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Qual a diferença bioquímica entre glicólise rápida e glicólise lenta e qual o resultado em relação ao evento esportivo?


8 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

A glicólise pode ser dividida em duas partes diferentes: Glicólise rápida e glicólise lenta. O fator determinante é a direção na qual o produto final, o piruvato, vai. Dentro da glicólise rápida, o piruvato é convertido em lactato. Com o lactato, nosso corpo pode ressintetizar o ATP em um ritmo muito mais rápido. Isso ocorreria quando a atividade exigisse uma demanda maior de energia.


Na glicólise lenta, o piruvato é transportado para as nossas mitocôndrias e entramos no ciclo do ácido cítrico, ou no sistema oxidativo. No sistema oxidativo, a ressíntese do ATP ocorre a uma taxa muito mais lenta, mas podemos maximizar o número de ATPs produzidos, produzindo-nos a maior quantidade de energia.


O lactato às vezes recebe um invólucro ruim indigno . Muitas pessoas associam erroneamente um aumento no lactato com um aumento no ácido lático. No entanto, o ácido láctico não pode existir quando o pH do corpo é de cerca de sete. Em vez disso, o exercício diminui o pH do corpo e isso é conhecido como acidose metabólica . Na verdade, o lactato pode realmente ser um tampão para essa acidose metabólica. Além disso, o lactato é, na verdade, utilizado como energia pelas fibras musculares do tipo 1 e pelas fibras musculares cardíacas.

A glicólise pode ser dividida em duas partes diferentes: Glicólise rápida e glicólise lenta. O fator determinante é a direção na qual o produto final, o piruvato, vai. Dentro da glicólise rápida, o piruvato é convertido em lactato. Com o lactato, nosso corpo pode ressintetizar o ATP em um ritmo muito mais rápido. Isso ocorreria quando a atividade exigisse uma demanda maior de energia.


Na glicólise lenta, o piruvato é transportado para as nossas mitocôndrias e entramos no ciclo do ácido cítrico, ou no sistema oxidativo. No sistema oxidativo, a ressíntese do ATP ocorre a uma taxa muito mais lenta, mas podemos maximizar o número de ATPs produzidos, produzindo-nos a maior quantidade de energia.


O lactato às vezes recebe um invólucro ruim indigno . Muitas pessoas associam erroneamente um aumento no lactato com um aumento no ácido lático. No entanto, o ácido láctico não pode existir quando o pH do corpo é de cerca de sete. Em vez disso, o exercício diminui o pH do corpo e isso é conhecido como acidose metabólica . Na verdade, o lactato pode realmente ser um tampão para essa acidose metabólica. Além disso, o lactato é, na verdade, utilizado como energia pelas fibras musculares do tipo 1 e pelas fibras musculares cardíacas.

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Estudante

Há mais de um mês

Glicólise Aeróbia

 
Na sequência da glicólise anaeróbia, ocorre a aeróbia, que envolve o Ciclo de Krebs. Na matriz mitocondrial, o processo inicia com a reação entre oxalacetato e acetil-CoA – provindo de piruvato após sua entrada na mitocôndria, com geração de NADH pela hexoquinase -, formando citrato. A partir daí, ocorre uma série de reações que resultam em 3 NADH, 1 FADH e 1 ATP, correspondente ao rendimento do Ciclo de Krebs. É importante lembrar que esse processo acontece duas vezes, simultaneamente, pois foram formados dois piruvatos na glicólise anaeróbia e ambos entram na mitocôndria. 
 
Na membrana interna da mitocôndria estão os citocromos, dispostos em quatro complexos, que oxidam NADH e FADH. O NADH entra pelo complexo I (CI) e o FADH entra pelo complexo II (CII), sofrendo oxidação e liberando energia suficiente para a reconstituição de 3 e 2 ATP, respectivamente. Veja o esquema abaixo: 
 
 
Tanto a oxidação do NADH quanto a do FADH libera, ao final, dois H+, utilizados na formação de água na redução tetraeletrônica do oxigênio, catalisada pela citocromo oxidase: 
 
 
A falta de oxigênio no sistema – hipóxia tecidual - diminui a capacidade de tamponamento do H+, provocando acidificação do meio, que pode levar à morte do tecido. Essa hipóxia pode ser causada por isquemia - diminuição do fluxo sanguíneo -, provocando, em alguns casos, infarto. 
 
Rendimento energético da glicólise aeróbia 
 
 
  • 2 ATP: formados após a entrada de glicose na célula, até a geração de piruvato, na glicólise anaeróbia. 
  • 24 ATP: formados a partir do NADH. 4 x 2 x 3 = 24
4 (1 NADH originado na transferência de piruvato para a mitocôndria e 3 gerados no Ciclo de Krebs) x 2 (há 2 Ciclos de Krebs) x 3 (cada NADH gera energia para reconstituir 3 ATP, na cadeia respiratória) = 24.
  • 4 ATP: formados a partir do FADH. 1 x 2 x 2 = 4  
1 (1 FADH gerado no Ciclo de Krebs) x 2 (há 2 Ciclos de Krebs) x 2 (cada FADH gera energia para reconstituir 2 ATP, na cadeia respiratória) = 4. 

  • 2 ATP: reconstituídos a nível de substrato, 1 em cada Ciclo de Krebs. 
  • 6 ATP: provenientes dos 2 NADH – formados na glicólise anaeróbia - arremessados pela lançadeira de elétrons do citoplasma para dentro da mitocôndria. Como cada NADH gera energia para reconstituir 3 ATP, na cadeia respiratória, formam-se 6 ATP. 

Rendimento final: 38 ATP/glicose 

 
A glicólise aeróbia é mais lenta do que a glicólise anaeróbia, pois é mais complexa, mas seu balanço energético é maior.
 
 
 
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DriFonteles

Há mais de um mês

Muitíssimo obrigada amigo!Esclareceu bastante a minha dúvida!Um abraço!

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Fernanda

Há mais de um mês

De outra maneira bem sussinta: Na glicólise lenta ou aeróbica, a glicose entra na mitocondria e sobre oxidação completa, ja na rápida ou anaeróbica, ela é rapidamente convertica em lactado, porém, fora da mitocondria, ou seja, no citosol da celula. Quanto ao exercício, quando se utiliza predominatemente a glicolise anaeróbica trata-se da utilizaçao de fibras musculares que se caracterizam por ser anaeróbicas e de contração rápida como as recrutadas no exercício de força. Já a utilização da glicolise aeróbica é predomintantemente pelas fibras de contração lenta e com maior quantidade de mioglobina, possuindo portanto, maior capacidade oxidativa e permitindo que a glicose sofra oxidação completa.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas