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QUAL A DIFERENÇA ENTRE PROCEDIMENTO SUMARIO E ORDINARIO?

COISA SIMPLES, NADA DE COPIAR E COLAR TEXTOS GIGANTES.


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

Antes de falarmos, devo salientar que no novo processo civil, deixou de existir o procedimento sumário e temos apenas o procedimento comum ordinário.

Procedimento comum ordinário.

Nesse procedimento, são realizados atos de cognição (conhecimento), que é a análise feita pelo juiz dos autos.

Comparando com o processo antes de 2006, o ato de conhecimento e a execução eram processos distintos, onde cada um necessitava de uma petição inicial. Depois de 2006, houve a junção do conhecimento com a execução, diminuindo um pouco a carga processual, aproveitando o mesmo processo para já executar dar o direito ao pleiteante, permanecendo no novo CPC de 2015.

Por conta dessa junção de atos de natureza diversa, a doutrina passou a chamar de processo de natureza sincrética. Sincretismo é a junção desses atos.O procedimento ordinário tem características de ser:

Padrão – Por ser o procedimento modelo para todos os outros;

Completo – é o mais completo, possui todos os passos de forma a dar maior segurança processual;

Subsidiar – Serve de subsídio para todos os outros procedimentos.

Segundo Pontes de Miranda:

“Em razão dessa subsidiariedade o procedimento ordinário é um preenchedor de lacunas dos outros procedimentos.”

Fases do processo de conhecimento:

Segue desde a petição inicial até o momento da sentença:

I – Fase postulatória:Petição inicial.Citação.Resposta do réu.

II – Fase ordinatória:Vai organizar o processo, sanear o processo (como diz Humberto Teodoro), essa fase verifica o conteúdo das provas bem como irregularidades no processo visando corrigi-las, dependendo do conteúdo das provas, o processo pode acabar nessa fase.

III – Instrutória Ela é destinada a produção de provas como a pericial, oral e eventualmente inspeção judicial que é feita pelo próprio juiz.

IV – Decisória: Essa fase é a decisão da sentença.

 

 

Procedimento Sumário

Deve-se reafirmar que este procedimento não existe mais no novo CPC, contudo deixaremos abaixo suas características por questões históricas e formação de entendimento processual e seu crescimento ao longo do tempo.

Antes de dar prosseguimento, observe que no processo civil não existe o procedimento sumaríssimo, esse procedimento é do processo Penal e da justiça do trabalho.

E no novo CPC deixou também de existir o procedimento sumário, passando a vigorar somente o procedimento comum ordinário capitulado no artigo 318 do CPC de 2015:

Art. 318.  Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário deste Código ou de lei.

Parágrafo único.  O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução.

A diferença do procedimento comum ordinário para o procedimento sumário era basicamente a concentração dos atos processuais, busca-se praticar um maior número de atos processuais no mesmo momento.

Observe que ocorre a mesma busca exauriente do processo e conhecimento profundo dos fatos da mesma forma que no comum ordinário, justamente para que se tenha a segurança jurídica necessária.

Existe uma discussão doutrinária sobre a escolha do tipo de procedimento, pergunta-se se as partes podem escolher o tipo de procedimento adotado.

Há duas correntes:

1– Indisponibilidade do procedimento, por se tratar de matéria de direito público.
2 – Possibilidade de escolha pois a escolha não vai influenciar no resultado do processo, não havendo prejuízo ao réu.

No antigo CPC (76) o artigo 277 §4° e §5°, determinava que o juiz poderia converter o procedimento sumário em ordinário em casos de complexidade.

Hoje não existe mais o procedimento sumário e tudo passou a ser procedimento comum ordinário, portanto a conversão do rito não existe mais.

Critérios para definição das causas sujeitas ao procedimento sumário:

Essas regras estão no artigo 275 do antigo CPC (76).

I – Valor da causa – Até 60 salários mínimos

II – Em razão da matéria – Há uma série de valores, deve-se ver as alíneas do 275 do antigo CPC(76), esses valores independem do valor.

Particularidades do procedimento comum sumário

Essas particularidades se não observadas podem causar a nulidade da inicial.

O rol de testemunhas na petição inicial ou se for réu, na contestação;

OBS.: no comum ordinário, as testemunhas são apresentadas 10 dias antes da audiência ou no prazo que o juiz fixar.

Perícia: devem ser escolhidos os quesitos e o assistente técnico na inicial ou na contestação.

Apresentação da defesa no sumário deve ser na audiência de conciliação.

Ele é citado para comparecer na audiência de conciliação e nela apresentar sua defesa.

OBS: No ordinário serão 15 dias da juntada ao AR (aviso de recebimento dos correios), ou citação no diário oficial.

A citação deve ser feita 10 dias, ou mais, antes da audiência, se for menos que 10 dias, ela será nula.

Caso o autor não venha a conciliação, nada ocorrerá, ele apenas frusta a conciliação mas o processo continuará. Comparando com outros institutos, na trabalhista se o autor não vem o processo é arquivado.

Se comparecer o réu sem o advogado faltará capacidade postulatória, frustrando os pré-requisitos processuais e por consequencia a revelia.

Se o réu também for advogado, poderá postular em causa própria e o processo seguirá normal.

No juizado especial (até 20 salários mínimos), se o autor tiver advogado o juiz deverá nomear um advogado para o réu, isso também ocorre na penal. Já na justiça comum, ambos devem ter advogado.

Ação dúplice

O réu no momento de se defender da citação, ele pode apresentar a reconvenção.
É equivalente a reconvenção no procedimento comum ordinário. Nesse recurso, o réu apresenta sua defesa.

 

Referências

http://www.lopesperret.com.br/2013/05/24/procedimento-comum-ordinario-e-procedimento-sumario/

Antes de falarmos, devo salientar que no novo processo civil, deixou de existir o procedimento sumário e temos apenas o procedimento comum ordinário.

Procedimento comum ordinário.

Nesse procedimento, são realizados atos de cognição (conhecimento), que é a análise feita pelo juiz dos autos.

Comparando com o processo antes de 2006, o ato de conhecimento e a execução eram processos distintos, onde cada um necessitava de uma petição inicial. Depois de 2006, houve a junção do conhecimento com a execução, diminuindo um pouco a carga processual, aproveitando o mesmo processo para já executar dar o direito ao pleiteante, permanecendo no novo CPC de 2015.

Por conta dessa junção de atos de natureza diversa, a doutrina passou a chamar de processo de natureza sincrética. Sincretismo é a junção desses atos.O procedimento ordinário tem características de ser:

Padrão – Por ser o procedimento modelo para todos os outros;

Completo – é o mais completo, possui todos os passos de forma a dar maior segurança processual;

Subsidiar – Serve de subsídio para todos os outros procedimentos.

Segundo Pontes de Miranda:

“Em razão dessa subsidiariedade o procedimento ordinário é um preenchedor de lacunas dos outros procedimentos.”

Fases do processo de conhecimento:

Segue desde a petição inicial até o momento da sentença:

I – Fase postulatória:Petição inicial.Citação.Resposta do réu.

II – Fase ordinatória:Vai organizar o processo, sanear o processo (como diz Humberto Teodoro), essa fase verifica o conteúdo das provas bem como irregularidades no processo visando corrigi-las, dependendo do conteúdo das provas, o processo pode acabar nessa fase.

III – Instrutória Ela é destinada a produção de provas como a pericial, oral e eventualmente inspeção judicial que é feita pelo próprio juiz.

IV – Decisória: Essa fase é a decisão da sentença.

 

 

Procedimento Sumário

Deve-se reafirmar que este procedimento não existe mais no novo CPC, contudo deixaremos abaixo suas características por questões históricas e formação de entendimento processual e seu crescimento ao longo do tempo.

Antes de dar prosseguimento, observe que no processo civil não existe o procedimento sumaríssimo, esse procedimento é do processo Penal e da justiça do trabalho.

E no novo CPC deixou também de existir o procedimento sumário, passando a vigorar somente o procedimento comum ordinário capitulado no artigo 318 do CPC de 2015:

Art. 318.  Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário deste Código ou de lei.

Parágrafo único.  O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução.

A diferença do procedimento comum ordinário para o procedimento sumário era basicamente a concentração dos atos processuais, busca-se praticar um maior número de atos processuais no mesmo momento.

Observe que ocorre a mesma busca exauriente do processo e conhecimento profundo dos fatos da mesma forma que no comum ordinário, justamente para que se tenha a segurança jurídica necessária.

Existe uma discussão doutrinária sobre a escolha do tipo de procedimento, pergunta-se se as partes podem escolher o tipo de procedimento adotado.

Há duas correntes:

1– Indisponibilidade do procedimento, por se tratar de matéria de direito público.
2 – Possibilidade de escolha pois a escolha não vai influenciar no resultado do processo, não havendo prejuízo ao réu.

No antigo CPC (76) o artigo 277 §4° e §5°, determinava que o juiz poderia converter o procedimento sumário em ordinário em casos de complexidade.

Hoje não existe mais o procedimento sumário e tudo passou a ser procedimento comum ordinário, portanto a conversão do rito não existe mais.

Critérios para definição das causas sujeitas ao procedimento sumário:

Essas regras estão no artigo 275 do antigo CPC (76).

I – Valor da causa – Até 60 salários mínimos

II – Em razão da matéria – Há uma série de valores, deve-se ver as alíneas do 275 do antigo CPC(76), esses valores independem do valor.

Particularidades do procedimento comum sumário

Essas particularidades se não observadas podem causar a nulidade da inicial.

O rol de testemunhas na petição inicial ou se for réu, na contestação;

OBS.: no comum ordinário, as testemunhas são apresentadas 10 dias antes da audiência ou no prazo que o juiz fixar.

Perícia: devem ser escolhidos os quesitos e o assistente técnico na inicial ou na contestação.

Apresentação da defesa no sumário deve ser na audiência de conciliação.

Ele é citado para comparecer na audiência de conciliação e nela apresentar sua defesa.

OBS: No ordinário serão 15 dias da juntada ao AR (aviso de recebimento dos correios), ou citação no diário oficial.

A citação deve ser feita 10 dias, ou mais, antes da audiência, se for menos que 10 dias, ela será nula.

Caso o autor não venha a conciliação, nada ocorrerá, ele apenas frusta a conciliação mas o processo continuará. Comparando com outros institutos, na trabalhista se o autor não vem o processo é arquivado.

Se comparecer o réu sem o advogado faltará capacidade postulatória, frustrando os pré-requisitos processuais e por consequencia a revelia.

Se o réu também for advogado, poderá postular em causa própria e o processo seguirá normal.

No juizado especial (até 20 salários mínimos), se o autor tiver advogado o juiz deverá nomear um advogado para o réu, isso também ocorre na penal. Já na justiça comum, ambos devem ter advogado.

Ação dúplice

O réu no momento de se defender da citação, ele pode apresentar a reconvenção.
É equivalente a reconvenção no procedimento comum ordinário. Nesse recurso, o réu apresenta sua defesa.

 

Referências

http://www.lopesperret.com.br/2013/05/24/procedimento-comum-ordinario-e-procedimento-sumario/

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Matheus

Há mais de um mês

A principal diferença entre o procedimento sumário e o ordinário é a cognição, pois no sumário a cognição é sumária, ou seja, o rito é mais rápido, onde pela complexidade ou urgência da demanda judiciária se antecipam etapas do processo, já no rito ordinário a cognição é exauriente, ou seja, ela busca a verdade material, de maneira mais lenta, em prol da segurança jurídica, para isso, o processo tem todas as fases cumpridas de maneira equanime, sem supressão

Resumindo: Procedimento sumário é imediato e rápido, conforme regras próprias. Procedimento ordinário está sujeito a normas, regulamentos e geralmente, prazos específicos. 

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André

Há mais de um mês

O procedimento sumário, caracterizado por ser mais simples e direto, tentando sempre realizar o maior número de atos processuais em um único ato, atribui-se à causas específicas, postas no artigo 275 do código de processo civil.

Os fatos que não se enquadrarem no disposto artigo serão enquadrados no procedimento ordinário.

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Antonio

Há mais de um mês

Excelente colaboração, obrigado!

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas