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Piaget

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BRENA CARVALHO - @brenacarvalho.s
DISCIPLINA: Subjetividade, Cultura e Desenvolvimento
CONTEXTUALIZAÇÃO
PIAGET - PARTE 1
Leitura da aula: 6 Estudos de
Psicologia- Jean Piaget (1° parte).
》Piaget é um dos autores
clássicos da Psicologia e
pesquisa sobre como o
pensamento se constitui.
Empirismo- se aprende a partir
da experiência, daquilo se
adquire no meio.
Inatismo- aspectos estruturais, já
se nasce com determinadas
estruturas que são desenvolvidas
com o passar do tempo, mas já
estão presentes desde o
nascimento do indivíduo.
Piaget e Vygotsky inauguram o
pensamento interacionista, onde
não se recebe tudo do meio e o
meio não é pronto, se conhece
em relação com o meio.
Inatismo
》Valorização dos fatores
internos como determinantes do
desenvolvimento.
É como se o ser humano já
nascesse com características
máximas e apenas
amadurecessem com o tempo.
O ambiente não interfere no que
o sujeito é capaz de aprender e
desenvolver.
O professor interfere muito
pouco nesse processo de
maturação.
Essa abordagem fez com que
surgissem muitos rótulos nas
crianças, julgando muito quem
seria apto a estar em uma
faculdade e quem não seria.
Ambientalismo
O ser humano nasce como uma
folha em branco e o que é
adquirido ao longo do tempo é
vindo do ambiente.
O professor ganha um papel
fundamental de modelar o aluno,
onde a aprendizagem se dá
através do treino e da repetição.
Interacionismo
As capacidades não são apenas
herdadas, elas se desenvolvem na
interação com o meio.
》São pensados nos fatores
endógenos e exógenos.
…………………………………………………………………
O outro nome para a teoria de
Piaget é construtivista, por
pensar que o pensamento é
construído pelo sujeito.
Existe uma outra discussão de
que Piaget fazia uma
epistemologia genética, pois o
mesmo acredita que as
estruturas cognitivas que
caracterizam o sujeito do
conhecimento são construídas
por um sujeito ativo em interação
com o meio e para explicar como
o indivíduo se desenvolve
intelectualmente desde o seu
nascimento, se baseou na ideia
de uma forte ligação entre o
desenvolvimento psicológico e o
biológico.
Epistemologia Genética: "estudo
da passagem de Estados de
menor conhecimento para
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estados de conhecimentos
avançados."
Ele se preocupa com como o
pensamento lógico da criança se
constrói
As estruturas cognitivas são o
nosso modo de organização,
seguem o conceito de que já
temos algo organizado com a
capacidade de serem
desenvolvidos e serão
desenvolvidos em interação com
o meio. As estruturas cognitivas
são as mesmas, independentes
do indivíduo avaliado.
Piaget faz uma articulação
dialética entre a gênese e a
estrutura, entre a origem e a
maneira como o pensamento se
organiza.
Vive-se um período de
instabilidade e a partir da nossa
ação se vive um processo de
assimilação e essas assimilações
promovem mudanças internas em
relação ao meio que fazem com
que o indivíduo tenha uma
"equilibração".
Equilibração
Se refere às ações de assimilação
e acomodação, onde:
Assimilação: processo de
incorporação de alguma parte
do meio;
Acomodação: adequação do
sujeito às condições do meio.
Em um determinado momento
dessa equilibração, há um salto
de estrutura, que é chamado de
equilibração majorante.
O desenvolvimento mental da
criança
No desenvolvimento da criança é
sempre buscado a adaptação, ou
seja, o equilíbrio das assimilações
e acomodações.
Percurso:
Percepção e movimentos
elementares
↓
Memória e inteligência prática
↓
Pensamento Intuitivo
↓
Inteligência Lógica
↓
Operações Concretas
↓
Operações Abstratas
O desenvolvimento tem 6
estágios que são caracterizados
pela aparição de estruturas
originais, cuja construção o
distingue dos estágios
anteriores.
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ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO
SEGUNDO JEAN PIAGET
Sensório-Motor
É o primeiro estágio designado
por Piaget, acontece de 0 a 2
anos.
O bebê já nasce com reflexos
inatos, como a sucção. Ele passa
a assimilar a melhor forma de
mamar, já que nos primeiros dias
é comum ter dificuldade para o
bebê “pegar o peito”. Essa
assimilação corporal é a primeira
forma de assimilação mental.
Nos anos iniciais o bebê não tem
a noção do eu e do outro, é como
se tudo fizesse parte dele e
durante esse estágio surge a
construção dessa noção de não
ser o centro do mundo, de
exterioridade.
Esquemas Sensórios-Motores: a
associação entre um hábito e um
resultado, como mamar de
determinada maneira para ter
mais leite.
O bebê possui uma inteligência
prática antes mesmo da
linguagem, onde a partir dela, ele
passa a construir as noções de
tempo, espaço, objeto e
causalidade.
A Primeira Infância-
Período Pré-Operatório
Acontece de 2 a 7 anos.
Tem como marco principal o
aparecimento da linguagem,
quando a criança começa a
contar suas narrativas e começa
a compreender as ações futuras,
criando um universo simbólico
das representações interiores.
As crianças passam a entender
as regras, demarcando a
diferença dos papéis entre
adultos e crianças.
O autor defende a ideia de um
“monólogo coletivo”, onde a
criança fala com o outro mas não
consegue se colocar no lugar do
outro, dando mais uma fala com
ela mesma do que com o outro,
essa fala é chamada de fala
egocêntrica.
Neste, se inicia o processo de
raciocínio moraL (ANOMIA), onde
as crianças pensam rigidamente
sobre os conceitos morais. Elas
conseguem pensar em apenas
um desfecho moral, porque
acreditam que as regras não
podem ser desobedecidas e toda
desobediência deve ser punida.
Estágio Operatório
Acontece dos 7 aos 12 anos
Nesse estágio a criança tem um
melhor entendimento dos
conceitos espaciais, causalidade,
categorização, raciocínio indutivo
e dedutivo, conservação e
números.
Divide-se em:
Operatório Concreto: A criança
conserva e reverte seus
pensamentos, tem um
pensamento lógico.
Aqui acontece o segundo estágio
do raciocínio moral
(HETERONOMIA), onde as
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crianças desenvolvem um senso
de justiça com base na
imparcialidade ou no tratamento
igual para todos, chegando a
julgamentos morais mais sutis.
Operatório Formal: A criança
passa a agir de forma hipotética,
consegue pensar de forma
abstrata para uma situação
hipotética usando a
possibilidade lógica.
Aos 11 ou 12 anos, chega-se ao fim
do estágio do raciocínio moral
(AUTONOMIA), trazendo um
conceito de equidade, ou seja,
levar em consideração as
circunstâncias específicas para
algum punimento. A criança
passa a compreender que uma
criança de 2 anos derrubar algo
sem querer não merece uma
punição tão grave como uma
criança de 10 anos que joga algo
no chão por querer.

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