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Recuperação judicial

Amigos, com relação ao despacho na recuperação judicial, como acontece para este despacho de recorribilidade que analisa o processamento da recuperação judicial.

Direito FalimentarHumanas / Sociais

2 resposta(s)

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Raimundo

Há mais de um mês

Obrigado Tatiane, perfeita sua colocação...

 

Obrigado Tatiane, perfeita sua colocação...

 

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Tatiane

Há mais de um mês

Olá Raimundo! Tudo bem?

Bom... Vou tentar responder sua pergunta, já que parece que houve omissão de alguns termos na elaboração do enunciado - fiquei um pouco confusa em entender o que você está necessariamente perguntando. Qualquer coisa, refaça sua pergunta aqui e tento te ajudar, certo?

Creio que sua pergunta pertine ao despacho que ocorre na recuperação judicial... Ok?

Segundo ensina Fábio Ulhoa, o processo de recuperação judicial divide-se em três fases distintas: 

  • Fase postulatória - a sociedade empresária em crise apresenta seu requerimento do benefício;
  • Fase deliberativa - após a verificação de crédito, discute-se e aprova-se um plano de reorganização;
  • Fase de execução - compreende a fiscalização do cumprimento do plano aprovado.

A sua pergunta encaixa-se mais precisamente ao início da segunda fase, já que o despacho encerra a primeira etapa e dá início a esta. Após ser distribuída a petição inicial com o pedido de recuperação pelo devedor legitimado - nos termos do art. 51 da LF, o juiz, através de um despacho, deferirá o processamento - art. 52. Este não deverá ser confundido com:

  • Ordem de autuação;
  • Despachos de mero expediente;
  • Decisão concessiva da recuperação judicial - decisão que somente será tomada após a aprovação do plano de recuperação pela assembleia geral dos credores. 

O despacho de processamento serve apenas para autorizar o prosseguimento do feito para que as demais fases mencionadas na lei possam ser realizadas.

Todas as diligências do referido despacho estão elencadas no art. 52 da Lei 11.101/05;

O deferimento do processamento da recuperação judicial suspende a tramitação e a prescrição das ações individuais em curso contra o devedor, não podendo exceder 180 dias. Após escoado este tempo, os processos retomaram seus devidos cursos normais. A partir do momento que o juiz defere o processamento torna-se competente para tratar de quaisquer conflitos relacionados com a recuperação juidicial, exceto se a lide envolver bens não abrangidos pelo plano da recuperação judicial, nos termos da Súmula 480 do STJ.

Espero ter ajudado!

Bons estudos para você. :)

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes