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Dermatoses bacterianas

Resumo sobre dermatoses bacterianas e piodermites: proteção e agressão cutânea; agentes (S. pyogenes, S. aureus); quadros: impetigo, ectima, foliculite, furúnculo, abscesso, paroníquea e eritrasma; tratamentos tópicos e sistêmicos (mupirocina, ácido fusídico, cefalexina, amox‑clav, drenagem).

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DermatologiaDermatologiaDermatologia
DERMATOSES BACTERIANAS
São mais frequente no verão. 
Se disseminam com mais frequência em ambientes
coletivos, como hospitais e creches. 
Sua ocorrência é facilitada por fatores como
imunossupressão, doenças autoimunes e danos
teciduais preexistentes. 
Ocorrem quando os fatores de agressão da pele
superam os fatores protetores.
PROTEÇÃO - Flora residente que dificulta
colonização por outras bactérias, ácidos graxos
insaturados (produzidos pela flora residente),
barreira celular permite renovação constante da
epiderme, ph ácido da pele dificulta colonização
bacteriana. 
AGRESSÃO - Pele seca aumenta multiplicação
bacteriana, ph alcalino facilita, imunossupressão,
patogenicidade e virulência do germe. 
Acometem epiderme e/ou folículo piloso. Se não
tratadas podem se espalhar para a derme. 
Os agentes mais comuns são o S. pyogenes (10% dos
indivíduos hígidos são portadores na orofaringe e
somente 1% na pele) e o S. aureus (30-50% das pessoas
hígidas são portadores nas fossas nasais, umbigo,
períneo, interdigital e placas de dermatite atópica). 
É uma doença contagiosa da epiderme alta (camada
subcórnea), que acomete mais crianças (relação com
menos higiene, devem ser afastadas da escola pela alta
contagiosidade). 
É caracterizada por vesículas que evoluem com pústulas
que ulceram e formam as crostas melicéricas. O mais
comum é acometer a região perioral.
Não-bolhoso: estreptocócico (pode cursar com
nefrite). 
Bolhoso: estafilocócico. 
Tratamento:
Leves e moderados: mupirocina ou ácido fusídico,
remoção de crostas e boa higiene. 
Graves: antibiótico VO. Primeira escolha -
cefalexina, amoxicilina-clavulanato, segunda
escolha - azitromicina, clindamicina e eritromicina. 
PIODERMITES
Infecções superficiais da pele 
1- Impetigo
S. aureus ou estrepto do grupo A. 
Geralmente acomete o MI em idosos e pessoas com DM. 
Quadro clínico caraterizado por uma pústula que
aprofunda, gerando erosões e ulcerações, que formam
uma crosta espessa. 
São dolorosas, destroem o feixe nervoso e podem
deixar cicatrizes. 
O tratamento é o mesmo do impetigo, para casos leves e
moderados usa-se mupirocina ou ácido fusídico e para
casos graves antibiótico oral, sendo a primeira linha
cefalexina ou amoxicilina-clavulanato. 
2- Ectima
É um processo inflamatório da unidade pilossebácea
(epiderme + folículo piloso), causado pelo S. aureus.
É caracterizado por uma pústula, com halo eritematoso
e pelo central, mais comum na região inguinal e no
couro cabeludo. 
O tratamento é feito com antibioticoterapia tópica. 
3- Foliculite
É um nódulo inflamatório profundo ao redor do folículo
piloso (aprofundamento da foliculite), causado pelo S.
aureus. 
Pode evoluir para um abcesso. 
Ocorre geralmente em áreas de fricção, oclusão e
transpiração (regão inguinal). 
Entre seus fatores de risco, incluem-se obesidade,
atopia, imunossupressão e DM. 
O tratamento é feito com antibioticoterapia VO. 
3.1 - Furúnculo
a - Furunculose - é a junção de múltiplos furúnculos. 
É causada por endotoxinas do S. aureus, surge após
infecções de nasofaringe, conjuntiva, ouvido e trato
urinário. É mais comum em crianças. 
Caracterizada pela presença de bolhas altas e flácidas.
O diagnóstico é essencialmente clínico, visto que a
cultura das bolhas é negativa. 
O tratamento consiste em internação hospitalar e
administração de antibiótico EV. 
7- Síndrome da pele escaldada estafilocócica
É a coalescência de vários furúnculos, porém mais
extenso, infiltrado e com múltiplos orifícios. 
Pode ter sintomas sistêmicos e provocar leucocitose. 
3.2 - Carbúnculo
6- Infecções pelo corynebacterium 
a - Ceratólise punctata: depressões no pé, comum em
pacientes com aumento do suor, apresenta odor
desagradável. 
b - Tricomicose: concreções (sujeira) no pelo
(principalmente da axila e da pubis), causados pela falta de
higiene. Não sai, é necessário cortar o pelo. 
c - Eritrasma: é comum em regiões de dobras (infra axilar,
mamário e inguinal), similar ao quadro de psoríase invertida. 
É uma cavidade preenchida por pus, atinge camadas da
derme e do subcutâneo, causada pelo S. aureus, que
deve ser drenada.
3.3 - Abcesso
Uso de soluções e sabonetes antissépticos, calor local,
antibiótico tópico ou oral. 
Furunculose recorrente - descolonização com
mupirocina. 
Celulite circunjacente ou febre - antibiótico oral. 
 Infecções severas - antibiótico venoso. 
Lesões grandes, dolorosas e flutuantes - drenagem (não
cortar com lâmina). 
É uma infecção dos tecidos periungueais, causada pelo
S. aureus que tem o trauma como porta de entrada. 
Forma uma pústula na região peri-ungueal.
É diferente de paroníquea crônica que tem
colonização secundária por fungos e ausência de
pus. 
Tratamento: 
4- Paroníquea aguda 
Iniciam com a quebra da barreira cutânea. 
Tratamento: repouso, elevação de membro. 
Antibióticos: cefalexina, amoxicilina-clavulanato. Ou
oxacilina + gentamicina (DM) ou moxifloxacino
(Pseudomonas). 
5- Erisipela e celulite 
a - Erisipela: é a infecção da derme, com envolvimento linfático.
Possui um componente edematoso e pode gerar bolhas. Provoca
um eritema vivo, doloroso e com as bordas bem delimitadas. 
b - Celulite: mais profunda, na derme e SC, sem margens nítidas,
com enduração, mais firme, profunda e flutuante, pode ser facial.

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