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Quais são as iniciativas para a edição do primeiro Código Civil brasileiro?

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Direito Civil IFACULDADES DOCTUM

2 resposta(s)

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Reis,

Há mais de um mês

Bom dia Samara, se entendi o que você precisa saber, transcrevo (cotrl C, control V ..kkk do site: http://jus.com.br/artigos/12712/diretrizes-e-bases-principiologicas-do-codigo-civil-de-2002/2#ixzz2wbwWwe7p , onde você pode aprofundar mais ainda sobre o assunto. A intenção do legislador de 2.002 foi, em princípio, manter o amadurecimento do texto jurídico do Código Civil de Beviláqua. Para tanto, em 1.969, foi criada a Comissão Revisora e Elaboradora do Código Civil, a fim de aproveitar a maior parte do Código Civil de 1.916. Todavia, a necessidade de reestruturação das bases principiológicas mostrou-se altamente relevante. No mais, como o trabalho de Codificação é sistemático, a alteração feita em um artigo ou capítulo reflete em outros pontos do Projeto. O legislador de 2.002 adotou procedimentos, ora de cunho metodológico, ora de caráter basal, principiológico, para a edificação do atual código. São eles: a) preservação do Código vigente naquilo que fosse possível, para que não houvesse uma ruptura jurídica repentina entre as legislações. No mais, a doutrina e a jurisprudência aplicáveis ao código anterior poderiam ser utilizadas em parte na nova codificação; b) Impossibilidade de se proceder à mera revisão do código anterior, em virtude da sua falta de correlação com a sociedade contemporânea; c) Introdução de nova base principiológica, assentada na eticidade, socialidade e operabilidade; d) Aproveitamento dos trabalhos anteriormente feitos de alteração da lei civil (primeiro por Hahneman Guimarães, Orozimbo Nonato e Philadelpho de Azevedo, com o anteprojeto do "Código das Obrigações"; e, depois, por Orlando Gomes e Caio Mario da Silva Pereira, com a proposta de elaboração separada de um Código Civil e de um Código das Obrigações, contando com a colaboração, neste caso, de Silvio Marcondes, Theóphilo de Azevedo Santos e Nehemias Gueiros.). e) Introduzir no Código Civil somente matérias amadurecidas e pacificadas na doutrina e jurisprudência. As matérias controvertidas, ainda em discussão na seara jurídica, ou cujo conteúdo extrapola os limites do Direito Civil (bioética, por exemplo) ficariam reservadas a lei especial. f) Adotar a divisão do Código Civil em Parte Geral e Parte Especial, esta dividida em Direito das Obrigações, Direitos Reais, Direito de Família, Direito das Sucessões, Direito de Empresa. g) Realizar a Unificação do Direito das Obrigações, com a inclusão de mais um livro no Código Civil, inicialmente designado "Atividades Negociais", mas que acabou por ser designado de Direito de Empresa. Revogou-se, com isso, a primeira parte do obsoleto Código Comercial de 1850. Roberto Senise Lisboa traz um elenco complementar às diretrizes supra comentadas, que se passa a expor: a) compreensão do Código Civil como a lei básica, mas não global, do direito privado; b) consideração das atividades empresariais e negociais como decorrentes das obrigações em geral; c) a redistribuição da matéria conforme a sistemática atualmente adotada (foi o que se deu, v.g., com o instituto da ausência, agora previsto na Parte Geral, e do bem de família, incluído no livro Do Direito de Família); d) a preservação da mesma redação do Código de 1.916 no texto, na medida do possível, o que se sucedeu em mais da metade dos dispositivos; e) eliminação da atual codificação civil de qualquer regra processual comum; f) a inclusão das revisões indispensáveis, em decorrência da legislação especial posterior a 1916; g) acolhimento de modelos jurídicos adotados pela jurisprudência (como fez ao prever a desconsideração da personalidade jurídica, com a finalidade de afastar a personalidade da pessoa jurídica e, consequentemente, responsabilizar seu administrador); h) na elaboração da atual codificação, optaram por prescindir do excessivo rigor formal, revelado, v.g., na adoção do princípio de que o contrato firma-se livremente, sem necessidade de forma especial, o que só será requisito de validade deste negócio se a lei expressamente determinar; i) consulta às entidades públicas e privadas sobre o conteúdo do Anteprojeto;

Bom dia Samara, se entendi o que você precisa saber, transcrevo (cotrl C, control V ..kkk do site: http://jus.com.br/artigos/12712/diretrizes-e-bases-principiologicas-do-codigo-civil-de-2002/2#ixzz2wbwWwe7p , onde você pode aprofundar mais ainda sobre o assunto. A intenção do legislador de 2.002 foi, em princípio, manter o amadurecimento do texto jurídico do Código Civil de Beviláqua. Para tanto, em 1.969, foi criada a Comissão Revisora e Elaboradora do Código Civil, a fim de aproveitar a maior parte do Código Civil de 1.916. Todavia, a necessidade de reestruturação das bases principiológicas mostrou-se altamente relevante. No mais, como o trabalho de Codificação é sistemático, a alteração feita em um artigo ou capítulo reflete em outros pontos do Projeto. O legislador de 2.002 adotou procedimentos, ora de cunho metodológico, ora de caráter basal, principiológico, para a edificação do atual código. São eles: a) preservação do Código vigente naquilo que fosse possível, para que não houvesse uma ruptura jurídica repentina entre as legislações. No mais, a doutrina e a jurisprudência aplicáveis ao código anterior poderiam ser utilizadas em parte na nova codificação; b) Impossibilidade de se proceder à mera revisão do código anterior, em virtude da sua falta de correlação com a sociedade contemporânea; c) Introdução de nova base principiológica, assentada na eticidade, socialidade e operabilidade; d) Aproveitamento dos trabalhos anteriormente feitos de alteração da lei civil (primeiro por Hahneman Guimarães, Orozimbo Nonato e Philadelpho de Azevedo, com o anteprojeto do "Código das Obrigações"; e, depois, por Orlando Gomes e Caio Mario da Silva Pereira, com a proposta de elaboração separada de um Código Civil e de um Código das Obrigações, contando com a colaboração, neste caso, de Silvio Marcondes, Theóphilo de Azevedo Santos e Nehemias Gueiros.). e) Introduzir no Código Civil somente matérias amadurecidas e pacificadas na doutrina e jurisprudência. As matérias controvertidas, ainda em discussão na seara jurídica, ou cujo conteúdo extrapola os limites do Direito Civil (bioética, por exemplo) ficariam reservadas a lei especial. f) Adotar a divisão do Código Civil em Parte Geral e Parte Especial, esta dividida em Direito das Obrigações, Direitos Reais, Direito de Família, Direito das Sucessões, Direito de Empresa. g) Realizar a Unificação do Direito das Obrigações, com a inclusão de mais um livro no Código Civil, inicialmente designado "Atividades Negociais", mas que acabou por ser designado de Direito de Empresa. Revogou-se, com isso, a primeira parte do obsoleto Código Comercial de 1850. Roberto Senise Lisboa traz um elenco complementar às diretrizes supra comentadas, que se passa a expor: a) compreensão do Código Civil como a lei básica, mas não global, do direito privado; b) consideração das atividades empresariais e negociais como decorrentes das obrigações em geral; c) a redistribuição da matéria conforme a sistemática atualmente adotada (foi o que se deu, v.g., com o instituto da ausência, agora previsto na Parte Geral, e do bem de família, incluído no livro Do Direito de Família); d) a preservação da mesma redação do Código de 1.916 no texto, na medida do possível, o que se sucedeu em mais da metade dos dispositivos; e) eliminação da atual codificação civil de qualquer regra processual comum; f) a inclusão das revisões indispensáveis, em decorrência da legislação especial posterior a 1916; g) acolhimento de modelos jurídicos adotados pela jurisprudência (como fez ao prever a desconsideração da personalidade jurídica, com a finalidade de afastar a personalidade da pessoa jurídica e, consequentemente, responsabilizar seu administrador); h) na elaboração da atual codificação, optaram por prescindir do excessivo rigor formal, revelado, v.g., na adoção do princípio de que o contrato firma-se livremente, sem necessidade de forma especial, o que só será requisito de validade deste negócio se a lei expressamente determinar; i) consulta às entidades públicas e privadas sobre o conteúdo do Anteprojeto;

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Lyra

Há mais de um mês

iniciativas? histórico? sei te dizer que a constituição de 1824 exigia a elaboração de um código civil imediatamente. como tudo no brasil.. esse código demorou um tempão para sair. O primerio jurista incumbido a fazer um projeto de CC foi o baiano Augusto Teixeira de Freitas, isso em 1859. Ele terminou seu projeto em 1864, mas D Pedro II não gostou dos trabalhos. Curiosidade: o trabalho de teixeira de freitas era tão bom, que Velez Sarsfiel, um jurista argentino, veio para cá copiou o esboço de código civil de Teixeira de Freitas e levou para a Argentina (e esse código vige até hoje). Então o governo Brasileiro incumbiu o cearense Clovis Bevilacqua de fazer um outro anteprojeto, ele entregou o trbaalho em 1901, mas veio a ser aprovado somente em 1916.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes