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Considere as proposições abaixo:
Pode-se afirmar que:
I. Processo penal e no Conselho Regional de Ética podem correr ao mesmo tempo ou não, e a absolvição em um não obriga a absolvição em outro, e vice-versa.
II. Nem sempre que há falta ética há erro médico, mas sempre que há erro médico há falta ética.
III. O prazo prescricional para se pleitear a indenização por erro médico é o do Código Civil de 2002 – 10 Anos.
a. I e II são corretas.
b. Apenas I é correta.
c. Apenas II é correta.
d. I, II e III são corretas.
e. Nenhuma está correta.
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há 4 horas

Respostas

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há 4 horas

Vamos analisar cada proposição: I. Processo penal e no Conselho Regional de Ética podem correr ao mesmo tempo ou não, e a absolvição em um não obriga a absolvição em outro, e vice-versa. Correto. São esferas distintas (criminal e ética), e uma decisão em uma não vincula necessariamente a outra. II. Nem sempre que há falta ética há erro médico, mas sempre que há erro médico há falta ética. Incorreto. Nem todo erro médico configura falta ética, pois pode haver erro sem dolo ou culpa ética, e nem toda falta ética está relacionada a erro médico. III. O prazo prescricional para se pleitear a indenização por erro médico é o do Código Civil de 2002 – 10 anos. Incorreto. O prazo prescricional para indenização por erro médico é de 3 anos, conforme o artigo 206, §3º, inciso V do Código Civil. Portanto, apenas a proposição I está correta. Resposta correta: b) Apenas I é correta.

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Em uma cirurgia plástica estética, a obrigação do médico é de resultado. No entanto, a ementa abaixo não acolhe recurso especial de paciente que pleiteia indenização:

Ementa: RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. ART. 14 DO CDC. CIRURGIA PLÁSTICA. OBRIGAÇÃO DE RESULTADO. CASO FORTUITO.EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE.

1. Os procedimentos cirúrgicos de fins meramente estéticos caracterizam verdadeira obrigação de resultado, pois neles o cirurgião assume verdadeiro compromisso pelo efeito embelezador prometido.

2. Nas obrigações de resultado, a responsabilidade do profissional da medicina permanece subjetiva. Cumpre ao médico, contudo, demonstrar que os eventos danosos decorreram de fatores externos e alheios à sua atuação durante a cirurgia.

3. Apesar de não prevista expressamente no CDC, a eximente de caso fortuito possui força liberatória e exclui a responsabilidade do cirurgião plástico, pois rompe o nexo de causalidade entre o dano apontado pelo paciente e o serviço prestado pelo profissional.

4. Age com cautela e conforme os ditames da boa-fé objetiva o médico que colhe a assinatura do paciente em “termo de consentimento informado”, de maneira a alertá-lo acerca de eventuais problemas que possam surgir durante o pós-operatório.

RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. REsp 1180815 / MG
RECURSO ESPECIAL
2010/0025531-0 (J. 19.8.2010. Publ. 26.8.2010) Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI.
No caso acima,
a. o recurso da paciente é acolhido porque a obrigação de resultado elimina a possibilidade de excludente de responsabilidade.
b. não se acolhe recurso da paciente porque o caso fortuito exclui a responsabilidade civil, ainda que a obrigação seja de resultado.
c. o médico é sempre responsável independentemente de caso fortuito em cirurgias estéticas.
d. o termo de consentimento informado não tem valor jurídico para excluir responsabilidade.

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