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O Código de Hamurabi estabelecia que teria a mão cortada o médico que causasse a morte de um awilum (membro da classe social superior) ou lhe destruísse o olho. Se o morto fosse um escravo (objeto), o médico então deveria substituí-lo por outro (§§218 e 219). À época, a responsabilidade civil do médico era, então:
À época, a responsabilidade civil do médico era, então:
a. Subjetiva
b. Solidária
c. Objetiva
d. Culposa
e. Contratual
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há 4 horas

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há 4 horas

No Código de Hamurabi, a responsabilidade do médico era baseada no resultado do seu ato, independentemente de culpa ou intenção. Ou seja, se o médico causasse dano (morte ou perda do olho), ele sofria uma penalidade direta (mão cortada), e se o dano fosse a um escravo, ele deveria substituí-lo. Isso indica que a responsabilidade era objetiva, pois não dependia da comprovação de culpa, mas sim do resultado danoso. Portanto, a alternativa correta é: c) Objetiva

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Em uma cirurgia plástica estética, a obrigação do médico é de resultado. No entanto, a ementa abaixo não acolhe recurso especial de paciente que pleiteia indenização:

Ementa: RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. ART. 14 DO CDC. CIRURGIA PLÁSTICA. OBRIGAÇÃO DE RESULTADO. CASO FORTUITO.EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE.

1. Os procedimentos cirúrgicos de fins meramente estéticos caracterizam verdadeira obrigação de resultado, pois neles o cirurgião assume verdadeiro compromisso pelo efeito embelezador prometido.

2. Nas obrigações de resultado, a responsabilidade do profissional da medicina permanece subjetiva. Cumpre ao médico, contudo, demonstrar que os eventos danosos decorreram de fatores externos e alheios à sua atuação durante a cirurgia.

3. Apesar de não prevista expressamente no CDC, a eximente de caso fortuito possui força liberatória e exclui a responsabilidade do cirurgião plástico, pois rompe o nexo de causalidade entre o dano apontado pelo paciente e o serviço prestado pelo profissional.

4. Age com cautela e conforme os ditames da boa-fé objetiva o médico que colhe a assinatura do paciente em “termo de consentimento informado”, de maneira a alertá-lo acerca de eventuais problemas que possam surgir durante o pós-operatório.

RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. REsp 1180815 / MG
RECURSO ESPECIAL
2010/0025531-0 (J. 19.8.2010. Publ. 26.8.2010) Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI.
No caso acima,
a. o recurso da paciente é acolhido porque a obrigação de resultado elimina a possibilidade de excludente de responsabilidade.
b. não se acolhe recurso da paciente porque o caso fortuito exclui a responsabilidade civil, ainda que a obrigação seja de resultado.
c. o médico é sempre responsável independentemente de caso fortuito em cirurgias estéticas.
d. o termo de consentimento informado não tem valor jurídico para excluir responsabilidade.

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