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17. Num trapézio ABCD, as bases são dadas, respectivamente, por AD = 12 cm e BC = 24 cm. Em tal trapézio, traça-se MN paralelo a AD, com M e N pertencentes aos lados não paralelos, tal que AM/AB = 1/3. Então, o comprimento do segmento MN é:
A) 12 cm
B) 16 cm
C) 18 cm
D) 20 cm
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Matematicamente

há 1 hora

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há 1 hora

Vamos analisar o problema passo a passo: - O trapézio ABCD tem bases AD = 12 cm e BC = 24 cm. - MN é paralelo a AD (e também a BC, pois as bases são paralelas). - M e N estão nos lados não paralelos (AB e CD). - A razão AM/AB = 1/3. Quando traçamos uma linha MN paralela às bases, ela forma um trapézio menor dentro do trapézio original, e o comprimento de MN é proporcional à posição de M e N nos lados. A razão AM/AB = 1/3 indica que M está a 1/3 do caminho de A até B. Pela semelhança dos triângulos formados, o comprimento de MN será: MN = AD + (BC - AD) × (AM/AB) Substituindo os valores: MN = 12 + (24 - 12) × (1/3) MN = 12 + 12 × (1/3) MN = 12 + 4 MN = 16 cm Portanto, a resposta correta é: B) 16 cm

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É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de “homem cordial”, uma das maiores contribuições já realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros. O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a cultura colonial e o improviso de um país para sempre inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado, embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo. A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as regras particulares, a moral privada, o “salve-se quem-puder”, o apelo a saídas pessoais diante de problemas e questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em 1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços culturais brasileiros como uma barreira intransponível para a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de “homem cordial” salta aos olhos de quem observa com interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo espólio.
09. Quanto à pontuação, assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA do trecho dado.
A) “... nada disso agrada ao ‘homem cordial’, que não esconde amar o familiarismo nas relações sociais...” (ref. 11) – A vírgula utilizada antes do pronome indica que todos os homens cordiais não escondem amar o familiarismo nas relações sociais.
B) “E hoje? Creio que a atualidade da ideia de ‘homem cordial’ salta aos olhos de quem observa com interesse o país.” (ref. 13) – O ponto de interrogação introduz um questionamento retórico, pois o próprio autor deduz a resposta.
C) “Nele está contida a ideia de ‘homem cordial’, uma das maiores contribuições já realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros.” (ref. 2) – A vírgula poderia ser substituída por um travessão.
D) “O ‘homem cordial’, resultado de um cruzamento entre a cultura colonial e o improviso de um país para sempre inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário;” (ref. 5) – A vírgula antes do adjetivo “afetuoso” é de emprego facultativo.

Atente para o seguinte trecho do discurso de Augusto Bebel, líder social-democrata, em 1911: “Todos os países continuaram a se armar para a guerra, até chegar o dia em que um ou outro dirá: ‘Melhor um fim terrível do que um terror sem fim’. [Uma nação também poderá dizer]: ‘Se demorarmos mais, vamos acabar mais fracos em vez de mais fortes’. Então a catástrofe virá. E assim, na Europa, os grandes planos de mobilização serão desencadeados, e dezoito milhões de homens, os melhores de muitos países, armados com os melhores instrumentos para matar, entrarão em ação uns contra os outros. O Götterdämmerung do mundo burguês está se aproximando”. Hastings, Max. Catástrofe. 1914: A Europa vai à Guerra. p. 86.
Esse discurso de Bebel sobre o clima na Europa em 1911 antecipava a catástrofe que se abateria sobre o continente Europa em 1914. Sobre esse período da história europeia, é correto afirmar que
A) o principal conflito entre a Alemanha e a Rússia estava centrado nos Bálcãs e nas políticas Pan-eslavistas da Rússia na Região.
B) os atritos entre o Império Austro-Húngaro e a Sérvia se deviam aos planos da Sérvia de controlar os estreitos de Dardanelos, dando aos Sérvios uma saída para o mar.
C) essa época, no plano ideológico, se caracterizou pela intensificação da propaganda dos nacionalismos, que serviam para encobrir as ambições imperialistas.
D) as potências europeias do início do século XX sabiam que qualquer guerra que se iniciasse duraria vários anos, devido ao poder industrial envolvido no conflito.

Na Geografia contemporânea, o conceito de território; é indissociável das relações de poder que se manifestam no espaço geográfico. O processo de territorialização, nesse contexto, envolve a apropriação do espaço, que pode ser tanto política quanto simbólica. Nos centros urbanos brasileiros, o avanço do crime organizado tem imposto uma reconfiguração nas dinâmicas espaciais e na vivência cotidiana da população.
Sobre o processo de territorialização do crime organizado no meio urbano, assinale a afirmação correta.
A) A territorialização do crime organizado restringe-se apenas ao controle de atividades ilícitas, sem interferir na ordenação do uso do solo ou na prestação de serviços básicos pela população local.
B) O conceito de soberania fragmentada refere-se ao controle paralelo exercido por organizações criminosas que, embora desafiem a autoridade do Estado, não alteram as práticas de circulação e sociabilidade dos moradores da área.
C) A territorialização, quando imposta por grupos armados, cria fronteiras internas que limitam a mobilidade da população e o acesso aos equipamentos públicos, consolidando uma forma de poder que subverte a lógica da autoridade estatal em determinados recortes espaciais.
D) O fenômeno da territorialização do crime no Brasil é um processo recente, exclusivo das metrópoles da região Sudeste, sem apresentar desdobramentos nas dinâmicas de cidades de médio porte ou no interior do Ceará.

O fenômeno El Niño, marcado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Pacífico Equatorial, impacta diretamente o regime de precipitações do Semiárido nordestino. No Ceará, a conjuntura climática recente exigiu o redimensionamento de estratégias de segurança hídrica, congregando grandes eixos de infraestrutura física e de oferta tecnológica, a exemplo da integração de bacias pela Transposição do Rio São Francisco (TRSF) e dos investimentos voltados à implantação da usina de dessalinização de água do mar na Praia do Futuro, em Fortaleza, com horizontes operacionais projetados para 2028.
Considerando a complexidade técnica, ambiental e espacial dessas medidas mitigadoras frente à vulnerabilidade climática regional, assinale a opção correta.
A) O projeto de dessalinização da Praia do Futuro, concebido como fonte de oferta hídrica desvinculada dos ciclos pluviométricos, destaca-se pela sua total imunidade a condicionantes energéticos locais e pela ausência de impactos socioambientais na fase de operação, dado que o rejeito de salmoura é integralmente reaproveitado na indústria química estadual sem riscos de osmose reversa ou estresse marinho.
B) A Transposição do Rio São Francisco (TRSF), estruturada sob a forma de eixos norte e leste, altera substancialmente a hidrografia regional ao perenizar integralmente a drenagem de todos os rios intermitentes do Ceará, tornando o estado completamente imune às oscilações de vazão provocadas por anomalias térmicas globais em sua bacia de captação de origem.
C) Os impactos do El Niño no Nordeste brasileiro decorrem primariamente da intensificação da circulação de Walker no sentido descendente sobre a região, o que fortalece os ventos alísios de sudeste e amplia a convergência de umidade atlântica sobre o setor norte cearense, neutralizando o déficit hídrico estrutural e tornando desnecessários investimentos em infraestruturas de dessalinização de médio prazo.
D) A mitigação dos efeitos de secas severas associadas a eventos climáticos extremos no Ceará exige a articulação entre fontes hídricas convencionais superficiais e subterrâneas e novas matrizes de oferta, a exemplo da dessalinização — cuja viabilidade na Região Metropolitana de Fortaleza reside na garantia de suprimento independente de chuvas, embora enfrente desafios severos quanto ao elevado consumo energético e ao manejo adequado do efluente hipersalino.

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