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Qual a diferença de União Estável, Concubinato e casamento?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Paduan Seta Advocacia Verified user icon

Há mais de um mês

A união estável é uma situação de fato que não necessita de um documento para sua comprovação, ou seja, não altera o estado civil. Ela pode ser provada através de conta corrente conjuntas, testemunhas, disposições testamentárias ou apólice de seguro. O tempo necessário para a união ser configurada como estável é de acordo com a vontade do casal de constituir família. A união estável, na esfera patrimonial, adequa-se ao disposto no artigo 5º da Lei 9.278/96, ou seja, tudo o que for adquirido a título oneroso durante a união será do casal na proporção de 50% para cada. Ademais, os bens adquiridos por um dos conviventes como título de doação, herança, sub-rogação de bens particulares ou de bens anteriores à união, serão bens particulares. No caso de falecimento de um dos participantes da união estável, as normas do regime sucessório do casamento serão aplicadas. A dissolução da união estável não requer procedimentos judiciais ou extrajudiciais. 

O concubinato é a união de um casal em que um dos dois está casado. Os efeitos legais da união estável recaem sobre o concubinato. 

O casamento é um instituto formal e uma situação de direito que pode ser comprovada através da certidão matrimonial, a qual altera o estado civil da pessoa. As pessoas que concordam em se casar tem o escopo de constituir família e ficarem unidas permanentemente. Os doutrinadores expõem que o casamento-ato é um negócio jurídico, enquanto que o casamento-estado é uma instituição. Os bens do casal serão administrados conforme o instituto que optarem: comunhão universal, comunhão parcial e separação de bens. A dissolução do casamento é feita através de um procedimento judiciário ou extrajudiciário. 

A união estável é uma situação de fato que não necessita de um documento para sua comprovação, ou seja, não altera o estado civil. Ela pode ser provada através de conta corrente conjuntas, testemunhas, disposições testamentárias ou apólice de seguro. O tempo necessário para a união ser configurada como estável é de acordo com a vontade do casal de constituir família. A união estável, na esfera patrimonial, adequa-se ao disposto no artigo 5º da Lei 9.278/96, ou seja, tudo o que for adquirido a título oneroso durante a união será do casal na proporção de 50% para cada. Ademais, os bens adquiridos por um dos conviventes como título de doação, herança, sub-rogação de bens particulares ou de bens anteriores à união, serão bens particulares. No caso de falecimento de um dos participantes da união estável, as normas do regime sucessório do casamento serão aplicadas. A dissolução da união estável não requer procedimentos judiciais ou extrajudiciais. 

O concubinato é a união de um casal em que um dos dois está casado. Os efeitos legais da união estável recaem sobre o concubinato. 

O casamento é um instituto formal e uma situação de direito que pode ser comprovada através da certidão matrimonial, a qual altera o estado civil da pessoa. As pessoas que concordam em se casar tem o escopo de constituir família e ficarem unidas permanentemente. Os doutrinadores expõem que o casamento-ato é um negócio jurídico, enquanto que o casamento-estado é uma instituição. Os bens do casal serão administrados conforme o instituto que optarem: comunhão universal, comunhão parcial e separação de bens. A dissolução do casamento é feita através de um procedimento judiciário ou extrajudiciário. 

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Vanessa

Há mais de um mês

O casamento sempre remete à idéia de constituição de família e, assim inserido, está no âmago do Direito de Família. “O casamento é o centro do Direito de Família”, é o que proclama Sílvio de Salvo Venosa (2003, p. 40).

O casamento tem início com a celebração. Por sua vez, implica em adoção de regime de bens entre os cônjuges, sendo que, aos que não o fizerem explicitamente, presumir-se-á, segundo reza o Código Civil de 2002, em seu art. 1640, a adoção do Regime da Comunhão Parcial de Bens que tutelará a situação patrimonial entre ambos.

Não obstante o dever de fidelidade, já ressaltado no presente trabalho, é possível que se verifique a coexistência da situação de cônjuge com a do convivente ou companheiro, que seria o status de quem vive em união estável. Tal ocorrência fática pode ser verificada quando a dissolução do casamento não se deu por qualquer de suas vias legais e os cônjuges encontram-se separados de fato apenas. A referida situação não é impedimento à constituição da união estável e não se confunde com o que se tem por concubinato. Portanto, é possível que coexistam o cônjuge e o convivente, ambos ligados a uma mesma pessoa. 

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas