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Direito moral e justiça?


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Há mais de um mês

A palavra moral decorre sociologicamente de mores, que sob esse sentido pode ser compreendida como o conjunto de práticas, de costumes, de usos, de padrões de conduta em determinado seguimento social. Nesse sentido, cada povo, cada época, cada setor da sociedade possui seu próprio padrão, sua própria moral.

A norma moral determina ao homem qual a conduta a seguir para o seu aperfeiçoamento como homem, entre as possíveis condutas dele próprio.

Já as normas do direito buscam o bem social, orientam condutas para concretizar valores sociais, e são dotadas de multilateralidade, atributividade e coercibilidade.

A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.

O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis tem uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. 

Há a tendência de imaginar que o direito decorre da moral, limitando-se a abranger tais normas. De fato existem normas jurídicas que nascem de preceitos morais estabelecidos pelos costumes de um determinado povo. Mas não seria correto afirmar que todas as leis de uma região possuem conteúdo moral. Basta citar que existem normas amorais (alheias ao campo da moral) que são jurídicas (por ex., as normas de tráfego aéreo), bem como normas que tutelam fatos considerados imorais pela maioria da sociedade e que são, à luz do Direito, perfeitamente legais.

A norma jurídica é a única que concede ao lesado pela sua violação a permissão para exigir a devida reparação pelo mal sofrido. Autoriza o indivíduo prejudicado a acionar o poder público para que este valha-se até mesmo da força que possui para assegurar a sua observação. Já as regras morais não possuem tal característica. 

Já a justiça, segundo Anderson Gimenes, é a particularidade do que é justo e correto. É um conceito abstrato, que se refere a um estado ideal de interação social para um determinado grupo de pessoas. Em uma sociedade justa há um equilíbrio razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades, entre as pessoas envolvidas dentro de um determinado grupo social.

O Direito é o objeto da justiça. Compõe-se das normas desenvolvidas com o fim de que a sociedade tenha regras justas. Justiça e Direito caminham lado a lado.

Para Hobbes o homem é igual em vida e em espírito, mas sem norma coercitiva sobre todos há o caos social, por ser o homem ambicioso. Por isso há a necessidade de os indivíduos fazerem um pacto (Direito) que criasse um poder soberano, acima de todos.

Aristóteles considera justo o que observa a lei: "justiça é uma virtude pela qual cada um tem o que lhe pertence, e isto segundo a lei, enquanto que o injusto é vício pelo qual alguém se apodera do alheio, contrariamente à lei”.

O entendimento da sociedade na busca da justiça é a finalidade do Direito. 

Importa ressaltar que nem sempre o Direito é justo, e nem sempre o que é justo é transformado em norma. Tais situações podem levar a atritos do Direito com a justiça que devem ser debatidos pela sociedade. 

A palavra moral decorre sociologicamente de mores, que sob esse sentido pode ser compreendida como o conjunto de práticas, de costumes, de usos, de padrões de conduta em determinado seguimento social. Nesse sentido, cada povo, cada época, cada setor da sociedade possui seu próprio padrão, sua própria moral.

A norma moral determina ao homem qual a conduta a seguir para o seu aperfeiçoamento como homem, entre as possíveis condutas dele próprio.

Já as normas do direito buscam o bem social, orientam condutas para concretizar valores sociais, e são dotadas de multilateralidade, atributividade e coercibilidade.

A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.

O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis tem uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. 

Há a tendência de imaginar que o direito decorre da moral, limitando-se a abranger tais normas. De fato existem normas jurídicas que nascem de preceitos morais estabelecidos pelos costumes de um determinado povo. Mas não seria correto afirmar que todas as leis de uma região possuem conteúdo moral. Basta citar que existem normas amorais (alheias ao campo da moral) que são jurídicas (por ex., as normas de tráfego aéreo), bem como normas que tutelam fatos considerados imorais pela maioria da sociedade e que são, à luz do Direito, perfeitamente legais.

A norma jurídica é a única que concede ao lesado pela sua violação a permissão para exigir a devida reparação pelo mal sofrido. Autoriza o indivíduo prejudicado a acionar o poder público para que este valha-se até mesmo da força que possui para assegurar a sua observação. Já as regras morais não possuem tal característica. 

Já a justiça, segundo Anderson Gimenes, é a particularidade do que é justo e correto. É um conceito abstrato, que se refere a um estado ideal de interação social para um determinado grupo de pessoas. Em uma sociedade justa há um equilíbrio razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades, entre as pessoas envolvidas dentro de um determinado grupo social.

O Direito é o objeto da justiça. Compõe-se das normas desenvolvidas com o fim de que a sociedade tenha regras justas. Justiça e Direito caminham lado a lado.

Para Hobbes o homem é igual em vida e em espírito, mas sem norma coercitiva sobre todos há o caos social, por ser o homem ambicioso. Por isso há a necessidade de os indivíduos fazerem um pacto (Direito) que criasse um poder soberano, acima de todos.

Aristóteles considera justo o que observa a lei: "justiça é uma virtude pela qual cada um tem o que lhe pertence, e isto segundo a lei, enquanto que o injusto é vício pelo qual alguém se apodera do alheio, contrariamente à lei”.

O entendimento da sociedade na busca da justiça é a finalidade do Direito. 

Importa ressaltar que nem sempre o Direito é justo, e nem sempre o que é justo é transformado em norma. Tais situações podem levar a atritos do Direito com a justiça que devem ser debatidos pela sociedade. 

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