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1 INTRODUÇÃO À NEFROLOGIA (ANATO/FISIO)

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INTRODUÇÃO À NEFROLOGIA 
Principais conceitos anatômicos, fisiológicos e patológicos da Nefrologia. 
 
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ANATOMIA RENAL 
• Morfologia: Formato de “feijão”, mede em torno 
de 12 cm de extensão. 
• Pesa em torno de 150g 
• Porção externa: Córtex renal, em torno de 1cm. 
o Cápsula renal: Membrana de tecido 
conjuntivo que reveste os rins. 
o Fáscia de Gerota: Gordura perirrenal. 
• Porção interna: Medula! Possui várias estruturas 
que chamam atenção: 
o Pirâmides de Malpighi: Estruturas pirami-
dais, com a base voltada para o córtex e o 
ápice para a medula. A união da pirâmide 
+ córtex é chamada de lobo renal. 
o Papila renal: A urina goteja nas papilas, 
seguindo o seu trajeto pelos cálices. 
o Cálice menor: É o primeiro contato da 
urina depois de adentrar pelas papilas. São 
ductos condutores. 
o Cálice maior: A união de 2-3 cálices meno-
res forma o cálice maior. 
o Pelve renal: A união dos cálices maiores 
forma a pelve renal, 
 
*A papila renal é o último lugar do parênquima a ser 
perfundido: Por isso, em situações de hipoperfusão, a 
papila pode isquemiar, causando dor lombar e até 
sangrar, causando necrose de papila. 
VASCULARIZAÇÃO RENAL 
• O objetivo principal da vascularização renal é a 
filtração e não a perfusão: Por isso a artéria renal 
vai perfundir primeiro o córtex e depois a medula! 
 
VASCULARIZAÇÃO CORTICAL 
• Artéria interlobar: Entre os lobos renais, é um 
ramo da artéria renal, alvo da PAN (poliarterite 
nodosa), com formação de microaneurismas. 
• Artérias arqueadas ou arciformes: Da bifurcação 
da artéria renal, são artérias na transição córtex-
medula. 
• Artérias interlobulares: “Perfurando” o córtex, são 
vários ramos da artéria arqueada, é o local de dano 
da hipertensão arterial sistêmica e esclerodermia. 
• Arteríola aferente: Em cada artéria interlobular 
temos muitas arteríolas aferentes. 
 
 
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MOSTRANDO A ILUSTRAÇÃO NA PRÁTICA 
 
VASCULARIZAÇÃO DA MEDULA RENAL 
• Vasa reta: Ou vasos retos, é a porção da artéria 
renal que vai irrigar a medula, pobremente 
vascularizada. 
NÉFRON: É a unidade celular/funcional renal! 
• Corpúsculo de Malpighi + Sistema tubular 
• Rins possuem cerca de 0,5-6,4 mi de néfrons 
 
 
• Glomérulo: É um conjunto de alças capilares da 
arteríola aferente que se enovelam envolvidos 
pela cápsula de Bowman. 
o No glomérulo circula sangue arterial: A 
pressão hidrostática é controlada pela 
arteríola eferente (+ musculatura lisa). 
o Membrana basal: Estrutura logo acima do 
endotélio fenestrado, com importantes 
funções no filtrado. 
• Mesângio: Tecido conjuntivo de sustenta-ção que 
preenche o espaço entre as alças capilares do 
glomérulo (matriz mesangial). 
• Cápsula de Bowman: “Bacia” responsável por 
captar o filtrado do glomérulo, protege e também 
faz parte do processo de filtração. Divide-se em: 
o Folheto externo (parietal): Forma uma 
espécie de cálice, é um epitélio simples 
pavimentoso apoiado em uma membrana 
basal que faz o revestimento do corpúsc. 
o Folheto interno/Podócitos: Células tipo 
“Venom”, emitem prolongamentos ditos 
primários (no sentido radial) e secundários 
(abraçam as alças), quando se cruzam, 
delimitam um espaço importante chama-
do de fenda de filtração. São os podócitos 
que dão a barreira mecânica inicial da 
filtração glomerular. 
 
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• Espaço capsular: Espaço entre os folhetos da 
cápsula, é ali que o filtrado vai ficar para ser 
conduzido aos túbulos. 
PODÓCITOS 
 
REPRESENTAÇÃO LONGITUDINAL DAS “CAMADAS” 
DO TUFO GLOMERULAR 
• Note a importância da membrana basal: Ela é a 
única barreira de filtração contínua. 
 
TUFO GLOMERULAR: CORTE TRANSVERSAL 
 
• Túbulo contorcido proximal: É aquele que recebe 
o filtrado glomerular, possui ramos S1, S2 e S3. 
• Alça de Henle: Porção do néfron localizada dentro 
da medula, possui ramos descendente fino, 
ascendente fino e ascendente espesso, com dife-
rentes funções absortivas. 
• Túbulo contorcido distal: Possui uma porção em 
íntimo contato com a a. aferente (logo a seguir). 
• Ducto coletor: Não possui função de secreção ou 
reabsorção, apenas conduzir a urina para excretar. 
 
 
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• Células justaglomerulares: São células especiais, 
modificadas da arteríola aferente, que fazem 
contato com a mácula densa. 
• Mácula densa: Porção do túbulo contorcido distal 
que faz íntimo contato com a arteríola aferente, 
tendo sua parede modificada. 
 
*O aparelho justaglomerular é o grande responsável 
pelo feedback tubuloglomerular, que induz a vasodi-
latação ou a vasoconstrição da artéria aferente. 
ASPECTOS FISIOLÓGICOS 
PRINCÍPIOS BÁSICOS 
• Filtração glomerular: Formação do filtrado nos 
corpúsculos de Malpighi. A função renal é propor-
cional à formação desse filtrado, e pode ser 
quantificada pela Taxa de Filtração Glomerular. 
• Reabsorção tubular: É por esse mecanismo que os 
rins “processam” e elaboram a urina, eliminando a 
quantidade necessária de água, eletrólitos, o 
próprio equilíbrio hidroeletrolítico é mantido por 
essa função. 
• Secreção tubular: Algumas substâncias como o 
potássio, hidrogênio e ácido úrico passam direto 
dos capilares para o túbulo (sem serem filtrados), 
sem a secreção não iríamos conseguir esse ajustes 
e depurar os elementos adequadamente. 
 
FILTRADO GLOMERULAR 
• Formado pela ação da pressão hidrostática no 
interior das alças capilares, em oposição a diver-
sas outras forças (oncótica, pressão do líquido nos 
túbulos e do interstício renal) 
• Autorregulação da taxa de filtração glomerular: 
Diversos mecanismos usados pelo rim para manter 
a pressão constante nas alças glomerulares. 
• Autorregulação do fluxo sanguíneo renal: Se 
mantém pela adaptação do tônus da arteríola 
aferente (vasodilatação e constricção), consegue 
manter variações de pressão média de 80 mmHg 
até 200 mmHg. 
o Mecanismo: Receptores de estiramento 
presentes nos miócitos da arteríola aferen-
te, respondendo a isso. 
AUTORREGULAÇÃO DA TFG: 4 MECANISMOS 
1. Vasoconstição da arteríola eferente: Mais muscu-
losa que a arteríola aferente, age em resposta à 
liberação sistêmica de angiotensina II, em situação 
de baixo fluxo renal, o que ativa o sistema renina-
angiotensina-aldosterona. 
2. Vasodilatação da arteríola aferente: Também 
mediado pelo hipofluxo, estimula a liberação de 
substâncias vasodilatadoras (PGE2, cininas e óxido 
nítrico), aumentando o fluxo e a pressão. 
3. Feedback tubuloglomerular: As células da mácula 
densa estão em pleno contato com a arteríola 
aferente, sendo capaz de ajustar a filtração de 
acordo com a reabsorção de cloreto pelas células 
da mácula densa. Ou seja, quando passa pouco 
cloro, os rins entendem que estão filtrando pouco, 
gerando vasodilatação aferente e aumentando a 
filtração. Se passa muito NaCl, eles entendem que 
estão filtrando muito, fazendo vasoconstrição 
aferente. 
4. Retenção hidrossalina e natriurese: Situações de 
baixa perfusão ativam o sistema renina-angiotensi-
na-aldosterona, que age aumentando a reabsor-
ção de sódio e água e excretando potássio, fazendo 
com que a TFG e o fluxo restaurem. Já em situação 
de alto fluxo, o organismo inibe o sistema renina e 
aumenta a liberação de Peptídeo Natriurético Atri-
al (PNA), que induz a excreção de sódio e água. 
AÇÕES NO TÚBULO CONTORCIDO PROXIMAL (TCP) 
• O TCP é a draga do sistema tubular: Ele que 
absorve o grosso do filtrado

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