A mensuração da eficácia das intervenções em Terapia Ocupacional se diferencia radicalmente do modelo biomédico tradicional. Considere o caso de um paciente adulto que, após perder a visão devido a uma retinopatia diabética, recebe treinamento para utilizar um software leitor de tela no computador. Ao final de dez sessões, ele consegue ligar o computador, abrir o software e navegar pelos menus básicos com perfeição dentro do laboratório da clínica de reabilitação. Contudo, na visita domiciliar de acompanhamento, o terapeuta ocupacional descobre que o paciente não utiliza o computador em casa para gerenciar suas contas bancárias ou ler e-mails, delegando todas essas funções à esposa. Com base na literatura de reabilitação e nos conceitos de eficácia funcional, como se classifica o desfecho dessa intervenção? Opções da pergunta 1: a) Trata-se de uma falha do cuidador familiar, que usurpou a função e não exigiu a prática da atividade pelo paciente no ambiente domiciliar. b) Evidencia que a Tecnologia Assistiva prescrita sofreu abandono precoce devido a falhas de hardware ou software incompatíveis com a residência. c) Representa um sucesso ocupacional completo, uma vez que a habilidade motora e auditiva para o uso do software foi testada e comprovada clinicamente. d) Ocorreu o alcance de um desfecho puramente mecânico no consultório, mas sem a transferência (generalização) da habilidade para a comunidade, tornando a eficácia ocupacional nula. e) Caracteriza a Alta Ocupacional, pois o paciente alcançou independência total dentro da clínica, isentando o terapeuta ocupacional de responsabilidades sobre a rotina domiciliar.