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A publicação da Lei Complementar 190, em 5 de janeiro de 2022, editada para regulamentar a cobrança do diferencial de alíquota do imposto estadual nas operações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte, inaugurou um intenso debate jurisprudencial acerca do início de sua eficácia. Enquanto contribuintes sustentavam a incidência das anterioridades anual e nonagesimal, fixando a exigibilidade apenas para o ano civil subsequente, as fazendas estaduais defendiam a cobrança imediata ou após noventa dias, sob o argumento de que a lei não criava ou majorava tributo, mas apenas sanava o vício formal apontado no Tema 1.093. Ao julgar em conjunto as Ações Diretas de Inconstitucionalidade 7066, 7070 e 7078 em novembro de 2023, o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que a referida lei complementar de fato não instituiu ou aumentou a exação, afastando a aplicação obrigatória da anterioridade anual, porém declarou a constitucionalidade de seu art. 3º, que invocou expressamente a cláusula de noventa dias, razão pela qual os efeitos da cobrança do diferencial de alíquota passaram a viger... Escolha uma:
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SERGIO PAULO DIAS

mês passado

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