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0 ALTAS HABILIDADES: identificação dos tipos, medidas educativas e ações pedagógicas para inclusão do superdotado na educação infantil FERNANDA KARLA SOUSA RIBEIRO FLÁVIA CRISTINY SANTOS GOMES GEYSA ANDRÉA SOARES CARVALHO PEREIRA JUCILEIDE DINIZ TAMYRES DE FRANÇA SOUSA Projeto de Pesquisa apresentado à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso, como requisito parcial para elaboração da monografia ou projeto experimental de conclusão do curso de graduação em Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú. São Luís Abril- 2012 1 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 2 2 OBJETIVOS ...................................................................................................................... 3 2.1 Objetivo geral ...................................................................................................................... 3 2.2 Objetivos específicos ........................................................................................................... 3 3 JUSTIFICATIVA .............................................................................................................. 4 4 REVISÃO TEÓRICA ....................................................................................................... 6 5 METODOLOGIA .............................................................................................................. 8 6 CRONOGRAMA ............................................................................................................... 9 7 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................. 10 2 1 INTRODUÇÃO A temática voltada para a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no Brasil vem nas ultimas décadas tomando espaço nos debates políticos e educacionais, já que se preconizava uma sociedade plenamente democrática, e se tem a educação como um “direito de todos”. Existem leis que priorizam a inclusão na educação, mesmo assim sabe-se que esta ainda deixa muitas lacunas a serem preenchidas, tanto na âmbito social como no escolar. Sabe-se que o grande desafio é o de ampliar seu atendimento a todos os segmentos da população, com ações que implicam na inclusão de todos os alunos, quais quer que sejam suas limitações e possibilidades individuais e sociais. Portanto, partindo dessa proposta, a importância desse estudo concentra-se no sentido de proporcionar conhecimento mais aprofundado e medidas educativas tendo em jogo a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais que possuem altas habilidades/superdotação. Embora alguns especialistas em educação apresentarem posições contrárias à educação inclusiva para alunos com altas habilidades, neste trabalho será verificado a sua importância ressaltando as necessidades de uma preparação diferenciada para professores com intuito de atender de forma adequada as necessidades e interesses dos superdotados, eliminando idéias erôneas e atitudes dos professores que limitem as possibilidades de uma educação de boa qualidade para o superdotado. Muitos autores têm se preocupado com a história, conceitos e identificações das pessoas com altas habilidades – perfil bio psicosocial, principalmente no que diz respeito à avaliação das práticas educacionais, a implantação de um programa de atendimento a alunos com superdotação e a percepção de professores e pais acerca das atividades e estratégias educacionais. O presente estudo aborda diversas questões sobre as altas habilidades, trazendo consigo temáticas a partir de teorias científicas pertinentes e uma reflexão sobre a inclusão escolar, que é caracterizada por um conjunto de recursos e serviços educacionais especiais organizados para garantir a educação inclusiva, abrangendo políticas públicas e praticas pedagógicas, assim como com pesquisas realizadas com foco nas diversas dimensões da educação inclusiva para superdotados visando o aprofundamento do processo que leva a construção do conhecimento, indicando os limites, as necessidades e as perspectivas de uma educação inclusiva de qualidade dentro do conceito de educação para a cidadania. 3 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral Observar que a superdotação depende tanto dos padrões genéticos do indivíduo como das oportunidades que o ambiente lhe proporcione. 2.2 Objetivos específicos • Analisar as características apresentadas em todos os superdotados seja mental, social, emocional ou física. • Avaliar a inclusão de alunos com altas habilidades/superdotação na escolarização comum requer, • Verificar como a educação de qualidade para todos os educandos, inclusive os portadores de necessidades especiais, a escola precisa capacitar seus professores, preparar-se, organizar-se, enfim, adaptar-se. 4 3 JUSTIFICATIVA Este estudo tem como objetivo fazer uma reflexão e esclarecimento sobre este tema que causa polêmica e mitos, ocasionando assim, fracasso e frustração na vida de muitos alunos. Crianças e jovens com altas habilidades ainda estão em processo de desenvolvimento e muitas vezes, apesar de sua precocidade, não efetivam todo o seu potencial, daí a necessidade de serem corretamente assistidas, no âmbito escolar familiar e social, para que continuem a expressar suas habilidades e sua superdotação. Alunos com altas habilidades/Superdotação necessitam de um atendimento diferenciado, visto que o seu desempenho escolar compreende um alto nível de produção intelectual, a motivação para aprendizagem, a existência de metas e objetivos acadêmicos definidos, a atenção prolongada e centrada nos temas de seu interesse, além da persistência dos esforços frente às dificuldades inesperadas. Neste estudo enfatizaremos as características próprias dos alunos com Altas habilidades no contexto escolar. Não podemos deixar de mencionar a relação do NAAH/S em São Luis com a sistemática adotada em todo país, conhecendo assim o índice de alunos com altas habilidades e Superdotação que podemos encontrar em nossa cidade, todo o seu trabalho e dedicação nesta área tão Especial. Contudo não deixando de frisar que a Família tem uma participação relevante quanto ao desenvolvimento dessas crianças e jovens com Altas Habilidades, visto que é a mesma que tem o primeiro como identificá-los. È muito importante que a família esteja sempre trabalhando em parceria com a Escola para que o desenvolvimento possa ser melhor e mais eficaz. Teremos com premissa esclarecer, qual é o verdadeiro papel de Escola, qual o papel da família no desenvolvimento das altas habilidades/ Superdotação e como ambas podem ser trabalhadas em conjunto para um melhor resultado. Também citaremos a contribuição de Gardner e a sua teoria das inteligências múltiplas ( 1985) para as Altas habilidades/ Superdotação podendo transformar a visão no lar e dentro da sala de aula. Mostraremos também como a LDBEN/96 respalda e legaliza a questão curricular para estes alunos, desde o inicio de sua datação de referencia textual e iniciativas para Altas 5 habilidades/Superdotação é evidente a prosperação que houve nos dias atuais, mas a necessidade urgente a ampliação de espaço, de recursos e de provisão do que já é existente, pois a demanda é crescente, identificados e indicados aos corretos processos de atendimento, ao aluno, a família e a sociedade associadamente se enaltecerá, com talentos e habilidades preciosas que bem correlacionadase desenvolvidas ocasionará crescimento de toda a nação onde quer que haja permeabilidade de uma mente brilhante 6 4 REVISÃO TEÓRICA Desde a década de 80 surgiram novas teorias sobre a inteligência que vêm ampliando nossa visão sobre altas habilidades só a partir da década de 90, as pesquisas cognitivas foram enriquecidas com o desenvolvimento das ciências neurais. A Teoria da Desintegração Positiva de Dabrowski , o modelo Diferenciado de Superdotação e Talento de Gagné , o Círculo dos Três Anéis de Renzulli ,o modelo das Inteligências Múltiplas de Gardner e o modelo WICS de Sternberg são estudos que se destacam, apesar de serem modelos diferentes que não se excluem, mas se completam. Há muitos anos foi detectado a necessidades de um atendimento especial para com alunos que possuam Altas Habilidades/ Superdotação, mas no Brasil esta preocupação teve pouca repercussão e reconhecimento. Em 1929, a psicóloga e pedagoga russa Helena Antipoff estabeleceu-se em Minas Gerais, começando a desenvolver um trabalho de grande importância para a Educação brasileira. Essa nobre educadora e pesquisadora, dentre outras questões, preocupava-se com a educação dos superdotados. Sabe-se que, por volta de 1945, alunos que apresentavam potencial superior reuniam-se no Instituto Pestalozzi do Brasil, no Rio de Janeiro, para estudar. Esse trabalho não teve grande destaque, como outros que Helena Antipoff desenvolveu. No entanto, sabe-se que seu filho, Daniel Antipoff, durante muitos anos, deu continuidade aos projetos com superdotados que ela iniciou. Em 1973, foi criado o CENESP — Centro Nacional de Educação Especial. Dentre os trabalhos desenvolvidos por esse centro, estavam o atendimento ao aluno superdotado e seminários na área, além do apoio e da orientação a esse público. Fundada em 1978, a Associação Brasileira para Superdotados, entidade sem fins lucrativos, congregou os interessados em ampliar as discussões sobre o tema, visando ao desenvolvimento do talento de pessoas com altas habilidades/superdotação. Segundo autores como Alencar e Fleith, em 1987, foi publicado o documento A hora do superdotado — Uma proposta do Conselho Federal de Educação. Ele foi importante para que se divulgassem orientações sobre a identificação do aluno superdotado e talentoso e sobre os procedimentos para atendê-lo. O termo altas habilidades passou a ser utilizado, em 1995, como sinônimo de superdotação, depois que a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação publicou o documento das políticas educacionais e as diretrizes para a Educação brasileira. 7 Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, aprovada em 20 de dezembro de 1996 (Lei n.º 9394), o atendimento ao aluno superdotado foi contemplado de forma mais efetiva. A partir daí, as iniciativas governamentais para a divulgação da área e a implementação de atendimentos especializados para esses alunos foram intensificadas. Das bibliografias de renomes como Helena Antipoff, Howard Gardner, Joseph Renzulli e outras mais literaturas, apresentamos-lhes o mundo das Altas Habilidades e Superdotação, na classificação de conceitos, histórico, currículo e atendimento a alunos com características comportamentais especiais visando um maior aprofundamento e conhecimento do tema, objetivando ainda dimensionar o debate da Educação Especial nessa perspectiva, concomitante que descobre que qualificação é oferecida no âmbito especializado denominado NAAH/S, ao qual através de pesquisas no local, constata-se a integração de todos em realizar um trabalho sistematizado e compromissado com a proposta a que se propuseram, de enaltecer todos os talentos especiais que forem identificados e indicados ao Núcleo Maranhense. 8 5 METODOLOGIA O presente estudo tem por objetivo principal, apresentar algumas informações sobre a educação dos alunos com altas habilidades/superdotação, relevantes a serem conhecidas pela Escola, pelo professor e pela Família, buscando assim propiciar condições favoráveis á aprendizagem ao desenvolvimento de talentos e realização do potencial destes alunos. Trazendo também como temática o histórico, Currículo e atendimento aos alunos com Altas Habilidades/Superdotação. Observaremos neste estudo um movimento em direção a uma Escola Inclusiva, e podemos ver uma reforma que vem ocorrendo na Educação Especial em todo o nosso país. Perceberemos toda evolução histórica das pesquisas e dos estudos sobre altas habilidades/superdotação, conhecendo assim como tudo começou, pois a temática das altas habilidades é um assunto que tem sido objeto de estudo de vários pesquisadores, tanto a nível nacional quanto a Internacional. 9 6 CRONOGRAMA MÊS/ETAPAS MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3 MÊS 4 MÊS 5 MÊS 6 Escolha do tema X Levantamento bibliográfico X Elaboração do anteprojeto X Apresentação do projeto X Coleta de dados X Análise dos dados X Organização do roteiro/partes X Redação do trabalho X X Revisão e redação final X Entrega do TCC X 10 7 BIBLIOGRAFIA ALENCAR, Eunice M. L. S. Criatividade e Educação de Superdotados. Rio de Janeiro: Vozes, 2001. _______. Psicologia e educação do superdotado. São Paulo: EPU, 1986. Alencar, Eunice M. L. Soriano de; Fleith, Denise de Souza. Superdotados: determinantes, educação e ajustamento.2. Ed. São Paulo: EPU, 2001. ANTUNES, Celso . Inclusão: o nascer de uma nova pedagogia. São Paulo: Ciranda Cultural. 2008. – (Um olhar para a educação). _______. Pais e educadores estimulando inteligências para o amanhã. Fortaleza: Editora IMEPH,2008. Atendimento aos Alunos com Altas Habilidades/ Superdotação do Estado do Maranhão. São Luís, 2009. BRASIL. Ministério da educação. Secretaria de Educação Especial. Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/ Superdotação: documento orientador: execução da ação. Brasília – DF: Ministério da Educação, 2006. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em:< http:// portal. MEC. Gov. BR/ arquivos ldb. Pdf >. Acesso em: 10 dez. 2011. CUPERTINO, Christina Menna Barreto. 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Educação e Altas Habilidades/Superdotação: a ousadia de rever conceitos e práticas.Santa Maria: Ed. Da UFSM,2006. 11 GAMA, Maria Clara Sodré; Educação de Superdotados: Teoria e Prática, Editora Pedagógica E Universitária Ltda. São Paulo 2006. INTERNET:Acesso em 12 dez. 2011: Um pouco da História da Superdotação no Brasil. Disponível em: HTTP://blog.educacional.com.br/altas_habileduc/tag/historia/. MARANHÃO. Secretaria de Educação Especial. Supervisão de Educação Especial. Núcleo de Atividades de Altas habilidades/ Superdotação. Histórico do NAAH/S – MA: 2006 – 2011. São Luís, 2011. MARANHÃO. Secretaria de Educação. Supervisão de Educação Especial. Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/ Superdotação “Joãosinho Trinta”. Programa de SABATELLA, Maria Lúcia Prado. Talento e superdotação: problema ou solução?. Curitiba: Ibpex, 2005. VIRGOLIM, Angela Magda Rodrigues. Altas habilidades/superdotação: encorajando potenciais. 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