MATERIAL_DE_APOIO_-_RELAÇÕES_S
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era aplicado seletivamente, e em geral apenas para punir algum empregado infeliz que \u201cprecisava de castigo\u201d. 
Roni, um locutor de rádio, viera trabalhar para a KCDE, mas ficou transtornado ao término de seu primeiro período de pagamento. Declarou que fora contratado por $2.100 por mês, mas seu primeiro cheque lhe fora pago na base de $1.850 por mês. O gerente geral declarou que o gerente da rádio não estava autorizado a contratar um locutor por $2.100. Roni não teve outra escolha senão a de aceitar o salário menor. Um mês depois, ele começou a organizar os empregados, e logo o sindicato informou ao Sérgio a intenção de filiar os trabalhadores do departamento de produção. 
Os dois lados radicalizaram suas posições, e não demorou para que Roni. fosse demitido por \u201cdescumprimento de seus deveres\u201d. Roni moveu um processo contra a empresa por prática de trabalho injusta. Enquanto isso, a administração contratou uma empresa de consultoria administrativa.
PARA DISCUTIR
Analise e comente as diferentes situações de conflito que o caso apresenta, apontando suas causas, estratégias adotadas (ou que deveriam ter sido adotadas) e os resultado obtidos (ou possíveis resultados, segundo o entendimento do seu grupo).
\ufffd
5 \u2013 Karina e a Companhia de Seguros
Após passar por uma série de penosas entrevistas, a Karina foi contratada como assistente direta da gerência de vendas de uma companhia de seguros. Embora ela tivesse formação superior e experiência de trabalho, tinha pouco conhecimento sobre seguros. A companhia concordou em treiná-la e pagar por sua qualificação. A mulher a quem ela estava substituindo concordou em ficar mais três semanas para orientá-la para o trabalho. 
Durante os primeiros dois dias no trabalho, a Karina descobriu que teria nada menos do que três chefes, cada um lhe dando ordens diferentes e muitas vezes contraditórias. Também testemunhou explosões de temperamento do sr. Arnaldo, o gerente de vendas. Os outros empregados lhe disseram que não se incomodasse quando as explosões de Arnaldo fossem dirigidas para ela. Todos o conheciam e sabiam que os seus acessos de raiva eram despropositados. Ela percebeu também, a cada noite que entrava em seu carro, os efeitos nauseantes da fumaça de cigarro que se acumulara em suas roupas. Na segunda noite, Karina se irritara, e até se tornara hostil com sua família. Começou a questionar seriamente se esse trabalho valia o salário e benefícios que ela receberia.
PARA DISCUTIR
Analise e comente a situação de conflito que o caso apresente, apontando as causas?
Que estratégias de resolução de conflito você adotaria na condição de consultor? Justifique sua resposta.
\ufffd
6 \u2013 A Companhia L.J.S.
O sentimento anticompanhia é o maior de todos os tempos na L.J.S. A grande animosidade contra a companhia foi decorrente de recentes mudanças introduzidas para cortar gastos e melhorar a eficiência. Essas mudanças eram necessárias para a companhia permanecer competitiva diante de novos concorrentes que estavam ameaçando controlar o setor. 
Bruno, o filho do proprietário, já não contava com a afeição dos trabalhadores, mas desde que foi nomeado gerente de produção, a situação piorou e a aceitação dos empregados em relação a ele diminuiu mais ainda. Bruno informou a todos os chefes de turma que eles eram responsáveis por reduzir os custos em seus departamentos. Se não o fizessem, seriam despedidos ou não receberiam aumento. Nada aconteceu em resposta a esse decreto. Bruno introduziu então várias mudanças específicas. Instituiu uma semana de trabalho de quatro dias com expediente de dez horas diárias, para cortar custos operacionais. A maioria dos empregados gostou da idéia do fim de semana prolongado. As mulheres mais velhas reclamaram que não poderiam trabalhar dez horas por dia. Em seguida, Bruno anunciou que todas as horas-extras doravante seriam supervisionadas e aprovadas por ele. Horas-extras não supervisionadas haviam sido a norma na companhia. Os empregados constantemente abusavam disso como maneira de melhorar seus salários. Na empresa, o salário era baixo devido a padrões locais e os empregados tinham desenvolvido várias maneiras para torná-lo mais justo. Horas-extras desnecessárias era uma delas. Bruno afixou também uma lista de regras que deveriam ser seguidas e cujo descumprimento implicaria penalidades. Os trabalhadores organizaram uma operação tartaruga; a reação de Bruno foi míope e apenas prejudicou a companhia. Depois, a certa altura, uma paralisação foi organizada e os trabalhadores falaram em sindicalização. No geral, o moral desabou. Embora esses programas tivessem provocado ressentimento entre os trabalhadores, os prejuízos e os custos aumentaram nos novos programas e a companhia estava mais atrasada do que nunca para a entrega de suas encomendas.
PARA DISCUTIR
1) Analise e comente o caso, destacando os conflitos que podem ser observados, indicando possíveis causas.
2) Que estratégias de solução sua equipe aponta para a resolução dos conflitos? Justifique sua resposta.
\ufffd
7) \u201cMeu monitor ou a vida...\u201d \u2013 Estudo de caso sobre conflito.
Como acontece todo final de mês, o departamento financeiro entra em atividade para encerrar a contabilidade a tempo de enviar o balanço mensal à matriz.
Ricardo, funcionário de primeiro nível na contabilidade, expõe sua idéia ao colega de análise financeira, Marcos:
- Para mantermos os prazos com menos trabalho, bastaria que nos dessem um monitor suplementar de computador. Assim, uma só pessoa poderia transmitir diretamente os dados obtidos, sem esperar o fim das contas.
- Mas a compra de um monitor são seria rentável por tão poucos dias úteis no fim do mês, observa Marcos.
- Foi o que pensei. Mas veja a minha solução... a análise financeira nos empresta uma de seus monitores por dois dias no mês.
- Impossível, absolutamente impossível! Todo mundo sempre me procura para pedir algum serviço... De maneira nenhuma. Eu já tenho o meu trabalho, os meus objetivos. Não posso emprestar um monitor.
Ricardo, que há muito tempo mantém péssimas relações com Marcos, não fica muito surpreendido com sua atitude. Mas aí está uma boa ocasião de marcar um ponto contra ele. Ricardo pede uma entrevista com o diretor do departamento financeiro, Luciano, para expor sua idéia, acentuando que a má vontade de poucos poderia ser o mal de todo um grande conjunto. E insiste na importância que tem para ele o espírito de equipe e a cooperação.
- Mas, enfim, este não é sempre o caso... \u2013 suspira.
Luciano concorda plenamente com Ricardo. Quer desenvolver o espírito de equipe em seu departamento.
No dia seguinte, Ricardo entra Marcos:
- Compreendo muito bem os seus problemas... Emprestar o monitor é impossível... se fosse só comigo, sabe... Mas o chefe conta muito com isso... Ele me disse para pedir o monitor emprestado, sabe como é.... espírito de equipe, e coisa e tal... Mas, enfim, como você quiser...
- Tudo bem, eu empresto o monitor. De qualquer maneira, não tenho escolha...
- Como você quiser...
Marcos dica com a sensação de haver sido ligeiramente manipulado...
Algum tempo depois, como se fosse por acaso, não dá saída nas comparações orçamentárias no prazo previsto. Queixa-se por todo canto que já não tem meios para entregá-las em tempo.
- Pois é, emprestei meu monitor a Ricardo. Note bem, é uma coisa muito normal. A gente precisa se ajudar. Só que agora já não posso andar tão depressa...
Sabendo dos rumores, Ricardo percebe que está a ponto de se deixar manipular. \u201cAh, quer dizer que ele agora está fazendo o papel do pobre funcionário muito dedicado... Acha que é muito esperto como manipulador... Pois vou lhe mostrar os meus talentos...\u201d
Para manipulador, manipulador e meio. Algum tempo depois, Marcos por acaso fica sabendo que... etc...etc...etc (a história não tem fim).
Questões para discussão:
1) Com base nos conceitos estudados, analise o caso acima, identificando o tipo de conflito.
2) Apontar e comentar os pontos fortes e fracos de Ricardo e Marcos no que diz respeito ao gerenciamento dos conflitos