Esse mapeamento propõe um desafio aos que defendem uma visão estreita da inteligência, afirmando que o QI é um dado genético que não se pode mudar a experiência de vida, e que nosso destino é em grande parte determinado por essas aptidões. Esse argumento ignora a questão mais desafiante: 0 que podemos com mudar para ajudar nossos filhos a se darem melhor na vida? Que fatores entram em jogo, por exemplo, quando pessoas de alto QI malogram e as de QI modesto se saem surpreendentemente bem? Eu diria que a diferença muitas vezes está nas aptidões aqui chamadas de inteligência emocional, que incluem autocontrole, zelo, persistência, e a capacidade de nos motivar a nós mesmos. Essas aptidões, como vamos ver, podem ser ensinadas às crianças, proporcionando-lhes uma melhor oportunidade de empregar qualquer potencial intelectual que lhes tenha dado a loteria genética. Fonte: GOLEMAN, D. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Tradução: Marcos Santarrita. 8. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995. p. 12. Sobre diferentes tipos de inteligência, Daniel Goleman cita a inteligência emocional e as aptidões que as pessoas precisam desenvolver para se ter sucesso na vida. Com base no