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Homem de 55 anos, pedreiro, compareceu a consulta com queixa de rouquidão há 6 meses. Refere tabagismo de 60 anos-maço, e ingere 50 ml de bebida alcoólica destilada, diariamente, há 20 anos. Informa que a disfonia se iniciou após ser submetido a cirurgia para remocão de carcinoma de tireoide há 8 meses. Ao exame do pescoco, não apresenta massas cervicais palpáveis e a laringoscopia apresenta imobilidade da prega vocal esquerda em posição paramediana.
Qual diagnóstico mais provável?
A) Recidiva do carcinoma de tireoide.
B) Luxação de cartilagem aritenoide.
C) Carcinoma inicial de laringe.
D) Lesão do nervo laringeo inferior.
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Questões Para o Saber

há 17 horas

Respostas

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há 17 horas

Vamos analisar o caso: - Homem, 55 anos, com rouquidão há 6 meses. - Tabagismo intenso (60 anos-maço) e consumo diário de álcool. - Cirurgia para remoção de carcinoma de tireoide há 8 meses. - Exame: imobilidade da prega vocal esquerda em posição paramediana. - Sem massas cervicais palpáveis. A imobilidade da prega vocal após cirurgia de tireoide sugere lesão do nervo laríngeo inferior, que é um risco comum nessa cirurgia, causando paralisia da prega vocal. Analisando as alternativas: A) Recidiva do carcinoma de tireoide – não há massas palpáveis e o quadro sugere paralisia nervosa, não recidiva. B) Luxação de cartilagem aritenoide – geralmente causa disfonia aguda, mas não está relacionada à cirurgia de tireoide. C) Carcinoma inicial de laringe – possível, mas a história e exame indicam mais lesão nervosa pós-cirúrgica. D) Lesão do nervo laríngeo inferior – compatível com paralisia da prega vocal após cirurgia de tireoide. Resposta correta: D) Lesão do nervo laríngeo inferior.

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Homem, 78 anos, com queixa de dor à deambulação bilateral, porém mais intensa em membro inferior esquerdo há 20 anos. Há 4 horas apresentou dor súbita em pé direito, frialdade e parestesia. É portador de hipertensão arterial sistêmica e tabagismo ativo. Ao exame físico: bom estado geral, corado e hidratado. Ritmo cardíaco regular, sem sopros, PA: 180 X 100 mmHg e frequência cardíaca de 67 bpm. Exame físico vascular: presença de pulsos femorais bilaterais, porém ausência de pulsos poplíteos ou mais distais bilateralmente. pé direito está frio, com perda sensitiva, porém sem fraqueza muscular e sinal doppler arterial ausente neste pé. Apresenta ainda cianose não fixa de pododáctilos em pé direito. Não há lesões tróficas.
Qual diagnóstico e a melhor conduta?
A) Obstrução arterial crônica agudizada. Deve-se iniciar anticoagulação e, se não houver melhora em 24 horas, está indicada exploração arterial.
B) Obstrução arterial crônica com isquemia crítica. Paciente deve ser internado e solicitado inicialmente um ultrassom arterial que auxiliará na estratégia cirúrgica.
C) Obstrução arterial aguda de provável origem trombótica em paciente com doença arterial crônica subjacente. Deve ser iniciado antiagregação e anticoagulação imediatas e realizado um exame de imagem inicialmente.
D) Doença arterial obstrutiva periférica com claudicação limitante e embolia aguda sobrejacente em membro mais sadio. Está indicado trombólise e exploração cirúrgica para realização de tromboembolectomia à Fogarty.

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