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Bárbara Neves – MED XXXVIII – 2ºp 1. Inspeção 2. Ausculta 3. Percussão 4. Palpação Quando há percussão, pode haver movimentos peristálticos que alteram a ausculta Linhas horizontais: • Base do apêndice xifóide • Onde os rebordos costais encontram as LHC • Espinhas ilíacas antero-superiores (EIAS) Linhas arqueadas: • Rebordos costais Linhas oblíquas: • Do ponto da LHC ao osso pubiano bilateralmente Forma: • Plano, simétrico/assimétrico • Globoso • Escavado • Em avental • Em ameixa – síndrome de Prune-Belly (não há formação de musculatura da parede abdominal) Superfície • Cicatrizes: umbilical (plana, retraída, protusa, tópico/ectópico); operatória Bárbara Neves – MED XXXVIII – 2ºp • Integridade da parede (diástese – afastamento de musculatura, hérnias – fragilidade da parede) • Estrias • Pilosidade (compatível com sexo e idade) • Circulação colateral − Veias dilatadas e tortuosas − Sentido da corrente sanguínea − 2 PADRÕES: o Conexão entre sistema porta e circulação venosa superficial do abdome (cava inferior): veias paraumbilicais – reabre a veia umbilical − Obstáculo ao fluxo venoso em direção ao fígado (hipertensão porta) – periumbilical, centrífuga − Caput medusae (exuberante em volta do umbigo) o Conexão entre sistema cava inferior e superior: veias na periferia do abdome − Cava superior: Vasos ectasiados na parte superior do abdome, com sentido de corrente para baixo, na procura de conexão com sistema cava inferior − Cava inferior: sentido de corrente para cima, na procura de conexão com sistema cava superior • Esquimoses – sangue extravasado Bárbara Neves – MED XXXVIII – 2ºp • Peristalse visível (fenômenos acústicos que acompanham) - Obstrução de antro gástico: movimentos lentos (3ondas/minuto), da esquerda para a direita, de cima para baixo). Estenose de piloro (úlcera, câncer). Outros sintomas: vômitos - Obstrução intestino delgado: periumbilical, sem sentido específico, múltiplos movimentos. Aumento de ruídos hidroaéreos. Anomalias congênitas, aderência por cirurgias prévias, hérnias encarceradas. - Obstrução intestino grosso: direção do movimento é a do trânsito normal. Movimentos lentos. Outros sintomas: parada de eliminação de fezes e flatos. Câncer e megacólon. Ruídos hidroaéreos: produzidos pelo deslocamento de líquidos e gases na luz intestinal. Ruídos aumentados: diarreia e obstrução intestinal. Auscultar 15-20 seg cada quadrante. Ruídos hidroaéreos ausentes = silêncio abdominal (5minutos). Normal: um ruído a cada 2 minutos. Sopros arteriais! Sons: • Timpanismo • Macicez – víscera oca: fígado • Submacicez Percussão difusa do abdome Percussão associada à palpação para avaliar o tamanho das vísceras Espaço de Traube: timpanismo mais característico • Examinar espaço de Traube: sexto ao décimo espaços intercostais E entre as linhas HC e Ax anterior E. • TEM QUE SER TIMPÂNICO! • ESPLENOMEGALIA! (cisto ou tumor pancreático, hepatomegalia, tumor retroperineal) Bárbara Neves – MED XXXVIII – 2ºp Ascite – líquido na cavidade peritoneal 1. Semicículo de Skoda: presença de ascite 2. Macicez móvel 3. Sinal do piparote: pesquisa de líquido na cavidade abdominal. Pede-se para o paciente ou outra pessoa coloque a mão na linha mediana do abdome; apoiar com certa firmeza a lateral do abdome com a mão aberta; percutir ou dar um piparote no outro flanco. Observa-se a transmissão de onda de líquido para o lado oposto – Sinal de Piparote positivo. Hematometria: • Percutir o hemitórax D na LHCD desde sua origem na clavícula até o 4º ou 5º Bárbara Neves – MED XXXVIII – 2ºp espaço intercostal - Início = SOM CLARO PULMONAR, 5º ou 6º espaço intercostal = SOM SUBMACIÇO – LIMITE SUPERIOR DO FÍGADO) • Percutir quadrantes inferior D e superior D na LHCD. Início= SOM TIMPÂNICO. Quando se tornar MACIÇO = LIMITE INFERIOR DO FÍGADO. Demarcar com caneta os limites sup e inf e mensurar em cm. (LIMITES DE NORMALIDADE=6-12cm) Manobra de Giordano • Percussão com golpes secos com a superfície hipotenar nas regiões lombares • Giordano + ou – Superficial: PAREDE • Sensibilidade (solicitar para paciente localizar dor, local que deve ser avaliado ao final) • Resistência da parede (contratura voluntária e involuntária → defesa abdominal - abdome em tábua (defesa generalizada) • Continuidade (integridade) da parede (hérnias, diástase) Palpação profunda: VÍSCERA Fígado: Localização: palpar hipocôndrio D, o flanco D e o epigástrico, indo da cicatriz umbilical ao rebordo costal Hepatomegalias: − Pequena (2 dedos); − Média (4 dedos); − Grande (>4 dedos) abaixo do rebordo costal. • Manobra em garra ou Mathieu Bárbara Neves – MED XXXVIII – 2ºp Na expiração, as mãos do examinador ajustam- se à parede abdominal. Na Inspiração a mão do examinador, ao mesmo tempo que comprime, é movimentada para cima pelo movimento inspiratório, buscando detectar a borda hepática. • Manobra de Lemos Torres (palpação bimanual) Colocar a mão esquerda atrás, na altura da loja renal direita, forçando-a para cima e com a mão direita, paralela ao músculo reto abdominal, procede a busca da borda inferior do fígado, na inspiração. • Fígado palpável Se hepatomegalia, os seguintes parâmetros precisam ser descritos: − Borda: fina ou romba (arrendodada) − avaliar a regularidade da superfície: lisa, ou irregular (nodular) − Sensibilidade: doloroso ou não, pouco doloroso − Consistência: elástica ou normal; firme ou aumentada; diminuída − Pulsatilidade: transmissão da aorta, pulso hepático NORMAL - Se palpável, elástico, tem superfície lisa, borda fina e, usualmente, pouco doloroso. Baço: Decúbito lateral D, MID estendido e E flexionado, MSE acima da cabeça 1. Bimanual em Schuster (posição) 2. Bimanual em decúbito dorsal Normalmente: impalpável Semelhante à palpação do fígado. − Bimanual • Com paciente em decúbito dorsal • Na posição de Schuster − Em garra com examinador à E do paciente na posição de Schuster (Mathieu-Cardarelli) Rins Normalmente não palpáveis Bárbara Neves – MED XXXVIII – 2ºp Palpação Bimanual Método de Guyon/Trousseau Decúbito dorsal, mão não dominante tenta anteriorizar a loja renal, mão dominante tenta palpar polo inferior durante a inspiração Manobra de Israel: decúbito contralateral Pontos importantes da palpação profunda Ponto cístico: vesícula biliar Ponto de Mcburney: apendicite Ponto epigástrico Sinais Sinal ou regra de Courvoisier-Terrier: presença de vesícula biliar palpável em paciente ictérico é sugestiva de neoplasia maligna, na maioria das vezes se localiza na cabeça do pâncreas. Sinal de Blumberg: dor à descompressão rápida (irritação peritoneal) – peritonite Sinal de Torres Homem: dor à percussão de qualquer ponto de projeção do fígado. Abscesso hepático? Sinal de Rovsing: dor na fosse ilíaca D por compressão na região de cólon descendente Sinal de Giordano: dor nos rins -> pielonefrite Sinal de Murphy: dor no ponto cístico Sinal de Cullen: equimoses azuis-pretas na região periumbilical devido à hemorragia retroperitoneal, associada principalmente à ruptura de gravidez ectópica, mas também eventualmente presente na pancreatite aguda Sinal de Gray Tunner: Equimose em região de flancos. Indicativo de hemorragia retroperitoneal. Pode ser encontrado em pancreatite necro-hemorrágica. Sinal do piparote: indicação de ascite Sinal de Jobert: timpanismo na área do fígado (pneumoperitônio?)