Ed
há 8 horas
Para o tratamento inicial de um felino macho de 4 anos com DTUIF obstrutiva e hipercalemia grave (K+ = 9,2 mEq/L), antes de qualquer sedação/anestesia, a conduta deve ser rápida e objetiva para estabilizar o paciente e reduzir o potássio sérico, minimizando riscos cardíacos. 1. Desobstrução urgente da uretra: É fundamental aliviar a obstrução para evitar piora da retenção urinária e intoxicação. A desobstrução pode ser feita com cateterização uretral, sob sedação leve, se possível. 2. Correção da hipercalemia: - Administração de gluconato de cálcio IV: Protege o coração contra os efeitos da hipercalemia, estabilizando a membrana celular. Dose: 0,5-1 mL/kg de gluconato de cálcio 10% IV lentamente, monitorando ECG. - Insulina regular + glicose: Insulina promove entrada de potássio nas células, reduzindo o potássio sérico. Dose: 0,1 U/kg de insulina regular IV + glicose 0,5-1 g/kg para evitar hipoglicemia. - Bicarbonato de sódio IV: Pode ser usado se houver acidose metabólica, ajudando a deslocar potássio para dentro das células. Dose: 1-2 mEq/kg IV lentamente. 3. Manutenção da fluidoterapia: Continuar com fluidos IV para corrigir desidratação e promover diurese, preferencialmente com soluções isotônicas sem potássio. 4. Monitoramento contínuo: ECG para detectar arritmias, controle dos níveis de potássio e sinais vitais. 5. Evitar sedação/anestesia até estabilização: Sedação pode agravar a hipercalemia e risco cardíaco; só deve ser feita após controle do potássio. Justificativa: A hipercalemia grave pode causar arritmias fatais; o gluconato de cálcio protege o coração, insulina e glicose reduzem rapidamente o potássio sérico, e a desobstrução é essencial para resolver a causa da retenção. Fluidoterapia ajuda na excreção renal do potássio. O manejo rápido e integrado é vital para a sobrevivência do paciente.
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