que podem ser evitadas, mas que por vontade inevitável do empregador devem ser executadas irremediavelmente naquele momento, inevitáveis como acontecimento sem a vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente (art. 501, CLT). II. realização ou conclusão de serviços inadiáveis – são aqueles que, iniciados, não podem ser interrompidos. Como exemplo podemos citar o barbeiro durante os cuidados de uma barba. III. serviços cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto – são aqueles que se não realizados, ocasionam necessariamente prejuízos