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asmática.    OBS: Algumas pessoas possuem mastócitos defeituosos que respondem à pressão ativando‐se e degranulando. (estímulo físico que é provavelmente o que ocorre na hiper‐reatividade asmática também) Essas pessoas têm dermografismo. 
 
Como se tornar atópico? 
 
‐Hereditariedade (genes de muitos tipos – para IL‐4, IL‐13, para os receptores, para IFN gama, para LTC4 sintase,...) Não se sabe os mecanismos de todos, mas se sabe, por exemplo, que alto IL‐4 induz a produção maior de IgE.  Então, como explicar o aumento do número de pessoas alérgicas no mundo se a atopia fosse determinada só geneticamente? ‐Há influências do meio ambiente, como por exemplo, o aumento da oferta de alérgenos. Pessoas afastadas dos alérgenos tendem a melhorar da alergia e as expostas a muitos alergenos ficam alérgicas!  
Hipótese da Higiene:    Epidemiologistas postularam que o aumento em escala mundial de pessoas alérgicas é proporcional ao aumento da higiene dos países!!   Qual era a fundamentação?   Para eles, em países industrializados, a higiene seria maior e o número de infecções seria menor. Assim, reduziria os estímulos aos linfócitos TH1(principais defensores que secretam IFN gama e estimulam produção de IgG por linfB), e esses diminuiriam, deixando os linfócitos TH2 dominar, já que normalmente TH1 e TH2 são antagônicos pois TH1 produz IFN gama que inibe TH2 e TH2 produz IL‐4 que inibe TH1.Esse antagonismo é real e é parte de uma regulação fina da resposta imune, permitindo o crescimento da população adequada em cada resposta.   Resumindo: Desuso de TH1, ficando fraco, não freia TH2 – Hipótese epidemiológica com empréstimo de imunologia. Associação estatística entre industrialização e alergia.   Essa hipótese pode ser refutada por vários argumentos: ‐ Industrialização não necessariamente significa limpeza; ‐ As incidências de alergia são subnotificadas em vários países; ‐ Cidade do México e São Cristovão possuem muitos alérgicos e não são industrializados; ‐ Não há comprovação científica do fato; ‐ Há superficialidade do raciocínio epidemiológico. Não se pode descrever uma nação totalmente desigual com os mesmos coeficientes, já que não são iguais. É uma hipótese imatura! Não foi devidamente posta à prova. ‐ Só o aumento de linfócitos TH2 não explica o aumento de alérgicos pois tem também que aumentar o número de alergenos. E quanto mais sujo, mais alergenos.( ex: baratas e camundongos são fontes de alérgenos e são comuns na ausência de higiene).  Temos que ter em mente que a higiene, a vacinação e a limpeza são conquistas e mesmo que se prove que são ruins, não devemos começar a viver sujos. A solução são os remédios moduladores do Sistema Imune, aumentando TH1.  
 
IMUNOSSUPRESSORES 
(continuação da aula de Imunodeficiências e Imunodepressão)  O uso de imunossupressores é comum na prática médica em diferentes situações: transplantes, câncer e doenças auto‐imunes( doença de Khron‐ inflamação crônica do intestino; lupus eritematoso; artrite reumatóide)  Há casos em que o médico deve imunossuprimir não devido à doenças do SI e sim para evitar respostas imunes indesejáveis, como rejeição no caso de transplantes. A rejeição pode ser:  
Aguda: Devido à diferença de HLA( classe I e II) 
Crônica: Lenta, pode ser evitada por imunossupressores, é devido a diferenças entre moléculas menores.   É fácil ter compatibilidade de HLA entre indivíduos de uma mesma família. Se não houver ainda tem chance nos bancos de doação. Antigamente o pareamento de HLA era decisivo para os transplantes. Hoje, vários imunossupressores podem atuar contra a rejeição, mas ainda sim é preferível que o doador seja compatível. No caso da rejeição crônica é comum se evitar pelo uso crônico de imunossupressores após o transplante! Certos transplantes tendem a deteriorar com o tempo: doença metabólica do rim.  
 
Agentes Imunossupressores: 
 
­Radiação ionizante:   Utilizada inicialmente. Deve ser feita em altas doses. Pode também ser usada para matar células cancerosas e eliminar células hematopoiéticas da medula óssea para fazer transplante. (ex: leucemia) É localizada!  
­ Agentes anti­proliferativos (anti­mitóticos):   Também atua matando células em proliferação (=radiação) mas não é local, é em todo corpo! Ex: quimioterapia do câncer – afeta cabelo, TGI, Medula Óssea. Devem ser dadas doses muito altas para atingir o mesmo efeito que a radiação letal.  A maioria dos transplantados não usa esses agentes tão agressivos, usando:  
 
 
­Imunossupressores Seletivos:   Interferência no processo de ativação dos linfócitos T e produção de IL‐2. Ao atuar nessa fase, prejudica a ativação inicial das células T. É benéfico para evitar rejeições. É seletivo para as respostas novas, porém inefetivo para as antigas. Portanto a memória é mantida e eles só evitam a resposta primária.  
­Glucocorticóides:   Substâncias esteróides usadas como imunossupressoras quando em doses elevadas. Existem normalmente em nosso organismo e é aumentada pelo estresse, podendo também estar presentes em medicamentos.   Em doses baixas não causam imunossupressão, apenas são antiinflamatórios. Por exemplo, no uso para tratar asma!  
­ Transplante de Medula Óssea:   É bem diferente dos outros transplantes. Antes deve‐se destruir a MO do receptor e depois do transplante, a MO transplantada deve ter plenas condições de proliferar, o que significa que não é comum dar imunossupressores nesse caso!  DOENÇA DO ENXERTO CONTRA O HOSPEDEIRO: células linfóides da medula óssea doada passam a se proliferar e reagir contra os tecidos do receptor, como se fossem estranhos. É o contrário da rejeição, mas também merece tratamento com imunossupressão!   
TRANSPLANTE DE CÉLULAS TRONCO HEMATOPOIÉTICAS EM 
IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS  
Imunodeficiência = Defeito na função do Sistema Imune (Quantitativo ou Qualitativo).       
Primárias: Doenças genéticas, mutação em genes que codificam componentes do SI, podem ser hereditárias. 
Secundária: Outros agentes causadores. Ex: HIV.   Os pacientes sofrem de: ‐infecções recorrentes a vida toda ‐infecções graves: pode haver internação hospitalar; terapia intensiva; seqüelas persistentes ou até o óbito. ‐ infecções persistentes: mesmo com tratamento o paciente não fica bom!  
Exemplos: 1) Agamaglobulinemia ligada ao X: não possui fração gama globulina no plasma. Podem não ter nenhuma Ig, sofrendo várias infecções.Trata com reposição de gama globulina. 2) Ataxia Telangectasia 3) Síndrome de Wiskott Aldrich Plaquetopenia, Eczema, Defeito no SI Algumas imunodeficiências são muito freqüentes!    
Os dez sinais de Alerta: 
 
­ 2 ou mais pneumonias no ultimo ano  ‐ ex: Agamaglobulinemia 
­ 4 ou mais novas otites no ultimo ano – ex: baixa de IgA 
­ Estomaties de repetição ou monilíase por mais de 2 meses – ex: neutropenia e SCID ( imunodeficiência combinada grave) 
­ Abscessos de repetição ou ectima ex: Síndrome Hiper IgE; Deficiência de adesão leucocitária(LAD) e Doença Granulomatosa Crônica. 
­ 1 episódio de infecção sistêmica grave( meningite, osteoartrite,septicemia) 
­ Infecções intestinais de repetição/diarréia crônica – ex: Hipogamaglobulinemia 
­ Asma grave, doença do colágeno ou Doença Auto imune 
­ Efeitos adversos ao BCG e/ou infecção por Micobactéria – ex: Defeito no receptor de IFN gama; Hiper IgM 
­ Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à Imunodeficiência – ex: Ataxia Telangectasia 
 ­ História familiar de imunodeficiência – ex: Deficiência no S Complemento  
Opções Terapêuticas para IDP: ‐ Reposição de Ig : Permite aos pacientes vida “normal” mas não cura! ‐Transplante de Medula Óssea ‐Terapia Gênica  Células Tronco: Vários tipos. As hematopoiéticas geram céls do SI.  ‐Autólogo: É bem tolerado. Mas pode haver contaminação por céls tumorais. 
‐Alogeneico: Pode ocorrer a Reação enxerto contra hospedeiro, principalmente na pele, TGI e fígado. Pode predispor a infecções ( Fungos,vírus;CMV;bactérias). Pode haver rejeição do enxerto  ‐De onde tirar os precursores? Medula Óssea;