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Aula 10 Patologia 28 de outubro de 2021 Sistema genital masculino Organização do sistema genital masculino Genitalia interna Testículos epididimos ductos deferentes Ductos evacuatorios Uretra Genitália externa Bolsa testicular Penis Glândulas acessórias Prostata Glândulas seminais Glândulas bulbouretrais Testículos Características morfofuncionais gerais: topografia: extra-pélvicos, contidos na bolsa testicular; irrigação: a. testicular; drenagem venosa: plexo pampiniforme (à v. testicular); drenagem linfática: Inn. lombares esq. (à cisterna do quilo); inervação: plexos testicular e hipogástrico inf. (nn. esplâncnicos lombares e pélvicos). revestidos por espessa cápsula fibrosa (túnica albuginea); cerca de 250 lóbulos formados por 1 a 4 túbulos seminíferos espiralados são delimitados por septos emitidos pela túnica albuginea o epitélio tubular compõe-se por estratos de células germinativas (espermatogênese) em diferentes fases de maturação, amparadas por células sustentaculares (de Sertoli); - células intersticiais (de Leydig) produem testosterona (caracteres sexuais masculinos, espermatogênese). Doenças dos testículos Neoplasias de células germinativas: representam conjuntamente 95% dos tumores testiculares; tipicamente entre 15 e 35 anos; história familiar associa-se a maior risco (parente masculino de primeiro grau eleva o risco em até 10x); apresentação clínica em geral por massa testicular indolor; crescimento rápido e comportamento agressivo (metástases), mas potencialmente curáveis. admite-se que a maioria deriva de lesão precursora intratubular em comum, talvez originada ainda na vida intrauterina (permanecendo "dormente até a puberdade); Anna Sophia Rosa Página ���5 Aula 10 Patologia 28 de outubro de 2021 principais tipos histopatológicos: seminoma (50% dos casos), carcinoma embrionário, tumor do saco vitelino (o mais comum até 3 anos), teratoma; é frequente a presença de mais de um tipo histopatológico, em proporções variáveis, compondo um mesmo tumor; metástases a cadeias linfonodais retroperitoneals são características. Próstata Características morfofuncionais gerais: topografia: retropúbica, inferior à bexiga e anterior ao reto, atravessada pela uretra e ductos ejaculatórios; 20-40 g no adulto; irrigação: rr. prostáticos da a. vesical inferior; drenagem venosa: vv. vesicais (à v. ilíaca interna) e lombares ascendentes (à v. ázigo/hemiázigo); drenagem linfática: (1) Inn. pré/retrovesicais; (2) Inn. ilíacos int.;(3) Inn. ilíacos comuns; (4) Inn. lombares. inervação: nn. esplâncnicos lombares e pélvicos. organização: lobos laterais (esquerdo e direito): (zona periférica) lóbulo inferolateral; lóbulo inferoposterior. lobo médio: lóbulo superomedial (zona central); lóbulo anteromedial (zona de transição). istmo (região anterossuperior). Doencas da prostata Hiperplasia nodular: proliferação policlonal de glândulas prostáticas e respectivo estroma fibromuscular, em proporções variáveis (hiperplasia adenomiofibromatosa); doença mais comum da próstata (até 90% dos homens aos 80 anos); em geral após os 50 anos; subclinica na maioria dos casos, mas pode manifestar-se com urgência e hesitação miccional, jato urinário fraco e intermitente, esvaziamento Anna Sophia Rosa Página ���6 Aula 10 Patologia 28 de outubro de 2021 vesical incompleto, gotejamento pós-miccional, polaciúria. patogênese parcialmente compreendida; as células estromais produzem di- hidrotestosterona pela ação da enzima 5-a- redutase tipo 2 (alvo terapéutico); a di-hidrotestosterona induz a expressão local de fatores de crescimento (FGF, TGF-B), que estimulam a proliferação estromal e retardam a morte de células epiteliais, acarretando seu acúmulo. observada predominantemente no lobo médio (zona de transição); resulta em nódulos de tamanhos variados, avolumando (60-100 g) e deformando a próstata; pode haver obstrução do lúmen uretral e/ou ejaculatório (efeito de massa e contração do estroma muscular proliferado); a retenção urinária subsequente favorece urolitíase e infecções recorrentes. Adenocarcinoma: neoplasia maligna mais frequente da próstata e a segunda mais frequente do sexo masculino (OMS, 2020); quinta causa de mortalidade masculina por câncer no mundo (OMS, 2020); em geral após os 50 anos (até 70% dos homens aos 80 anos); mais comum em negros e pouco comum em asiáticos não imigrantes; histórico familiar e consumo de carnes vermelhas/processadas associam se a maior risco; subclínico na maioria dos casos, mas pode haver obstrução urinária e respectivas manifestações. patogènese pouco compreendida, provavelmente multifatorial (inflamação crônica, maior sensibilidade androgênica, dieta); mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2 parecem favorecer a oncogênese; androgênios (testosterona, di-hidrotestosterona) agregam maior risco e aceleram a progressão; forte associação com o neoplasia intraepitelial prostática (precursora?); associação frequente com hiperplasia nodular, porém esta não representa uma entidade precursora (relação causal não demonstrada). em geral surge na região posterior dos lobos laterais (zona periférica), multifocalmente; pode haver extensão direta para glândulas seminais, bexiga e reto; coluna tóracolombar e pelve são os sítios mais frequentes de metástases (dor, fratura patológica; podem inaugurar o quadro). à microscopia, é comum a coexistência de áreas com diferentes graus de atipias celulares e arquiteturais; o grau tumoral é convencionalmente traduzido pelo escore de Gleason, que leva em consideração Anna Sophia Rosa Página ���7 Aula 10 Patologia 28 de outubro de 2021 os dois graus predominantes, na peça cirúrgica, ou o predominante e o menos diferenciado, em fragmentos incisionals. abaulamentos ou protuberâncias e perda da elasticidade podem ser evidentes ao exame digital transrretal; a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) auxilia a investigação, mas não é especifico para malignidade (pode alterar na hiperplasia); confirmação diagnóstica por exame histopatológico de fragmentos coletados por punção transrretal (dois por sextante). 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