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Educação e novas tecnologia

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UNIDADE I 
EDUCAÇÃO, TECNOLÓGICA E A APRENDIZAGEM 
Professora Mestre Claudiana Marcela Siste Charal 
Professora Mestre Fabiane Fantacholi Guimarães 
Professora Mestre Greicy Juliana Moreira 
 
 
Plano de Estudo: 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você, acadêmico(a), estudará nesta unidade: 
 
● Contextualizando a história da tecnologia na educação no Brasil. 
● Evolução tecnológica e a educação. 
● O aprendizado com o apoio de computadores e da internet. 
● Implantação de um sistema articulado entre educação, comunicação e 
tecnologia. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
 
● Conceituar e contextualizar a história da tecnologia na educação no Brasil. 
● Conhecer a evolução tecnológica e a educação. 
● Estabelecer a importância do aprendizado com o apoio de computadores e da 
internet. 
● Analisar a implantação de um sistema articulado entre educação, comunicação e 
tecnologia. 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Olá, estudante! Aqui iniciamos a primeira unidade desta apostila e esperamos que 
esteja motivado para adquirir novos conhecimentos relacionados à Educação e as Novas 
Tecnologias. 
Nesta unidade, você vai conhecer a história, o processo de evolução da educação 
e a introdução da tecnologia como instrumento de transmissão do conhecimento. A 
contextualização histórica da educação no Brasil se faz necessária para que você 
entenda como foi a articulação entre tecnologia e educação, assim como ocorreu o 
processo de aprendizado com o apoio de computadores e da internet. Além disso, na 
unidade I, vamos abordar também os aspectos relacionados à implantação de um 
sistema articulado entre educação, comunicação e tecnologia. 
Agora que você já sabe o que vai aprender nesta unidade, convido você, querido 
acadêmico(a), para embarcar nessa viagem da inserção de tecnologia no ambiente 
educacional. Vamos lá?! 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. CONTEXTUALIZANDO A HISTÓRIA DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO NO 
BRASIL 
 
Caro(a) acadêmico(a), nesse tópico conceituaremos e contextualizaremos a 
história da tecnologia na educação no Brasil, que começou lá nas civilizações antigas, 
antes mesmo da aplicação das tecnologias de comunicação e da informação. Ficou 
curioso para compreender um pouco mais da história da tecnologia na educação? Então, 
continue a leitura e fique por dentro desse assunto sobre a evolução da tecnologia na 
educação, em especial no Brasil. 
O conceito-chave de tecnologia refere-se a um produto da ciência que envolve 
um conjunto de instrumentos, métodos e técnicas, cujo objetivo é a resolução de 
problemas. A definição da palavra tecnologia tem origem grega (techne — "técnica, arte, 
ofício" e lógica — "estudo"). A partir das acepções da palavra tecnologia, evidencia-se 
que ela envolve o conhecimento técnico e científico, além das ferramentas, processos e 
materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento (POCHO et al., 2003). 
Acadêmico(a), estamos muito acostumados a nos referir às tecnologias como 
equipamentos e aparelhos. Na verdade, a expressão “tecnologia” vai além da utilização 
 
de máquinas. “O conceito de tecnologia engloba a totalidade de coisas que a 
engenhosidade do cérebro humano conseguiu criar em todas as épocas, suas formas de 
uso, suas aplicações”. (KENSKI, 2015, p. 23). 
Caminhando para o conceito de tecnologia, ela é a ciência da técnica que estuda 
a materialização da realidade objetiva do ser humano em instrumentos e máquinas. 
(VIEIRA PINTO, 2005). 
 
Sempre um bem, pelo simples fato de constituir um acréscimo ao 
conhecimento humano, a expansão da cultura, na verdade um aspecto 
da manobra da hominização, mesmo quando impiedosa na aplicação, em 
virtude das condições sociais ou dos interesses dos agentes a que serve. 
Em princípio, a tecnologia, sendo propriedade social, em sentido 
econômico e ético, representará um benefício para o homem se a 
sociedade que a engendra e utiliza for, ela própria, um bem para o 
homem. (VIEIRA PINTO, 2005, p. 702). 
 
 Diante do exposto, infere-se que tecnologia refere-se a tudo o que é construído 
pelo homem a partir da utilização de diversos recursos naturais, tornando-se um meio 
pelo qual realizam-se atividades com objetivo de criar ferramentas instrumentais e 
simbólicas, para transpor barreiras impostas pela natureza, estabelecer uma vantagem, 
diferenciar-se dos demais seres irracionais (ARAÚJO, et.al. 2017). 
Assim, caro(a) acadêmico(a), identificamos que a palavra tecnologia é “[...] um 
conjunto de conhecimentos e princípios científicos que aplicam-se ao planejamento, à 
construção e à utilização de um equipamento em um determinado tipo de atividade”, ou 
seja, a tecnologia não está restrita apenas aos aparelhos e equipamentos. Isto demonstra 
que a expressão tecnologia possui inúmeras definições que vão além de máquinas. 
(OLIVEIRA; CASAGRANDE; GALERANI, 2013, p. 24). 
Dessa forma, é possível perceber que a tecnologia apresenta-se como uma 
solução para determinados problemas e, a partir dessa solução, é que outras novas 
soluções são criadas, com a finalidade de melhoria de qualidade de vida e modernização 
da humanidade. 
Mas, caro(a) acadêmico(a), você sabe como foi a evolução tecnológica ao longo 
do tempo e como o homem utilizou essas tecnologias de conhecimento e benefícios ao 
 
seu favor e a toda sociedade? Para se aprofundar nesse conhecimento utilizaremos o 
texto de Kenski (2015) e de outros autores. 
Na origem da espécie, “[...] o homem contava apenas com o conhecimento natural 
de seu corpo como as pernas, cabeças, braços, músculos e cérebro”. Na realidade, 
podemos considerar o corpo humano, e com maior relevância e importância “[...] o 
cérebro, a mais diferenciada e aperfeiçoada das tecnologias, pela sua capacidade de 
armazenar informações, raciocinar e usar os conhecimentos de acordo com as 
necessidades do momento”. (KENSKI, 2015, p. 20). 
As tecnologias só existem devido ao raciocínio humano, através do qual se cria e 
inova as ideias ao longo do tempo. Assim, são os conhecimentos derivados da 
inteligência humana que, quando colocados em prática, dão origem aos diferentes 
equipamentos, instrumentos, processos, ferramentas e recursos. As tecnologias são tão 
antigas como a espécie humana e se apresentam como uma engenhosidade humana 
que norteou o desenvolvimento. Desde o começo da humanidade, o homem convive com 
o surgimento das tecnologias como forma de melhoria da sua sobrevivência. Com o 
passar do tempo, as tecnologias evoluem e se adéquam a cada sociedade e em 
diferentes épocas (KENSKI, 2015). 
Na modernidade, o uso das tecnologias possibilitou ao homem criar máquinas e 
diferentes formas de energia como o carvão mineral, responsável pela energia à vapor, 
o gás e, posteriormente, a eletricidade (esta última já no século XIX). A criação de 
máquinas contribuiu com a Revolução Industrial, tendo como resultado a construção de 
cidades e obras públicas. (OLIVEIRA; CASAGRANDE; GALERANI, 2013). O uso 
tecnológico e das fontes de energia somados à criação da roda resultaram na construção 
de meios de transporte como a locomotiva movida à vapor. Destaca-se também, outra 
importante descoberta: o uso dos telégrafos, aperfeiçoando o sistema de comunicação 
entre longas distâncias. (MEDEIROS J.; MEDEIROS L., 1993). 
Muitas foram as tecnologias desenvolvidas na contemporaneidade, dentre as 
quais destaca-se a descoberta do petróleo como combustível, o uso de seus derivados 
e sua utilização para a fabricação de plástico. No século XX, surgiram as grandes 
produções em massa: máquinas cada vez mais modernas, produzindo os robôs. 
(CUNHA, 2001). 
 
Na Idade Contemporânea, foi descoberta a energia solar como forma de energia 
importante, bem como a energia nuclear. Além de todas essas descobertas, surgiram, 
também, os aparelhos eletrônicos como a televisão e o rádio. Após estas inovações, 
surgiu o computador e,com este, a evolução da tecnologia da informação. Assim, o final 
do século XX ficou marcado como o avanço tecnológico - os aparelhos eletrônicos 
começaram a ganhar o mundo, ficando cada vez menores a exemplo, os telefones 
celulares, as câmeras digitais, os tablets e diversos outros aparelhos (CUNHA, 2001). 
 Em resumo, na década de 40, em meio a segunda guerra mundial, os 
computadores modernos surgiram. Nos Estados Unidos, na década de 60, popularizou 
o microcomputador e este se tornou a principal ferramenta de trabalho. Na década de 
90, a internet promoveu grandes mudanças nas esferas sociais e econômicas. Estas 
mudanças alteraram também a dinâmica escolar. Em 1970, houve um movimento da 
informática na educação, tanto no setor administrativo quanto em sistemas eletrônicos 
de informação. E no Brasil, a década de 80 foi marcada por grandes investimentos 
governamentais de informática na educação. (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015). 
 Em 1982, o Ministério da Educação - MEC traçou medidas, para estabelecer a 
política da informática no setor da educação cultura e desporto, a quarta diretriz estipula: 
"Desenvolvimento e utilização da tecnologia da Informática na Educação, respeitando os 
valores culturais e sócio-políticos sobre os quais assentaram-se os objetivos do sistema 
educacional". Em janeiro de 1983, o secretário de informática baixou a portaria número 
1/83, criando a Comissão Especial n. 11/83 - Informática na Educação. 
 No Brasil, o governo federal lançou o “Programa um computador por aluno - 
PROUCA”, que teve por objetivo, segundo eles, ser um projeto Educacional utilizando 
tecnologia, inclusão digital e adensamento da cadeia produtiva comercial no Brasil. 
 
SAIBA MAIS 
 
Você sabia que o Prouca foi um registro de preços (RPN) do FNDE para que os 
estados e municípios pudessem comprar com recursos próprios ou com financiamento 
do BNDES? Instituído pela Lei nº 12.249, de 14 de junho de 2010, o Prouca teve por 
objetivo promover a inclusão digital pedagógica e o desenvolvimento dos processos de 
https://www.fnde.gov.br/fndelegis/action/UrlPublicasAction.php?acao=abrirAtoPublico&sgl_tipo=LEI&num_ato=00012249&seq_ato=000&vlr_ano=2010&sgl_orgao=NI
 
ensino e aprendizagem de alunos e professores das escolas públicas brasileiras, 
mediante a utilização de computadores portáteis denominados laptops educacionais. 
O equipamento adquirido contém sistema operacional específico e características 
físicas que facilitam o uso e garantem a segurança dos estudantes e foi desenvolvido 
especialmente para uso no ambiente escolar. 
O FNDE facilita a aquisição desses equipamentos com recursos dos próprios 
estados e municípios por meio da adesão ao pregão eletrônico disponível em 
https://www.fnde.gov.br/sigarpweb/ 
 
Perguntas frequentes 
1. Como adquirir os computadores do PROUCA? 
É necessário aguardar novo pregão ser divulgado no site do FNDE. 
2. Como ter acesso ao Pregão de 2012 PROUCA? 
O Programa PROUCA não existe mais e as prefeituras têm que fazer a adesão ao 
ProInfo. 
3. Fiz a adesão ao PROUCA, mas o MEC ainda não liberou o financiamento, como 
proceder nesse caso? 
O FNDE não está mais fazendo convênios, nem liberação de recursos para o PROUCA. 
 
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 
2021. Disponível em: https://www.fnde.gov.br/ . Acesso em 25 de março de 2021. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 O projeto começou no Brasil por intermédio Nicholas Negroponte, Seymour Papert 
e Mary Lou Jepsen que vieram ao Brasil especialmente para conversar com o presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva e expor a ideia com detalhes, o presidente apoiou a ideia e 
formou uma comissão para analisar o projeto e colocá-lo em prática, esse projeto 
também utiliza como modelo o Projeto Ceibal do Uruguai, o projeto atua diretamente na 
integração social, na democratização do conhecimento. 
https://www.fnde.gov.br/sigarpweb/
https://www.fnde.gov.br/
 
Em 2007, cinco escolas foram beneficiadas, agora já temos o UCA total que tem 
como objetivo inclusão social, voltada para a incorporação de conhecimento através do 
uso intensivo das novas tecnologias de informação - TICs no processo de aprendizado 
de crianças e jovens do ensino fundamental e médio. Seis municípios brasileiros já foram 
beneficiados e assim terão todas as suas escolas atendidas pelo programa, são elas: 
Barra dos Coqueiros/SE, Caetés/PE, Santa Cecília do Pavão/PR, São João da Ponta/PA, 
Terenos/MS e Tiradentes/MG. 
Estudos publicados sobre a implementação do Projeto, apontam que tal ação teve 
um baixo nível de aproveitamento e um padrão de funcionamento bastante divergente, 
que reflete forças e debilidades locais. Seu enorme potencial não foi até hoje 
completamente aproveitado. Contudo, vale destacar que mesmo sendo um processo de 
implementação marcado por fortes déficits na cadeia de transmissão e elevado grau de 
descoordenação, teve saldo positivo no que tange o resultado da distribuição de laptops 
aos alunos dos municípios contemplados(LAVINAS,VEIGA, 2013). 
Diante do exposto, infere-se que o projeto teve saldo positivo, pois possibilitou 
aos alunos público-alvo do UCA-Total - em especial aqueles oriundos de famílias pobres 
- a descoberta da informática e também, da internet. Assim, conheceram, entenderam e 
utilizaram esses novos recursos tecnológicos. E a escola, por sua vez, foi a grande 
responsável pela disseminação dessa inovação (LAVINAS; VEIGA, 2013). 
 Acadêmico(a), no próximo tópico vamos ampliar nossos conhecimentos sobre 
assunto. Então, venha conosco, embarque nessa viagem pelo mundo da tecnologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E A EDUCAÇÃO 
 
Caro(a) acadêmico(a), nesse tópico conheceremos a evolução tecnológica na área 
da educação, porque, assim como a guerra, a tecnologia também é essencial para a 
educação, ou melhor, a educação e tecnologias são indissociáveis. 
Segundo o dicionário Aurélio (FERREIRA, 2010, p. 271), a educação diz respeito: 
“1. Ato ou efeito de educar(-se). 2. Processo de desenvolvimento da capacidade física, 
intelectual e moral do ser humano. 3. Civilidade, polidez. [...]”, no qual visa à sua melhor 
integração individual e social. 
Para que ocorra essa integração, é preciso que sejam compartilhados 
conhecimentos, habilidades, atitudes e valores aos educandos, ou seja, “que se utilize a 
educação para ensinar sobre as tecnologias que estão na base da identidade e da ação 
do grupo e que se faça uso delas para ensinar as bases dessa educação”. (KENSKI, 
2015, p. 43). 
Podemos também, caro(a) acadêmico(a), entender a relação entre educação e 
tecnologias de um outro ângulo, o da socialização da inovação. Para ser assumida e 
utilizada pelas demais pessoas, além do seu criador. Diante disso, infere-se que a nova 
descoberta precisa ser ensinada. Nesse sentido, a forma de utilização de alguma 
inovação, seja ela um tipo novo de processo, produto, serviço ou comportamento, precisa 
ser informada e aprendida. Todos nós sabemos que a simples divulgação de um produto 
 
novo pelos meios publicitários não mostra como o usuário deve fazer para utilizar 
plenamente seus recursos e é nesse momento que entra o papel da escola, como 
também do educador inserido no contexto educacional. (KENSKI, 2015). 
Para ilustrar a afirmativa anterior, tomemos como exemplo a compra de um 
computador por uma pessoa leiga no quesito informática. Considerando tal contexto, os 
especialistas na área asseveram que não basta para essa pessoa adquirir a máquina, 
ela precisa aprender a utilizá-la, precisa descobrir as melhores maneiras de obter da 
máquina auxílio para suas necessidades. Infere-se, portanto, que é preciso buscar 
informações, realizar cursos, pedir ajuda aos mais experientes, enfim, “utilizar os mais 
diferentes meios para aprender a se relacionar com inovação e ir além”, começar a criar 
novas formas de uso e, dessemodo, gerar outras utilizações. Nesse sentido, os 
estudiosos sobre o assunto destacam que “Essas novas aprendizagens, quando 
colocadas em prática, reorientam, todos os nossos processos de descobertas, relações, 
valores e comportamentos”. (KENSKI, 2015, p. 44). 
A maioria das tecnologias é utilizada como auxiliar no processo educativo. Não 
são nem o objeto, nem a sua substância, nem a sua finalidade. Elas estão presentes em 
todos os momentos do processo pedagógico, desde o planejamento das disciplinas, a 
elaboração da proposta curricular até a certificação dos alunos que concluíram um curso. 
A presença de uma determinada tecnologia pode induzir profundas mudanças na 
maneira de organizar o ensino. “Um pequeno exemplo disso é o ensino de um idioma 
baseado exclusivamente nos livros didáticos e na pronúncia da professora, em aulas 
expositivas”. (KENSKI, 2015, p. 44). 
Assim, a organização do espaço, do tempo, o número de alunos que compõem 
cada turma e os objetivos do ensino podem trazer mudanças significativas para as 
maneiras como professores e alunos irão utilizar as tecnologias em suas aulas. A escolha 
de determinado tipo de tecnologia altera profundamente a natureza do processo 
educacional e comunicação entre os participantes. Uma sala de aula cheia de alunos, a 
aula dada em anfiteatros exigem alguns recursos tecnológicos, como microfones, 
projetores, entre outras tecnologias, muito diferente dos utilizados para o ensino dos 
mesmos conteúdos para grupos pequenos, em interação permanente. (KENSKI, 2015). 
 
Aluno(a), para que você entenda melhor esse contexto educacional atual, faz-se 
necessário dialogarmos sobre a linha do tempo, ou seja, recordamos alguns momentos 
históricos relacionados à educação e à tecnologia: 
 
● Educação 1.0: Meados do século XVIII, elitizada, tradicionalista, individualista, 
foco no educador e, os recursos utilizados eram lousa, livros e cadernos. 
● Educação 2.0: Depois da Revolução Industrial até mais ou menos meados do 
século XX, o foco era a sala de aula e a memorização. A dinâmica das aulas 
passeava entre o coletivo e o individual. A utilização de recursos tecnológicos era 
pouca e centralizada nos laboratórios de informática e/ou ciências. 
● Educação 3.0: Era da internet e tecnologia, que integrava as pessoas. As aulas 
eram mais participativas e sobretudo, colaborativas, desenvolvendo o trabalho em 
equipe. Nesse momento, teve início o ensino híbrido (presencial e à distância). 
● Educação 4.0 - E4: automaticamente nossos conhecimentos nos remetem a outra 
expressão” Indústria 4.0 e/ou 4ª Revolução Industrial”, ou seja, um mundo 
totalmente automatizado, imerso em uma revolução tecnológica: a linguagem 
computacional, inteligência artificial, Internet das coisas (IoT), entre outras. 
 
Diante do exposto, infere-se que as mudanças sócio-políticas do mundo 
contemporâneo requerem que a educação acompanhe as evoluções tecnológicas e 
ainda, que possibilite aprendizado significativo sobre o assunto para os educandos. Por 
isso, tornam-se necessárias também algumas mudanças no enfoque metodológico da 
Educação, adequando-os às novas exigências da sociedade em que vivemos. 
Sociedade essa que necessita urgentemente de ações inovadoras. 
É importante ressaltar, que os estudantes brasileiros, apresentam baixo 
rendimento escolar e índices de reprovação consideráveis. Consequentemente, não 
adquiriram eficazmente conhecimentos relevantes para a vida em sociedade, como 
saber ler e escrever de forma competente, habilidades essenciais para o exercício da 
cidadania e atuação no mundo corporativo. Além disso, muitos não dominam as 
inovações tecnológicas, que são imprescindíveis para qualquer área do conhecimento. 
 
Assim sendo, o papel do professor, num contexto de ensino-aprendizagem, é 
investigar o que está dando certo ou errado e acompanhar as tendências sociais. Além 
disso, diagnosticar o que precisa ser modificado ou acrescentado, e também, intervir nos 
problemas identificados com intuito de resolvê-los (BORTONI –RICARDO , 2006, p. 31). 
 Considerando o exposto, diante dessa nova perspectiva educacional, cabe ao 
professor, por meio de sua intervenção pedagógica, propiciar situações significativas de 
aprendizagem, em que o saber prévio dos alunos seja resgatado e reelaborado, 
contextualizando-se o conhecimento formal e ampliando-os. 
Coaduna-se a essa proposta, o papel da escola básica, que tem por função 
principal desenvolver trabalhos, considerando as vivências sociais dos alunos, mas 
também propiciar conhecimentos necessários para o desenvolvimento acadêmico, social 
e profissional. Conforme aponta os dizeres das DCEs do Paraná, subsidiadas pela teoria 
bakhtiniana e seu círculo (PARANÁ, 2008). 
Estudante, portanto, a tecnologia é uma realidade e está ativamente inserida em 
nossas vidas, seja no contexto pessoal, social e/ou acadêmico e o uso dos mais variados 
recursos tecnológicos têm se multiplicado, pois somos cidadãos 4.0. Por esses motivos, 
foi considerada essencial a implementação de um modelo que torne o ensino mais 
atraente e aderente à realidade do século XIX, porque as mudanças da educação do 
Brasil buscam resultados na conexão dos jovens ao que é ofertado no ensino e maior 
inserção desses jovens ao mercado de trabalho. 
No próximo tópico, ampliaremos as informações sobre o assunto. Vamos lá! 
 
 
 
 
 
 
 
3. O APRENDIZADO COM O APOIO DE COMPUTADORES E DA INTERNET 
 
 Caro(a) acadêmico(a), nesse tópico estabeleceremos a importância da 
aprendizagem com o apoio de computadores e da internet. Para isso, iremos realizar um 
resgate sobre a história do computador. 
Os primeiros computadores da era moderna eram eletromecânicos, construídos 
com dispositivos magnéticos chamados “relés”. “Era a mesma tecnologia usada nas 
centrais telefônicas. Esses computadores tiveram vida curta, sendo logo substituídos 
pelos eletrônicos”. (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015, p. 62). 
 O primeiro computador eletrônico, o Eniac, foi construído em 1946, nos Estados 
Unidos, ele tinha 19 mil válvulas e consumia 200 quilowatts de potência elétrica (o 
equivalente à energia necessária para o consumo de 100 casas), funcionava por poucas 
horas, até que algumas válvulas falhavam e tinham de ser substituídas. 
 Nessa época, para programar um computador, era preciso saber detalhes de sua 
construção, e, em geral, quem trabalhava nessas máquinas eram as próprias pessoas 
que as projetavam, por isso, esses computadores acabavam ficando nos laboratórios em 
que eram construídos. (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015). 
 No final da década de 1940, foi inventado o transistor, que era menor, mais rápido 
e falhava menos que a válvula. Além disso, os computadores com transistores 
 
consumiam menos energia, em torno de 5 quilowatts (o equivalente à energia necessária 
para o consumo de 2 casas). Como eram mais acessíveis que os primeiros 
computadores, máquinas com transistores foram instaladas em algumas empresas e 
podiam ser operadas por profissionais especializados, e não só por seus projetistas. 
 Na década de 1960, os Estados Unidos revelaram ao mundo uma nova invenção: 
os circuitos integrados. Os transistores foram deixados de lado e a eletrônica 
miniaturizada permitiu a construção de computadores menores, surpreendentemente 
mais rápidos, baratos e eficientes que os anteriores. Cada vez mais essas máquinas 
passaram a ser úteis nas empresas. 
 Foram desenvolvidos programas de computadores capazes de zelar pelo 
funcionamento do próprio computador. Conhecidos como “sistemas operacionais”, eles 
tornaram as operações das máquinas mais seguras e possibilitaram que fossem usadas 
por um número maior de pessoas. (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015, p. 62). 
A essa altura, as empresas já dependiam muito dessas máquinas para funcionar. 
Os programas de computador emitem faturas, fazem cobranças, preparam folhas de 
pagamento, cadastrar clientes emuito mais. Até que surgiu o microcomputador, sem que 
ninguém imaginasse a mudança que ele iria provocar no dia a dia das empresas e das 
pessoas. O primeiro passo foi dado no início da década de 1970 pela Intel Corporation, 
uma pequena empresa norte-americana, eles inventaram um dispositivo chamado de 
“microprocessador” para máquinas de calcular e, depois, modificaram esse componente 
para que fosse usado em computadores. 
A ideia deu certo e, no início da década de 1980, os microcomputadores chegaram 
ao mercado. Desde o primeiro momento, parecia uma “epidemia”, todo mundo queria ter 
um. Hoje, há milhões de computadores em operação. Cada uma dessas máquinas é 
milhares de vezes mais poderosas que seus “bisavôs”da década de 1940. 
Na década de 1990, a grande inovação foi a internet. “Ela promoveu grandes 
mudanças, interferindo na estrutura dos diferentes sistemas e transformando as relações 
e as comunicações globais”. (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015, p. 63). 
Agora caro(a) acadêmico(a) iremos apresentar um resumo do desenvolvimento 
dos computadores, o qual pode ser dividido em cinco gerações. Vide o quadro abaixo: 
 
 
Quadro 1 - Gerações de computadores 
Primeira geração (1945-1959) Uso de válvulas eletrônicas e quilômetros de fios; os 
computadores eram lentos, enormes e esquentavam muito. 
Segunda geração (1959-1964) Substituição das válvulas eletrônicas por transistores e dos 
fios de ligação por circuitos impressos; isto tornou os 
computadores mais rápidos, menores e de custo mais baixo. 
Terceira geração (1964-1970) Criação dos circuitos integrados que proporcionaram 
maior compactação, redução dos custos e velocidade de 
processamento da ordem de microssegundos; tem início a 
utilização de avançados sistemas operacionais. 
Quarta geração (1970-1990) Aperfeiçoamento da tecnologia já existente, proporcionando 
uma otimização da máquina para os problemas do usuário, 
maior grau de miniaturização, confiabilidade e velocidade 
maior, na ordem de nanossegundos (bilionésima parte do 
segundo). 
Quinta geração (1990 em 
diante) 
Surgimento da inteligência artificial e dispositivos cada vez 
menores e mais potentes conectados à rede internet. 
Fonte: (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015, p. 63 - 64). 
 
SAIBA MAIS 
 
Para saber mais sobre a História do computador e da internet. 
Acesse “A história dos computadores e da internet e o acesso à informação” do canal 
Khan Academy Brasil. 
 
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=o1FiPSv60aY 
 
#SAIBA MAIS# 
 
Dando continuidade a nossa temática, caro(a) acadêmico(a) o computador como 
tecnologia educacional apresenta uma característica específica: com frequência, o aluno 
domina muito mais essa tecnologia do que o seu professor e, também, passa a manipulá-
la sem medo e sem restrições. Essa característica já começa a exigir do professor, uma 
mudança de postura em sala de aula, em que a interação com seus alunos passará a 
ser uma atitude necessária para o bom andamento do seu trabalho pedagógico. 
https://www.youtube.com/watch?v=o1FiPSv60aY
 
Um olhar sobre o histórico da introdução da informática nas escolas brasileiras 
revela um percurso muito aproximado ao que ocorreu no restante da América Latina: ela 
tem sido utilizada tanto em uma perspectiva instrucional quanto em uma perspectiva 
construcionista. 
Na perspectiva instrucional, o computador é objeto de estudo. O conhecimento de 
hardware e software e seus mecanismos passam a ser o objetivo do trabalho de 
informática. (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015). 
Na perspectiva construcionista, o computador é utilizado como recurso. O termo 
construcionista está diretamente relacionado à denominação construtivista. Dentro dessa 
perspectiva, os sujeitos que utilizam o computador podem representar suas ideias, 
resolver problemas, criar soluções, desenvolver algo. (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015). 
O computador é uma ferramenta valiosa para a nova geração cultural, pois a 
difusão da informática é primordial entre os indivíduos e entre os grupos sociais. (SILVA, 
1996). 
A utilização do computador pode individualizar o estudo de comportamento dos 
sujeitos, tornar os alunos autônomos na gestão de sua aprendizagem, tratar em tempo 
real uma parte da avaliação, integrar numerosas informações multidimensionais, diminuir 
o efeito emocional da avaliação. (ALMOULOUD, 1997). 
Aqui, utilizamos dois autores para mostrar que, temos lado positivo e negativo, no 
entanto, na literatura existem vários autores que percebe que essa tecnologia, é bem-
vinda, que a decantam nos seus grandes méritos, para alguns e mal vista por outros, que 
apontam seu lado restrito, muitas vezes provoca grandes polêmicas, as quais nem 
sempre abrem espaço para um confronto enriquecedor e frutífero de ideais. 
O uso do computador nas escolas traz inúmeras possibilidades e mudanças 
significativas para o processo de ensino e aprendizagem, pois oferece diversos recursos 
que exprimem diferentes atividades, principalmente quando conectados à Internet, uma 
vez que a Internet amplia as possibilidades, e concebe ao aluno as diferentes 
experiências e aprendizagens, fazendo-o interagir com diferentes formas de textos, 
imagens, sons e relações interpessoais, propondo a comunicação com pessoas 
geograficamente distantes e de culturas diferentes. (SOUZA, 2013). 
 
São muitas as vantagens que a Internet oferece para o processo de ensino e 
aprendizagem, como podemos verificar nas literaturas de autores que realizam esta 
pesquisa, quando utilizada de forma adequada, no entanto, existem alguns problemas e 
limitações quando sua utilização é feita de maneira incorreta e despreparada, podendo 
gerar alguns transtornos no processo educacional. 
A Internet é uma importante fonte de pesquisa e canal de comunicação, e as 
escolas precisam acompanhar essas mudanças adaptando-se às novas formas de 
atender a atual demanda social. (SOUZA, 2013). 
Sendo assim, torna-se necessário que as crianças tenham, desde cedo, o acesso 
a essa tecnologia. As escolas devem estimular o uso dos computadores e da Internet a 
fim de dinamizar o processo de ensino e aprendizagem, auxiliando o aluno na construção 
do seu próprio conhecimento de forma interativa, conforme observação da BNCC no eixo 
5: “Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de 
forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais” (BNCC, 2018). 
A vantagem de se utilizar as tecnologias como ferramentas didáticas, é a 
dinamização dos conteúdos que elas permitem, estimulando os alunos a trabalharem a 
autonomia e a criatividade. Isso faz com que a educação ultrapasse as paredes da sala 
de aula e contribua para a diminuição da exclusão digital. A Internet aproxima as pessoas 
e diminui os espaços, e muitos dos indivíduos que têm dificuldades de socializar, 
conseguem através dela se expressar e se comunicar melhor. (SOUZA, 2013). 
As tecnologias podem ajudar por um lado, mas também podem atrapalhar por 
outro. Nunca se viu tanta informação disponível, tantas tecnologias, mas nunca se teve 
tanta dificuldade de comunicação, quando se trata de interação, participação e qualidade 
da informação.(SOUZA, 2013). 
Algumas escolas utilizam os computadores para o simples ensino de informática, 
ensinando os alunos a mera digitação e pesquisas na Internet. Tais pesquisas, muitas 
vezes acontecem de forma superficial, na qual os alunos apenas copiam e imprimem os 
textos tais quais são encontrados nas páginas da Internet, contribuindo para o baixo 
desenvolvimento cognitivo dos mesmos. Além disso, existem professores que utilizam 
as novas tecnologias sem refletir muitas vezes sobre o seu papel pedagógico, que 
deveria estar direcionado para uma prática construtiva do conhecimento. (SOUZA, 2013). 
 
Outro problema é que a Internet oferece diversas possibilidades de busca, e as 
suas páginas muitas vezes encantam os alunos e tiram o foco principalque é a 
interpretação. Na realização de aulas com o uso da Internet, os alunos podem ficar 
dispersos navegando pelos sites, abrindo muitas páginas, confundindo qualidade com 
quantidade. Existe um deslumbramento com as imagens e sons encontrados na Internet, 
levando muitas vezes os alunos a não considerarem o conteúdo, consumindo a 
informação de modo rápido e superficial, sem internalizar e refletir sobre o conteúdo. 
(SOUZA, 2013). 
O uso dos computadores e Internet podem inovar, mas também podem reproduzir 
um ensino tradicional, pois o fato de usar as tecnologias não garante a qualidade do 
ensino, mas sim a forma como são utilizadas. 
 
SAIBA MAIS 
 
Você sabia que a Internet disponibiliza milhares de acessos a locais nunca antes 
imagináveis e, com isso, disponibiliza um amplo aprendizado? 
Segue alguns sites utilizados para a busca de conhecimentos, disponíveis no site 
Techtudo (apud VIANA, 2012): 
- YouTube: visitado por bilhões de usuários no mundo todo, o site reúne vídeos sobre 
os mais variados assuntos. Além disso, neste mês, o Google divulgou que existem mais 
de mil canais educativos na página. 
- Udutu: editor e publicador de cursos online, o site permite criar e organizar uma 
sequência de aulas, sem a necessidade de grandes conhecimentos sobre programação. 
Além disso, todo o arquivo gerado pela página pode ser salvo em um CD. 
- JClic: [...] Por meio dela, os professores podem desenvolver materiais de estudo, 
quebra-cabeças, palavras cruzadas e até testes e provas, tudo isso por um conjunto de 
ferramentas em Java. 
- Flash Page Flip: o site, que funciona em inglês, permite a criação de revistas digitais, 
com textos, fotos e até sons. 
- Toondoo: com comandos em inglês, o software explora o aprendizado da língua por 
meio da criação de histórias em quadrinhos feitas pelos próprios alunos. 
 
- Geogebra: O objetivo desta ferramenta é facilitar e aproximar os alunos da matemática. 
Por isso, o site reúne recursos de álgebra, geometria, gráficos e tabelas. 
- Selariam: um planetário na tela do computador. O programa permite mostrar planetas 
e constelações em 3D. O software pode ser visualizado nos sistemas operacionais 
Windows, Mac e Linux. 
- Pense +: com aplicativo, desenvolvido para Android, o professor pode trabalhar mais 
de 350 questões dos simulados do Ensino Nacional do Ensino Médio (ENEM) dos anos 
de 2009 e 2010. 
- Músculos Anatomia: com este aplicativo, gratuito para Android, é possível acessar 
imagens e descrições detalhadas sobre toda a anatomia humana. 
- Google Maps: mapa virtual do Google repleto de interatividade, o Maps permite a 
navegação por escalas dos mais variados lugares do mundo. 
- Google Art Project: também desenvolvida pelo Google, a ferramenta permite que o 
professor crie uma visita virtual aos principais museus do mundo e tenha acesso às obras 
de arte consagradas. 
- Tríade: boa plataforma para professores de História ensinarem sobre a Revolução 
Francesa. O jogo, produzido no Brasil, e de download gratuito, faz uma viagem ilustrada 
ao século XVII, com gráficos em 3D, e permite ao aluno se aventurar pela história da 
revolução. 
- Voicethread: o site tem como sua principal funcionalidade auxiliar a prática do inglês e 
do espanhol. Para desfrutar da ferramenta, basta ter um microfone e se cadastrar. Na 
página é possível gravar áudio com a voz do aluno e associar a gravação a uma imagem 
de preferência do mesmo. 
Fonte: VIANA, G. A tecnologia invade a sala de aula: veja recursos que auxiliam o ensino. Techtudo, 
2012. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 
4. IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA ARTICULADO ENTRE EDUCAÇÃO, 
COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA 
 
 
 
Caro(a) acadêmico(a), nesse quarto e último tópico da Unidade I, nosso diálogo 
será sobre a “Implantação de um Sistema Articulado Entre Educação, Comunicação 
e Tecnologia” e sabe por quê? Porque tudo muda o tempo todo no mudo e com a 
educação não é diferente, pois ela não é obsoleta. Vivemos em constantes mudanças 
sociais e um docente do século XXI precisa estar preparado para o novo cenário 
educacional. 
É verdade, vivemos na era da Indústria 4.0 e/ou 4ª Revolução Industrial, ou seja, 
um mundo totalmente automatizado, imerso em uma revolução tecnológica: a linguagem 
computacional, inteligência artificial, Internet das coisas (IoT), entre outras. Por isso, a 
ênfase, aqui, será dialogar sobre os pilares da educação 4.0 que vão ao encontro desse 
contexto de inter-relação: Educação, Comunicação e Tecnologias alinhados à Base 
Nacional Comum Curricular - BNCC. 
Então venha conosco, vamos ampliar nossos horizontes sobre o tema. 
 
 
 
Educação 4.0, o que isso significa? 
 
Estamos na revolução 4.0, consequentemente em meio a uma Educação 4.0 E4, 
enfrentado diversos desafios, em virtude das velozes e profundas transformações da 
sociedade. Dessa forma, entramos numa disputa para conquistar a atenção dos nossos 
alunos, por isso, há necessidade urgente de uma exploração competente desses 
recursos digitais alinhada ao novo contexto educacional. 
Hoje, toda forma de comunicação é rápida e eficaz. Além disso, necessita-se de 
que as pessoas saibam resolver problemas de forma rápida, mas para que isso aconteça 
existe a necessidade de utilização de ferramentas e métodos inovadores que possibilitam 
a tomada de decisões rapidamente, utilizando reflexão, criticidade, como também a 
criatividade (CARVALHO NETO, 2017). 
Diante de tal contexto, não há mais espaço para aulas tradicionais com utilização 
de recursos que não desafiam os alunos e ainda, que não os preparam para esse cenário 
cada vez mais tecnológico. Infere-se, portanto, que todo profissional inserido no contexto 
educacional precisa adaptar-se às mudanças sociais e multiplicar isso em sala de aula, 
formando alunos competentes para participar ativamente dessa sociedade 4.0. 
Então, é por esse motivo, para ampliar seus horizontes que te convido a se 
aprofundar conosco nesse novo contexto educacional 4.0. 
 A área da educação está diretamente ligada a esse novo normal tecnológico e em 
rede, pois as crianças e jovens vivenciam essa imersão cotidiana tecnológica. Eles estão 
cada vez mais conectados por meio de recursos inovadores e isso, justifica a utilização 
desse termo “E4” muito utilizado atualmente. 
Assim, faz-se necessária a adequação das metodologias educacionais. Então, 
para suprir tais necessidades oriundas desse contexto histórico-social, no século XXI, 
temos as acepções da Educação 4.0 - E4. Essa é uma abordagem teórico-prática 
objetiva ir além do comum, ultrapassar os conteúdos curriculares e ampliar os horizontes 
dos alunos. 
Esse novo método de ensino, vai muito além dos aspectos tecnológicos, 
contempla o termo learning by doing, que traduzindo significa “aprender por meio da 
 
experimentação”, e isso, caro(a) estudante, está diretamente relacionado ao 
desenvolvimento de projetos, aprender fazendo, vivências, que é o conteúdo específico 
desse tópico (CARVALHO NETO, 2017). 
Mas quais são os pilares que sustentam a E4? Os pilares que servem de apoio, 
ou seja, que direcionam para novas práticas pedagógicas, como por exemplo a utilização 
das metodologias ativas de aprendizagem, estão exemplificados na figura n. 1, para 
melhor entendimento: 
 
Figura 1: Os pilares da E4 
 
Fonte:(GLASSER, 2017) 
 
Conforme podemos observar na figura 1, os pilares que sustentam a E4 apontam 
interconexões, que direcionam para novas práticas pedagógicas, como por exemplo a 
utilização das metodologias ativas de aprendizagem, no contexto educacional, pois são 
práticas pedagógicas que contemplam o processo de produção e dos saberes, por meio 
de participação ativa de professores e alunos. 
 
Agora, estudante, vamos entender as acepções de cada pilar, pois cada um tem 
um objetivo específico (GLASSER, 2017): 
● Modelo sistêmico: avaliar o contexto atual e estabelecer estratégias para construir 
umplano de inovação efetivo. 
● Mudança do senso comum: utilizar referenciais teóricos que abordem a educação 
de um ponto de vista científico e tecnológico, permitindo uma base concreta para 
aplicar em sala de aula. 
● Engenharia e gestão do conhecimento: analisar as competências e habilidades 
dos alunos. 
● Cibercultura: preparar o ambiente de aprendizagem para oferecer de forma eficaz 
o novo modelo de educação. 
 
Acadêmico(a), mas por que é preciso repensar o papel do professor no 
século XXI? E ainda, por que os pilares da E4 estão relacionados ao contexto desta 
unidade? 
O autor renomado, que publicou diversos artigos e livros sobre o assunto, 
assevera que houve mudanças significativas relacionadas à plasticidade cerebral de 
jovens (geração Y e Z) imersos na cultura digital, como por exemplo, o pouco tempo de 
atenção produtiva durante as aulas quando comparado aos alunos de outras gerações. 
Nesse sentido, os pilares que sustentam a E4 apontam interconexões, que direcionam 
para novas práticas pedagógicas, em especial, auxiliam o professor a desenvolver 
projetos que motivam os alunos e os conduzem para novos conhecimentos sociais como 
também científicos (CARVALHO NETO, 2017). 
 Diante disso, para corroborar com as necessidades pedagógicas desse momento, 
entraram em cena as Metodologias Ativas de Aprendizagem. Então, para ampliar nossos 
conhecimentos sobre o assunto, na sequência, vamos entender o que são Metodologias 
Ativas e o porquê de utilizar essas novas metodologias em sala de aula, com essa 
geração 4.0. 
 
➢ Metodologias Ativas 
 
 
 No contexto atual da E4, o docente, no decorrer da sua prática pedagógica, 
precisa levar em consideração que aprendizagem não acontece simplesmente pelo ato 
de ouvir e/ou escutar, mas efetivamente quando os alunos elaboram o que recebem, 
porque trabalham cognitivamente com o meio que lhes oferecem. 
Infere-se, portanto, que a aprendizagem colaborativa é muito mais eficaz, 
conforme destaca o psiquiatra norte americano William Glasser ao apresentar a Pirâmide 
da Aprendizagem. Para ele, quando ensinamos alguma coisa a alguém (explicar, ilustrar, 
demonstrar, etc) retemos 95% e ainda, nossa retenção ao praticar (escrever, demonstrar, 
utilizar, etc) gira em torno dos 85%. Diferentemente, quando apenas lemos, nossa 
retenção fica na casa dos 10%. Então, para ele A boa educação é aquela em que o 
professor pede para que seus alunos pensem e se dediquem a promover um diálogo, 
que promova a compreensão e o crescimento deles (GLASSER, 2017). 
Infere-se, então, que as práticas pedagógicas precisam contemplar o processo de 
produção dos saberes por meio de participação ativa de professores e alunos, ou seja, 
ensinar e aprender a partir de projetos (VICKERY, 2016). 
Aluno(a), agora, para exemplificar, apresentaremos informações sobre algumas 
Metodologias Ativas de Aprendizagem, que são utilizadas como recurso tecnológico e 
didático nesse contexto de aprendizagem E4. 
 As metodologias ativas enfatizam o desenvolvimento autônomo do aluno e 
estimulam o raciocínio e a busca do conhecimento, nesse contexto pedagógico, o 
estudante é o protagonista. Contudo, o sucesso de toda prática pedagógica depende 
muito da preparação e mediação do professor. 
Muitas são as formas de utilização dessas metodologias em sua sala de aula, mas 
todas, mesmo com suas especificidades e objetivos diferenciados, almejam o 
protagonismo do estudante. 
Acadêmico(a), conheça alguns exemplos (VICKERY, 2016): 
● Resolução de problemas: A aprendizagem baseada em problemas objetiva a 
resolução colaborativa dos desafios propostos. Desenvolve a habilidade de 
investigação, reflexão e criatividade. A função do professor é incentivar o aluno a 
buscar uma solução. 
 
● Entre times e Pares: Essa técnica prioriza o compartilhamento de ideias em 
pequenos grupos, como por exemplo, debater, refletir e construir pensamento 
crítico sobre um estudo de caso apresentado. A função do professor é mediar e 
orientar. 
● Sala de aula invertida: A ideia é disponibilizar material de estudo, 
antecipadamente, por meio de recursos online e/ou impresso para que haja a 
leitura e estudo em home office. No decorrer da aula, o professor vai fazer 
considerações e questionamentos sobre o tema proposto, estimulando a troca de 
conhecimentos. 
● Aprendizagem Cooperativa: Essa técnica prioriza o desenvolvimento de 
competências importantes propostas pela BNCC – Base Nacional Comum 
Curricular, porque nessa técnica de aprendizagem as responsabilidades são 
distribuídas e isso desenvolve as habilidades de raciocínio e socioemocionais. 
Além disso, possui como referência quatro princípios básicos: participação 
equivalente; interdependência positiva; produção individual; alta Interação 
Simultânea. 
● Projetos: Nessa técnica, um problema é apresentado ao grupo para que seja 
primeiramente avaliado, depois os alunos precisam encontrar a origem do 
problema para apresentar as possibilidades de soluções possíveis e viáveis. Essa 
atividade enfatiza o fazer, ou seja, o estudante precisa “colocar a mão na massa” 
e realizar a ação, diferentemente da técnica de “problemas”, na qual a resolução 
é apenas teórica. 
 
De acordo com o que foi exposto, as metodologias ativas fazem com que o aluno 
participe ativamente do seu processo de aprendizagem, desenvolva habilidades e 
características para a vida em sociedade e ainda, prepara-o para o mundo do trabalho. 
Soma-se a isso, o fato de que tal prática está alinhada às acepções da Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC), documento normativo, que trata da implantação de 
uma política educacional, desenvolvida ao longo das etapas e modalidades da Educação 
Básica, que seja articulada e integrada, expressando seu compromisso com uma 
educação integral que visa o acolhimento, o reconhecimento dos estudantes, a fim de 
 
promover a equidade e a qualidade das aprendizagens dos estudantes brasileiros 
(BRASIL, 2018). 
 
➢ Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no contexto escolar 
 
Estudante, para dialogarmos sobre o assunto, é primordial entender quais são 
as acepções da BNCC. 
A Base é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e 
progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao 
longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo que tenham assegurados 
seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua 
o Plano Nacional de Educação (PNE) Além disso, ela integra a política nacional da 
Educação Básica e se constitui como referência nacional para a formulação dos 
currículos dos sistemas e das redes de ensino de todo o país, assim como para as 
propostas pedagógicas das escolas (BRASIL, 2018). 
 A BNCC propõe o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas 
ao uso crítico e responsável das tecnologias digitais de forma transversal, ou seja, em 
todas as áreas do conhecimento, como também, direcionada, objetivando o 
desenvolvimento de competências relacionadas ao próprio uso das tecnologias, recursos 
e linguagens digitais, desenvolvendo as competências de compreensão, uso e criação 
de TICs em diversas práticas sociais, como destaca a competência geral 5. 
Considerando o exposto, para auxiliá-lo na sua formação profissional, na 
sequência, apresentamos sugestões de práticas pedagógicas que contemplam a 
utilização das TDICs nas escolas. Para tanto, buscamos as orientações do Centro de 
Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), o qual prevê eixos, conceitos e habilidades 
alinhadas à BNCC e voltados exclusivamente para o desenvolvimento de competências 
de exploração e de uso das TDICs nas escolas (CIEB,online). 
Os eixos propostos pelo CIEB perpassam todas as etapas da educação básica e 
subdividem-se em: Cultura digital; Tecnologia digital; Pensamento computacional. 
Cada eixo está dividido em conceitos,os quais propõem o desenvolvimento de uma ou 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
 
mais habilidades, por meio de sugestões de práticas pedagógicas, avaliações e materiais 
de referência. 
Você pode conferir na figura n.2, que ilustra a etapa da Educação Infantil e do 
Ensino Fundamental I e II, como são divididos e organizados os eixos e os conceitos. 
 
Figura 2: Trilogia de Eixos - BNCC 
 
Fonte: (CIEB,online) 
 
 Conforme exemplificado na figura n. 2, cada eixo está subdivido em conceitos, os quais 
objetivam o desenvolvimento de uma ou mais habilidades propostas pela BNCC (CIEB,online): 
 
1. Cultura Digital: Refere-se às relações humanas mediadas por tecnologias e 
comunicações por meio digital, aproximando-se de outros conceitos como 
sociedade da informação, cibercultura e revolução digital. Diante disso, sugere-
se que sejam trabalhados textos narrativos, em linguagem verbal e não-verbal, 
uma vez que, isso favorece a análise e interpretação das informações recebidas, 
bem como reconhecimento dos diferentes tipos de mídias envolvidas. Nesse 
sentido, os conceitos trabalhados são: Tecnologia e Sociedade; Cultura Digital 
(Refere-se ao uso responsável da tecnologia pelas pessoas (Trata dos avanços 
das TDICs e o significado disso para as pessoas.; Letramento Digital (Diz respeito 
aos modos de ler e escrever em contextos digitais). 
 
 
2. Tecnologia Digital: Representa o conjunto de conhecimentos relacionados a 
como funcionam os computadores e suas tecnologias, em especial as redes e a 
internet. Na maioria das vezes, os tais assuntos estão relacionados à área da 
computação, como hardware, software, internet, sistemas operacionais, bancos 
de dados, etc. Assim os conceitos trabalhados aqui são: Representação de Dados 
(diferentes formas de representar informações no mundo digital); Hardware e 
Software (Analisa os computadores quanto ao seu funcionamento e componentes; 
Comunicação e Redes (Trabalha os fundamentos conceituais para compreensão 
de redes e internet). 
 
3. Pensamento Computacional: Está relacionado à capacidade de resolver 
problemas a partir de conhecimentos e práticas da computação, englobando 
sistematizar, representar, analisar e resolver problemas. Este é um dos pilares 
fundamentais do intelecto humano, junto a leitura, a escrita e a aritmética, porque 
também é aplicado para descrever, explicar e modelar o universo e seus 
processos complexos. Os conceitos trabalhados neste item são: Abstração 
(envolve filtragem e classificação de dados para resolução de problemas; 
Algoritmos (refere-se à construção de orientações claras para resolução de 
problemas); Decomposição (trata da divisão de problemas complexos em partes 
menores para a sua solução); Reconhecimento de Padrões (envolve a 
identificação de padrões entre problemas para a sua solução). 
 
SAIBA MAIS 
 
Para saber mais sobre o assunto e buscar novas informações sobre práticas 
pedagógicas que contemplam a tecnologia em sala de aula, dê um click: 
 
CIEB. Referências para Construção do seu Currículo em Tecnologia e Computação 
da Educação Básica. Disponível em: <https://curriculo.cieb.net.br/>. 
 
#SAIBA MAIS# 
https://curriculo.cieb.net.br/curriculo
https://curriculo.cieb.net.br/curriculo
https://curriculo.cieb.net.br/
 
 
Acadêmico(a), de acordo com o exposto nesta unidade I, a tecnologia é uma 
realidade e está ativamente inserida em nossas vidas, seja no contexto pessoal, social 
e/ou acadêmico e o uso dos mais variados recursos tecnológicos têm se multiplicado, 
pois somos cidadãos inseridos em um contexto 4.0. 
Assim, abordar questões relacionadas às estratégias metodológicas e meios 
tecnológicos em sala de aula é essencial, porque precisamos, enquanto educadores, 
aprender a desenvolver competências e habilidades ligadas à tecnologia com o intuito de 
ensinar os educandos a utilizarem e criarem tecnologias digitais de informação e 
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva, como também ética nas diversas 
práticas sociais, sejam elas escolares, pessoais e/ou coletivas, conforme acepções do 
eixo 5 da BNCC. 
Na próxima unidade ampliaremos as discussões sobre o assunto. Venha conosco 
e embarque nessa trilha de novos conhecimentos. 
 
 
 
REFLITA 
 
 Estudante, na sua opinião as tecnologias e mídias são oportunidade ou limitação? 
Nós, professores, conseguimos alcançar a todos com a tecnologia? Com aqueles que 
alcançamos, conseguimos promover laços de comunicação? 
 
Para contribuir com sua reflexão, sugiro a seguinte leitura: 
"Lives do Conhecimento: André Lemos dialoga sobre a relação entre Tecnologias 
Digitais e Pandemia”. Disponível em: <https://www.unifor.br/-/-lives-do-conhecimento-
andre-lemos-dialoga-sobre-a-relacao-entre-tecnologias-digitais-e-pandemia>. Acesso 
em: 31 de março de 2021. 
“Planejamento, conectividade e tecnologia: quais são os principais desafios da 
educação em tempos de pandemia”. 
https://www.unifor.br/-/-lives-do-conhecimento-andre-lemos-dialoga-sobre-a-relacao-entre-tecnologias-digitais-e-pandemia
https://www.unifor.br/-/-lives-do-conhecimento-andre-lemos-dialoga-sobre-a-relacao-entre-tecnologias-digitais-e-pandemia
 
Disponível em: <https://www.unifor.br/-/-lives-do-conhecimento-andre-lemos-dialoga-
sobre-a-relacao-entre-tecnologias-digitais-e-pandemia>. Acesso em: 31 de março de 
2021. 
 
# REFLITA# 
https://www.unifor.br/-/-lives-do-conhecimento-andre-lemos-dialoga-sobre-a-relacao-entre-tecnologias-digitais-e-pandemia
https://www.unifor.br/-/-lives-do-conhecimento-andre-lemos-dialoga-sobre-a-relacao-entre-tecnologias-digitais-e-pandemia
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Caro(a) estudante, a Unidade I chega ao fim e novamente aprendemos até aqui 
como foi o processo histórico da inserção da tecnologia no ambiente educacional no 
Brasil e como a sua utilização e evolução modificou o processo de ensino/aprendizagem. 
 Aprendemos como adveio historicamente a utilização do computador no ambiente 
escolar e também, a maneira como essa tecnologia, juntamente com a chegada da 
internet, influenciou a relação do aluno com a aquisição do conhecimento científico. O 
uso do computador nas escolas possibilitou mudanças significativas para o processo de 
ensino e aprendizagem, oferecendo diversos recursos, principalmente quando 
conectados à Internet, pois oferece ao aluno diferentes experiências e inúmeras 
possibilidades de aprendizagens. 
 Finalizamos esta primeira unidade da apostila estudando sobre a era tecnológica 
revolucionária que estamos vivendo e que não para de avançar em níveis 
surpreendentes, onde a educação precisa se adequar às necessidades impostas por tal 
realidade. Estudar sobre a implantação de um sistema que articula a tecnologia com a 
comunicação e a educação se faz necessário exatamente para compreendermos que 
não há como olhar para a educação sem acompanhar os avanços tecnológicos que 
podem ser utilizados como recursos no processo de ensino/aprendizagem. 
 Esperamos que esta unidade tenha aguçado a sua curiosidade e te motivado a 
querer aprender mais sobre o assunto “Educação e Novas Tecnologias”. Tem muito mais 
conteúdo te aguardando na unidade II. 
Até lá!! 
 
 
 
 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
“Educação do Futuro” 
 
Um dos cofundadores do Projeto Escola do Futuro da USP, o professor José Moran, diz 
que as escolas precisam preparar os alunos para um mundo imprevisível, onde a 
criatividade vale mais do que o simples acúmulo de conhecimento, como ocorria no 
passado. 
 
Na era da tecnologia, a velocidade das transformações é cada vez maior. E os 
adultos do futuro precisam estar preparados para mudarem de carreira ao longo da vida, 
o que faz com que o papel das escolas tenha de ser reavaliado. Como a informação não 
é mais propriedade exclusiva dos professores, já que a tecnologia a coloca ao alcance 
de todos,cabe às escolas desenvolverem nos alunos competências socioemocionais e 
criativas para que eles aprendam a empreender e a lidar de forma cooperativa com os 
desafios do mercado. O professor José Moran, espanhol naturalizado brasileiro, mestre 
e doutor em Comunicação pela USP e professor aposentado da mesma universidade, é 
um estudioso do uso das tecnologias na educação e propõe mudanças significativas no 
modo de ensinar. Em recente passagem por Teresina, ele concedeu entrevista exclusiva 
à Revista Cidade Verde. 
 
Para ler na íntegra, dê um click: 
MORAN, José Moran. “Educação do Futuro”. REVISTA CIDADE VERDE 1º DE 
SETEMBRO, 2019. Disponível em: <educaçao_futuro.pdf (usp.br)>. 
 
 
 
 
 
 
http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2019/09/educa%C3%A7ao_futuro.pdf
 
 
LIVRO 
 
• Título. 
Tecnologias na Educação: conceitos e práticas 
• Autor. 
Luana Priscila Wunsch 
Alvaro Martins Fernandes Junior 
• Editora. 
InterSaberes 
• Sinopse . 
Ao explorar os impactos que o avanço das tecnologias digitais teve sobre a educação, 
esta obra discute desde aspectos históricos do desenvolvimento dos meios de 
comunicação até a consolidação do ensino a distância. Além disso, analisa como o 
contexto educacional brasileiro tem se comportado frente a esses avanços tecnológicos 
e problematiza o papel do educador e das tecnologias educacionais. 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
• Título. 
Piratas da Informática 
• Ano. 
1999 
• Sinopse. 
Até o surgimento de Steve Jobs e Bill Gates, a informática era algo distante, que não 
fazia parte do universo das pessoas comuns. Os dois, ainda estudantes, lideraram uma 
revolução que integrou os computadores ao nosso dia a dia. 
• Link do vídeo (se houver). 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ALMOULOUD, S. A. Informática e educação matemática. Revista de Inofmrática 
Aplicada. São Caetano, SP, ano 1, n. 1, P. 50-60, jan./jun, 2005. Disponível em: 
https://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_informatica_aplicada/article/view/940 Acesso 
em: 25 de março de 2021. 
 
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http://dx.doi.org/10.1590/S0100-15742013000200009
UNIDADE II 
Ambiente Virtual e a Aprendizagem 
Professora Mestre Claudiana Marcela Siste Charal 
Professora Mestre Fabiane Fantacholi Guimarães 
Professora Mestre Greicy Juliana Moreira 
 
 
Plano de Estudo: 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você, acadêmico(a), estudará nesta 
unidade: 
 
 
● A informática no processo de ensino/aprendizagem. 
● Uso das tecnologias móveis e sem fio (TMSF) na educação a distância. 
● Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). 
● As principais tecnologias utilizadas na educação escolar. 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
 
● Aprender sobre a utilização da informática no processo de 
ensino/aprendizagem. 
● Conhecer como é realizado o uso das tecnologias móveis e sem fio (TMSF) na 
educação a distância. 
● Estudar sobre os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). 
● Conhecer as principais tecnologias utilizadas na educação escolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Olá estudante, seja bem-vindo à segunda unidade da nossa apostila de 
“Educação e Novas Tecnologias”! 
Vocês já fizeram um resgate histórico na Unidade I, sobre a trajetória da 
tecnologia no Brasil, sua evolução e como se deu sua articulação com a educação, 
por meio do uso de computadores e da internet. 
Nesta unidade iremos avançar um pouco mais e abordaremos temas que vão 
desde a utilização da informática no processo de ensino/aprendizagem, passando 
pelos Ambientes Virtuais de Aprendizagem, até podermos identificar quais são as 
principais tecnologias utilizadas na educação escolar. 
Convido vocês a embarcarem neste desafio de ampliar o conhecimento sobre 
as tecnologias relacionadas à educação escolar. Vamos lá?! 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. A INFORMÁTICA NO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM 
 
Caro(a) acadêmico(a), nesse tópico aprenderemos sobre a utilização da 
informática no processo de ensino/aprendizagem. Com o avanço tecnológico, a 
utilização da informática no ambiente educacional no Brasil, se iniciou na década de 
1970, em algumas universidades públicas e em áreas específicas do conhecimento 
como Química, Matemática e Física. Posteriormente, houve um engajamento do 
governo para a aquisição de computadores com o objetivo de implantar projetos e 
programas com o uso dessa tecnologia nas escolas públicas do país. 
Porém, a falta de planejamento,de infraestrutura básica para a realização de 
atividades voltadas ao uso da tecnologia, a diferença de realidades entre grandes 
centros e interior do país, possibilitou verificar que a inserção da informática no 
processo de ensino/aprendizagem, que visava contribuir para o desenvolvimento do 
processo educacional, estava aumentando o abismo já existente entre as classes 
sociais. 
 Tendo em vista as questões econômicas e sociais, observa-se ainda hoje, dois 
problemas principais no que diz respeito a inclusão da informática no processo 
educacional: o primeiro é a falta de uma política unificada de inclusão da informática 
no ambiente educacional, uma vez que o acesso à internet e ao computador não 
pertence a toda população acadêmica, pois as desigualdades sociais tão evidentes 
em nosso país, também é visível neste aspecto, uma vez que, o uso das tecnologias 
é privilégio de uma parcela da população acadêmica. A segunda problemática a ser 
levantada é que, muitas vezes, há um apoio ao uso da informática no processo 
ensino/aprendizagem, porém, não há meios adequados para que isso aconteça. 
Portanto, a inclusão da informática como ferramenta de trabalho no processo 
educacional é uma realidade inevitável na atualidade, no entanto, ela necessita estar 
articulada com políticas de acessibilidade a um número cada vez maior de alunos 
juntamente a uma boa formação de professores, pois estes surgem como agentes 
neste processo. Tal formação requer conhecimentos que vão desde aquisição de 
habilidades metodológicas para uma utilização adequada do computador, bem como 
programas específicos que possam ser utilizados, ferramentas didáticas e 
conhecimentos científicos para produzir aulas dinâmicas, interativas e que resultam 
em conhecimento adquirido, pois segundo Pais (2002, p. 144) “Quanto mais interativa 
for essa relação, maiores serão as possibilidades de enriquecer as condições de 
elaboração do saber”. 
Tendo em vista a realidade educacional vivenciada pelos alunos na atualidade, 
se faz necessário que a informática esteja presente e faça parte do processo 
educacional, como Carneiro (2002) menciona “o computador e suas possibilidades de 
utilização como ferramenta pedagógica”. É importante também que os professores 
estejam sempre atualizados, quanto ao uso da referida ferramenta, bem como a 
utilização de novos recursos para fomentar a aquisição do conhecimento por parte 
dos alunos. 
 
A informática tornou-se uma necessidade no mundo em que vivemos, 
e a escola, na missão de preparar o indivíduo para a vida, sente a 
responsabilidade de não fechar os olhos para esta realidade [...] 
(WEISS, A; CRUZ, M., 2001, p. 14). 
 
 Na atual conjuntura, com demandas por um processo educacional mais 
abrangente e com o desenvolvimento da qualidade de ensino, o uso da informática 
como ferramenta no processo de ensino/aprendizagem, pode proporcionar aos alunos 
o acesso e a aproximação de uma infinidade de conteúdos e conhecimentos. Tal 
possibilidade permite e contribui para o desenvolvimento de habilidades individuais 
objetivas e valores sociais importantes para a vivência em sociedade. 
Vale ressaltar que, a utilização cada vez maior da informática no universo 
educacional está centrada na lógica do mercado, que exige cada vez mais 
trabalhadores com conhecimento e formação tecnológica para a produção de bens e 
serviços, para a sociedade da informação, pois segundo Moreira (2004 apud NUNES, 
2021), uma população alfabetizada tecnologicamente, tende a se tornar 
potencialmente consumidora desses bens e serviços. 
A informática inserida no processo de ensino/aprendizagem trouxe a 
possibilidade de ampliar o acesso a informações, conteúdos, formas de aprender e 
adquirir conhecimento. Educar através da internet e do computador, é chegar ao aluno 
por todos os caminhos possíveis, seja pela experiência, pela imagem, pelo som, pela 
representação, pela multimídia ou mesmo pelo desejo de aprender. 
 
Educar é estar mais atento às possibilidades do que aos limites. 
Estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de 
sentir, de compreender, de comunicar-se. Apoiar o estado de 
prontidão dentro e fora da escola, em todos os espaços do nosso 
cotidiano, em todas as dimensões da vida. Estar atentos a tudo, 
relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a 
pessoa do aluno, com a vida do aluno, com a sua experiência 
(MORAN, 1998, p. 88). 
 
Assim, percebemos caro(a) aluno(a) que a informática se tornou aliada a 
educação, a mesma está provida de muitas tecnologias no qual se utilizada com 
responsabilidade, pode servir como ferramentas fundamentais para o incentivo e 
suporte aos docentes e alunos em suas jornadas seja dentro do contexto escolar ou 
fora dele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. USO DAS TECNOLOGIAS MÓVEIS E SEM FIO (TMSF) NA EDUCAÇÃO À 
DISTÂNCIA 
 
Caro(a) acadêmico(a), nesse tópico conheceremos como é realizado o uso das 
tecnologias móveis e sem fio (TMSF) na educação a distância. A sociedade 
contemporânea está atravessada pelo uso das tecnologias, em especial, as 
tecnologias móveis e sem fio, como celulares, smartphones, tablets e similares. 
Entre os estudantes não é diferente, o uso desse tipo de tecnologia faz parte 
da realidade de parte da população acadêmica, tanto para o uso do cotidiano e 
pessoal, quanto para contribuir com o processo de aprendizagem e a esse processo 
dá-se o nome de aprendizagem móvel, ou seja, aprendizagem apoiadas por 
tecnologias móveis e sem fio, os chamados mobile-learning ou somente, m-learning. 
 
O m-learning (aprendizagem móvel ou com mobilidade) se refere a 
processos de aprendizagem apoiados pelo uso de tecnologias da 
informação ou comunicação móveis e sem fio, cuja característica 
fundamental é a mobilidade dos aprendizes, que podem estar 
distantes uns dos outros e também de espaços formais de educação, 
tais como salas de aula, salas de formação, capacitação e 
treinamento ou local de trabalho. (SACCOL, BARBOSA, 
SCHLEMMER, 2013, p. 25). 
 
Com o objetivo de aliar a mobilidade do aluno às suas práticas pedagógicas, o 
m-learning proporciona aguçar o seu senso de observação tornando-o autor do seu 
processo de aprendizagem. A utilização dessas tecnologias promove não apenas o 
acesso à internet dos estudantes, mas servem como principal canal de comunicação 
eletrônica tais como, e-mails, mensagens instantâneas, entre outras. 
De acordo com SACCOL, BARBOSA, SCHLEMMER, (2010), a possibilidade 
de uso de um dispositivo móvel no processo de ensino/aprendizagem traz a reflexão 
de que sua importância vai além do tipo de tecnologia utilizada no ambiente 
acadêmico, mas também na mobilidade vinculada à aprendizagem. São diferentes 
mobilidades que fazem parte desse processo e que promovem ganhos significativos 
ao longo de todo o processo. Mobilidade física, diz respeito aos novos espaços de 
aprendizagem ocupados pelo estudante no seu deslocamento; a mobilidade 
tecnológica está relacionada aos diferentes dispositivos que estão disponíveis aos 
estudantes (tablets, celulares, notebook); a mobilidade conceitual que diz respeito à 
necessidade de aprendizagem sobre a própria mobilidade; a mobilidade sócio 
interacional que diz respeito à necessidade de aprendizagem decorrente da interação 
com diferentes grupos sociais, e por fim, a mobilidade temporal. 
A utilização de tecnologia móvel no processo de aprendizagem tem muitos 
benefícios e também alguns impasses. Entre os benefícios apontados por Pea e 
Maldonado (2006, p. 428), “estão o poder de inicialização imediata, uma ampla gama 
de aplicações, a tela pequena, portabilidade, as diversas redes de comunicação, o 
modo de entrada do dispositivo e ainda a sincronização de dados entre 
computadores”. No entanto, Kukulska-Hulme (2007) levanta pontos negativos do uso 
desses dispositivos móveis, tais como, as dificuldadesem utilizar um dispositivo móvel 
ao ar livre, a curta duração da bateria, memória insuficiente, limitação de conteúdos e 
aplicativos, dificuldades de algumas pessoas acessar e manipular estes dispositivos, 
entre outros. 
Os projetos pedagógicos, quando planejados antecipadamente, limitam ou até 
mesmo impedem que estas dificuldades ao uso dos dispositivos móveis na educação 
aconteçam. Precisa-se do empenho de gestores e professores para que o uso das 
tecnologias móveis tragam os benefícios esperados e possíveis para a educação, o 
acesso irrestrito de professores e alunos a tecnologias de suporte para o 
desenvolvimento de práticas pedagógicas é imprescindível, assim como o apoio de 
um profissional que seja capaz de garantir a comunicação entre os envolvidos neste 
processo de ensino/aprendizagem. 
Portanto, caro(a) acadêmico(a), a utilização das tecnologias móveis e sem fio, 
sozinha ou em conjunto com outras tecnologias, tornam possível a aprendizagem em 
qualquer tempo e lugar. 
Tendo em vista a educação a distância, Maia e Mattar (2007, p. 6) discorrem 
que “[...] a EaD é uma modalidade de educação em que professores e alunos estão 
separados, planejada por instituições e que utiliza diversas tecnologias da 
comunicação”, sendo os dispositivos móveis parte destas tecnologias. 
A educação a distância vem desempenhando um papel muito importante na 
sociedade, uma vez que tornou possível o acesso ao ensino profissional e tecnológico, 
por grande parte da população. 
Juntamente ao EaD, as tecnologias móveis e sem fio podem trazer o conteúdo 
estudado em sala de aula até o aluno, assim como notícias, informações, 
questionários relacionados ao objeto de estudo e as respostas podem ser dadas 
instantaneamente. 
O acesso às tecnologias móveis e sem fio no ambiente acadêmico ocorre tanto 
por parte dos professores quanto por parte dos alunos. Este uso envolve o acesso a 
materiais didáticos (leitura, imagem, vídeo, áudio), acesso a ambientes de interação 
(professor/professor, professor/aluno, aluno/aluno), compartilhamento de arquivos, 
bem como acesso a agenda de atividades. 
Com todas essas possibilidades apontadas, os recursos oferecidos pelas 
tecnologias móveis se configuram como uma metodologia adequada para o uso na 
educação a distância, uma vez que, quanto mais alternativas de mídias forem 
oferecidas aos alunos, mais eficaz o curso de educação a distância tem a 
possibilidade de ser. 
O contexto em que o processo educacional ocorre tem grande relevância na 
maneira como a aprendizagem acontece. Os elementos importantes a serem 
considerados neste contexto são os sociais, culturais, infraestrutura tecnológica, a 
qual propicia a prática da aprendizagem móvel. De acordo com Saccol, Barbosa, 
Schlemmer (2010, p. 61) “[...] a parte significativa e mais importante para a 
aprendizagem, para a educação é o contexto”. Isso porque “a aprendizagem acontece 
dentro de ambientes social e culturalmente complexos, por meio de atividades ricas 
em interação, o que pode ser potencializado a partir do uso inteligente da tecnologia”. 
 
[...] a compreensão de como o processo de aprendizagem ocorre, a 
identificação das potencialidades de determinada tecnologia a ser 
utilizada, o reconhecimento do contexto de aprendizagem e o 
conhecimento e a fluência que o professor tem no seu uso. É desse 
imbricamento que devem surgir as escolhas metodológicas e as 
práticas pedagógicas a serem adotadas. (SACCOL, SCHLEMMER e 
BARBOSA, 2010, p. 95). 
 
A luz do exposto, podemos inferir que, em um mundo que se conecta cada vez 
mais cedo com uma crescente popularização dos dispositivos móveis, é necessário 
que se aproveite desses recursos tão poderosos para um processo de 
ensino/aprendizagem motivador e eficaz para a construção do saber, das novas 
formas de se relacionar, de aprender e também de existir. 
Assim, o ensino à distância acontece em tempos e espaços distintos, por esse 
motivo, tanto os professores como também os alunos precisam de motivação para 
manterem-se conectados e ativos nesse contexto educacional. Corroborando com 
esse contexto a utilização de ferramentas síncronas e assíncronas de comunicação, 
favorecem as aulas no EAD, tornando-as mais interessantes. 
É válido ressaltar, que a definição de EaD não é mais como era antigamente, essa 
modalidade de ensino foi sendo transformada ao longo dos anos, atendendo às 
demandas sociais. Hoje, com esse novo normal, houve uma transformação 
significativa, por isso, justifica-se cada vez mais a utilização das tecnologias 
interativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM (AVA) 
 
Caro(a) acadêmico(a), neste tópico estudaremos sobre os Ambientes Virtuais 
de Aprendizagem (AVA). Para isso, avançando um pouco mais no conhecimento 
sobre as tecnologias e suas implicações no processo ensino/aprendizagem, 
observamos que a popularização do acesso à internet e de dispositivos tecnológicos, 
atende cada vez mais diferentes perfis de estudantes em diferentes modalidades de 
aprendizagem. 
A educação a distância, como modalidade de aprendizagem, é praticada no 
mundo desde o século 19 e desde lá, muitas transformações aconteceram e a 
evolução neste formato de transmissão do conhecimento é evidente. Com o avanço 
das tecnologias digitais, esta prática passou a ser também mediada por plataformas 
de software que funcionam na internet. Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) é 
uma das categorias de software que utiliza as tecnologias digitais para mediar 
fenômenos de aprendizagem. 
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) e as novas tecnologias, segundo 
Peters (2001), possibilitam a criação de novas formas didáticas e aumentam o alcance 
do processo de ensino e aprendizagem na educação a distância de uma maneira 
inquestionável e sem precedentes. No processo de aprendizagem, o software AVA 
possibilita maior funcionalidade entre os elementos que nele estão envolvidos: o 
professor, os alunos, os conteúdos e a mediação da aprendizagem. 
Como todo software, um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) possui 
inúmeras funcionalidades que possibilitam duas formas de interações entre seus 
usuários: interações síncronas (em tempo real), como videoconferências, fóruns de 
discussão e interação assíncrona (tempo diferente), o que proporciona maior 
organização para produção de atividades, trabalhos. Por meio de uma sala virtual, as 
trocas entre alunos-alunos e alunos-professores, podem acontecer com o intuito de 
mediar o conhecimento, em qualquer hora e lugar. 
As funcionalidades básicas presentes em um AVA são: 
● Registro, controle e monitoramento de todas as atividades e acessos 
realizados pelos usuários; quadro de notas; 
● O acompanhamento e avaliação do processo ensino/aprendizagem 
através de diversos instrumentos; 
● Gestão e administração dos diferentes tipos de usuários que acessam a 
plataforma, possibilitando diferentes permissões a administradores, 
alunos, professores, entre outros; 
● Gestão da plataforma permitindo a criação de conteúdo, cursos e a 
organização de materiais, para facilitar o acesso dos usuários aos locais 
desejados; 
● Proporcionar a interatividade dos usuários com as mídias e as demais 
pessoas se utilizando de diversos canais de comunicação; 
● No que diz respeito a aprendizagem colaborativa, pode proporcionar 
ferramentas para que usuários com interesses em comuns possam 
participar das mesmas atividades, bem como se organizar em grupos 
para trabalhar, integrar e compartilhar conhecimentos; 
● A personalização na forma de apresentação dos conteúdos com o intuito 
de adequar às necessidades de cada usuário. 
 
Atualmente, existem vários modelos de Ambiente Virtual de Aprendizagem 
(AVA) no mercado, porém, o que tem sido mais adquirido por profissionais da 
educação em suas atividades de ensino/aprendizagem e também o mais utilizado no 
mercado mundial

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