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Ana de Luca
SEMIOLOGIA PSICOPATOLÓGICA
Sinais e sintomas
Clusters (agrupamentos): mais ou menos frequentes. Definem,
portanto, as síndromes.
Entidades nosológicas, doenças ou transtornos específicos
(como esquizofrenia, doença de Alzheimer, anorexia nervosa,
etc). São fenômenos mórbidos nos quais se pode identificar (ou
pelo menos presumir) certas causas, ou fatores casuais
(etiologia), o curso relativamente homogêneo, certos padrões
evolutivos e estados terminais.
Entrevista ! principal ferramenta
A anamnese, ou seja, histórico de sinais e sintomas que o
indivíduo apresenta ao longo de sua vida, seus antecedentes
pessoais e familiares, assim como de sua família e meio social.
O exame psíquico, também chamado de exame do estado
mental atual.
Avaliação física: pacientes com transtornos mentais graves em
geral são negligênciados expectativa de vida reduzida em 15 a 20
anos.
• Variáveis do paciente.
• Contexto institucional → emergência, ambulatório (avaliação
longitudinal,…), psicoterapia.
• Objetivos da entrevista.
• Personalidade do entrevistador.
Evitar:
• Posturas rígidas.
• Atitude excessivamente neutra ou fria.
• Reações exageradamente emotivas.
• Julgamentos.
• Reações emocionais intensas de pena ou compaixão.
• Responder com hostilidade ou agressão.
• Entrevistas excessivamente prolixas.
• Fazer muitas anotações.
Exame psíquico:
• Aspecto geral e comunicação não verbal: cuidado pessoal,
higiene, trajes, postura, mímica, atitude global do paciente.
• Nível de consciência.
• Orientação alo e autopsíquica.
• Atenção.
• Memória (fixação e evocação).
• Sensopercepção.
• Pensamento (curso, forma e conteúdo).
• Linguagem.
• Inteligência.
• Juízo de realidade (presença de delírios, ideias prevalentes,
etc.)
• Vida afetiva (estado de humor basal, emoções e sentimentos
predominantes).
• Volição.
• Psicomotricidade.
• Consciência e valoração do Eu.
• Vivência do tempo e do espaço.
• Personalidade.
• Descrever sentimentos contratransferenciais.
• Crítica em relação a sintomas e insight.
• Desejo de ajuda.
Apresentação e atitude:
Apresentação:
• Cuidado pessoal, higiene, trajes, postura, mímica,
• Atitude global do paciente: colaborativo, pouco colaborativo,
dissimulado, simulado.
Nível de consciência
Estado total de alerta: Consciente.
Níveis de redução da consciência:
I. 1º Obnubilação: turvação da consciência ou sonolência
patológica leve.
II. 2º Torpor: é um grau mais acentuado de rebaixamento da
consciência. O paciente está evidentemente sonolento.
III. 3º Sopor: marcante e profunda turvação da consciência, de
sonolência intensa, da qual o indivíduo pode ser despertado
apenas por um tempo muito curto, por estímulos muito
enérgicos.
IV. 4º Coma: perda completa da consciência, o grau mais
profundo de rebaixamento de seu nível. Não é possível
qualquer atividade voluntária consciente.
Alterações qualitativas de consciência:
• Estados crepusculares: relativa conservação da atividade
motora coordenada, estreitamento transitório do campo da
consciência, surge de forma abrupta, amnésia lacunar.
• Estado segundo: atividade psicomotora coordenada, mas
permanece estranha à personalidade do sujeito acometido
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• Dissociação da consciência: fragmentação/divisão do campo
da consciência. Afeta também a memória, a percepção, a
identidade e o controle motor.
• Transe: Estado de alteração qualitativa da consciência que se
assemelha a sonhar acordado.
• Perplexidade patológica: estranheza inquietante, perda de
uma sensação de naturalidade.
Doenças físicas mais frequentes são
• Diabetes tipo II e resistência à insulina, dislipidemia, doenças
cardiovasculares (HAS, arritmias cardíacas), obesidade.
• Neoplasias malignas.
• HIV/aids, hepatite C.
• Osteoporose, hiperprolactinemia.
• Tabagismo, uso de álcool e de outras substâncias.
• Efeitos colaterais dos psicofármacos.
Exames complementares
• Hemograma completo.
• Glicemia de jejum.
• Perfil lipídico (Triglicérides + Colesterol).
• Eletrólitos (Na, K, Ca total, Cai).
• Uréia e Creatina.
• Bilirrubinas.
• Enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT).
• TSH + T4L.
• Teste de gravidez.
• Prolactina.
• Coagulograma.
• Vitaminas B12 e D.
Exame de imagem do encéfalo:
• RNM ou TC sem contraste.
• Eletrocardiograma de repouso com D II Longo.
• Sorologias: HIV, Sífilis, Hepatite B e C, sempre avisar e solicitar
o consentimento do paciente.
Atenção
• Voluntária: concentração ativa e intencional.
• Espontânea: incidental, interesse momentâneo.
• Voltada a processos internos (Interna) ou externos (externa)
• Focal ou dispersa.
• Tenacidade: capacidade do indivíduo de fixar e manter sua
atenção sobre determinado estímulo.
• Vigilância aspecto da atenção relacionado a mudança de foco
(Hipervigil, hipovigil).
Orientação
Orientação autopsíquica: é aquela do indivíduo em relação a si
mesmo. Revela se o sujeito sabe quem é: seu nome, idade,
profissão, estado civil, com quem mora, etc.
Orientação alopsíquica diz respeito à capacidade de orientar-se
em relação ao mundo, quanto ao espaço (orientação espacial ou
topográfica) e quanto ao tempo (orientação temporal).
Senso percepção e suas alterações
• Sensação: fenômeno passivo.
• Percepção: fenômeno ativo.
• A imagem (real) sensoperceptiva se caracteriza:
• Nitidez.
• Corporeidade.
• Estabilidade.
• Extrojeção.
• Ininfluenciabilidade voluntária.
• Completude.
Representação é a reapresentação de uma imagem na
consciência, sem a presença real, externa, do objeto que, em um
primeiro momento, gerou uma imagem sensorial. Se caracteriza
por:
• Pouca nitidez.
• Pouca corporeidade.
• Instabilidade.
• Introjeção.
• Incompletude.
A imaginação é uma atividade psíquica, geralmente voluntária,
que consiste na evocação de imagens percebidas no passado
(imagem mnêmica) ou na criação de novas imagens (imagem
criada).
Ilusão: percepção deformada, alterada, de um objeto real e
presente.
Alucinação: percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído,
imagem) sem a presença de objeto estimulante real.
Fases da memória
Codificação: captar, adquirir e codificar informações.
Armazenamento: reter as informações de modo fidedigno.
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Recuperação ou evocação: também denominada de
lembranças ou recordações; é fase em que as informações são
recuperadas para distintos fins.
Tipos de memória
Memória de trabalho: a memória de trabalho (working memory)
situa-se entre os processos e habilidades da atenção e os da
memória imediata.
Exemplos de memória de trabalho:
• Ouvir um número telefônico e retê-lo na mente para, em
seguida, discálo.
• Dirigir em uma cidade desconhecida, perguntar sobre um
endereço, receber a informação e a sugestão do trajeto e,
mentalmente, executar o itinerário de forma progressiva.
Memória episódica: trata-se de memória explícita, de médio e
longo prazos, relacionada a eventos específicos da experiência
pessoal do indivíduo, ocorridos em determinado contexto:
recordação consciente de fatos reais.
Exemplo: Relatar o que foi feito no último fim de semana Ela
corresponde a eventos específicos e concretos.
Memória semântica: a representação de longo prazo dos
conhecimentos que temos sobre o mundo.
Exemplos: o significado das palavras, dos objetos e das ações.
Hiperminésia: muita memória.
Amnésias:
• Amnésia anterógrada, o indivíduo não consegue mais fixar
elementos mnêmicos a partir do evento que lhecausou o dano
cerebral.
• Amnésia retrógrada (verificável na amnésia dissociativa), o
indivíduo perde a memória para fatos ocorridos antes do início
do transtorno (ou trauma).
• Confabulações (ou fabulações): produções de relatos,
narrativas e ações que são involuntariamente incongruentes
com a história passada do indivíduo, com sua situação
presente ou futura.
• As confabulações são caracterizadas por três aspectos:
1. Elas são memórias ou recordações falsas; a
falsidade repousa ou no seu conteúdo, ou no seu
contexto.
2. A pessoa que confabula não sabe da falsidade de
suas recordações.
3. Confabulações são recordações plausíveis, ou seja,
elas se parecem com o que poderia ter acontecido,
mas que não aconteceu.
Vida afetiva
• Sentimentos e emoções.
• Afeto: Tonus, modulância e ressonância.
• Humor: Eutímico, deprimido, hipotímico.
• Maníaco, hipertímico.
Volição
A vontade, ou volição, é uma dimensão complexa da vida mental,
relacionada intimamente com as esferas instintiva, afetiva e
intelectiva (que envolve avaliar, julgar, analisar, decidir), bem
como com o conjunto de valores, princípios, hábitos e normas
éticas socioculturais do indivíduo. Não é ponto pacífico se ela
depende mais da esfera instintiva, de forças inconscientes, do
âmbito afetivo, de valores culturais ou de componentes
intelectuais conscientes.
Processo volitivo:
1. Fase de intenção ou propósito: esboçam as tendências
básicas do indivíduo, suas inclinações e interesses. Nesse
momento, impulsos, desejos e temores inconscientes
exercem influência decisiva sobre o ato volitivo, muitas vezes
imperceptíveis para o próprio indivíduo.
2. Fase de deliberação: ponderação consciente. O indivíduo
faz uma análise básica do que seria positivo ou negativo,
favorável ou desfavorável, benéfico ou maléfico em sua
decisão. É um momento de apreciação, consideração dos
vários aspectos e das implicações de determinada decisão.
3. Fase de decisão propriamente dita: instante que demarca o
começo da ação.
4. Fase de execução constitui a etapa final do processo
volitivo, na qual os atos psicomotores simples e complexos,
decorrentes da decisão, são postos em funcionamento, a fim
de realizar e consumar aquilo que mentalmente foidecidido e
aprovado pelo indivíduo.
Alterações de psicomotricidade:
• Aceleração.
• Lentificação.
• Parkinsonismos.
• Inibição.
• Catatonia.
• Estereotipias motoras.
• Maneirismo.
• Conversão.
• Praxia.
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Pensamento
O curso do pensamento: modo como o pensamento flui, sua
velocidade e seu ritmo ao longo do tempo.
Forma do pensamento: é sua estrutura básica, sua arquitetura,
preenchida pelos mais diversos conteúdos e interesses do
indivíduo.
Conteúdo do pensamento: pode ser definido como aquilo que
lhe dá substância, seus temas predominantes, o assunto em si.
Há tantos conteúdos de pensamento quantos são os temas de
interesse do ser humano.
• Pensamento inibido.
• Pensamento vago.
• Pensamento prolixo.
• Pensamento concreto ou concretismo.
• Pensamento deficitário (relacionado à deficiência intelectual).
• Pensamento demencial.
• Pensamento confusional.
• Pensamento desagregado.
• Pensamento obsessivo.
• Ruminações ou pensamento ruminativo perseverativo.
Alterações de curso
• Aceleração do pensamento.
• Lentificação do pensamento.
• Bloqueio ou interceptação do pensamento.
• Roubo do pensamento.
• Fuga de ideias.
Juízo de realidade
Delírio:
• Convicção extraordinária.
• É impossível a modificação do delírio pela experiência objetiva.
• Irremovível/irrefutável.
• Alterações do juízo são alterações do pensamento
prejudicando a avaliação da realidade.
• Em geral ao final do exame psíquico podemos concluir se o
juízo está preservado ou prejudicado.
Resumo: Apresentação, atitude com o examinador, atenção,
orientação (temporo-espacial auto e holopsiquicamente),
memória, pensamento (fluxo, forma, conteúdo), fala (fluxo, forma,
conteúdo, congruência com o pensamento), psicomotricidade
(aumento, redução, parkinsonismo...), humor (Deprimido,
disfórico, elado, maníaco), afeto (Tonus, ressoancia e
modulancia), alteração da senso percepção, ideação suicida e/ou
homicida, critica de estado mórbido, juízo realidade.
Ana Carolina de Luca Machado
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TRANSTORNOS DE HUMOR
QUANDO IMPACTA O FUNCIONAMENTO → TRANSTORNO.
O humor é o estado emocional basal do indivíduo e é expresso
de forma difusa.
São considerados transtornos do humor as doenças que tem
como principal alteração o estado de humor.
São caracterizados principalmente por alterações patológicas de
humor, cognitivas e psicomotoras. Tratam-se de doenças fásicas
que evoluem em episódios únicos ou repetidos e podem ter início
súbito e remitir espontaneamente ou apresentar curso crônico ao
longo da vida com sintomas de intensidade leve e grave ou
incapacitantes.
Quando os transtornos são corretamente identificados e tratados,
o prognóstico é bom e as chances de recuperação são máximas,
desde que o tratamento seja mantido por tempo suficiente, de
meses a vitalício.
São multifatoriais, resultantes da combinação de fatores
ambientais (dieta, álcool, ritmos biológicos), individuais
relacionados a personalidade e dos relacionamentos pessoais.
Se observam alterações de provas funcionais, modelos de
integração neuroquiímicos e de comportamento nos processos
de prazer, recompensa e perturbações dos ritmos circadianos.
A convergência desses fatores provocam desequilíbrio das
aminas biogênicas, especialmente a noradrenalina, a serotonina
e, em segundo plano, a dopamina, e dos sistemas de
mensageiros secundários e peptídeos neuroativos.
Geralmente os fatores psicossociais representam
desencadeantes dos transtornos de humor (ex:perda do
emprego, ente querido, separações).
Não existem traços de personalidade predisponentes para os
transtornos do humor.
Fatores genéticos tem importante papel para o surgimento de
alguns transtornos, principalmente no transtorno bipolar.
- Cerca de 50% dos TAB I têm pelo menos um dos pais com
transtorno afetivo, especialmente depressão; se um dos pais é
portador de TAB I, a chance de um dos filhos apresentar
transtorno do humor é de 25%, que sobe para 50 a 75% no
caso de ambos os pais serem afetados.
Caso clínico
História Clínica:
L. F., 48 anos, masculino, natural e proveniente de Foz do Iguaçu/
PR, casado, desempregado (taxista como profissão), pai de 4
filhos, esposa gesta do 5o filho, Ensino Fundamental Completo,
evangélico. Vem acompanhado da esposa N. M. F. na primeira
consulta.
Paciente relata sensação de “Vazio no peito”, “Pensamento de
morte” e sua esposa refere que L. F. também se queixa por “Não
conseguir fazer mais nada”.
Esposa relata que paciente teve depressão há 16 anos, quando
ela estava grávida do filho mais velho, e há 4 meses demonstra
sinais de nova depressão, em período que coincide com evento
de AVC da mãe do paciente, o que resultou em abandono do
emprego de taxista para cuidar desta.
Desde então, a esposa relata que o paciente apresenta insônia,
cansaço, sem ânimo para as atividades diárias e perda de peso
durante o período de aproximadamente 20 Kg.
Em consulta com outro médico psiquiatra, estava sob tratamento
com paroxetina e quetiapina (25 mg), porém relata não obtermelhora e abandou o tratamento, alegando que a causa atual se
trata de problema espiritual.
Quando questionado sobre a presença de doenças, L. F. refere
HAS. Sedentário. Nega etilismo e tabagismo. Faz uso de losartan
(25Mg).
Exame físico:
BEG, perda ponderal de 20 Kg Pressão Arterial: 125/75 mmHg
Exame psíquico:
Avaliação Geral da Pessoa: Auto cuidado pouco preservado,
indiferente.
Nível de Consciência: Vigil.
Estado Cognitivo: orientado autopsiquicamente (sabe sobre si
mesmo) e alopsiquicamente (orientado em tempo e espaço);
hipovigil ( com relação a espontaneidade, não consegue
perceber o entorno dele, como quem entra na sala ou se algo
cai// se tiver hipotenacidade, não consegue se concentrar em
um objeto só); memória imediata algo prejudicada; prejuízo
crítico;
Pensamento: lentificado, ora bloqueado, com predomínio de
conteúdo negativo com pensamentos de morte; sem delírios
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aparentes.
Linguagem: preservada, com paralisia do olhar.
Sensopercepção: algo preservado, porém o paciente relatou
ouvir voz masculina que não caracteriza alucinação auditiva.
Humor: hipotímico, com afeto hipomodulado não ressoante.
Psicomotricidade: algo lentificado.
Os principais transtornos de humor são depressão e transtorno
bipolar. Além desses, existem outros transtornos do humor como
transtorno disfórico pré-menstrual, ciclotimia e transtorno
disruptivo da desregulação do humor.
Transtorno depressivo maior
Transtorno de humor no qual o paciente apresenta episódios
onde são percebidas alterações no afeto, na cognição e em
funções neurovegetativas.
Embora o diagnóstico seja dado com apenas um episódio
depressivo, a doença normalmente apresenta recorrência se não
tratada.
Os sintomas devem causar sofrimento significativo e prejuízo
funcional. Além de estarem presentes quase todos os dias, na
maior parte do dia.
Episódio depressivo: alteração do estado basal do paciente por
um período mínimo de 2 semanas, nas quais ele deve apresentar
pelo menos 5 dos critérios abaixo, sendo obrigatório a presença
do critério 1 ou do critério 2.
No tratamento da depressão, a escolha do medicamento é
determinada por fatores clínicos, características do episódio
depressivo, fatores sociodemográficos e associados às
características farmacológicas dos medicamentos.
Os familiares e o paciente devem ser orientados quanto aos
efeitos benéficos e colaterais e principalmente em relação ao
período de latência entre a introdução do medicamento e o início
da melhora dos sintomas, de duas a três semanas.
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Transtorno afetivo bipolar
Doença crônica cíclica com grande morbimortalidade, na qual os
pacientes apresentam episódios de mania, hipomania e
depressão ao longo da vida.
Geralmente, suas manifestações iniciam final da adolescência e
início da vida adulta.
A presença de um desses episódios caracteriza a fase aguda da
doença. Porém, o paciente também experimenta momentos de
eutimia entre um episódio e outro. Durante a eutimia, eles tem
funcionalidade normal.
Episódio Maníaco:
Período de exaltação ou irritação persistente do humor com
duração de pelo menos 1 semana, presente quase todos os dias,
na maior parte do dia. Necessariamente, precisa ser diferente do
comportamento normal do paciente e causar prejuízo funcional.
Episódio Hipomaníaco:
Período de exaltação do humor ou humor irritável persistente
com duração de pelo menos 4 dias consecutivos presente quase
todos os dias, na maior parte do dia, de forma diferente do
funcionamento basal do paciente em um grau significativo.
Menos grave e com menor duração do que a mania.
No tratamento de escolha do TAB, utiliza-se os estabilizadores de
humor, sendo o lítio o principal.
A terapia medicamentosa visa restaurar o comportamento,
controlar os sintomas agudos e prevenir a ocorrência de novos
episódios.
Os pacientes com risco de suicídio, de violência ou de
comportamentos de risco devem ser monitorados de perto, e a
internação hospitalar está indicada em casos de ameaça a si ou a
outras pessoas, complicações psiquiátricas ou médicas, resposta
inadequada ou ausência de resposta anterior a tratamento.
A intervenção farmacológica é necessária e imprescindível, mas
não suficiente para a recuperação e sua manutenção. A
psicoeducação do paciente, da família ou do cuidador é
fundamental e tem por objetivo oferecer informações sobre a
doença, seu prognóstico e as opções de tratamento, propiciando
maior entendimento do processo terapêutico e aumentando a
adesão.
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DEPRESSÃO
Introdução
Diagnóstico amplo e heterogêneo.
Manuais de diagnóstico → CID-10, da Organização Mundial da
Saíde. + DSM-5 da American Psychiatric Association.
Devem ser presentes:
- Pelo menos 2 semanas de sintomas.
- Comprometimento funcional.
Curso de remissão e recorrência, alguns sintomas podem
persistir entre os episódios.
Objetivo principal: remissão (alívio completo dos sintomas).
Epidemiologia
A depressão é um transtorno altamente prevalente.
A depressão é um transtorno crônico, recorrente e progressivo,
que afeta 300-350 milhões de pessoas em todo o mundo.
A prevalência de TDM permaneceu muito consistente: 4,4%.
Ao longo da vida:
- Aumenta continuamente entre os 3 e 19 anos.
- Picos entre 20 e 64 anos.
- Diminui entre 65 e 74 anos.
Estima-se que, a cada ano, 6,9% da população da UE sofre de
MDD.
Neurobiologia
• Desregulação da neurotransmissão cerebral → hipótese
monoaminérgica.
• Alterações neuroendócrinas anatômicas e autoimunes →
Eixo HHA.
• Alterações de cascatas intracelulares, expressão gênica e
fatores neurotróficos. BDNF → fator neurotrófico derivado do
cérebro → numero de dendritos vai diminuindo.
Organismo tenta se adaptar criando mais receptores, mas
continua não tendo aminas → ISRS → bloqueia a recaptação e
disponibiliza mais serotonina na fenda.
Hipótese
monoaminérgica
Síndrome depressiva sinais e sintomas
Sinais → fenômenos objetivos observados pelo médico → choro,
lentificação psicomotora, lentificação do pensamento.
Sintomas → queixas subjetivas que o paciente descreve →
tristeza, perda do prazer e interesse.
• Humor deprimido.
• Anedonia.
• Fadiga.
• Inutilidade / culpa → menos autoestima e autoconfiança.
Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada
(podem ser delirantes). Eventos neutros ou triviais vivenciados
como evidência de defeitos pessoais.
• Mudança de peso / apetite → aumento ou diminuição do
apetite. Perda de peso significativa (sem dieta) / ganho de peso
(desejo por alimentos específicos).
• Distúrbios de sono → insônia ou hipersonia.
• Disfunção cognitiva → capacidade prejudicada: pensar/
concentrar/ lembrar de coisas/ tomar decisões menores.
Sentimento de incapacidade de realizar atividades que
demandem esforços cognitivos.
• Agitação / retardo psicomotor → agitação: incapacidade de
ficar parado, inquietação das mãos, manipulação das roupas
ou outros objetos. Retardo: fala, pensamento e movimentos
corporais lentos, aumento das pausas antes de responder,
volume diminuído da fala, inflexão, quantidade ou variedade de
conteúdo ou mudes.
• Pensamentos de morte / suicídio → desejo passivo de não
acordar pela manhã, crença de que os outros estariam melhor
se o indivíduo estivesse morto, pensamentos transitórios, mas
recorrentes de cometer suicídio, plano específico de suicídio,
tentativa de suicídio.
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Humor deprimido:
• Tristeza.
• Desesperança.
• Desânimo.
• Sentimento de falta de sentimento.
• Sensação de ansiedade.
• Pouca variação ao longo dos dias.
• Pouca resposta as circunstâncias.
Anedonia:
• Perda de interesse ou prazer em todas ou quase todas as
atividades.
• Menos interesse em hobbies.
• Não importam mais.
• Sem prazer em atividades anteriormente consideradas
prazerosas.
• Redução significativa do interesse ou desejo sexual.
Exame das funções psíquicas na síndrome
depressiva
1. Aparência geral
Postura geral: passiva, apática, indiferente ao que acontece na
entrevista.
Apresentação: descuidada, roupas desalinhadas ou sujas, maus
cuidados de higiene.
Atitude global: deprimida, indiferente, inibida, lamuriosa.
Contato: pode ser difícil.
2. Nivel de consciência
Vigil → lúcido.
3. Atenção
Voluntária → diminuída. Espontânea → diminuida.
= Hipoprosexia.
4. Orientação
Alopsíquica → desorientação apática.
Autopsíquica → diminuição da consciência de existência do eu,
chegando a abolição na síndrome de Cotard.
Síndrome de Cotard: delírio niilista de negação. Crença delirante
→ que já está morto, que não existe, que o corpo está em
putrefação, que perdeu de sangue, que os órgãos pararam de
funcionar.
5. Memória
Fixação: diminuída, em função do desinteresse.
Evocação:
- Hipermnésia seletiva: evocação de fatos ruins, geradores de
culpa.
- Alomnésia: distorções no sentido de um conteúdo de tristeza,
ruína ou culpa.
- Hipomnésia: quando a inibição psíquica é muito intensa.
6. Inteligência
Deterioração intelectiva reversível e secundária → prejuízo da
atenção, falta de motivação, inibição do pensamento.
7. Linguagem
Oligolalia (ou laconismo); mutismo; bradilalia (fala devagar);
hipofonia (fala baixo), aumento de latência de resposta;
hipoprosórdia (monótona).
8. Pensamento
Curso (velocidade) → lentificado, alentecido.
Forma (estrutura) → prevalentes.
Conteúdo (temática) → niilista, de culpa ou ruína.
Tipo de pensamento:
- Inibido → diminuição da velocidade, número de conceitos,
juízos e representações. Lento, rarefeito e pouco produtivo.
9. Juízo de realidade
Delírios:
- Congruentes com o humor deprimido.
- Ruína (ou niilista).
- Culpa (ou autoacusação).
- Hipocondríaco.
- Negação de órgãos (sd. De Cotard).
- Incongruentes com o humor deprimido.
- Persecutório (sem a ideia de merecer ser perseguido).
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Características dos delírios → convicção extraordinária,
conteúdo impossível, conteúdo irremovível, idiossincrático.
10.Sensopercepção
Quantitativas:
- Hipoestesias:
- O mundo parece mais escuro e sem brilho.
- A comida é insossa.
- Os sons são abafados.
Qualitativas:
- Ilusões catatímicas: deformação de um objeto a partir de um
afeto intenso.
- Alucinações auditivas → ouve vozes.
11.Humor
Tônus afetivo que a pessoa se encontra em determinado
momento.
Deprimido (tristeza patológica). Hipotímico (melancólico).
Disfórico (ou desproporcionalmente irritável).
12.Afeto
Qualidade do tônus emocional que acompanha uma ideia ou
representação.
Ressonante. Apático. Sentimento ou falta de sentimento.
Anedonia. Rigidez afetiva (hipomodulado).
13.Volição
Hipobulia → desânimo, falta de energia, perda de iniciativa, da
espontaneidade, interesse, indecisão, dificuldade de tomar
decisões.
Enfraquecimento de instintos:
- Diminuição do apetite.
- Insônia (inicial ou terminal).
- Diminuição da libido.
14.Psicomotricidade
Lentificação. Estupor. Inquietação (se
sintomas ansiosos associados).
15.Crítica
Plena, parcial ou ausente (depressões psicóticas).
16.Pragmatismo
Capacidade de colocar em prática, de forma eficaz, aquilo que
deseja. Hipopragmatismo.
Critérios diagnósticos
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Ana de Luca
Em um primeiro episódio depressivo, a chance de recorrência é
de 50%. Com 2 episódios → 70%. Com 3 → 90%.
Fatores de risco para recorrência:
- História de múltiplos ou frequentes episódios.
- Início após os 60 anos de idade.
- Duração longa dos episódios.
- História familiar de doença afetiva.
- Pobre controle da sintomatologia.
- Ansiedade ou abuso de drogas.
Tratamento - orientações gerais
O médico deve:
- Mostrar empatia e interesse → orientar que é uma doença e
não um defeito de carácter, fraqueza ou falta de ocupação.
- Recuperação é a regra, não a exceção → explicar que os
tratamentos são efetivos e tem muitas opções.
- Manter o monitoramento próximo → esclarecer que o risco de
recorrência é significativo.
- Medicamento não causa dependência → explicar sobre o
tratamento medicamentoso como antidepressivos aumenta a
adesão.
O médico não deve:
- Dizer que não é nada, só nervosismo → minimizar as queixas e
o sofrimento do paciente.
- Encaminhar para psicoterapia → evitar se envolver com as
queixas do paciente.
- Confundir tristeza com depressão → tristeza pode ser uma
mudança adaptativa. Depressão implica prejuízo funcional.
- Procurar razões pra depressão → modelo estresse-diátese.
Tratamento - terapias não farmacológicas
Psicoterapias: terapia comportamental + psicoterapia
interpessoal + terapia cognitiva comportamental (CBT) + terapia
cognitiva baseada em mindfulness (MBCT).
Métodos de estimulação
cerebral →
eletroconvulsoterapia (ECT) +
estimulação do nervo vago
(VNS) + estimulação
magnética transcraniana
(TMS) + estimulação cerebral
profunda (DBS).
Tratamento farmacológico
Manejo dos antidepressivos:
Fase aguda (6 a 12 semanas):
Escolha do antidepressivo:
1. Perfil de efeitos colaterais, segurança e tolerabilidade.
2. Resposta anterior individual ou em membros da família.
3. Preferência do paciente.
4. Evidências disponíveis.
5. Custo do tratamento.
6. Apresentação clínica dos sintomas depressivos.
Reavaliar após quatro a oito semanas pra verificar se houve pelo
menos uma melhora moderada. Se não, verificar adesão fatores
fármacocinéticos e fármacodinâmicos.
Fase de continuação (4 a 9 meses).
- Prevenção de recaídas.
Fase de manutenção (1 ou mais anos):
- Prevenção de recorrências.
- Risco de recorrência: episódios anteriores, sintomas residuais,
diagnóstico psiquiátrico não afetivo associado, presença de
transtorno médico geral crônico.
- Gravidade do episódio.
- Efeitos colaterais.
- Preferência do paciente.
Manter a dose da medicação utilizada na fase aguda.
Ana Carolina de Luca Machado
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Ana de Luca
Diabetes gestacional
A prevalência dos sintomas depressivos na gestação é de 7,4%
no primeiro trimestre, 12,8% no segundo trimestre, 12% no
terceiro trimestre.
Os fatores de risco incluem:
• Ansiedade materna.
• Eventos negativos da família (divórcio ou morte de um familiar).
• Episódio depressivo anterior.
• Baixo suporte social e do parceiro.
• Violência doméstica.
• Gravidez não planejada.
Os três primeiros tem maior força.
Os maiores riscos de suicídio incluem: adolescentes grávidas,
após o nascimento de um natimorto, mulheres com antecedentes
de transtornos psiquiátricos graves.
Depressão pós-parto
Transtorno do humor puerperal:
- TBH: início em 2 semanas após-nascimento.
- TDM: até 5 meses após o nascimento.
Sintomas de depressão entre 2 e 4 semanas após o parto:
rastrear para depressão bipolar.
Prevalência de depressão no puerpério: 14,5% um novo
episódio nos primeiros três meses após o parto. Início de novos
episódios mais frequentes nas primeiras cinco semanas de pós
parto.
Impacto da depressão pós-parto: prejuízodo cuidado com o
recém-nascido (sub-nutrição infantil, desenvolvimento cognitivo,
comportamental, neurológico e emocional do recém-nascido);
problemas na relação entre mãe e filho, estresse marital,
idealização suicida materna.
Tratamento da depressão gestacional e pós
parto
Uso de antidepressivos durante a gestação e aleitamento:
- ISRS podem ser usados com cautela durante a gravidez.
- A fluoxetina, por haver mais estudos, é o ISRS de escolha na
gestação.
- ISRS após 20 semanas na gestação → maior risco de
hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido.
- Na amamentação, preferência pela sertralina → níveis baixos
do leite materno.
Não prescrever anti depressivos para mulher deprimida, ou
suscetível a ter uma recorrência durante a gestação, gera riscos
maiores para mulheres se o feto do que os riscos de exposição a
medicação.
ECT → considerar se alto risco de suicídio → não é teratogênica,
não precipita trabalho de parto e não traz efeitos de longo prazo
sobre o feto ou RN.
Psicoeducação
Deve ser instruir o paciente sobre: a realidade da doença, os
tratamentos disponíveis, os motivos da necessidade de
tratamento, a possibilidade de efeitos colaterais e seus manejos.
Deve-se também, eliminar os preconceitos de que a depressão
decorre de fraqueza da vontade de efeito moral. Iniciar terapia
somente após o entendimento dos objetivos da necessidade da
adesão ao tratamento exceto em situações emergenciais.
Ana Carolina de Luca Machado
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REFORMA PSIQUIÁTRICA E REDE DE ATENÇÃO
PSICOSSOCIAL
MOMENTOS HISTÓRICOS
Psiquiatria antiga e greco latina
2000 anos a.C → primeiros registros de patologias psiquiátricas,
encontradas em papiros egípcios de Kahun. Termo = histeria →
principalmente apresentada por mulheres → útero da mulher teria
vida própria, era independente e conseguia se deslocar pelo
corpo da mulher → disfunção sexual.
Recomendação: que as meninas casassem e as viúvas usassem
fumegações (fumaças de plantas medicinais assopradas na
vagina pro útero se realocar).
Psiquiatria medieval
Idade das trevas.
Ideia de que quem tinha comportamento disruptivos estavam
possuídos → cunho mágico-religiosa. Chamava exorcista.
Período marcado por exorcismo, intolerância e perseguição aos
enfermos mentais e execução em fogueira e incentivo a
crueldade, que só no início da Idade Moderna teve fim com a
criação dos brutais manicômios.
Primeira Revolução Psiquiátrica - escola Francesa
Fundação de locais que cuidavam dos doentes mentais →
fundação de hospitais psiquiátricos e casas de saúde.
Reconheciam a loucura como potência (pintores, músicos,..) e
dignos de cuidados médicos, reduzindo o estigma de serem
temidos, rejeitados, possuídos, …
Visto como uma doença que devia ser tratado por médicos →
objeto da psiquiatria.
Surgiu o método psicopatológico e classificação das doenças
mentais.
Philippe pinel
Pioneiro no tratamento de doentes mentais e um dos precursores
da psiquiatria moderna.
Constituiu o saber psiquiátrico por meio da observação e
análise sistemática dos fenômenos perceptíveis da doença.
Publicou o tratado sobre alienação mental. Observou a influência
da hereditariedade na evolução do distúrbio mental e aponta as
causas morais como as mais prováveis para a alienação.
Considerava a alienação mental como qualquer outra doença
orgânica, considera como um distúrbio das funções intelectuais
(funções superiores do sistema nervoso), sem constatar
inflamação ou lesão estrutural.
Identificou 3 causas pra loucura:
1. Causas físicas que se ligam as fisiológicas.
2. Causas ligadas a hereditariedade.
3. Causas morais (paixões intensas, excessos, irregularidades,
hábitos de vida).
Defendia a cura da loucura pelo tratamento moral → ampla
pedagogia normalizadora com horários e rotina rigidamente
estabelecidos, medicamentos receitados somente pelo médico e
atividades de trabalho e lazer.
REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL
Teve como primeira fonte o psiquiatra Franco Basagli →
reintegrar os “loucos" na sociedade. Desenvolveu uma
abordagem de reinserção territorial e cultural do paciente na
comunidade. Ao invés de isolar e etc.
Essa abordagem de Basaglia passou a ser recomendada pela
OMS. Em 1978 teve um racha na Divisão Nacional de Saúde
Mental (Dinsam - órgão vinculado ao ministério da Saúde) →
profissionais denunciaram as condições de degradação humana
que acontecia na maioria dos hospitais psiquiátricos.
Em 1979 foi criado o Movimento dos Trabalhadores em saúde
Mental (MTSM) e em 1987 o movimento antimanicomial.
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REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
A RAPS tem como objetivos gerais:
I. Ampliar o acesso à atenção psicossocial da população em
geral.
II. Promover a vinculação das pessoas com transtorno mental e
com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e
outras drogas e de suas famílias aos pontos de atenção.
III. Garantir a articulação e a integração dos pontos de atenção
das redes de saúde no território, qualificando o cuidado por
meio do acolhimento, do acompanhamento contínuo e da
atenção às urgências.
Além disso, destacam-se os seguintes objetivos específicos:
I. Promover cuidados em saúde especialmente a grupos mais
vulneráveis (crianças, adolescentes, jovens, pessoas em
situação de rua e populações indígenas).
II. Prevenir o consumo e a dependência de álcool e outras
drogas e reduzir os danos provocados pelo consumo.
III. Promover a reabilitação e a reinserção das pessoas com
transtorno mentais e com necessidades decorrentes do uso
de álcool e outras drogas por meio do acesso ao trabalho, à
renda e à moradia solidária.
IV. Produzir e ofertar informações sobre os direitos das pessoas,
as medidas de prevenção e cuidado e os serviços disponíveis
na rede.
V. Regular e organizar as demandas e os fluxos assistenciais da
Rede de Atenção Psicossocial.
VI. Monitorar e avaliar a qualidade dos serviços mediante
indicadores de efetividade e resolutividade da atenção.
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UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS) – ATENÇÃO PRIMÁRIA
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA – ESF (estratégia preconizada
para implantação). Vai até a família ao invés de esperar o
paciente vir pra UBS.
Os usuários com questões relacionadas à saúde mental
receberão seus cuidados na atenção primária quando, mesmo
com a doença, apresentarem POUCO OU NENHUM PREJUÍZO
EM SUAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA.
Doenças crônicas em quadros estáveis.
CENTRALIZADOR DO CUIDADO.
Em caso de crise e/ou mudança significativa do quadro, avaliar
se o paciente apresenta demanda para os CAPS ou para a Rede
de Urgência e Emergência.
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL– ATENÇÃO
SECUNDÁRIA
Os CAPS são um lugar de referência e tratamento para as
pessoas que sofrem com transtornos mentais e problemas
decorrentes do uso de álcool e outras drogas.
CAPS III oferece hospitalidade noturna (max 30 dias, previsto é
15 dias).
CAPS I → infância e adolescência. 0 a 18 anos.
CAPS AD → alcoól e drogas.
CAPS adulto → sem uma substância como base. Adulto.
Os casos atendidos por esse serviço se caracterizamcomo
quadros graves, persistentes ou em situação de crise.
Realiza acompanhamento clínico e a reinserção social dos
usuários do serviço pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos
direitos civis e fortalecimento dos laços familiares.
Os casos atendidos no CAPS são prioritariamente aqueles em
que os usuários apresentem prejuízos importantes nas
atividades de vida diárias.
REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA – ATENÇÃO TERCIÁRIA
ALTA COMPLEXIDADE!
Samu.
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• Intoxicação e abstinência grave.
• Intoxicação exógena.
• Atentado à integridade física por auto e/ou heteroagressividade.
• Intensa agitação psicomotora.
• Tentativa de suicídio.
• Recusa alimentar ou distúrbio alimentar com riscos clínicos
agudos.
• Quadros orgânicos.
AÇÕES- ESTRATÉGIA DE REDE!
Estabilização do quadro até condição de encaminhamento para a
rede (UBS/ CAPS ou transferência para o Hospital Municipal de
referência territorial - leitos em hospitais gerais).
Se precisar de internação, que seja breve e em leito de hospital
geral.
Quando entra em hospital psiquiátrico, tem que entrar com
previsão de saída.
INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA: somente será realizada mediante
laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.
- Internação Voluntária: aquela que se dá COM o
consentimento do usuário (assinado por ele uma declaração de
que optou por esse regime de tratamento. O término do
tratamento será realizado a pedido do paciente e/ou
determinação do médico responsável).
- Internação Involuntária: aquela que se dá SEM o
consentimento do usuário e a pedido de terceiro (deverá ser
comunicado no prazo de 72 horas ao MP pelo responsável
técnico do estabelecimento, devendo o mesmo procedimento
ocorrer na alta.
- Internação Compulsória: aquela determinada pela Justiça (é
determinada pelo juiz competente).
Ana de Luca
TRANSTORNO DE ANSIEDADE E ASSOCIADOS
+ BENZODIAZEPÍNICOS
Conceitos gerais
Epidemiologia:
• Fobia específica 6 a 12% da pop.
• Tr. ansiedade social 10%.
• Agorafobia pura 2%.
• Ansiedade de separação na infância 2 a 3%.
• Pânico 2 a 5%.
• TAG 3 a 5%.
Importância para a saúde pública:
A ansiedade é responsável por 10% das causas de incapacidade,
ajustada para todos os tr. mentais. Atrás apenas de tr. depressivo
maior.
Combinação de fatores: alta incidência, instalação precoce,
elevado tempo de sintomas sem tratamento, uso abusivo de
substâncias psicoativas associado, outras comorbidades
psiquiátricas associadas e elevada comorbidade clínica.
Medo x Ansiedade:
A ansiedade e a preocupação patológicas constituem-se como
fenômenos qualitativamente distintos de suas manifestações
normais.
A diferença entre as condições funcional e clínica é apenas
dimensional (Intensidade, duração e frequência).
A morbidade não está em suas manifestações primárias, mas nas
relações que o indivíduo estabelece com essas vivências
internas.
Ansiedade em geral
Amigdala: área límbica!
Envolvida em uma série de reações relacionados ao medo e
também a ataques de pânico, funciona como um alarme.
Hipocampo:
Centro de armazenamento de memórias e experienciais.
Fornece essas informações a amigdala que confere se é
desconhecido fornecendo um alarme ou então se conhecido qual
a qualidade daquela experiencia.
TAG
• Preocupação crônica e persistente que é altamente aversiva e
incontrolável, multifocal, saúde, finanças,..
• TAG em crianças se manifesta como dores abdominais.
• Crianças costumam ter mais sintomas físicos e muitas faltas na
escola.
Um dos tr. Mais comuns na atenção primária!
7 a 8 % dos pacientes raramente os sintomas vem como
preocupação mas surgem como sintomas somáticos.
Proporção de mulheres para homens 2:1.
Parentes em primeiro grau com TAG dobram a prevalência de
ansiedade e aumenta em 5 a 6 vezes a prevalência de TAG
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Idade de início variável, picos início da vida adulta e final da vida
adulta.
Sintomas devem durar mais de 6 meses.
Etiologia desconhecida!
Teorias: personalidade + processamento cognitivo e função
comportamental + fatores psicossociais.
Transtorno de pânico
Critérios Diagnósticos 300.02 (F41.1)
A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa
apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo
menos seis meses, com diversos eventos ou atividades
(tais como desempenho escolar ou profissional).
B. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
C. A ansiedade e a preocupação estão associadas com três
(ou mais) dos seguintes seis sintomas (com pelo menos
alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos seis
meses).
Nota: Apenas um item é exigido para crianças.
1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da
pele.
2. Fatigabilidade.
3. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco”
na mente.
4. Irritabilidade.
5. Tensão muscular.
6. Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o
sono, ou sono insatisfatório e inquieto).
D. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos
causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no
funcionamento social, profissional ou em outras áreas
importantes da vida do indivíduo.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra
condição médica (p. ex., hipertireoidismo).
F. A perturbação não é mais bem explicada por outro
transtorno mental (p. ex., ansiedade ou preocupação quanto
a ter ataques de pânico no transtorno de pânico, avaliação
negativa no transtorno de ansiedade social [fobia social],
contaminação ou outras obsessões no transtorno obsessivo-
compulsivo, separação das figuras de apego no transtorno
de ansiedade de separação, lembranças de eventos
Critérios Diagnósticos 300.01 (F41.0)
A. Ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um
ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou
desconforto intenso que alcança um pico em minutos e
durante o qual ocorrem quatro (ou mais) dos seguintes
sintomas:
Nota: O surto abrupto pode ocorrer a partir de um estado
calmo ou de um estado ansioso.
1. Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
2. Sudorese.
3. Tremores ou abalos.
4. Sensações de falta de ar ou sufocamento.
5. Sensações de asfixia.
6. Dor ou desconforto torácico.
7. Náusea ou desconforto abdominal.
8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou
desmaio.
9. Calafrios ou ondas de calor.
10. Parestesias (anestesia ou sensações de
formigamento).
11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou
despersonalização (sensação de estar distanciado
de si mesmo).
12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.
13. Medo de morrer.
Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura (p.
ex., tinido, dor na nuca, cefaleia, gritos ou choro
incontrolável). Esses sintomas não devem contar como
um dos quatro sintomas exigidos.
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Transtorno de Ansiedade Social
B. Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês
(ou mais) de uma ou de ambas as seguintes
características:
1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de
ataques de pânico adicionais ou sobre
suas consequências (p. ex., perder o controle, ter um
ataque cardíaco, “enlouquecer”).
2. Uma mudança desadaptativa significativa no
comportamento relacionada aos ataques (p.
ex., comportamentos que têm por finalidade evitarter
ataques de pânico, como a esquiva de
exercícios ou situações desconhecidas).
C. A perturbação não é consequência dos efeitos
psicológicos de uma substância (p. ex., droga de
abuso, medicamento) ou de outra condição médica (p.
ex., hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares).
D. A perturbação não é mais bem explicada por outro
transtorno mental (p. ex., os ataques de pânico
não ocorrem apenas em resposta a situações sociais
temidas, como no transtorno de ansiedade
social; em resposta a objetos ou situações fóbicas
circunscritas, como na fobia específica;
em resposta a obsessões, como no transtorno
obsessivo-compulsivo; em resposta à evocação
de eventos traumáticos, como no transtorno de
estresse pós-traumático; ou em resposta à separação
de figuras de apego, como no transtorno de ansiedade
de separação).
Critérios Diagnósticos 300.23 (F40.10)
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou
mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a
possível avaliação por outras pessoas. Exemplos incluem
interações sociais (p. ex., manter uma conversa,
encontrar pessoas que não são familiares), ser observado
(p. ex., comendo ou bebendo) e situações de
desempenho diante de outros (p. ex., proferir palestras).
Nota: Em crianças, a ansiedade deve ocorrer em
contextos que envolvem seus pares, e não apenas em
interações com adultos.
B. O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas
de ansiedade que serão avaliados negativamente (i.e.,
será humilhante ou constrangedor; provocará a rejeição
ou ofenderá a outros).
C. As situações sociais quase sempre provocam medo
ou ansiedade.
Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser
expresso chorando, com ataques de raiva, imobilidade,
comportamento de agarrar-se, encolhendo-se ou
fracassando em falar em situações sociais.
D. As situações sociais são evitadas ou suportadas com
intenso medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real
apresentada pela situação social e o contexto
sociocultural.
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente,
geralmente durando mais de seis meses.
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Fobia específica
Agorafobia
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento
social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do
indivíduo.
H. O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos
efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de
abuso, medicamento) ou de outra condição médica.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado
pelos sintomas de outro transtorno mental, como
transtorno de pânico, transtorno dismórfico corporal ou
transtorno do espectro autista.
J. Se outra condição médica (p. ex., doença de Parkinson,
obesidade, desfiguração por queimaduras ou ferimentos) está
presente, o medo, ansiedade ou esquiva é claramente não
relacionado ou é excessivo.
Critérios Diagnósticos
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou
situação (p. ex., voar, alturas, animais, tomar uma injeção, ver
sangue).
Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser
expresso por choro, ataques de raiva, imobilidade ou
comportamento de agarrar-se.
B. O objeto ou situação fóbica quase invariavelmente provoca
uma resposta imediata de medo ou ansiedade.
C. O objeto ou situação fóbica é ativamente evitado ou
suportado com intensa ansiedade ou sofrimento.
D. O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao
perigo real imposto pelo objeto ou situação específica e ao
contexto sociocultural.
E. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente
com duração mínima de seis meses.
F. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social,
profissional ou em outras áreas importantes da vida do
G. A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas
de outro transtorno mental, incluindo medo, ansiedade e
esquiva de situações associadas a sintomas do tipo pânico
ou outros sintomas incapacitantes (como na agorafobia);
objetos ou situações relacionados a obsessões (como no
transtorno obsessivo-compulsivo); evocação de eventos
traumáticos (como no transtorno Transtornos de Ansiedade
de estresse pós-traumático); separação de casa ou de figuras
de apego (como no transtorno de ansiedade de separação);
ou situações sociais (como no transtorno de ansiedade
social).
Critérios Diagnósticos 300.22 (F40.00)
A. Medo ou ansiedade marcantes acerca de duas (ou mais) das
cinco situações seguintes:
1. Uso de transporte público (p. ex., automóveis, ônibus, trens,
navios, aviões).
2. Permanecer em espaços abertos (p. ex., áreas de
estacionamentos, mercados, pontes).
3. Permanecer em locais fechados (p. ex., lojas, teatros, cinemas).
4. Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão.
5. Sair de casa sozinho.
B. O indivíduo tem medo ou evita essas situações devido a
pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que o auxílio
pode não estar disponível no caso de desenvolver sintomas do
tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores
(p. ex., medo de cair nos idosos; medo de incontinência).
C. As situações agorafóbicas quase sempre provocam medo ou
ansiedade.
D. As situações agorafóbicas são ativamente evitadas, requerem a
presença de uma companhia ou são suportadas com intenso
medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional ao perigo real
apresentado pelas situações agorafóbicas e ao contexto
sociocultural.
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
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Tratamento
Primeira linha: ISRS ou Terapia cognitivo comportamental.
Podem ser associados.
Exemplos de ISRS: escitalopram, fluvoxamina, paroxetina ou
sertralina.
Segunda linha: outros antidepressivos, benzodiazepínicos e
pregabalina.
Reavaliação do paciente nas primeiras semanas e posteriormente
mensalmente por 3 meses, caso tenha resposta manter o
tratamento por 6 meses.
TR. Adaptação
Critérios Diagnósticos:
A. Desenvolvimento de sintomas emocionais ou
comportamentais em resposta a um estressor ou estressores
identificáveis ocorrendo dentro de três meses do início do
estressor ou estressores.
B. Esses sintomas ou comportamentos são clinicamente
significativos, conforme evidenciado por um ou mais dos
seguintes aspectos:
1. Sofrimento intenso desproporcional à gravidade ou à
intensidade do estressor, considerando-se o contexto cultural e
os fatores culturais que poderiam influenciar a gravidade e a
apresentação dos sintomas.
2. Prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
C. A perturbação relacionada ao estresse não satisfaz os critérios
de outro transtorno mental e não é meramente uma exacerbação
de um transtorno mental preexistente.
D. Os sintomas não representam luto normal.
E. Uma vez que o estressor ou suas consequências tenham
cedido, os sintomas não persistem por mais de seis meses.
Tr. de estresse agudo
Critérios Diagnósticos 308.3 (F43.0)
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão
grave ou violação sexual em uma (ou mais) das seguintes formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento ocorrido a outras
pessoas.
3. Saber que o evento ocorreu com familiar ou amigo próximo.
Nota: Nos casos de morte ou ameaça de morte de um familiar ou
amigo, é preciso que o evento tenha sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos
do evento traumático (p. ex.,socorristas que recolhem restos de
corpos humanos, policiais repetidamente expostos a detalhes de
abuso infantil).
Nota: Isso não se aplica à exposição por intermédio de mídia
eletrônica, televisão, filmes ou
fotografias, a menos que tal exposição esteja relacionada ao
trabalho.
B. Presença de nove (ou mais) dos seguintes sintomas de
qualquer uma das cinco categorias de intrusão, humor negativo,
dissociação, evitação e excitação, começando ou piorando
depois da ocorrência do evento traumático:
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente
durando mais de seis meses.
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
H. Se outra condição médica (p. ex. doença inflamatória intestinal,
doença de Parkinson) está presente, o medo, ansiedade ou
esquiva é claramente excessivo.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos
sintomas de outro transtorno mental – por exemplo, os sintomas
não estão restritos a fobia específica, tipo situacional; não
envolvem apenas situações sociais (como no transtorno de
ansiedade social); e não estão relacionados exclusivamente a
obsessões (como no transtorno obsessivo-compulsivo),
percepção de defeitos ou falhas na aparência física (como no
transtorno dismórfico corporal) ou medo de separação (como no
transtorno de ansiedade de separação).
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Sintomas de intrusão
1. Lembranças angustiantes recorrentes, involuntárias e intrusivas
do evento traumático. Nota: Em crianças, pode ocorrer a
brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento
traumático são expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o
afeto do sonho estão relacionados ao evento. Nota: Em crianças,
pode haver pesadelos sem conteúdo identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo
sente ou age como se o evento traumático estivesse
acontecendo novamente. (Essas reações podem ocorrer em um
continuum, com a expressão mais extrema sendo uma perda
completa de percepção do ambiente ao redor.) Nota: Em
crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer nas
brincadeiras.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ou reações
fisiológicas acentuadas em resposta a sinais internos ou externos
que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento
traumático.
Humor negativo
5. Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas (p.
ex., incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade,
satisfação ou amor).
Sintomas dissociativos
6. Senso de realidade alterado acerca de si mesmo ou do
ambiente ao redor (p. ex., ver-se a partir da perspectiva de outra
pessoa, estar entorpecido, sentir-se como se estivesse em
câmera lenta).
7. Incapacidade de recordar um aspecto importante do evento
traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a
outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
Sintomas de evitação
8. Esforços para evitar recordações, pensamentos ou
sentimentos angustiantes acerca do, ou fortemente relacionados
ao, evento traumático.
9. Esforços para evitar lembranças (pessoas, lugares, conversas,
atividades, objetos, situações) que despertem recordações,
pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do, ou
fortemente relacionados ao, evento traumático.
Sintomas de excitação
10. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade de iniciar ou manter
o sono, sono agitado).
11. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou
nenhuma provocação) geralmente
expressos como agressão verbal ou física em relação a pessoas
ou objetos.
12. Hipervigilância.
13. Problemas de concentração.
14. Resposta de sobressalto exagerada.
C. A duração da perturbação (sintomas do Critério B) é de três
dias a um mês depois do trauma. Nota: Os sintomas começam
geralmente logo após o trauma, mas é preciso que persistam no
mínimo três dias e até um mês para satisfazerem os critérios do
transtorno.
D. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas
importantes da vida do indivíduo.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma
substância (p. ex., medicamento ou álcool) ou a outra condição
médica (p. ex., lesão cerebral traumática leve) e não é mais bem
explicada por um transtorno psicótico breve.
Tr. Estresse pós-traumático
Nota: Os critérios a seguir aplicam-se a adultos, adolescentes e
crianças acima de 6 anos de idade. Para crianças com menos de
6 anos, consulte os critérios correspondentes a seguir.
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão
grave ou violência sexual em uma (ou mais) das seguintes
formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento traumático ocorrido com
outras pessoas.
3. Saber que o evento traumático ocorreu com familiar ou amigo
próximo. Nos casos de episódio concreto ou ameaça de morte
envolvendo um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha
sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos
do evento traumático (p. ex., socorristas que recolhem restos de
corpos humanos; policiais repetidamente expostos a detalhes de
abuso infantil).
Nota: O Critério A4 não se aplica à exposição por meio de mídia
eletrônica, televisão, filmes ou fotografias, a menos que tal
exposição esteja relacionada ao trabalho.
Ana Carolina de Luca Machado
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Ana de Luca
B. Presença de um (ou mais) dos seguintes sintomas intrusivos
associados ao evento traumático, começando depois de sua
ocorrência:
1. Lembranças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias
do evento traumático.
Nota: Em crianças acima de 6 anos de idade, pode ocorrer
brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento
traumático são expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o
sentimento do sonho estão relacionados ao evento traumático.
Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo
identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo
sente ou age como se o evento traumático estivesse ocorrendo
novamente. (Essas reações podem ocorrer em um
continuum, com a expressão mais extrema na forma de uma
perda completa de percepção do ambiente ao redor.)
Nota: Em crianças, a reencenação específica do trauma pode
ocorrer na brincadeira.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a
exposição a sinais internos ou externos que simbolizem ou se
assemelhem a algum aspecto do evento traumático.
5. Reações fisiológicas intensas a sinais internos ou externos que
simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento
traumático.
C. Evitação persistente de estímulos associados ao evento
traumático, começando após a ocorrência do evento, conforme
evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos:
1. Evitação ou esforços para evitar recordações, pensamentos ou
sentimentos angustiantes acerca de ou associados de perto ao
evento traumático.
2. Evitação ou esforços para evitar lembranças externas
(pessoas,lugares, conversas, atividades, objetos, situações) que
despertem recordações, pensamentos ou sentimentos
angustiantes cerca de ou associados de perto ao evento
traumático.
D. Alterações negativas em cognições e no humor associadas ao
evento traumático começando ou piorando depois da ocorrência
de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos
seguintes aspectos:
1. Incapacidade de recordar algum aspecto importante do evento
traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a
outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
2. Crenças ou expectativas negativas persistentes e exageradas
a respeito de si mesmo, dos outros e do mundo (p. ex., “Sou
mau”, “Não se deve confiar em ninguém”, “O mundo é perigoso”,
“Todo o meu sistema nervoso está arruinado para sempre”).
3. Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das
consequências do evento traumático que levam o indivíduo a
culpar a si mesmo ou os outros.
4. Estado emocional negativo persistente (p. ex., medo, pavor,
raiva, culpa ou vergonha).
5. Interesse ou participação bastante diminuída em atividades
significativas.
6. Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos
outros.
7. Incapacidade persistente de sentir emoções positivas (p. ex.,
incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade, satisfação
ou amor).
E. Alterações marcantes na excitação e na reatividade
associadas ao evento traumático, começando ou piorando após
o evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes
aspectos:
1. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou
nenhuma provocação) geralmente expressos sob a forma de
agressão verbal ou física em relação a pessoas e objetos.
2. Comportamento imprudente ou autodestrutivo.
3. Hipervigilância.
4. Resposta de sobressalto exagerada.
5. Problemas de concentração.
6. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade para iniciar ou manter
o sono, ou sono agitado).
F. A perturbação (Critérios B, C, D e E) dura mais de um mês.
G. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e
prejuízo social, profissional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
H. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma
substância (p. ex., medicamento, álcool) ou a outra condição
médica.
Pra todos os casos!!!!
EXAMES COMPLEMENTARES
• Hemograma completo.
• Glicemia de jejum.
• Perfil lipídico (Triglicérides + Colesterol).
• Eletrólitos (Na, K, Ca total, Cai).
• Uréia e Creatina.
• Bilirrubinas.
• Enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT).
• TSH + T4L.
• Teste de gravidez.
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• Prolactina.
• Coagulograma.
• vitaminas B12 e D.
Exame de imagem do encéfalo:
RNM ou TC sem contraste.
Eletrocardiograma de repouso com D II Longo.
Sorologias: HIV, Sífilis, Hepatite B e C, sempre avisar e solicitar o
consentimento do paciente.
Benzodiazepínicos
Ansiolíticos (Calmantes), tarja preta.
Atentar para sedação e dependência.
Causa tolerância, abstinência, sensação de prazer.
Estresse agudo → evita benzodiazepínico e debriefing. Pode dar
medicações sedativas, antipsicóticos, mas evitar bzd. porque
pode levar a ter tept depois. + terapia.
TEPT → com sintomas depressivos → associa com
antidepressivo. Psicose → associa com antipsicótico. Pode usar
benzodiazepínico. + terapia.
Revivescência → vive de novo a cena!
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
RAPS
Lei em 2001 que instituiu que não faz mais tratamento só em
hospital psiquiátrico. Pacientes atendidos em liberdade.
Em 2011 tem implantação da RAPS → organiza os serviços para
atender os pacientes com adoecimento mental. Pensar em
cuidado em liberdade. Se tiver crise → internação breve.
A RAPS tem como objetivos gerais:
I. Ampliar o acesso a atenção psicossocial da população em
geral.
II. Promover a vinculação da pessoas com transtorno mental e
com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e
outras drogas e de suas famílias aos pontos de atenção.
III. Garantir a articulação e a integração dos pontos de atenção
das redes de saúde no território, qualificando o cuidado por
meio do acolhimento, do acompanhamento contínuo e da
atenção a urgências.
Muda de lógica biomédica (cura/testes) para um modelo
comunitário.
A reforma psiquiátrica acompanha a reforma sanitária
(implantação do SUS, etc..).
3 pontos principais: cuidado em liberdade, lógica comunitária
(se aproximar do território/população para criar vínculo), oferta a
todos.
Componentes da RAPS
Integralidade → questões psíquicas podem agravar
adoecimentos de ordem física.
Antigamente paciente de saúde mental era apenas de saúde
mental, não via outras áreas. Com a RAPS, passou pra um
cuidado integral → diálogo entre serviços e diferentes pontos da
rede.
Trabalha nos diferentes níveis de saúde:
• AB: prevenção de agravos, promoção de saúde → UBS,
centros de convivência, estratégia de saúde da família, NASFS,
consultórios de rua.
• Nível secundário: CAPS → serviço da crise → centro de
atenção psicossocial. Se organiza com lógica territorial. Ex:
CAPS III: acima de 200 000 habitantes.
• Entra em crise → agitação psicomotora (ex:
ciclando/ rompe com realidade → quadro de mania
→ expansividade, irritação, se colocando em risco).
Quando vai abordar a AGITAÇÃO PSICOMOTORA
→ TRÍADE: aumento do conteúdo verbal, aumento
do conteúdo motor, não consegue responder a
intervenções/ perdeu consciência). Agitação
psicomotora acentuada em casos de mania.
• Precisa internar → leva pra urgência e emergência
no hospital GERAL!
• Terciário: SAMU, alas de reabilitação, UPA.
SRT: serviços de residência terapêutica.
• Casas implantadas no território onde as pessoas que ficavam.
Internadas muito tempo vão morar. Não é temporária, é fixo,
diferente do abrigo temporário da atenção primária.
• Até 10 pacientes crônicos em cada SRT. Tem a liberdade de
sair de casa, cozinhar o que que,..
• 2 técnicos que ficam.
• Se morrer → fecha a vaga.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
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Ana de Luca
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) tem como objetivo:
“Garantir a articulação e a integração dos pontos de atenção das
redes de saúde no território, qualificando o cuidado por meio do
acolhimento, do acompanhamento contínuo e da atenção às
urgências em saúde mental”.
A Rede integra o Sistema Único de Saúde (SUS), composta por
serviços e equipamentos variados, tais como: os Centros de
Atenção Psicossocial (CAPS); os Serviços Residenciais
Terapêuticos (SRT); os Centros de Convivência Cultural, as
Unidade de Acolhimento (UAs), e os leitos de atenção integral
(em Hospitais Gerais, nos CAPS III).
Na atenção básica
UBS: porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
Centralizador do cuidado!
Núcleo de Apoio a Saúde da Família: estratégia primordial para
a organização e o fortalecimento da atenção básica. A partir do
acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas
em uma área geográfica delimitada, são desenvolvidas ações de
promoção da saúde e prevenção.
Consultório de Rua: modalidade de serviço da atenção primária
à saúde, no âmbito da Estratégia Saúde da Família, oferecida
pelo Sistema Único de Saúde para as populações em situação de
rua.
Unidades de acolhimento: instituições de caráter transitório,
que constituem-se como respostas para alguns dos modos de
fragilidade social,seja quais sejam: a vida na rua, a ruptura dos
vínculos familiares, sociais, a proteção nas situações de
ameaças e risco à vida dos usuários, etc.
Centros de convivência e cultura: inclusão social das pessoas
com transtornos mentais. Surge após a Reforma Psiquiátrica.
Atenção Secundária ! Atenção Psicossocial
Estratégica
CAPS → Centros de Atenção Psicossocial.
Os CAPS podem ser de tipo I, II, III, álcool e drogas (CAPSad) e
infanto-juvenil (CAPSi).
Ana Carolina de Luca Machado
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L
Atenção Terciária - Atenção de Urgência e
Emergência
Samu.
UPAS 24 horas: atua como uma estrutura de complexidade
intermediária entre os serviços prestados pelas Unidades Básicas
de Saúde e urgências hospitalares, absorvendo assim parte da
demanda da população pelas emergências de hospitais públicos.
Hospital Geral: oferecem leitos gerais.
Estratégia de Desinstitucionalização
SRT: moradias destinadas a pacientes egressos de hospitais
psiquiátricos e hospital de custodia (HCTP) que tenham passado
dois anos ou mais ininterruptos internados nestes hospitais, e
que não tenham vinculo familiar ou este vinculo esteja
intensamente prejudicado.
PVC: programa de volta pra casa → inaugura o Programa De
Volta Para Casa (PVC), que garante o auxílio de reabilitação
psicossocial para a atenção e o acompanhamento de pessoas
em sofrimento mental, egressas de internação em hospitais
psiquiátricos.
A internação psiquiátrica só acontece com laudo médico.
• Voluntária → paciente entende que precisa da internação.
• Involuntária → não quer ir, mas a equipe médica e familiares
acham importante ficar recluso.
• Compulsória → determinada pela Justiça.
CAPS I: atende pessoas com transtornos mentais graves e
persistentes e também com necessidades decorrentes do
uso de crack, álcool e outras drogas de todas as faixas
etárias. Serviço de atenção a saúde mental em municípios
com população: de 20 mil até 70 mil habitantes.
CAPS II: atende pessoas com transtornos mentais graves e
persistentes, podendo também atender pessoas com
necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras
drogas, conforme a organização da rede de saúde local,
indicado para Municípios com população acima de 70 mil
habitantes;
CAPS III: atende pessoas com transtornos mentais graves e
persistentes. Proporciona serviços de atenção contínua,
com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados
e finais de semana, ofertando retaguarda clínica e
acolhimento noturno a outros serviços de saúde mental,
inclusive CAPS Ad, indicado para Municípios ou regiões
com população acima de 200 mil habitantes;
CAPS AD: atende adultos ou crianças e adolescentes,
considerando as normativas do Estatuto da Criança e do
Adolescente, com necessidades decorrentes do uso de
crack, álcool e outras drogas. Serviço de saúde mental
aberto e de caráter comunitário, indicado para Municípios ou
regiões com população de 70 a 200 mil habitantes;
CAPS AD III: atende adultos ou crianças/adolescentes,
considerando as normativas do Estatuto da Criança e do
Adolescente, com necessidades de cuidados clínicos
contínuos. Serviço com no máximo doze leitos para
observação e monitoramento, de funcionamento 24 horas,
incluindo feriados e finais de semana; indicado para
Municípios ou regiões com população acima de 200 mil
habitantes;
CAPS i: atende crianças e adolescentes e jovens (até 25
anos).com transtornos mentais graves e persistentes e os
que fazem uso de crack, álcool e outras drogas. Serviço
aberto e de caráter comunitário indicado para municípios ou
regiões com população acima de 200 mil habitantes.
Ana Carolina de Luca Machado
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MATRICIAMENTO
Novo modo de produzir saúde em que duas ou mais equipes,
num processo de construção compartilhada, criam uma proposta
de intervenção pedagógico-terapêutica.
Objetivo:
• Estruturar o cuidado colaborativo entre saúde mental e atenção
primária.
• Superar a lógica de encaminhamentos indiscriminados.
• Corresponsabilização entre as equipes de Sáude da família (SF)
e saúde mental (DM).
Construção compartilhada.
Equipe de referência (atenção básica) + equipe de apoio matricial.
Verticalidade x horizontalidade
Horizontalidade → matriciamento.
• Proporcionar a retaguarda especializada da assistência.
• Suporte técnico-pedagógico.
• Vínculo interpessoal e apoio institucional de construção
coletiva.
• Integrar saúde mental e atenção primária.
Tanto as equipes do NASF (atenção primária) quanto no CAPS
(atenção secundária) podem ajudar na atenção primária.
Ex: pedir ajuda de um profissional do NASF para fazer uma visita
domiciliar em um paciente de saúde mental.
Agentes comunitários de saúde → importante para fornecer
informações sobre a família, território..
Nota técnica n3/2020 - DESF/SAPS/MS → a composição de
equipes multiprofissionais deixa de estar vinculada as tipologias
de equipes NASF-AB + o gestor municipal passa a ter autonomia
para compor suas equipes multiprofissionais, definindo os
profissionais, a carga horária e os arranjos da equipe.
Quando a equipe de referência deve solicitar apoio matricial?
• Auxilio para esclarecimento diagnóstico, estruturação de um
projeto terapêutico e abordagem da família.
• Suporte para realizar intervenções psicossociais específicas da
atenção primária, como grupos de pacientes com transtornos
mentais.
• Integração do nível especializado com a atenção primária.
• Apoio em dificuldades nas relações pessoas ou especialmente
difíceis encontradas na realidade do trabalho diário.
Pontos importantes na discussão conjunta:
1. Motivo do matriciamento.
2. Informações sobre o indivíduo, a família e o ambiente.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
3. Dificuldades no manejo e na comunicação.
4. História do problema atual, cronologia, intervenções já
realizadas, resultados.
5. Configuração familiar: genograma.
6. Social: convívio em grupos, instituições, apoio social,
situação econômica.
7. Reflexos do caso na equipe referência.
8. Formulação de diagnóstico multiaxial.
PTS
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um conjunto de propostas
de condutas terapêuticas articuladas para um indivíduo, uma
família ou um grupo que resulta da discussão coletiva de uma
equipe interdisciplinar com Apoio Matricial, se esse for
necessário.
Nesse sentido, pode ser utilizado como uma ferramenta do
processo de integração entre NASF e equipes vinculadas.
Pode ficar só na UBS ou ser ampliado para outros setores.
Fruto da discussão em quipe.
Ana Carolina de Luca Machado
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TRANSTORNO BIPOLAR
Conceito
Carácter fásico e episódico.
- Episódios de mania e depressão ocorrem de modo
relativamente delimitado no tempo.
- Períodos de remissão (humor normal, eutímico) e as alterações
psicopatológicas mais intensas regridem.
Apesar da possibilidade de períodos de remissão mais ou menos
completa é um transtorno mental grave.
- Prejuízo na qualidade de vida, na produtividade e
sociabilidade.
- Prejuízo neuropsicológico.
- Risco aumentado de doenças físicas e suicídio.
Epidemiologia
Chance de recorrência alta!
Risco de suicídio maior em:
- Episódios mistos, ciclagem rápida e TBH com sintomas
ansiosos.
- Quadros refratários.
- Tratamentos inadequados.
- Comorbidades.
- Transtorno de personalidade do cluster B →
borderline, histriônica ou narcisista.
- Uso de substâncias → álcool, cocaína, maconha.
Neurobiologia
Relação com sistema límbico e paralímbico → estruturas
cerebrais interconectadas que estão envolvidas no
processamento de emoção, definição de metas,..
Estudos mostram influência genética.
Psicopatologia
humor ou estado de ânimo → estado emocionalbasal e difuso
em que se encontra a pessoa em determinado momento.
Emoções → reações afetivas momentâneas, agudas,
desencadeadas por estímulos significativos.
Sentimentos → configurações afetivas estáveis, associadas a
conteúdos intelectuais, valores e representações.
Afetos → qualidade e o tônus emocional que acompanham uma
ideia ou representação mental.
Paixões → estado afetivo extremamente intenso, que domina a
atividade psíquica como um todo, captando e dirigindo a atenção
e o interesse do indivíduo,..
Rastreamento de depressão
Nas ultimas semanas, você tem se sentido incomodado, triste e
sem esperança?
Nas ultimas semanas, voce perdeu o interesse ou prazer em fazer
as coisas (anedonia)?
Positivando as 2 perguntas tem sensibilidade de 90%.
Episódios bipolares
Pessoas com Transtorno Bipolar podem experienciar episódios
maníacos, hipomaníacos, depressivos e mistos.
Episódio maníaco: de acordo com o DSM-IV a mania é definida
como o humor expansivo ou irritável, durando pelo menos 1
semana.
Nos episódios de mania podem estar presentes sintomas
psicóticos como alucinações, delírios e pensamentos confusos
e desorganizados, sendo que, esses episódios desestabilizam o
cotidiano da pessoa.
Para que um episódio seja definido como mania tem de
apresentar ao menos 3 dos 7 sintomas abaixo:
1. Autoestima aumentada ou grandiosidade.
2. Diminuição da necessidade de sono (com 3h de sono o
indivíduo se sente descansado).
3. Mais falante que o habitual.
4. Fuga de ideias ou sensação que os pensamentos estão
acelerados.
5. Distrabilidade → atenção facilmente desviada para estímulos
externos irrelevantes.
6. Aumento sobressalente em desempenhar múltiplas tarefas ou
desassossego e agitação psicomotora.
7. Envolvimento excessivo em atividades prazerosas com alto
potencial para consequências desagradáveis como compras
compulsivas, indiscrições ou imprudências sexuais ou ter
julgamento deficitário para investimentos financeiros.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Episódio hipomaníaco: a sintomatologia da hipomania se
assemelha à da mania, porém em graus mais leves, mas ainda
são perceptíveis a outras pessoas. Não compromete o
cotidiano do indivíduo ou apresenta sintomas psicóticos.
Os sintomas da hipomania duram pelo menos 4 dias.
Episódio depressivo: humor deprimido por pelo menos 2
semanas. Perda de interesse ou prazer em grande parte do
tempo. Apresenta no mínimo quatro dos seguintes sintomas:
1. Cansaço ou falta de energia.
2. Vagaroso ou mais agitado sem ser capaz de se acalmar.
3. Mudanças notáveis no apetite e peso.
4. Problemas no sono, dormir demais ou dificuldade de dormir.
5. Sentir se inutil ou culpabilizar-se excessivamente.
6. Dificuldade de concentração, pensamento ou tomada de
decisões.
7. Pensar recorrentemente em suicídio ou morte.
Episódios mistos: episódios de mania e depressão
simultaneamente por no mínimo uma semana, desestabilizando
significativamente seu cotidiano. Mudanças de humor rápidas,
pensamentos culpabilizadores e vontade de suicidar-se, podendo
ser necessária a internação.
Tipos de TBP
Pode ser dividido em tipo I, tipo II, ciclotímico ou não
especificado ou misto, quando não se enquadra nas categorias
anteriores.
Tipo I: claro episódio maníaco ou maníaco psicótico com
duração de pelo menos uma semana, além da depressão maior
que pode se estender de 2 semanas a meses.
Tipo II: episódio hipomaníaco com um ou mais episódios
depressivos maiores, nunca apresentando episódios maníacos
completos. É comum que esses indivíduos apresentem
depressão grave. Esse tipo deve ser investigado quando
aspectos atípicos (relacionamentos caóticos ou abuso de
substâncias) forem notados → fazer afetivograma.
Ciclotimia: oscilações de humor menos graves. Histórico crônico
(relato de pelo menos 2 anos) de humor variável entre hipomania
e sintomas depressivos leves. Geralmente não se apresentam
voluntariamente aos serviços de saúde e são trazidos por
tentativa de suicídio, problemas em relações e uso excessivo de
substâncias. Respondem bem a tratamento medicamentoso.
Não específicado ou misto: sintomas de depressão leve e
hipomania, mas por um período inferior a 2 anos. Ou apresenta
episódio de depressão e elevação do humor leves e de curta
duração, que não pode ser classificado como mania ou
hipomania.
Fisiopatologia
Alterações nos neurotransmissores como noradrenalina,
serotonina, dopamina, GABA e glutamato parecem estar
relacionadas com modificações intracelulares nos neurônios
corticais, que podem levar a alterações metabólicas desses
neurônios ou a morte dos mesmos dando origem a alterações de
humor e estágio de mania e depressão.
Diagnóstico diferencial
Mania secundária por agentes simpaticomiméticos ou
estimulantes, hipertireoidismos, AIDS ou por distúrbios
neurológicos. Comum existir abuso de álcool ou outras
substâncias pelo julgamento prejudicado ou impulsividade
aflorada, bem como, tentativa de se automedicar e tentar
combater os distúrbios do sono.
Tratamento
Farmacológico pode diminuir os sintomas em fase aguda →
primeira linha.
Medicações mais utilizadas → estabilizadores de humor,
antipsicóticos atípicos e ansiolíticos (benzodiazepinas), que são
utilizados por curtos períodos para aliviar ansiedade, inquietação,
pânico ou insônia. Antidepressivos se associados a
estabilizadores de humor.
Lítio é um estabilizador de humor que é usado como tratamento e
profilaxia do TBP, ajudando a diminuir o número de casos de
suicídio.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Terapia pode aumentar qualidade de vida. Casos mais graves e
resistentes a medicamento → eletroconvulsoterapia (ECT) →
eficaz para estabilizar o humor e evitar suicídios, uma vez que, a
ECT reduz a depressão grave e ajuda a prevenir sintomas de
outros episódios.
Exame psíquico
Aparência geral
Descrição completa e detalhada da aparência do paciente.
HIPERTÍMICO:
Postura geral → excessivamente ativa.
Apresentação → roupas muito coloridas e chamativas, muito
curtas e decotadas.
Atitude global → desinibida, expansiva, irônica, arrogante,
sedutora, hostil.
Contato → pode ser extremamente fácil ou, eventualmente,
difícil.
HIPOTÍMICO:
Postura geral → passiva, apática, indiferente.
Apresentação → descuidada, roupas desalinhadas ou sujas, ma
higiene.
Atitude global → inibida, indiferente.
Contato → pode ser difícil.
Ana de Luca
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
Grupo de condições caracterizadas pela ansiedade idiopática
acompanhada de sintomas psicológicos (ex.: alterações de
pensamento) e somáticos (ex.: taquicardia e sudorese).
A diferença entre a ansiedade “normal” e a patológica pode ser
vista no grau de interferência na funcionalidade do indivíduo.
Os transtornos de ansiedade apresentam alta prevalência na
população sendo os mais comuns entre os transtornos
psiquiátricos.
O estado de ansiedade patológica corresponde ao acionamento
inadequado do sistema de resposta ao estresse (luta ou fuga)
associado com uma variedade de respostas dos sistema
cognitivo, motor, neuroendócrino e autonômico, envolvendo
assim não apenas o sistema simpático.
A pessoa que sofre com os transtornos de ansiedade se sente
como um indivíduo normal (não ansioso) se sente em situações
de risco. A diferença é que a pessoa com ansiedade em crise não
está em situação de risco.
Os transtornos relacionados à ansiedade incluem:
• Fobia específica.
• Transtorno de ansiedade social.
• Transtorno do pânico.
• Agorafobia.
• Transtorno de ansiedade generalizada (TAG).
Etiologia
Embora suas causas não sejam completamente conhecidas,
múltiplos fatores podem estar relacionados aos seu surgimento,
entre eles fatores genéticos, ambientais, eventos traumáticos,
fatores psiquiátricos ou condições médicas gerais.
A maioria das pessoas comtranstornos de ansiedade
apresentam um ou mais sintomas somáticos, como:
• Palpitações, sudorese, dor torácica.
• Dispneia ou sensação de estar sufocado.
• Dispepsia, inchaço abdominal, náusea.
• Diarreia.
• Frequência ou urgência urinária.
• Cefaleia, tonturas e pré-síncope.
• Parestesias, tremor, entre outros.
Podem ser ordenados em dois grandes grupos:
1. Ansiedade constante e permanente, onde se enquadra a TAG;
2. Crises de ansiedade, que cursam com períodos discretos de
sintomas agudos no qual há elevação abrupta da ansiedade,
associada a pensamentos de medo e sintomas somáticos
(“início crescente”), que normalmente se resolvem no período
de uma hora, onde se enquadra a Síndrome do Pânico .
Round Clínico 1
Paciente G. B., sexo masculino, 23 anos, estudante de direito,
refere que há três semanas ficou preso no elevador da faculdade
durante cerca de 10 minutos. Enquanto estava no elevador,
começou a sentir falta de ar, aperto no peito, coração batendo
forte e acelerado e dormência no braço esquerdo. O paciente
relata que os sintomas foram tão fortes que achou que fosse
morrer, sendo preciso ser levado ao serviço de pronto
atendimento próximo à faculdade por um colega. Os exames
realizados no serviço não mostraram alterações e os sinais vitais
dentro da normalidade. Refere que sempre teve medo de lugares
fechados e que dificilmente andava de elevador sozinho.
Questionado sobre as semanas seguintes, o paciente relata ter
mantido suas atividades diárias, mas que não anda mais de
elevador porque tem medo de ter outra crise.
Quais características presentes no caso clínico podem ser
relacionadas aos transtornos de ansiedade?
Os sinais e sintomas do caso clínico permitem a consideração de
qual(is) hipótese(s) diagnóstica(s)?
Transtornos
Fobia Específica
A pessoa torna-se apreensiva, ansiosa ou se esquiva de objetos
ou situações circunscritos.
A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas de outro
transtorno mental. Medo, ansiedade ou esquiva é quase sempre
imediatamente induzido pela situação fóbica, até um ponto em
Ana de Luca
que é persistente e fora de proporção em relação ao risco real
que se apresenta.
Transtorno de Ansiedade Social (Fobia
Social)
A pessoa é temerosa, ansiosa ou se esquiva de interações e
situações sociais que envolvem a possibilidade de ser avaliado. A
ideação cognitiva associada é a de ser avaliado negativamente
pelos demais, ficar embaraçado, ser humilhado ou rejeitado ou
ofender os outros.
Transtorno do Pânico
A pessoa experimenta ataques de pânico inesperados
recorrentes e está persistentemente apreensivo ou preocupado
com a possibilidade de sofrer novos ataques ou alterações
desadaptativas em seu comportamento devido aos ataques de
pânico.
Os ataques de pânico são ataques abruptos de medo intenso ou
desconforto intenso que atingem um pico em poucos minutos,
acompanhados de sintomas físicos e/ou cognitivos.
A pessoa apresenta ainda ansiedade antecipatória, que consiste
no sofrimento psíquico contínuo provocado pela preocupação
com o próximo ataque de pânico ou com seus efeitos.
Agorafobia
As pessoas com agorafobia são apreensivas e ansiosas acerca
de situações como usar transporte público, estar em espaços
abertos, fechados, filas, multidões ou fora de cada sozinho em
outras situações.
A pessoa teme essas situações devido aos pensamentos de que
pode ser difícil escapar ou de que pode não haver auxílio
disponível caso tenha sintomas do tipo pânico, incapacitantes ou
constrangedores.
A agorafobia é diagnosticada independentemente da presença de
transtorno de pânico. Se a apresentação de um indivíduo satisfaz
os critérios para transtorno de pânico e agorafobia, ambos os
diagnósticos devem ser dados.
Ana de Luca
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
Condição mais heterogênea, caracterizada pela presença de
ansiedade clinicamente significativa e sintomas somáticos
associados a pelo menos 6 meses ou mais.
A TAG tem como características principais a ansiedade e
preocupação persistentes e excessivas acerca de vários
domínios, incluindo desempenho no trabalho e escolar, que o
indivíduo encontra dificuldade em controlar.
A pessoa experimenta sintomas físicos, incluindo inquietação ou
sensação de “nervos à flor da pele”; fatigabilidade; dificuldade de
concentração ou “ter brancos”; irritabilidade; tensão muscular; e
perturbação do sono.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões.
- Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens
recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos
e indesejados.
- Compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais
que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a
uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser
aplicadas rigidamente.
Tratamento
Tripé: tratamento medicamentoso + tratamentos psicossociais +
psicoeducação.
Medicamentoso
Os medicamentos mais utilizados no tratamento do transtorno de
pânico, com excelente grau de evidência, são os antidepressivos
e os benzodiazepínicos.
Entre os antidepressivos, os inibidores seletivos da recaptação de
serotonina (ISRSs) são considerados os medicamentos de
primeira linha. Além dos ISRSs, outros antidepressivos de ação
serotonérgica se mostram eficazes no tratamento dos transtornos
de ansiedade.
Atualmente, os antidepressivos de ação dual vêm ganhando
espaço no tratamento dos transtornos de ansiedade, como a
venlafaxina, especialmente no tratamento do TAG, TEPT e fobia
social.
Ana de Luca
Os benzodiazepínicos são a segunda classe de fármacos mais
importante no tratamento dos transtornos de ansiedade.
Entretanto, essas drogas causam importantes efeitos colaterais,
como sedação, amnésia anterógrada e, principalmente,
dependência e tolerância.
Por serem ansiolíticos de início rápido, são ótimas drogas para
alívio imediato de quadros de ansiedade, porém não tão
adequadas para o tratamento prolongado exigido nesses
transtornos.
O uso pontual e temporário de benzodiazepínicos pode ser feito
quando há exacerbação aguda dos sintomas e, eventualmente,
no início do tratamento com antidepressivos, fase em que eles
ainda não fizeram efeito ou até levaram à piora inicial da
ansiedade.
Filme mostra o quadro de mania - se formos fazer um exame psíquico desse paciente:
Paciente tem uma fase depressiva severa ao ponto de uma enfermeira ter que dar banho nele•
Vemos a síndrome maníaca: agitação psicomotora, gastos excessivos, sexualizado•
TRANSTORNO BIPOLAR
INTRODUÇÃO
As alterações de comportamento são atribuídas desde a época de Hipócrates.
Mas só mais tarde, no século 1 se dá o nome de mania.
Alterações de comportamento pode ser alguma alteração orgânica ou psiquiátrica. Dentro das
psiquiátricas, as alterações de psicose ou são demência precoce (esquizofrenia) ou psicose maníaco
depressiva que é a psicose cíclica.
CONCEITO
Caráter fásico e episódico
Episódios de mania e depressão correm de modo relativamente delimitado no tempo○
Períodos de remissão (humor normal, eutímico) e as alterações psicopatológicas mais
intensas regridem
○
•
Apesar da possibilidade de períodos de remissão mais ou menos completa é um transtorno
mental grave
Prejuízo na qualidade de vida, na produtividade e sociabilidade○
Prejuízo neuropsicológico (atenção ,memória, concentração)○
Risco aumento de doenças físicas e suicídio (não mede riscos)○
•
EPIDEMIOLOGIA
Idade média de início: 21 anos•
Chance de recorrência:•
THB em adultos
Prevalência na vida adulta 1,02%○
Na cidade de SP
Nos últimos 12 meses: 1,5% - dentro dessa população 65,4% desses, 1,5% são casos
graves, por isso é muito importante diagnosticar e tratar
§
○
•
Maior risco de suicídio:
Episódios mistos, ciclagem rápida, THB com sintomas ansiosos○
Quadros refratários○
Tratamentos inadequados○
Comorbidades: transtornos da personalidadecluster B: borderline, histrionica ou
narcisista ou uso de substancias: álcool, cocaína ou maconha - isso piora o prognostico do
paciente aumentando o risco de suicídio
○
•
NEUROBIOLOGIA
Relação com o sistema límbico e paralímbico.
Ainda, fatores genéticos, em uma população homogênea para fatores ambientais, explicam cerca de
90% da variabilidade para a ocorrência do transtorno.
PSICOPATOLOGIA
Cinco tipos básicos de vivencias afetivas
RASTREAMENTO DA DEPRESSÃO
Perda de interesse para fazer as coisas = anedonia.
Não é tão específico, para saber se a pessoa está deprimida vamos precisar continuar investigando.
A hipotímia se aproxima do quadro depressivo.
Qualquer pessoa pode variar o humor.
Quando alguém fica deprimido o sentimento de tristeza ultrapassa o limite - mas que limite é esse?
Que limite é esse para dizer que a pessoa está depressiva e não triste? Vários outros sintomas vem
acompanhado, o limite disso é quando eu tenho um prejuízo funcional, prejuízo em relação a
vivencia acadêmica, não consegue trabalhar, se relacionar por conta dos sintomas, várias áreas da
vida comprometidas.
Com o excesso a mesma coisa, se o hipertímico passa do limite (prejuízo funcional) digo que a pessoa
está em mania.
Algumas pessoas podem apresentar sintomas de mania e depressão ao mesmo tempo, isso
chamamos de episódio misto.
Oscilações acontecendo mais de 4 vezes em um ano = ciclagem rápida.
A insônia em uma depressão melancólica encontramos a insônia terminal - pessoa desperta algumas
horas antes do que precisa.
Depressão atípica - hipersonia.
Na mania temos uma diminuição na perda de sono - dormir é perda de tempo.
Estupor a pessoa mal se mexe.
Na depressão, geralmente é plena, a pessoa sabe que está deprimida.
No quadro de mania, geralmente é parcial, a pessoa percebe que está com mais energia. Em alguns
casos, como na mania psicótica = ausente.
O depressivo está sofrendo, é muito mais fácil ele perceber e procurar ajuda. O maníaco não, ele não
se sente nem um pouco doente, quando está na fase de mania está no melhor momento da vida
dela.
Nas duas situações a pessoa tem prejuízo do pragmatismo.
SÍNDROME DEPRESSIVA
Conjunto de sinais e sintomas depressivos. A partir do humor deprimido eu tenho 6 alterações.
Depressão é um quadro heterogêneo.
SÍNDROME MANÍACA
Tudo parte no humor elevado ou irritável.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
CID-10:
DEPRESSÃO UNIPOLAR
É o transtorno de depressão maior. Que só oscila para baixo.
T BIPOLAR I
Além dos episódios depressivos tenho episódios de mania, episódios mistos, depressão pós estagio
de mania - depressão pós psicose.
T BIPOLAR II
Depressão, depois melhora e o paciente entra em hipomania:
T BIPOLAR III
Paciente faz alguns episódios de depressão - em algum momento durante o tratamento ele passa da
eutimia para a euforia, não chega a fazer uma mania - hipomania induzida pelo ADT.
1 hora e 4
T CICLOTIMICO
Alterações contínuas e isso é persistente - paciente quase não fica estável.
TEMPERAMENTO HIPERTÍMICO/TEMPERAMENTO HIPOTÍMICO
Pessoas que são mais aceleradas mesmo e não chegam a se desorganizar (hipertímico) ou o
contrário.
CICLAGEM RÁPIDA
Tem mais de 4 episódios de depressão ou de mania em 1 ano.
TRATAMENTO - ORIENTAÇÕES GERAIS
Objetivos
Curto prazo
Tratamentos dos episódios depressivos, maníacos ou mistos e das condições associadas
com ciclagem rápida
○
•
Longo prazo
Profilaxia das recorrências de episódios depressivos ou maníacos uma vez estando em
remissão do último episódio de humor
○
•
Cenários de tratamento
Ambulatório/UBS•
CAPS•
P.S.•
Internação•
TRATAMENTO - TERAPIAS FARMACOLÓGICAS
Tratamos com estabilizador de humor.
LÍTIO
ÁCIDO VALPRÓICO
Muito prescrito nos EUA - é um anticonvulsivante•
Indicação bem estabelecida para mania aguda•
SITUAÇÕES ESPECIAIS
PSICOEDUCAÇÃO
O maior desafio é que essa pessoa entenda que ela precisa se tratar, pois a pessoa que tem mania
não entende que está doente.
C
Transtorno bipolar
17/09/21 13:53
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
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Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
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Ana Carolina de Luca Machado
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Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
TRANSTORNOS PSICÓTICOS E ANTIPSICÓTICOS
Esquizofrenia
Demência praecox, descrita inicialmente por Emil Kraepelin ,final
do século XIX, posteriormente Bleuler, entre 1908 e 1911,
rebatizou a doença como esquizofrenia.
Epidemiologia
• Prevalência na população geral 1%
• Prevalência maior entre homem na razão 1,4:1.
• Maior incidência entre migrantes, além de predominância em
áreas urbanas.
• Causas de mortalidade: risco de suicídio é de 5%.
Quadro clínico
Predomínio de homens para formas mais precoces.
Predomínio de mulheres para formas tardias, acima dos 40 anos
→ hipótese de que o estrógeno seja um fator protetor.
Período prodrômico:
• Sintomas inespecíficos.
• Alterações do afeto → afeto aplainado.
• Alterações na cognição.
• Alterações na sensopercepção.
• Queixas somáticas.
• Mudança no comportamento.
Abaixo de 16 anos → início precoce.
Maioria do início da vida adulta (16-24); Outro pico com 60 anos
(maior em mulheres).
Mais de um gene envolvido. Esses genes tem uma concordância,
mas não são extremamente específicos.
Diagnóstico
A. Dois (ou mais) dos itens a seguir, cada um presente por uma
quantidade significativa de tempo durante um período de um mês
(ou menos, se tratados com sucesso). Pelo menos um deles deve
ser (1), (2) ou (3):
1. Delírios.
2. Alucinações.
3. Discurso desorganizado.
4. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico.
5. Sintomas negativos (i.e., expressão emocional diminuída ou
avolia).
B. Por período significativo de tempo desde o aparecimento da
perturbação, o nível de funcionamento em uma ou mais áreas
importantes do funcionamento, como trabalho, relações
interpessoais ou autocuidado, está acentuadamente abaixo do
nível alcançado antes do início (ou, quando o início se dá na
infância ou na adolescência, incapacidade de atingir o nível
esperado de funcionamento interpessoal, acadêmico ou
profissional).
C. Sinais contínuos de perturbação persistem durante, pelo
menos, seis meses. Esse período de seis meses deve incluir no
mínimo um mês de sintomas (ou menos, se tratados com
sucesso) que precisam satisfazer ao Critério A (i.e., sintomas da
fase ativa) e pode incluir períodos de sintomas prodrômicos ou
residuais. Durante esses períodos prodrômicos ou residuais, os
sinais da perturbação podem ser manifestados apenas por
sintomas negativos ou por dois ou mais sintomas listados no
Critério A presentes em uma forma atenuada (p. ex., crenças
esquisitas, experiências perceptivas incomuns).
D. Transtorno esquizoafetivo e transtorno depressivo ou
transtorno bipolar com características psicóticas são
descartados porque 1) não ocorreram episódios depressivos
maiores ou maníacos concomitantemente com os sintomas da
fase ativa, ou 2) se episódios de humor ocorreram durante os
sintomas da fase ativa, sua duração total foi breve em relação
aos períodos ativo e residual da doença.
E. A perturbação pode ser atribuída aos efeitos fisiológicos de
uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra
condição médica.
F. Se há história de transtorno do espectro autista ou de um
transtorno da comunicação iniciado na infância, o diagnóstico
adicional de esquizofrenia é realizadosomente se delírios ou
alucinações proeminentes, além dos demais sintomas exigidos
de esquizofrenia, estão também presentes por pelo menos um
mês (ou menos, se tratados com sucesso).
Tratamento
Casos agudos:
1. Monoterapia com antipsicóticos.
Ajuste de dose até a maxima tolerada.
2. Tentar 2 antipsicóticos em dose máxima tolerada e em
monoterapia).
3. Clozapina.
Ana de Luca
4. Combinação de antipsicóticos e outras substâncias
(antidepressivos).
5. ECT.
Symptoms of schizophrenia are referred to as posi3ve or nega3ve. That
doesn't mean that some are good and some are bad. Posi%ve
symptoms are those that are present in someone with schizophrenia
that someone without schizophrenia or another mental health condi3on
would not experience.
Posi%ve:
• Delusions → false beliefs that don’t make sense in the context of a
person’s culture. Can’t be convinced that their beliefs aren’t real.
• Hallucina%ons → false sensory experiences that have no basis in the
external world. Psycho3c hallucina3ons occur when the person is fully
awake and not under the influence of alcohol or illicit drugs. Auditory
hallucina3ons (hearing voices) and visual hallucina3ons (seeing things)
are the most common, but a person can hallucinate a touch (for
example, bugs crawling on the skin), taste, or smell.
• Disorganized speech → words are not linked together based on the
normal rules of language.
• Disorganized behavior → not goal-directed and don’t make sense in
context.
Nega%ve symptoms means that the person is experiencing an absence
or reduc3on of certain traits that are oKen present in healthier
individuals.
• Fla8ened affect → appear emo3onless or have a very limited range of
emo3ons. They show liLle response to emo3onal or disturbing
situa3ons or images.
• Anhedonia → lack of joy in things that used to bring them pleasure.
• Reduced speech → speaking no3ceably less than they used to. This
par3cular symptom could also be observed as someone speaking less
fluently than before.
• Lack of ini%a%ve → the loss of will to do things.
Cogni%ve symptoms → not used to diagnose schizophrenia, but some
are fairly common with the condi3on.
• Difficulty maintaining aLen3on.
• Memory problems on working memory (use to keep things in your
head for ac3ve processing, like the digits of a phone number you’re
about to dial).
• Difficulty planning and structuring ac3vi3es - caused by reduced
execu3ve func3on → execu3ve func3on is a set of mental processes
that allows us to iden3fy the steps needed to complete a task and
then execute them in a proper order.
• Lack of insight → specific cogni3ve blind spot that prevents them from
understanding that they are ill.
Diagnosis → Presence of at least two of the following symptom types
(with at least one of the symptoms being in the top three listed here):
1. Delusions.
2. Hallucina3ons.
3. Disorganized speech.
4. Disorganized behavior.
5. Nega3ve symptoms.
The symptoms are to be experienced for at least six months, with the
psycho3c features (the top three listed above) being present for at least
one month.
The person experiences significant problems with work and social
func3oning as a result of their symptoms.
Other symptoms: variety of other symptoms that can oKen be found in
people with schizophrenia.
• Distrac3bility.
• Anger.
• Anxiety.
• Depression.
• Lack of insight.
• Sleep disturbances.
• Substance use (especially tobacco use).
Transtorno psicótico breve
A. Presença de um (ou mais) dos sintomas a seguir. Pelo menos
um deles deve ser (1), (2) ou (3):
1. Delírios.
2. Alucinações.
3. Discurso desorganizado (p. ex., descarrilamento ou incoerência
frequentes).
4. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico.
Nota: Não incluir um sintoma que seja um padrão de resposta
culturalmente aceito.
B. A duração de um episódio da perturbação é de, pelo menos,
um dia, mas inferior a um mês, com eventual retorno completo a
um nível de funcionamento pré-mórbido.
Ana de Luca
C. A perturbação não é mais bem explicada por transtorno
depressivo maior ou transtorno bipolar com características
psicóticas, por outro transtorno psicótico como esquizofrenia ou
catatonia, nem se deve aos efeitos fisiológicos de uma
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra
condição médica.
Não tem sintomas negativos.
Callled Brief Psycho%c Disorder.
Psycho3c symptoms that come on suddenly but last only for a short 3me
-- less than 1 month. AKer that, people usually recover completely.
There are three basic forms of brief psycho3c disorders:
1. Brief Psycho3c Disorder with obvious stressor (brief reac%ve
psychosis) → happens shortly aKer a trauma or major stress, such as
death of a loved one, an accident, assault, natural disaster.
2. Brief Psycho3c Disorder without obvious stressor: no apparent
trauma or stress that triggers it.
3. Brief Psycho3c Disorder with postpartum onset: usually within 4
weeks of delivery.
Transtorno esquizoafetivo
A. Um período ininterrupto de doença durante o qual há um
episódio depressivo maior ou maníaco concomitante com o
Critério A da esquizofrenia.
Nota: O episódio depressivo maior deve incluir o Critério A1:
humor deprimido.
B. Delírios ou alucinações por duas semanas ou mais na
ausência de episódio depressivo maior ou maníaco durante a
duração da doença ao longo da vida.
C. Os sintomas que satisfazem os critérios para um episódio de
humor estão presentes na maior parte da duração total das fases
ativa e residual da doença.
D. A perturbação não pode ser atribuída aos efeitos de uma
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra
condição médica.
Determinar o subtipo:
295.70 (F25.0) Tipo bipolar: Esse subtipo aplica-se se um
episódio maníaco fizer parte da apresentação. Podem também
ocorrer episódios depressivos maiores.
295.70 (F25.1) Tipo depressivo: Esse subtipo aplica-se se
somente episódios depressivos maiores fizerem parte da
apresentação.
Associa estabilizador de humor ao tratamento.
Called Schizoaffective Disorder: chronic mental health condition
that involves symptoms of both schizophrenia and a mood
disorder like major depressive disorder or bipolar disorder.
Transtorno psicótico induzido por substância
A. Presença de pelo menos um dos sintomas a seguir:
1. Delírios.
2. Alucinações.
B. Existe evidência na história, no exame físico ou nos achados
laboratoriais de (1) e (2):
1. Os sintomas do Critério A se desenvolveram durante ou logo
após intoxicação por uma substância ou abstinência ou após
exposição a um medicamento.
2. A substância/medicamento envolvida é capaz de produzir os
sintomas do Critério A.
C. A perturbação não é mais bem explicada por um transtorno
psicótico não induzido por substância/medicamento. Essas
evidências de um transtorno psicótico independente podem
incluir:
Os sintomas antecederam o aparecimento do uso de substância/
medicamento; os sintomas persistem por um período de tempo
substancial (p. ex., cerca de um mês) após o término da
abstinência aguda ou intoxicação grave; ou há outras evidências
de um transtorno psicótico independente não induzido por
substância/medicamento (p. ex., história de episódios recorrentes
não relacionados a substância/medicamento).
D. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de
delirium.
E. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas
importantes da vida do indivíduo.
Ana de Luca
Substance/medica%on-induced psycho%c disorder, also known as toxic
psychosis, alcohol-induced psychosis, and drug-induced psychosis, is the
diagnos3c name for a specific mental health condi3on where an
individual experiences hallucina3ons, delusions, or both within a month
of using or withdrawing from prescrip3on drugs,illegal drugs, and/or
alcohol.
Catatonia associada a outro transtorno
mental
A. O quadro clínico é dominado por três (ou mais) dos sintomas a
seguir:
1. Estupor (i.e., ausência de atividade psicomotora; sem relação
ativa com o ambiente).
2. Catalepsia (i.e., indução passiva de uma postura mantida
contra a gravidade).
3. Flexibilidade cérea (i.e., resistência leve ao posicionamento
pelo examinador).
4. Mutismo (i.e., resposta verbal ausente ou muito pouca [excluir
com afasia conhecida]).
5. Negativismo (i.e., oposição ou resposta ausente a instruções
ou a estímulos externos).
6. Postura (i.e., manutenção espontânea e ativa de uma postura
contrária à gravidade).
7. Maneirismo (i.e., caricatura esquisita e circunstancial de ações
normais).
8. Estereotipia (i.e., movimentos repetitivos, anormalmente
frequentes e não voltados a metas).
9. Agitação, não influenciada por estímulos externos.
10. Caretas.
11. Ecolalia (i.e., imitação da fala de outra pessoa).
12. Ecopraxia (i.e., imitação dos movimentos de outra pessoa).
Catatonic schizophrenia affects the way you move in extreme ways. You
might stay totally s3ll and mute. Or you might get hyperac3ve for no
reason. The new name for this condi3on is schizophrenia with catatonic
features or schizophrenia with catatonia.
Common symptoms include:
• Not moving.
• Not talking.
• Sluggish response.
• Staring.
• Parro3ng someone’s movements or speech over and over.
• Tapping feet or other repeated movements.
Transtorno delirante
A. A presença de um delírio (ou mais) com duração de um mês
ou mais.
B. O Critério A para esquizofrenia jamais foi atendido.
Nota: Alucinações, quando presentes, não são proeminentes e
têm relação com o tema do delírio (p. ex., a sensação de estar
infestado de insetos associada a delírios de infestação).
C. Exceto pelo impacto do(s) delírio(s) ou de seus
desdobramentos, o funcionamento não está acentuadamente
prejudicado, e o comportamento não é claramente bizarro ou
esquisito.
D. Se episódios maníacos ou depressivos ocorreram, eles foram
breves em comparação com a duração dos períodos delirantes.
E. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma
substância ou a outra condição médica, não sendo mais bem
explicada por outro transtorno mental, como transtorno
dismórfico corporal ou transtorno obsessivo-compulsivo.
Educação continuada
Antipsicóticos
Características dos antipsicóticos típicos:
• Também podem ser chamados de convencionais ou de primeira
geração.
• Principal mecanismo de ação é o antagonismo
dopaminérgico.
• Bloqueando receptores D2.
• Quanto mais intenso o bloqueio dopaminérgico, mas incisivo
(Forte) é o antipsicótico e também mais intenso são os efeitos
colaterais.
Ana de Luca
Atypical → newer, weaker D2 receptor antagonism and stronger
5-HT2, α, and H1 antagonism.
Antipsychotics target dopaminergic neurons: specific pathways
affected include:
• Nigrostriatal (extrapyramidal motor).
• Mesolimbic (mood and reward).
• Tuberoinfundibular (prolactin release).
Typical Antipsychotics Overview
Neurolep3cs.
Two types → high potency and low potency.
Highly fat soluble → stored for long 3me in body fat.
High potency - low dose needed (more movement side-effects)
• Haloperidol.
• Trifluoperazine.
• Fluphenazine.
Low potency - high dose needed (more an3-cholinergic side-effects).
• Thioridazine.
• Chlorpromazine.
Intoxicação dos antipsicóticos → sinais parecidos com
Parkinson.
Toxicity → high potency
↑ extrapyramidal system (EPS) side effects due to high affinity for
D2 receptor.
Early onset/reversible symptoms:
4 hours = acute dystonia → spasm of face, neck, tongue, and extraocular
muscles.
intermediate-onset symptoms (days to weeks):
Parkinsonism → muscle rigidity, bradykinesia, tremor, and shuffling gait.
Akathisia → urge to move.
Late onset/irreversible symptoms:
4 months = tardive dyskinesia → involuntary, repe33ve movements of
facial, tongue, and neck muscles. Likely caused by chronic D2 receptor
antagonism; an3cholinergics worsen! Must reduce dose or switch to an
atypical an3psycho3c. Can be treated with diphenhydramine or
benztropine.
↓ non-specific side effects (SE).
Ana de Luca
Diminui a a3vidade do córtex pré-frontal → diminui as funções
execu3vas. quando acontece na via mesolímbica é o que quer, na via
mesocor3cal não é tão bom.
Negative symptoms
Sintomas Extrapiramidais
Hiperprolactinemia
Pedir exame de prolactina antes de dar antipsicótico!
Ação anticolinérgica
Toxicity → low potency
↓ EPS SEs
↑ non-specific SEs → due to low affinity to D2 receptors and high
concentra3ons needed to achieve effect.
Muscarinic receptor antagonism → dry mouth and cons3pa3on + vision
problems.
Ana de Luca
α receptor antagonism → orthosta3c hypotension + sexual dysfunc3on.
Histamine receptor antagonism → seda3on.
Chlorpromazine → corneal deposits.
Thioridazine → re3nal deposits.
Endocrine side effects → dopamine normally inhibits prolac3n
secre3on; therefore, antagonism of receptor may result
in hyperprolac3nemia→ galactorrhea.
Neurolep3c malignant syndrome (NMS).
Atypical Antipsychotics Overview
Mechanism → antagonist at 5-HT2, α, H1, and dopamine
receptors.
Clinical use → schizophrenia → both positive and negative
symptoms.
Representantes e Doses importantes
Colateral effects
• Síndrome Neuroléptica maligna.
Emergência neurológica com risco de vida associada ao uso de
agentes antipsicóticos (neurolépticos) e caracterizada pela
tétrade clínica: alteração do estado mental, rigidez, febre e
disautonomia.
Embora não exista um teste diagnóstico para SMN, um consenso
internacional multiespecialidade publicou critérios de diagnóstico
para SMN em 2011.
Exposição ao antagonista da dopamina ou retirada do
agonista da dopamina nas últimas 72 horas
Hipertermia (> 38,0 ° C em pelo menos 2 ocasiões)
Rigidez
Alteração do estado mental
Elevação da creatinaquinase (pelo menos 4 vezes o
limite superior do normal)
Disautonomia
Hipermetabolismo
Investigação negativa para causas infecciosas, tóxicas,
metabólicas ou neurológicas
• Distonia.
Ana de Luca
• Sintomas extrapiramidais.
Os sistemas piramidal e extrapiramidal são cadeias de neurônios
do Sistema Nervoso Central ligadas aos movimentos do corpo
humano.
O primeiro é responsável pela movimentação voluntária, por isso,
lesões nesse sistema podem causar paralisia ou perda de força.
Já o sistema extrapiramidal é responsável pela parte automática,
ou seja, movimentos feitos sem pensar, como os necessários
para falar ou caminhar….
• Discinesia Tardia.
Não controla os movimentos. Não percebe que está fazendo.
• Acatisia.
• Hiperprolactinemia.
• Sedação.
• Alargamento de QT.
Antipsicótico Segunda Geração
Também bloqueia 5HT2a serotoninérgico.
O bloqueio desse receptor na região mesolímbica leva a uma
inibição da liberação da dopamina. Tem efeito psicótico sem
precisar bloquear muitos receptores. Então não tem efeitos do
bloqueio dopaminérgico, porque so diminui a liberação na fenda.
Bloqueia + diminui liberação.
Quetiapina
Em dose pequena, tem efeito de bloqueio histaminérgico forte →
até 50mg usa pra dar sono. Hipnótico.
Dose intermediária → acrescenta efeitos como inibição da
recaptação de noradrenalina, ação em 5HT1 E 5HT2a → efeito
antidepressivo.
A partir de 600mg → antipsicótico → bloqueio dopaminérgico.
Efeitos colaterais
• Síndrome Neuroléptica maligna.
• Distonia.
• Sintomas extrapiramidais.
• Discinesia Tardia.
• Hiperprolactinemia.
• Sedação.
• Alargamento de QT.
• Sindrome metabólica e ganho de peso.
Muda a metabolização de lipídios. Muda o perfil de colesterol.
Indicações
• Psicoses.
• TAB.
• Depressão refratária.
• Agressividade.
• Tiques.
• Sedação.
• Agitação psicomotora.
Ana de Luca
DELIRIUM
Quadro confusional agudo. Prejudicaatenção, orientação alo e
autopsíquica. Manifestação orgânica.
O estado confusional agudo é definido como a incapacidade
cognitiva que implica no comprometimento das funções
cerebrais, suficientemente para prejudicar a capacidade
funcional.
Condição grave e está associada a uma alta taxa de morbidade e
mortalidade.
Muitas vezes, sua instalação antecede outros sinais clínicos de
doenças graves (ex: insuficiência renal ou hepática).
Trata-se de um transtorno muito frequente, ocorrendo em 15 dos
25% dos pacientes internados em enfermarias de clínica médica
e em cerca de 30% dos pacientes internados em unidades de
terapia intensiva cirúrgicas ou cardíacas.
Em idosos, especialmente, pode ser a primeira manifestação
de infecção, infarto do miocárdio ou intoxicação medicamentosa.
Admite-se que sua causa seja orgânica, embora, em muitos
casos, uma etiologia específica não seja encontrada. Nessas
situações, tem sido postulada a potencialização dos efeitos
subclínicos de diversos fatores, tais como desnutrição,
desidratação, privação sensorial ou infecção.
Têm maiores riscos pacientes com lesão cerebral, múltiplos
problemas médicos, polifarmácia, comprometimento sensorial,
desnutrição, hipoalbuminemia, história prévia de delirium e
dependência de álcool → delírio tremens causado por
abstinência de álcool.
Praticamente qualquer alteração importante da homeostase pode
levar ao delirium.
Crianças e idosos têm maior predisposição para desenvolver o
delirium, reflexo da maturação e da integridade do sistema
nervoso central na instalação do quadro.
Embora sua fisiopatologia não seja bem conhecida, a
insuficiência colinérgica, resultado de uma redução da taxa do
metabolismo, seria a via final comum às diversas causas de
delirium. Hipótese que explica, inclusive, o motivo de
medicamentos anticolinérgicos causarem delirium com tanta
frequência e porquê os idosos são tão propensos a essa
síndrome.
Tem seu quadro clínico caracterizado, principalmente, por:
• Início abrupto.
• Consciência flutuante.
• Atenção muito prejudicada.
Além de curso breve (horas, dias ou até semanas),
comprometimento da orientação, pensamento desorganizado,
alteração psicomotora, entre outros sintomas psiquiátricos.
Deve sempre ser considerado no exame psíquico. O delirium é
tratável, e sua identificação precoce, associada a um tratamento
adequado, resulta em diminuição da morbidade e da mortalidade.
Que sinais presentes no caso clínico permitem diferenciar um
quadro de delirium de outros transtornos mentais?
Diagnóstico
Duas etapas: diagnóstico sindrômico e determinar a etiologia.
• O diagnóstico sindrômico é realizado com base na história, no
exame físico e pela aplicação dos critérios diagnósticos
específicos.
• O diagnóstico etiológico é feito a partir de uma investigação
clínica e laboratorial.
É essencial listar todos os medicamentos em uso,
suspendendo os não essenciais e reduzindo a dose dos
essenciais; deve-se também considerar a possibilidade de
abstinência a álcool ou benzodiazepínicos.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Tratamento
Identificar e tratar sua causa ao mesmo tempo em que se cuida
das condições gerais do paciente.
Atenção especial deve ser dada ao controle da hidratação e do
equilíbrio hidroeletrolítico, pois podem contribuir
significativamente para agravar o quadro.
A escolha do tratamento medicamentoso depende do quadro
clínico, da causa do delirium e dos transtornos co-mórbidos.
O uso de medicamentos deve ser muito criterioso, pois pode
agravar o déficit cognitivo. Por isso deve-se evitar o uso de
benzodiazepínicos para sedação, exceto no delirium tremens e
por abstinência de hipnóticos.
Delirium is a serious disturbance in mental abili1es that results in
confused thinking and reduced awareness of the environment. The start
of delirium is usually rapid — within hours or a few days.
Delirium can o=en be traced to one or more contribu1ng factors, such
as a severe or chronic illness, changes in metabolic balance (such as low
sodium), medica1on, infec1on, surgery, or alcohol or drug intoxica1on
or withdrawal.
Because symptoms of delirium and demen1a can be similar, input from
a family member or caregiver may be important for a doctor to make an
accurate diagnosis.
Symptoms
Signs and symptoms of delirium usually begin over a few hours or a few
days. They o=en fluctuate throughout the day, and there may be periods
of no symptoms. Symptoms tend to be worse during the night when it's
dark and things look less familiar. Primary signs and symptoms include
those below.
I. Reduced awareness of the environment:
This may result in:
• An inability to stay focused on a topic or to switch topics.
• GeKng stuck on an idea rather than responding to ques1ons or
conversa1on.
• Being easily distracted by unimportant things.
• Being withdrawn, with liMle or no ac1vity or liMle response to the
environment.
II. Poor thinking skills (cogni>ve impairment):
This may appear as:
• Poor memory, par1cularly of recent events.
• Disorienta1on — for example, not knowing where you are or who you
are.
• Difficulty speaking or recalling words.
• Rambling or nonsense speech.
• Trouble understanding speech.
• Difficulty reading or wri1ng.
III. Behavior changes:
These may include:
• Seeing things that don't exist (hallucina1ons).
• Restlessness, agita1on or comba1ve behavior.
• Calling out, moaning or making other sounds.
• Being quiet and withdrawn — especially in older adults.
• Slowed movement or lethargy.
• Disturbed sleep habits.
• Reversal of night-day sleep-wake cycle.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
IV. Emo>onal disturbances:
These may appear as:
• Anxiety, fear or paranoia.
• Depression.
• Irritability or anger.
• A sense of feeling elated (euphoria).
• Apathy.
• Rapid and unpredictable mood shi=s.
• Personality changes.
Types of delirium
Experts have iden1fied three types of delirium:
• Hyperac>ve delirium → probably the most easily recognized type, this
may include restlessness (for example, pacing), agita1on, rapid mood
changes or hallucina1ons, and refusal to cooperate with care.
• Hypoac>ve delirium → this may include inac1vity or reduced motor
ac1vity, sluggishness, abnormal drowsiness, or seeming to be in a
daze.
• Mixed delirium → this includes both hyperac1ve and hypoac1ve signs
and symptoms. The person may quickly switch back and forth from
hyperac1ve to hypoac1ve states.
Delirium x Demen>a
Demen1a and delirium may be par1cularly difficult to dis1nguish, and a
person may have both. In fact, delirium frequently occurs in people with
demen1a. But having episodes of delirium does not always mean a
person has demen1a. So a demen1a assessment should not be done
during a delirium episode because the results could be misleading.
Demen1a is the progressive decline of memory and other thinking skills
due to the gradual dysfunc1on and loss of brain cells. The most common
cause of demen1a is Alzheimer's disease.
Some differences between the symptoms of delirium and demen1a
include:
• Onset → the onset of delirium occurs within a short 1me, while
demen1a usually begins with rela1vely minor symptoms that gradually
worsen over 1me.
• ALen>on → the ability to stay focused or maintain aMen1on is
significantly impaired with delirium. A person in the early stages of
demen1a remains generally alert.
• Fluctua>on → the appearance of delirium symptoms can fluctuate
significantlyand frequently throughout the day. While people with
demen1a have beMer and worse 1mes of day, their memory and
thinking skills stay at a fairly constant level during the course of a day.
Causes
Delirium occurs when the normal sending and receiving of signals in the
brain become impaired. This impairment is most likely caused by a
combina1on of factors that make the brain vulnerable and trigger a
malfunc1on in brain ac1vity.
Delirium may have a single cause or more than one cause, such as a
combina1on of a medical condi1on and drug toxicity. Some1mes no
cause can be iden1fied.
Possible causes include:
• Certain medica1ons or drug toxicity.
• Alcohol or drug intoxica1on or withdrawal.
• A medical condi1on, such as a stroke, heart aMack, worsening lung or
liver disease, or an injury from a fall.
• Metabolic imbalances, such as low sodium or low calcium.
• Severe, chronic or terminal illness.
• Fever and acute infec1on, par1cularly in children.
• Urinary tract infec1on, pneumonia or the flu, especially in older
adults.
• Exposure to a toxin, such as carbon monoxide, cyanide or other
poisons.
• Malnutri1on or dehydra1on.
• Sleep depriva1on or severe emo1onal distress.
• Pain.
• Surgery or other medical procedures that include anesthesia.
Several medica>ons or combina>ons of drugs can trigger delirium,
including some types of:
• Pain drugs.
• Sleep medica1ons.
• Medica1ons for mood disorders, such as anxiety and depression.
• Allergy medica1ons (an1histamines).
• Asthma medica1ons.
• Steroid medicines called cor1costeroids.
• Parkinson's disease drugs.
• Drugs for trea1ng spasms or convulsions.
Risk factors
Any condi1on that results in a hospital stay, especially in intensive care
or a=er surgery, increases the risk of delirium, as does being a resident
in a nursing home. Delirium is more common in older adults.
Examples of other condi1ons that increase the risk of delirium include:
• Brain disorders such as demen1a, stroke or Parkinson's disease.
• Previous delirium episodes.
• Visual or hearing impairment.
• The presence of mul1ple medical problems.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
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Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Complica>ons
Delirium may last only a few hours or as long as several weeks or
months. If issues contribu1ng to delirium are addressed, the recovery
1me is o=en shorter.
The degree of recovery depends to some extent on the health and
mental status before the onset of delirium. People with demen1a, for
example, may experience a significant overall decline in memory and
thinking skills. People in beMer health are more likely to fully recover.
People with other serious, chronic or terminal illnesses may not regain
the levels of thinking skills or func1oning that they had before the onset
of delirium.
Delirium in seriously ill people is also more likely to lead to:
• General decline in health.
• Poor recovery from surgery.
• Need for ins1tu1onal care.
• Increased risk of death.
Preven>on
The most successful approach to preven1ng delirium is to target risk
factors that might trigger an episode. Hospital environments present a
special challenge — frequent room changes, invasive procedures, loud
noises, poor ligh1ng, and lack of natural light and sleep can worsen
confusion.
Evidence indicates that certain strategies — promo1ng good sleep
habits, helping the person remain calm and well-oriented, and helping
prevent medical problems or other complica1ons — can help prevent or
reduce the severity of delirium.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
TRANSTORNO DE ANSIEDADE E ASSOCIADOS
+ BENZODIAZEPÍNICOS
Conceitos gerais
Epidemiologia:
• Fobia específica 6 a 12% da pop.
• Tr. ansiedade social 10%.
• Agorafobia pura 2%.
• Ansiedade de separação na infância 2 a 3%.
• Pânico 2 a 5%.
• TAG 3 a 5%.
Importância para a saúde pública:
A ansiedade é responsável por 10% das causas de incapacidade,
ajustada para todos os tr. mentais. Atrás apenas de tr. depressivo
maior.
Combinação de fatores: alta incidência, instalação precoce,
elevado tempo de sintomas sem tratamento, uso abusivo de
substâncias psicoativas associado, outras comorbidades
psiquiátricas associadas e elevada comorbidade clínica.
Medo x Ansiedade:
A ansiedade e a preocupação patológicas constituem-se como
fenômenos qualitativamente distintos de suas manifestações
normais.
A diferença entre as condições funcional e clínica é apenas
dimensional (Intensidade, duração e frequência).
A morbidade não está em suas manifestações primárias, mas nas
relações que o indivíduo estabelece com essas vivências
internas.
Ansiedade em geral
Amigdala: área límbica!
Envolvida em uma série de reações relacionados ao medo e
também a ataques de pânico, funciona como um alarme.
Hipocampo:
Centro de armazenamento de memórias e experienciais.
Fornece essas informações a amigdala que confere se é
desconhecido fornecendo um alarme ou então se conhecido qual
a qualidade daquela experiencia.
TAG
• Preocupação crônica e persistente que é altamente aversiva e
incontrolável, multifocal, saúde, finanças,..
• TAG em crianças se manifesta como dores abdominais.
• Crianças costumam ter mais sintomas físicos e muitas faltas na
escola.
Um dos tr. Mais comuns na atenção primária!
7 a 8 % dos pacientes raramente os sintomas vem como
preocupação mas surgem como sintomas somáticos.
Proporção de mulheres para homens 2:1.
Parentes em primeiro grau com TAG dobram a prevalência de
ansiedade e aumenta em 5 a 6 vezes a prevalência de TAG
Ana de Luca
Idade de início variável, picos início da vida adulta e final da vida
adulta.
Sintomas devem durar mais de 6 meses.
Etiologia desconhecida!
Teorias: personalidade + processamento cognitivo e função
comportamental + fatores psicossociais.
Transtorno de pânico
Critérios Diagnósticos 300.02 (F41.1)
A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa
apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo
menos seis meses, com diversos eventos ou atividades
(tais como desempenho escolar ou profissional).
B. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
C. A ansiedade e a preocupação estão associadas com três
(ou mais) dos seguintes seis sintomas (com pelo menos
alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos seis
meses).
Nota: Apenas um item é exigido para crianças.
1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da
pele.
2. Fatigabilidade.
3. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco”
na mente.
4. Irritabilidade.
5. Tensão muscular.
6. Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o
sono, ou sono insatisfatório e inquieto).
D. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos
causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no
funcionamento social, profissional ou em outras áreas
importantes da vida do indivíduo.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma
substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra
condição médica (p. ex., hipertireoidismo).
F. A perturbação não é mais bem explicada por outro
transtorno mental (p. ex., ansiedade ou preocupação quanto
a ter ataques de pânico no transtorno de pânico, avaliação
negativa no transtorno de ansiedade social [fobia social],
contaminação ou outras obsessões no transtorno obsessivo-
compulsivo, separação das figuras de apego no transtorno
de ansiedade de separação, lembranças de eventos
Critérios Diagnósticos 300.01 (F41.0)
A. Ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um
ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou
desconforto intenso quealcança um pico em minutos e
durante o qual ocorrem quatro (ou mais) dos seguintes
sintomas:
Nota: O surto abrupto pode ocorrer a partir de um estado
calmo ou de um estado ansioso.
1. Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
2. Sudorese.
3. Tremores ou abalos.
4. Sensações de falta de ar ou sufocamento.
5. Sensações de asfixia.
6. Dor ou desconforto torácico.
7. Náusea ou desconforto abdominal.
8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou
desmaio.
9. Calafrios ou ondas de calor.
10. Parestesias (anestesia ou sensações de
formigamento).
11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou
despersonalização (sensação de estar distanciado
de si mesmo).
12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”.
13. Medo de morrer.
Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura (p.
ex., tinido, dor na nuca, cefaleia, gritos ou choro
incontrolável). Esses sintomas não devem contar como
um dos quatro sintomas exigidos.
Ana de Luca
Transtorno de Ansiedade Social
B. Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês
(ou mais) de uma ou de ambas as seguintes
características:
1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de
ataques de pânico adicionais ou sobre
suas consequências (p. ex., perder o controle, ter um
ataque cardíaco, “enlouquecer”).
2. Uma mudança desadaptativa significativa no
comportamento relacionada aos ataques (p.
ex., comportamentos que têm por finalidade evitar ter
ataques de pânico, como a esquiva de
exercícios ou situações desconhecidas).
C. A perturbação não é consequência dos efeitos
psicológicos de uma substância (p. ex., droga de
abuso, medicamento) ou de outra condição médica (p.
ex., hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares).
D. A perturbação não é mais bem explicada por outro
transtorno mental (p. ex., os ataques de pânico
não ocorrem apenas em resposta a situações sociais
temidas, como no transtorno de ansiedade
social; em resposta a objetos ou situações fóbicas
circunscritas, como na fobia específica;
em resposta a obsessões, como no transtorno
obsessivo-compulsivo; em resposta à evocação
de eventos traumáticos, como no transtorno de
estresse pós-traumático; ou em resposta à separação
de figuras de apego, como no transtorno de ansiedade
de separação).
Critérios Diagnósticos 300.23 (F40.10)
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou
mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a
possível avaliação por outras pessoas. Exemplos incluem
interações sociais (p. ex., manter uma conversa,
encontrar pessoas que não são familiares), ser observado
(p. ex., comendo ou bebendo) e situações de
desempenho diante de outros (p. ex., proferir palestras).
Nota: Em crianças, a ansiedade deve ocorrer em
contextos que envolvem seus pares, e não apenas em
interações com adultos.
B. O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas
de ansiedade que serão avaliados negativamente (i.e.,
será humilhante ou constrangedor; provocará a rejeição
ou ofenderá a outros).
C. As situações sociais quase sempre provocam medo
ou ansiedade.
Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser
expresso chorando, com ataques de raiva, imobilidade,
comportamento de agarrar-se, encolhendo-se ou
fracassando em falar em situações sociais.
D. As situações sociais são evitadas ou suportadas com
intenso medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real
apresentada pela situação social e o contexto
sociocultural.
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente,
geralmente durando mais de seis meses.
Ana de Luca
Fobia específica
Agorafobia
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento
social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do
indivíduo.
H. O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos
efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de
abuso, medicamento) ou de outra condição médica.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado
pelos sintomas de outro transtorno mental, como
transtorno de pânico, transtorno dismórfico corporal ou
transtorno do espectro autista.
J. Se outra condição médica (p. ex., doença de Parkinson,
obesidade, desfiguração por queimaduras ou ferimentos) está
presente, o medo, ansiedade ou esquiva é claramente não
relacionado ou é excessivo.
Critérios Diagnósticos
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou
situação (p. ex., voar, alturas, animais, tomar uma injeção, ver
sangue).
Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser
expresso por choro, ataques de raiva, imobilidade ou
comportamento de agarrar-se.
B. O objeto ou situação fóbica quase invariavelmente provoca
uma resposta imediata de medo ou ansiedade.
C. O objeto ou situação fóbica é ativamente evitado ou
suportado com intensa ansiedade ou sofrimento.
D. O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao
perigo real imposto pelo objeto ou situação específica e ao
contexto sociocultural.
E. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente
com duração mínima de seis meses.
F. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento
clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social,
profissional ou em outras áreas importantes da vida do
G. A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas
de outro transtorno mental, incluindo medo, ansiedade e
esquiva de situações associadas a sintomas do tipo pânico
ou outros sintomas incapacitantes (como na agorafobia);
objetos ou situações relacionados a obsessões (como no
transtorno obsessivo-compulsivo); evocação de eventos
traumáticos (como no transtorno Transtornos de Ansiedade
de estresse pós-traumático); separação de casa ou de figuras
de apego (como no transtorno de ansiedade de separação);
ou situações sociais (como no transtorno de ansiedade
social).
Critérios Diagnósticos 300.22 (F40.00)
A. Medo ou ansiedade marcantes acerca de duas (ou mais) das
cinco situações seguintes:
1. Uso de transporte público (p. ex., automóveis, ônibus, trens,
navios, aviões).
2. Permanecer em espaços abertos (p. ex., áreas de
estacionamentos, mercados, pontes).
3. Permanecer em locais fechados (p. ex., lojas, teatros, cinemas).
4. Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão.
5. Sair de casa sozinho.
B. O indivíduo tem medo ou evita essas situações devido a
pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que o auxílio
pode não estar disponível no caso de desenvolver sintomas do
tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores
(p. ex., medo de cair nos idosos; medo de incontinência).
C. As situações agorafóbicas quase sempre provocam medo ou
ansiedade.
D. As situações agorafóbicas são ativamente evitadas, requerem a
presença de uma companhia ou são suportadas com intenso
medo ou ansiedade.
E. O medo ou ansiedade é desproporcional ao perigo real
apresentado pelas situações agorafóbicas e ao contexto
sociocultural.
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
Ana de Luca
Tratamento
Primeira linha: ISRS ou Terapia cognitivo comportamental.
Podem ser associados.
Exemplos de ISRS: escitalopram, fluvoxamina, paroxetina ou
sertralina.
Segunda linha: outros antidepressivos, benzodiazepínicos e
pregabalina.
Reavaliação do paciente nas primeiras semanas e posteriormente
mensalmente por 3 meses, caso tenha resposta manter o
tratamento por 6 meses.
TR. Adaptação
Critérios Diagnósticos:
A. Desenvolvimento de sintomas emocionais ou
comportamentais em resposta a um estressor ou estressores
identificáveis ocorrendo dentro de três meses do início do
estressor ou estressores.
B. Esses sintomas ou comportamentos são clinicamente
significativos, conforme evidenciado por um ou mais dos
seguintes aspectos:
1. Sofrimento intenso desproporcional à gravidade ou à
intensidade do estressor, considerando-se o contextocultural e
os fatores culturais que poderiam influenciar a gravidade e a
apresentação dos sintomas.
2. Prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
C. A perturbação relacionada ao estresse não satisfaz os critérios
de outro transtorno mental e não é meramente uma exacerbação
de um transtorno mental preexistente.
D. Os sintomas não representam luto normal.
E. Uma vez que o estressor ou suas consequências tenham
cedido, os sintomas não persistem por mais de seis meses.
Tr. de estresse agudo
Critérios Diagnósticos 308.3 (F43.0)
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão
grave ou violação sexual em uma (ou mais) das seguintes formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento ocorrido a outras
pessoas.
3. Saber que o evento ocorreu com familiar ou amigo próximo.
Nota: Nos casos de morte ou ameaça de morte de um familiar ou
amigo, é preciso que o evento tenha sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos
do evento traumático (p. ex., socorristas que recolhem restos de
corpos humanos, policiais repetidamente expostos a detalhes de
abuso infantil).
Nota: Isso não se aplica à exposição por intermédio de mídia
eletrônica, televisão, filmes ou
fotografias, a menos que tal exposição esteja relacionada ao
trabalho.
B. Presença de nove (ou mais) dos seguintes sintomas de
qualquer uma das cinco categorias de intrusão, humor negativo,
dissociação, evitação e excitação, começando ou piorando
depois da ocorrência do evento traumático:
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente
durando mais de seis meses.
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou
em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
H. Se outra condição médica (p. ex. doença inflamatória intestinal,
doença de Parkinson) está presente, o medo, ansiedade ou
esquiva é claramente excessivo.
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos
sintomas de outro transtorno mental – por exemplo, os sintomas
não estão restritos a fobia específica, tipo situacional; não
envolvem apenas situações sociais (como no transtorno de
ansiedade social); e não estão relacionados exclusivamente a
obsessões (como no transtorno obsessivo-compulsivo),
percepção de defeitos ou falhas na aparência física (como no
transtorno dismórfico corporal) ou medo de separação (como no
transtorno de ansiedade de separação).
Ana de Luca
Sintomas de intrusão
1. Lembranças angustiantes recorrentes, involuntárias e intrusivas
do evento traumático. Nota: Em crianças, pode ocorrer a
brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento
traumático são expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o
afeto do sonho estão relacionados ao evento. Nota: Em crianças,
pode haver pesadelos sem conteúdo identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo
sente ou age como se o evento traumático estivesse
acontecendo novamente. (Essas reações podem ocorrer em um
continuum, com a expressão mais extrema sendo uma perda
completa de percepção do ambiente ao redor.) Nota: Em
crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer nas
brincadeiras.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ou reações
fisiológicas acentuadas em resposta a sinais internos ou externos
que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento
traumático.
Humor negativo
5. Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas (p.
ex., incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade,
satisfação ou amor).
Sintomas dissociativos
6. Senso de realidade alterado acerca de si mesmo ou do
ambiente ao redor (p. ex., ver-se a partir da perspectiva de outra
pessoa, estar entorpecido, sentir-se como se estivesse em
câmera lenta).
7. Incapacidade de recordar um aspecto importante do evento
traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a
outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
Sintomas de evitação
8. Esforços para evitar recordações, pensamentos ou
sentimentos angustiantes acerca do, ou fortemente relacionados
ao, evento traumático.
9. Esforços para evitar lembranças (pessoas, lugares, conversas,
atividades, objetos, situações) que despertem recordações,
pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca do, ou
fortemente relacionados ao, evento traumático.
Sintomas de excitação
10. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade de iniciar ou manter
o sono, sono agitado).
11. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou
nenhuma provocação) geralmente
expressos como agressão verbal ou física em relação a pessoas
ou objetos.
12. Hipervigilância.
13. Problemas de concentração.
14. Resposta de sobressalto exagerada.
C. A duração da perturbação (sintomas do Critério B) é de três
dias a um mês depois do trauma. Nota: Os sintomas começam
geralmente logo após o trauma, mas é preciso que persistam no
mínimo três dias e até um mês para satisfazerem os critérios do
transtorno.
D. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas
importantes da vida do indivíduo.
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma
substância (p. ex., medicamento ou álcool) ou a outra condição
médica (p. ex., lesão cerebral traumática leve) e não é mais bem
explicada por um transtorno psicótico breve.
Tr. Estresse pós-traumático
Nota: Os critérios a seguir aplicam-se a adultos, adolescentes e
crianças acima de 6 anos de idade. Para crianças com menos de
6 anos, consulte os critérios correspondentes a seguir.
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão
grave ou violência sexual em uma (ou mais) das seguintes
formas:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento traumático ocorrido com
outras pessoas.
3. Saber que o evento traumático ocorreu com familiar ou amigo
próximo. Nos casos de episódio concreto ou ameaça de morte
envolvendo um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha
sido violento ou acidental.
4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos
do evento traumático (p. ex., socorristas que recolhem restos de
corpos humanos; policiais repetidamente expostos a detalhes de
abuso infantil).
Nota: O Critério A4 não se aplica à exposição por meio de mídia
eletrônica, televisão, filmes ou fotografias, a menos que tal
exposição esteja relacionada ao trabalho.
Ana de Luca
B. Presença de um (ou mais) dos seguintes sintomas intrusivos
associados ao evento traumático, começando depois de sua
ocorrência:
1. Lembranças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias
do evento traumático.
Nota: Em crianças acima de 6 anos de idade, pode ocorrer
brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento
traumático são expressos.
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou o
sentimento do sonho estão relacionados ao evento traumático.
Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo
identificável.
3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo
sente ou age como se o evento traumático estivesse ocorrendo
novamente. (Essas reações podem ocorrer em um
continuum, com a expressão mais extrema na forma de uma
perda completa de percepção do ambiente ao redor.)
Nota: Em crianças, a reencenação específica do trauma pode
ocorrer na brincadeira.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a
exposição a sinais internos ou externos que simbolizem ou se
assemelhem a algum aspecto do evento traumático.
5. Reações fisiológicas intensas a sinais internos ou externos que
simbolizem ou se assemelhema algum aspecto do evento
traumático.
C. Evitação persistente de estímulos associados ao evento
traumático, começando após a ocorrência do evento, conforme
evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos:
1. Evitação ou esforços para evitar recordações, pensamentos ou
sentimentos angustiantes acerca de ou associados de perto ao
evento traumático.
2. Evitação ou esforços para evitar lembranças externas
(pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situações) que
despertem recordações, pensamentos ou sentimentos
angustiantes cerca de ou associados de perto ao evento
traumático.
D. Alterações negativas em cognições e no humor associadas ao
evento traumático começando ou piorando depois da ocorrência
de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos
seguintes aspectos:
1. Incapacidade de recordar algum aspecto importante do evento
traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a
outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas).
2. Crenças ou expectativas negativas persistentes e exageradas
a respeito de si mesmo, dos outros e do mundo (p. ex., “Sou
mau”, “Não se deve confiar em ninguém”, “O mundo é perigoso”,
“Todo o meu sistema nervoso está arruinado para sempre”).
3. Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das
consequências do evento traumático que levam o indivíduo a
culpar a si mesmo ou os outros.
4. Estado emocional negativo persistente (p. ex., medo, pavor,
raiva, culpa ou vergonha).
5. Interesse ou participação bastante diminuída em atividades
significativas.
6. Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos
outros.
7. Incapacidade persistente de sentir emoções positivas (p. ex.,
incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade, satisfação
ou amor).
E. Alterações marcantes na excitação e na reatividade
associadas ao evento traumático, começando ou piorando após
o evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes
aspectos:
1. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou
nenhuma provocação) geralmente expressos sob a forma de
agressão verbal ou física em relação a pessoas e objetos.
2. Comportamento imprudente ou autodestrutivo.
3. Hipervigilância.
4. Resposta de sobressalto exagerada.
5. Problemas de concentração.
6. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade para iniciar ou manter
o sono, ou sono agitado).
F. A perturbação (Critérios B, C, D e E) dura mais de um mês.
G. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e
prejuízo social, profissional ou em outras áreas importantes da
vida do indivíduo.
H. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma
substância (p. ex., medicamento, álcool) ou a outra condição
médica.
Pra todos os casos!!!!
EXAMES COMPLEMENTARES
• Hemograma completo.
• Glicemia de jejum.
• Perfil lipídico (Triglicérides + Colesterol).
• Eletrólitos (Na, K, Ca total, Cai).
• Uréia e Creatina.
• Bilirrubinas.
• Enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT).
• TSH + T4L.
• Teste de gravidez.
Ana de Luca
• Prolactina.
• Coagulograma.
• vitaminas B12 e D.
Exame de imagem do encéfalo:
RNM ou TC sem contraste.
Eletrocardiograma de repouso com D II Longo.
Sorologias: HIV, Sífilis, Hepatite B e C, sempre avisar e solicitar o
consentimento do paciente.
Benzodiazepínicos
Ansiolíticos (Calmantes), tarja preta.
Atentar para sedação e dependência.
Causa tolerância, abstinência, sensação de prazer.
Estresse agudo → evita benzodiazepínico e debriefing. Pode dar
medicações sedativas, antipsicóticos, mas evitar bzd. porque
pode levar a ter tept depois. + terapia.
TEPT → com sintomas depressivos → associa com
antidepressivo. Psicose → associa com antipsicótico. Pode usar
benzodiazepínico. + terapia.
Revivescência → vive de novo a cena!
Ana de Luca
SINTOMAS SOMÁTICOS E TRANSTORNOS
RELACIONADOS
Tr. Somáticos
Conjunto de condições cujo sintomas e queixas físicas são o
foco principal da vida do paciente.
Perda de funcionalidade sendo comum o afastamento do
trabalho por longos períodos, isolamento social e rotina pautada
por aspectos da doença.
Alto custo, sobrecarregam o sistema de saúde. Gastos até NOVE
vezes maiores.
Exige muito conhecimento clínico, experiência, paciência e
perserverança.
Epidemiologia
• Referente aos critérios diagnósticos do DSM IV.
• Estimativa: mais de 50% dos pacientes que procuram serviços
de saúde com queixa física não apresentam uma condição com
explicação médica.
• Nos EUA e na atenção primária 17% dos indivíduos com
transtorno de somatização.
• $% na Pop Geral.
• Europa a prevalência é de 6% pop geral.
• No brasil identificado 2,8 a 8% ao longo da vida.
• 25% dos atendimentos ambulatoriais são de pacientes com tr.
de somatização.
Tr. de sintomas somáticos
Características do quadro clínico
• Queixas físicas como principal sintomas.
• Sintomas não são intencionais.
• Não é totalmente explicado por doença orgânica ou
psiquiátrica.
• Fatores psicológicos estão envolvidos no aparecimento ou na
piora dos sintomas.
• Preocupação com sintomas causa angústia constante.
• Busca incessante por atendimento médico.
• Passagem por diversas clínicas.
• Falta de insight.
• História médica imprecisa ou complicada.
• Presença de acompanhante/cuidador.
• Inúmeras queixas sem conexão.
• Exames sem alterações.
• Falta de resposta aos tratamentos.
• Efeitos colaterais incomuns.
• Personalidades dramáticas, sedutoras e manipuladoras.
• História familiar de transtorno de personalidade.
• Abuso sexual e maus tratos na infância e adolescência.
• Depressão atípica e abuso de substâncias.
A. Um ou mais sintomas somáticos que causam aflição ou resultam
em perturbação significativa da vida diária.
B. Pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos
relacionados aos sintomas somáticos ou associados a
preocupações com a saúde manifestados por pelo menos um dos
seguintes:
1. Pensamentos desproporcionais e persistentes acerca da
gravidade dos próprios sintomas.
2. Nível de ansiedade persistentemente elevado acerca da saúde e
dos sintomas.
3. Tempo e energia excessivos dedicados a esses sintomas ou a
preocupações a respeito da saúde.
C. Embora algum dos sintomas somáticos possa não estar
continuamente presente, a condição de estar sintomático é
persistente (em geral mais de seis meses).
Especificar se:
Com dor predominante (anteriormente transtorno doloroso): Este
especificador é para indivíduos cujos sintomas somáticos envolvem
predominantemente dor.
Especificar se:
Persistente: um curso persistente é caracterizado por sintomas
graves, prejuízo marcante e longa duração (mais de seis meses).
Especificar a gravidade atual:
Leve: apenas um dos sintomas especificados no Critério B é
satisfeito.
Moderada: dois ou mais sintomas especificados no Critério B são
satisfeitos.
Grave: dois ou mais sintomas especificados no Critério B são
satisfeitos, além da presença de
múltiplas queixas somáticas (ou um sintoma somático muito grave).
Ana de Luca
TR. Conversivo
• Caracterizado por alteração motora ou sensorial.
• Sintomas diversos, fraqueza, perda de visão, afonia, crises
epiléticas psicogênicas, crises de paralisias, sensação de
globus (“bola na garganta”).
Epidemio:
• Mais prevalente no sexo feminino 2:1 a 10:1 dependendo do
estudo.
• Baixa renda.
• Baixa escolaridade e procedente de áreas rurais.
• Mais comum em adolescente e início da vida adulta.
Prognóstico melhor quando o diagnóstico é precoce.
Desencadeantes identificáveis.
Comorbidades psiquiátricas.
Boa resposta ao tratamento inicial.
Mas tem curso crônico e persistente.
Piora ou recorrência em 44 a 60% dos pacientes.
Tr. Ansiedade por doença
Preocupação exacerbada com ficar doente ou estar sofrendo de
doença grave mesmo com exames negativos que refutem tal
possibilidade.Ansiedade dirigida a aspectos da saúde é intensa e
desproporcional.
O Foco não são os sintomas, mas o medo de ser algo grave.
Epidemiologia:
• Mesma proporção entre homens e mulheres.
• Prevalência 0,1% da pop geral.
A. Um ou mais sintomas de função motora ou sensorial
alterada.
B. Achados físicos evidenciam incompatibilidade entre o
sintoma e as condições médicas ou neurológicas encontradas.
C. O sintoma ou déficit não é mais bem explicado por outro
transtorno mental ou médico.
D. O sintoma ou déficit causa sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou
em outras áreas importantes da vida do indivíduo ou requer
avaliação médica.
Especificar o tipo de sintoma:
(F44.4) Com fraqueza ou paralisia
(F44.4) Com movimento anormal (p. ex., tremor, movimento
distônico, mioclonia, distúrbio da marcha)
(F44.4) Com sintomas de deglutição, (F.44.4) Com sintoma de
fala (p. ex., disfonia, fala arrastada)
(F.44.5) Com ataques ou convulsões, (F.44.6) Com anestesia ou
perda sensorial
(F.44.6) Com sintoma sensorial especial (p. ex., perturbação
visual, olfatória ou auditiva)
(F44.7) Com sintomas mistos
Especificar se:
Episódio agudo: Sintomas presentes há menos de seis meses.
Persistente: Sintomas ocorrendo há seis meses ou mais.
Especificar se:
Com estressor psicológico (especificar estressor).
Sem estressor psicológico.
A. Preocupação com ter ou contrair uma doença grave.
B. Sintomas somáticos não estão presentes ou, se estiverem,
são de intensidade apenas leve. Se uma outra condição médica
está presente ou há risco elevado de desenvolver uma condição
médica (p. ex., presença de forte história familiar), a
preocupação é claramente excessiva ou desproporcional.
C. Há alto nível de ansiedade com relação à saúde, e o
indivíduo é facilmente alarmado a respeito do estado de saúde
pessoal.
D. O indivíduo tem comportamentos excessivos relacionados à
saúde (p. ex., verificações repetidas do corpo procurando sinais
de doença) ou exibe evitação mal-adaptativa (p. ex., evita
consultas médicas e hospitais).
E. Preocupação relacionada a doença presente há pelo menos
seis meses, mas a doença específica que é temida pode mudar
nesse período.
F. A preocupação relacionada a doença não é mais bem
explicada por outro transtorno mental, como transtorno de
sintomas somáticos, transtorno de pânico, transtorno de
ansiedade generalizada, transtorno dismórfico corporal,
transtorno obsessivo-compulsivo ou transtorno delirante, tipo
somático.
Determinar o subtipo:
Tipo busca de cuidado: O cuidado médico, incluindo consultas
ao médico ou realização de exames e procedimentos, é
utilizado com frequência.
Tipo evitação de cuidado: O cuidado médico raramente é
utilizado.
Ana de Luca
Fatores psicológicos que afetam outras condições
médicas
A. Um sintoma ou condição médica (outro[a] que não um
transtorno mental) está presente.
B. Fatores psicológicos ou comportamentais afetam de maneira
adversa a condição médica em uma das seguintes maneiras:
1. Os fatores influenciaram o curso da condição médica conforme
demonstrado por uma associação temporal próxima entre os
fatores psicológicos e o desenvolvimento, a exacerbação ou a
demora na recuperação da condição médica.
2. Os fatores interferem no tratamento da condição médica (p.
ex., má adesão).
3. Os fatores constituem riscos de saúde adicionais claros ao
indivíduo.
Fatores Psicológicos que Afetam Outras Condições Médicas 323
4. Os fatores influenciam a fisiopatologia subjacente, precipitando
ou exacerbando sintomas e demandando atenção médica.
C. Os fatores psicológicos e comportamentais do Critério B não
são mais bem explicados por um transtorno mental (p. ex.,
transtorno de pânico, transtorno depressivo maior, transtorno de
estresse pós-traumático).
Especificar a gravidade atual:
Leve: Aumenta o risco médico (p. ex., adesão inconsistente ao
tratamento anti-hipertensivo).
Moderada: Agrava a condição médica subjacente (p. ex.,
ansiedade agravando a asma).
Grave: Resulta em hospitalização ou consulta em emergência.
Extrema: Resulta em risco grave potencialmente fatal (p. ex.,
ignora sintomas de infarto agudo do miocárdio).
Tr. Factício
No factício e na simulação a produção de sintomas é
intencional.
Diferença:
Factício: não tem ganho evidente.
Simulação: busca ganho direto (aposentadoria, afastamento,
esquiva de processo litigioso ou jurídicos, ganho de
medicações…).
Tr. factício por procuração: produção de sintomas em crianças
mas pode ocorrer com vítimas de todas as idades. Mortalidade
associada de 10 a 33%
Gypsy Rose.
Caracteristicas do cuidador: 90% mulheres, 75% próprias
mães e 14 a 30% trabalham na área da saúde.
Tr. Factício imposto a outro
(Antes Transtorno Factício por Procuração).
A. Falsificação de sinais ou sintomas físicos ou psicológicos, ou
indução de lesão ou doença em outro, associada a fraude
identificada.
B. O indivíduo apresenta outro (vítima) a terceiros como doente,
incapacitado ou lesionado.
C. O comportamento fraudulento é evidente até mesmo na
ausência de recompensas externas óbvias.
D. O comportamento não é mais bem explicado por outro
transtorno mental, como transtorno delirante ou outro transtorno
psicótico.
Nota: O agente, não a vítima, recebe esse diagnóstico.
Especificar:
• Episódio único.
• Episódios recorrentes (dois ou mais eventos de falsificação de
doença e/ou indução de lesão).
A. Falsificação de sinais ou sintomas físicos ou psicológicos,
ou indução de lesão ou doença, associada a fraude
identificada.
B. B. O indivíduo se apresenta a outros como doente,
incapacitado ou lesionado.
C. C. O comportamento fraudulento é evidente mesmo na
ausência de recompensas externas óbvias.
D. D. O comportamento não é mais bem explicado por outro
transtorno mental, como transtorno delirante ou outra
condição psicótica.
E. Especificar:
• Episódio único.
• Episódios recorrentes (dois ou mais eventos de falsificação de
doença e/ou indução de lesão).
Ana de Luca
Tr. factício por procuração: produção de sintomas em crianças
mas pode ocorrer com vítimas de todas as idades. Mortalidade
associada de 10 a 33%.
Gypsy Rose.
Características do cuidador: 90% mulheres, 75% próprias mães
e 14 a 30% trabalham na área da saúde.
Indícios:
• História de doença que não corresponde ao tratamento.
• Exame físico e labs incompatíveis com o quadro.
• Desaparecimento de sintomas com o afastamento do cuidador.
• Cuidador bem informado, detalhista e com bom conhecimento
médico, interessado em quadros de outros pacientes.
• Cuidados costuma ser superprotetor e extremamente
atencioso.
• Afeto dissociado do cuidados com a gravidade do quadro.
• História similar de doença ou morte em irmãos da vítima.
• História familiar de Munchausen.
• Eventos traumáticos ou doenças psiquiátricas graves na família.
Sd. Munchausen
Tratamento
• Criação de um bom vínculo.
• Recomendado consultas frequentes.
• Centralização do cuidado (se comunicar com outros serviços e
especialidades).
• Visa minimizar os riscos.
• Abordagem multidisciplinar: TO, fisioterapia, técnicas de
mindfullness.
• Psicoterapia: tanto dinâmicas quanto TCC.
• TCC superior para ansiedade por doença.
• Farmacologia: Direcionada a comorbidades. (depressão, toc,
ansiedade….).
• Em geral encaminhar ao psiquiatra.
Tr. Dissociativo de Identidade
Amnésia dissociativa
Ruptura da identidade caracterizada pela presença de dois ou
mais estados de personalidade distintos, descrita em algumas
culturas como uma experiência de possessão. A ruptura na
identidade envolve descontinuidade acentuada no senso de si
mesmo e de domínio das próprias ações, acompanhada por
alterações relacionadas no afeto, no comportamento, na
consciência, na memória, na percepção, na cognição e/ou no
funcionamentosensório-motor. Esses sinais e sintomas podem
ser observados por outros ou relatados pelo indivíduo.
B. Lacunas recorrentes na recordação de eventos cotidianos,
informações pessoais importantes e/ ou eventos traumáticos
que são incompatíveis com o esquecimento comum.
C. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo e
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras
áreas importantes da vida do indivíduo.
D. A perturbação não é parte normal de uma prática religiosa ou
cultural amplamente aceita.
Nota: Em crianças, os sintomas não são mais bem explicados
por amigos imaginários ou outros jogos de fantasia.
E. Os sintomas não são atribuíveis aos efeitos fisiológicos de
uma substância (p. ex., apagões ou comportamento caótico
durante intoxicação alcóolica) ou a outra condição médica (p.
ex., convulsões parciais complexas).
A. Incapacidade de recordar informações autobiográficas
importantes, geralmente de natureza traumática ou
estressante, incompatível com o esquecimento normal.
Nota: A amnésia dissociativa consiste mais frequentemente em
amnésia localizada ou seletiva de um evento ou eventos
específicos ou amnésia generalizada da identidade e da história
de vida.
B. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou
prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras
áreas importantes do funcionamento.
Ana de Luca
TR. de despersonalização/ desrealização
RECAP
Somatic symptom disorder is diagnosed when a person has a
significant focus on physical symptoms, such as pain,
weakness or shortness of breath, to a level that results in major
distress and/or problems functioning.
The individual has excessive thoughts, feelings and behaviors
relating to the physical symptoms. The physical symptoms may
or may not be associated with a diagnosed medical condition, but
the person is experiencing symptoms and believes they are sick
(that is, not faking the illness).
Ex: A 27-year-old woman presents to her primary care physician
due to headache, chest pain, and food intolerance. These
symptoms have been very distressing for her and reports that
these symptoms have been present for approximately 8 months.
She previously had seen a headache specialist,
gastroenterologist, and obtained a number of electrocardiograms
in the emergency department. Their respective thorough work-up
was negative. On physical exam, the patient appears healthy and
is otherwise unremarkable.
Illness anxiety disorder
As previously referred to as "hypochondriasis." The person is
preoccupied with having an illness or getting an illness –
constantly worrying about their health. They may frequently check
themselves for signs of illness and take extreme precautions to
avoid health risks. Unlike somatic symptom disorder, a person
with illness anxiety disorder generally does not experience
symptoms.
Ex: A 21-year-old man presents to his physician's office with
concerns of having heart disease. He says that he has been
C. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de
uma substância (p. ex., álcool ou outra droga de abuso, um
medicamento) ou a uma condição neurológica ou médica
(p. ex., convulsões complexas parciais, amnésia global
transitória, sequelas de traumatismo craniano/lesão cerebral
traumática, outra condição neurológica).
D. A perturbação não é mais bem explicada por transtorno
dissociativo de identidade, transtorno de estresse pós-
traumático, transtorno de estresse agudo, transtorno de
sintomas somáticos ou transtorno neurocognitivo maior ou
menor.
Especificar se:
300.13 (F44.1) Com fuga dissociativa: Viagem
aparentemente proposital ou perambulação sem rumo
associada a amnésia de identidade ou de outras
informações autobiográficas importantes.
A. Presença de experiências persistentes ou recorrentes de
despersonalização, desrealização ou ambas:
1. Despersonalização: Experiências de irrealidade,
distanciamento ou de ser um observador externo dos
próprios pensamentos, sentimentos, sensações, corpo ou
ações (p. ex., alterações da percepção, senso distorcido do
tempo, sensação de irrealidade ou senso de si mesmo irreal
ou ausente, anestesia emocional e/ou física).
2. Desrealização: Experiências de irrealidade ou
distanciamento em relação ao ambiente ao redor (p. ex.,
indivíduos ou objetos são vivenciados como irreais,
oníricos, nebulosos, inertes ou visualmente distorcidos).
B. Durante as experiências de despersonalização ou
desrealização, o teste de realidade permanece intacto.
C. Os sintomas causam sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento social,
profissional ou em outras áreas importantes da vida do
indivíduo.
D. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de
uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a
outra condição médica (p. ex., convulsões).
E. A perturbação não é mais bem explicada por outro
transtorno mental, como esquizofrenia, transtorno de
pânico, transtorno depressivo maior, transtorno de estresse
agudo, transtorno de estresse pós-traumático ou outro
transtorno dissociativo.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
concerned about having a heart attack for the past 7 months. He
constantly checks his pulse and reads about symptoms
associated with heart disease on a daily basis. He reports that his
worry is causing him a great deal of stress and concern. Medical
history is unremarkable. Family history is significant for a
myocardial infarction in his father, who is currently living without
significant morbidity. Physical examination is normal.
Patient's are worried about having or developing a serious
illness and → this preocuppation is present for at least 6
months and is not better explained by another mental
disorder (e.g., obsessive-compulsive disorder and somatic
symptom disorder).
Patient's can have an excessive or disproportionate
preoccupation of developing a medical condition if → another
medical condition is present or if they are at high risk (e.g., strong
family history of heart disease).
• Somatic symptoms are typically not present.
• An associated high level of anxiety about their health.
• The patient performs excessive health-related behaviors
(e.g., checking their body for the presence of an illness) or →
the patient may develop maladaptive avoidance patterns
(e.g., avoiding doctor appointments).
Conversion disorder
(Functional neurological symptom disorer) is a condition in which
the symptoms affect a person’s perception, sensation or
movement with no evidence of a physical cause.
A person may have numbness, blindness or trouble walking. The
symptoms tend to come on suddenly.
The symptoms may last for a long time or may go away quickly.
People with conversion disorder also frequently experience
depression or anxiety disorders.
Ex: A 23-year-old woman presents to her physician's office with
paralysis of the left arm and paresthesias of the left leg. She
reports that her left arm does "not feel part of me." On physical
examination, the patient's mood is incongruent with the presence
of her symptoms. She is unable to raise the left arm; however, she
was able to obtain an object from her purse.
≥ 1 symptom(s) of
• Altered sensory function or:
• Altered voluntary motor function.
Clinical findings are not consistent with recognized neurological
or medical conditions.
The patient's symptoms are not better explained by another
medical condition or medical disorder.
The patient's symptoms causes significant distress or impairment
in functioning or a need for medical evaluation.
Factitious disorder
Involves people producing or faking physical or mental illness
when they are not really sick, or intentionally making a minor
illness worse.
A person with factitious disorder may also create an illness or
injury in another person (factitiousdisorder imposed on another),
such as faking the symptoms of a child in their care.
The person may or may not seem to benefit (such as getting out
of school or work) from the situation they create.
Ex: A 22-year-old woman is brought to the emergency
department after fainting and subsequently having a seizure in the
parking lot of the hospital. The patient was identified to be a
nursing student and a syringe was found on her person. Point of
care testing for glucose shows hypoglycemia. Laboratory testing
is obtained and is significant for an insulin to c-peptide ratio that
is > 1. (Factitious disorder imposed on self).
Factitious disorder imposed on self (Munchausen
syndrome) → the patient falsifies physical or psychological
symptoms or induces injury or disease to themselves when in
another person (e.g., a child) it is termed factitious disorder
imposed on another (Munchausen syndrome by proxy).
When seen in parents of a child who has a history of being ill
followed by excess concern for minor concerns it is vulnerable
child syndrome.
The patient's deceptive behavior occurs in the absence of
external rewards.
This disorder is not better explained by another mental disorder
(e.g., delusional disorder).
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Ana de Luca
RISCO DE SUICÍDIO
1. Quais são as principais motivações para o suicídio?
2. Existem características próprias do estado em que se
encontra a maioria das pessoas sob risco de suicídio?
3. Existem estágios no desenvolvimento da intenção suicida?
Suicídio é um gesto de autodestruição, realização do desejo de
morrer ou de dar fim à própria vida.
É uma escolha ou ação que tem graves implicações sociais.
É um fenômeno multifatorial.
Ele emudece e simultaneamente provoca a fala.
Existem três características próprias do estado em que se
encontra a maioria das pessoas sob risco de suicídio:
AMBIVALÊNCIA
• Quase sempre querem ao mesmo tempo alcançar a morte, mas
também viver.
• O predomínio do desejo de vida sobre o desejo de morte é o
fator que possibilita a prevenção do suicídio.
IMPULSIVIDADE
• Como qualquer outro impulso, o impulso de cometer suicídio
pode ser transitório e durar alguns minutos ou horas.
• Normalmente, é desencadeado por eventos negativos do dia-a-
dia.
RIGIDEZ/CONSTRIÇÃO
• A consciência da pessoa passa a funcionar de forma
dicotômica: tudo ou nada.
• Os pensamentos, os sentimentos e as ações estão constritos,
quer dizer, constantemente pensam sobre suicídio como única
solução e não são capazes de perceber outras maneiras de sair
do problema.
Como ajudar? Acolhimento, falar sobre isso, prestar ajuda,
abordar, escutar, não julgar.
Abordagem DIRETA!
Ana de Luca
Responsabilidade Profissional
Todos os profissionais da área da saúde, em virtude do seu
importante papel de promoção à saúde da coletividade e por ser
um profissional que lida diretamente com essas demandas nos
serviços de saúde, possui grande responsabilidade na
identificação de situações de risco, sobretudo relacionadas ao
abuso e a dependência de drogas para o comportamento
suicida, independentemente do nível de atenção à saúde, a fim
de evitar a antecipação do fim da vida.
Ana de Luca
TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTO
DECORRENTES DO USO DE SUBSTÂNCIAS
PSICOATIVAS
Neurobiologia
Dependência de substâncias:
Alterações cerebrais (neurobiológicas) provocadas pela ação
direta e prolongada de uma droga de abuso do encéfalo. Essas
alterações são influenciadas por aspectos ambientais (sociais,
culturais, educacionais), comportamentais e genéticos.
Sistema de recompensa cerebral
→ cada droga de abuso te seu
mecanismo de ação particular, mas
todas elas atuam, direta ou
indiretamente, ativando uma
mesma região do cérebro: o
sistema de recompensa cerebral.
The term reward system refers to a group of structures that are
activated by rewarding or reinforcing stimuli (e.g. addictive drugs).
When exposed to a rewarding stimulus, the brain responds by
increasing release of the neurotransmitter dopamine and thus the
structures associated with the reward system are found along the
major dopamine pathways in the brain.
The Mesolimbic Dopamine Pathway:
• It connects the ventral
tegmental area (VTA), one
of the principal dopamine-
producing areas in the brain,
with the nucleus
accumbens, an area found
in the ventral striatum that is
strongly associated with
motivation and reward.
The Mesocortical Pathway → travels from the VTA to the
cerebral cortex and is also considered part of the reward
system.
The main source of dopamine in this mid-brain area (striatum) is
produced in the ventral tegmental area (VTA). It then goes to the
nucleus accumbens (NAcc), the reward centre, in response to the
sight/cue/anticipation of the reward, loading the trigger ready for
action.
The next action – a motor/movement activity, activated by an
excitatory signal ‘go get it,’ or an inhibiting signal, such as ‘stop’,
will be determined by a signal from the prefrontal cortex once it
has processed the information. The more dopamine there is in
the reward centre, the more the stimulus is sensed as a
reward. People with out-of-control behavioural disorders, or
addictions, produce too weak a signal from the prefrontal
cortex to inhibit the desire or impulsive action.
Fissura ! craving
Desejo urgente e quase incontrolável de usar a substância, que
invade os pensamentos do usuário de droga, alterando o seu
humor e provocando sensações físicas e modificação do seu
comportamento.
What is the role of dopamine?
Dopamine is a neurochemical that causes activity in the
brain. It is what the reward system operates on. It has
various functions. Dopamine is the ‘go-get-it’
neurochemical that drives us to stimuli or rewards and
behaviours that we need for survival. Examples are food,
sex, bonding, avoiding pain etc. It is also a signal that
makes us move. For instance, people with Parkinson’s
Disease do not process enough dopamine. This shows up
as jerky movements. Repeated spurts of dopamine
‘strengthen’ neural pathways to make us want to repeat a
behaviour. It is a key factor in how we learn anything.
It is very carefully balanced in the brain. The major theory
about dopamine’s role is the incentive-salience theory. It’s
about wanting, not liking. The feeling of pleasure itself
comes from natural opioids in the brain that produce a
feeling of euphoria or a high. Dopamine and opioids work
together. People with schizophrenia tend to have an
overproduction of dopamine and this can lead to mental
storms and extreme emotions.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Desencadeadores:
• Externos (a própria droga, locais ou situações de risco).
• Internos → humor deprimido, ansiedade.
Estudos de neuroimagem:
• Tomografia computadorizada com emissão de fótons único
(SPECT).
• Tomografia por emissão de positron (PET).
• Ressonância magnética funcional (FMRI).
Tanto o uso agudo como o uso crônico de drogas provocam
mudanças na função cerebral.
- Atividade metabólica.
- Sensibilidade e quantidade de receptores sinápticos.
- Expressão gênica.
Persistem por um longo tempo após a retirada da substância.
Epidemiologia
Objetivos:
- Fornecer subsídios para campanhas preventivas.
- Conhecer o consumo de drogas numa determinada população.
- Conhecer novas tendências de uso de drogas.
Padrão de uso
• Uso na vida: inclusive um único uso experimental.
• Uso no último ano.
• Uso no último mês.
• Uso frequente: 6 ou + vezes nos últimos 30 dias.
• Uso pesado: 20 ou mais vezes nos últimos 30 dias.
• Uso abusivo: padrão de uso que tenha causadoum dano real a
saúde física ou mental do usuário, mas a pessoa ainda não
preenche critérios para dependência.
• Dependência: conjunto de sinais e sintomas que determinam.
Síndrome de dependência do álcool
1. Compulsão/fissura.
2. Tolerância.
3. Abstinência.
4. Alívio da abstinência.
5. Saliência do consumo.
6. Estreitamento do repertório.
7. Reinstalação rápida dos sintomas da síndrome.
Compulsão/ fissura
Fissura ou um forte desejo ou necessidade de usar a substância.
Geralmente, desencadeada por um ambiente onde a droga foi
consumida ou obtida anteriormente.
Tolerância
Definida por qualquer um dos seguintes aspectos:
• Uma necessidade de quantidades progressivamente maiores
da substância para atingir a intoxicação ou efeito desejado.
• Acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma
quantidade de substância.
Doses crescentes da substância são requeridas para alcançar
efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas.
Abstinência
Síndrome de abstinência, manifestada por qualquer um dos
aspectos:
• Síndrome de abstinência característica para a substância.
• A mesma substância (ou uma substância estreitamente
relacionada) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de
abstinência.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
Perda de controle
Existe um desejo persistente ou esforços malsucedidos no
sentido de reduzir ou controlar o uso da substância.
A substância é frequentemente consumida em maiores
quantidades ou por um período mais longo que o pretendido.
Estreitamento do repertório!
Tempo gasto
Muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção
da substância, na utilização ou na recuperação de seus efeitos →
saliência do consumo.
Usar apesar de prejuízo
O uso da substância é mantido apesar da consciência de ter um
problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que
tende a ser causado ou exacerbado pelo uso da mesma.
Uso continuado da substância, apesar da consciência de ter um
problema social ou interpessoal persistente ou recorrente
causado ou exacerbado pelos seus efeitos.
Uso recorrente da substância, resultando no fracasso em
desempenhar papéis importantes na escola, faculdade, trabalho
ou em casa.
Uso recorrente da substância em situações nas quais isso
representa perigo para a integridade física.
Negligência de atividades
Importantes atividades sociais, profissionais ou recreacionais são
abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância.
Saliência do consumo!
Dependência
Especificadores:
- Em remissão inicial: nenhum critério por 3 a 12 meses, exceto
fissura.
- Em remissão sustentada: nenhum critério por mais do que 12
meses, exceto fissura.
- Em ambiente controlado: ambiente que não tem acesso a
droga. Exemplo → internação com portas trancadas.
Avaliação inicial
Assist - OMS → questionário para triagem do uso de álcool,
tabaco e outras substâncias.
Princípios gerais do tratamento
1. Nenhum tratamento é efetivo para todos os indivíduos → a
combinação de intervenções e o ajuste dos serviços a cada
problema e necessidades particulares do indivíduo é crítico
para o sucesso final no retorno do funcionamento produtivo
na família, no tratamento e na sociedade.
2. O tratamento necessita estar fácil e prontamente disponível:
• Os indivíduos que são dependentes de drogas podem
estar incertos sobre a entrada no tratamento.
• Os pretendentes potenciais do tratamento podem ser
perdidos se o tratamento não estiver imediatamente
disponível nem prontamente acessível.
3. O tratamento eficaz atende as várias necessidades do
indivíduo, não apenas seu uso de drogas.
• Para ser eficaz, o tratamento deve iniciar com foco no
uso da droga.
• Problemas médicos, psicológicos, sociais, vocacionais e
legais devem ser considerados como importantes fatores
mantedores e dificultadores de uma reinserção social.
4. O tratamento do indivíduo e o planejamento dos serviços
devem ser continuamente avaliados e modificados conforme
as necessidades.
• A abordagem do tratamento deve ser apropriada a idade,
ao sexo, etnicidade e cultura.
Ana Carolina de Luca Machado
Ana de Luca
• Deve-se considerar aconselhamento, psicoterapia,
medicação, outros serviços médicos, terapia da família,
reabilitação vocacional e serviços sociais e legais.
5. Permanecer em tratamento por um período de tempo
adequado é crítico para a eficácia do tratamento.
• A duração apropriada para um indivíduo depende de
seus problemas e necessidades.
• Como os pacientes frequentemente deixam o tratamento
prematuramente, os programas devem incluir estratégias
para acoplar e manter pacientes no tratamento.
6. Aconselhamento (individual e/ou em grupo) e outras terapias
comportamentais são fundamentais para a eficácia do
tratamento.
• Na terapia, os pacientes dirigem a atenção para a
motivação, a configuração de habilidades para resistir o
uso da droga.
• Deve-se facilitar também relacionamentos interpessoais
e a habilidades no funcionamento e na comunidade.
7. Os medicamentos são importantes no tratamento de muitos
pacientes, especialmente quando combinadas com
aconselhamento e outras terapias comportamentais.
• O uso de metadona, naltrexona, dissulfiram,
acamprosato, repositores de nicotina, bupropriona,
topiramato podem ser um componente eficaz no
tratamento.
8. Dependentes e abusadores de drogas com transtornos
mentais devem ter ambos os transtornos tratados em uma
maneira integrada.
• Transtornos relacionados ao uso de substâncias e os
transtornos mentais ocorrem frequentemente no mesmo
indivíduo.
• Os pacientes devem ser avaliados e tratados para as
comorbidades.
9. A desintoxicação é somente o primeiro estágio do tratamento
de dependência.
• Na desintoxicação, o médico controla os sintomas
físicos agudos associados com a parada do uso da
droga.
• Sozinha, raramente é suficiente ajudar os dependentes a
conseguir manter a abstinência a longo prazo, mas é um
precursor fortemente indicado para a eficácia do
tratamento.
10. O tratamento não necessita ser voluntário ser eficaz.
• A motivação pode facilitar o processo do tratamento.
• O ajuste na família, no emprego ou no sistema de justiça
criminal podem aumentar significativamente taxas de
entrada e retenção do tratamento e sucesso de
intervenções.
11. O possível uso da droga durante o tratamento deve ser
monitorado continuamente.
• Os lapsos no uso de drogas podem ocorrer durante o
tratamento.
• A monitoração objetiva do uso de droga e/ou álcool, tais
como análise de urina ou outros testes, pode ajudar na
manutenção da abstinência e auxiliar no planejamento
do tratamento.
12. Os programas do tratamento devem fornecer a avaliação para
hiv/aids, hepatites B e C, tuberculose e outras doenças
infecciosas.
• Deve-se aconselhar os pacientes na modificação ou
mudança dos comportamentos que colocam os próprios
ou outros sob risco de infecção.
13. A recuperação pode ser um processo a longo prazo e requer
frequentemente múltiplos episódios de tratamento.
• Assim como outras doenças crônicas, as recaídas
podem ocorrer durante ou após episódios bem
sucedidos de tratamento.
• Programas de prevenção de recaída durante e depois do
tratamento são frequentemente úteis na manutenção da
abstinência.
Abordagem geral do usuário
Objetivos da avaliação inicial:
• Tratar emergência ou problema agudo.
• Elaborar diagnóstico precoce acerca do consumo de drogas.
• Identificar complicações clínicas, sociais ou psíquicas.
• Investigar comorbidades psiquiátricas.
• Motivar o indivíduo para a mudança.
• Estabelecer um vínculo empático.
• Determinar o nível de atenção especializada.
Semiotécnica de avaliação em pessoas com problemas ou
transtornos relacionados a álcool e outras drogas:
Ana de Luca
Estratégia motivacional
Estágiosde prontidão para mudança
I. Pré-contemplação:
Descrição: não considera o que o uso de álcool e/ou outras
drogas traga algum problema.
• São usuários felizes.
• Não tem nenhuma preocupação em relação ao seu uso de
substâncias psicoativas e não querem mudar seu
comportamento.
• Não sabem ou não aceitam que o seu uso de substâncias
sejam risco, seja nocivo ou posso trazer problemas de saúde,
sociais ou familiares.
Não se mostra disposto a mudar seu comportamento, porém
está aberto a receber informações sobre o risco.
Postura profissional: fornecer informações, encorajar a refletir
sobre o risco e pensar na possibilidade de diminuição ou
interrupção do uso.
II. Contemplação:
Descrição:
Percebe um problema, mas está ambivalência para promover
mudança.
• Tanto considera a necessidade de mudar seu comportamento
quanto a rejeita.
• Consegue perceber tantos aspectos bons quanto os ruins em
relação ao seu uso, vantagens e desvantagens.
• Alguma consciência da relação entre seus problemas e uso que
fazem as substâncias.
Postura profissional: fornecer ao paciente as informações sobre
os riscos relacionados ao uso de drogas, orientar, com conselhos
e sugestões, sobre estratégias para diminuir ou parar o consumo.
• Incentivar a falar sobre as vantagens e desvantagens de seu
uso de substâncias.
• Utilizar as desvantagens mencionadas como razões para
diminuir ou parar com uso.
III. Preparação:
Descrição:
Reconhece o seu uso de drogas como sendo o causador de seus
problemas e se propõe a mudar de comportamento.
Postura profissional:
Incentivar e encorajar o paciente a mudar de comportamento,
sugerindo estratégias para diminuir ou parar o consumo.
• Plano de mudança de comportamento.
• Identificação de situações de risco.
• Estratégias para enfrentar as possíveis dificuldades →
identificar barreiras e oferecer soluções.
IV. Ação:
Descrição:
Coloque em prática as estratégias e planos para conseguir atingir
sua meta de mudança.
Postura profissional:
Ana de Luca
Apesar de motivada a mudar seu comportamento, muitas vezes o
paciente tem dúvida sobre se conseguir ou não realizar a
mudança → autoeficácia.
Se isso acontecer encorajar e fortalecer, ajudando-o a manter sua
decisão.
• Promover o suporte.
• Definir a assistência.
• Convidar a família.
• Considerar a farmacoterapia.
V. Manutenção:
Descrição:
Não terá mudança obtida e evitar a recaída.
Postura profissional:
• Fortaleza e coragem o paciente.
• Elogie o sucesso na mudança de comportamento.
• Reforce as estratégias para evitar a situações de risco de
recaída.
• Considere o encaminhamento para o grupo de ajuda
mútua.
• Reavalie a farmacoterapia.
• Considere aplicação de prevenção de recaídas e
avaliação de situações de risco.
VI. Recaída:
Descrição:
Lápis sua ocorre quando o paciente utiliza a substância após um
período de abstinência, porém sem voltar ao padrão de uso
habitual.
Ato isolado, um consumo ocasional, de modo que o paciente se
mantém no estágio de manutenção.
Lapsos e recaídas são normais e até esperado.
Postura profissional:
Encare a recaída como um fracasso seu como profissional ou do
paciente. Sim como uma oportunidade de fortalecer aspectos
pouco discutidos, encorajar o paciente a recomeçar.
Intervenções breves
Técnicas comportamentais para alcançar a abstinência ou a
moderação do consumo:.
• Estabelecimento de uma meta.
• Desenvolvimento de auto monitoramento.
• Identificação de situações de risco.
• Uso de estratégias para evitar o retorno ao padrão do uso
problemático.
Prevenção de recaída
Auxiliar o paciente a se recuperar de um lapso e retomar a
abstinência e outras metas estabelecidas durante o tratamento.
• Estimular o aumento da auto confiança.
• Desenvolver habilidades para o manejo do lapso.
Conscientização do problema, treinamento de habilidades e
enfrentamento e modificação do estilo de vida.
Encarar a recaída como parte do processo.
Álcool
É uma droga lícita. Uso abusivo de álcool é um grave problema
de saúde pública, pois gera um grande número de doenças,
acidentes, episódios de violência, risco de dependência.
O etanol é produzido pela fermentação de frutas e grãos ou
destilação de seus produtos.
Fatores que influenciam ação do álcool:
• Frequência da ingestão.
• Quantidade de álcool ingerido.
• Quantidade de álcool absorvido.
• Distribuição pelos tecidos do organismo.
• Variabilidade individual.
• Sensibilidade individual dos diferentes tecidos e órgãos.
• Velocidade de metabolização.
Ana de Luca
O que pode evitar intoxicações?
Ana de Luca
Ana de Luca
DISCUSSÃO INTERPROFISSIONAL PARA A
PROPOSIÇÃO DE ATIVIDADES COLETIVAS PARA O
TRATAMENTO DE DOENÇAS MENTAIS
Saúde mental é um campo de conhecimento no âmbito das
políticas públicas de saúde.
MODELO BIOMÉDICO → modelo linear. Paradigma médico
influenciado pela abordagem biológica.
1. Linear (dano definido provoca uma condição de doença e os
tratamentos são reparações desses danos).
2. Individualista → saúde e doença são determinados pelos
recursos e carências do endivido e os tratamentos são
intervenções exclusivamente dirigidas a ele.
3. Histórico, ignora as interações do indivíduo com o ambiente.
O novo conceito de saúde da o MS rompe com o modelo
biomédico e começamos a pensar com MODELO
BIOPSICOSSOCIAL → sai de uma questão individualista e
começa a ser pensado em uma questão de saúde coletiva.
Paradigma da saúde pública: saúde mental comunitária.
1. Sistêmico → saúde doença como processo interativo e
complexo.
2. Comunitário → intervenções com grupos sociais. Quanto
mais pessoas consiga trabalhar em educação em saúde,
melhor. A interação em grupos permite o interesse comum,
compartilhar idéias, reconhecimento de problemas comuns, o
que gera fortalecimento e identificação.
3. Histórico:
• Ações individuais: curar, promover, melhorar, reduzir
danos.
• Ações dirigidas a grupos e comunidades: prevenção da
doença e promoção à saúde, identificação de grupos
vulneráveis e construções conjuntos de oportunidades
preventivas.
Mudanças importantes do modelo biomédico para o
biopsicossocial:
1. Na formulação de políticas de saúde mental.
2. Na formulação e financiamento de programas.
3. A prática cotidiana dos serviços.
4. No status social dos médicos.
5. Descentralização dos recursos dos serviços para a
comunidade.
6. Não existe segregação entre dicotomias: saúde doença,
paciente e profissional, profissional e comunidade.
Saude mental e atenção psicossocial
O primeiro grande desafio é poder superar essa visão que reduz
o processo de desinstitucionalização a mera reestruturação de
serviços, embora se torne evidente que os mesmos tenham de
ser radicalmente transformados e os manicômios superados.
Ponto de partida: começar a pensar o campo da saúde mental
não como modelo ou sistema fechado, mas sim como um
processo social e complexo.
Definição de equipe
Uma equipe é um grupo de pessoas que geralmente acione para
alcançar um objetivo comum.
O trabalho em equipe é baseado na relação recíproca entre as
intervenções técnicas e a integração dos agentes.
As habilidades complementares dos membros possibilitam
alcançar resultados.
Os objetivos compartilhados determinam seu propósito e direção.
Crescente especialização: o crescente aumento da quantidade
de conhecimentos com cada campo não permite que um único
indivíduo domine todos os conhecimentos do assunto estudado.
Desinstitucionalização da saúde: a saída da atenção do
hospital para a comunidade reforçou o trabalho entre diferentes
profissionais.
Objetivo da equipe multiprofissional: diminuir a desigualdade
entre os profissionais de diferentes atuações na área da saúde
para ocorrer: maior integração da equipe + maior possibilidade
de interagirem em diferentes situações.Não há submissão entre os profissionais → busca de consensos
acerca da finalidade e do modo de executar o trabalho.
Importância da interação: um dos indicadores claros de
qualidade de uma equipe de saúde é a capacidade de interação.
Boas equipes interagem bem, cuidam bem de seus pacientes e
não tem problemas com quaisquer equipes de cuidado. Não
existe especificidade de bom funcionamento para um outro tipo
específico de cuidado.
Discussão interprofissional
Instrumentos de intervenção psicossocial na atenção básica:
• Constituem-se importante estratégia para produção do cuidado
em saúde.
• Compõem uma oferta de tecnologias que contemplam as
necessidades e demandas que surgem do território.
Ana de Luca
• São ações em saúde mental que dialogam com o conceito
ampliado de saúde e com a integralidade do cuidado.
Ações terapêuticas comuns aos profissionais da atenção básica:
• Ações que podem ser realizadas por todos os profissionais
atenção básica nos mais diversos dispositivos de cuidado:
proporcionar ao usuário um bom momento para pensar e
refletir. Exercer boa comunicação. Exercitar habilidade da
empatia. Se lembrar de escutar o que o usuário precisa dizer.
Acolher usuário suas queixas emocionais como legítimas.
Oferecer suporte na medida certa, uma medida que não torne
usuário dependente e nem gere no profissional uma
sobrecarga. Reconhecer os modelos de entendimento do
usuário.
Instrumentos de intervenção psicossocial na
atenção básica
Grupos terapêuticos e saúde mental
Os grupos, enquanto tecnologia de cuidado complexa e
diversificada, são teorizados pelas mais diferentes molduras
teóricas, podendo ser úteis nas formulações de dinâmicas
grupais.
Tais ofertas das formas de intervenção são derivadas das
demandas recorrente dos profissionais que desejam incorporar
novas ferramentas de trabalho, se perguntando como faz o
grupo, como saio do meu espaço clínico individual, entendendo
esse espaço como produtor de saúde e possuindo impacto nos
determinantes e condicionantes de saúde dos sujeitos e
coletividade.
Os objetivos são: gerar impactos nos indicadores na perspectiva
da educação em saúde, comumente baseada no paradigma de
transmissão do saber fazer profissional.
As propostas do grupo em saúde, partindo do reconhecimento
da experiência do outro, seus territórios existenciais transversal
alisados por vetores sociais, culturais, políticos e outros,
possibilita a formação de um grupo sujeito, no qual o sujeito é a
gente coletivo dos enunciados, pois se esforça para ter um
controle sobre sua conduta.
O trabalho com grupos na atenção básica associada o campo da
saúde mental pode superar o aspecto da normalização do
cuidado ao paciente com sofrimento emocional significativo, na
perspectiva desse enfoque referencial. O objetivo é que o grupo
seja um intermediário da relação endivido sociedade, no qual se
evidencia os agenciamento coletivos de enunciação e sua
consequente produção de subjetividade, já que a produção de
um sujeito endivido em separável das marcas coletivas.
Adotar a diferença como requisito de cura, evitando totalizações
e universalizações dos sujeitos, grupos, práticas de cuidado.
Evitar → formação de grupos por tipologia de agravos ou
sofrimento psíquico. O grupo como lugar de abordagem. Deve-se
enfatizar o grupo como lugar do encontro entre sujeitos, as
pessoas como singularidades em permanente produção de si e
do mundo.
Situação de crise na saúde mental
Pode se manifestar como incerteza, ameaça, insegurança e
medo presentes como sentimento, tanto para o sujeito como
para os que convivem com ele.
As situações de crise produzem uma configuração social
marcada por dificuldades de comunicação e expressão, o que
pode amplificar o problema e gerar uma sensação de urgência.
Sentimento de despreparo para realizar uma intervenção não é
menor no leigo.
Abordagem das situações que envolvem esse tipo tende a ser
inadequadamente atribuído a especialistas em detrimento das
múltiplas possibilidades que todo profissional de saúde tem de
operar nessas condições.
É preciso ampliar o conceito de crise e superar o olhar de
episódio único, garantindo um cuidado continuado. A crise faz
parte do cotidiano dos sujeitos que estão lidando com momentos
que geram desorganização em sua vida.
Deve-se acolher, pensar com empatia, entender o que esta
acontecendo.
Atenção da crise está associada a oferta de uma atenção
longitudinal nos contextos da vida das pessoas. Contudo,
alguns pressupostos devem ser considerados como norteadores
para fundamentar a organização da rede na perspectiva de
acolher, abordar e cuidar das pessoas em situação de crise.
Ana de Luca
INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS
Conceito
As INF dizem respeito a um conjunto de estratégias que visam
maximizar o funcionamento cognitivo e o bem-estar da pessoa,
bem como ajudá-la no processo de adaptação à doença. As
atividades desenvolvidas têm como fim a estimulação das
capacidades individuais, preservando, pelo maior período
possível sua autonomia, conforto e dignidade.
Isso é funcionalidade, exemplo, antipsicóticos podem causar
perda da libido e outras consequências não interessantes.
O Ministério da Saúde orienta que as intervenções em SM na
APS devem gerar meios de modificação e qualificação das
condições e modos de vida dos usuários, em respeito às suas
singularidades, e que não se restrinjam à cura de doenças.
Acolhimento
O exame psíquico avalia encaminhamentos e etc. Pergunta:
como você acha que eu posso te ajudar?
Avaliação
Itens que não podem faltar durante a avaliação de um paciente
com sofrimento psíquico.
I. Inicie sua avaliação e verifique a clínica do sofrimento
psíquico, atentando para a presença dos sintomas e de seu
grau de severidade e de comprometimento da vida do
indivíduo.
II. Confirmando a presença de sintomatologia depressivo–
ansiosa, é necessário confirmar o grau de severidade e estar
atento para os sintomas sentinelas para traçar a proposta
terapêutica, um pequeno “PTS” a ser realizado e avaliado
durante o tratamento Intervenções não farmacológicas em
SM
III. Não se esqueça de descartar se os sintomas
depressivoansiosos foram produzidos por medicamentos, ou
pelo consumo de substâncias psicoativas ou pela abstinência
destas. E de avaliar se os sintomas não são secundários a
outros quadros clínicos.
IV. Avalie se existe risco de suicídio e a severidade do mesmo.
V. Avalie a presença de sintomas-sentinela que podem sugerir
um quadro de transtorno mental grave que irão requerer uma
abordagem mais específica e o suporte de um profissional
especializado em saúde mental (pensamentos obsessivos e
compulsões, recorrência de episódios depressivos graves,
alucinações, delírios, linguagem incoerente, comportamento
muito desorganizado).
Manejo terapêutico
Avaliação do nível de comprometimento funcional:
• Casos com comprometimento funcional leve devem ser
manejados como sofrimento psíquico. Se houver presença de
queixas físicas, será necessário fazer abordagens específicas.
• Casos com comprometimento moderado à grave, o manejo
envolverá um cuidado mais estruturado. Intervenções não
farmacológicas em SM.
Orientações para a avaliação do nível de comprometimento
funcional:
• Sem comprometimento: apesar da sintomatologia, a pessoa é
capaz de manter 100% do seu funcionamento diário.
• Leve: mantém 80% do funcionamento;
• Moderado: 50 a 75% do funcionamento;
• Grave: menos de 50% do funcionamento.
Escala de avaliação Global de Funcionamento AGF)
Ana de Luca
MANEJO NA PRESENÇA DE SOFRIMENTO PSÍQUICO
A utilização de psicofármacos pode ser necessária para alguns
casos, mas não deve ser a base ou centralizar o plano
terapêutico.
Utilizar estratégias não-medicamentosas, tais como: abordagem
de estressores psicossociais, reativação das redessociais, a
prática de atividade física, técnicas de relaxamento, abordagens
de resolução de problemas.
Avaliar a presença da automedicação inadequada, como o uso
indevido de benzodiazepínicos, comuns
nestes quadros.
MANEJO NA PRESENÇA DE QUEIXAS MÉDICAS
INEXPLICÁVEIS
Romper com o princípio de exclusão: segundo este, antes de
abordar os sintomas psíquicos, teria que se excluir a presença de
doenças físicas que pudessem estar por trás das queixas.
Evitar exames e encaminhamentos desnecessários.
Reconhecer que os sintomas não são imaginários.
Comunicar os resultados dos exames dizendo que não se
encontrou uma doença grave, mas que é importante tratar os
sintomas que incomodam o paciente.
MANEJO NA PRESENÇA DE EVENTOS DESENCADEANTES
Em caso de situação de perda de entes queridos-apoio ao luto,
adaptação de acordo com a cultura local. Reativação das redes
sociais.
Em caso de estresse agudo após evento traumático - forneça
suporte e mobilize apoio social.
DIFICULDADES DE MANEJO E COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS:
O QUE FAZER?
Uso inadequado de psicofármacos: uso inadequado de
antidepressivos e de benzodiazepínicos.
ENCAMINHAMENTOS POUCO EFETIVOS A DIVERSOS
ESPECIALISTAS
A literatura aponta para o alto consumo de serviços de saúde
associados aos Transtornos Mentais Comuns, gerando não
somente um custo alto para o sistema de saúde, como também o
próprio desgaste físico e emocional do paciente, que passa por
uma verdadeira peregrinação em diversos dispositivos da saúde
em busca de uma resposta para o seu mal-estar.
MI-GAP
As intervenções descritas nesta material cobrem intervenções
tanto psicológicas como sociais que requerem a dedicação de
um tempo considerável.
Várias dessas intervenções são conhecidas como psicoterapias
ou tratamentos psicológicos.
Na maior parte do mundo, estes tratamentos tendem a ser
prestados por especialistas especialmente treinados. Todavia,
eles também podem ser prestados por trabalhadores de saúde
não especializados sob supervisão.
Estes tratamentos psicológicos geralmente são prestados
semanalmente, ao longo de vários meses, numa base individual
ou grupal.
INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS AVANÇADAS
1. Ativação comportamental.
2. Terapia cognitivo-comportamental (TCC).
3. Terapia de análise de contingências.
4. Aconselhamento ou terapia familiar.
5. Terapia interpessoal (TIP).
6. Terapia de incremento motivacional.
7. Treinamento em habilidades para pais de crianças e
adolescentes com transtornos comportamentais.
8. Treinamento em habilidades para pais de crianças e
adolescentes com transtornos do desenvolvimento.
9. Aconselhamento ou terapia de resolução de problemas.
10. Relaxamento.
11. Terapia de habilidades sociais.
PRATICAS COMPLEMENTARES
O debate sobre as práticas integrativas e complementares
começou a despontar no final de década de 70, após a
declaração de Alma Ata e validada, principalmente, em meados
dos anos 80 com a 8a Conferência Nacional de Saúde.
Coube ao Ministério da Saúde garantir a atenção integral à saúde
através das práticas integrativas e complementares
Implicou pensar - em conjunto com gestores de saúde, entidades
de classe, conselhos, academia e usuários do SUS - uma política
pública permanente que considerasse não só os mecanismos
Ana de Luca
naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde, mas
a abordagem ampliada do processo saúde-doença e a promoção
global do cuidado humano.
A medida que os debates se aprofundavam acerca das
dificuldades impostas à efetiva implementação desse novo
modelo de produzir saúde, o Departamento de Atenção Básica
elaborava um documento normatizador para institucionalizar as
experiências com essas práticas na rede pública e induzir
políticas, programas e legislação nas três instâncias de governo.
Respaldado pelas diretrizes da OMS , o Ministério da Saúde
aprova, então, através da Portaria GM/MS no 971, de 3 de maio
de 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde (PNPIC).
Definição
As PICS são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos
baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir
diversas doenças. Também podem ser usadas como tratamentos
paliativos em algumas doenças crônicas.
AÇÕES:
• O Brasil é referência mundial na área de práticas integrativas e
complementares na atenção básica.
• É uma modalidade que investe em prevenção e promoção à
saúde com o objetivo de evitar que as pessoas fiquem doentes.
• O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, de forma integral e
gratuita, 29 procedimentos de Práticas Integrativas e
Complementares (PICS) à população.
• Os atendimentos começam na Atenção Básica, principal porta
de entrada para o SUS.
Práticas
APITERAPIA- Prática terapêutica que consiste em usar produtos
derivados de abelhas – como apitoxinas, mel, pólen, geleia real,
própolis – para promoção da saúde e fins terapêuticos.
AROMATERAPIA- Prática terapêutica secular que utiliza as
propriedades dos óleos essenciais, concentrados voláteis
extraídos de vegetais, para recuperar o equilíbrio e a harmonia do
organismo visando à promoção da saúde física e mental, ao
bem-estar e à higiene.
ARTETERAPIA- Prática expressiva artística, visual, que atua
como elemento terapêutico na análise do consciente e do
inconsciente e busca interligar os universos interno e externo do
indivíduo, por meio da sua simbologia, favorecendo a saúde física
e mental. Utiliza instrumentos como pintura, colagem,
modelagem, poesia, dança, fotografia, tecelagem, expressão
corporal, teatro, sons, músicas ou criação de personagens,
usando a arte como uma forma de comunicação entre
profissional e paciente, em processo terapêutico individual ou de
grupo, numa produção artística a favor da saúde.
AYURVEDA- Os tratamentos ayurvédicos consideram a
singularidade de cada pessoa, e utilizam técnicas de
relaxamento, massagens, plantas medicinais, minerais, posturas
corporais (ásanas), pranayamas (técnicas respiratórias), mudras
(posições e exercícios) e cuidados dietéticos. Para o ayurveda,
indivíduo saudável é aquele que tem os doshas (humores) em
equilíbrio, os dhatus (tecidos) com nutrição adequada, os malas
(excreções) eliminados adequadamente, e apresenta uma alegria
e satisfação na mente e espírito.
BIODANÇA- Prática expressiva corporal que promove vivências
integradoras por meio da música, do canto, da dança e de
atividades em grupo, visando restabelecer o equilíbrio afetivo e a
renovação orgânica, necessários ao desenvolvimento humano.
Utiliza exercícios e músicas organizados que trabalha a
coordenação e o equilíbrio físico e emocional por meio dos
movimentos da dança, a fim de induzir experiências de
integração, aumentar a resistência ao estresse, promover a
renovação orgânica e melhorar a comunicação e o
relacionamento interpessoal.
BIOENERGÉTICA-Visão diagnóstica que, aliada a uma
compreensão etiológica do sofrimento/adoecimento, adota a
psicoterapia corporal e os exercícios terapêuticos em grupos, por
exemplo, os movimentos sincronizados com a respiração.
CONSTELAÇÃO FAMILIAR- terapia breve que pode ser feita em
grupo, durante workshops, ou em atendimentos individuais,
abordando um tema a cada encontro.
CROMOTERAPIA- Prática terapêutica que utiliza as cores do
espectro solar – vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e
violeta – para restaurar o equilíbrio físico e energético do corpo.
Na cromoterapia, as cores são classificadas em quentes
(luminosas, com vibrações que causam sensações mais físicas e
estimulantes – vermelho, laranja e amarelo) e frias (mais escuras,
com vibrações mais sutis e calmantes – verde, azul, anil e
violeta). A cor violeta é a de vibração mais alta no espectro de
luz, com sua frequência atingindo as camadas mais sutis e
elevadas do ser (campo astral).
Ana deLuca
DANÇA CIRCULAR- Prática expressiva corporal, ancestral e
profunda, geralmente realizada em grupos, que utiliza a dança de
roda – tradicional e contemporânea –, o canto e o ritmo para
favorecer a aprendizagem e a interconexão harmoniosa e
promover a integração humana, o auxílio mútuo e a igualdade
visando o bem-estar físico, mental, emocional e social.
GEOTERAPIA- Terapêutica natural que consiste na utilização de
argila, barro e lamas medicinais, assim como pedras e cristais
(frutos da terra), com objetivo de amenizar e cuidar de
desequilíbrios físicos e emocionais por meio dos diferentes tipos
de energia e propriedades químicas desses elementos.
HIPNOTERAPIA- Conjunto de técnicas que, por meio de intenso
relaxamento, concentração e/ou foco, induz a pessoa a alcançar
um estado de consciência aumentado que permita alterar uma
ampla gama de condições ou comportamentos indesejados,
como medos, fobias, insônia, depressão, angústia, estresse,
dores crônicas. Pode favorecer o autoconhecimento e, em
combinação com outras formas de terapia, auxilia na condução
de uma série de problemas.
HOMEOPATIA- é uma abordagem terapêutica de caráter
holístico e vitalista que vê a pessoa como um todo, não em
partes, e cujo método terapêutico envolve três princípios
fundamentais: a Lei dos Semelhantes; a experimentação no
homem sadio; e o uso da ultra diluição de medicamentos.
Envolve tratamentos com base em sintomas específicos de cada
indivíduo e utiliza substâncias altamente diluídas que buscam
desencadear o sistema de cura natural do corpo. Os
medicamentos homeopáticos da farmacopeia homeopática
brasileira estão incluídos na Relação Nacional de Medicamentos
Essenciais (Rename).
IMPOSIÇÃO DE MÃOS: Prática terapêutica secular que implica
um esforço meditativo para a transferência de energia vital (Qi,
prana) por meio das mãos com intuito de reestabelecer o
equilíbrio do campo energético humano, auxiliando no processo
saúde-doença.
MEDICINA ANTROPOSÓFICA: Fundamenta-se em um
entendimento espiritual-científico do ser humano que considera
bem-estar e doença como eventos ligados ao corpo, mente e
espírito do indivíduo, realizando abordagem holística
("salutogenesis") com foco em fatores que sustentam a saúde
por meio de reforço da fisiologia do paciente e da individualidade,
ao invés de apenas tratar os fatores que causam a doença.
MEDICINA TRADICIONAL CHINESA- ACUPUNTURA: A
acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde que faz
parte dos recursos terapêuticos da medicina tradicional chinesa
(MTC) e estimula pontos espalhados por todo o corpo, ao longo
dos meridianos, por meio da inserção de finas agulhas filiformes
metálicas, visando à promoção, manutenção e recuperação da
saúde, bem como a prevenção de agravos e doenças. Criada há
mais de dois milênios, é um dos tratamentos mais antigos do
mundo e pode ser de uso isolado ou integrado com outros
recursos terapêuticos da MTC ou com outras formas de cuidado.
MEDITAÇÃO: consiste em treinar a focalização da atenção de
modo não analítico ou discriminativo, a diminuição do
pensamento repetitivo e a reorientação cognitiva, promovendo
alterações favoráveis no humor e melhora no desempenho
cognitivo, além de proporcionar maior integração entre mente,
corpo e mundo exterior. A meditação amplia a capacidade de
observação, atenção, concentração e a regulação do corpo-
mente-emoções; desenvolve habilidades para lidar com os
pensamentos e observar os conteúdos que emergem à
consciência; facilita o processo de autoconhecimento,
autocuidado e autotransformação; e aprimora as interrelações –
pessoal, social, ambiental – incorporando a promoção da saúde à
sua eficiência.
MUSICOTERAPIA: Prática expressiva integrativa conduzida em
grupo ou de forma individualizada, que utiliza a música e/ou seus
elementos – som, ritmo, melodia e harmonia – num processo
facilitador e promotor da comunicação, da relação, da
aprendizagem, da mobilização, da expressão, da organização,
entre outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de
atender necessidades físicas, emocionais, mentais, espirituais,
sociais e cognitivas do indivíduo ou do grupo.
NATUROPATIA: Prática terapêutica que adota visão ampliada e
multidimensional do processo vida-saúde- doença e utiliza um
conjunto de métodos e recursos naturais no cuidado e na
atenção à saúde.
OSTEOPATIA: Prática terapêutica que adota uma abordagem
integral no cuidado em saúde e utiliza várias técnicas manuais
para auxiliar no tratamento de doenças, entre elas a da
manipulação do sistema musculoesquelético (ossos, músculos e
articulações), do stretching, dos tratamentos para a disfunção da
articulação temporo-mandibular (ATM), e da mobilidade para
vísceras.
Ana de Luca
OZONIOTERAPIA: Prática integrativa e complementar de baixo
custo, segurança comprovada e reconhecida, que utiliza a
aplicação de uma mistura dos gases oxigênio e ozônio, por
diversas vias de administração, com finalidade terapêutica, e
promove melhoria de diversas doenças. O ozônio medicinal, nos
seus diversos mecanismos de ação, representa um estimulo que
contribui para a melhora de diversas doenças, uma vez que pode
ajudar a recuperar de forma natural a capacidade funcional do
organismo humano e animal.
PLANTAS MEDICINAIS: As plantas medicinais contemplam
espécies vegetais, cultivadas ou não, administradas por qualquer
via ou forma, que exercem ação terapêutica e devem ser
utilizadas de forma racional, pela possibilidade de apresentar
interações, efeitos adversos, contraindicações. A fitoterapia é um
tratamento terapêutico caracterizado pelo uso de plantas
medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a
utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem
vegetal.
QUIROPRAXIA: Prática terapêutica que atua no diagnóstico,
tratamento e prevenção das disfunções mecânicas do sistema
neuromusculoesquelético e seus efeitos na função normal do
sistema nervoso e na saúde geral. Enfatiza o tratamento manual,
como a terapia de tecidos moles e a manipulação articular ou
"ajustamento", que conduz ajustes na coluna vertebral e outras
partes do corpo, visando a correção de problemas posturais, o
alívio da dor e favorecendo a capacidade natural do organismo
de auto cura.
REFLEXOTERAPIA: Prática terapêutica que utiliza estímulos em
áreas reflexas – os microssistemas e pontos reflexos do corpo
existentes nos pés, mãos e orelhas – para auxiliar na eliminação
de toxinas, na sedação da dor e no relaxamento. Parte do
princípio que o corpo se encontra atravessado por meridianos
que o dividem em diferentes regiões, as quais têm o seu reflexo,
principalmente nos pés ou nas mãos, e permitem, quando
massageados, a reativação da homeostase e do equilíbrio nas
regiões com algum tipo de bloqueio.
REIKI: Prática terapêutica que utiliza a imposição das mãos para
canalização da energia vital visando promover o equilíbrio
energético, necessário ao bem-estar físico e mental. Busca
fortalecer os locais onde se encontram bloqueios – “nós
energéticos” – eliminando as toxinas, equilibrando o pleno
funcionamento celular, e restabelecendo o fluxo de energia vital –
Qi. A prática do Reiki responde perfeitamente aos novos
paradigmas de atenção em saúde, que incluem dimensões da
consciência, do corpo e das emoções.
SHANTALA: Prática terapêutica que consiste na manipulação
(massagem) para bebês e crianças pelos pais, composta por uma
série de movimentos que favorecem o vínculo entre estes e
proporcionam uma série de benefícios decorrentes do
alongamento dos membros e da ativação da circulação. Além
disso, promove a saúde integral; harmoniza e equilibra os
sistemas imunológico, respiratório, digestivo, circulatório e
linfático; estimula as articulações e a musculatura; auxilia
significativamente o desenvolvimento motor;facilita movimentos
como rolar, sentar, engatinhar e andar; reforça vínculos afetivos,
cooperação, confiança, criatividade, segurança, equilíbrio físico e
emocional.
TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA: Prática terapêutica
coletiva que atua em espaço aberto e envolve os membros da
comunidade numa atividade de construção de redes sociais
solidárias para promoção da vida e mobilização dos recursos e
competências dos indivíduos, famílias e comunidades. Nela, o
saber produzido pela experiência de vida de cada um e o
conhecimento tradicional são elementos fundamentais na
construção de laços sociais, apoio emocional, troca de
experiências e diminuição do isolamento social. Atua como
instrumento de promoção da saúde e autonomia do cidadão.
TERAPIA DE FLORAIS: Prática terapêutica que utiliza essências
derivadas de flores para atuar nos estados mentais e emocionais.
A terapia de florais de Bach, criada pelo inglês Dr. Edward Bach
(1886-1936), é o sistema precursor desta prática. Exemplos de
outros sistemas de florais: australianos, californianos, de Minas,
de Saint Germain, do cerrado, Joel Aleixo, Mystica, do Alaska, do
Hawai.
TERMALISMO SOCIAL/CRENOTERAPIA: Prática terapêutica
que consiste no uso da água com propriedades físicas, térmicas,
radioativas e outras – e eventualmente submetida a ações
hidromecânicas – como agente em tratamentos de saúde. A
eficiência do termalismo no tratamento de saúde está associada
à composição química da água (que pode ser classificada como
sulfurada, radioativa, bicarbonatada, ferruginosa etc.), à forma de
aplicação (banho, sauna etc.) e à sua temperatura.
YOGA: Prática corporal e mental de origem oriental utilizada
como técnica para controlar corpo e mente, associada à
meditação. Apresenta técnicas específicas, como hatha-yoga,
mantra-yoga, laya-yoga, que se referem a tradições
especializadas, e trabalha os aspectos físico, mental, emocional,
energético e espiritual do praticante com vistas à unificação do
ser humano em si e por si mesmo. Entre os principais benefícios
obtidos por meio da prática do yoga estão a redução do estresse,
Ana de Luca
a regulação do sistema nervoso e respiratório, o equilíbrio do
sono, o aumento da vitalidade psicofísica, o equilíbrio da
produção hormonal, o fortalecimento do sistema imunológico, o
aumento da capacidade de concentração e de criatividade e a
promoção da reeducação mental com consequente melhoria dos
quadros de humor, o que reverbera na qualidade de vida dos
praticantes.
Como implantar?
Dessa maneira, é de competência exclusiva do município a
contratação dos profissionais e a definição das práticas a serem
ofertadas.
Financiamento:
• Na Atenção Básica, o pagamento é realizado pelo piso da
atenção básica (PAB) fixo (per capita), ou por PAB variável, que
corresponde ao pagamento por equipes de saúde da família,
agentes comunitários e núcleos de saúde da família, ou ainda o
programa de melhoria do acesso e da qualidade (PMAQ).
• Dessa forma, os procedimentos ofertados através da Portaria
no145/2017 estão dentro do financiamento do PAB e não
geram recursos por produção. Alguns outros, específicos, são
financiados pelo bloco da Média e Alta Complexidade.
Ana de Luca
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO /
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Funções psíquicas
No TOC o juízo de realidade e o pensamento estão alterados.
Tipos alterados de pensamento
Ideia obsessiva X Ideias delirantes
O com ideia obsessiva tem crítica sobre a falta de controle dele.
Na ideia delirante a critica em relação ao absurdo não está
presente, o indivíduo acredita plenamente na ideia.
Volição
Atos compulsivos:
ATO IMPULSIVO → vai da intenção direto pra execução.
No ato COMPULSIVO tem uma deliberação consciente e depois
toma a decisão de fazer, não tem plena liberdade.
TOC
Epidemiologia
História natural
Deterioração → perde a funcionalidade por causa do TOC
→ ex: paciente se sente contaminada o tempo inteiro,
desconforto, achava que a mão não estava limpa, não queria
mais encostar em lugares (não abria portas),.. preocupação ficou
tão grande que não queria mais sair de casa.
Obsessive-compulsive disorder (OCD) is a disorder in which people have
recurring, unwanted thoughts, ideas or sensa<ons (obsessions) that
make them feel driven to do something repe<<vely (compulsions). The
repe<<ve behaviors, such as hand washing, checking on things or
cleaning, can significantly interfere with a person’s daily ac<vi<es and
social interac<ons.
A diagnosis of OCD requires the presence of obsessions and/or
compulsions that are <me-consuming (more than one hour a day), cause
significant distress, and impair work or social func<oning.
Ana de Luca
Obsession → recurrent and persistent thoughts, impulses, or images
that cause distressing emo<ons such as anxiety or disgust. Many people
with OCD recognize that the thoughts, impulses, or images are a product
of their mind and are excessive or unreasonable. However, the distress
caused by these intrusive thoughts cannot be resolved by logic or
reasoning.
Most people with OCD try to ease the distress of the obsessions with
compulsions, ignore or suppress the obsessions, or distract themselves
with other ac<vi<es.
Typical obsessions:
• Fear of geOng contaminated by people or the environment.
• Disturbing sexual thoughts or images.
• Fear of blur<ng out obsceni<es or insults.
• Extreme concern with order, symmetry, or precision.
• Recurrent intrusive thoughts of sounds, images, words, or numbers.
• Fear of losing or discarding something important.
Compulsions → repe<<ve behaviors or mental acts that a person feels
driven to perform in response to an obsession. The behaviors typically
prevent or reduce a person's distress related to an obsession.
Compulsions may be excessive responses that are directly relate to an
obsession (such as excessive hand washing due to the fear of
contamina<on) or ac<ons that are completely unrelated to the
obsession. In the most severe cases, a constant repe<<on of rituals may
fill the day, making a normal rou<ne impossible.
Typical compulsions:
• Excessive or ritualized hand washing, showering, brushing teeth, or
toile<ng.
• Repeated cleaning of household objects.
• Ordering or arranging things in a par<cular way.
• Repeatedly checking locks, switches, or appliances.
• Constantly seeking approval or reassurance.
• Repeated coun<ng to a certain number.
fatores de risco e prognóstico
Um dos tratamentos do TOC é neurocirúrgico. Circuitos fronto-
límbico, sensoriomotor, cognitivo-ventral, cognitivo-dorsal e
afetivo-ventral.
Crenças disfuncionais
Pensamentos obsessivos
Ana de Luca
OCD risk factors include:
A parent, sibling, or child with OCD.
Physical differences in certain parts of your brain.
Depression, anxiety, or tics.
Experience with trauma.
A history of physical or sexual abuse as a child.
Sometimes, a child might have OCD after a streptococcal
infection. This is called pediatric autoimmune neuropsychiatric
disorders associated with streptococcal infections, or PANDAS.
Atos compulsivos
Relações
Insight
Ana de Luca
Ana de Luca
Transtorno alimentar
Ana de Luca
Ana de Luca
Bulimia nervosa
Ana de Luca
Compulsão alimentar