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O CDC estabelece como direito básico do consumidor a efetiva prevenção e reparação dos danos por ele sofridos em decorrência de uma relação de consumo. Tais danos decorrerão da responsabilização do fornecedor por produtos/serviços colocados por este no mercado de consumo que apresentem fato/defeito ou vício. E, na medida em que as relações de consumo são regidas por contratos, mostra-se bastante comum que tais instrumentos fixem cláusulas que disponham sobre reparação de danos, vias de resolução de conflitos, dentre outros temas. Relativamente aos danos decorrentes da relação de consumo, responsabilização do fornecedor e proibição de cláusulas abusivas, qual alternativa está correta?
Relativamente aos danos decorrentes da relação de consumo, responsabilização do fornecedor e proibição de cláusulas abusivas, qual alternativa está correta?
a. V – F – V – V.
b. V – V – V – F.
c. V – F – V – F.
d. V – V – F – F.
e. F – F – V – V.
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Caso hipotético: Miguel é irmão de Thaísa. Ambos são sócios da empresa XYZIS. Em janeiro do ano de 2020, Miguel adquiriu um luxuoso veículo importado novo, firmando parcelamento de 60 prestações com instituição financeira. Entretanto, em março de 2023 se iniciou a pandemia de COVID-19. Por conta do cenário pandêmico, Miguel teve sua renda bruscamente reduzida, inclusive com gastos decorrentes de tratamentos médicos, passando a depender da contratação de créditos para custeio de suas despesas. Alguns desses empréstimos foram contratados com instituições financeiras cujo slogan era "crédito concedido independentemente de negativação", fator determinante para a contratação. Contudo, em 2023, Miguel se viu em uma situação financeira bastante grave, ficando impossibilitado de custear suas despesas mais básicas, como alimentação e moradia, bem como acarretando dívidas tributárias. Thaísa, por sua vez, ao saber da nova política de combate ao superendividamento, de forma deliberada e consciente, com a intenção de não pagamento, contratou diversas operações de crédito (empréstimos), bem como realizou inúmeras compras parceladas. Passados alguns meses, viu-se totalmente endividada. A empresa XYZIS, por consequência do mesmo cenário de pandemia, acabou contratando dezenas de operações de crédito, vendo-se agora em situação de grave endividamento e risco de continuidade de suas atividades.
A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas. ( ) A situação de Miguel se enquadra na política de proteção contra o superendividamento, permitindo que ele inclua todas as dívidas citadas em um plano de pagamento e repactuação. ( ) A situação de Thaísa se enquadra na política de proteção contra o superendividamento, na medida em que os fornecedores não realizaram a concessão de crédito de forma responsável. ( ) A situação da empresa XYZIS, ainda que consumidora, não se enquadra na política de proteção contra o superendividamento, pois ela apenas se aplica aos consumidores pessoa natural. ( ) A situação de Miguel denota uma falha na prevenção ao superendividamento, cabendo agora o tratamento, mediante plano de pagamento consensual ou compulsório. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
a. I, II e IV, apenas.
b. II e IV, apenas.
c. I, II e III, apenas.
d. I e III, apenas.
e. I, II, III e IV.

Texto I: Caso hipotético 01: Paulo e Patrícia contrataram a empresa BOLOBOLO para fornecimento dos doces e do bolo para sua festa de casamento. Todavia, na data da festa, a empresa BOLOBOLO não compareceu no local, deixando a festa de Paulo e Patrícia sem os itens contratados, o que lhes causou enorme indignação. Texto II: Caso hipotético 02: Rafael e Lediana vão casar-se em 90 dias. Rafael contratou a fabricação de um terno sob medida com a alfaiataria AGULHADA. Após provas e pagamento, foi agendada a entrega do traje finalizado para 45 dias antes do casamento. Ocorre que, faltando 30 dias para a cerimônia, Rafael ainda não recebeu seu terno, estando extremamente preocupado com o cenário.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir: I. No caso 01, o contrato entre Paulo/Patrícia e BOLOBOLO foi extinto em razão de inadimplemento absoluto, não sendo mais útil a obrigação, vez que a festa já ocorreu sem os itens. II. No caso 01, se tivesse entregado ao menos os doces contratados no período da festa, o inadimplemento praticado pela BOLOBOLO seria classificado como relativo parcial. III. No caso 02, Rafael poderá requerer judicialmente tutela liminar de urgência para obrigar AGULHADA a entregar seu terno imediatamente, sob pena de multa. IV. No caso 02, a multa por atraso no cumprimento da decisão liminar apenas poderá ser aplicada caso tenha sido requerida por Rafael, consumidor lesado. Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
a. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
b. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.
c. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1.
d. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.
e. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.

Os bancos de dados e cadastros, assim como os chamados serviços de proteção ao crédito, estão regados nos arts. 43 e 44 do CDC, que regulou apenas os chamados cadastros negativos, isto é, a regulação foi feita de acordo com a tradição brasileira de anotação dos inadimplentes apenas. Posteriormente, a Lei n. 12.414, de 9-6-2011, introduziu no sistema consumerista o cadastro positivo, que visa, dentre suas funções, manter o histórico das transações financeiras e de crédito dos consumidores, para subsidiar a análise do risco de crédito das futuras operações. De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B.
De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
I. Banco de Dados de Consumidores
II. Cadastro Positivo de Consumidores
III. Cadastro Negativo de Consumidores
IV. Cadastro de Maus Fornecedores
1. Conjunto de inscrições de dados de histórico de crédito do consumidor, principalmente dados relativos a operações de crédito e pagamentos adimplidos ou em andamento.
2. Conjunto de inscrições dos dados de inadimplemento do consumidor.
3. Conjunto de inscrições de reclamações dos consumidores contra fornecedores.
4. Conjunto de inscrições de dados diversos, gerais, (não financeiros) do consumidor.
a. I-4, II-1, III-2, IV-3
b. I-1, II-2, III-3, IV-4
c. I-2, II-3, III-4, IV-1
d. I-3, II-4, III-1, IV-2
e. I-1, II-3, III-2, IV-4

Os contratos de consumo são em sua maioria considerados de adesão, em que uma das partes elabora as cláusulas contratuais, cabendo à outra parte — o consumidor — aderir ou não a um formulário previamente estabelecido. Nesse contexto, imprescindível uma tutela rígida no tocante à disciplina das cláusulas contratuais abusivas, ressaltando -se apenas que tal regramento não se limita aos contratos de adesão, incidindo também sobre os demais contratos de consumo ainda que com cláusulas convencionadas entre as partes. Segundo os ensinamentos de Nelson Nery Junior, a expressão “cláusulas abusivas” pode ser tomada “como sinônima de cláusulas opressivas, cláusulas vexatórias, cláusulas onerosas ou, ainda, cláusulas excessivas”. Em última análise, sempre que o fornecedor tentar prevalecer -se da fragilidade do consumidor, praticará conduta ilícita que, estando expressa num contrato de consumo, receberá a denominação cláusula abusiva. Com efeito, na maioria das vezes, o consumidor, ao assinar um contrato de adesão, não se atenta para a existência de uma cláusula abusiva e, quando vai utilizar o serviço objeto do contrato — por exemplo, um serviço de seguro -saúde —, depara -se com alguma abusividade do fornecedor, que alega em sua defesa a existência de cláusula contratual legitimando tal conduta.
A partir das informações acima, bem como de seus conhecimentos adquiridos, em relação às cláusulas abusivas, é possível afirmar que
a. A cláusula que menciona a arbitragem como uma possível forma de resolução de conflitos de consumo é abusiva, pois limita o acesso ao Poder Judiciário.
b. A reparação dos danos ao consumidor é realizada pelo Poder Público, enquanto a prevenção deles é efetivada pelo fornecedor.
c. A cláusula que retira do consumidor a opção de reembolso do valor pago por produto com vício é válida, caso estabeleça outras formas de reparação.
d. O consumidor tem direito à reparação dos danos sofridos, sendo absolutamente nula cláusula que limite ou inviabilize a responsabilidade do fornecedor ou imponha renúncia a direitos pelo consumidor (cláusula de não indenizar).
e. O fato/defeito do produto/serviço decorre de uma falha de qualidade, já o vício é consequência de uma falha de segurança.

Em 1º de julho de 2021 foi sancionada a Lei nº 14.181 que altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), e a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), para aperfeiçoar a disciplina do crédito ao consumidor e dispor sobre a prevenção e o tratamento do superendividamento. Considerando que a ordem econômica “tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social” (Art. 170 da CF), a Lei 14.181/2021 contribui com a evolução do mercado de crédito, bancário e financeiro para o paradigma do crédito responsável e reforça a boa-fé que deve guiar as relações de consumo, valorizando o microssistema do CDC e a retomada da economia com mais dignidade para os consumidores. Devolve-se ao superendividado a possibilidade de gerir seu patrimônio e a dignidade de saldar as dívidas para reingressar no mercado de consumo, beneficiando a todos. Diferentemente do instituto da insolvência civil regulado pelos artigos 748 a 786-A do Código de Processo Civil de 1973, que retira do devedor o direito de administrar os seus bens até a liquidação total da massa (CPC/1973, art. 752), o tratamento do superendividamento previsto no PL 3515/2015 preserva o mínimo existencial e promove o pagamento das dívidas mediante um plano de recuperação adequado à pessoa natural que permanecerá na gestão e administração dos seus bens.
Sobre a prevenção e tratamento do superendividamento, fixados pela Lei nº 14.181/2021, qual alternativa se mostra correta?
a. A política apenas incide após consolidado o superendividamento, via repactuação, não agindo preventivamente.
b. São incluídas no plano de repactuação todas as dívidas, de quaisquer tipos, do consumidor decorrentes de relação de consumo.
c. O objetivo dessa política é a redução da inadimplência dos consumidores e garantia de pagamento aos fornecedores.
d. A boa-fé do consumidor não é relevante ao superendividamento, bastando a verificação objetiva de sua insolvência.
e. A política se destina ao consumidor pessoa natural de boa-fé, excluído o consumidor pessoa jurídica.

O dever de prevenir danos recai sobre o fornecedor e também sobre o Estado. Não se obtendo êxito no intento de prevenção de danos no mercado de consumo, imprescindível reparação efetiva dos prejuízos sofridos pelos consumidores. Efetiva reparação significa reparação integral, não se admitindo qualquer tipo de tarifação de indenização. Assim, são nulas de pleno direito cláusulas como aquelas existentes em quase todos os estacionamentos de qualquer região do país com dizeres do tipo: “Não nos responsabilizamos pelos objetos deixados no interior do veículo”. O fornecedor desse serviço é responsável, sim, sendo a matéria objeto da Súmula 130 do Superior Tribunal de Justiça, editada no ano de 1995: “A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento”. Dentre os direitos básicos do consumidor, o CDC estabelece a reparação dos danos por ele sofridos decorrentes de uma relação de consumo. Nesse sentido, são passíveis de reparação os danos
Dentre os direitos básicos do consumidor, o CDC estabelece a reparação dos danos por ele sofridos decorrentes de uma relação de consumo. Nesse sentido, são passíveis de reparação os danos
a. morais coletivos, verificados quando provada a culpa do fornecedor.
b. estéticos, verificados quando o consumidor tem sua imagem ofendida.
c. morais, definidos como o prejuízo patrimonial do consumidor.
d. estéticos difusos, decorrentes da Teoria do Risco da Atividade.
e. materiais, que se subdividem em danos emergentes e lucros cessantes.

Caso hipotético: Leila adquiriu um protetor solar da marca SUNSUN. Todavia, após utilizar o produto por 1 semana, passou a experienciar grande ardência e inflamação em seu rosto. Por conta disso, foi hospitalizada e teve de submeter a procedimento cirúrgico para tratamento, restando com marcas irreversíveis em sua face. Alguns meses depois, foi descoberto que, por uma de fabricação decorrente do descumprimento de normas sanitárias, vários lotes do protetor solar foram contaminados com um ácido altamente perigoso. Fonte: Saraiva Educação.
A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.

( ) A inscrição indevida do nome do consumidor em cadastros de proteção de crédito ("negativação") configura o chamado dano moral in re ipsa, o que significa dizer que o dano moral é presumido, sendo dispensada sua comprovação para reclamar a reparação, bastando a mera comprovação do agir/conduta.

( ) No caso de constatada uma falha de qualidade de um produto, que lhe diminui valor e, conforme o caso, impossibilita o seu uso para os fins a que destinado, tem-se o fato/defeito do produto. Já no caso de se verificar uma falha de segurança do produto, significa que há um vício do produto.

( ) No caso hipotético em questão, Leila poderá pleitear reparação de danos materiais (despesas médicas), morais (trauma emocional) e estéticos (sequelas faciais), cumulativamente.

( ) No caso hipotético em questão, o fornecedor do protetor solar poderá ser condenado ao pagamento de danos morais coletivos, tendo em vista a falha de segurança do produto (fato/defeito) atingiu uma coletividade de consumidores - aqueles que consumiram os lotes contaminados.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
a. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.
b. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.
c. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
d. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.
e. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1.

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