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Qual o motivo do aumento dos níveis de aminoácidos no plasma durante o jejum prolongado?

Estou estudando o ciclo alimentado/jejum e o que ocorre em cada tecido durante estes períodos. Mas não consigo encontrar uma resposta para o porque dos níveis elevados de aa no plasma durante o jejum prolongado...


2 resposta(s)

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Manoel

Há mais de um mês

A lógica orgânica do jejum é a de se produzir glicose a todo custo, através de rotas bioquímicas que envolvem a glicogenólise, gliconeogênese, produção de glicerol-3-P e utilização de aminoácidos glicogênicos. Além da glicose gerada por esses processos, o organismo faz uso de outros combustíveis, tais como corpos cetônicos, ácidos graxos e proteínas.

A sequência média dessas utilizações inclui a glicogenólise e gliconeogênese (até o 7°. dia), a utilização da β-oxidação, de corpos cetônicos, aminoácidos glicogênicos, e glicerol (até o 15°. dia), e a proteólise (a partir do 20°. dia). Os orgãos do metabolismo em jejum envolvem, como no absortivo, o fígado, tecido adiposo, musculatura esquelética e cérebro.

O fígado em jejum trabalha com um aumento da glicogenólise (estoques humanos de até 24h) e da gliconeogênese (5h após a refeição, com fontes a partir de aminoácidos, glicerol e lactato). Ocorre também um aumento da β-oxidação de ácidos graxos e síntese de corpos cetônicos (reduz o uso de proteínas com fonte dietética).

O tecido adiposo em jejum reduz o transporte de glicose (baixos níveis de insulina), aumenta a β-oxidação (atividade aumentada da lipase sensível a hormônio), e a liberação de ácidos graxos (transporte albumínico). Concomitantemente, os adipócitos reduzem a síntese de triacilglicerol (atividade reduzida da lipase lipoprotéica).

Na musculatura esquelética em jejum o transporte e catabolismo de glicose estão deprimidos, fazendo com que o organismo passe a utilizar primeiramente os corpos cetônicos e ácidos graxos como combustíveis (3 semanas) e, posteriormente, as proteínas. Proteólise também é verificada nos primeiros dias do jejum. O cérebro em jejum utiliza glicose (primeiros dias) e posteriormente os corpos cetônicos (3 semanas).

<http://desenvolvimentovirtual.com/bioq/InfOnline2/6-metab_reg_int/conteudo.html>

A lógica orgânica do jejum é a de se produzir glicose a todo custo, através de rotas bioquímicas que envolvem a glicogenólise, gliconeogênese, produção de glicerol-3-P e utilização de aminoácidos glicogênicos. Além da glicose gerada por esses processos, o organismo faz uso de outros combustíveis, tais como corpos cetônicos, ácidos graxos e proteínas.

A sequência média dessas utilizações inclui a glicogenólise e gliconeogênese (até o 7°. dia), a utilização da β-oxidação, de corpos cetônicos, aminoácidos glicogênicos, e glicerol (até o 15°. dia), e a proteólise (a partir do 20°. dia). Os orgãos do metabolismo em jejum envolvem, como no absortivo, o fígado, tecido adiposo, musculatura esquelética e cérebro.

O fígado em jejum trabalha com um aumento da glicogenólise (estoques humanos de até 24h) e da gliconeogênese (5h após a refeição, com fontes a partir de aminoácidos, glicerol e lactato). Ocorre também um aumento da β-oxidação de ácidos graxos e síntese de corpos cetônicos (reduz o uso de proteínas com fonte dietética).

O tecido adiposo em jejum reduz o transporte de glicose (baixos níveis de insulina), aumenta a β-oxidação (atividade aumentada da lipase sensível a hormônio), e a liberação de ácidos graxos (transporte albumínico). Concomitantemente, os adipócitos reduzem a síntese de triacilglicerol (atividade reduzida da lipase lipoprotéica).

Na musculatura esquelética em jejum o transporte e catabolismo de glicose estão deprimidos, fazendo com que o organismo passe a utilizar primeiramente os corpos cetônicos e ácidos graxos como combustíveis (3 semanas) e, posteriormente, as proteínas. Proteólise também é verificada nos primeiros dias do jejum. O cérebro em jejum utiliza glicose (primeiros dias) e posteriormente os corpos cetônicos (3 semanas).

<http://desenvolvimentovirtual.com/bioq/InfOnline2/6-metab_reg_int/conteudo.html>

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Maria

Há mais de um mês

Por causa da gliconeogênese (quebra de novas fontes - proteínas e carboidratos - para obter glicose), onde as proteínas são quebradas em aminoácidos.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes