A perda da funcionalidade em idosos pode levar ao que é conhecido como as “grandes síndromes geriátricas”, ou também chamado de “gigantes da geriatria”. As grandes síndromes geriátricas têm o envelhecimento como principal fator de risco e apresentam características bem peculiares como múltipla etiologia, necessidade de cuidados de longa duração, não constituem risco de vida iminente, ausência de resposta a intervenções terapêuticas simples, alta prevalência nos idosos frágeis, coexistência simultânea (poli-incapacidade) e necessidade de abordagem multidisciplinar.
Sobre as grandes síndromes geriátricas, julgue as afirmativas a seguir em verdadeiras (V) ou falsas (F):
A partir da identificação da incapacidade cognitiva, deve-se pensar nos principais diagnósticos diferenciais, os 4 Ds: demência, depressão, delirium e “doenças mentais” (transtornos psiquiátricos como a esquizofrenia, deficiências intelectuais, transtorno de personalidade, transtorno bipolar, dentre vários outros).
Resposta 1
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F
V
A imobilidade é a perda total ou parcial da capacidade individual de deslocamento e de manipulação do meio. A redução da mobilidade jamais deve ser considerada inerente ao envelhecimento normal. Uma vez constatada, deve-se sempre buscar a causa, que, boa parte das vezes, é multifatorial. É sempre consequência de problemas graves de saúde.
Resposta 2
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F
V
Problemas de comunicação na pessoa idosa podem resultar em perda de independência e consequente piora na qualidade de vida. A incapacidade comunicativa é muito importante de ser avaliada, apesar de sua prevalência inferior a 10%.
Resposta 3
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F
V
A instabilidade postural é identificada apenas a partir do relato de queda ou quase queda, quando refere ter medo de cair ou quando já apresenta algum declínio funcional em razão da dificuldade de caminhar.
Ed
há 2 meses
Vamos analisar cada afirmativa sobre as grandes síndromes geriátricas: 1) "A partir da identificação da incapacidade cognitiva, deve-se pensar nos principais diagnósticos diferenciais, os 4 Ds: demência, depressão, delirium e “doenças mentais” (transtornos psiquiátricos como esquizofrenia, deficiências intelectuais, transtorno de personalidade, transtorno bipolar, dentre outros)." — Verdadeiro (V). Esses são os principais diagnósticos diferenciais para incapacidade cognitiva em idosos. 2) "A imobilidade é a perda total ou parcial da capacidade individual de deslocamento e de manipulação do meio. A redução da mobilidade jamais deve ser considerada inerente ao envelhecimento normal. Uma vez constatada, deve-se sempre buscar a causa, que, boa parte das vezes, é multifatorial. É sempre consequência de problemas graves de saúde." — Verdadeiro (V). A imobilidade não é normal no envelhecimento e deve ser investigada. 3) "Problemas de comunicação na pessoa idosa podem resultar em perda de independência e consequente piora na qualidade de vida. A incapacidade comunicativa é muito importante de ser avaliada, apesar de sua prevalência inferior a 10%." — Verdadeiro (V). Problemas de comunicação impactam a qualidade de vida e devem ser avaliados. 4) "A instabilidade postural é identificada apenas a partir do relato de queda ou quase queda, quando refere ter medo de cair ou quando já apresenta algum declínio funcional em razão da dificuldade de caminhar." — Falso (F). A instabilidade postural pode ser identificada também por avaliação clínica e testes específicos, não apenas pelo relato de quedas ou medo. Portanto, a sequência correta é: V - V - V - F.
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