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Modalidades do concurso formal imperfeito?

Direito Penal #Exercício 

Direito Penal IUNINASSAU SALVADOR

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Danúbia

Há mais de um mês

No concurso formal impróprio ou imperfeito, Fernando Capez, 2004 pág. 474 conceitua dizendo que “é o resultado de desígnios autônomos. Aparentemente, há uma só ação, mas o agente intimamente deseja os outros resultados ou aceita o risco de produzi-los. Como se nota, essa espécie de concurso formal só é possível nos crimes dolosos.”.

O agente mediante uma única conduta de ação ou omissão produz mais de um resultado, sendo a título de dolo eventual, pois possui a vontade de produzi-los indiferente seja o resultado, neste caso acontece que a doutrina os chama de desígnios autônomos em relação a cada um dos resultados que será alcançado.

Para que não torne benéfica a prática de mais de um crime por uma única ação, no concurso formal impróprio, é utilizado o sistema de cúmulo material das penas, o mesmo que é utilizado no concurso material. Havendo apenas a soma das penas aplicadas aos diversos crimes, como no concurso material.

Há duas teorias, objetiva: admite a pluralidade de desígnios; e subjetiva: exige unidade de desígnios para que haja concurso formal.

Código Penal Brasileiro adotou a teoria objetiva, pois admite o concurso formal imperfeito com pluralidade de desígnios.

Ainda no caso do concurso formal, quando as penas aplicadas por o sistema de exasperação superarem as que por ventura fossem aplicadas por o sistema do cúmulo material, para que o apenado não saia prejudicado, sua pena será computada como se desta forma fosse, este é o chamado cúmulo material benéfico. Exemplificando, caso o agente cometa um homicídio simples e uma lesão corporal em concurso formal próprio, sua pena seria a do homicídio (por ser maior) acrescida de um terço até metade, o que poderia, dependendo do aumento aplicado, ser maior que a do homicídio e das lesões corporais somadas. Assim caso a pena aplicada pelo sistema da exasperação seja maior que a que fosse aplicada pelo cúmulo material, este será o aplicado.

O aumento de pena no concurso formal deve ser fundamentado pelo juiz, devendo, segundo a maioria dos doutrinadores, ser aplicado levando em consideração o número de vítimas ou a quantidade de crimes praticados.

Para a aplicação da suspensão condicional do processo, é necessário que se faça primeiro o cálculo da pena com o acréscimo de um terço até metade, para só assim fixar os novos limites mínimos https://matheushpadilha.jusbrasil.com.br/artigos/139879506/concurso-de-crimes-especies-e-fixacao-da-pena

No concurso formal impróprio ou imperfeito, Fernando Capez, 2004 pág. 474 conceitua dizendo que “é o resultado de desígnios autônomos. Aparentemente, há uma só ação, mas o agente intimamente deseja os outros resultados ou aceita o risco de produzi-los. Como se nota, essa espécie de concurso formal só é possível nos crimes dolosos.”.

O agente mediante uma única conduta de ação ou omissão produz mais de um resultado, sendo a título de dolo eventual, pois possui a vontade de produzi-los indiferente seja o resultado, neste caso acontece que a doutrina os chama de desígnios autônomos em relação a cada um dos resultados que será alcançado.

Para que não torne benéfica a prática de mais de um crime por uma única ação, no concurso formal impróprio, é utilizado o sistema de cúmulo material das penas, o mesmo que é utilizado no concurso material. Havendo apenas a soma das penas aplicadas aos diversos crimes, como no concurso material.

Há duas teorias, objetiva: admite a pluralidade de desígnios; e subjetiva: exige unidade de desígnios para que haja concurso formal.

Código Penal Brasileiro adotou a teoria objetiva, pois admite o concurso formal imperfeito com pluralidade de desígnios.

Ainda no caso do concurso formal, quando as penas aplicadas por o sistema de exasperação superarem as que por ventura fossem aplicadas por o sistema do cúmulo material, para que o apenado não saia prejudicado, sua pena será computada como se desta forma fosse, este é o chamado cúmulo material benéfico. Exemplificando, caso o agente cometa um homicídio simples e uma lesão corporal em concurso formal próprio, sua pena seria a do homicídio (por ser maior) acrescida de um terço até metade, o que poderia, dependendo do aumento aplicado, ser maior que a do homicídio e das lesões corporais somadas. Assim caso a pena aplicada pelo sistema da exasperação seja maior que a que fosse aplicada pelo cúmulo material, este será o aplicado.

O aumento de pena no concurso formal deve ser fundamentado pelo juiz, devendo, segundo a maioria dos doutrinadores, ser aplicado levando em consideração o número de vítimas ou a quantidade de crimes praticados.

Para a aplicação da suspensão condicional do processo, é necessário que se faça primeiro o cálculo da pena com o acréscimo de um terço até metade, para só assim fixar os novos limites mínimos https://matheushpadilha.jusbrasil.com.br/artigos/139879506/concurso-de-crimes-especies-e-fixacao-da-pena

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