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No "pro solvendo" nas cessões de crédito, quem paga em caso de o devedor não pagar?

Tomei nota na sala de que seria o cessionário, mas acho que não faz sentido.


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

Na cessão de crédito pro soluto, o cedente se desonera inteiramente com o cessionário com a própria cessão, ou seja, independentemente do recebimento do crédito. Na cessão pro solvendo, o cedente somente se desonera após o recebimento do crédito pelo cessionário. Ou seja, na cessão pro solvendo, o cedente responde pela solvência do devedor porque há cláusula expressa nesse sentido. Assim dispõem os art.296 e 297 do Código Civil:

Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.

Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.

Na cessão de crédito pro soluto, o cedente se desonera inteiramente com o cessionário com a própria cessão, ou seja, independentemente do recebimento do crédito. Na cessão pro solvendo, o cedente somente se desonera após o recebimento do crédito pelo cessionário. Ou seja, na cessão pro solvendo, o cedente responde pela solvência do devedor porque há cláusula expressa nesse sentido. Assim dispõem os art.296 e 297 do Código Civil:

Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.

Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.

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Mayná

Há mais de um mês

Prevista nos artigos 286 a 298 do Código Civil, a cessão de crédito é o negócio jurídico pelo qual o credor de uma obrigação, chamado cedente, transfere a um terceiro, chamado cessionário, sua posição ativa na relação obrigacional, independentemente da autorização do devedor, que se chama cedido. É uma forma de transmissão das obrigações, e a transferência pode ser onerosa ou gratuita.

A cessão de crédito pode ser pro soluto ou pro solvendo . Na cessão pro soluto o cedente responde pela existência e legalidade do crédito, mas não responde pela solvência do devedor; já na cessão pro solvendo , responde também pela solvência do devedor.

Interpretando sistematicamente os artigos 295 a 297, a regra geral é a de que o cedente garante apenas a existência do crédito cedido; todavia, se, por norma expressa, além de garantir a existência do crédito, também garantir a solvência do devedor, a cessão é pro soluto . Quando a cessão é onerosa, o cedente sempre responde pro soluto . E o mesmo ocorre se a cessão foi gratuita e o cedente agiu de má-fé.

 

Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.

 

Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.

Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas