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Revisão Neuroanatomia I

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Emillie Pinheiro Barros 
Medicina - TXIX 
Revisão Neuroanatomia
	Tecido nervoso: 
É um tecido formado por duas linhagens celulares, neurônios que é a unidade funcional e as células da glia. 
O neurônio é delimitado por membrana plasmática que separa o meio intra e o meio extracelular. No meio intracelular temos íons negativos e potássio, no meio extracelular temos íons sódio e cloreto. 
A comunicação entre os neurônios se dá de forma elétrica por meio dos potenciais de ação, decorrentes da fibra nervosa e pela liberação de neurotransmissores, nas sinapses, que podem ser químicas ou elétricas.
Tipos de neurônios: unipolar, pseudounipolar, bipolar e multipolar.
Esses tipos variam de acordo com a quantidade de prolongamentos citoplasmáticos.
Pseudounipolar tem gânglios dos nervos espinhais e cranianos; Bipolar tem vias neurais da audição, visão e do equilíbrio; Multipolar tem as demais variedades da conexão neuronal; Unipolares não são muito frequentes mas constituem as células sensoriais da mucosa olfatória. 
Corpo celular: é o centro metabólico do neurônio onde são produzidas todas as proteínas neuronais assim como a degradação e renovação de estruturas celulares, decorrente da quantidade elevada de lisossomos no neurônio. Possui as estruturas: núcleo celular, ribossomos, REL (corpúsculo de Nissl), organelas de síntese e mitocôndrias. 
 
O transporte pode ser de dois tipos: anterógrado e retrógrado. 
No anterógrado, acontece com neurotransmissores, segue do corpo celular até a extremidade distal. Já no retrógrado, acontece o contrário, da extremidade distal até o corpo celular. Esse movimento é observado no reaproveitamento de substâncias. 
· Se o tecido nervoso for lesionado, não consegue se regenerar completamente. No entanto, os axônios do SNP podem sim se regenerar e recompor suas funções desde que o corpo celular esteja íntegro. 
Células da Glia: é um tecido de sustentação, e é a maior variedade histológica encontrada no encéfalo. No SNC, a proporção é de 10 células da glia para 1 neurônio. Elas são: astrócitos, oligodendrócitos, células da Schawamn, micróglia e células ependimárias. 
· Astrócitos: tem o formato de estrela. Formam uma barreira hematoencefálica, que é responsável por selecionar a passagem de substâncias químicas do sangue para o SNC. São as primeiras células a sofrerem lesão depois de trauma, isquemia e radiação. Tem função também de cicatrização do SNC. 
· Oligodendrócitos: células mielinizadoras do SNC. Tem o fator de crescimento neural que promove o reparo de axônios lesionados no SNC. Cada oligodendrócito reveste 40/50 axônios. 
· Micróglia: é um macrófago modificado. É originada da mesoderma por ser uma célula sanguínea fagocitária. 
· Células ependimárias: revestem os ventrículos cerebrais e o canal central da medula espinhal. Em algumas regiões são ciliadas, facilitando a movimentação do líquido cefalorraquidiano. Nos ventrículos cerebrais elas são ricas em capilares, projetando-se na pia-mater para constituir os plexos coróideos que são responsáveis pela formação de líquor. 
*Os astrócitos são as células em maior quantidade no tecido glial. Dão suporte, sustentação ao tecido neural e proteção das sinapses. Servem também como reserva de glicogênio para os neurônios. 
	Membranas de sustentação: 
São estruturas membranosas de tecido conjuntivo responsáveis pela proteção do SNC e SNP. Tais membranas classificam-se em três tipos: dura-máter/ pequimeninge, pia-máter e aracnoide (= leptomeninge). 
A dura-máter é a membrana mais fibrosa e mais rígida das meninges, é formada por duas camadas do encéfalo. Essas duas camadas ficam aderidas à superfície interna dos ossos cranianos, exceto na região dos seios venosos, os quais estão relacionados à drenagem. A dura-máter faz uma projeção na foice do cérebro e na tenda do cerebelo, fazendo a divisão do conteúdo intracraniano. A tenda do cerebelo divide a cavidade intracraniana em um compartimento superior ou supratentorial e outro inferior ou infratentorial. 
Porção infratentorial tem o cerebelo e o tronco encefálico. 
Porção supratentorial tem o diencéfalo e o telencéfalo. 
A dura-máter delimita também os seios venosos, recobrindo-os. Na parte interna do crânio não tem perióstio mas sim dura-mater. Entre o crânio e a dura-mater tem o espaço epidural/extradural. 
A membrana justaposta à dura-mater é a aracnoide e o espaço entre elas é o espaço subdural, preenchido por um fluido lubrificante, o líquido cefalorraquidiano. A membrana mais interna é a pia-mater que se adere ao tecido nervoso e o espaço entre a pia-mater e a aracnoide se chama espaço subaracnóideo. 
	Embriologia: 
O folheto embrionário é originado da ectoderma.
Após a organogénese ocorre a formação da notocorda (tubo na mesoderme). Faz-se um espessamento, iniciando uma diferenciação celular com a formação da placa neural. As células da borda lateral formam cristas neurais. Durante o espessamento a notocorda desce, afastando-se da placa neural, formando um sulco no centro da linha média da placa neural, chamado de sulco neural. Esse processo faz com que o sulco neural se aproxime da crista neural, comunicando-se a ponto de formar uma nova estrutura que é o tubo neural. 
A medida que o sulco fica mais fundo, forma-se a goteira neural até que os dois bordos da goteira neural se aproximam e formam o tubo neural. 
Placa neural sulco neural goteira neural tubo neural
Tubo neural origina o SNC e das cristas neurais formam-se os gânglios espinhais e gânglios do SNA, células de Schawann e demais estruturas do SNP. 
Depois do fechamento dos neuróporos, ocorre a formação de um tubo neural que não se continua de maneira homogênea pois algumas vesículas serão formadas.
· A primeira vesícula é o prosencéfalo que se origina o telencéfalo e o diencéfalo, que compõe o encéfalo. 
· A segunda vesícula é o mesencéfalo
· A terceira vesícula é o rombencéfalo que se divide em outras duas vesículas, uma menor e outra maior, que são metencéfalo e o mielencéfalo. O primeiro dá origem a ponte e ao cerebelo e do segundo origina-se o bulbo. 
· A medula primitiva é uma estrutura do tubo neural que sofre menos diferenciação e origina a própria medula espinhal. 
O desenvolvimento das estruturas do tubo neural não ocorre de forma homogênea, ocorrendo curvaturas ao longo do desenvolvimento. Entre essas diferenças temos a disposição anatômica vertical da medula e do tronco cerebral contrária à disposição do encéfalo. Isso acontece pois ao longo do desenvolvimento aparecem flexuras:
A primeira flexura é a flexura cefálica entre o mesencéfalo e o prosencéfalo. 
A segunda flexura cervical, na junção do romboencéfalo com a medula espinhal direcionada ventralmente.
A terceira é a flexura pontina.
A flexura cervical e a pontina somem e a cafálica permanece. 
Onde se desenvolve o prosencéfalo começa a fazer prolongamentos laterais chamados de vesículas telencefálicas. Com quatro meses de gestação as vesículas telencefálicas formam o córtex cerebral primitivo, com aparência ainda lisa, até que se atinge um ponto limite de área ocupada pelo córtex cerebral em que o organismo deve comportar sem alterações patológicas. Por isso, acontecem invaginações que dão origem aos sulcos e giros no córtex. 
O fechamento inadequado do tubo neural pode ocorrer no vigésimo terceiro dia ou no vigésimo quinto quando se tem o fechamento completo durante a gestação. Esse problema pode acontecer por erros no fechamento da dura-mater. Pode ainda ocorrer um tracionamento do SNC, puxando a medula espinhal para baixo e como consequência o tronco cerebral formando uma herniação no forame magno. Esse tracionamento provoca dificuldade de circulação liquorica dentro da cabeça, além de uma descida de parte do cerebelo, o que compromete a irrigação sanguínea da borda inferior do tronco e da parte superior da medula. 
Correlação clínica: 
A situação mais grave ocorre quando o não fechamento do neuróporo distal em que ainda há permanência da placa neural, que não se desenvolveu adequadamente, de modo que a porção exposta da

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