Direito tributário Resumo G1 e G2
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Direito tributário Resumo G1 e G2


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como passar; 2. Imposto indireto é aquele que comporta repercussão econômica; 
- Imposto quanto ao critério da capacidade contributiva:
- 1. Impostos reais e 2. pessoal;
- 2. Imposto pessoal (ou subjetivo): leva em consideração as características pessoais do contribuinte, ex: IR (da pessoa física ou jurídica); 1. Imposto real não leva em consideração aspecto pessoal nenhum: ex, compra de uma TV \u2192 pouco importa quem está comprando, vai pagar a mesma alíquota; o problema é que sob o ponto de vista da capacidade contributiva é injusto; 
- impostos quanto à forma de cálculo (imposição da carga):
- 1. Fixo é cobrado fixamente, independe da base de cálculo; ex: sociedades de médicos, advogados (sociedades uniprofissionais) \u2192 nesse caso paga-se por cabeça; exemplo, tantos reais por quantidade importada; 2. Proporcional: a alíquota é fixa, mas a base de cálculo é variável; ex: um IPI de 10% \u2192 se você tiver um produto de 1000 paga 100, se 2000 paga 200; no progresso a alíquota é variável em função da variação da base de cálculo; ex IR; 
- quando à discriminação das rendas/competência:
- impostos federais: no 153 da CF
- impostos estaduais no 155 da CF
- impostos municipais no 156 da CF
 - quanto à categoria econômica:
- impostos classificados de acordo com a categoria (CTN)
- Impostos sobre o comércio exterior: II e IE;
- Impostos sobre o patrimônio: IPTU, IPVA, ITR, ITBI, ITD e Imposto sobre grandes fortunas;
- Impostos sobre a renda: IR
- Impostos sobre a produção e circulação de riquezas: IPI, ICMS, ISS e IOF;
- Impostos especiais: imposto extraordinário de guerra; 
11/08/11
- Imposto de importação:
- Art. 153, I \u2192 imposto de competência privativa da União Federal; tem que ser competência federal porque a União controla as fronteiras \u2192 entrada de produto no território nacional \u2192 relação com o mercado internacional; se fosse estadual: imagine-se cada Estado tratando de uma maneira diferente; 
- o segundo motivo para ser da União é a extrafiscalidade: é instrumento de intervenção justamente no comércio exterior; Art. 21 CTN: extrafiscalidade declarada;
- base legal fundamental: Art. 153, I CF/88; Art. 19 a 22 do CTN; Dec-Lei 37/66 regulado pelo Decreto 4543/02 (Regulamento Aduaneiro);
 - Principais características do II:
- finalidade extrafiscal preponderante; em 1900 o II + o IE respondiam por mais de 70% das receitas \u2192 eram os mais importantes, ou seja, já foram mais importantes;
- duas vertentes para exercer o poder de intervenção: aumenta ou diminui a alíquota do imposto; 
- aumentar: instrumento de defesa do produto brasileiro, da indústria nacional;
- sobre a importação incidem também IPI, ICMS e PIS-COFINS; 
- desabastecimento: abaixa-se a zero ou quase para trazer produtos para abastecer o mercado; 
- consequência da extrafiscalidade: se precisa mexer para aumentar ou abaixar a alíquota: não está sujeito ao princípio da legalidade e anterioridade tributária \u2192 a alíquota pode ser aumentada por decreto, portaria, instrução normativa = ou seja, ato do executivo;
- outra característica: no CTN está na categoria de comércio exterior \u2192 significa que por se tratar de comércio exterior está sujeito também a acordos internacionais sobre comércio exterior \u2192 no aumentar ou abaixar a alíquota pode atingir algum acordo tem que utilizar o instrumento, mas observar a legislação interna e internacional; 
- outra característica: o II é um imposto real, não tendo nada a ver com a pessoa do importador, não leva aspecto pessoal do sujeito passivo;
- quanto à repercussão econômica é indireto, comportando a transferência para o consumidor, e ainda repassa na nota fiscal; 
- é um imposto de incidência monofásica, ou seja, o fato gerador é um só, instantâneo = ocorre uma vez só, quando entra no território nacional;
- é um imposto ordinário porque integra de forma permanente dos orçamentos do sistema tributário nacional;
- art. 19 c/c Art. 1º Dec 37/66 \u2192 o fato gerador é a entrada no território nacional; a dificuldade é tributar a entrada no território nacional;
- aspecto material: art. 153 CF: importar: trazer de fora; produto: música, jogo? Discussão do momento; muitos vão dizer que pode tributar; entendimento majoritário é de que não pode tributar por enquanto porque produto é o que tem existência corpórea e atômica; entrada do produto \u2192 1. a definição de produto nos dicionários á atômica; depois 2. art. 150 da CF: não há lei regulando a entrada de produto incorpóreo, e se não há uma lei dizendo que tributa, quem quiser tributar vai estar infringindo o Art. 108, § 1º do CTN: não pode usar de analogia para tributar algo que não está previsto em lei; 3. ninguém tributa produto baixado da net (seria impossível ao fisco fiscalizar);
- professor: não dá para tributar; dias contados para tributar; 
- mercadoria é qualquer coisa que esteja sujeito a ato mercantil;
- aspecto temporal: estuda-se o momento da ocorrência do fato gerador; Art. 19 CTN: entrada no território nacional: o problema é que o CTN não regula quando se dá; Art, 23 do Dec-Lei 37/66; Art. 23 registro: desembaraço aduaneiro; se perecível tem preferência; 
- 23: detalha, interpreta o Dec-lei \u2192 o registro da entrada é o dia do desembaraço, sendo de 30% na alíquota;
- RE 224285-9/CE e RE 225602-8/CE
- alíquota específica: para determinados produtos, ou quantidade de determinados produtos;
- alíquota ad valorem: alíquota percentual sobre valor; o percentual aplica-se:
Preço CIF x preço FOB: CIF \u2192 custo, seguro e frete: a base de cálculo é o preço em que chega aqui CIF (preço do produto, frete etc); FOB: preço puro;- art. 22 CTN: definição de quem é o contribuinte do imposto \u2192 c/c art. 31 do Dec 37/66 = qualquer pessoa física ou jurídica que importe;
- lançamento tributário: por declaração (com base nas declarações de fato que o contribuinte presta);
16/08/11
- Imposto de exportação:
- até a constituição de 1946 era estadual, quando passou a ser federal;
- 1. imposto que é exceção à legalidade e anterioridade; caráter extra-fiscal: por exemplo, num caso excepcional taxar um produto que seja necessário ao abastecimento interno;
- pelos mesmos motivos do II deve ser federal;
- Dec 1578
- Art. 26 do CTN \u2192 extrafiscalidade;
- 2. Art. 28: está derrogado pela constituição de 1988 = Art. 167, IV \u2192 não pode haver imposto com destinação específica;
- 3. classificado como imposto do comércio exterior, e por isso está sujeito aos acordos internacionais, como o II;
- 4. Imposto de incidência monofásica: incide uma só vez, na exportação do bem para o exterior, e por via de consequência o fato gerador é simples ou instantâneo;
- 5. Imposto real \u2192 grava a matéria, ignorando o contribuinte;
- 6. Imposto indireto \u2192 pode repassar o ônus para o adquirente no exterior;
- Art. 23 do CTN:
- saída: saída do território nacional;
- produto nacional e produto nacionalizado: nacional é o produzido no território brasileiro; nacionalizado é o que passa pela aduana (desembaraço) brasileira: entrou está nacionalizado;
- aspecto temporal do fato gerador: saída do território nacional \u2192 ficção legal: Dec-lei 1578/77 Art. 1º, § 1º \u2192 o fato gerador ocorre no momento da guia de exportação;
- alíquotas: tem-se fixa, ou ad valorem (percentual); 
- base de cálculo: art. 24, II do CTN; 
- CIF: base de cálculo do II (tem na base de cálculo frete e seguro). FOB (sem frete e seguro) \u2192 base do IE;
- Art 153, III \u2013 Imposto de renda:
- renda e proventos de qualquer natureza;
- imposto federal por excelência; mais se adequa aos princípios da capacidade contributiva etc;
- imposto de vocação de nacional;
- no imposto de renda ele não vai ser eminentemente extra-fiscal, mas tem uma segunda função extra-fiscal: se entregar por estados e municípios não se verá a função extra-fiscal \u2192 tentativa de usar o imposto para fazer redistribuição de renda; necessidade de se promover uma igualdade na distribuição; 
- a finalidade é essencialmente fiscal;
- base legal: 153, III do CTN; 153, § 2º do CTN; \u2192 generalidade, progressividade e universalidade;
- Inglaterra, final do século XVIII: primeiro país a cobrar/regular,