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O instituto da evicção aplica-se aos contratos gratuitos?

Direito Civil


6 resposta(s)

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Vanessa Cristina

Há mais de um mês

Conceito de evicção:

Na transferência da coisa, o alienante está obrigado a observar um conjunto de garantias conferidas ao adquirente. Uma delas é a não intervenção na fruição da coisa adquirida pelo comprador, tanto por atos do vendedor como por atos de terceiro. Ocorrendo intervenção ilegal na coisa do adquirente, este pode valer-se das ações possessórias e de outros meios garantidos legalmente.

O instituto da evicção vem regulamentado nos arts. 447 a 457 do Código Civil de 2002. Com efeito, dispõe o art. 447 que “Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção; subsiste esta garantia ainda que a alienação se tenha realizado em hasta pública.”. Verifica-se, assim, que a evicção é instituto presente em todos os contratos onerosos, e não somente na compra e venda. Sendo o contrato gratuito, como se lê no dispositivo legal, não há responsabilidade do alienante pela evicção. Não há sentido para que exista responsabilidade por evicção em contratos gratuitos, uma vez que a perda da propriedade pelo adquirente não lhe trará um efetivo prejuízo, obstando-lhe apenas um ganho. Deste modo, a evicção é a perda da coisa, pelo adquirente, em virtude de uma decisão, em tese judicial, que a atribui a terceiro com causa pré-existente ao negócio jurídico.

Via (http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp?id=3175)

Conceito de evicção:

Na transferência da coisa, o alienante está obrigado a observar um conjunto de garantias conferidas ao adquirente. Uma delas é a não intervenção na fruição da coisa adquirida pelo comprador, tanto por atos do vendedor como por atos de terceiro. Ocorrendo intervenção ilegal na coisa do adquirente, este pode valer-se das ações possessórias e de outros meios garantidos legalmente.

O instituto da evicção vem regulamentado nos arts. 447 a 457 do Código Civil de 2002. Com efeito, dispõe o art. 447 que “Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção; subsiste esta garantia ainda que a alienação se tenha realizado em hasta pública.”. Verifica-se, assim, que a evicção é instituto presente em todos os contratos onerosos, e não somente na compra e venda. Sendo o contrato gratuito, como se lê no dispositivo legal, não há responsabilidade do alienante pela evicção. Não há sentido para que exista responsabilidade por evicção em contratos gratuitos, uma vez que a perda da propriedade pelo adquirente não lhe trará um efetivo prejuízo, obstando-lhe apenas um ganho. Deste modo, a evicção é a perda da coisa, pelo adquirente, em virtude de uma decisão, em tese judicial, que a atribui a terceiro com causa pré-existente ao negócio jurídico.

Via (http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp?id=3175)

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