A Epistemologia Convergente propõe um olhar integrador sobre o conhecimento, articulando contribuições de diferentes tradições teóricas para compreender o processo de aprendizagem em sua complexidade. Inspirada pela epistemologia genética de Jean Piaget, que focaliza a construção do conhecimento a partir das operações do sujeito, e pelas contribuições de Lev Vygotsky, que enfatiza as mediações sociais e culturais, essa perspectiva dialoga também com o pensamento complexo de Edgar Morin, ao reconhecer a necessidade de integrar dimensões históricas, culturais e contextuais. Na prática psicopedagógica, a Epistemologia Convergente implica articular avaliações cognitivas, contextuais e emocionais, construir hipóteses múltiplas e implementar intervenções que respeitem a singularidade do sujeito. Esse enfoque evita reducionismos e orienta intervenções que cruzam evidências cognitivas, afetivas e socioambientais, favorecendo processos de ensino-aprendizagem mais amplos e significativos. Qual é a ideia central da epistemologia convergente? Defender apenas uma teoria como única explicação da aprendizagem. Integrar diferentes abordagens para compreender o processo de aprendizagem. Priorizar exclusivamente avaliações padronizadas. Rejeitar todo aporte teórico no trabalho clínico. Substituir a observação pelo teste único.