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A empresa Móveis Horizonte, fabricante de móveis corporativos, possuía uma trajetória de mais de vinte anos no mercado e era reconhecida pela qualidade de seus produtos. Nos últimos anos, entretanto, a direção passou a enfrentar dificuldades relacionadas à integração das equipes e ao alinhamento entre os diversos setores da organização. Embora houvesse investimentos frequentes em tecnologia, infraestrutura e capacitação técnica, alguns problemas continuavam ocorrendo, como conflitos entre departamentos, baixa colaboração entre funcionários e resistência à adoção de novas práticas de trabalho. Preocupada com essa situação, a diretoria decidiu realizar uma análise mais profunda sobre o ambiente organizacional. Foram promovidas entrevistas, pesquisas internas e reuniões com colaboradores de diferentes níveis hierárquicos. Os resultados mostraram que muitos profissionais conheciam os procedimentos formais da empresa, mas apresentavam interpretações distintas sobre os valores que deveriam orientar o comportamento cotidiano. Durante o processo de diagnóstico, consultores especializados explicaram aos gestores o conceito de cultura organizacional proposto por Edgar Scheiner. Segundo essa abordagem, a cultura da organização pode ser compreendida por meio de diferentes camadas. Algumas delas são facilmente observadas, como documentos, normas, organogramas, símbolos e estruturas formais. Outras, entretanto, permanecem menos visíveis, envolvendo crenças, percepções, formas de relacionamento, confiança e comportamentos compartilhados pelos integrantes da organização. Essa relação é frequentemente representada pela metáfora do iceberg, em que uma parte é visível e outra permanece submersa. Com base nesse entendimento, a empresa revisou suas práticas de gestão ética, fortaleceu o diálogo entre líderes e equipes e passou a monitorar aspectos relacionados ao clima organizacional. Após algum tempo, observou-se maior alinhamento comportamental, melhora no relacionamento entre os colaboradores e maior comprometimento com os valores institucionais. A experiência demonstrou que compreender os elementos visíveis e não visíveis da cultura é fundamental para a atuação de gestores éticos. Segundo a metáfora do iceberg aplicada à cultura organizacional, qual elemento pertence à dimensão menos visível da cultura? A Organogramas e documentos internos. B Indicadores e políticas da empresa. C Cargos e estruturas formais da organização. D Crenças e percepções compartilhadas.
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Mauricio Luiz Capelli

há 2 semanas

Respostas

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há 2 semanas

A metáfora do iceberg aplicada à cultura organizacional mostra que a parte visível (acima da água) são elementos formais e explícitos, como organogramas, documentos, cargos e políticas. Já a parte menos visível (submersa) envolve aspectos intangíveis, como crenças, percepções, valores e comportamentos compartilhados. Analisando as alternativas: A) Organogramas e documentos internos – elementos visíveis. B) Indicadores e políticas da empresa – elementos visíveis. C) Cargos e estruturas formais da organização – elementos visíveis. D) Crenças e percepções compartilhadas – elementos menos visíveis. Portanto, a alternativa correta é: D) Crenças e percepções compartilhadas.

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