Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Ana de Luca
SEMIOLOGIA PSICOPATOLÓGICA
Sinais e sintomas
Clusters (agrupamentos): mais ou menos frequentes. Definem, 
portanto, as síndromes. 
Entidades nosológicas, doenças ou transtornos específicos 
(como esquizofrenia, doença de Alzheimer, anorexia nervosa, 
etc). São fenômenos mórbidos nos quais se pode identificar (ou 
pelo menos presumir) certas causas, ou fatores casuais 
(etiologia), o curso relativamente homogêneo, certos padrões 
evolutivos e estados terminais. 
Entrevista ! principal ferramenta
A anamnese, ou seja, histórico de sinais e sintomas que o 
indivíduo apresenta ao longo de sua vida, seus antecedentes 
pessoais e familiares, assim como de sua família e meio social. 
O exame psíquico, também chamado de exame do estado 
mental atual.
Avaliação física: pacientes com transtornos mentais graves em 
geral são negligênciados expectativa de vida reduzida em 15 a 20 
anos. 
• Variáveis do paciente.
• Contexto institucional → emergência, ambulatório (avaliação 
longitudinal,…), psicoterapia.
• Objetivos da entrevista.
• Personalidade do entrevistador.
Evitar:
• Posturas rígidas.
• Atitude excessivamente neutra ou fria.
• Reações exageradamente emotivas.
• Julgamentos.
• Reações emocionais intensas de pena ou compaixão.
• Responder com hostilidade ou agressão.
• Entrevistas excessivamente prolixas.
• Fazer muitas anotações.
Exame psíquico:
• Aspecto geral e comunicação não verbal: cuidado pessoal, 
higiene, trajes, postura, mímica, atitude global do paciente.
• Nível de consciência.
• Orientação alo e autopsíquica.
• Atenção.
• Memória (fixação e evocação).
• Sensopercepção.
• Pensamento (curso, forma e conteúdo).
• Linguagem.
• Inteligência.
• Juízo de realidade (presença de delírios, ideias prevalentes, 
etc.)
• Vida afetiva (estado de humor basal, emoções e sentimentos 
predominantes).
• Volição.
• Psicomotricidade.
• Consciência e valoração do Eu.
• Vivência do tempo e do espaço.
• Personalidade.
• Descrever sentimentos contratransferenciais.
• Crítica em relação a sintomas e insight.
• Desejo de ajuda.
Apresentação e atitude: 
Apresentação:
• Cuidado pessoal, higiene, trajes, postura, mímica, 
• Atitude global do paciente: colaborativo, pouco colaborativo, 
dissimulado, simulado.
Nível de consciência 
Estado total de alerta: Consciente.
Níveis de redução da consciência: 
I. 1º Obnubilação: turvação da consciência ou sonolência 
patológica leve.
II. 2º Torpor: é um grau mais acentuado de rebaixamento da 
consciência. O paciente está evidentemente sonolento.
III. 3º Sopor: marcante e profunda turvação da consciência, de 
sonolência intensa, da qual o indivíduo pode ser despertado 
apenas por um tempo muito curto, por estímulos muito 
enérgicos.
IV. 4º Coma: perda completa da consciência, o grau mais 
profundo de rebaixamento de seu nível. Não é possível 
qualquer atividade voluntária consciente.
Alterações qualitativas de consciência: 
• Estados crepusculares: relativa conservação da atividade 
motora coordenada, estreitamento transitório do campo da 
consciência, surge de forma abrupta, amnésia lacunar.
• Estado segundo: atividade psicomotora coordenada, mas 
permanece estranha à personalidade do sujeito acometido
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
• Dissociação da consciência: fragmentação/divisão do campo 
da consciência. Afeta também a memória, a percepção, a 
identidade e o controle motor.
• Transe: Estado de alteração qualitativa da consciência que se 
assemelha a sonhar acordado.
• Perplexidade patológica: estranheza inquietante, perda de 
uma sensação de naturalidade.
Doenças físicas mais frequentes são 
• Diabetes tipo II e resistência à insulina, dislipidemia, doenças 
cardiovasculares (HAS, arritmias cardíacas), obesidade.
• Neoplasias malignas.
• HIV/aids, hepatite C.
• Osteoporose, hiperprolactinemia.
• Tabagismo, uso de álcool e de outras substâncias.
• Efeitos colaterais dos psicofármacos.
Exames complementares
• Hemograma completo.
• Glicemia de jejum.
• Perfil lipídico (Triglicérides + Colesterol).
• Eletrólitos (Na, K, Ca total, Cai).
• Uréia e Creatina.
• Bilirrubinas.
• Enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT).
• TSH + T4L.
• Teste de gravidez.
• Prolactina.
• Coagulograma. 
• Vitaminas B12 e D. 
Exame de imagem do encéfalo: 
• RNM ou TC sem contraste.
• Eletrocardiograma de repouso com D II Longo.
• Sorologias: HIV, Sífilis, Hepatite B e C, sempre avisar e solicitar 
o consentimento do paciente. 
Atenção
• Voluntária: concentração ativa e intencional. 
• Espontânea: incidental, interesse momentâneo.
• Voltada a processos internos (Interna) ou externos (externa)
• Focal ou dispersa.
• Tenacidade: capacidade do indivíduo de fixar e manter sua 
atenção sobre determinado estímulo.
• Vigilância aspecto da atenção relacionado a mudança de foco 
(Hipervigil, hipovigil).
Orientação
Orientação autopsíquica: é aquela do indivíduo em relação a si 
mesmo. Revela se o sujeito sabe quem é: seu nome, idade, 
profissão, estado civil, com quem mora, etc.
Orientação alopsíquica diz respeito à capacidade de orientar-se 
em relação ao mundo, quanto ao espaço (orientação espacial ou 
topográfica) e quanto ao tempo (orientação temporal).
Senso percepção e suas alterações
• Sensação: fenômeno passivo.
• Percepção: fenômeno ativo.
• A imagem (real) sensoperceptiva se caracteriza:
• Nitidez.
• Corporeidade. 
• Estabilidade.
• Extrojeção.
• Ininfluenciabilidade voluntária. 
• Completude.
Representação é a reapresentação de uma imagem na 
consciência, sem a presença real, externa, do objeto que, em um 
primeiro momento, gerou uma imagem sensorial. Se caracteriza 
por:
• Pouca nitidez.
• Pouca corporeidade. 
• Instabilidade.
• Introjeção. 
• Incompletude. 
A imaginação é uma atividade psíquica, geralmente voluntária, 
que consiste na evocação de imagens percebidas no passado 
(imagem mnêmica) ou na criação de novas imagens (imagem 
criada).
Ilusão: percepção deformada, alterada, de um objeto real e 
presente.
Alucinação: percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído, 
imagem) sem a presença de objeto estimulante real.
Fases da memória
Codificação: captar, adquirir e codificar informações.
Armazenamento: reter as informações de modo fidedigno.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Recuperação ou evocação: também denominada de 
lembranças ou recordações; é fase em que as informações são 
recuperadas para distintos fins.
Tipos de memória
Memória de trabalho: a memória de trabalho (working memory) 
situa-se entre os processos e habilidades da atenção e os da 
memória imediata.
Exemplos de memória de trabalho:
• Ouvir um número telefônico e retê-lo na mente para, em 
seguida, discálo.
• Dirigir em uma cidade desconhecida, perguntar sobre um 
endereço, receber a informação e a sugestão do trajeto e, 
mentalmente, executar o itinerário de forma progressiva.
Memória episódica: trata-se de memória explícita, de médio e 
longo prazos, relacionada a eventos específicos da experiência 
pessoal do indivíduo, ocorridos em determinado contexto: 
recordação consciente de fatos reais.
Exemplo: Relatar o que foi feito no último fim de semana Ela 
corresponde a eventos específicos e concretos.
Memória semântica: a representação de longo prazo dos 
conhecimentos que temos sobre o mundo.
Exemplos: o significado das palavras, dos objetos e das ações.
Hiperminésia: muita memória.
Amnésias:
• Amnésia anterógrada, o indivíduo não consegue mais fixar 
elementos mnêmicos a partir do evento que lhecausou o dano 
cerebral. 
• Amnésia retrógrada (verificável na amnésia dissociativa), o 
indivíduo perde a memória para fatos ocorridos antes do início 
do transtorno (ou trauma).
• Confabulações (ou fabulações): produções de relatos, 
narrativas e ações que são involuntariamente incongruentes 
com a história passada do indivíduo, com sua situação 
presente ou futura.
• As confabulações são caracterizadas por três aspectos:
1. Elas são memórias ou recordações falsas; a 
falsidade repousa ou no seu conteúdo, ou no seu 
contexto.
2. A pessoa que confabula não sabe da falsidade de 
suas recordações.
3. Confabulações são recordações plausíveis, ou seja, 
elas se parecem com o que poderia ter acontecido, 
mas que não aconteceu.
Vida afetiva
• Sentimentos e emoções.
• Afeto: Tonus, modulância e ressonância.
• Humor: Eutímico, deprimido, hipotímico.
• Maníaco, hipertímico.
Volição
A vontade, ou volição, é uma dimensão complexa da vida mental, 
relacionada intimamente com as esferas instintiva, afetiva e 
intelectiva (que envolve avaliar, julgar, analisar, decidir), bem 
como com o conjunto de valores, princípios, hábitos e normas 
éticas socioculturais do indivíduo. Não é ponto pacífico se ela 
depende mais da esfera instintiva, de forças inconscientes, do 
âmbito afetivo, de valores culturais ou de componentes 
intelectuais conscientes.
Processo volitivo:
1. Fase de intenção ou propósito: esboçam as tendências 
básicas do indivíduo, suas inclinações e interesses. Nesse 
momento, impulsos, desejos e temores inconscientes 
exercem influência decisiva sobre o ato volitivo, muitas vezes 
imperceptíveis para o próprio indivíduo.
2. Fase de deliberação: ponderação consciente. O indivíduo 
faz uma análise básica do que seria positivo ou negativo, 
favorável ou desfavorável, benéfico ou maléfico em sua 
decisão. É um momento de apreciação, consideração dos 
vários aspectos e das implicações de determinada decisão.
3. Fase de decisão propriamente dita: instante que demarca o 
começo da ação.
4. Fase de execução constitui a etapa final do processo 
volitivo, na qual os atos psicomotores simples e complexos, 
decorrentes da decisão, são postos em funcionamento, a fim 
de realizar e consumar aquilo que mentalmente foidecidido e 
aprovado pelo indivíduo.
Alterações de psicomotricidade:
• Aceleração.
• Lentificação.
• Parkinsonismos.
• Inibição.
• Catatonia.
• Estereotipias motoras.
• Maneirismo.
• Conversão.
• Praxia.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Pensamento
O curso do pensamento: modo como o pensamento flui, sua 
velocidade e seu ritmo ao longo do tempo.
Forma do pensamento: é sua estrutura básica, sua arquitetura, 
preenchida pelos mais diversos conteúdos e interesses do 
indivíduo. 
Conteúdo do pensamento: pode ser definido como aquilo que 
lhe dá substância, seus temas predominantes, o assunto em si. 
Há tantos conteúdos de pensamento quantos são os temas de 
interesse do ser humano.
• Pensamento inibido.
• Pensamento vago.
• Pensamento prolixo.
• Pensamento concreto ou concretismo.
• Pensamento deficitário (relacionado à deficiência intelectual).
• Pensamento demencial.
• Pensamento confusional.
• Pensamento desagregado.
• Pensamento obsessivo.
• Ruminações ou pensamento ruminativo perseverativo.
Alterações de curso
• Aceleração do pensamento.
• Lentificação do pensamento.
• Bloqueio ou interceptação do pensamento.
• Roubo do pensamento.
• Fuga de ideias.
Juízo de realidade
Delírio:
• Convicção extraordinária.
• É impossível a modificação do delírio pela experiência objetiva.
• Irremovível/irrefutável.
• Alterações do juízo são alterações do pensamento 
prejudicando a avaliação da realidade.
• Em geral ao final do exame psíquico podemos concluir se o 
juízo está preservado ou prejudicado.
Resumo: Apresentação, atitude com o examinador, atenção, 
orientação (temporo-espacial auto e holopsiquicamente), 
memória, pensamento (fluxo, forma, conteúdo), fala (fluxo, forma, 
conteúdo, congruência com o pensamento), psicomotricidade 
(aumento, redução, parkinsonismo...), humor (Deprimido, 
disfórico, elado, maníaco), afeto (Tonus, ressoancia e 
modulancia), alteração da senso percepção, ideação suicida e/ou 
homicida, critica de estado mórbido, juízo realidade. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
TRANSTORNOS DE HUMOR
QUANDO IMPACTA O FUNCIONAMENTO → TRANSTORNO.
O humor é o estado emocional basal do indivíduo e é expresso 
de forma difusa. 
São considerados transtornos do humor as doenças que tem 
como principal alteração o estado de humor. 
São caracterizados principalmente por alterações patológicas de 
humor, cognitivas e psicomotoras. Tratam-se de doenças fásicas 
que evoluem em episódios únicos ou repetidos e podem ter início 
súbito e remitir espontaneamente ou apresentar curso crônico ao 
longo da vida com sintomas de intensidade leve e grave ou 
incapacitantes.
Quando os transtornos são corretamente identificados e tratados, 
o prognóstico é bom e as chances de recuperação são máximas, 
desde que o tratamento seja mantido por tempo suficiente, de 
meses a vitalício. 
São multifatoriais, resultantes da combinação de fatores 
ambientais (dieta, álcool, ritmos biológicos), individuais 
relacionados a personalidade e dos relacionamentos pessoais.
Se observam alterações de provas funcionais, modelos de 
integração neuroquiímicos e de comportamento nos processos 
de prazer, recompensa e perturbações dos ritmos circadianos. 
A convergência desses fatores provocam desequilíbrio das 
aminas biogênicas, especialmente a noradrenalina, a serotonina 
e, em segundo plano, a dopamina, e dos sistemas de 
mensageiros secundários e peptídeos neuroativos. 
Geralmente os fatores psicossociais representam 
desencadeantes dos transtornos de humor (ex:perda do 
emprego, ente querido, separações).
Não existem traços de personalidade predisponentes para os 
transtornos do humor.
Fatores genéticos tem importante papel para o surgimento de 
alguns transtornos, principalmente no transtorno bipolar.
- Cerca de 50% dos TAB I têm pelo menos um dos pais com 
transtorno afetivo, especialmente depressão; se um dos pais é 
portador de TAB I, a chance de um dos filhos apresentar 
transtorno do humor é de 25%, que sobe para 50 a 75% no 
caso de ambos os pais serem afetados. 
Caso clínico
História Clínica:
L. F., 48 anos, masculino, natural e proveniente de Foz do Iguaçu/
PR, casado, desempregado (taxista como profissão), pai de 4 
filhos, esposa gesta do 5o filho, Ensino Fundamental Completo, 
evangélico. Vem acompanhado da esposa N. M. F. na primeira 
consulta. 
Paciente relata sensação de “Vazio no peito”, “Pensamento de 
morte” e sua esposa refere que L. F. também se queixa por “Não 
conseguir fazer mais nada”. 
Esposa relata que paciente teve depressão há 16 anos, quando 
ela estava grávida do filho mais velho, e há 4 meses demonstra 
sinais de nova depressão, em período que coincide com evento 
de AVC da mãe do paciente, o que resultou em abandono do 
emprego de taxista para cuidar desta. 
Desde então, a esposa relata que o paciente apresenta insônia, 
cansaço, sem ânimo para as atividades diárias e perda de peso 
durante o período de aproximadamente 20 Kg. 
Em consulta com outro médico psiquiatra, estava sob tratamento 
com paroxetina e quetiapina (25 mg), porém relata não obtermelhora e abandou o tratamento, alegando que a causa atual se 
trata de problema espiritual. 
Quando questionado sobre a presença de doenças, L. F. refere 
HAS. Sedentário. Nega etilismo e tabagismo. Faz uso de losartan 
(25Mg). 
Exame físico:

BEG, perda ponderal de 20 Kg Pressão Arterial: 125/75 mmHg 
Exame psíquico:

Avaliação Geral da Pessoa: Auto cuidado pouco preservado, 
indiferente.

Nível de Consciência: Vigil.

Estado Cognitivo: orientado autopsiquicamente (sabe sobre si 
mesmo) e alopsiquicamente (orientado em tempo e espaço); 
hipovigil ( com relação a espontaneidade, não consegue 
perceber o entorno dele, como quem entra na sala ou se algo 
cai// se tiver hipotenacidade, não consegue se concentrar em 
um objeto só); memória imediata algo prejudicada; prejuízo 
crítico; 
 
Pensamento: lentificado, ora bloqueado, com predomínio de 
conteúdo negativo com pensamentos de morte; sem delírios 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
aparentes. 

Linguagem: preservada, com paralisia do olhar. 

Sensopercepção: algo preservado, porém o paciente relatou 
ouvir voz masculina que não caracteriza alucinação auditiva. 
Humor: hipotímico, com afeto hipomodulado não ressoante. 
Psicomotricidade: algo lentificado. 
Os principais transtornos de humor são depressão e transtorno 
bipolar. Além desses, existem outros transtornos do humor como 
transtorno disfórico pré-menstrual, ciclotimia e transtorno 
disruptivo da desregulação do humor. 
Transtorno depressivo maior
Transtorno de humor no qual o paciente apresenta episódios 
onde são percebidas alterações no afeto, na cognição e em 
funções neurovegetativas.
Embora o diagnóstico seja dado com apenas um episódio 
depressivo, a doença normalmente apresenta recorrência se não 
tratada.
Os sintomas devem causar sofrimento significativo e prejuízo 
funcional. Além de estarem presentes quase todos os dias, na 
maior parte do dia. 
Episódio depressivo: alteração do estado basal do paciente por 
um período mínimo de 2 semanas, nas quais ele deve apresentar 
pelo menos 5 dos critérios abaixo, sendo obrigatório a presença 
do critério 1 ou do critério 2. 
No tratamento da depressão, a escolha do medicamento é 
determinada por fatores clínicos, características do episódio 
depressivo, fatores sociodemográficos e associados às 
características farmacológicas dos medicamentos. 
Os familiares e o paciente devem ser orientados quanto aos 
efeitos benéficos e colaterais e principalmente em relação ao 
período de latência entre a introdução do medicamento e o início 
da melhora dos sintomas, de duas a três semanas. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Transtorno afetivo bipolar
Doença crônica cíclica com grande morbimortalidade, na qual os 
pacientes apresentam episódios de mania, hipomania e 
depressão ao longo da vida. 
Geralmente, suas manifestações iniciam final da adolescência e 
início da vida adulta. 

A presença de um desses episódios caracteriza a fase aguda da 
doença. Porém, o paciente também experimenta momentos de 
eutimia entre um episódio e outro. Durante a eutimia, eles tem 
funcionalidade normal. 

Episódio Maníaco:
Período de exaltação ou irritação persistente do humor com 
duração de pelo menos 1 semana, presente quase todos os dias, 
na maior parte do dia. Necessariamente, precisa ser diferente do 
comportamento normal do paciente e causar prejuízo funcional. 
Episódio Hipomaníaco:
Período de exaltação do humor ou humor irritável persistente 
com duração de pelo menos 4 dias consecutivos presente quase 
todos os dias, na maior parte do dia, de forma diferente do 
funcionamento basal do paciente em um grau significativo. 

Menos grave e com menor duração do que a mania.

No tratamento de escolha do TAB, utiliza-se os estabilizadores de 
humor, sendo o lítio o principal. 

A terapia medicamentosa visa restaurar o comportamento, 
controlar os sintomas agudos e prevenir a ocorrência de novos 
episódios. 


Os pacientes com risco de suicídio, de violência ou de 
comportamentos de risco devem ser monitorados de perto, e a 
internação hospitalar está indicada em casos de ameaça a si ou a 
outras pessoas, complicações psiquiátricas ou médicas, resposta 
inadequada ou ausência de resposta anterior a tratamento. 

A intervenção farmacológica é necessária e imprescindível, mas 
não suficiente para a recuperação e sua manutenção. A 
psicoeducação do paciente, da família ou do cuidador é 
fundamental e tem por objetivo oferecer informações sobre a 
doença, seu prognóstico e as opções de tratamento, propiciando 
maior entendimento do processo terapêutico e aumentando a 
adesão. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
DEPRESSÃO
Introdução
Diagnóstico amplo e heterogêneo.
Manuais de diagnóstico → CID-10, da Organização Mundial da 
Saíde. + DSM-5 da American Psychiatric Association.
Devem ser presentes:
- Pelo menos 2 semanas de sintomas.
- Comprometimento funcional.
Curso de remissão e recorrência, alguns sintomas podem 
persistir entre os episódios. 
Objetivo principal: remissão (alívio completo dos sintomas).
Epidemiologia
A depressão é um transtorno altamente prevalente.
A depressão é um transtorno crônico, recorrente e progressivo, 
que afeta 300-350 milhões de pessoas em todo o mundo.
A prevalência de TDM permaneceu muito consistente: 4,4%.
Ao longo da vida:
- Aumenta continuamente entre os 3 e 19 anos.
- Picos entre 20 e 64 anos.
- Diminui entre 65 e 74 anos.
Estima-se que, a cada ano, 6,9% da população da UE sofre de 
MDD.
Neurobiologia
• Desregulação da neurotransmissão cerebral → hipótese 
monoaminérgica. 
• Alterações neuroendócrinas anatômicas e autoimunes → 
Eixo HHA.
• Alterações de cascatas intracelulares, expressão gênica e 
fatores neurotróficos. BDNF → fator neurotrófico derivado do 
cérebro → numero de dendritos vai diminuindo.
Organismo tenta se adaptar criando mais receptores, mas 
continua não tendo aminas → ISRS → bloqueia a recaptação e 
disponibiliza mais serotonina na fenda. 
Hipótese 
monoaminérgica
Síndrome depressiva sinais e sintomas
Sinais → fenômenos objetivos observados pelo médico → choro, 
lentificação psicomotora, lentificação do pensamento.
Sintomas → queixas subjetivas que o paciente descreve → 
tristeza, perda do prazer e interesse. 
• Humor deprimido.
• Anedonia.
• Fadiga.
• Inutilidade / culpa → menos autoestima e autoconfiança. 
Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada 
(podem ser delirantes). Eventos neutros ou triviais vivenciados 
como evidência de defeitos pessoais. 
• Mudança de peso / apetite → aumento ou diminuição do 
apetite. Perda de peso significativa (sem dieta) / ganho de peso 
(desejo por alimentos específicos). 
• Distúrbios de sono → insônia ou hipersonia.
• Disfunção cognitiva → capacidade prejudicada: pensar/ 
concentrar/ lembrar de coisas/ tomar decisões menores. 
Sentimento de incapacidade de realizar atividades que 
demandem esforços cognitivos. 
• Agitação / retardo psicomotor → agitação: incapacidade de 
ficar parado, inquietação das mãos, manipulação das roupas 
ou outros objetos. Retardo: fala, pensamento e movimentos 
corporais lentos, aumento das pausas antes de responder, 
volume diminuído da fala, inflexão, quantidade ou variedade de 
conteúdo ou mudes. 
• Pensamentos de morte / suicídio → desejo passivo de não 
acordar pela manhã, crença de que os outros estariam melhor 
se o indivíduo estivesse morto, pensamentos transitórios, mas 
recorrentes de cometer suicídio, plano específico de suicídio, 
tentativa de suicídio. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina deLuca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Humor deprimido:
• Tristeza.
• Desesperança.
• Desânimo.
• Sentimento de falta de sentimento.
• Sensação de ansiedade.
• Pouca variação ao longo dos dias.
• Pouca resposta as circunstâncias. 
Anedonia: 
• Perda de interesse ou prazer em todas ou quase todas as 
atividades.
• Menos interesse em hobbies.
• Não importam mais.
• Sem prazer em atividades anteriormente consideradas 
prazerosas.
• Redução significativa do interesse ou desejo sexual.
Exame das funções psíquicas na síndrome 
depressiva
1. Aparência geral
Postura geral: passiva, apática, indiferente ao que acontece na 
entrevista.
Apresentação: descuidada, roupas desalinhadas ou sujas, maus 
cuidados de higiene.
Atitude global: deprimida, indiferente, inibida, lamuriosa.
Contato: pode ser difícil. 
2. Nivel de consciência
Vigil → lúcido.
3. Atenção
Voluntária → diminuída. Espontânea → diminuida. 
= Hipoprosexia.
4. Orientação
Alopsíquica → desorientação apática.
Autopsíquica → diminuição da consciência de existência do eu, 
chegando a abolição na síndrome de Cotard. 
Síndrome de Cotard: delírio niilista de negação. Crença delirante 
→ que já está morto, que não existe, que o corpo está em 
putrefação, que perdeu de sangue, que os órgãos pararam de 
funcionar. 
5. Memória
Fixação: diminuída, em função do desinteresse.
Evocação: 
- Hipermnésia seletiva: evocação de fatos ruins, geradores de 
culpa.
- Alomnésia: distorções no sentido de um conteúdo de tristeza, 
ruína ou culpa.
- Hipomnésia: quando a inibição psíquica é muito intensa. 
6. Inteligência
Deterioração intelectiva reversível e secundária → prejuízo da 
atenção, falta de motivação, inibição do pensamento.
7. Linguagem
Oligolalia (ou laconismo); mutismo; bradilalia (fala devagar); 
hipofonia (fala baixo), aumento de latência de resposta; 
hipoprosórdia (monótona).
8. Pensamento
Curso (velocidade) → lentificado, alentecido.
Forma (estrutura) → prevalentes.
Conteúdo (temática) → niilista, de culpa ou ruína.
Tipo de pensamento: 
- Inibido → diminuição da velocidade, número de conceitos, 
juízos e representações. Lento, rarefeito e pouco produtivo.
9. Juízo de realidade
Delírios:
- Congruentes com o humor deprimido.
- Ruína (ou niilista).
- Culpa (ou autoacusação).
- Hipocondríaco.
- Negação de órgãos (sd. De Cotard).
- Incongruentes com o humor deprimido.
- Persecutório (sem a ideia de merecer ser perseguido).
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Características dos delírios → convicção extraordinária, 
conteúdo impossível, conteúdo irremovível, idiossincrático. 
10.Sensopercepção
Quantitativas:
- Hipoestesias: 
- O mundo parece mais escuro e sem brilho.
- A comida é insossa.
- Os sons são abafados.
Qualitativas:
- Ilusões catatímicas: deformação de um objeto a partir de um 
afeto intenso.
- Alucinações auditivas → ouve vozes.
11.Humor
Tônus afetivo que a pessoa se encontra em determinado 
momento. 
Deprimido (tristeza patológica). Hipotímico (melancólico). 
Disfórico (ou desproporcionalmente irritável).
12.Afeto
Qualidade do tônus emocional que acompanha uma ideia ou 
representação. 
Ressonante. Apático. Sentimento ou falta de sentimento. 
Anedonia. Rigidez afetiva (hipomodulado). 
13.Volição
Hipobulia → desânimo, falta de energia, perda de iniciativa, da 
espontaneidade, interesse, indecisão, dificuldade de tomar 
decisões.
Enfraquecimento de instintos:
- Diminuição do apetite.
- Insônia (inicial ou terminal).
- Diminuição da libido.
14.Psicomotricidade
Lentificação. Estupor. Inquietação (se 
sintomas ansiosos associados). 
15.Crítica
Plena, parcial ou ausente (depressões psicóticas).
16.Pragmatismo
Capacidade de colocar em prática, de forma eficaz, aquilo que 
deseja. Hipopragmatismo.
Critérios diagnósticos
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Ana de Luca
Em um primeiro episódio depressivo, a chance de recorrência é 
de 50%. Com 2 episódios → 70%. Com 3 → 90%.
Fatores de risco para recorrência: 
- História de múltiplos ou frequentes episódios.
- Início após os 60 anos de idade.
- Duração longa dos episódios.
- História familiar de doença afetiva.
- Pobre controle da sintomatologia.
- Ansiedade ou abuso de drogas.
Tratamento - orientações gerais
O médico deve:
- Mostrar empatia e interesse → orientar que é uma doença e 
não um defeito de carácter, fraqueza ou falta de ocupação.
- Recuperação é a regra, não a exceção → explicar que os 
tratamentos são efetivos e tem muitas opções.
- Manter o monitoramento próximo → esclarecer que o risco de 
recorrência é significativo.
- Medicamento não causa dependência → explicar sobre o 
tratamento medicamentoso como antidepressivos aumenta a 
adesão.
O médico não deve:
- Dizer que não é nada, só nervosismo → minimizar as queixas e 
o sofrimento do paciente.
- Encaminhar para psicoterapia → evitar se envolver com as 
queixas do paciente.
- Confundir tristeza com depressão → tristeza pode ser uma 
mudança adaptativa. Depressão implica prejuízo funcional.
- Procurar razões pra depressão → modelo estresse-diátese.
Tratamento - terapias não farmacológicas
Psicoterapias: terapia comportamental + psicoterapia 
interpessoal + terapia cognitiva comportamental (CBT) + terapia 
cognitiva baseada em mindfulness (MBCT).
Métodos de estimulação 
cerebral → 
eletroconvulsoterapia (ECT) + 
estimulação do nervo vago 
(VNS) + estimulação 
magnética transcraniana 
(TMS) + estimulação cerebral 
profunda (DBS). 
Tratamento farmacológico
Manejo dos antidepressivos: 
Fase aguda (6 a 12 semanas): 
Escolha do antidepressivo:
1. Perfil de efeitos colaterais, segurança e tolerabilidade.
2. Resposta anterior individual ou em membros da família. 
3. Preferência do paciente.
4. Evidências disponíveis.
5. Custo do tratamento.
6. Apresentação clínica dos sintomas depressivos.
Reavaliar após quatro a oito semanas pra verificar se houve pelo 
menos uma melhora moderada. Se não, verificar adesão fatores 
fármacocinéticos e fármacodinâmicos.
Fase de continuação (4 a 9 meses).
- Prevenção de recaídas.
Fase de manutenção (1 ou mais anos):
- Prevenção de recorrências.
- Risco de recorrência: episódios anteriores, sintomas residuais, 
diagnóstico psiquiátrico não afetivo associado, presença de 
transtorno médico geral crônico.
- Gravidade do episódio. 
- Efeitos colaterais.
- Preferência do paciente.
Manter a dose da medicação utilizada na fase aguda.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Diabetes gestacional
A prevalência dos sintomas depressivos na gestação é de 7,4% 
no primeiro trimestre, 12,8% no segundo trimestre, 12% no 
terceiro trimestre. 
Os fatores de risco incluem: 
• Ansiedade materna. 
• Eventos negativos da família (divórcio ou morte de um familiar).
• Episódio depressivo anterior.
• Baixo suporte social e do parceiro.
• Violência doméstica.
• Gravidez não planejada.
Os três primeiros tem maior força.
Os maiores riscos de suicídio incluem: adolescentes grávidas, 
após o nascimento de um natimorto, mulheres com antecedentes 
de transtornos psiquiátricos graves.
Depressão pós-parto
Transtorno do humor puerperal: 
- TBH: início em 2 semanas após-nascimento.
- TDM: até 5 meses após o nascimento.
Sintomas de depressão entre 2 e 4 semanas após o parto: 
rastrear para depressão bipolar.
Prevalência de depressão no puerpério: 14,5% um novo 
episódio nos primeiros três meses após o parto. Início de novos 
episódios mais frequentes nas primeiras cinco semanas de pós 
parto.
Impacto da depressão pós-parto: prejuízodo cuidado com o 
recém-nascido (sub-nutrição infantil, desenvolvimento cognitivo, 
comportamental, neurológico e emocional do recém-nascido); 
problemas na relação entre mãe e filho, estresse marital, 
idealização suicida materna.
Tratamento da depressão gestacional e pós 
parto
Uso de antidepressivos durante a gestação e aleitamento:
- ISRS podem ser usados com cautela durante a gravidez.
- A fluoxetina, por haver mais estudos, é o ISRS de escolha na 
gestação.
- ISRS após 20 semanas na gestação → maior risco de 
hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido. 
- Na amamentação, preferência pela sertralina → níveis baixos 
do leite materno.
Não prescrever anti depressivos para mulher deprimida, ou 
suscetível a ter uma recorrência durante a gestação, gera riscos 
maiores para mulheres se o feto do que os riscos de exposição a 
medicação.
ECT → considerar se alto risco de suicídio → não é teratogênica, 
não precipita trabalho de parto e não traz efeitos de longo prazo 
sobre o feto ou RN. 
Psicoeducação
Deve ser instruir o paciente sobre: a realidade da doença, os 
tratamentos disponíveis, os motivos da necessidade de 
tratamento, a possibilidade de efeitos colaterais e seus manejos. 
Deve-se também, eliminar os preconceitos de que a depressão 
decorre de fraqueza da vontade de efeito moral. Iniciar terapia 
somente após o entendimento dos objetivos da necessidade da 
adesão ao tratamento exceto em situações emergenciais.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
REFORMA PSIQUIÁTRICA E REDE DE ATENÇÃO 
PSICOSSOCIAL
MOMENTOS HISTÓRICOS
Psiquiatria antiga e greco latina
2000 anos a.C → primeiros registros de patologias psiquiátricas, 
encontradas em papiros egípcios de Kahun. Termo = histeria → 
principalmente apresentada por mulheres → útero da mulher teria 
vida própria, era independente e conseguia se deslocar pelo 
corpo da mulher → disfunção sexual.
Recomendação: que as meninas casassem e as viúvas usassem 
fumegações (fumaças de plantas medicinais assopradas na 
vagina pro útero se realocar). 
Psiquiatria medieval
Idade das trevas.
Ideia de que quem tinha comportamento disruptivos estavam 
possuídos → cunho mágico-religiosa. Chamava exorcista. 
Período marcado por exorcismo, intolerância e perseguição aos 
enfermos mentais e execução em fogueira e incentivo a 
crueldade, que só no início da Idade Moderna teve fim com a 
criação dos brutais manicômios.
Primeira Revolução Psiquiátrica - escola Francesa
Fundação de locais que cuidavam dos doentes mentais → 
fundação de hospitais psiquiátricos e casas de saúde.
Reconheciam a loucura como potência (pintores, músicos,..) e 
dignos de cuidados médicos, reduzindo o estigma de serem 
temidos, rejeitados, possuídos, …
Visto como uma doença que devia ser tratado por médicos → 
objeto da psiquiatria.
Surgiu o método psicopatológico e classificação das doenças 
mentais. 
Philippe pinel
Pioneiro no tratamento de doentes mentais e um dos precursores 
da psiquiatria moderna.
Constituiu o saber psiquiátrico por meio da observação e 
análise sistemática dos fenômenos perceptíveis da doença.
Publicou o tratado sobre alienação mental. Observou a influência 
da hereditariedade na evolução do distúrbio mental e aponta as 
causas morais como as mais prováveis para a alienação.
Considerava a alienação mental como qualquer outra doença 
orgânica, considera como um distúrbio das funções intelectuais 
(funções superiores do sistema nervoso), sem constatar 
inflamação ou lesão estrutural. 
Identificou 3 causas pra loucura:
1. Causas físicas que se ligam as fisiológicas.
2. Causas ligadas a hereditariedade.
3. Causas morais (paixões intensas, excessos, irregularidades, 
hábitos de vida).
Defendia a cura da loucura pelo tratamento moral → ampla 
pedagogia normalizadora com horários e rotina rigidamente 
estabelecidos, medicamentos receitados somente pelo médico e 
atividades de trabalho e lazer. 
REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL
Teve como primeira fonte o psiquiatra Franco Basagli → 
reintegrar os “loucos" na sociedade. Desenvolveu uma 
abordagem de reinserção territorial e cultural do paciente na 
comunidade. Ao invés de isolar e etc.
Essa abordagem de Basaglia passou a ser recomendada pela 
OMS. Em 1978 teve um racha na Divisão Nacional de Saúde 
Mental (Dinsam - órgão vinculado ao ministério da Saúde) → 
profissionais denunciaram as condições de degradação humana 
que acontecia na maioria dos hospitais psiquiátricos.
Em 1979 foi criado o Movimento dos Trabalhadores em saúde 
Mental (MTSM) e em 1987 o movimento antimanicomial.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
A RAPS tem como objetivos gerais: 
I. Ampliar o acesso à atenção psicossocial da população em 
geral.
II. Promover a vinculação das pessoas com transtorno mental e 
com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e 
outras drogas e de suas famílias aos pontos de atenção. 
III. Garantir a articulação e a integração dos pontos de atenção 
das redes de saúde no território, qualificando o cuidado por 
meio do acolhimento, do acompanhamento contínuo e da 
atenção às urgências.
Além disso, destacam-se os seguintes objetivos específicos: 
I. Promover cuidados em saúde especialmente a grupos mais 
vulneráveis (crianças, adolescentes, jovens, pessoas em 
situação de rua e populações indígenas).
II. Prevenir o consumo e a dependência de álcool e outras 
drogas e reduzir os danos provocados pelo consumo.
III. Promover a reabilitação e a reinserção das pessoas com 
transtorno mentais e com necessidades decorrentes do uso 
de álcool e outras drogas por meio do acesso ao trabalho, à 
renda e à moradia solidária.
IV. Produzir e ofertar informações sobre os direitos das pessoas, 
as medidas de prevenção e cuidado e os serviços disponíveis 
na rede.
V. Regular e organizar as demandas e os fluxos assistenciais da 
Rede de Atenção Psicossocial.
VI. Monitorar e avaliar a qualidade dos serviços mediante 
indicadores de efetividade e resolutividade da atenção.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS) – ATENÇÃO PRIMÁRIA
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA – ESF (estratégia preconizada 
para implantação). Vai até a família ao invés de esperar o 
paciente vir pra UBS.
Os usuários com questões relacionadas à saúde mental 
receberão seus cuidados na atenção primária quando, mesmo 
com a doença, apresentarem POUCO OU NENHUM PREJUÍZO 
EM SUAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA. 
Doenças crônicas em quadros estáveis. 
CENTRALIZADOR DO CUIDADO.
Em caso de crise e/ou mudança significativa do quadro, avaliar 
se o paciente apresenta demanda para os CAPS ou para a Rede 
de Urgência e Emergência. 
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL– ATENÇÃO 
SECUNDÁRIA
Os CAPS são um lugar de referência e tratamento para as 
pessoas que sofrem com transtornos mentais e problemas 
decorrentes do uso de álcool e outras drogas. 
CAPS III oferece hospitalidade noturna (max 30 dias, previsto é 
15 dias).
CAPS I → infância e adolescência. 0 a 18 anos.
CAPS AD → alcoól e drogas.
CAPS adulto → sem uma substância como base. Adulto. 
Os casos atendidos por esse serviço se caracterizamcomo 
quadros graves, persistentes ou em situação de crise. 
Realiza acompanhamento clínico e a reinserção social dos 
usuários do serviço pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos 
direitos civis e fortalecimento dos laços familiares. 
Os casos atendidos no CAPS são prioritariamente aqueles em 
que os usuários apresentem prejuízos importantes nas 
atividades de vida diárias.
REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA – ATENÇÃO TERCIÁRIA 
ALTA COMPLEXIDADE! 
Samu.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
• Intoxicação e abstinência grave.
• Intoxicação exógena.
• Atentado à integridade física por auto e/ou heteroagressividade. 
• Intensa agitação psicomotora.
• Tentativa de suicídio.
• Recusa alimentar ou distúrbio alimentar com riscos clínicos 
agudos.
• Quadros orgânicos.
AÇÕES- ESTRATÉGIA DE REDE!
Estabilização do quadro até condição de encaminhamento para a 
rede (UBS/ CAPS ou transferência para o Hospital Municipal de 
referência territorial - leitos em hospitais gerais).
Se precisar de internação, que seja breve e em leito de hospital 
geral.
Quando entra em hospital psiquiátrico, tem que entrar com 
previsão de saída.
INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA: somente será realizada mediante 
laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos. 
- Internação Voluntária: aquela que se dá COM o 
consentimento do usuário (assinado por ele uma declaração de 
que optou por esse regime de tratamento. O término do 
tratamento será realizado a pedido do paciente e/ou 
determinação do médico responsável). 
- Internação Involuntária: aquela que se dá SEM o 
consentimento do usuário e a pedido de terceiro (deverá ser 
comunicado no prazo de 72 horas ao MP pelo responsável 
técnico do estabelecimento, devendo o mesmo procedimento 
ocorrer na alta. 
- Internação Compulsória: aquela determinada pela Justiça (é 
determinada pelo juiz competente).
Ana de Luca
TRANSTORNO DE ANSIEDADE E ASSOCIADOS 

+ BENZODIAZEPÍNICOS
Conceitos gerais
Epidemiologia: 
• Fobia específica 6 a 12% da pop.
• Tr. ansiedade social 10%.
• Agorafobia pura 2%.
• Ansiedade de separação na infância 2 a 3%.
• Pânico 2 a 5%.
• TAG 3 a 5%.
Importância para a saúde pública: 
A ansiedade é responsável por 10% das causas de incapacidade, 
ajustada para todos os tr. mentais. Atrás apenas de tr. depressivo 
maior.
Combinação de fatores: alta incidência, instalação precoce, 
elevado tempo de sintomas sem tratamento, uso abusivo de 
substâncias psicoativas associado, outras comorbidades 
psiquiátricas associadas e elevada comorbidade clínica.
Medo x Ansiedade: 
A ansiedade e a preocupação patológicas constituem-se como 
fenômenos qualitativamente distintos de suas manifestações 
normais.
A diferença entre as condições funcional e clínica é apenas 
dimensional (Intensidade, duração e frequência).
A morbidade não está em suas manifestações primárias, mas nas 
relações que o indivíduo estabelece com essas vivências 
internas.
Ansiedade em geral
Amigdala: área límbica!
Envolvida em uma série de reações relacionados ao medo e 
também a ataques de pânico, funciona como um alarme.
Hipocampo:
Centro de armazenamento de memórias e experienciais.
Fornece essas informações a amigdala que confere se é 
desconhecido fornecendo um alarme ou então se conhecido qual 
a qualidade daquela experiencia. 
TAG
• Preocupação crônica e persistente que é altamente aversiva e 
incontrolável, multifocal, saúde, finanças,.. 
• TAG em crianças se manifesta como dores abdominais.
• Crianças costumam ter mais sintomas físicos e muitas faltas na 
escola.
Um dos tr. Mais comuns na atenção primária!
7 a 8 % dos pacientes raramente os sintomas vem como 
preocupação mas surgem como sintomas somáticos.
Proporção de mulheres para homens 2:1.
Parentes em primeiro grau com TAG dobram a prevalência de 
ansiedade e aumenta em 5 a 6 vezes a prevalência de TAG
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Idade de início variável, picos início da vida adulta e final da vida 
adulta.
Sintomas devem durar mais de 6 meses.
Etiologia desconhecida!
Teorias: personalidade + processamento cognitivo e função 
comportamental + fatores psicossociais.
Transtorno de pânico
Critérios Diagnósticos 300.02 (F41.1)
A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa 
apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo 
menos seis meses, com diversos eventos ou atividades 
(tais como desempenho escolar ou profissional).
B. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
C. A ansiedade e a preocupação estão associadas com três 
(ou mais) dos seguintes seis sintomas (com pelo menos 
alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos seis 
meses).
Nota: Apenas um item é exigido para crianças.
1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da 
pele.
2. Fatigabilidade.
3. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” 
na mente.
4. Irritabilidade.
5. Tensão muscular.
6. Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o 
sono, ou sono insatisfatório e inquieto).
D. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos 
causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no 
funcionamento social, profissional ou em outras áreas 
importantes da vida do indivíduo.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma 
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra 
condição médica (p. ex., hipertireoidismo).
F. A perturbação não é mais bem explicada por outro 
transtorno mental (p. ex., ansiedade ou preocupação quanto 
a ter ataques de pânico no transtorno de pânico, avaliação 
negativa no transtorno de ansiedade social [fobia social], 
contaminação ou outras obsessões no transtorno obsessivo-
compulsivo, separação das figuras de apego no transtorno 
de ansiedade de separação, lembranças de eventos 
Critérios Diagnósticos 300.01 (F41.0)
A. Ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um 
ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou 
desconforto intenso que alcança um pico em minutos e 
durante o qual ocorrem quatro (ou mais) dos seguintes 
sintomas:
Nota: O surto abrupto pode ocorrer a partir de um estado 
calmo ou de um estado ansioso.
1. Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
2. Sudorese.
3. Tremores ou abalos.
4. Sensações de falta de ar ou sufocamento.
5. Sensações de asfixia.
6. Dor ou desconforto torácico.
7. Náusea ou desconforto abdominal.
8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou 
desmaio.
9. Calafrios ou ondas de calor.
10. Parestesias (anestesia ou sensações de 
formigamento).
11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou 
despersonalização (sensação de estar distanciado
de si mesmo).
12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.
13. Medo de morrer.
Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura (p. 
ex., tinido, dor na nuca, cefaleia, gritos ou choro 
incontrolável). Esses sintomas não devem contar como 
um dos quatro sintomas exigidos.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Transtorno de Ansiedade Social
B. Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês 
(ou mais) de uma ou de ambas as seguintes
características:
1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de 
ataques de pânico adicionais ou sobre
suas consequências (p. ex., perder o controle, ter um 
ataque cardíaco, “enlouquecer”).
2. Uma mudança desadaptativa significativa no 
comportamento relacionada aos ataques (p.
ex., comportamentos que têm por finalidade evitarter 
ataques de pânico, como a esquiva de
exercícios ou situações desconhecidas).
C. A perturbação não é consequência dos efeitos 
psicológicos de uma substância (p. ex., droga de
abuso, medicamento) ou de outra condição médica (p. 
ex., hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares).
D. A perturbação não é mais bem explicada por outro 
transtorno mental (p. ex., os ataques de pânico
não ocorrem apenas em resposta a situações sociais 
temidas, como no transtorno de ansiedade
social; em resposta a objetos ou situações fóbicas 
circunscritas, como na fobia específica;
em resposta a obsessões, como no transtorno 
obsessivo-compulsivo; em resposta à evocação
de eventos traumáticos, como no transtorno de 
estresse pós-traumático; ou em resposta à separação
de figuras de apego, como no transtorno de ansiedade 
de separação).
Critérios Diagnósticos 300.23 (F40.10)
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou 
mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a 
possível avaliação por outras pessoas. Exemplos incluem 
interações sociais (p. ex., manter uma conversa, 
encontrar pessoas que não são familiares), ser observado 
(p. ex., comendo ou bebendo) e situações de 
desempenho diante de outros (p. ex., proferir palestras).
Nota: Em crianças, a ansiedade deve ocorrer em 
contextos que envolvem seus pares, e não apenas em 
interações com adultos.
B. O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas 
de ansiedade que serão avaliados negativamente (i.e., 
será humilhante ou constrangedor; provocará a rejeição 
ou ofenderá a outros).
C. As situações sociais quase sempre provocam medo 
ou ansiedade.
Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser 
expresso chorando, com ataques de raiva, imobilidade, 
comportamento de agarrar-se, encolhendo-se ou 
fracassando em falar em situações sociais.
D. As situações sociais são evitadas ou suportadas com 
intenso medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real 
apresentada pela situação social e o contexto 
sociocultural.
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, 
geralmente durando mais de seis meses.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Fobia específica
Agorafobia
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento 
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento 
social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do 
indivíduo.
H. O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos 
efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de 
abuso, medicamento) ou de outra condição médica.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado 
pelos sintomas de outro transtorno mental, como 
transtorno de pânico, transtorno dismórfico corporal ou 
transtorno do espectro autista.
J. Se outra condição médica (p. ex., doença de Parkinson, 
obesidade, desfiguração por queimaduras ou ferimentos) está 
presente, o medo, ansiedade ou esquiva é claramente não 
relacionado ou é excessivo.
Critérios Diagnósticos
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou 
situação (p. ex., voar, alturas, animais, tomar uma injeção, ver 
sangue).
 Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser 
expresso por choro, ataques de raiva, imobilidade ou 
comportamento de agarrar-se.
B. O objeto ou situação fóbica quase invariavelmente provoca 
uma resposta imediata de medo ou ansiedade.
C. O objeto ou situação fóbica é ativamente evitado ou 
suportado com intensa ansiedade ou sofrimento.
D. O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao 
perigo real imposto pelo objeto ou situação específica e ao 
contexto sociocultural.
E. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente 
com duração mínima de seis meses.
F. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento 
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, 
profissional ou em outras áreas importantes da vida do 
G. A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas 
de outro transtorno mental, incluindo medo, ansiedade e 
esquiva de situações associadas a sintomas do tipo pânico 
ou outros sintomas incapacitantes (como na agorafobia); 
objetos ou situações relacionados a obsessões (como no 
transtorno obsessivo-compulsivo); evocação de eventos 
traumáticos (como no transtorno Transtornos de Ansiedade 
de estresse pós-traumático); separação de casa ou de figuras 
de apego (como no transtorno de ansiedade de separação); 
ou situações sociais (como no transtorno de ansiedade 
social).
Critérios Diagnósticos 300.22 (F40.00)
A. Medo ou ansiedade marcantes acerca de duas (ou mais) das 
cinco situações seguintes:
1. Uso de transporte público (p. ex., automóveis, ônibus, trens, 
navios, aviões).
2. Permanecer em espaços abertos (p. ex., áreas de 
estacionamentos, mercados, pontes).
3. Permanecer em locais fechados (p. ex., lojas, teatros, cinemas).
4. Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão.
5. Sair de casa sozinho.
B. O indivíduo tem medo ou evita essas situações devido a 
pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que o auxílio 
pode não estar disponível no caso de desenvolver sintomas do 
tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores 
(p. ex., medo de cair nos idosos; medo de incontinência).
C. As situações agorafóbicas quase sempre provocam medo ou 
ansiedade.
D. As situações agorafóbicas são ativamente evitadas, requerem a 
presença de uma companhia ou são suportadas com intenso 
medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional ao perigo real 
apresentado pelas situações agorafóbicas e ao contexto 
sociocultural.
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Tratamento
Primeira linha: ISRS ou Terapia cognitivo comportamental.
Podem ser associados.
Exemplos de ISRS: escitalopram, fluvoxamina, paroxetina ou 
sertralina.
Segunda linha: outros antidepressivos, benzodiazepínicos e 
pregabalina.
Reavaliação do paciente nas primeiras semanas e posteriormente 
mensalmente por 3 meses, caso tenha resposta manter o 
tratamento por 6 meses.
TR. Adaptação
Critérios Diagnósticos:
A. Desenvolvimento de sintomas emocionais ou 
comportamentais em resposta a um estressor ou estressores 
identificáveis ocorrendo dentro de três meses do início do 
estressor ou estressores.
B. Esses sintomas ou comportamentos são clinicamente 
significativos, conforme evidenciado por um ou mais dos 
seguintes aspectos:
1. Sofrimento intenso desproporcional à gravidade ou à 
intensidade do estressor, considerando-se o contexto cultural e 
os fatores culturais que poderiam influenciar a gravidade e a 
apresentação dos sintomas.
2. Prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou 
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
C. A perturbação relacionada ao estresse não satisfaz os critérios 
de outro transtorno mental e não é meramente uma exacerbação 
de um transtorno mental preexistente.
D. Os sintomas não representam luto normal.
E. Uma vez que o estressor ou suas consequências tenham 
cedido, os sintomas não persistem por mais de seis meses.
Tr. de estresse agudo
Critérios Diagnósticos 308.3 (F43.0)
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão 
grave ou violação sexual em uma (ou mais) das seguintes formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento ocorrido a outras 
pessoas.
3. Saber que o evento ocorreu com familiar ou amigo próximo. 
Nota: Nos casos de morte ou ameaça de morte de um familiar ou 
amigo, é preciso que o evento tenha sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos 
do evento traumático (p. ex.,socorristas que recolhem restos de 
corpos humanos, policiais repetidamente expostos a detalhes de 
abuso infantil).
Nota: Isso não se aplica à exposição por intermédio de mídia 
eletrônica, televisão, filmes ou
fotografias, a menos que tal exposição esteja relacionada ao 
trabalho.
B. Presença de nove (ou mais) dos seguintes sintomas de 
qualquer uma das cinco categorias de intrusão, humor negativo, 
dissociação, evitação e excitação, começando ou piorando 
depois da ocorrência do evento traumático:
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente 
durando mais de seis meses.
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente 
significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou 
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
H. Se outra condição médica (p. ex. doença inflamatória intestinal, 
doença de Parkinson) está presente, o medo, ansiedade ou 
esquiva é claramente excessivo.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos 
sintomas de outro transtorno mental – por exemplo, os sintomas 
não estão restritos a fobia específica, tipo situacional; não 
envolvem apenas situações sociais (como no transtorno de 
ansiedade social); e não estão relacionados exclusivamente a 
obsessões (como no transtorno obsessivo-compulsivo), 
percepção de defeitos ou falhas na aparência física (como no 
transtorno dismórfico corporal) ou medo de separação (como no 
transtorno de ansiedade de separação).
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Sintomas de intrusão 
1. Lembranças angustiantes recorrentes, involuntárias e intrusivas 
do evento traumático. Nota: Em crianças, pode ocorrer a 
brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento 
traumático são expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o 
afeto do sonho estão relacionados ao evento. Nota: Em crianças, 
pode haver pesadelos sem conteúdo identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo 
sente ou age como se o evento traumático estivesse 
acontecendo novamente. (Essas reações podem ocorrer em um 
continuum, com a expressão mais extrema sendo uma perda 
completa de percepção do ambiente ao redor.) Nota: Em 
crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer nas 
brincadeiras.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ou reações 
fisiológicas acentuadas em resposta a sinais internos ou externos 
que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento 
traumático.
Humor negativo
5. Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas (p. 
ex., incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade, 
satisfação ou amor).
Sintomas dissociativos
6. Senso de realidade alterado acerca de si mesmo ou do 
ambiente ao redor (p. ex., ver-se a partir da perspectiva de outra 
pessoa, estar entorpecido, sentir-se como se estivesse em 
câmera lenta).
7. Incapacidade de recordar um aspecto importante do evento 
traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a 
outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
Sintomas de evitação
8. Esforços para evitar recordações, pensamentos ou 
sentimentos angustiantes acerca do, ou fortemente relacionados 
ao, evento traumático.
9. Esforços para evitar lembranças (pessoas, lugares, conversas, 
atividades, objetos, situações) que despertem recordações, 
pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do, ou 
fortemente relacionados ao, evento traumático.
Sintomas de excitação 
10. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade de iniciar ou manter 
o sono, sono agitado).
11. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou 
nenhuma provocação) geralmente
expressos como agressão verbal ou física em relação a pessoas 
ou objetos.
12. Hipervigilância.
13. Problemas de concentração.
14. Resposta de sobressalto exagerada.
C. A duração da perturbação (sintomas do Critério B) é de três 
dias a um mês depois do trauma. Nota: Os sintomas começam 
geralmente logo após o trauma, mas é preciso que persistam no 
mínimo três dias e até um mês para satisfazerem os critérios do 
transtorno.
D. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e 
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas 
importantes da vida do indivíduo.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma 
substância (p. ex., medicamento ou álcool) ou a outra condição 
médica (p. ex., lesão cerebral traumática leve) e não é mais bem 
explicada por um transtorno psicótico breve.
Tr. Estresse pós-traumático
Nota: Os critérios a seguir aplicam-se a adultos, adolescentes e 
crianças acima de 6 anos de idade. Para crianças com menos de 
6 anos, consulte os critérios correspondentes a seguir.
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão 
grave ou violência sexual em uma (ou mais) das seguintes 
formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento traumático ocorrido com 
outras pessoas.
3. Saber que o evento traumático ocorreu com familiar ou amigo 
próximo. Nos casos de episódio concreto ou ameaça de morte 
envolvendo um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha 
sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos 
do evento traumático (p. ex., socorristas que recolhem restos de 
corpos humanos; policiais repetidamente expostos a detalhes de 
abuso infantil).
Nota: O Critério A4 não se aplica à exposição por meio de mídia 
eletrônica, televisão, filmes ou fotografias, a menos que tal 
exposição esteja relacionada ao trabalho.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
B. Presença de um (ou mais) dos seguintes sintomas intrusivos 
associados ao evento traumático, começando depois de sua 
ocorrência:
1. Lembranças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias 
do evento traumático.
Nota: Em crianças acima de 6 anos de idade, pode ocorrer 
brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento 
traumático são expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o 
sentimento do sonho estão relacionados ao evento traumático.
Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo 
identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo 
sente ou age como se o evento traumático estivesse ocorrendo 
novamente. (Essas reações podem ocorrer em um
continuum, com a expressão mais extrema na forma de uma 
perda completa de percepção do ambiente ao redor.)
Nota: Em crianças, a reencenação específica do trauma pode 
ocorrer na brincadeira.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a 
exposição a sinais internos ou externos que simbolizem ou se 
assemelhem a algum aspecto do evento traumático.
5. Reações fisiológicas intensas a sinais internos ou externos que 
simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento 
traumático.
C. Evitação persistente de estímulos associados ao evento 
traumático, começando após a ocorrência do evento, conforme 
evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos:
1. Evitação ou esforços para evitar recordações, pensamentos ou 
sentimentos angustiantes acerca de ou associados de perto ao 
evento traumático.
2. Evitação ou esforços para evitar lembranças externas 
(pessoas,lugares, conversas, atividades, objetos, situações) que 
despertem recordações, pensamentos ou sentimentos 
angustiantes cerca de ou associados de perto ao evento 
traumático.
D. Alterações negativas em cognições e no humor associadas ao 
evento traumático começando ou piorando depois da ocorrência 
de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos 
seguintes aspectos:
1. Incapacidade de recordar algum aspecto importante do evento 
traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a 
outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
2. Crenças ou expectativas negativas persistentes e exageradas 
a respeito de si mesmo, dos outros e do mundo (p. ex., “Sou 
mau”, “Não se deve confiar em ninguém”, “O mundo é perigoso”, 
“Todo o meu sistema nervoso está arruinado para sempre”).
3. Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das 
consequências do evento traumático que levam o indivíduo a 
culpar a si mesmo ou os outros.
4. Estado emocional negativo persistente (p. ex., medo, pavor, 
raiva, culpa ou vergonha).
5. Interesse ou participação bastante diminuída em atividades 
significativas.
6. Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos 
outros.
7. Incapacidade persistente de sentir emoções positivas (p. ex., 
incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade, satisfação 
ou amor).
E. Alterações marcantes na excitação e na reatividade 
associadas ao evento traumático, começando ou piorando após 
o evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes 
aspectos:
1. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou 
nenhuma provocação) geralmente expressos sob a forma de 
agressão verbal ou física em relação a pessoas e objetos.
2. Comportamento imprudente ou autodestrutivo.
3. Hipervigilância.
4. Resposta de sobressalto exagerada.
5. Problemas de concentração.
6. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade para iniciar ou manter 
o sono, ou sono agitado).
F. A perturbação (Critérios B, C, D e E) dura mais de um mês.
G. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e 
prejuízo social, profissional ou em outras áreas importantes da 
vida do indivíduo.
H. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma 
substância (p. ex., medicamento, álcool) ou a outra condição 
médica.
Pra todos os casos!!!!
EXAMES COMPLEMENTARES
• Hemograma completo.
• Glicemia de jejum.
• Perfil lipídico (Triglicérides + Colesterol).
• Eletrólitos (Na, K, Ca total, Cai).
• Uréia e Creatina.
• Bilirrubinas.
• Enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT).
• TSH + T4L.
• Teste de gravidez.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
• Prolactina.
• Coagulograma.
• vitaminas B12 e D.
Exame de imagem do encéfalo:
 RNM ou TC sem contraste.
Eletrocardiograma de repouso com D II Longo.
Sorologias: HIV, Sífilis, Hepatite B e C, sempre avisar e solicitar o 
consentimento do paciente.
Benzodiazepínicos
Ansiolíticos (Calmantes), tarja preta.
Atentar para sedação e dependência.
Causa tolerância, abstinência, sensação de prazer.
Estresse agudo → evita benzodiazepínico e debriefing. Pode dar 
medicações sedativas, antipsicóticos, mas evitar bzd. porque 
pode levar a ter tept depois. + terapia.
TEPT → com sintomas depressivos → associa com 
antidepressivo. Psicose → associa com antipsicótico. Pode usar 
benzodiazepínico. + terapia.
Revivescência → vive de novo a cena!
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
RAPS
Lei em 2001 que instituiu que não faz mais tratamento só em 
hospital psiquiátrico. Pacientes atendidos em liberdade. 
Em 2011 tem implantação da RAPS → organiza os serviços para 
atender os pacientes com adoecimento mental. Pensar em 
cuidado em liberdade. Se tiver crise → internação breve.
A RAPS tem como objetivos gerais:
I. Ampliar o acesso a atenção psicossocial da população em 
geral. 
II. Promover a vinculação da pessoas com transtorno mental e 
com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e 
outras drogas e de suas famílias aos pontos de atenção.
III. Garantir a articulação e a integração dos pontos de atenção 
das redes de saúde no território, qualificando o cuidado por 
meio do acolhimento, do acompanhamento contínuo e da 
atenção a urgências. 
Muda de lógica biomédica (cura/testes) para um modelo 
comunitário. 
A reforma psiquiátrica acompanha a reforma sanitária 
(implantação do SUS, etc..). 
3 pontos principais: cuidado em liberdade, lógica comunitária 
(se aproximar do território/população para criar vínculo), oferta a 
todos. 
Componentes da RAPS
Integralidade → questões psíquicas podem agravar 
adoecimentos de ordem física. 
Antigamente paciente de saúde mental era apenas de saúde 
mental, não via outras áreas. Com a RAPS, passou pra um 
cuidado integral → diálogo entre serviços e diferentes pontos da 
rede. 
Trabalha nos diferentes níveis de saúde: 
• AB: prevenção de agravos, promoção de saúde → UBS, 
centros de convivência, estratégia de saúde da família, NASFS, 
consultórios de rua. 
• Nível secundário: CAPS → serviço da crise → centro de 
atenção psicossocial. Se organiza com lógica territorial. Ex: 
CAPS III: acima de 200 000 habitantes.
• Entra em crise → agitação psicomotora (ex: 
ciclando/ rompe com realidade → quadro de mania 
→ expansividade, irritação, se colocando em risco). 
Quando vai abordar a AGITAÇÃO PSICOMOTORA 
→ TRÍADE: aumento do conteúdo verbal, aumento 
do conteúdo motor, não consegue responder a 
intervenções/ perdeu consciência). Agitação 
psicomotora acentuada em casos de mania. 
• Precisa internar → leva pra urgência e emergência 
no hospital GERAL!
• Terciário: SAMU, alas de reabilitação, UPA.
SRT: serviços de residência terapêutica. 
• Casas implantadas no território onde as pessoas que ficavam. 
Internadas muito tempo vão morar. Não é temporária, é fixo, 
diferente do abrigo temporário da atenção primária.
• Até 10 pacientes crônicos em cada SRT. Tem a liberdade de 
sair de casa, cozinhar o que que,..
• 2 técnicos que ficam. 
• Se morrer → fecha a vaga. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) tem como objetivo: 
“Garantir a articulação e a integração dos pontos de atenção das 
redes de saúde no território, qualificando o cuidado por meio do 
acolhimento, do acompanhamento contínuo e da atenção às 
urgências em saúde mental”.
A Rede integra o Sistema Único de Saúde (SUS), composta por 
serviços e equipamentos variados, tais como: os Centros de 
Atenção Psicossocial (CAPS); os Serviços Residenciais 
Terapêuticos (SRT); os Centros de Convivência Cultural, as 
Unidade de Acolhimento (UAs), e os leitos de atenção integral 
(em Hospitais Gerais, nos CAPS III).
Na atenção básica
UBS: porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Centralizador do cuidado!
Núcleo de Apoio a Saúde da Família: estratégia primordial para 
a organização e o fortalecimento da atenção básica. A partir do 
acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas 
em uma área geográfica delimitada, são desenvolvidas ações de 
promoção da saúde e prevenção.
Consultório de Rua: modalidade de serviço da atenção primária 
à saúde, no âmbito da Estratégia Saúde da Família, oferecida 
pelo Sistema Único de Saúde para as populações em situação de 
rua.
Unidades de acolhimento: instituições de caráter transitório, 
que constituem-se como respostas para alguns dos modos de 
fragilidade social,seja quais sejam: a vida na rua, a ruptura dos 
vínculos familiares, sociais, a proteção nas situações de 
ameaças e risco à vida dos usuários, etc.
Centros de convivência e cultura: inclusão social das pessoas 
com transtornos mentais. Surge após a Reforma Psiquiátrica. 
Atenção Secundária ! Atenção Psicossocial 
Estratégica
CAPS → Centros de Atenção Psicossocial.
Os CAPS podem ser de tipo I, II, III, álcool e drogas (CAPSad) e 
infanto-juvenil (CAPSi).
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
L
Atenção Terciária - Atenção de Urgência e 
Emergência
Samu.
UPAS 24 horas: atua como uma estrutura de complexidade 
intermediária entre os serviços prestados pelas Unidades Básicas 
de Saúde e urgências hospitalares, absorvendo assim parte da 
demanda da população pelas emergências de hospitais públicos.
Hospital Geral: oferecem leitos gerais.
Estratégia de Desinstitucionalização
SRT: moradias destinadas a pacientes egressos de hospitais 
psiquiátricos e hospital de custodia (HCTP) que tenham passado 
dois anos ou mais ininterruptos internados nestes hospitais, e 
que não tenham vinculo familiar ou este vinculo esteja 
intensamente prejudicado.
PVC: programa de volta pra casa → inaugura o Programa De 
Volta Para Casa (PVC), que garante o auxílio de reabilitação 
psicossocial para a atenção e o acompanhamento de pessoas 
em sofrimento mental, egressas de internação em hospitais 
psiquiátricos.
A internação psiquiátrica só acontece com laudo médico. 
• Voluntária → paciente entende que precisa da internação.
• Involuntária → não quer ir, mas a equipe médica e familiares 
acham importante ficar recluso. 
• Compulsória → determinada pela Justiça. 
CAPS I: atende pessoas com transtornos mentais graves e 
persistentes e também com necessidades decorrentes do 
uso de crack, álcool e outras drogas de todas as faixas 
etárias. Serviço de atenção a saúde mental em municípios 
com população: de 20 mil até 70 mil habitantes.
 
 
CAPS II: atende pessoas com transtornos mentais graves e 
persistentes, podendo também atender pessoas com 
necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras 
drogas, conforme a organização da rede de saúde local, 
indicado para Municípios com população acima de 70 mil 
habitantes;
 
 
CAPS III: atende pessoas com transtornos mentais graves e 
persistentes. Proporciona serviços de atenção contínua, 
com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados 
e finais de semana, ofertando retaguarda clínica e 
acolhimento noturno a outros serviços de saúde mental, 
inclusive CAPS Ad, indicado para Municípios ou regiões 
com população acima de 200 mil habitantes;
 
 
CAPS AD: atende adultos ou crianças e adolescentes, 
considerando as normativas do Estatuto da Criança e do 
Adolescente, com necessidades decorrentes do uso de 
crack, álcool e outras drogas. Serviço de saúde mental 
aberto e de caráter comunitário, indicado para Municípios ou 
regiões com população de 70 a 200 mil habitantes;
 
 
CAPS AD III: atende adultos ou crianças/adolescentes, 
considerando as normativas do Estatuto da Criança e do 
Adolescente, com necessidades de cuidados clínicos 
contínuos. Serviço com no máximo doze leitos para 
observação e monitoramento, de funcionamento 24 horas, 
incluindo feriados e finais de semana; indicado para 
Municípios ou regiões com população acima de 200 mil 
habitantes;
 
 
CAPS i: atende crianças e adolescentes e jovens (até 25 
anos).com transtornos mentais graves e persistentes e os 
que fazem uso de crack, álcool e outras drogas. Serviço 
aberto e de caráter comunitário indicado para municípios ou 
regiões com população acima de 200 mil habitantes.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
MATRICIAMENTO
Novo modo de produzir saúde em que duas ou mais equipes, 
num processo de construção compartilhada, criam uma proposta 
de intervenção pedagógico-terapêutica.
Objetivo:
• Estruturar o cuidado colaborativo entre saúde mental e atenção 
primária.
• Superar a lógica de encaminhamentos indiscriminados.
• Corresponsabilização entre as equipes de Sáude da família (SF) 
e saúde mental (DM). 
Construção compartilhada.
Equipe de referência (atenção básica) + equipe de apoio matricial. 
Verticalidade x horizontalidade
Horizontalidade → matriciamento.
• Proporcionar a retaguarda especializada da assistência.
• Suporte técnico-pedagógico.
• Vínculo interpessoal e apoio institucional de construção 
coletiva.
• Integrar saúde mental e atenção primária.
Tanto as equipes do NASF (atenção primária) quanto no CAPS 
(atenção secundária) podem ajudar na atenção primária. 
Ex: pedir ajuda de um profissional do NASF para fazer uma visita 
domiciliar em um paciente de saúde mental. 
Agentes comunitários de saúde → importante para fornecer 
informações sobre a família, território..
Nota técnica n3/2020 - DESF/SAPS/MS → a composição de 
equipes multiprofissionais deixa de estar vinculada as tipologias 
de equipes NASF-AB + o gestor municipal passa a ter autonomia 
para compor suas equipes multiprofissionais, definindo os 
profissionais, a carga horária e os arranjos da equipe. 
Quando a equipe de referência deve solicitar apoio matricial? 
• Auxilio para esclarecimento diagnóstico, estruturação de um 
projeto terapêutico e abordagem da família.
• Suporte para realizar intervenções psicossociais específicas da 
atenção primária, como grupos de pacientes com transtornos 
mentais.
• Integração do nível especializado com a atenção primária.
• Apoio em dificuldades nas relações pessoas ou especialmente 
difíceis encontradas na realidade do trabalho diário. 
Pontos importantes na discussão conjunta: 
1. Motivo do matriciamento.
2. Informações sobre o indivíduo, a família e o ambiente.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
3. Dificuldades no manejo e na comunicação.
4. História do problema atual, cronologia, intervenções já 
realizadas, resultados.
5. Configuração familiar: genograma.
6. Social: convívio em grupos, instituições, apoio social, 
situação econômica.
7. Reflexos do caso na equipe referência.
8. Formulação de diagnóstico multiaxial. 
PTS
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um conjunto de propostas 
de condutas terapêuticas articuladas para um indivíduo, uma 
família ou um grupo que resulta da discussão coletiva de uma 
equipe interdisciplinar com Apoio Matricial, se esse for 
necessário. 
Nesse sentido, pode ser utilizado como uma ferramenta do 
processo de integração entre NASF e equipes vinculadas.
Pode ficar só na UBS ou ser ampliado para outros setores. 
Fruto da discussão em quipe.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
TRANSTORNO BIPOLAR
Conceito
Carácter fásico e episódico.
- Episódios de mania e depressão ocorrem de modo 
relativamente delimitado no tempo.
- Períodos de remissão (humor normal, eutímico) e as alterações 
psicopatológicas mais intensas regridem.
Apesar da possibilidade de períodos de remissão mais ou menos 
completa é um transtorno mental grave.
- Prejuízo na qualidade de vida, na produtividade e 
sociabilidade.
- Prejuízo neuropsicológico.
- Risco aumentado de doenças físicas e suicídio.
Epidemiologia
Chance de recorrência alta! 
Risco de suicídio maior em:
- Episódios mistos, ciclagem rápida e TBH com sintomas 
ansiosos.
- Quadros refratários.
- Tratamentos inadequados.
- Comorbidades.
- Transtorno de personalidade do cluster B → 
borderline, histriônica ou narcisista.
- Uso de substâncias → álcool, cocaína, maconha.
Neurobiologia
Relação com sistema límbico e paralímbico → estruturas 
cerebrais interconectadas que estão envolvidas no 
processamento de emoção, definição de metas,..
Estudos mostram influência genética. 
Psicopatologia
humor ou estado de ânimo → estado emocionalbasal e difuso 
em que se encontra a pessoa em determinado momento.
Emoções → reações afetivas momentâneas, agudas, 
desencadeadas por estímulos significativos.
Sentimentos → configurações afetivas estáveis, associadas a 
conteúdos intelectuais, valores e representações.
Afetos → qualidade e o tônus emocional que acompanham uma 
ideia ou representação mental.
Paixões → estado afetivo extremamente intenso, que domina a 
atividade psíquica como um todo, captando e dirigindo a atenção 
e o interesse do indivíduo,..
Rastreamento de depressão
Nas ultimas semanas, você tem se sentido incomodado, triste e 
sem esperança?
Nas ultimas semanas, voce perdeu o interesse ou prazer em fazer 
as coisas (anedonia)?
Positivando as 2 perguntas tem sensibilidade de 90%. 
Episódios bipolares
Pessoas com Transtorno Bipolar podem experienciar episódios 
maníacos, hipomaníacos, depressivos e mistos. 
Episódio maníaco: de acordo com o DSM-IV a mania é definida 
como o humor expansivo ou irritável, durando pelo menos 1 
semana. 
Nos episódios de mania podem estar presentes sintomas 
psicóticos como alucinações, delírios e pensamentos confusos 
e desorganizados, sendo que, esses episódios desestabilizam o 
cotidiano da pessoa. 
Para que um episódio seja definido como mania tem de 
apresentar ao menos 3 dos 7 sintomas abaixo: 
1. Autoestima aumentada ou grandiosidade.
2. Diminuição da necessidade de sono (com 3h de sono o 
indivíduo se sente descansado).
3. Mais falante que o habitual.
4. Fuga de ideias ou sensação que os pensamentos estão 
acelerados.
5. Distrabilidade → atenção facilmente desviada para estímulos 
externos irrelevantes.
6. Aumento sobressalente em desempenhar múltiplas tarefas ou 
desassossego e agitação psicomotora.
7. Envolvimento excessivo em atividades prazerosas com alto 
potencial para consequências desagradáveis como compras 
compulsivas, indiscrições ou imprudências sexuais ou ter 
julgamento deficitário para investimentos financeiros.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Episódio hipomaníaco: a sintomatologia da hipomania se 
assemelha à da mania, porém em graus mais leves, mas ainda 
são perceptíveis a outras pessoas. Não compromete o 
cotidiano do indivíduo ou apresenta sintomas psicóticos. 
Os sintomas da hipomania duram pelo menos 4 dias.
Episódio depressivo: humor deprimido por pelo menos 2 
semanas. Perda de interesse ou prazer em grande parte do 
tempo. Apresenta no mínimo quatro dos seguintes sintomas:
1. Cansaço ou falta de energia.
2. Vagaroso ou mais agitado sem ser capaz de se acalmar.
3. Mudanças notáveis no apetite e peso.
4. Problemas no sono, dormir demais ou dificuldade de dormir.
5. Sentir se inutil ou culpabilizar-se excessivamente.
6. Dificuldade de concentração, pensamento ou tomada de 
decisões.
7. Pensar recorrentemente em suicídio ou morte.
Episódios mistos: episódios de mania e depressão 
simultaneamente por no mínimo uma semana, desestabilizando 
significativamente seu cotidiano. Mudanças de humor rápidas, 
pensamentos culpabilizadores e vontade de suicidar-se, podendo 
ser necessária a internação.
Tipos de TBP
Pode ser dividido em tipo I, tipo II, ciclotímico ou não 
especificado ou misto, quando não se enquadra nas categorias 
anteriores.
Tipo I: claro episódio maníaco ou maníaco psicótico com 
duração de pelo menos uma semana, além da depressão maior 
que pode se estender de 2 semanas a meses.
Tipo II: episódio hipomaníaco com um ou mais episódios 
depressivos maiores, nunca apresentando episódios maníacos 
completos. É comum que esses indivíduos apresentem 
depressão grave. Esse tipo deve ser investigado quando 
aspectos atípicos (relacionamentos caóticos ou abuso de 
substâncias) forem notados → fazer afetivograma.
Ciclotimia: oscilações de humor menos graves. Histórico crônico 
(relato de pelo menos 2 anos) de humor variável entre hipomania 
e sintomas depressivos leves. Geralmente não se apresentam 
voluntariamente aos serviços de saúde e são trazidos por 
tentativa de suicídio, problemas em relações e uso excessivo de 
substâncias. Respondem bem a tratamento medicamentoso.
Não específicado ou misto: sintomas de depressão leve e 
hipomania, mas por um período inferior a 2 anos. Ou apresenta 
episódio de depressão e elevação do humor leves e de curta 
duração, que não pode ser classificado como mania ou 
hipomania.
Fisiopatologia
Alterações nos neurotransmissores como noradrenalina, 
serotonina, dopamina, GABA e glutamato parecem estar 
relacionadas com modificações intracelulares nos neurônios 
corticais, que podem levar a alterações metabólicas desses 
neurônios ou a morte dos mesmos dando origem a alterações de 
humor e estágio de mania e depressão.
Diagnóstico diferencial
Mania secundária por agentes simpaticomiméticos ou 
estimulantes, hipertireoidismos, AIDS ou por distúrbios 
neurológicos. Comum existir abuso de álcool ou outras 
substâncias pelo julgamento prejudicado ou impulsividade 
aflorada, bem como, tentativa de se automedicar e tentar 
combater os distúrbios do sono.
Tratamento
Farmacológico pode diminuir os sintomas em fase aguda → 
primeira linha.
Medicações mais utilizadas → estabilizadores de humor, 
antipsicóticos atípicos e ansiolíticos (benzodiazepinas), que são 
utilizados por curtos períodos para aliviar ansiedade, inquietação, 
pânico ou insônia. Antidepressivos se associados a 
estabilizadores de humor.
Lítio é um estabilizador de humor que é usado como tratamento e 
profilaxia do TBP, ajudando a diminuir o número de casos de 
suicídio.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Terapia pode aumentar qualidade de vida. Casos mais graves e 
resistentes a medicamento → eletroconvulsoterapia (ECT) → 
eficaz para estabilizar o humor e evitar suicídios, uma vez que, a 
ECT reduz a depressão grave e ajuda a prevenir sintomas de 
outros episódios.
Exame psíquico
Aparência geral
Descrição completa e detalhada da aparência do paciente.
HIPERTÍMICO:
Postura geral → excessivamente ativa.
Apresentação → roupas muito coloridas e chamativas, muito 
curtas e decotadas.
Atitude global → desinibida, expansiva, irônica, arrogante, 
sedutora, hostil.
Contato → pode ser extremamente fácil ou, eventualmente, 
difícil.
HIPOTÍMICO:
Postura geral → passiva, apática, indiferente.
Apresentação → descuidada, roupas desalinhadas ou sujas, ma 
higiene.
Atitude global → inibida, indiferente.
Contato → pode ser difícil.
Ana de Luca
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
Grupo de condições caracterizadas pela ansiedade idiopática 
acompanhada de sintomas psicológicos (ex.: alterações de 
pensamento) e somáticos (ex.: taquicardia e sudorese).
A diferença entre a ansiedade “normal” e a patológica pode ser 
vista no grau de interferência na funcionalidade do indivíduo. 
Os transtornos de ansiedade apresentam alta prevalência na 
população sendo os mais comuns entre os transtornos 
psiquiátricos.
O estado de ansiedade patológica corresponde ao acionamento 
inadequado do sistema de resposta ao estresse (luta ou fuga) 
associado com uma variedade de respostas dos sistema 
cognitivo, motor, neuroendócrino e autonômico, envolvendo 
assim não apenas o sistema simpático. 
A pessoa que sofre com os transtornos de ansiedade se sente 
como um indivíduo normal (não ansioso) se sente em situações 
de risco. A diferença é que a pessoa com ansiedade em crise não 
está em situação de risco.
Os transtornos relacionados à ansiedade incluem: 
• Fobia específica.
• Transtorno de ansiedade social.
• Transtorno do pânico.
• Agorafobia.
• Transtorno de ansiedade generalizada (TAG).
Etiologia
Embora suas causas não sejam completamente conhecidas, 
múltiplos fatores podem estar relacionados aos seu surgimento, 
entre eles fatores genéticos, ambientais, eventos traumáticos, 
fatores psiquiátricos ou condições médicas gerais. 
A maioria das pessoas comtranstornos de ansiedade 
apresentam um ou mais sintomas somáticos, como: 
• Palpitações, sudorese, dor torácica. 
• Dispneia ou sensação de estar sufocado.
• Dispepsia, inchaço abdominal, náusea.
• Diarreia.
• Frequência ou urgência urinária.
• Cefaleia, tonturas e pré-síncope. 
• Parestesias, tremor, entre outros.
Podem ser ordenados em dois grandes grupos: 
1. Ansiedade constante e permanente, onde se enquadra a TAG; 
2. Crises de ansiedade, que cursam com períodos discretos de 
sintomas agudos no qual há elevação abrupta da ansiedade, 
associada a pensamentos de medo e sintomas somáticos 
(“início crescente”), que normalmente se resolvem no período 
de uma hora, onde se enquadra a Síndrome do Pânico .
Round Clínico 1
Paciente G. B., sexo masculino, 23 anos, estudante de direito, 
refere que há três semanas ficou preso no elevador da faculdade 
durante cerca de 10 minutos. Enquanto estava no elevador, 
começou a sentir falta de ar, aperto no peito, coração batendo 
forte e acelerado e dormência no braço esquerdo. O paciente 
relata que os sintomas foram tão fortes que achou que fosse 
morrer, sendo preciso ser levado ao serviço de pronto 
atendimento próximo à faculdade por um colega. Os exames 
realizados no serviço não mostraram alterações e os sinais vitais 
dentro da normalidade. Refere que sempre teve medo de lugares 
fechados e que dificilmente andava de elevador sozinho. 
Questionado sobre as semanas seguintes, o paciente relata ter 
mantido suas atividades diárias, mas que não anda mais de 
elevador porque tem medo de ter outra crise. 
Quais características presentes no caso clínico podem ser 
relacionadas aos transtornos de ansiedade?
Os sinais e sintomas do caso clínico permitem a consideração de 
qual(is) hipótese(s) diagnóstica(s)?
Transtornos
Fobia Específica
A pessoa torna-se apreensiva, ansiosa ou se esquiva de objetos 
ou situações circunscritos. 
A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas de outro 
transtorno mental. Medo, ansiedade ou esquiva é quase sempre 
imediatamente induzido pela situação fóbica, até um ponto em 
Ana de Luca
que é persistente e fora de proporção em relação ao risco real 
que se apresenta.
Transtorno de Ansiedade Social (Fobia 
Social)
A pessoa é temerosa, ansiosa ou se esquiva de interações e 
situações sociais que envolvem a possibilidade de ser avaliado. A 
ideação cognitiva associada é a de ser avaliado negativamente 
pelos demais, ficar embaraçado, ser humilhado ou rejeitado ou 
ofender os outros.
Transtorno do Pânico
A pessoa experimenta ataques de pânico inesperados 
recorrentes e está persistentemente apreensivo ou preocupado 
com a possibilidade de sofrer novos ataques ou alterações 
desadaptativas em seu comportamento devido aos ataques de 
pânico. 
Os ataques de pânico são ataques abruptos de medo intenso ou 
desconforto intenso que atingem um pico em poucos minutos, 
acompanhados de sintomas físicos e/ou cognitivos. 
A pessoa apresenta ainda ansiedade antecipatória, que consiste 
no sofrimento psíquico contínuo provocado pela preocupação 
com o próximo ataque de pânico ou com seus efeitos.
Agorafobia
As pessoas com agorafobia são apreensivas e ansiosas acerca 
de situações como usar transporte público, estar em espaços 
abertos, fechados, filas, multidões ou fora de cada sozinho em 
outras situações. 
A pessoa teme essas situações devido aos pensamentos de que 
pode ser difícil escapar ou de que pode não haver auxílio 
disponível caso tenha sintomas do tipo pânico, incapacitantes ou 
constrangedores. 
A agorafobia é diagnosticada independentemente da presença de 
transtorno de pânico. Se a apresentação de um indivíduo satisfaz 
os critérios para transtorno de pânico e agorafobia, ambos os 
diagnósticos devem ser dados.
Ana de Luca
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
Condição mais heterogênea, caracterizada pela presença de 
ansiedade clinicamente significativa e sintomas somáticos 
associados a pelo menos 6 meses ou mais. 
A TAG tem como características principais a ansiedade e 
preocupação persistentes e excessivas acerca de vários 
domínios, incluindo desempenho no trabalho e escolar, que o 
indivíduo encontra dificuldade em controlar. 
A pessoa experimenta sintomas físicos, incluindo inquietação ou 
sensação de “nervos à flor da pele”; fatigabilidade; dificuldade de 
concentração ou “ter brancos”; irritabilidade; tensão muscular; e 
perturbação do sono.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões. 
- Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens 
recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos 
e indesejados. 
- Compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais 
que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a 
uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser 
aplicadas rigidamente.
Tratamento
Tripé: tratamento medicamentoso + tratamentos psicossociais + 
psicoeducação.
Medicamentoso
Os medicamentos mais utilizados no tratamento do transtorno de 
pânico, com excelente grau de evidência, são os antidepressivos 
e os benzodiazepínicos. 
Entre os antidepressivos, os inibidores seletivos da recaptação de 
serotonina (ISRSs) são considerados os medicamentos de 
primeira linha. Além dos ISRSs, outros antidepressivos de ação 
serotonérgica se mostram eficazes no tratamento dos transtornos 
de ansiedade. 
Atualmente, os antidepressivos de ação dual vêm ganhando 
espaço no tratamento dos transtornos de ansiedade, como a 
venlafaxina, especialmente no tratamento do TAG, TEPT e fobia 
social.
Ana de Luca
Os benzodiazepínicos são a segunda classe de fármacos mais 
importante no tratamento dos transtornos de ansiedade. 
Entretanto, essas drogas causam importantes efeitos colaterais, 
como sedação, amnésia anterógrada e, principalmente, 
dependência e tolerância. 
Por serem ansiolíticos de início rápido, são ótimas drogas para 
alívio imediato de quadros de ansiedade, porém não tão 
adequadas para o tratamento prolongado exigido nesses 
transtornos. 
O uso pontual e temporário de benzodiazepínicos pode ser feito 
quando há exacerbação aguda dos sintomas e, eventualmente, 
no início do tratamento com antidepressivos, fase em que eles 
ainda não fizeram efeito ou até levaram à piora inicial da 
ansiedade.
Filme	mostra	o	quadro	de	mania	- se	formos	fazer	um	exame	psíquico	desse	paciente:
Paciente	tem	uma	fase	depressiva	severa	ao	ponto	de	uma	enfermeira	ter	que	dar	banho	nele•
Vemos	a	síndrome	maníaca:	agitação	psicomotora,	gastos	excessivos,	sexualizado•
TRANSTORNO	BIPOLAR
INTRODUÇÃO
As	alterações	de	comportamento	são	atribuídas	desde	a	época	de	Hipócrates.
Mas	só	mais	tarde,	no	século	1	se	dá	o	nome	de	mania.
Alterações	de	comportamento	pode	ser	alguma	alteração	orgânica	ou	psiquiátrica.	Dentro	das	
psiquiátricas,	as	alterações	de	psicose	ou	são	demência	precoce	(esquizofrenia)	ou	psicose	maníaco	
depressiva	que	é	a	psicose	cíclica.
CONCEITO
Caráter	fásico	e	episódico
Episódios	de	mania	e	depressão	correm	de	modo	relativamente	delimitado	no	tempo○
Períodos	de	remissão	(humor	normal,	eutímico)	e	as	alterações	psicopatológicas	mais	
intensas	regridem
○
•
Apesar	da	possibilidade	de	períodos	de	remissão	mais	ou	menos	completa	é	um	transtorno	
mental	grave
Prejuízo	na	qualidade	de	vida,	na	produtividade	e	sociabilidade○
Prejuízo	neuropsicológico	(atenção	,memória,	concentração)○
Risco	aumento	de	doenças	físicas	e	suicídio	(não	mede	riscos)○
•
EPIDEMIOLOGIA
Idade	média	de	início:	21	anos•
Chance	de	recorrência:•
THB	em	adultos
Prevalência	na	vida	adulta	1,02%○
Na	cidade	de	SP
Nos	últimos	12	meses:	1,5%	- dentro	dessa	população	65,4%	desses,	1,5%	são	casos	
graves,	por	isso	é	muito	importante	diagnosticar	e	tratar
§
○
•
Maior	risco	de	suicídio:
Episódios	mistos,	ciclagem	rápida,	THB	com	sintomas	ansiosos○
Quadros	refratários○
Tratamentos	inadequados○
Comorbidades:	transtornos	da	personalidadecluster	B:	borderline,	histrionica	ou	
narcisista	ou	uso	de	substancias:	álcool,	cocaína	ou	maconha	- isso	piora	o	prognostico	do	
paciente	aumentando	o	risco	de	suicídio
○
•
NEUROBIOLOGIA
Relação	com	o	sistema	límbico	e	paralímbico.
Ainda,	fatores	genéticos,	em	uma	população	homogênea	para	fatores	ambientais,	explicam	cerca	de	
90%	da	variabilidade	para	a	ocorrência	do	transtorno.
PSICOPATOLOGIA
Cinco	tipos	básicos	de	vivencias	afetivas
RASTREAMENTO	DA	DEPRESSÃO
Perda	de	interesse	para	fazer	as	coisas	=	anedonia.
Não	é	tão	específico,	para	saber	se	a	pessoa	está	deprimida	vamos	precisar	continuar	investigando.
A	hipotímia	se	aproxima	do	quadro	depressivo.
Qualquer	pessoa	pode	variar	o	humor.
Quando	alguém	fica	deprimido	o	sentimento	de	tristeza	ultrapassa	o	limite	- mas	que	limite	é	esse?	
Que	limite	é	esse	para	dizer	que	a	pessoa	está	depressiva	e	não	triste?	Vários	outros	sintomas	vem	
acompanhado,	o	limite	disso	é	quando	eu	tenho	um	prejuízo	funcional,	prejuízo	em	relação	a	
vivencia	acadêmica,	não	consegue	trabalhar,	se	relacionar	por	conta	dos	sintomas,	várias	áreas	da	
vida	comprometidas.
Com	o	excesso	a	mesma	coisa,	se	o	hipertímico	passa	do	limite	(prejuízo	funcional)	digo	que	a	pessoa	
está	em	mania.
Algumas	pessoas	podem	apresentar	sintomas	de	mania	e	depressão	ao	mesmo	tempo,	isso	
chamamos	de	episódio	misto.	
Oscilações	acontecendo	mais	de	4	vezes	em	um	ano	=	ciclagem	rápida.
A	insônia	em	uma	depressão	melancólica	encontramos	a	insônia	terminal	- pessoa	desperta	algumas	
horas	antes	do	que	precisa.
Depressão	atípica	- hipersonia.
Na	mania	temos	uma	diminuição	na	perda	de	sono	- dormir	é	perda	de	tempo.
Estupor	a	pessoa	mal	se	mexe.
Na	depressão,	geralmente	é	plena,	a	pessoa	sabe	que	está	deprimida.
No	quadro	de	mania,	geralmente	é	parcial,	a	pessoa	percebe	que	está	com	mais	energia.	Em	alguns	
casos,	como	na	mania	psicótica	=	ausente.
O	depressivo	está	sofrendo,	é	muito	mais	fácil	ele	perceber	e	procurar	ajuda.	O	maníaco	não,	ele	não	
se	sente	nem	um	pouco	doente,	quando	está	na	fase	de	mania	está	no	melhor	momento	da	vida	
dela.
Nas	duas	situações	a	pessoa	tem	prejuízo	do	pragmatismo.
SÍNDROME	DEPRESSIVA
Conjunto	de	sinais	e	sintomas	depressivos.	A	partir	do	humor	deprimido	eu	tenho	6	alterações.
Depressão	é	um	quadro	heterogêneo.
SÍNDROME	MANÍACA
Tudo	parte	no	humor	elevado	ou	irritável.
CRITÉRIOS	DIAGNÓSTICOS
CID-10:
DEPRESSÃO	UNIPOLAR
É	o	transtorno	de	depressão	maior.	Que	só	oscila	para	baixo.
T	BIPOLAR	I
Além	dos	episódios	depressivos	tenho	episódios	de	mania,	episódios	mistos,	depressão	pós	estagio	
de	mania	- depressão	pós	psicose.
T	BIPOLAR	II
Depressão,	depois	melhora	e	o	paciente	entra	em	hipomania:
T	BIPOLAR	III
Paciente	faz	alguns	episódios	de	depressão	- em	algum	momento	durante	o	tratamento	ele	passa	da	
eutimia	para	a	euforia,	não	chega	a	fazer	uma	mania	- hipomania	induzida	pelo	ADT.
1	hora	e	4
T	CICLOTIMICO
Alterações	contínuas	e	isso	é	persistente	- paciente	quase	não	fica	estável.
TEMPERAMENTO	HIPERTÍMICO/TEMPERAMENTO	HIPOTÍMICO
Pessoas	que	são	mais	aceleradas	mesmo	e	não	chegam	a	se	desorganizar	(hipertímico)	ou	o	
contrário.
CICLAGEM	RÁPIDA
Tem	mais	de	4	episódios	de	depressão	ou	de	mania	em	1	ano.
TRATAMENTO	- ORIENTAÇÕES	GERAIS
Objetivos
Curto	prazo
Tratamentos	dos	episódios	depressivos,	maníacos	ou	mistos	e	das	condições	associadas	
com	ciclagem	rápida
○
•
Longo	prazo
Profilaxia	das	recorrências	de	episódios	depressivos	ou	maníacos	uma	vez	estando	em	
remissão	do	último	episódio	de	humor
○
•
Cenários	de	tratamento
Ambulatório/UBS•
CAPS•
P.S.•
Internação•
TRATAMENTO	- TERAPIAS	FARMACOLÓGICAS
Tratamos	com	estabilizador	de	humor.
LÍTIO
ÁCIDO	VALPRÓICO
Muito	prescrito	nos	EUA	- é	um	anticonvulsivante•
Indicação	bem	estabelecida	para	mania	aguda•
SITUAÇÕES	ESPECIAIS
PSICOEDUCAÇÃO
O	maior	desafio	é	que	essa	pessoa	entenda	que	ela	precisa	se	tratar,	pois	a	pessoa	que	tem	mania	
não	entende	que	está	doente.
C
Transtorno	bipolar
17/09/21 13:53
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
TRANSTORNOS PSICÓTICOS E ANTIPSICÓTICOS
Esquizofrenia
Demência praecox, descrita inicialmente por Emil Kraepelin ,final 
do século XIX, posteriormente Bleuler, entre 1908 e 1911, 
rebatizou a doença como esquizofrenia.
Epidemiologia
• Prevalência na população geral 1%
• Prevalência maior entre homem na razão 1,4:1.
• Maior incidência entre migrantes, além de predominância em 
áreas urbanas.
• Causas de mortalidade: risco de suicídio é de 5%.
Quadro clínico
Predomínio de homens para formas mais precoces.
Predomínio de mulheres para formas tardias, acima dos 40 anos 
→ hipótese de que o estrógeno seja um fator protetor.
Período prodrômico:
• Sintomas inespecíficos.
• Alterações do afeto → afeto aplainado.
• Alterações na cognição.
• Alterações na sensopercepção.
• Queixas somáticas.
• Mudança no comportamento.
Abaixo de 16 anos → início precoce. 
Maioria do início da vida adulta (16-24); Outro pico com 60 anos 
(maior em mulheres).
Mais de um gene envolvido. Esses genes tem uma concordância, 
mas não são extremamente específicos.
Diagnóstico
A. Dois (ou mais) dos itens a seguir, cada um presente por uma 
quantidade significativa de tempo durante um período de um mês 
(ou menos, se tratados com sucesso). Pelo menos um deles deve 
ser (1), (2) ou (3):
1. Delírios.
2. Alucinações.
3. Discurso desorganizado.
4. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico.
5. Sintomas negativos (i.e., expressão emocional diminuída ou 
avolia).
B. Por período significativo de tempo desde o aparecimento da 
perturbação, o nível de funcionamento em uma ou mais áreas 
importantes do funcionamento, como trabalho, relações 
interpessoais ou autocuidado, está acentuadamente abaixo do 
nível alcançado antes do início (ou, quando o início se dá na 
infância ou na adolescência, incapacidade de atingir o nível 
esperado de funcionamento interpessoal, acadêmico ou 
profissional).
C. Sinais contínuos de perturbação persistem durante, pelo 
menos, seis meses. Esse período de seis meses deve incluir no 
mínimo um mês de sintomas (ou menos, se tratados com 
sucesso) que precisam satisfazer ao Critério A (i.e., sintomas da 
fase ativa) e pode incluir períodos de sintomas prodrômicos ou 
residuais. Durante esses períodos prodrômicos ou residuais, os 
sinais da perturbação podem ser manifestados apenas por 
sintomas negativos ou por dois ou mais sintomas listados no 
Critério A presentes em uma forma atenuada (p. ex., crenças 
esquisitas, experiências perceptivas incomuns).
D. Transtorno esquizoafetivo e transtorno depressivo ou 
transtorno bipolar com características psicóticas são 
descartados porque 1) não ocorreram episódios depressivos 
maiores ou maníacos concomitantemente com os sintomas da 
fase ativa, ou 2) se episódios de humor ocorreram durante os 
sintomas da fase ativa, sua duração total foi breve em relação 
aos períodos ativo e residual da doença.
E. A perturbação pode ser atribuída aos efeitos fisiológicos de 
uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra 
condição médica.
F. Se há história de transtorno do espectro autista ou de um 
transtorno da comunicação iniciado na infância, o diagnóstico 
adicional de esquizofrenia é realizadosomente se delírios ou 
alucinações proeminentes, além dos demais sintomas exigidos 
de esquizofrenia, estão também presentes por pelo menos um 
mês (ou menos, se tratados com sucesso).
Tratamento
Casos agudos:
1. Monoterapia com antipsicóticos.
Ajuste de dose até a maxima tolerada.
2. Tentar 2 antipsicóticos em dose máxima tolerada e em 
monoterapia).
3. Clozapina.
Ana de Luca
4. Combinação de antipsicóticos e outras substâncias 
(antidepressivos).
5. ECT.
Symptoms of schizophrenia are referred to as posi3ve or nega3ve. That 
doesn't mean that some are good and some are bad. Posi%ve 
symptoms are those that are present in someone with schizophrenia 
that someone without schizophrenia or another mental health condi3on 
would not experience. 
Posi%ve: 
• Delusions → false beliefs that don’t make sense in the context of a 
person’s culture. Can’t be convinced that their beliefs aren’t real. 
• Hallucina%ons → false sensory experiences that have no basis in the 
external world. Psycho3c hallucina3ons occur when the person is fully 
awake and not under the influence of alcohol or illicit drugs. Auditory 
hallucina3ons (hearing voices) and visual hallucina3ons (seeing things) 
are the most common, but a person can hallucinate a touch (for 
example, bugs crawling on the skin), taste, or smell. 
• Disorganized speech → words are not linked together based on the 
normal rules of language. 
• Disorganized behavior → not goal-directed and don’t make sense in 
context. 
Nega%ve symptoms means that the person is experiencing an absence 
or reduc3on of certain traits that are oKen present in healthier 
individuals. 
• Fla8ened affect → appear emo3onless or have a very limited range of 
emo3ons. They show liLle response to emo3onal or disturbing 
situa3ons or images. 
• Anhedonia → lack of joy in things that used to bring them pleasure. 
• Reduced speech → speaking no3ceably less than they used to. This 
par3cular symptom could also be observed as someone speaking less 
fluently than before. 
• Lack of ini%a%ve → the loss of will to do things. 
Cogni%ve symptoms → not used to diagnose schizophrenia, but some 
are fairly common with the condi3on. 
• Difficulty maintaining aLen3on. 
• Memory problems on working memory (use to keep things in your 
head for ac3ve processing, like the digits of a phone number you’re 
about to dial). 
• Difficulty planning and structuring ac3vi3es - caused by reduced 
execu3ve func3on → execu3ve func3on is a set of mental processes 
that allows us to iden3fy the steps needed to complete a task and 
then execute them in a proper order. 
• Lack of insight → specific cogni3ve blind spot that prevents them from 
understanding that they are ill. 
Diagnosis → Presence of at least two of the following symptom types 
(with at least one of the symptoms being in the top three listed here): 
1. Delusions. 
2. Hallucina3ons. 
3. Disorganized speech. 
4. Disorganized behavior. 
5. Nega3ve symptoms. 
The symptoms are to be experienced for at least six months, with the 
psycho3c features (the top three listed above) being present for at least 
one month. 
The person experiences significant problems with work and social 
func3oning as a result of their symptoms. 
Other symptoms: variety of other symptoms that can oKen be found in 
people with schizophrenia. 
• Distrac3bility. 
• Anger. 
• Anxiety. 
• Depression. 
• Lack of insight. 
• Sleep disturbances. 
• Substance use (especially tobacco use). 
Transtorno psicótico breve
A. Presença de um (ou mais) dos sintomas a seguir. Pelo menos 
um deles deve ser (1), (2) ou (3):
1. Delírios.
2. Alucinações.
3. Discurso desorganizado (p. ex., descarrilamento ou incoerência 
frequentes).
4. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico.
Nota: Não incluir um sintoma que seja um padrão de resposta 
culturalmente aceito.
B. A duração de um episódio da perturbação é de, pelo menos, 
um dia, mas inferior a um mês, com eventual retorno completo a 
um nível de funcionamento pré-mórbido.
Ana de Luca
C. A perturbação não é mais bem explicada por transtorno 
depressivo maior ou transtorno bipolar com características 
psicóticas, por outro transtorno psicótico como esquizofrenia ou 
catatonia, nem se deve aos efeitos fisiológicos de uma 
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra 
condição médica.
Não tem sintomas negativos. 
Callled Brief Psycho%c Disorder. 
Psycho3c symptoms that come on suddenly but last only for a short 3me 
-- less than 1 month. AKer that, people usually recover completely. 
There are three basic forms of brief psycho3c disorders: 
1. Brief Psycho3c Disorder with obvious stressor (brief reac%ve 
psychosis) → happens shortly aKer a trauma or major stress, such as 
death of a loved one, an accident, assault, natural disaster. 
2. Brief Psycho3c Disorder without obvious stressor: no apparent 
trauma or stress that triggers it. 
3. Brief Psycho3c Disorder with postpartum onset: usually within 4 
weeks of delivery. 
Transtorno esquizoafetivo
A. Um período ininterrupto de doença durante o qual há um 
episódio depressivo maior ou maníaco concomitante com o 
Critério A da esquizofrenia.
Nota: O episódio depressivo maior deve incluir o Critério A1: 
humor deprimido.
B. Delírios ou alucinações por duas semanas ou mais na 
ausência de episódio depressivo maior ou maníaco durante a 
duração da doença ao longo da vida.
C. Os sintomas que satisfazem os critérios para um episódio de 
humor estão presentes na maior parte da duração total das fases 
ativa e residual da doença.
D. A perturbação não pode ser atribuída aos efeitos de uma 
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra 
condição médica.
Determinar o subtipo:
295.70 (F25.0) Tipo bipolar: Esse subtipo aplica-se se um 
episódio maníaco fizer parte da apresentação. Podem também 
ocorrer episódios depressivos maiores.
295.70 (F25.1) Tipo depressivo: Esse subtipo aplica-se se 
somente episódios depressivos maiores fizerem parte da 
apresentação. 
Associa estabilizador de humor ao tratamento. 
Called Schizoaffective Disorder: chronic mental health condition 
that involves symptoms of both schizophrenia and a mood 
disorder like major depressive disorder or bipolar disorder.
Transtorno psicótico induzido por substância
A. Presença de pelo menos um dos sintomas a seguir:
1. Delírios.
2. Alucinações.
B. Existe evidência na história, no exame físico ou nos achados 
laboratoriais de (1) e (2):
1. Os sintomas do Critério A se desenvolveram durante ou logo 
após intoxicação por uma substância ou abstinência ou após 
exposição a um medicamento.
2. A substância/medicamento envolvida é capaz de produzir os 
sintomas do Critério A.
C. A perturbação não é mais bem explicada por um transtorno 
psicótico não induzido por substância/medicamento. Essas 
evidências de um transtorno psicótico independente podem 
incluir:
Os sintomas antecederam o aparecimento do uso de substância/
medicamento; os sintomas persistem por um período de tempo 
substancial (p. ex., cerca de um mês) após o término da 
abstinência aguda ou intoxicação grave; ou há outras evidências 
de um transtorno psicótico independente não induzido por 
substância/medicamento (p. ex., história de episódios recorrentes 
não relacionados a substância/medicamento).
D. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de 
delirium.
E. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou 
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas 
importantes da vida do indivíduo.
Ana de Luca
Substance/medica%on-induced psycho%c disorder, also known as toxic 
psychosis, alcohol-induced psychosis, and drug-induced psychosis, is the 
diagnos3c name for a specific mental health condi3on where an 
individual experiences hallucina3ons, delusions, or both within a month 
of using or withdrawing from prescrip3on drugs,illegal drugs, and/or 
alcohol. 
Catatonia associada a outro transtorno 
mental
A. O quadro clínico é dominado por três (ou mais) dos sintomas a 
seguir:
1. Estupor (i.e., ausência de atividade psicomotora; sem relação 
ativa com o ambiente).
2. Catalepsia (i.e., indução passiva de uma postura mantida 
contra a gravidade).
3. Flexibilidade cérea (i.e., resistência leve ao posicionamento 
pelo examinador).
4. Mutismo (i.e., resposta verbal ausente ou muito pouca [excluir 
com afasia conhecida]).
5. Negativismo (i.e., oposição ou resposta ausente a instruções 
ou a estímulos externos).
6. Postura (i.e., manutenção espontânea e ativa de uma postura 
contrária à gravidade).
7. Maneirismo (i.e., caricatura esquisita e circunstancial de ações 
normais).
8. Estereotipia (i.e., movimentos repetitivos, anormalmente 
frequentes e não voltados a metas).
9. Agitação, não influenciada por estímulos externos.
10. Caretas.
11. Ecolalia (i.e., imitação da fala de outra pessoa).
12. Ecopraxia (i.e., imitação dos movimentos de outra pessoa).
Catatonic schizophrenia affects the way you move in extreme ways. You 
might stay totally s3ll and mute. Or you might get hyperac3ve for no 
reason. The new name for this condi3on is schizophrenia with catatonic 
features or schizophrenia with catatonia. 
Common symptoms include: 
• Not moving. 
• Not talking. 
• Sluggish response. 
• Staring. 
• Parro3ng someone’s movements or speech over and over. 
• Tapping feet or other repeated movements. 
Transtorno delirante
A. A presença de um delírio (ou mais) com duração de um mês 
ou mais.
B. O Critério A para esquizofrenia jamais foi atendido.
Nota: Alucinações, quando presentes, não são proeminentes e 
têm relação com o tema do delírio (p. ex., a sensação de estar 
infestado de insetos associada a delírios de infestação).
C. Exceto pelo impacto do(s) delírio(s) ou de seus 
desdobramentos, o funcionamento não está acentuadamente 
prejudicado, e o comportamento não é claramente bizarro ou 
esquisito.
D. Se episódios maníacos ou depressivos ocorreram, eles foram 
breves em comparação com a duração dos períodos delirantes.
E. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma 
substância ou a outra condição médica, não sendo mais bem 
explicada por outro transtorno mental, como transtorno 
dismórfico corporal ou transtorno obsessivo-compulsivo.
Educação continuada
Antipsicóticos
Características dos antipsicóticos típicos:
• Também podem ser chamados de convencionais ou de primeira 
geração.
• Principal mecanismo de ação é o antagonismo 
dopaminérgico.
• Bloqueando receptores D2.
• Quanto mais intenso o bloqueio dopaminérgico, mas incisivo 
(Forte) é o antipsicótico e também mais intenso são os efeitos 
colaterais.
Ana de Luca
Atypical → newer, weaker D2 receptor antagonism and stronger 
5-HT2, α, and H1 antagonism.
Antipsychotics target dopaminergic neurons: specific pathways 
affected include:
• Nigrostriatal (extrapyramidal motor).
• Mesolimbic (mood and reward).
• Tuberoinfundibular (prolactin release).
Typical Antipsychotics Overview
Neurolep3cs. 
Two types → high potency and low potency. 
Highly fat soluble → stored for long 3me in body fat. 
High potency - low dose needed (more movement side-effects) 
• Haloperidol. 
• Trifluoperazine. 
• Fluphenazine. 
Low potency - high dose needed (more an3-cholinergic side-effects). 
• Thioridazine. 
• Chlorpromazine. 
Intoxicação dos antipsicóticos → sinais parecidos com 
Parkinson. 
Toxicity → high potency 
↑ extrapyramidal system (EPS) side effects due to high affinity for 
D2 receptor. 
Early onset/reversible symptoms: 
4 hours = acute dystonia → spasm of face, neck, tongue, and extraocular 
muscles. 
intermediate-onset symptoms (days to weeks): 
Parkinsonism → muscle rigidity, bradykinesia, tremor, and shuffling gait. 
Akathisia → urge to move. 
Late onset/irreversible symptoms: 
4 months = tardive dyskinesia → involuntary, repe33ve movements of 
facial, tongue, and neck muscles. Likely caused by chronic D2 receptor 
antagonism; an3cholinergics worsen! Must reduce dose or switch to an 
atypical an3psycho3c. Can be treated with diphenhydramine or 
benztropine. 
↓ non-specific side effects (SE). 
Ana de Luca
Diminui a a3vidade do córtex pré-frontal → diminui as funções 
execu3vas. quando acontece na via mesolímbica é o que quer, na via 
mesocor3cal não é tão bom. 
Negative symptoms
Sintomas Extrapiramidais
Hiperprolactinemia
Pedir exame de prolactina antes de dar antipsicótico!
Ação anticolinérgica
Toxicity → low potency 
↓ EPS SEs 
↑ non-specific SEs → due to low affinity to D2 receptors and high 
concentra3ons needed to achieve effect. 
Muscarinic receptor antagonism → dry mouth and cons3pa3on + vision 
problems. 
Ana de Luca
α receptor antagonism → orthosta3c hypotension + sexual dysfunc3on. 
Histamine receptor antagonism → seda3on. 
Chlorpromazine → corneal deposits. 
Thioridazine → re3nal deposits. 
Endocrine side effects → dopamine normally inhibits prolac3n 
secre3on; therefore, antagonism of receptor may result 
in hyperprolac3nemia→ galactorrhea. 
Neurolep3c malignant syndrome (NMS). 
Atypical Antipsychotics Overview
Mechanism → antagonist at 5-HT2, α, H1, and dopamine 
receptors.
Clinical use → schizophrenia → both positive and negative 
symptoms.
Representantes e Doses importantes
Colateral effects
• Síndrome Neuroléptica maligna. 
Emergência neurológica com risco de vida associada ao uso de 
agentes antipsicóticos (neurolépticos) e caracterizada pela 
tétrade clínica: alteração do estado mental, rigidez, febre e 
disautonomia. 
Embora não exista um teste diagnóstico para SMN, um consenso 
internacional multiespecialidade publicou critérios de diagnóstico 
para SMN em 2011.
	 Exposição ao antagonista da dopamina ou retirada do 
agonista da dopamina nas últimas 72 horas
	 Hipertermia (> 38,0 ° C em pelo menos 2 ocasiões)
	 Rigidez
	 Alteração do estado mental
	 Elevação da creatinaquinase (pelo menos 4 vezes o 
limite superior do normal)
	 Disautonomia
	 Hipermetabolismo
	 Investigação negativa para causas infecciosas, tóxicas, 
metabólicas ou neurológicas
• Distonia.
Ana de Luca
• Sintomas extrapiramidais.
Os sistemas piramidal e extrapiramidal são cadeias de neurônios 
do Sistema Nervoso Central ligadas aos movimentos do corpo 
humano. 
O primeiro é responsável pela movimentação voluntária, por isso, 
lesões nesse sistema podem causar paralisia ou perda de força. 
Já o sistema extrapiramidal é responsável pela parte automática, 
ou seja, movimentos feitos sem pensar, como os necessários 
para falar ou caminhar….
• Discinesia Tardia.
Não controla os movimentos. Não percebe que está fazendo.
• Acatisia. 
• Hiperprolactinemia. 
• Sedação. 
• Alargamento de QT. 
Antipsicótico Segunda Geração
Também bloqueia 5HT2a serotoninérgico.
O bloqueio desse receptor na região mesolímbica leva a uma 
inibição da liberação da dopamina. Tem efeito psicótico sem 
precisar bloquear muitos receptores. Então não tem efeitos do 
bloqueio dopaminérgico, porque so diminui a liberação na fenda. 
Bloqueia + diminui liberação. 
Quetiapina
Em dose pequena, tem efeito de bloqueio histaminérgico forte → 
até 50mg usa pra dar sono. Hipnótico.
Dose intermediária → acrescenta efeitos como inibição da 
recaptação de noradrenalina, ação em 5HT1 E 5HT2a → efeito 
antidepressivo.
A partir de 600mg → antipsicótico → bloqueio dopaminérgico. 
Efeitos colaterais
• Síndrome Neuroléptica maligna. 
• Distonia. 
• Sintomas extrapiramidais. 
• Discinesia Tardia. 
• Hiperprolactinemia. 
• Sedação. 
• Alargamento de QT. 
• Sindrome metabólica e ganho de peso. 
Muda a metabolização de lipídios. Muda o perfil de colesterol. 
Indicações
• Psicoses.
• TAB.
• Depressão refratária.
• Agressividade.
• Tiques.
• Sedação.
• Agitação psicomotora.
Ana de Luca
DELIRIUM
Quadro confusional agudo. Prejudicaatenção, orientação alo e 
autopsíquica. Manifestação orgânica.
O estado confusional agudo é definido como a incapacidade 
cognitiva que implica no comprometimento das funções 
cerebrais, suficientemente para prejudicar a capacidade 
funcional.
Condição grave e está associada a uma alta taxa de morbidade e 
mortalidade.
Muitas vezes, sua instalação antecede outros sinais clínicos de 
doenças graves (ex: insuficiência renal ou hepática).
Trata-se de um transtorno muito frequente, ocorrendo em 15 dos 
25% dos pacientes internados em enfermarias de clínica médica 
e em cerca de 30% dos pacientes internados em unidades de 
terapia intensiva cirúrgicas ou cardíacas.
Em idosos, especialmente, pode ser a primeira manifestação 
de infecção, infarto do miocárdio ou intoxicação medicamentosa. 
Admite-se que sua causa seja orgânica, embora, em muitos 
casos, uma etiologia específica não seja encontrada. Nessas 
situações, tem sido postulada a potencialização dos efeitos 
subclínicos de diversos fatores, tais como desnutrição, 
desidratação, privação sensorial ou infecção. 

Têm maiores riscos pacientes com lesão cerebral, múltiplos 
problemas médicos, polifarmácia, comprometimento sensorial, 
desnutrição, hipoalbuminemia, história prévia de delirium e 
dependência de álcool → delírio tremens causado por 
abstinência de álcool.


Praticamente qualquer alteração importante da homeostase pode 
levar ao delirium. 

Crianças e idosos têm maior predisposição para desenvolver o 
delirium, reflexo da maturação e da integridade do sistema 
nervoso central na instalação do quadro. 
Embora sua fisiopatologia não seja bem conhecida, a 
insuficiência colinérgica, resultado de uma redução da taxa do 
metabolismo, seria a via final comum às diversas causas de 
delirium. Hipótese que explica, inclusive, o motivo de 
medicamentos anticolinérgicos causarem delirium com tanta 
frequência e porquê os idosos são tão propensos a essa 
síndrome. 
Tem seu quadro clínico caracterizado, principalmente, por: 
• Início abrupto.
• Consciência flutuante.
• Atenção muito prejudicada.


Além de curso breve (horas, dias ou até semanas), 
comprometimento da orientação, pensamento desorganizado, 
alteração psicomotora, entre outros sintomas psiquiátricos. 

Deve sempre ser considerado no exame psíquico. O delirium é 
tratável, e sua identificação precoce, associada a um tratamento 
adequado, resulta em diminuição da morbidade e da mortalidade. 

Que sinais presentes no caso clínico permitem diferenciar um 
quadro de delirium de outros transtornos mentais? 
Diagnóstico
Duas etapas: diagnóstico sindrômico e determinar a etiologia. 
• O diagnóstico sindrômico é realizado com base na história, no 
exame físico e pela aplicação dos critérios diagnósticos 
específicos. 
• O diagnóstico etiológico é feito a partir de uma investigação 
clínica e laboratorial. 
É essencial listar todos os medicamentos em uso, 
suspendendo os não essenciais e reduzindo a dose dos 
essenciais; deve-se também considerar a possibilidade de 
abstinência a álcool ou benzodiazepínicos. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Tratamento
Identificar e tratar sua causa ao mesmo tempo em que se cuida 
das condições gerais do paciente. 
Atenção especial deve ser dada ao controle da hidratação e do 
equilíbrio hidroeletrolítico, pois podem contribuir 
significativamente para agravar o quadro. 
A escolha do tratamento medicamentoso depende do quadro 
clínico, da causa do delirium e dos transtornos co-mórbidos. 
O uso de medicamentos deve ser muito criterioso, pois pode 
agravar o déficit cognitivo. Por isso deve-se evitar o uso de 
benzodiazepínicos para sedação, exceto no delirium tremens e 
por abstinência de hipnóticos. 
Delirium is a serious disturbance in mental abili1es that results in 
confused thinking and reduced awareness of the environment. The start 
of delirium is usually rapid — within hours or a few days. 
Delirium can o=en be traced to one or more contribu1ng factors, such 
as a severe or chronic illness, changes in metabolic balance (such as low 
sodium), medica1on, infec1on, surgery, or alcohol or drug intoxica1on 
or withdrawal. 
Because symptoms of delirium and demen1a can be similar, input from 
a family member or caregiver may be important for a doctor to make an 
accurate diagnosis. 
Symptoms 
Signs and symptoms of delirium usually begin over a few hours or a few 
days. They o=en fluctuate throughout the day, and there may be periods 
of no symptoms. Symptoms tend to be worse during the night when it's 
dark and things look less familiar. Primary signs and symptoms include 
those below. 
I. Reduced awareness of the environment: 
This may result in: 
• An inability to stay focused on a topic or to switch topics. 
• GeKng stuck on an idea rather than responding to ques1ons or 
conversa1on. 
• Being easily distracted by unimportant things. 
• Being withdrawn, with liMle or no ac1vity or liMle response to the 
environment. 
II. Poor thinking skills (cogni>ve impairment): 
This may appear as: 
• Poor memory, par1cularly of recent events. 
• Disorienta1on — for example, not knowing where you are or who you 
are. 
• Difficulty speaking or recalling words. 
• Rambling or nonsense speech. 
• Trouble understanding speech. 
• Difficulty reading or wri1ng. 
III. Behavior changes: 
These may include: 
• Seeing things that don't exist (hallucina1ons). 
• Restlessness, agita1on or comba1ve behavior. 
• Calling out, moaning or making other sounds. 
• Being quiet and withdrawn — especially in older adults. 
• Slowed movement or lethargy. 
• Disturbed sleep habits. 
• Reversal of night-day sleep-wake cycle. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
IV. Emo>onal disturbances: 
These may appear as: 
• Anxiety, fear or paranoia. 
• Depression. 
• Irritability or anger. 
• A sense of feeling elated (euphoria). 
• Apathy. 
• Rapid and unpredictable mood shi=s. 
• Personality changes. 
Types of delirium 
Experts have iden1fied three types of delirium: 
• Hyperac>ve delirium → probably the most easily recognized type, this 
may include restlessness (for example, pacing), agita1on, rapid mood 
changes or hallucina1ons, and refusal to cooperate with care. 
• Hypoac>ve delirium → this may include inac1vity or reduced motor 
ac1vity, sluggishness, abnormal drowsiness, or seeming to be in a 
daze. 
• Mixed delirium → this includes both hyperac1ve and hypoac1ve signs 
and symptoms. The person may quickly switch back and forth from 
hyperac1ve to hypoac1ve states. 
Delirium x Demen>a 
Demen1a and delirium may be par1cularly difficult to dis1nguish, and a 
person may have both. In fact, delirium frequently occurs in people with 
demen1a. But having episodes of delirium does not always mean a 
person has demen1a. So a demen1a assessment should not be done 
during a delirium episode because the results could be misleading. 
Demen1a is the progressive decline of memory and other thinking skills 
due to the gradual dysfunc1on and loss of brain cells. The most common 
cause of demen1a is Alzheimer's disease. 
Some differences between the symptoms of delirium and demen1a 
include: 
• Onset → the onset of delirium occurs within a short 1me, while 
demen1a usually begins with rela1vely minor symptoms that gradually 
worsen over 1me. 
• ALen>on → the ability to stay focused or maintain aMen1on is 
significantly impaired with delirium. A person in the early stages of 
demen1a remains generally alert. 
• Fluctua>on → the appearance of delirium symptoms can fluctuate 
significantlyand frequently throughout the day. While people with 
demen1a have beMer and worse 1mes of day, their memory and 
thinking skills stay at a fairly constant level during the course of a day. 
Causes 
Delirium occurs when the normal sending and receiving of signals in the 
brain become impaired. This impairment is most likely caused by a 
combina1on of factors that make the brain vulnerable and trigger a 
malfunc1on in brain ac1vity. 
Delirium may have a single cause or more than one cause, such as a 
combina1on of a medical condi1on and drug toxicity. Some1mes no 
cause can be iden1fied. 
Possible causes include: 
• Certain medica1ons or drug toxicity. 
• Alcohol or drug intoxica1on or withdrawal. 
• A medical condi1on, such as a stroke, heart aMack, worsening lung or 
liver disease, or an injury from a fall. 
• Metabolic imbalances, such as low sodium or low calcium. 
• Severe, chronic or terminal illness. 
• Fever and acute infec1on, par1cularly in children. 
• Urinary tract infec1on, pneumonia or the flu, especially in older 
adults. 
• Exposure to a toxin, such as carbon monoxide, cyanide or other 
poisons. 
• Malnutri1on or dehydra1on. 
• Sleep depriva1on or severe emo1onal distress. 
• Pain. 
• Surgery or other medical procedures that include anesthesia. 
Several medica>ons or combina>ons of drugs can trigger delirium, 
including some types of: 
• Pain drugs. 
• Sleep medica1ons. 
• Medica1ons for mood disorders, such as anxiety and depression. 
• Allergy medica1ons (an1histamines). 
• Asthma medica1ons. 
• Steroid medicines called cor1costeroids. 
• Parkinson's disease drugs. 
• Drugs for trea1ng spasms or convulsions. 
Risk factors 
Any condi1on that results in a hospital stay, especially in intensive care 
or a=er surgery, increases the risk of delirium, as does being a resident 
in a nursing home. Delirium is more common in older adults. 
Examples of other condi1ons that increase the risk of delirium include: 
• Brain disorders such as demen1a, stroke or Parkinson's disease. 
• Previous delirium episodes. 
• Visual or hearing impairment. 
• The presence of mul1ple medical problems. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Complica>ons 
Delirium may last only a few hours or as long as several weeks or 
months. If issues contribu1ng to delirium are addressed, the recovery 
1me is o=en shorter. 
The degree of recovery depends to some extent on the health and 
mental status before the onset of delirium. People with demen1a, for 
example, may experience a significant overall decline in memory and 
thinking skills. People in beMer health are more likely to fully recover. 
People with other serious, chronic or terminal illnesses may not regain 
the levels of thinking skills or func1oning that they had before the onset 
of delirium. 
Delirium in seriously ill people is also more likely to lead to: 
• General decline in health. 
• Poor recovery from surgery. 
• Need for ins1tu1onal care. 
• Increased risk of death. 
Preven>on 
The most successful approach to preven1ng delirium is to target risk 
factors that might trigger an episode. Hospital environments present a 
special challenge — frequent room changes, invasive procedures, loud 
noises, poor ligh1ng, and lack of natural light and sleep can worsen 
confusion. 
Evidence indicates that certain strategies — promo1ng good sleep 
habits, helping the person remain calm and well-oriented, and helping 
prevent medical problems or other complica1ons — can help prevent or 
reduce the severity of delirium. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
TRANSTORNO DE ANSIEDADE E ASSOCIADOS 

+ BENZODIAZEPÍNICOS
Conceitos gerais
Epidemiologia: 
• Fobia específica 6 a 12% da pop.
• Tr. ansiedade social 10%.
• Agorafobia pura 2%.
• Ansiedade de separação na infância 2 a 3%.
• Pânico 2 a 5%.
• TAG 3 a 5%.
Importância para a saúde pública: 
A ansiedade é responsável por 10% das causas de incapacidade, 
ajustada para todos os tr. mentais. Atrás apenas de tr. depressivo 
maior.
Combinação de fatores: alta incidência, instalação precoce, 
elevado tempo de sintomas sem tratamento, uso abusivo de 
substâncias psicoativas associado, outras comorbidades 
psiquiátricas associadas e elevada comorbidade clínica.
Medo x Ansiedade: 
A ansiedade e a preocupação patológicas constituem-se como 
fenômenos qualitativamente distintos de suas manifestações 
normais.
A diferença entre as condições funcional e clínica é apenas 
dimensional (Intensidade, duração e frequência).
A morbidade não está em suas manifestações primárias, mas nas 
relações que o indivíduo estabelece com essas vivências 
internas.
Ansiedade em geral
Amigdala: área límbica!
Envolvida em uma série de reações relacionados ao medo e 
também a ataques de pânico, funciona como um alarme.
Hipocampo:
Centro de armazenamento de memórias e experienciais.
Fornece essas informações a amigdala que confere se é 
desconhecido fornecendo um alarme ou então se conhecido qual 
a qualidade daquela experiencia. 
TAG
• Preocupação crônica e persistente que é altamente aversiva e 
incontrolável, multifocal, saúde, finanças,.. 
• TAG em crianças se manifesta como dores abdominais.
• Crianças costumam ter mais sintomas físicos e muitas faltas na 
escola.
Um dos tr. Mais comuns na atenção primária!
7 a 8 % dos pacientes raramente os sintomas vem como 
preocupação mas surgem como sintomas somáticos.
Proporção de mulheres para homens 2:1.
Parentes em primeiro grau com TAG dobram a prevalência de 
ansiedade e aumenta em 5 a 6 vezes a prevalência de TAG
Ana de Luca
Idade de início variável, picos início da vida adulta e final da vida 
adulta.
Sintomas devem durar mais de 6 meses.
Etiologia desconhecida!
Teorias: personalidade + processamento cognitivo e função 
comportamental + fatores psicossociais.
Transtorno de pânico
Critérios Diagnósticos 300.02 (F41.1)
A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa 
apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo 
menos seis meses, com diversos eventos ou atividades 
(tais como desempenho escolar ou profissional).
B. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
C. A ansiedade e a preocupação estão associadas com três 
(ou mais) dos seguintes seis sintomas (com pelo menos 
alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos seis 
meses).
Nota: Apenas um item é exigido para crianças.
1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da 
pele.
2. Fatigabilidade.
3. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” 
na mente.
4. Irritabilidade.
5. Tensão muscular.
6. Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o 
sono, ou sono insatisfatório e inquieto).
D. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos 
causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no 
funcionamento social, profissional ou em outras áreas 
importantes da vida do indivíduo.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma 
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra 
condição médica (p. ex., hipertireoidismo).
F. A perturbação não é mais bem explicada por outro 
transtorno mental (p. ex., ansiedade ou preocupação quanto 
a ter ataques de pânico no transtorno de pânico, avaliação 
negativa no transtorno de ansiedade social [fobia social], 
contaminação ou outras obsessões no transtorno obsessivo-
compulsivo, separação das figuras de apego no transtorno 
de ansiedade de separação, lembranças de eventos 
Critérios Diagnósticos 300.01 (F41.0)
A. Ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um 
ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou 
desconforto intenso quealcança um pico em minutos e 
durante o qual ocorrem quatro (ou mais) dos seguintes 
sintomas:
Nota: O surto abrupto pode ocorrer a partir de um estado 
calmo ou de um estado ansioso.
1. Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
2. Sudorese.
3. Tremores ou abalos.
4. Sensações de falta de ar ou sufocamento.
5. Sensações de asfixia.
6. Dor ou desconforto torácico.
7. Náusea ou desconforto abdominal.
8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou 
desmaio.
9. Calafrios ou ondas de calor.
10. Parestesias (anestesia ou sensações de 
formigamento).
11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou 
despersonalização (sensação de estar distanciado
de si mesmo).
12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.
13. Medo de morrer.
Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura (p. 
ex., tinido, dor na nuca, cefaleia, gritos ou choro 
incontrolável). Esses sintomas não devem contar como 
um dos quatro sintomas exigidos.
Ana de Luca
Transtorno de Ansiedade Social
B. Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês 
(ou mais) de uma ou de ambas as seguintes
características:
1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de 
ataques de pânico adicionais ou sobre
suas consequências (p. ex., perder o controle, ter um 
ataque cardíaco, “enlouquecer”).
2. Uma mudança desadaptativa significativa no 
comportamento relacionada aos ataques (p.
ex., comportamentos que têm por finalidade evitar ter 
ataques de pânico, como a esquiva de
exercícios ou situações desconhecidas).
C. A perturbação não é consequência dos efeitos 
psicológicos de uma substância (p. ex., droga de
abuso, medicamento) ou de outra condição médica (p. 
ex., hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares).
D. A perturbação não é mais bem explicada por outro 
transtorno mental (p. ex., os ataques de pânico
não ocorrem apenas em resposta a situações sociais 
temidas, como no transtorno de ansiedade
social; em resposta a objetos ou situações fóbicas 
circunscritas, como na fobia específica;
em resposta a obsessões, como no transtorno 
obsessivo-compulsivo; em resposta à evocação
de eventos traumáticos, como no transtorno de 
estresse pós-traumático; ou em resposta à separação
de figuras de apego, como no transtorno de ansiedade 
de separação).
Critérios Diagnósticos 300.23 (F40.10)
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou 
mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a 
possível avaliação por outras pessoas. Exemplos incluem 
interações sociais (p. ex., manter uma conversa, 
encontrar pessoas que não são familiares), ser observado 
(p. ex., comendo ou bebendo) e situações de 
desempenho diante de outros (p. ex., proferir palestras).
Nota: Em crianças, a ansiedade deve ocorrer em 
contextos que envolvem seus pares, e não apenas em 
interações com adultos.
B. O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas 
de ansiedade que serão avaliados negativamente (i.e., 
será humilhante ou constrangedor; provocará a rejeição 
ou ofenderá a outros).
C. As situações sociais quase sempre provocam medo 
ou ansiedade.
Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser 
expresso chorando, com ataques de raiva, imobilidade, 
comportamento de agarrar-se, encolhendo-se ou 
fracassando em falar em situações sociais.
D. As situações sociais são evitadas ou suportadas com 
intenso medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real 
apresentada pela situação social e o contexto 
sociocultural.
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, 
geralmente durando mais de seis meses.
Ana de Luca
Fobia específica
Agorafobia
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento 
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento 
social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do 
indivíduo.
H. O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos 
efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de 
abuso, medicamento) ou de outra condição médica.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado 
pelos sintomas de outro transtorno mental, como 
transtorno de pânico, transtorno dismórfico corporal ou 
transtorno do espectro autista.
J. Se outra condição médica (p. ex., doença de Parkinson, 
obesidade, desfiguração por queimaduras ou ferimentos) está 
presente, o medo, ansiedade ou esquiva é claramente não 
relacionado ou é excessivo.
Critérios Diagnósticos
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou 
situação (p. ex., voar, alturas, animais, tomar uma injeção, ver 
sangue).
 Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser 
expresso por choro, ataques de raiva, imobilidade ou 
comportamento de agarrar-se.
B. O objeto ou situação fóbica quase invariavelmente provoca 
uma resposta imediata de medo ou ansiedade.
C. O objeto ou situação fóbica é ativamente evitado ou 
suportado com intensa ansiedade ou sofrimento.
D. O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao 
perigo real imposto pelo objeto ou situação específica e ao 
contexto sociocultural.
E. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente 
com duração mínima de seis meses.
F. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento 
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, 
profissional ou em outras áreas importantes da vida do 
G. A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas 
de outro transtorno mental, incluindo medo, ansiedade e 
esquiva de situações associadas a sintomas do tipo pânico 
ou outros sintomas incapacitantes (como na agorafobia); 
objetos ou situações relacionados a obsessões (como no 
transtorno obsessivo-compulsivo); evocação de eventos 
traumáticos (como no transtorno Transtornos de Ansiedade 
de estresse pós-traumático); separação de casa ou de figuras 
de apego (como no transtorno de ansiedade de separação); 
ou situações sociais (como no transtorno de ansiedade 
social).
Critérios Diagnósticos 300.22 (F40.00)
A. Medo ou ansiedade marcantes acerca de duas (ou mais) das 
cinco situações seguintes:
1. Uso de transporte público (p. ex., automóveis, ônibus, trens, 
navios, aviões).
2. Permanecer em espaços abertos (p. ex., áreas de 
estacionamentos, mercados, pontes).
3. Permanecer em locais fechados (p. ex., lojas, teatros, cinemas).
4. Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão.
5. Sair de casa sozinho.
B. O indivíduo tem medo ou evita essas situações devido a 
pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que o auxílio 
pode não estar disponível no caso de desenvolver sintomas do 
tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores 
(p. ex., medo de cair nos idosos; medo de incontinência).
C. As situações agorafóbicas quase sempre provocam medo ou 
ansiedade.
D. As situações agorafóbicas são ativamente evitadas, requerem a 
presença de uma companhia ou são suportadas com intenso 
medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional ao perigo real 
apresentado pelas situações agorafóbicas e ao contexto 
sociocultural.
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
Ana de Luca
Tratamento
Primeira linha: ISRS ou Terapia cognitivo comportamental.
Podem ser associados.
Exemplos de ISRS: escitalopram, fluvoxamina, paroxetina ou 
sertralina.
Segunda linha: outros antidepressivos, benzodiazepínicos e 
pregabalina.
Reavaliação do paciente nas primeiras semanas e posteriormente 
mensalmente por 3 meses, caso tenha resposta manter o 
tratamento por 6 meses.
TR. Adaptação
Critérios Diagnósticos:
A. Desenvolvimento de sintomas emocionais ou 
comportamentais em resposta a um estressor ou estressores 
identificáveis ocorrendo dentro de três meses do início do 
estressor ou estressores.
B. Esses sintomas ou comportamentos são clinicamente 
significativos, conforme evidenciado por um ou mais dos 
seguintes aspectos:
1. Sofrimento intenso desproporcional à gravidade ou à 
intensidade do estressor, considerando-se o contextocultural e 
os fatores culturais que poderiam influenciar a gravidade e a 
apresentação dos sintomas.
2. Prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou 
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
C. A perturbação relacionada ao estresse não satisfaz os critérios 
de outro transtorno mental e não é meramente uma exacerbação 
de um transtorno mental preexistente.
D. Os sintomas não representam luto normal.
E. Uma vez que o estressor ou suas consequências tenham 
cedido, os sintomas não persistem por mais de seis meses.
Tr. de estresse agudo
Critérios Diagnósticos 308.3 (F43.0)
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão 
grave ou violação sexual em uma (ou mais) das seguintes formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento ocorrido a outras 
pessoas.
3. Saber que o evento ocorreu com familiar ou amigo próximo. 
Nota: Nos casos de morte ou ameaça de morte de um familiar ou 
amigo, é preciso que o evento tenha sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos 
do evento traumático (p. ex., socorristas que recolhem restos de 
corpos humanos, policiais repetidamente expostos a detalhes de 
abuso infantil).
Nota: Isso não se aplica à exposição por intermédio de mídia 
eletrônica, televisão, filmes ou
fotografias, a menos que tal exposição esteja relacionada ao 
trabalho.
B. Presença de nove (ou mais) dos seguintes sintomas de 
qualquer uma das cinco categorias de intrusão, humor negativo, 
dissociação, evitação e excitação, começando ou piorando 
depois da ocorrência do evento traumático:
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente 
durando mais de seis meses.
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente 
significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou 
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
H. Se outra condição médica (p. ex. doença inflamatória intestinal, 
doença de Parkinson) está presente, o medo, ansiedade ou 
esquiva é claramente excessivo.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos 
sintomas de outro transtorno mental – por exemplo, os sintomas 
não estão restritos a fobia específica, tipo situacional; não 
envolvem apenas situações sociais (como no transtorno de 
ansiedade social); e não estão relacionados exclusivamente a 
obsessões (como no transtorno obsessivo-compulsivo), 
percepção de defeitos ou falhas na aparência física (como no 
transtorno dismórfico corporal) ou medo de separação (como no 
transtorno de ansiedade de separação).
Ana de Luca
Sintomas de intrusão 
1. Lembranças angustiantes recorrentes, involuntárias e intrusivas 
do evento traumático. Nota: Em crianças, pode ocorrer a 
brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento 
traumático são expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o 
afeto do sonho estão relacionados ao evento. Nota: Em crianças, 
pode haver pesadelos sem conteúdo identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo 
sente ou age como se o evento traumático estivesse 
acontecendo novamente. (Essas reações podem ocorrer em um 
continuum, com a expressão mais extrema sendo uma perda 
completa de percepção do ambiente ao redor.) Nota: Em 
crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer nas 
brincadeiras.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ou reações 
fisiológicas acentuadas em resposta a sinais internos ou externos 
que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento 
traumático.
Humor negativo
5. Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas (p. 
ex., incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade, 
satisfação ou amor).
Sintomas dissociativos
6. Senso de realidade alterado acerca de si mesmo ou do 
ambiente ao redor (p. ex., ver-se a partir da perspectiva de outra 
pessoa, estar entorpecido, sentir-se como se estivesse em 
câmera lenta).
7. Incapacidade de recordar um aspecto importante do evento 
traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a 
outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
Sintomas de evitação
8. Esforços para evitar recordações, pensamentos ou 
sentimentos angustiantes acerca do, ou fortemente relacionados 
ao, evento traumático.
9. Esforços para evitar lembranças (pessoas, lugares, conversas, 
atividades, objetos, situações) que despertem recordações, 
pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do, ou 
fortemente relacionados ao, evento traumático.
Sintomas de excitação 
10. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade de iniciar ou manter 
o sono, sono agitado).
11. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou 
nenhuma provocação) geralmente
expressos como agressão verbal ou física em relação a pessoas 
ou objetos.
12. Hipervigilância.
13. Problemas de concentração.
14. Resposta de sobressalto exagerada.
C. A duração da perturbação (sintomas do Critério B) é de três 
dias a um mês depois do trauma. Nota: Os sintomas começam 
geralmente logo após o trauma, mas é preciso que persistam no 
mínimo três dias e até um mês para satisfazerem os critérios do 
transtorno.
D. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e 
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas 
importantes da vida do indivíduo.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma 
substância (p. ex., medicamento ou álcool) ou a outra condição 
médica (p. ex., lesão cerebral traumática leve) e não é mais bem 
explicada por um transtorno psicótico breve.
Tr. Estresse pós-traumático
Nota: Os critérios a seguir aplicam-se a adultos, adolescentes e 
crianças acima de 6 anos de idade. Para crianças com menos de 
6 anos, consulte os critérios correspondentes a seguir.
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão 
grave ou violência sexual em uma (ou mais) das seguintes 
formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento traumático ocorrido com 
outras pessoas.
3. Saber que o evento traumático ocorreu com familiar ou amigo 
próximo. Nos casos de episódio concreto ou ameaça de morte 
envolvendo um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha 
sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos 
do evento traumático (p. ex., socorristas que recolhem restos de 
corpos humanos; policiais repetidamente expostos a detalhes de 
abuso infantil).
Nota: O Critério A4 não se aplica à exposição por meio de mídia 
eletrônica, televisão, filmes ou fotografias, a menos que tal 
exposição esteja relacionada ao trabalho.
Ana de Luca
B. Presença de um (ou mais) dos seguintes sintomas intrusivos 
associados ao evento traumático, começando depois de sua 
ocorrência:
1. Lembranças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias 
do evento traumático.
Nota: Em crianças acima de 6 anos de idade, pode ocorrer 
brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento 
traumático são expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o 
sentimento do sonho estão relacionados ao evento traumático.
Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo 
identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo 
sente ou age como se o evento traumático estivesse ocorrendo 
novamente. (Essas reações podem ocorrer em um
continuum, com a expressão mais extrema na forma de uma 
perda completa de percepção do ambiente ao redor.)
Nota: Em crianças, a reencenação específica do trauma pode 
ocorrer na brincadeira.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a 
exposição a sinais internos ou externos que simbolizem ou se 
assemelhem a algum aspecto do evento traumático.
5. Reações fisiológicas intensas a sinais internos ou externos que 
simbolizem ou se assemelhema algum aspecto do evento 
traumático.
C. Evitação persistente de estímulos associados ao evento 
traumático, começando após a ocorrência do evento, conforme 
evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos:
1. Evitação ou esforços para evitar recordações, pensamentos ou 
sentimentos angustiantes acerca de ou associados de perto ao 
evento traumático.
2. Evitação ou esforços para evitar lembranças externas 
(pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situações) que 
despertem recordações, pensamentos ou sentimentos 
angustiantes cerca de ou associados de perto ao evento 
traumático.
D. Alterações negativas em cognições e no humor associadas ao 
evento traumático começando ou piorando depois da ocorrência 
de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos 
seguintes aspectos:
1. Incapacidade de recordar algum aspecto importante do evento 
traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a 
outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
2. Crenças ou expectativas negativas persistentes e exageradas 
a respeito de si mesmo, dos outros e do mundo (p. ex., “Sou 
mau”, “Não se deve confiar em ninguém”, “O mundo é perigoso”, 
“Todo o meu sistema nervoso está arruinado para sempre”).
3. Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das 
consequências do evento traumático que levam o indivíduo a 
culpar a si mesmo ou os outros.
4. Estado emocional negativo persistente (p. ex., medo, pavor, 
raiva, culpa ou vergonha).
5. Interesse ou participação bastante diminuída em atividades 
significativas.
6. Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos 
outros.
7. Incapacidade persistente de sentir emoções positivas (p. ex., 
incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade, satisfação 
ou amor).
E. Alterações marcantes na excitação e na reatividade 
associadas ao evento traumático, começando ou piorando após 
o evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes 
aspectos:
1. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou 
nenhuma provocação) geralmente expressos sob a forma de 
agressão verbal ou física em relação a pessoas e objetos.
2. Comportamento imprudente ou autodestrutivo.
3. Hipervigilância.
4. Resposta de sobressalto exagerada.
5. Problemas de concentração.
6. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade para iniciar ou manter 
o sono, ou sono agitado).
F. A perturbação (Critérios B, C, D e E) dura mais de um mês.
G. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e 
prejuízo social, profissional ou em outras áreas importantes da 
vida do indivíduo.
H. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma 
substância (p. ex., medicamento, álcool) ou a outra condição 
médica.
Pra todos os casos!!!!
EXAMES COMPLEMENTARES
• Hemograma completo.
• Glicemia de jejum.
• Perfil lipídico (Triglicérides + Colesterol).
• Eletrólitos (Na, K, Ca total, Cai).
• Uréia e Creatina.
• Bilirrubinas.
• Enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT).
• TSH + T4L.
• Teste de gravidez.
Ana de Luca
• Prolactina.
• Coagulograma.
• vitaminas B12 e D.
Exame de imagem do encéfalo:
 RNM ou TC sem contraste.
Eletrocardiograma de repouso com D II Longo.
Sorologias: HIV, Sífilis, Hepatite B e C, sempre avisar e solicitar o 
consentimento do paciente.
Benzodiazepínicos
Ansiolíticos (Calmantes), tarja preta.
Atentar para sedação e dependência.
Causa tolerância, abstinência, sensação de prazer.
Estresse agudo → evita benzodiazepínico e debriefing. Pode dar 
medicações sedativas, antipsicóticos, mas evitar bzd. porque 
pode levar a ter tept depois. + terapia.
TEPT → com sintomas depressivos → associa com 
antidepressivo. Psicose → associa com antipsicótico. Pode usar 
benzodiazepínico. + terapia.
Revivescência → vive de novo a cena!
Ana de Luca
SINTOMAS SOMÁTICOS E TRANSTORNOS 
RELACIONADOS
Tr. Somáticos
Conjunto de condições cujo sintomas e queixas físicas são o 
foco principal da vida do paciente.
Perda de funcionalidade sendo comum o afastamento do 
trabalho por longos períodos, isolamento social e rotina pautada 
por aspectos da doença.
Alto custo, sobrecarregam o sistema de saúde. Gastos até NOVE 
vezes maiores.
Exige muito conhecimento clínico, experiência, paciência e 
perserverança.
Epidemiologia
• Referente aos critérios diagnósticos do DSM IV.
• Estimativa: mais de 50% dos pacientes que procuram serviços 
de saúde com queixa física não apresentam uma condição com 
explicação médica.
• Nos EUA e na atenção primária 17% dos indivíduos com 
transtorno de somatização.
• $% na Pop Geral.
• Europa a prevalência é de 6% pop geral.
• No brasil identificado 2,8 a 8% ao longo da vida.
• 25% dos atendimentos ambulatoriais são de pacientes com tr. 
de somatização.
Tr. de sintomas somáticos
Características do quadro clínico
• Queixas físicas como principal sintomas.
• Sintomas não são intencionais.
• Não é totalmente explicado por doença orgânica ou 
psiquiátrica.
• Fatores psicológicos estão envolvidos no aparecimento ou na 
piora dos sintomas.
• Preocupação com sintomas causa angústia constante.
• Busca incessante por atendimento médico.
• Passagem por diversas clínicas.
• Falta de insight.
• História médica imprecisa ou complicada.
• Presença de acompanhante/cuidador.
• Inúmeras queixas sem conexão.
• Exames sem alterações.
• Falta de resposta aos tratamentos.
• Efeitos colaterais incomuns.
• Personalidades dramáticas, sedutoras e manipuladoras.
• História familiar de transtorno de personalidade.
• Abuso sexual e maus tratos na infância e adolescência.
• Depressão atípica e abuso de substâncias.
A. Um ou mais sintomas somáticos que causam aflição ou resultam 
em perturbação significativa da vida diária.
B. Pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos 
relacionados aos sintomas somáticos ou associados a 
preocupações com a saúde manifestados por pelo menos um dos 
seguintes:
1. Pensamentos desproporcionais e persistentes acerca da 
gravidade dos próprios sintomas.
2. Nível de ansiedade persistentemente elevado acerca da saúde e 
dos sintomas.
3. Tempo e energia excessivos dedicados a esses sintomas ou a 
preocupações a respeito da saúde.
C. Embora algum dos sintomas somáticos possa não estar 
continuamente presente, a condição de estar sintomático é 
persistente (em geral mais de seis meses).
Especificar se:
Com dor predominante (anteriormente transtorno doloroso): Este 
especificador é para indivíduos cujos sintomas somáticos envolvem 
predominantemente dor.
Especificar se:
Persistente: um curso persistente é caracterizado por sintomas 
graves, prejuízo marcante e longa duração (mais de seis meses).
Especificar a gravidade atual:
Leve: apenas um dos sintomas especificados no Critério B é 
satisfeito.
Moderada: dois ou mais sintomas especificados no Critério B são 
satisfeitos.
Grave: dois ou mais sintomas especificados no Critério B são 
satisfeitos, além da presença de
múltiplas queixas somáticas (ou um sintoma somático muito grave).
Ana de Luca
TR. Conversivo
• Caracterizado por alteração motora ou sensorial.
• Sintomas diversos, fraqueza, perda de visão, afonia, crises 
epiléticas psicogênicas, crises de paralisias, sensação de 
globus (“bola na garganta”).
Epidemio:
• Mais prevalente no sexo feminino 2:1 a 10:1 dependendo do 
estudo.
• Baixa renda.
• Baixa escolaridade e procedente de áreas rurais.
• Mais comum em adolescente e início da vida adulta.
Prognóstico melhor quando o diagnóstico é precoce.
Desencadeantes identificáveis.
Comorbidades psiquiátricas.
Boa resposta ao tratamento inicial.
Mas tem curso crônico e persistente.
Piora ou recorrência em 44 a 60% dos pacientes.
Tr. Ansiedade por doença
Preocupação exacerbada com ficar doente ou estar sofrendo de 
doença grave mesmo com exames negativos que refutem tal 
possibilidade.Ansiedade dirigida a aspectos da saúde é intensa e 
desproporcional.
O Foco não são os sintomas, mas o medo de ser algo grave.
Epidemiologia:
• Mesma proporção entre homens e mulheres.
• Prevalência 0,1% da pop geral.
A. Um ou mais sintomas de função motora ou sensorial 
alterada.
B. Achados físicos evidenciam incompatibilidade entre o 
sintoma e as condições médicas ou neurológicas encontradas.
C. O sintoma ou déficit não é mais bem explicado por outro 
transtorno mental ou médico.
D. O sintoma ou déficit causa sofrimento clinicamente 
significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou 
em outras áreas importantes da vida do indivíduo ou requer 
avaliação médica.
Especificar o tipo de sintoma:
(F44.4) Com fraqueza ou paralisia
(F44.4) Com movimento anormal (p. ex., tremor, movimento 
distônico, mioclonia, distúrbio da marcha)
(F44.4) Com sintomas de deglutição, (F.44.4) Com sintoma de 
fala (p. ex., disfonia, fala arrastada)
(F.44.5) Com ataques ou convulsões, (F.44.6) Com anestesia ou 
perda sensorial
(F.44.6) Com sintoma sensorial especial (p. ex., perturbação 
visual, olfatória ou auditiva)
(F44.7) Com sintomas mistos
Especificar se:
Episódio agudo: Sintomas presentes há menos de seis meses.
Persistente: Sintomas ocorrendo há seis meses ou mais.
Especificar se:
Com estressor psicológico (especificar estressor).
Sem estressor psicológico.
A. Preocupação com ter ou contrair uma doença grave.
B. Sintomas somáticos não estão presentes ou, se estiverem, 
são de intensidade apenas leve. Se uma outra condição médica 
está presente ou há risco elevado de desenvolver uma condição 
médica (p. ex., presença de forte história familiar), a 
preocupação é claramente excessiva ou desproporcional.
C. Há alto nível de ansiedade com relação à saúde, e o 
indivíduo é facilmente alarmado a respeito do estado de saúde 
pessoal.
D. O indivíduo tem comportamentos excessivos relacionados à 
saúde (p. ex., verificações repetidas do corpo procurando sinais 
de doença) ou exibe evitação mal-adaptativa (p. ex., evita 
consultas médicas e hospitais).
E. Preocupação relacionada a doença presente há pelo menos 
seis meses, mas a doença específica que é temida pode mudar 
nesse período.
F. A preocupação relacionada a doença não é mais bem 
explicada por outro transtorno mental, como transtorno de 
sintomas somáticos, transtorno de pânico, transtorno de 
ansiedade generalizada, transtorno dismórfico corporal, 
transtorno obsessivo-compulsivo ou transtorno delirante, tipo 
somático.
Determinar o subtipo:
Tipo busca de cuidado: O cuidado médico, incluindo consultas 
ao médico ou realização de exames e procedimentos, é 
utilizado com frequência.
Tipo evitação de cuidado: O cuidado médico raramente é 
utilizado.
Ana de Luca
Fatores psicológicos que afetam outras condições 
médicas
A. Um sintoma ou condição médica (outro[a] que não um 
transtorno mental) está presente.
B. Fatores psicológicos ou comportamentais afetam de maneira 
adversa a condição médica em uma das seguintes maneiras:
1. Os fatores influenciaram o curso da condição médica conforme 
demonstrado por uma associação temporal próxima entre os 
fatores psicológicos e o desenvolvimento, a exacerbação ou a 
demora na recuperação da condição médica.
2. Os fatores interferem no tratamento da condição médica (p. 
ex., má adesão).
3. Os fatores constituem riscos de saúde adicionais claros ao 
indivíduo.
Fatores Psicológicos que Afetam Outras Condições Médicas 323
4. Os fatores influenciam a fisiopatologia subjacente, precipitando 
ou exacerbando sintomas e demandando atenção médica.
C. Os fatores psicológicos e comportamentais do Critério B não 
são mais bem explicados por um transtorno mental (p. ex., 
transtorno de pânico, transtorno depressivo maior, transtorno de 
estresse pós-traumático).
Especificar a gravidade atual:
Leve: Aumenta o risco médico (p. ex., adesão inconsistente ao 
tratamento anti-hipertensivo).
Moderada: Agrava a condição médica subjacente (p. ex., 
ansiedade agravando a asma).
Grave: Resulta em hospitalização ou consulta em emergência.
Extrema: Resulta em risco grave potencialmente fatal (p. ex., 
ignora sintomas de infarto agudo do miocárdio).
Tr. Factício
No factício e na simulação a produção de sintomas é 
intencional.
Diferença:
Factício: não tem ganho evidente.
Simulação: busca ganho direto (aposentadoria, afastamento, 
esquiva de processo litigioso ou jurídicos, ganho de 
medicações…).
Tr. factício por procuração: produção de sintomas em crianças 
mas pode ocorrer com vítimas de todas as idades. Mortalidade 
associada de 10 a 33%
Gypsy Rose.
Caracteristicas do cuidador: 90% mulheres, 75% próprias 
mães e 14 a 30% trabalham na área da saúde.
Tr. Factício imposto a outro
(Antes Transtorno Factício por Procuração).
A. Falsificação de sinais ou sintomas físicos ou psicológicos, ou 
indução de lesão ou doença em outro, associada a fraude 
identificada.
B. O indivíduo apresenta outro (vítima) a terceiros como doente, 
incapacitado ou lesionado.
C. O comportamento fraudulento é evidente até mesmo na 
ausência de recompensas externas óbvias.
D. O comportamento não é mais bem explicado por outro 
transtorno mental, como transtorno delirante ou outro transtorno 
psicótico.
Nota: O agente, não a vítima, recebe esse diagnóstico.
Especificar:
• Episódio único.
• Episódios recorrentes (dois ou mais eventos de falsificação de 
doença e/ou indução de lesão).
A. Falsificação de sinais ou sintomas físicos ou psicológicos, 
ou indução de lesão ou doença, associada a fraude 
identificada.
B. B. O indivíduo se apresenta a outros como doente, 
incapacitado ou lesionado.
C. C. O comportamento fraudulento é evidente mesmo na 
ausência de recompensas externas óbvias.
D. D. O comportamento não é mais bem explicado por outro 
transtorno mental, como transtorno delirante ou outra 
condição psicótica.
E. Especificar: 
• Episódio único.
• Episódios recorrentes (dois ou mais eventos de falsificação de 
doença e/ou indução de lesão).
Ana de Luca
Tr. factício por procuração: produção de sintomas em crianças 
mas pode ocorrer com vítimas de todas as idades. Mortalidade 
associada de 10 a 33%.
Gypsy Rose.
Características do cuidador: 90% mulheres, 75% próprias mães 
e 14 a 30% trabalham na área da saúde.
Indícios:
• História de doença que não corresponde ao tratamento.
• Exame físico e labs incompatíveis com o quadro.
• Desaparecimento de sintomas com o afastamento do cuidador.
• Cuidador bem informado, detalhista e com bom conhecimento 
médico, interessado em quadros de outros pacientes.
• Cuidados costuma ser superprotetor e extremamente 
atencioso.
• Afeto dissociado do cuidados com a gravidade do quadro.
• História similar de doença ou morte em irmãos da vítima.
• História familiar de Munchausen.
• Eventos traumáticos ou doenças psiquiátricas graves na família.
Sd. Munchausen
Tratamento
• Criação de um bom vínculo.
• Recomendado consultas frequentes.
• Centralização do cuidado (se comunicar com outros serviços e 
especialidades).
• Visa minimizar os riscos.
• Abordagem multidisciplinar: TO, fisioterapia, técnicas de 
mindfullness.
• Psicoterapia: tanto dinâmicas quanto TCC.
• TCC superior para ansiedade por doença.
• Farmacologia: Direcionada a comorbidades. (depressão, toc, 
ansiedade….).
• Em geral encaminhar ao psiquiatra.
Tr. Dissociativo de Identidade
Amnésia dissociativa
Ruptura da identidade caracterizada pela presença de dois ou 
mais estados de personalidade distintos, descrita em algumas 
culturas como uma experiência de possessão. A ruptura na 
identidade envolve descontinuidade acentuada no senso de si 
mesmo e de domínio das próprias ações, acompanhada por 
alterações relacionadas no afeto, no comportamento, na 
consciência, na memória, na percepção, na cognição e/ou no 
funcionamentosensório-motor. Esses sinais e sintomas podem 
ser observados por outros ou relatados pelo indivíduo.
B. Lacunas recorrentes na recordação de eventos cotidianos, 
informações pessoais importantes e/ ou eventos traumáticos 
que são incompatíveis com o esquecimento comum.
C. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo e 
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras 
áreas importantes da vida do indivíduo.
D. A perturbação não é parte normal de uma prática religiosa ou 
cultural amplamente aceita.
Nota: Em crianças, os sintomas não são mais bem explicados 
por amigos imaginários ou outros jogos de fantasia.
E. Os sintomas não são atribuíveis aos efeitos fisiológicos de 
uma substância (p. ex., apagões ou comportamento caótico 
durante intoxicação alcóolica) ou a outra condição médica (p. 
ex., convulsões parciais complexas).
A. Incapacidade de recordar informações autobiográficas 
importantes, geralmente de natureza traumática ou 
estressante, incompatível com o esquecimento normal.
Nota: A amnésia dissociativa consiste mais frequentemente em 
amnésia localizada ou seletiva de um evento ou eventos 
específicos ou amnésia generalizada da identidade e da história 
de vida.
B. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou 
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras 
áreas importantes do funcionamento.
Ana de Luca
TR. de despersonalização/ desrealização
RECAP
Somatic symptom disorder is diagnosed when a person has a 
significant focus on physical symptoms, such as pain, 
weakness or shortness of breath, to a level that results in major 
distress and/or problems functioning. 
The individual has excessive thoughts, feelings and behaviors 
relating to the physical symptoms. The physical symptoms may 
or may not be associated with a diagnosed medical condition, but 
the person is experiencing symptoms and believes they are sick 
(that is, not faking the illness).
Ex: A 27-year-old woman presents to her primary care physician 
due to headache, chest pain, and food intolerance. These 
symptoms have been very distressing for her and reports that 
these symptoms have been present for approximately 8 months. 
She previously had seen a headache specialist, 
gastroenterologist, and obtained a number of electrocardiograms 
in the emergency department. Their respective thorough work-up 
was negative. On physical exam, the patient appears healthy and 
is otherwise unremarkable.
Illness anxiety disorder
As previously referred to as "hypochondriasis." The person is 
preoccupied with having an illness or getting an illness – 
constantly worrying about their health. They may frequently check 
themselves for signs of illness and take extreme precautions to 
avoid health risks. Unlike somatic symptom disorder, a person 
with illness anxiety disorder generally does not experience 
symptoms.
Ex: A 21-year-old man presents to his physician's office with 
concerns of having heart disease. He says that he has been 
C. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de 
uma substância (p. ex., álcool ou outra droga de abuso, um 
medicamento) ou a uma condição neurológica ou médica 
(p. ex., convulsões complexas parciais, amnésia global 
transitória, sequelas de traumatismo craniano/lesão cerebral 
traumática, outra condição neurológica).
D. A perturbação não é mais bem explicada por transtorno 
dissociativo de identidade, transtorno de estresse pós-
traumático, transtorno de estresse agudo, transtorno de 
sintomas somáticos ou transtorno neurocognitivo maior ou 
menor.
Especificar se:
300.13 (F44.1) Com fuga dissociativa: Viagem 
aparentemente proposital ou perambulação sem rumo 
associada a amnésia de identidade ou de outras 
informações autobiográficas importantes.
A. Presença de experiências persistentes ou recorrentes de 
despersonalização, desrealização ou ambas:
1. Despersonalização: Experiências de irrealidade, 
distanciamento ou de ser um observador externo dos 
próprios pensamentos, sentimentos, sensações, corpo ou 
ações (p. ex., alterações da percepção, senso distorcido do 
tempo, sensação de irrealidade ou senso de si mesmo irreal 
ou ausente, anestesia emocional e/ou física).
2. Desrealização: Experiências de irrealidade ou 
distanciamento em relação ao ambiente ao redor (p. ex., 
indivíduos ou objetos são vivenciados como irreais, 
oníricos, nebulosos, inertes ou visualmente distorcidos).
B. Durante as experiências de despersonalização ou 
desrealização, o teste de realidade permanece intacto.
C. Os sintomas causam sofrimento clinicamente 
significativo ou prejuízo no funcionamento social, 
profissional ou em outras áreas importantes da vida do 
indivíduo.
D. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de 
uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a 
outra condição médica (p. ex., convulsões).
E. A perturbação não é mais bem explicada por outro 
transtorno mental, como esquizofrenia, transtorno de 
pânico, transtorno depressivo maior, transtorno de estresse 
agudo, transtorno de estresse pós-traumático ou outro 
transtorno dissociativo.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
concerned about having a heart attack for the past 7 months. He 
constantly checks his pulse and reads about symptoms 
associated with heart disease on a daily basis. He reports that his 
worry is causing him a great deal of stress and concern. Medical 
history is unremarkable. Family history is significant for a 
myocardial infarction in his father, who is currently living without 
significant morbidity. Physical examination is normal.

Patient's are worried about having or developing a serious 
illness and → this preocuppation is present for at least 6 
months and is not better explained by another mental 
disorder (e.g., obsessive-compulsive disorder and somatic 
symptom disorder).
Patient's can have an excessive or disproportionate 
preoccupation of developing a medical condition if → another 
medical condition is present or if they are at high risk (e.g., strong 
family history of heart disease).
• Somatic symptoms are typically not present.
• An associated high level of anxiety about their health.
• The patient performs excessive health-related behaviors 
(e.g., checking their body for the presence of an illness) or → 
the patient may develop maladaptive avoidance patterns 
(e.g., avoiding doctor appointments).
Conversion disorder
(Functional neurological symptom disorer) is a condition in which 
the symptoms affect a person’s perception, sensation or 
movement with no evidence of a physical cause. 
A person may have numbness, blindness or trouble walking. The 
symptoms tend to come on suddenly. 
The symptoms may last for a long time or may go away quickly. 
People with conversion disorder also frequently experience 
depression or anxiety disorders.
Ex: A 23-year-old woman presents to her physician's office with 
paralysis of the left arm and paresthesias of the left leg. She 
reports that her left arm does "not feel part of me." On physical 
examination, the patient's mood is incongruent with the presence 
of her symptoms. She is unable to raise the left arm; however, she 
was able to obtain an object from her purse.

≥ 1 symptom(s) of
• Altered sensory function or:
• Altered voluntary motor function.
Clinical findings are not consistent with recognized neurological 
or medical conditions.
The patient's symptoms are not better explained by another 
medical condition or medical disorder.
The patient's symptoms causes significant distress or impairment 
in functioning or a need for medical evaluation.
Factitious disorder
Involves people producing or faking physical or mental illness 
when they are not really sick, or intentionally making a minor 
illness worse. 
A person with factitious disorder may also create an illness or 
injury in another person (factitiousdisorder imposed on another), 
such as faking the symptoms of a child in their care. 
The person may or may not seem to benefit (such as getting out 
of school or work) from the situation they create.
Ex: A 22-year-old woman is brought to the emergency 
department after fainting and subsequently having a seizure in the 
parking lot of the hospital. The patient was identified to be a 
nursing student and a syringe was found on her person. Point of 
care testing for glucose shows hypoglycemia. Laboratory testing 
is obtained and is significant for an insulin to c-peptide ratio that 
is > 1. (Factitious disorder imposed on self).
Factitious disorder imposed on self (Munchausen 
syndrome) → the patient falsifies physical or psychological 
symptoms or induces injury or disease to themselves when in 
another person (e.g., a child) it is termed factitious disorder 
imposed on another (Munchausen syndrome by proxy).
When seen in parents of a child who has a history of being ill 
followed by excess concern for minor concerns it is vulnerable 
child syndrome.
The patient's deceptive behavior occurs in the absence of 
external rewards.
This disorder is not better explained by another mental disorder 
(e.g., delusional disorder).
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Ana de Luca
RISCO DE SUICÍDIO
1. Quais são as principais motivações para o suicídio? 
2. Existem características próprias do estado em que se 
encontra a maioria das pessoas sob risco de suicídio? 
3. Existem estágios no desenvolvimento da intenção suicida?
Suicídio é um gesto de autodestruição, realização do desejo de 
morrer ou de dar fim à própria vida. 
É uma escolha ou ação que tem graves implicações sociais. 
É um fenômeno multifatorial. 
Ele emudece e simultaneamente provoca a fala.
Existem três características próprias do estado em que se 
encontra a maioria das pessoas sob risco de suicídio: 
AMBIVALÊNCIA 
• Quase sempre querem ao mesmo tempo alcançar a morte, mas 
também viver.
• O predomínio do desejo de vida sobre o desejo de morte é o 
fator que possibilita a prevenção do suicídio. 
IMPULSIVIDADE 
• Como qualquer outro impulso, o impulso de cometer suicídio 
pode ser transitório e durar alguns minutos ou horas. 
• Normalmente, é desencadeado por eventos negativos do dia-a-
dia. 
RIGIDEZ/CONSTRIÇÃO 
• A consciência da pessoa passa a funcionar de forma 
dicotômica: tudo ou nada. 
• Os pensamentos, os sentimentos e as ações estão constritos, 
quer dizer, constantemente pensam sobre suicídio como única 
solução e não são capazes de perceber outras maneiras de sair 
do problema.
Como ajudar? Acolhimento, falar sobre isso, prestar ajuda, 
abordar, escutar, não julgar. 
Abordagem DIRETA!
Ana de Luca
Responsabilidade Profissional 
Todos os profissionais da área da saúde, em virtude do seu 
importante papel de promoção à saúde da coletividade e por ser 
um profissional que lida diretamente com essas demandas nos 
serviços de saúde, possui grande responsabilidade na 
identificação de situações de risco, sobretudo relacionadas ao 
abuso e a dependência de drogas para o comportamento 
suicida, independentemente do nível de atenção à saúde, a fim 
de evitar a antecipação do fim da vida.
Ana de Luca
TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTO 
DECORRENTES DO USO DE SUBSTÂNCIAS 
PSICOATIVAS
Neurobiologia
Dependência de substâncias: 
Alterações cerebrais (neurobiológicas) provocadas pela ação 
direta e prolongada de uma droga de abuso do encéfalo. Essas 
alterações são influenciadas por aspectos ambientais (sociais, 
culturais, educacionais), comportamentais e genéticos. 
Sistema de recompensa cerebral 
→ cada droga de abuso te seu 
mecanismo de ação particular, mas 
todas elas atuam, direta ou 
indiretamente, ativando uma 
mesma região do cérebro: o 
sistema de recompensa cerebral. 
The term reward system refers to a group of structures that are 
activated by rewarding or reinforcing stimuli (e.g. addictive drugs). 
When exposed to a rewarding stimulus, the brain responds by 
increasing release of the neurotransmitter dopamine and thus the 
structures associated with the reward system are found along the 
major dopamine pathways in the brain. 
The Mesolimbic Dopamine Pathway: 
• It connects the ventral 
tegmental area (VTA), one 
of the principal dopamine-
producing areas in the brain, 
with the nucleus 
accumbens, an area found 
in the ventral striatum that is 
strongly associated with 
motivation and reward.
The Mesocortical Pathway → travels from the VTA to the 
cerebral cortex and is also considered part of the reward 
system.
The main source of dopamine in this mid-brain area (striatum) is 
produced in the ventral tegmental area (VTA). It then goes to the 
nucleus accumbens (NAcc), the reward centre, in response to the 
sight/cue/anticipation of the reward, loading the trigger ready for 
action. 
The next action – a motor/movement activity, activated by an 
excitatory signal ‘go get it,’ or an inhibiting signal, such as ‘stop’, 
will be determined by a signal from the prefrontal cortex once it 
has processed the information. The more dopamine there is in 
the reward centre, the more the stimulus is sensed as a 
reward. People with out-of-control behavioural disorders, or 
addictions, produce too weak a signal from the prefrontal 
cortex to inhibit the desire or impulsive action.
Fissura ! craving
Desejo urgente e quase incontrolável de usar a substância, que 
invade os pensamentos do usuário de droga, alterando o seu 
humor e provocando sensações físicas e modificação do seu 
comportamento. 
What is the role of dopamine?  
Dopamine is a neurochemical that causes activity in the 
brain. It is what the reward system operates on. It has 
various functions. Dopamine is the ‘go-get-it’ 
neurochemical that drives us to stimuli or rewards and 
behaviours that we need for survival. Examples are food, 
sex, bonding, avoiding pain etc.  It is also a signal that 
makes us move. For instance, people with Parkinson’s 
Disease do not process enough dopamine. This shows up 
as jerky movements.  Repeated spurts of dopamine 
‘strengthen’ neural pathways to make us want to repeat a 
behaviour. It is a key factor in how we learn anything.
It is very carefully balanced in the brain. The major theory 
about dopamine’s role is the incentive-salience theory. It’s 
about wanting, not liking. The feeling of pleasure itself 
comes from natural opioids in the brain that produce a 
feeling of euphoria or a high. Dopamine and opioids work 
together. People with schizophrenia tend to have an 
overproduction of dopamine and this can lead to mental 
storms and extreme emotions.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Desencadeadores:

• Externos (a própria droga, locais ou situações de risco).
• Internos → humor deprimido, ansiedade. 
Estudos de neuroimagem: 
• Tomografia computadorizada com emissão de fótons único 
(SPECT).
• Tomografia por emissão de positron (PET).
• Ressonância magnética funcional (FMRI).
Tanto o uso agudo como o uso crônico de drogas provocam 
mudanças na função cerebral.
- Atividade metabólica.
- Sensibilidade e quantidade de receptores sinápticos.
- Expressão gênica.
Persistem por um longo tempo após a retirada da substância. 
Epidemiologia
Objetivos:
- Fornecer subsídios para campanhas preventivas.
- Conhecer o consumo de drogas numa determinada população.
- Conhecer novas tendências de uso de drogas.
Padrão de uso
• Uso na vida: inclusive um único uso experimental.
• Uso no último ano.
• Uso no último mês.
• Uso frequente: 6 ou + vezes nos últimos 30 dias.
• Uso pesado: 20 ou mais vezes nos últimos 30 dias.
• Uso abusivo: padrão de uso que tenha causadoum dano real a 
saúde física ou mental do usuário, mas a pessoa ainda não 
preenche critérios para dependência.
• Dependência: conjunto de sinais e sintomas que determinam. 
Síndrome de dependência do álcool
1. Compulsão/fissura.
2. Tolerância.
3. Abstinência.
4. Alívio da abstinência.
5. Saliência do consumo.
6. Estreitamento do repertório.
7. Reinstalação rápida dos sintomas da síndrome. 
Compulsão/ fissura
Fissura ou um forte desejo ou necessidade de usar a substância. 
Geralmente, desencadeada por um ambiente onde a droga foi 
consumida ou obtida anteriormente. 
Tolerância
Definida por qualquer um dos seguintes aspectos:
• Uma necessidade de quantidades progressivamente maiores 
da substância para atingir a intoxicação ou efeito desejado.
• Acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma 
quantidade de substância.
Doses crescentes da substância são requeridas para alcançar 
efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas.
Abstinência
Síndrome de abstinência, manifestada por qualquer um dos 
aspectos:
• Síndrome de abstinência característica para a substância.
• A mesma substância (ou uma substância estreitamente 
relacionada) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de 
abstinência. 
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Perda de controle
Existe um desejo persistente ou esforços malsucedidos no 
sentido de reduzir ou controlar o uso da substância.
A substância é frequentemente consumida em maiores 
quantidades ou por um período mais longo que o pretendido.
Estreitamento do repertório!
Tempo gasto
Muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção 
da substância, na utilização ou na recuperação de seus efeitos → 
saliência do consumo. 
Usar apesar de prejuízo
O uso da substância é mantido apesar da consciência de ter um 
problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que 
tende a ser causado ou exacerbado pelo uso da mesma.
Uso continuado da substância, apesar da consciência de ter um 
problema social ou interpessoal persistente ou recorrente 
causado ou exacerbado pelos seus efeitos.
Uso recorrente da substância, resultando no fracasso em 
desempenhar papéis importantes na escola, faculdade, trabalho 
ou em casa.
Uso recorrente da substância em situações nas quais isso 
representa perigo para a integridade física. 
Negligência de atividades
Importantes atividades sociais, profissionais ou recreacionais são 
abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância.
Saliência do consumo!
Dependência
Especificadores:
- Em remissão inicial: nenhum critério por 3 a 12 meses, exceto 
fissura. 
- Em remissão sustentada: nenhum critério por mais do que 12 
meses, exceto fissura.
- Em ambiente controlado: ambiente que não tem acesso a 
droga. Exemplo → internação com portas trancadas. 
Avaliação inicial
Assist - OMS → questionário para triagem do uso de álcool, 
tabaco e outras substâncias. 
Princípios gerais do tratamento
1. Nenhum tratamento é efetivo para todos os indivíduos → a 
combinação de intervenções e o ajuste dos serviços a cada 
problema e necessidades particulares do indivíduo é crítico 
para o sucesso final no retorno do funcionamento produtivo 
na família, no tratamento e na sociedade.
2. O tratamento necessita estar fácil e prontamente disponível:
• Os indivíduos que são dependentes de drogas podem 
estar incertos sobre a entrada no tratamento.
• Os pretendentes potenciais do tratamento podem ser 
perdidos se o tratamento não estiver imediatamente 
disponível nem prontamente acessível.
3. O tratamento eficaz atende as várias necessidades do 
indivíduo, não apenas seu uso de drogas. 
• Para ser eficaz, o tratamento deve iniciar com foco no 
uso da droga.
• Problemas médicos, psicológicos, sociais, vocacionais e 
legais devem ser considerados como importantes fatores 
mantedores e dificultadores de uma reinserção social.
4. O tratamento do indivíduo e o planejamento dos serviços 
devem ser continuamente avaliados e modificados conforme 
as necessidades.
• A abordagem do tratamento deve ser apropriada a idade, 
ao sexo, etnicidade e cultura.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
• Deve-se considerar aconselhamento, psicoterapia, 
medicação, outros serviços médicos, terapia da família, 
reabilitação vocacional e serviços sociais e legais.
5. Permanecer em tratamento por um período de tempo 
adequado é crítico para a eficácia do tratamento.
• A duração apropriada para um indivíduo depende de 
seus problemas e necessidades.
• Como os pacientes frequentemente deixam o tratamento 
prematuramente, os programas devem incluir estratégias 
para acoplar e manter pacientes no tratamento.
6. Aconselhamento (individual e/ou em grupo) e outras terapias 
comportamentais são fundamentais para a eficácia do 
tratamento.
• Na terapia, os pacientes dirigem a atenção para a 
motivação, a configuração de habilidades para resistir o 
uso da droga.
• Deve-se facilitar também relacionamentos interpessoais 
e a habilidades no funcionamento e na comunidade.
7. Os medicamentos são importantes no tratamento de muitos 
pacientes, especialmente quando combinadas com 
aconselhamento e outras terapias comportamentais.
• O uso de metadona, naltrexona, dissulfiram, 
acamprosato, repositores de nicotina, bupropriona, 
topiramato podem ser um componente eficaz no 
tratamento.
8. Dependentes e abusadores de drogas com transtornos 
mentais devem ter ambos os transtornos tratados em uma 
maneira integrada.
• Transtornos relacionados ao uso de substâncias e os 
transtornos mentais ocorrem frequentemente no mesmo 
indivíduo.
• Os pacientes devem ser avaliados e tratados para as 
comorbidades.
9. A desintoxicação é somente o primeiro estágio do tratamento 
de dependência.
• Na desintoxicação, o médico controla os sintomas 
físicos agudos associados com a parada do uso da 
droga.
• Sozinha, raramente é suficiente ajudar os dependentes a 
conseguir manter a abstinência a longo prazo, mas é um 
precursor fortemente indicado para a eficácia do 
tratamento.
10. O tratamento não necessita ser voluntário ser eficaz.
• A motivação pode facilitar o processo do tratamento.
• O ajuste na família, no emprego ou no sistema de justiça 
criminal podem aumentar significativamente taxas de 
entrada e retenção do tratamento e sucesso de 
intervenções. 
11. O possível uso da droga durante o tratamento deve ser 
monitorado continuamente.
• Os lapsos no uso de drogas podem ocorrer durante o 
tratamento.
• A monitoração objetiva do uso de droga e/ou álcool, tais 
como análise de urina ou outros testes, pode ajudar na 
manutenção da abstinência e auxiliar no planejamento 
do tratamento.
12. Os programas do tratamento devem fornecer a avaliação para 
hiv/aids, hepatites B e C, tuberculose e outras doenças 
infecciosas.
• Deve-se aconselhar os pacientes na modificação ou 
mudança dos comportamentos que colocam os próprios 
ou outros sob risco de infecção.
13. A recuperação pode ser um processo a longo prazo e requer 
frequentemente múltiplos episódios de tratamento.
• Assim como outras doenças crônicas, as recaídas 
podem ocorrer durante ou após episódios bem 
sucedidos de tratamento.
• Programas de prevenção de recaída durante e depois do 
tratamento são frequentemente úteis na manutenção da 
abstinência.
Abordagem geral do usuário
Objetivos da avaliação inicial: 
• Tratar emergência ou problema agudo.
• Elaborar diagnóstico precoce acerca do consumo de drogas.
• Identificar complicações clínicas, sociais ou psíquicas.
• Investigar comorbidades psiquiátricas.
• Motivar o indivíduo para a mudança.
• Estabelecer um vínculo empático.
• Determinar o nível de atenção especializada.
Semiotécnica de avaliação em pessoas com problemas ou 
transtornos relacionados a álcool e outras drogas: 
Ana de Luca
Estratégia motivacional
Estágiosde prontidão para mudança
I. Pré-contemplação:
Descrição: não considera o que o uso de álcool e/ou outras 
drogas traga algum problema.
• São usuários felizes.
• Não tem nenhuma preocupação em relação ao seu uso de 
substâncias psicoativas e não querem mudar seu 
comportamento.
• Não sabem ou não aceitam que o seu uso de substâncias 
sejam risco, seja nocivo ou posso trazer problemas de saúde, 
sociais ou familiares.
Não se mostra disposto a mudar seu comportamento, porém 
está aberto a receber informações sobre o risco.
Postura profissional: fornecer informações, encorajar a refletir 
sobre o risco e pensar na possibilidade de diminuição ou 
interrupção do uso.
II. Contemplação:
Descrição:
Percebe um problema, mas está ambivalência para promover 
mudança.
• Tanto considera a necessidade de mudar seu comportamento 
quanto a rejeita.
• Consegue perceber tantos aspectos bons quanto os ruins em 
relação ao seu uso, vantagens e desvantagens.
• Alguma consciência da relação entre seus problemas e uso que 
fazem as substâncias.
Postura profissional: fornecer ao paciente as informações sobre 
os riscos relacionados ao uso de drogas, orientar, com conselhos 
e sugestões, sobre estratégias para diminuir ou parar o consumo.
• Incentivar a falar sobre as vantagens e desvantagens de seu 
uso de substâncias.
• Utilizar as desvantagens mencionadas como razões para 
diminuir ou parar com uso.
III. Preparação:
Descrição:
Reconhece o seu uso de drogas como sendo o causador de seus 
problemas e se propõe a mudar de comportamento.
Postura profissional:
Incentivar e encorajar o paciente a mudar de comportamento, 
sugerindo estratégias para diminuir ou parar o consumo.
• Plano de mudança de comportamento. 
• Identificação de situações de risco. 
• Estratégias para enfrentar as possíveis dificuldades → 
identificar barreiras e oferecer soluções.
IV. Ação:
Descrição:
Coloque em prática as estratégias e planos para conseguir atingir 
sua meta de mudança.
Postura profissional:
Ana de Luca
Apesar de motivada a mudar seu comportamento, muitas vezes o 
paciente tem dúvida sobre se conseguir ou não realizar a 
mudança → autoeficácia. 
Se isso acontecer encorajar e fortalecer, ajudando-o a manter sua 
decisão.
• Promover o suporte. 
• Definir a assistência. 
• Convidar a família. 
• Considerar a farmacoterapia.
V. Manutenção:
Descrição:
Não terá mudança obtida e evitar a recaída.
Postura profissional:
• Fortaleza e coragem o paciente. 
• Elogie o sucesso na mudança de comportamento. 
• Reforce as estratégias para evitar a situações de risco de 
recaída. 
• Considere o encaminhamento para o grupo de ajuda 
mútua. 
• Reavalie a farmacoterapia. 
• Considere aplicação de prevenção de recaídas e 
avaliação de situações de risco.
VI. Recaída:
Descrição:
Lápis sua ocorre quando o paciente utiliza a substância após um 
período de abstinência, porém sem voltar ao padrão de uso 
habitual. 
Ato isolado, um consumo ocasional, de modo que o paciente se 
mantém no estágio de manutenção. 
Lapsos e recaídas são normais e até esperado.
Postura profissional:
Encare a recaída como um fracasso seu como profissional ou do 
paciente. Sim como uma oportunidade de fortalecer aspectos 
pouco discutidos, encorajar o paciente a recomeçar.
Intervenções breves
Técnicas comportamentais para alcançar a abstinência ou a 
moderação do consumo:.
• Estabelecimento de uma meta. 
• Desenvolvimento de auto monitoramento. 
• Identificação de situações de risco. 
• Uso de estratégias para evitar o retorno ao padrão do uso 
problemático.
Prevenção de recaída
Auxiliar o paciente a se recuperar de um lapso e retomar a 
abstinência e outras metas estabelecidas durante o tratamento. 
• Estimular o aumento da auto confiança. 
• Desenvolver habilidades para o manejo do lapso. 
Conscientização do problema, treinamento de habilidades e 
enfrentamento e modificação do estilo de vida. 
Encarar a recaída como parte do processo.
Álcool
É uma droga lícita. Uso abusivo de álcool é um grave problema 
de saúde pública, pois gera um grande número de doenças, 
acidentes, episódios de violência, risco de dependência.
O etanol é produzido pela fermentação de frutas e grãos ou 
destilação de seus produtos.
Fatores que influenciam ação do álcool: 
• Frequência da ingestão. 
• Quantidade de álcool ingerido. 
• Quantidade de álcool absorvido. 
• Distribuição pelos tecidos do organismo. 
• Variabilidade individual. 
• Sensibilidade individual dos diferentes tecidos e órgãos. 
• Velocidade de metabolização.
Ana de Luca
O que pode evitar intoxicações?
Ana de Luca
Ana de Luca
DISCUSSÃO INTERPROFISSIONAL PARA A 
PROPOSIÇÃO DE ATIVIDADES COLETIVAS PARA O 
TRATAMENTO DE DOENÇAS MENTAIS
Saúde mental é um campo de conhecimento no âmbito das 
políticas públicas de saúde.
MODELO BIOMÉDICO → modelo linear. Paradigma médico 
influenciado pela abordagem biológica.
1. Linear (dano definido provoca uma condição de doença e os 
tratamentos são reparações desses danos).
2. Individualista → saúde e doença são determinados pelos 
recursos e carências do endivido e os tratamentos são 
intervenções exclusivamente dirigidas a ele.
3. Histórico, ignora as interações do indivíduo com o ambiente.
O novo conceito de saúde da o MS rompe com o modelo 
biomédico e começamos a pensar com MODELO 
BIOPSICOSSOCIAL → sai de uma questão individualista e 
começa a ser pensado em uma questão de saúde coletiva.
Paradigma da saúde pública: saúde mental comunitária.
1. Sistêmico → saúde doença como processo interativo e 
complexo. 
2. Comunitário → intervenções com grupos sociais. Quanto 
mais pessoas consiga trabalhar em educação em saúde, 
melhor. A interação em grupos permite o interesse comum, 
compartilhar idéias, reconhecimento de problemas comuns, o 
que gera fortalecimento e identificação.
3. Histórico:
• Ações individuais: curar, promover, melhorar, reduzir 
danos.
• Ações dirigidas a grupos e comunidades: prevenção da 
doença e promoção à saúde, identificação de grupos 
vulneráveis e construções conjuntos de oportunidades 
preventivas.
Mudanças importantes do modelo biomédico para o 
biopsicossocial:
1. Na formulação de políticas de saúde mental.
2. Na formulação e financiamento de programas.
3. A prática cotidiana dos serviços.
4. No status social dos médicos.
5. Descentralização dos recursos dos serviços para a 
comunidade.
6. Não existe segregação entre dicotomias: saúde doença, 
paciente e profissional, profissional e comunidade.
Saude mental e atenção psicossocial
O primeiro grande desafio é poder superar essa visão que reduz 
o processo de desinstitucionalização a mera reestruturação de 
serviços, embora se torne evidente que os mesmos tenham de 
ser radicalmente transformados e os manicômios superados.
Ponto de partida: começar a pensar o campo da saúde mental 
não como modelo ou sistema fechado, mas sim como um 
processo social e complexo. 
Definição de equipe
Uma equipe é um grupo de pessoas que geralmente acione para 
alcançar um objetivo comum. 
O trabalho em equipe é baseado na relação recíproca entre as 
intervenções técnicas e a integração dos agentes. 
As habilidades complementares dos membros possibilitam 
alcançar resultados. 
Os objetivos compartilhados determinam seu propósito e direção.
Crescente especialização: o crescente aumento da quantidade 
de conhecimentos com cada campo não permite que um único 
indivíduo domine todos os conhecimentos do assunto estudado.
Desinstitucionalização da saúde: a saída da atenção do 
hospital para a comunidade reforçou o trabalho entre diferentes 
profissionais. 
Objetivo da equipe multiprofissional: diminuir a desigualdade 
entre os profissionais de diferentes atuações na área da saúde 
para ocorrer: maior integração da equipe + maior possibilidade 
de interagirem em diferentes situações.Não há submissão entre os profissionais → busca de consensos 
acerca da finalidade e do modo de executar o trabalho.
Importância da interação: um dos indicadores claros de 
qualidade de uma equipe de saúde é a capacidade de interação. 
Boas equipes interagem bem, cuidam bem de seus pacientes e 
não tem problemas com quaisquer equipes de cuidado. Não 
existe especificidade de bom funcionamento para um outro tipo 
específico de cuidado.
Discussão interprofissional
Instrumentos de intervenção psicossocial na atenção básica:
• Constituem-se importante estratégia para produção do cuidado 
em saúde.
• Compõem uma oferta de tecnologias que contemplam as 
necessidades e demandas que surgem do território.
Ana de Luca
• São ações em saúde mental que dialogam com o conceito 
ampliado de saúde e com a integralidade do cuidado.
Ações terapêuticas comuns aos profissionais da atenção básica:
• Ações que podem ser realizadas por todos os profissionais 
atenção básica nos mais diversos dispositivos de cuidado: 
proporcionar ao usuário um bom momento para pensar e 
refletir. Exercer boa comunicação. Exercitar habilidade da 
empatia. Se lembrar de escutar o que o usuário precisa dizer. 
Acolher usuário suas queixas emocionais como legítimas. 
Oferecer suporte na medida certa, uma medida que não torne 
usuário dependente e nem gere no profissional uma 
sobrecarga. Reconhecer os modelos de entendimento do 
usuário.
Instrumentos de intervenção psicossocial na 
atenção básica
Grupos terapêuticos e saúde mental
Os grupos, enquanto tecnologia de cuidado complexa e 
diversificada, são teorizados pelas mais diferentes molduras 
teóricas, podendo ser úteis nas formulações de dinâmicas 
grupais.
 
Tais ofertas das formas de intervenção são derivadas das 
demandas recorrente dos profissionais que desejam incorporar 
novas ferramentas de trabalho, se perguntando como faz o 
grupo, como saio do meu espaço clínico individual, entendendo 
esse espaço como produtor de saúde e possuindo impacto nos 
determinantes e condicionantes de saúde dos sujeitos e 
coletividade.
Os objetivos são: gerar impactos nos indicadores na perspectiva 
da educação em saúde, comumente baseada no paradigma de 
transmissão do saber fazer profissional.
As propostas do grupo em saúde, partindo do reconhecimento 
da experiência do outro, seus territórios existenciais transversal 
alisados por vetores sociais, culturais, políticos e outros, 
possibilita a formação de um grupo sujeito, no qual o sujeito é a 
gente coletivo dos enunciados, pois se esforça para ter um 
controle sobre sua conduta.
O trabalho com grupos na atenção básica associada o campo da 
saúde mental pode superar o aspecto da normalização do 
cuidado ao paciente com sofrimento emocional significativo, na 
perspectiva desse enfoque referencial. O objetivo é que o grupo 
seja um intermediário da relação endivido sociedade, no qual se 
evidencia os agenciamento coletivos de enunciação e sua 
consequente produção de subjetividade, já que a produção de 
um sujeito endivido em separável das marcas coletivas.
Adotar a diferença como requisito de cura, evitando totalizações 
e universalizações dos sujeitos, grupos, práticas de cuidado.
Evitar → formação de grupos por tipologia de agravos ou 
sofrimento psíquico. O grupo como lugar de abordagem. Deve-se 
enfatizar o grupo como lugar do encontro entre sujeitos, as 
pessoas como singularidades em permanente produção de si e 
do mundo.
Situação de crise na saúde mental
Pode se manifestar como incerteza, ameaça, insegurança e 
medo presentes como sentimento, tanto para o sujeito como 
para os que convivem com ele.
As situações de crise produzem uma configuração social 
marcada por dificuldades de comunicação e expressão, o que 
pode amplificar o problema e gerar uma sensação de urgência.
Sentimento de despreparo para realizar uma intervenção não é 
menor no leigo.
Abordagem das situações que envolvem esse tipo tende a ser 
inadequadamente atribuído a especialistas em detrimento das 
múltiplas possibilidades que todo profissional de saúde tem de 
operar nessas condições. 
É preciso ampliar o conceito de crise e superar o olhar de 
episódio único, garantindo um cuidado continuado. A crise faz 
parte do cotidiano dos sujeitos que estão lidando com momentos 
que geram desorganização em sua vida. 
Deve-se acolher, pensar com empatia, entender o que esta 
acontecendo. 
Atenção da crise está associada a oferta de uma atenção 
longitudinal nos contextos da vida das pessoas. Contudo, 
alguns pressupostos devem ser considerados como norteadores 
para fundamentar a organização da rede na perspectiva de 
acolher, abordar e cuidar das pessoas em situação de crise. 
Ana de Luca
INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS
Conceito
As INF dizem respeito a um conjunto de estratégias que visam 
maximizar o funcionamento cognitivo e o bem-estar da pessoa, 
bem como ajudá-la no processo de adaptação à doença. As 
atividades desenvolvidas têm como fim a estimulação das 
capacidades individuais, preservando, pelo maior período 
possível sua autonomia, conforto e dignidade.
Isso é funcionalidade, exemplo, antipsicóticos podem causar 
perda da libido e outras consequências não interessantes. 
O Ministério da Saúde orienta que as intervenções em SM na 
APS devem gerar meios de modificação e qualificação das 
condições e modos de vida dos usuários, em respeito às suas 
singularidades, e que não se restrinjam à cura de doenças.
Acolhimento
O exame psíquico avalia encaminhamentos e etc. Pergunta: 
como você acha que eu posso te ajudar?
Avaliação
Itens que não podem faltar durante a avaliação de um paciente 
com sofrimento psíquico. 
I. Inicie sua avaliação e verifique a clínica do sofrimento 
psíquico, atentando para a presença dos sintomas e de seu 
grau de severidade e de comprometimento da vida do 
indivíduo. 
II. Confirmando a presença de sintomatologia depressivo– 
ansiosa, é necessário confirmar o grau de severidade e estar 
atento para os sintomas sentinelas para traçar a proposta 
terapêutica, um pequeno “PTS” a ser realizado e avaliado 
durante o tratamento Intervenções não farmacológicas em 
SM 
III. Não se esqueça de descartar se os sintomas 
depressivoansiosos foram produzidos por medicamentos, ou 
pelo consumo de substâncias psicoativas ou pela abstinência 
destas. E de avaliar se os sintomas não são secundários a 
outros quadros clínicos. 
IV. Avalie se existe risco de suicídio e a severidade do mesmo. 
V. Avalie a presença de sintomas-sentinela que podem sugerir 
um quadro de transtorno mental grave que irão requerer uma 
abordagem mais específica e o suporte de um profissional 
especializado em saúde mental (pensamentos obsessivos e 
compulsões, recorrência de episódios depressivos graves, 
alucinações, delírios, linguagem incoerente, comportamento 
muito desorganizado).
Manejo terapêutico
Avaliação do nível de comprometimento funcional:
• Casos com comprometimento funcional leve devem ser 
manejados como sofrimento psíquico. Se houver presença de 
queixas físicas, será necessário fazer abordagens específicas. 
• Casos com comprometimento moderado à grave, o manejo 
envolverá um cuidado mais estruturado. Intervenções não 
farmacológicas em SM. 
Orientações para a avaliação do nível de comprometimento 
funcional: 
• Sem comprometimento: apesar da sintomatologia, a pessoa é 
capaz de manter 100% do seu funcionamento diário.
• Leve: mantém 80% do funcionamento;
• Moderado: 50 a 75% do funcionamento; 
• Grave: menos de 50% do funcionamento.
Escala de avaliação Global de Funcionamento AGF) 
Ana de Luca
MANEJO NA PRESENÇA DE SOFRIMENTO PSÍQUICO
A utilização de psicofármacos pode ser necessária para alguns 
casos, mas não deve ser a base ou centralizar o plano 
terapêutico. 
Utilizar estratégias não-medicamentosas, tais como: abordagem 
de estressores psicossociais, reativação das redessociais, a 
prática de atividade física, técnicas de relaxamento, abordagens 
de resolução de problemas. 
Avaliar a presença da automedicação inadequada, como o uso 
indevido de benzodiazepínicos, comuns 
nestes quadros. 
MANEJO NA PRESENÇA DE QUEIXAS MÉDICAS 
INEXPLICÁVEIS
Romper com o princípio de exclusão: segundo este, antes de 
abordar os sintomas psíquicos, teria que se excluir a presença de 
doenças físicas que pudessem estar por trás das queixas. 

Evitar exames e encaminhamentos desnecessários. 

Reconhecer que os sintomas não são imaginários. 

Comunicar os resultados dos exames dizendo que não se 

encontrou uma doença grave, mas que é importante tratar os 
sintomas que incomodam o paciente. 

MANEJO NA PRESENÇA DE EVENTOS DESENCADEANTES
Em caso de situação de perda de entes queridos-apoio ao luto, 
adaptação de acordo com a cultura local. Reativação das redes 
sociais. 
Em caso de estresse agudo após evento traumático - forneça 
suporte e mobilize apoio social. 
DIFICULDADES DE MANEJO E COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS: 
O QUE FAZER?
Uso inadequado de psicofármacos: uso inadequado de 
antidepressivos e de benzodiazepínicos.
ENCAMINHAMENTOS POUCO EFETIVOS A DIVERSOS 
ESPECIALISTAS
A literatura aponta para o alto consumo de serviços de saúde 
associados aos Transtornos Mentais Comuns, gerando não 
somente um custo alto para o sistema de saúde, como também o 
próprio desgaste físico e emocional do paciente, que passa por 
uma verdadeira peregrinação em diversos dispositivos da saúde 
em busca de uma resposta para o seu mal-estar. 
MI-GAP
As intervenções descritas nesta material cobrem intervenções 
tanto psicológicas como sociais que requerem a dedicação de 
um tempo considerável. 
Várias dessas intervenções são conhecidas como psicoterapias 
ou tratamentos psicológicos. 
Na maior parte do mundo, estes tratamentos tendem a ser 
prestados por especialistas especialmente treinados. Todavia, 
eles também podem ser prestados por trabalhadores de saúde 
não especializados sob supervisão. 
Estes tratamentos psicológicos geralmente são prestados 
semanalmente, ao longo de vários meses, numa base individual 
ou grupal. 
INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS AVANÇADAS 
1. Ativação comportamental.
2. Terapia cognitivo-comportamental (TCC). 
3. Terapia de análise de contingências.
4. Aconselhamento ou terapia familiar.
5. Terapia interpessoal (TIP).
6. Terapia de incremento motivacional.
7. Treinamento em habilidades para pais de crianças e 
adolescentes com transtornos comportamentais.
8. Treinamento em habilidades para pais de crianças e 
adolescentes com transtornos do desenvolvimento.
9. Aconselhamento ou terapia de resolução de problemas. 
10. Relaxamento.
11. Terapia de habilidades sociais.
PRATICAS COMPLEMENTARES
O debate sobre as práticas integrativas e complementares 
começou a despontar no final de década de 70, após a 
declaração de Alma Ata e validada, principalmente, em meados 
dos anos 80 com a 8a Conferência Nacional de Saúde. 
Coube ao Ministério da Saúde garantir a atenção integral à saúde 
através das práticas integrativas e complementares 
Implicou pensar - em conjunto com gestores de saúde, entidades 
de classe, conselhos, academia e usuários do SUS - uma política 
pública permanente que considerasse não só os mecanismos 
Ana de Luca
naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde, mas 
a abordagem ampliada do processo saúde-doença e a promoção 
global do cuidado humano. 
A medida que os debates se aprofundavam acerca das 
dificuldades impostas à efetiva implementação desse novo 
modelo de produzir saúde, o Departamento de Atenção Básica 
elaborava um documento normatizador para institucionalizar as 
experiências com essas práticas na rede pública e induzir 
políticas, programas e legislação nas três instâncias de governo. 
Respaldado pelas diretrizes da OMS , o Ministério da Saúde 
aprova, então, através da Portaria GM/MS no 971, de 3 de maio 
de 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde (PNPIC). 
Definição
As PICS são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos 
baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir 
diversas doenças. Também podem ser usadas como tratamentos 
paliativos em algumas doenças crônicas. 
AÇÕES:
• O Brasil é referência mundial na área de práticas integrativas e 
complementares na atenção básica. 
• É uma modalidade que investe em prevenção e promoção à 
saúde com o objetivo de evitar que as pessoas fiquem doentes. 
• O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, de forma integral e 
gratuita, 29 procedimentos de Práticas Integrativas e 
Complementares (PICS) à população. 
• Os atendimentos começam na Atenção Básica, principal porta 
de entrada para o SUS. 
Práticas
APITERAPIA- Prática terapêutica que consiste em usar produtos 
derivados de abelhas – como apitoxinas, mel, pólen, geleia real, 
própolis – para promoção da saúde e fins terapêuticos. 
AROMATERAPIA- Prática terapêutica secular que utiliza as 
propriedades dos óleos essenciais, concentrados voláteis 
extraídos de vegetais, para recuperar o equilíbrio e a harmonia do 
organismo visando à promoção da saúde física e mental, ao 
bem-estar e à higiene. 
ARTETERAPIA- Prática expressiva artística, visual, que atua 
como elemento terapêutico na análise do consciente e do 
inconsciente e busca interligar os universos interno e externo do 
indivíduo, por meio da sua simbologia, favorecendo a saúde física 
e mental. Utiliza instrumentos como pintura, colagem, 
modelagem, poesia, dança, fotografia, tecelagem, expressão 
corporal, teatro, sons, músicas ou criação de personagens, 
usando a arte como uma forma de comunicação entre 
profissional e paciente, em processo terapêutico individual ou de 
grupo, numa produção artística a favor da saúde. 
AYURVEDA- Os tratamentos ayurvédicos consideram a 
singularidade de cada pessoa, e utilizam técnicas de 
relaxamento, massagens, plantas medicinais, minerais, posturas 
corporais (ásanas), pranayamas (técnicas respiratórias), mudras 
(posições e exercícios) e cuidados dietéticos. Para o ayurveda, 
indivíduo saudável é aquele que tem os doshas (humores) em 
equilíbrio, os dhatus (tecidos) com nutrição adequada, os malas 
(excreções) eliminados adequadamente, e apresenta uma alegria 
e satisfação na mente e espírito. 
BIODANÇA- Prática expressiva corporal que promove vivências 
integradoras por meio da música, do canto, da dança e de 
atividades em grupo, visando restabelecer o equilíbrio afetivo e a 
renovação orgânica, necessários ao desenvolvimento humano. 
Utiliza exercícios e músicas organizados que trabalha a 
coordenação e o equilíbrio físico e emocional por meio dos 
movimentos da dança, a fim de induzir experiências de 
integração, aumentar a resistência ao estresse, promover a 
renovação orgânica e melhorar a comunicação e o 
relacionamento interpessoal. 
BIOENERGÉTICA-Visão diagnóstica que, aliada a uma 
compreensão etiológica do sofrimento/adoecimento, adota a 
psicoterapia corporal e os exercícios terapêuticos em grupos, por 
exemplo, os movimentos sincronizados com a respiração. 
CONSTELAÇÃO FAMILIAR- terapia breve que pode ser feita em 
grupo, durante workshops, ou em atendimentos individuais, 
abordando um tema a cada encontro. 
CROMOTERAPIA- Prática terapêutica que utiliza as cores do 
espectro solar – vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e 
violeta – para restaurar o equilíbrio físico e energético do corpo. 
Na cromoterapia, as cores são classificadas em quentes 
(luminosas, com vibrações que causam sensações mais físicas e 
estimulantes – vermelho, laranja e amarelo) e frias (mais escuras, 
com vibrações mais sutis e calmantes – verde, azul, anil e 
violeta). A cor violeta é a de vibração mais alta no espectro de 
luz, com sua frequência atingindo as camadas mais sutis e 
elevadas do ser (campo astral). 
Ana deLuca
DANÇA CIRCULAR- Prática expressiva corporal, ancestral e 
profunda, geralmente realizada em grupos, que utiliza a dança de 
roda – tradicional e contemporânea –, o canto e o ritmo para 
favorecer a aprendizagem e a interconexão harmoniosa e 
promover a integração humana, o auxílio mútuo e a igualdade 
visando o bem-estar físico, mental, emocional e social. 
GEOTERAPIA- Terapêutica natural que consiste na utilização de 
argila, barro e lamas medicinais, assim como pedras e cristais 
(frutos da terra), com objetivo de amenizar e cuidar de 
desequilíbrios físicos e emocionais por meio dos diferentes tipos 
de energia e propriedades químicas desses elementos. 
HIPNOTERAPIA- Conjunto de técnicas que, por meio de intenso 
relaxamento, concentração e/ou foco, induz a pessoa a alcançar 
um estado de consciência aumentado que permita alterar uma 
ampla gama de condições ou comportamentos indesejados, 
como medos, fobias, insônia, depressão, angústia, estresse, 
dores crônicas. Pode favorecer o autoconhecimento e, em 
combinação com outras formas de terapia, auxilia na condução 
de uma série de problemas.
HOMEOPATIA- é uma abordagem terapêutica de caráter 
holístico e vitalista que vê a pessoa como um todo, não em 
partes, e cujo método terapêutico envolve três princípios 
fundamentais: a Lei dos Semelhantes; a experimentação no 
homem sadio; e o uso da ultra diluição de medicamentos. 
Envolve tratamentos com base em sintomas específicos de cada 
indivíduo e utiliza substâncias altamente diluídas que buscam 
desencadear o sistema de cura natural do corpo. Os 
medicamentos homeopáticos da farmacopeia homeopática 
brasileira estão incluídos na Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais (Rename).
IMPOSIÇÃO DE MÃOS: Prática terapêutica secular que implica 
um esforço meditativo para a transferência de energia vital (Qi, 
prana) por meio das mãos com intuito de reestabelecer o 
equilíbrio do campo energético humano, auxiliando no processo 
saúde-doença. 
MEDICINA ANTROPOSÓFICA: Fundamenta-se em um 
entendimento espiritual-científico do ser humano que considera 
bem-estar e doença como eventos ligados ao corpo, mente e 
espírito do indivíduo, realizando abordagem holística 
("salutogenesis") com foco em fatores que sustentam a saúde 
por meio de reforço da fisiologia do paciente e da individualidade, 
ao invés de apenas tratar os fatores que causam a doença. 
MEDICINA TRADICIONAL CHINESA- ACUPUNTURA: A 
acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde que faz 
parte dos recursos terapêuticos da medicina tradicional chinesa 
(MTC) e estimula pontos espalhados por todo o corpo, ao longo 
dos meridianos, por meio da inserção de finas agulhas filiformes 
metálicas, visando à promoção, manutenção e recuperação da 
saúde, bem como a prevenção de agravos e doenças. Criada há 
mais de dois milênios, é um dos tratamentos mais antigos do 
mundo e pode ser de uso isolado ou integrado com outros 
recursos terapêuticos da MTC ou com outras formas de cuidado. 
MEDITAÇÃO: consiste em treinar a focalização da atenção de 
modo não analítico ou discriminativo, a diminuição do 
pensamento repetitivo e a reorientação cognitiva, promovendo 
alterações favoráveis no humor e melhora no desempenho 
cognitivo, além de proporcionar maior integração entre mente, 
corpo e mundo exterior. A meditação amplia a capacidade de 
observação, atenção, concentração e a regulação do corpo-
mente-emoções; desenvolve habilidades para lidar com os 
pensamentos e observar os conteúdos que emergem à 
consciência; facilita o processo de autoconhecimento, 
autocuidado e autotransformação; e aprimora as interrelações – 
pessoal, social, ambiental – incorporando a promoção da saúde à 
sua eficiência. 
MUSICOTERAPIA: Prática expressiva integrativa conduzida em 
grupo ou de forma individualizada, que utiliza a música e/ou seus 
elementos – som, ritmo, melodia e harmonia – num processo 
facilitador e promotor da comunicação, da relação, da 
aprendizagem, da mobilização, da expressão, da organização, 
entre outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de 
atender necessidades físicas, emocionais, mentais, espirituais, 
sociais e cognitivas do indivíduo ou do grupo. 
NATUROPATIA: Prática terapêutica que adota visão ampliada e 
multidimensional do processo vida-saúde- doença e utiliza um 
conjunto de métodos e recursos naturais no cuidado e na 
atenção à saúde. 
OSTEOPATIA: Prática terapêutica que adota uma abordagem 
integral no cuidado em saúde e utiliza várias técnicas manuais 
para auxiliar no tratamento de doenças, entre elas a da 
manipulação do sistema musculoesquelético (ossos, músculos e 
articulações), do stretching, dos tratamentos para a disfunção da 
articulação temporo-mandibular (ATM), e da mobilidade para 
vísceras. 
Ana de Luca
OZONIOTERAPIA: Prática integrativa e complementar de baixo 
custo, segurança comprovada e reconhecida, que utiliza a 
aplicação de uma mistura dos gases oxigênio e ozônio, por 
diversas vias de administração, com finalidade terapêutica, e 
promove melhoria de diversas doenças. O ozônio medicinal, nos 
seus diversos mecanismos de ação, representa um estimulo que 
contribui para a melhora de diversas doenças, uma vez que pode 
ajudar a recuperar de forma natural a capacidade funcional do 
organismo humano e animal. 
PLANTAS MEDICINAIS: As plantas medicinais contemplam 
espécies vegetais, cultivadas ou não, administradas por qualquer 
via ou forma, que exercem ação terapêutica e devem ser 
utilizadas de forma racional, pela possibilidade de apresentar 
interações, efeitos adversos, contraindicações. A fitoterapia é um 
tratamento terapêutico caracterizado pelo uso de plantas 
medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a 
utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem 
vegetal. 
QUIROPRAXIA: Prática terapêutica que atua no diagnóstico, 
tratamento e prevenção das disfunções mecânicas do sistema 
neuromusculoesquelético e seus efeitos na função normal do 
sistema nervoso e na saúde geral. Enfatiza o tratamento manual, 
como a terapia de tecidos moles e a manipulação articular ou 
"ajustamento", que conduz ajustes na coluna vertebral e outras 
partes do corpo, visando a correção de problemas posturais, o 
alívio da dor e favorecendo a capacidade natural do organismo 
de auto cura. 
REFLEXOTERAPIA: Prática terapêutica que utiliza estímulos em 
áreas reflexas – os microssistemas e pontos reflexos do corpo 
existentes nos pés, mãos e orelhas – para auxiliar na eliminação 
de toxinas, na sedação da dor e no relaxamento. Parte do 
princípio que o corpo se encontra atravessado por meridianos 
que o dividem em diferentes regiões, as quais têm o seu reflexo, 
principalmente nos pés ou nas mãos, e permitem, quando 
massageados, a reativação da homeostase e do equilíbrio nas 
regiões com algum tipo de bloqueio. 
REIKI: Prática terapêutica que utiliza a imposição das mãos para 
canalização da energia vital visando promover o equilíbrio 
energético, necessário ao bem-estar físico e mental. Busca 
fortalecer os locais onde se encontram bloqueios – “nós 
energéticos” – eliminando as toxinas, equilibrando o pleno 
funcionamento celular, e restabelecendo o fluxo de energia vital – 
Qi. A prática do Reiki responde perfeitamente aos novos 
paradigmas de atenção em saúde, que incluem dimensões da 
consciência, do corpo e das emoções. 
SHANTALA: Prática terapêutica que consiste na manipulação 
(massagem) para bebês e crianças pelos pais, composta por uma 
série de movimentos que favorecem o vínculo entre estes e 
proporcionam uma série de benefícios decorrentes do 
alongamento dos membros e da ativação da circulação. Além 
disso, promove a saúde integral; harmoniza e equilibra os 
sistemas imunológico, respiratório, digestivo, circulatório e 
linfático; estimula as articulações e a musculatura; auxilia 
significativamente o desenvolvimento motor;facilita movimentos 
como rolar, sentar, engatinhar e andar; reforça vínculos afetivos, 
cooperação, confiança, criatividade, segurança, equilíbrio físico e 
emocional. 
TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA: Prática terapêutica 
coletiva que atua em espaço aberto e envolve os membros da 
comunidade numa atividade de construção de redes sociais 
solidárias para promoção da vida e mobilização dos recursos e 
competências dos indivíduos, famílias e comunidades. Nela, o 
saber produzido pela experiência de vida de cada um e o 
conhecimento tradicional são elementos fundamentais na 
construção de laços sociais, apoio emocional, troca de 
experiências e diminuição do isolamento social. Atua como 
instrumento de promoção da saúde e autonomia do cidadão.
 
TERAPIA DE FLORAIS: Prática terapêutica que utiliza essências 
derivadas de flores para atuar nos estados mentais e emocionais. 
A terapia de florais de Bach, criada pelo inglês Dr. Edward Bach 
(1886-1936), é o sistema precursor desta prática. Exemplos de 
outros sistemas de florais: australianos, californianos, de Minas, 
de Saint Germain, do cerrado, Joel Aleixo, Mystica, do Alaska, do 
Hawai. 
TERMALISMO SOCIAL/CRENOTERAPIA: Prática terapêutica 
que consiste no uso da água com propriedades físicas, térmicas, 
radioativas e outras – e eventualmente submetida a ações 
hidromecânicas – como agente em tratamentos de saúde. A 
eficiência do termalismo no tratamento de saúde está associada 
à composição química da água (que pode ser classificada como 
sulfurada, radioativa, bicarbonatada, ferruginosa etc.), à forma de 
aplicação (banho, sauna etc.) e à sua temperatura. 
YOGA: Prática corporal e mental de origem oriental utilizada 
como técnica para controlar corpo e mente, associada à 
meditação. Apresenta técnicas específicas, como hatha-yoga, 
mantra-yoga, laya-yoga, que se referem a tradições 
especializadas, e trabalha os aspectos físico, mental, emocional, 
energético e espiritual do praticante com vistas à unificação do 
ser humano em si e por si mesmo. Entre os principais benefícios 
obtidos por meio da prática do yoga estão a redução do estresse, 
Ana de Luca
a regulação do sistema nervoso e respiratório, o equilíbrio do 
sono, o aumento da vitalidade psicofísica, o equilíbrio da 
produção hormonal, o fortalecimento do sistema imunológico, o 
aumento da capacidade de concentração e de criatividade e a 
promoção da reeducação mental com consequente melhoria dos 
quadros de humor, o que reverbera na qualidade de vida dos 
praticantes. 
Como implantar?
Dessa maneira, é de competência exclusiva do município a 
contratação dos profissionais e a definição das práticas a serem 
ofertadas. 
Financiamento:
• Na Atenção Básica, o pagamento é realizado pelo piso da 
atenção básica (PAB) fixo (per capita), ou por PAB variável, que 
corresponde ao pagamento por equipes de saúde da família, 
agentes comunitários e núcleos de saúde da família, ou ainda o 
programa de melhoria do acesso e da qualidade (PMAQ). 
• Dessa forma, os procedimentos ofertados através da Portaria 
no145/2017 estão dentro do financiamento do PAB e não 
geram recursos por produção. Alguns outros, específicos, são 
financiados pelo bloco da Média e Alta Complexidade. 
Ana de Luca
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO / 
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Funções psíquicas
No TOC o juízo de realidade e o pensamento estão alterados.
Tipos alterados de pensamento
Ideia obsessiva X Ideias delirantes
O com ideia obsessiva tem crítica sobre a falta de controle dele. 
Na ideia delirante a critica em relação ao absurdo não está 
presente, o indivíduo acredita plenamente na ideia.
Volição
Atos compulsivos:
ATO IMPULSIVO → vai da intenção direto pra execução.
No ato COMPULSIVO tem uma deliberação consciente e depois 
toma a decisão de fazer, não tem plena liberdade. 
TOC
Epidemiologia
História natural
Deterioração → perde a funcionalidade por causa do TOC 
→ ex: paciente se sente contaminada o tempo inteiro, 
desconforto, achava que a mão não estava limpa, não queria 
mais encostar em lugares (não abria portas),.. preocupação ficou 
tão grande que não queria mais sair de casa. 
Obsessive-compulsive disorder (OCD) is a disorder in which people have 
recurring, unwanted thoughts, ideas or sensa<ons (obsessions) that 
make them feel driven to do something repe<<vely (compulsions). The 
repe<<ve behaviors, such as hand washing, checking on things or 
cleaning, can significantly interfere with a person’s daily ac<vi<es and 
social interac<ons. 
A diagnosis of OCD requires the presence of obsessions and/or 
compulsions that are <me-consuming (more than one hour a day), cause 
significant distress, and impair work or social func<oning. 
Ana de Luca
Obsession → recurrent and persistent thoughts, impulses, or images 
that cause distressing emo<ons such as anxiety or disgust. Many people 
with OCD recognize that the thoughts, impulses, or images are a product 
of their mind and are excessive or unreasonable. However, the distress 
caused by these intrusive thoughts cannot be resolved by logic or 
reasoning. 
Most people with OCD try to ease the distress of the obsessions with 
compulsions, ignore or suppress the obsessions, or distract themselves 
with other ac<vi<es. 
Typical obsessions: 
• Fear of geOng contaminated by people or the environment. 
• Disturbing sexual thoughts or images. 
• Fear of blur<ng out obsceni<es or insults. 
• Extreme concern with order, symmetry, or precision. 
• Recurrent intrusive thoughts of sounds, images, words, or numbers. 
• Fear of losing or discarding something important. 
Compulsions → repe<<ve behaviors or mental acts that a person feels 
driven to perform in response to an obsession. The behaviors typically 
prevent or reduce a person's distress related to an obsession. 
Compulsions may be excessive responses that are directly relate to an 
obsession (such as excessive hand washing due to the fear of 
contamina<on) or ac<ons that are completely unrelated to the 
obsession. In the most severe cases, a constant repe<<on of rituals may 
fill the day, making a normal rou<ne impossible. 
Typical compulsions: 
• Excessive or ritualized hand washing, showering, brushing teeth, or 
toile<ng. 
• Repeated cleaning of household objects. 
• Ordering or arranging things in a par<cular way. 
• Repeatedly checking locks, switches, or appliances. 
• Constantly seeking approval or reassurance. 
• Repeated coun<ng to a certain number. 
fatores de risco e prognóstico
Um dos tratamentos do TOC é neurocirúrgico. Circuitos fronto-
límbico, sensoriomotor, cognitivo-ventral, cognitivo-dorsal e 
afetivo-ventral. 
Crenças disfuncionais
Pensamentos obsessivos
Ana de Luca
OCD risk factors include:
A parent, sibling, or child with OCD.
Physical differences in certain parts of your brain.
Depression, anxiety, or tics.
Experience with trauma.
A history of physical or sexual abuse as a child.
Sometimes, a child might have OCD after a streptococcal 
infection. This is called pediatric autoimmune neuropsychiatric 
disorders associated with streptococcal infections, or PANDAS.
Atos compulsivos
Relações
Insight
Ana de Luca
Ana de Luca
Transtorno alimentar
Ana de Luca
Ana de Luca
Bulimia nervosa
Ana de Luca
Compulsão alimentar

Mais conteúdos dessa disciplina