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Dica do autor: O pulo do gato numa paciente com nódulo mamário palpável é lembrar que a investigação muda pouco com a idade: a primeira linha continua sendo imagem (mamografia + ultrassom dirigido) e biópsia quando indicado. Mamografia tem boa acurácia em mulheres após os 40–50 anos e o ultrassom é útil para caracterizar lesões sólidas vs císticas e guiar punções. A ressonância magnética (RM) mamária é extremamente sensível, sendo empregada em rastreamento de alto risco e em situações específicas de estadiamento pré-operatório ou quando imagens convencionais são inconclusivas; porém, por ser muito sensível tende a reduzir a especificidade, gerando achados indeterminados e biópsias adicionais. Sobre fatores reprodutivos: exposição estrogênica ao longo da vida (menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade ou primeira gestação tardia) aumenta o risco; múltiplas gestações e amamentação, no geral, são protetoras a longo prazo. Terapia hormonal substitutiva combinada (estrogênio + progestágeno) eleva modestamente o risco de câncer de mama, especialmente quando usada por vários anos; o risco recua após suspensão. Quanto às síndromes hereditárias, mutações nos genes BRCA1/2 causam aumento significativo do risco, mas costumam apresentar quadro de início mais precoce e padrões histológicos específicos (BRCA1 frequentemente associado a tumores triple-negative). Não se pode presumir alta probabilidade de BRCA em mulher na sexta década sem história familiar sugestiva ou características do tumor.
Qual a conduta mais adequada para investigação de nódulo mamário palpável em mulher na faixa etária da paciente descrita?
a) Considerar menarca tardia, menopausa precoce e gestações múltiplas como fatores de risco.
b) Afirmar que a terapia de reposição hormonal não é fator de risco para câncer de mama.
c) Realizar mamografia associada a ultrassom e biópsia quando indicado, reservando RM para casos específicos.
d) Presumir alta probabilidade de mutação BRCA1 apenas pela idade e coexpressão de receptores.
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Praticando Para o Saber

há 2 meses

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21 pág.

UNIGUAÇU

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há 2 meses

Vamos analisar as alternativas com base no texto fornecido: a) Considerar menarca tardia, menopausa precoce e gestações múltiplas como fatores de risco. - Incorreto. O texto diz que menarca precoce e menopausa tardia aumentam o risco, e múltiplas gestações são protetoras. b) Afirmar que a terapia de reposição hormonal não é fator de risco para câncer de mama. - Incorreto. O texto afirma que a terapia hormonal combinada eleva modestamente o risco. c) Realizar mamografia associada a ultrassom e biópsia quando indicado, reservando RM para casos específicos. - Correto. O texto destaca que a primeira linha é mamografia + ultrassom, com biópsia quando indicada, e RM para casos específicos. d) Presumir alta probabilidade de mutação BRCA1 apenas pela idade e coexpressão de receptores. - Incorreto. O texto diz que não se deve presumir alta probabilidade de BRCA apenas pela idade sem história familiar ou características específicas. Portanto, a resposta correta é: c) Realizar mamografia associada a ultrassom e biópsia quando indicado, reservando RM para casos específicos.

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Paciente de 35 anos, contente por sua primeira gravidez, começa o pré-natal na unidade básica de saúde (UBS) de seu bairro. Durante a consulta de enfermagem, é identificado, no exame das mamas, um nódulo na mama direita. Quando informada sobre esse achado, a paciente relata que sua mãe teve câncer de mama aos 38 anos.
Diante desse quadro, a conduta médica indicada é
A requisitar biópsia do nódulo mamário guiada por ultrassonografia.
B encaminhar a paciente para o ambulatório de gestação de alto risco.
C solicitar ultrassonografia de mamas e considerar realização de mamografia com proteção abdominal.
D aguardar o final da gestação para realizar investigação do nódulo a partir de ultrassonografia e de mamografia.

Mulher de 45 anos está em acompanhamento no ambulatório de mastologia de um hospital escola devido ao diagnóstico de câncer de mama há 3 anos. Fez tratamento cirúrgico e radioterapia e, no momento, faz uso apenas de tamoxifeno. Tem apresentado fluxos menstruais a cada 15-20 dias, com volume aumentado há 2 meses. Relata que, antes do tratamento do câncer de mama, só menstruava duas vezes por ano ou quando usava pílula contraceptiva. Apresenta um IMC de 28 kg/m², exame especular sem lesões visíveis e sem sangramento ativo e toque vaginal normal. Solicitada ultrassonografia transvaginal, ficou evidenciado endométrio heterogêneo de 15 mm e ovário direito com folículo de 23 mm.
Nesse caso, a conduta médica adequada é
A inserir DIU hormonal.
B suspender o tamoxifeno.
C indicar estudo histológico do endométrio.
D prescrever progestogênio em altas doses.

Uma mulher de 33 anos procura atendimento médico, referindo ter notado há 3 meses, durante autoexame das mamas, nodulação no quadrante súperolateral da mama direita. Não notou aumento de volume ou de tamanho do nódulo durante esse tempo. Relata ter mais facilidade de identificar o nódulo no período que antecede a menstruação e nega outras queixas associadas. É tabagista (10 cigarros/dia), ocorre – 4 vezes por semana –, engravidou uma única vez (parto normal, há dois anos), amamentou por 6 meses, faz uso de DIU de cobre, com boa adaptação. Sua menarca foi aos 11 anos, sexarca aos 18 anos, possui ciclos regulares (5-28), sua última menstruação foi há 15 dias. Relata história familiar de câncer de ovário (tia materna aos 47 anos) e de câncer de mama (sua mãe aos 42 anos). Ao exame físico, observa-se nódulo palpável em quadrante súperolateral da mama direita, com cerca de 3 cm; móvel, com consistência macia e limites definidos; sem outros achados. O ultrassom de mamas e axilas, realizado 20 dias após a consulta, revelou BIRADS 2 — observada lesão anecóica circunscrita, com reforço acústico posterior, sem septações, sem fluxo ao Doppler, em quadrante súperolateral da mama direita, medindo 2 cm em seu maior diâmetro.
Nesse caso, conforme as recomendações do Ministério da Saúde, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica e a conduta adequada?
A. Fibroadenoma; tranquilizar a paciente e complementar a investigação com ressonância nuclear magnética da mama devido a maior densidade mamária.
B. Cisto de mama; orientar a cessação de tabagismo, prescrever analgésicos, se necessário, e orientar a paciente que se trata de um quadro benigno da mama.
C. Mamas normais; salientar a importância do autoexame das mamas como ferramenta importante no rastreamento de câncer se realizado todo mês antes da menstruação.
D. Adensamento mamário; recomendar cessação de tabagismo, uso de sutiã com suporte adequado e início de rastreamento para câncer de mama, além de solicitar mamografia.

Um pediatra é chamado para atendimento de um recém-nascido (RN) em sala de parto, sendo informado de que a gestante não realizou pré-natal. A criança nasce em apneia. O cordão umbilical foi clampeado imediatamente e o RN é levado à mesa de reanimação. O pediatra realiza os passos iniciais em, no máximo, 30 segundos, mas o RN continua em apneia. Considerando-se o quadro clínico descrito, qual é a conduta adequada nesse momento?
A Oferecer oxigênio inalatório.
B Indicar a entubação traqueal.
C Aplicar estímulo tátil com fricção circular no abdome.
D Iniciar a ventilação com pressão positiva por máscara.

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