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Condutos Forçados Perda de Carga 2 Exercícios EXERCÍCIO 1 ▸ O projeto de uma linha adutora ligando dois reservatórios previa uma vazão de 250 L/s. ▸ A adutora medindo 1300 m de comprimento foi executada em tubos de concreto com acabamento comum e diâmetro de 600 mm. ▸ Colocando em funcionamento, verificou-se que a vazão era de 180 L/s devido a alguma obstrução deixada em seu interior, por ocasião da construção. ▸ Calcular a perda de carga provocada pela obstrução (usar fórmula de Hazen-Willians), desprezando as demais perdas acidentais. 4 5 EXERCÍCIO 1 - DADOS Dados Material: Tubos de concretos com acabamento comum Qprevista = 250 L/s = 0,25 m³/s Qreal = 180 L/s = 0,18 m³/s Perda de carga: ? L = 1300 m Diâmetro = 600 mm 6 Hazen Willians EXERCÍCIO 1 - SOLUÇÃO a) Utilizando Hazen Willians 7 R E S T R IÇ Õ E S 1 • O fluido escoando na tubulação deve ser a água sob temperatura ambiente 2 • As tubulações devem ter diâmetro maior ou igual a 2” ou 50 mm 3 • O escoamento deve ser turbulento 8 Equação da Bernoulli 𝑃0 𝛾 + 𝑣0 2 2𝑔 + 𝑧0 = 𝑃1 𝛾 + 𝑣1 2 2𝑔 + 𝑧1 + ℎ𝑓(0−1) 𝐻 = ℎ𝑓(0−1) 9 Material: Tubo de concreto com acabamento comum C = 120 10 C = 120 Utilizando a vazão teórica – Sem obstrução L = 1300 m D = 600 mm Qprevista = 250 L/s Qprevista = 0,25 m³/s ℎ𝑓 = 10,646 ∗ 1300 600𝑥10−3 4,87 ∗ 0,25 120 1,852 ℎ𝑓 = 1,802 𝑚 Utilizando a vazão real – Com obstrução Qreal = 180 L/s Qreal = 0,18 m³/s ℎ𝑓 = 10,646 ∗ 1300 600𝑥10−3 4,87 ∗ 0,18 120 1,852 ℎ𝑓 = 0,981 𝑚 11 Utilizando a vazão teórica – Sem obstrução ℎ𝑓 = 1,802 𝑚 Utilizando a vazão real – Com obstrução ℎ𝑓 = 0,981 𝑚 ℎ𝑎 = 1,802 − 0,981 ℎ𝑎 = 0,821 𝑚 Perda de Carga Acidental ou Localizada EXERCÍCIO 2 ▸ Uma canalização de tubos de ferro fundido novo (= 0,26 mm) com diâmetro de 250 mm é alimentada por um reservatório cujo nível da água situa-se na cota de 1920 m. ▸ Calcular a vazão e a pressão no ponto E de cota 1750 m, distante 1500 m do reservatório, sabendo-se que a descarga se faz livremente na cota 1720 m. (L1 = 1500 m, L2 = 1000 m e f = 0,03) ▸ Use a fórmula Universal e de Hazen-Willians. 12 13 L1 = 1500 m L2 = 1000 m EXERCÍCIO 2 - DADOS Dados Material: Tubos de Ferro Fundido Diâmetro = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 Q: ? Pressão: ? 14 Hazen Willians L1 = 1500 m L2 = 1000 m Universal Fórmula Universal Calculo da Vazão 15 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 𝑃0 𝛾 + 𝑣0 2 2𝑔 + 𝑧0 = 𝑃1 𝛾 + 𝑣1 2 2𝑔 + 𝑧1 + ℎ𝑓(0−1) ℎ𝑓(0−1) = 0,03 ∗ 2500 250𝑥10−3 ∗ 𝑣 2 ∗ 𝑔 2 ℎ𝑓(0−1) = 15,29 ∗ 𝑣 2 Fórmula Universal Calculo da Vazão 16 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 𝑃0 𝛾 + 𝑣0 2 2𝑔 + 𝑧0 = 𝑃1 𝛾 + 𝑣1 2 2𝑔 + 𝑧1 + ℎ𝑓(0−1) 0 + 0 + 1920 = 0 + 𝑣1 2 2 ∗ 9,81 + 1720 + 15,29 ∗ 𝑣1 2 𝑣1 = 3,61 m/s Fórmula Universal Calculo da Vazão 17 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 𝑣1 = 3,61 m/s 𝑄 = 𝑣 ∗ A = 𝑣 ∗ 𝜋 ∗ 𝐷2 4 = 3,61 ∗ 𝜋 ∗ (250𝑥10−3)2 4 𝑄 = 0,177 𝑚3/𝑠 𝑄 = 177 𝐿/𝑠 Fórmula Universal Calculo da PE 18 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 v1 = 3,61 m/s 𝑃0 𝛾 + 𝑣0 2 2𝑔 + 𝑧0 = 𝑃𝐸 𝛾 + 𝑣𝐸 2 2𝑔 + 𝑧𝐸 + ℎ𝑓(0−𝐸) ℎ𝑓(0−𝐸) = 0,03 ∗ 1500 250𝑥10−3 ∗ 3,61 2 ∗ 9,81 2 ℎ𝑓(0−𝐸) = 119,56 𝑚 Fórmula Universal Calculo da PE 19 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 v1 = 3,61 m/s 𝑃0 𝛾 + 𝑣0 2 2𝑔 + 𝑧0 = 𝑃𝐸 𝛾 + 𝑣𝐸 2 2𝑔 + 𝑧𝐸 + ℎ𝑓(0−𝐸) ℎ𝑓(0−𝐸) = 119,56 𝑚 0 + 0 + 1920 = 𝑃𝐸 𝛾 + 3,612 2 ∗ 9,81 + 1750 + 119,56 𝑃𝐸 𝛾 = 49,78 𝑚𝑐𝑎 𝑃𝐸 = 49,78 ∗ 9810 𝑃𝐸 = 488,29 𝑘𝑃𝑎 Fórmula Hazen Willians 20 Material: Ferro Fundido C = 130 Fórmula Hazen Willians Calculo da Velocidade 21 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 𝑣 = 0,355 ∗ 130 ∗ 250𝑥10−3 0,63 ∗ 𝐽0,54 𝑣 = 19,27 ∗ 𝐽0,54 𝐽 = 𝑣1,852 239,56 Fórmula Hazen Willians Calculo da Velocidade 22 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 𝐽 = 𝑣1,852 239,56 ℎ𝑓 = 𝐽 ∗ 𝐿 = 2500 ∗ 𝑣1,852 239,56 ℎ𝑓 = 10,43 ∗ 𝑣 1,852 Fórmula Hazen Willians Calculo da Velocidade 23 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 𝐽 = 𝑣1,852 239,56 ℎ𝑓 = 10,43 ∗ 𝑣 1,852 𝑃0 𝛾 + 𝑣0 2 2𝑔 + 𝑧0 = 𝑃1 𝛾 + 𝑣1 2 2𝑔 + 𝑧1 + ℎ𝑓(0−1) 0 + 0 + 1920 = 0 + 𝑣1 2 2 ∗ 9,81 + 1720 + 10,43 ∗ 𝑣1 1,852 200 = 𝑣1 2 2 ∗ 9,81 + 10,43 ∗ 𝑣1 1,852 Fórmula Hazen Willians Calculo da Velocidade 24 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 200 = 𝑣1 2 2 ∗ 9,81 + 10,43 ∗ 𝑣1 1,852 Aproximação Se 𝑣1 2 2∗9,81 = 0 200 = 0 + 10,43 ∗ 𝑣1 1,852 𝑣1 = 4,93 𝑚/𝑠 Fórmula Hazen Willians Calculo da Velocidade 25 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 200 = 𝑣1 2 2 ∗ 9,81 + 10,43 ∗ 𝑣1 1,852 𝑣1 = 4,93 𝑚/𝑠 200 = 4,932 2 ∗ 9,81 + 10,43 ∗ 4,931,852 200 ≠ 201,24 Fórmula Hazen Willians Calculo da Velocidade 26 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 200 = 4,922 2 ∗ 9,81 + 10,43 ∗ 4,921,852 Aproximação Se 𝑣 = 4,92m/s 200 = 𝑣1 2 2 ∗ 9,81 + 10,43 ∗ 𝑣1 1,852 200 = 200,67 Fórmula Hazen Willans Calculo da Vazão 27 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 𝑣1 = 4,92 m/s 𝑄 = 𝑣 ∗ A = 𝑣 ∗ 𝜋 ∗ 𝐷2 4 = 4,92 ∗ 𝜋 ∗ (250𝑥10−3)2 4 𝑄 = 0,242 𝑚3/𝑠 𝑄 = 242 𝐿/𝑠 Fórmula Hazen Willians Calculo da Velocidade 28 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 𝐽 = 𝑣1,852 239,56 ℎ𝑓 = 𝐽 ∗ 𝐿 = 1500 ∗ (4,92)1,852 239,56 ℎ𝑓 = 119,73 𝑚 𝑣1 = 4,92 m/s Fórmula Hazen Willans Calculo da PE 29 L1 = 1500 m L2 = 1000 m D = 250 mm = 0,26 mm f = 0,03 v1 = 3,61 m/s 𝑃0 𝛾 + 𝑣0 2 2𝑔 + 𝑧0 = 𝑃𝐸 𝛾 + 𝑣𝐸 2 2𝑔 + 𝑧𝐸 + ℎ𝑓(0−𝐸) ℎ𝑓(0−𝐸) = 199,44 𝑚 0 + 0 + 1920 = 𝑃𝐸 𝛾 + 4,922 2 ∗ 9,81 + 1750 + 119,73 𝑃𝐸 𝛾 = 49,24 𝑚𝑐𝑎 𝑃𝐸 = 49,23 ∗ 9810 𝑃𝐸 = 483 𝑘𝑃𝑎 Conduto com uma Tomada Intermediária Conduto com uma Tomada Intermediária 31 Esquema de reservatório e tubulação com tomada de água intermediária Conduto com uma Tomada Intermediária 32 Esquema de reservatório e tubulação com tomada de água intermediária Conduto com uma Tomada Intermediária 33 hf = perda de carga contínua, m L = comprimento retilíneo de tubulação, m D = diâmetro, m V = velocidade de escoamento, m s-1 g = aceleração da gravidade, m s-2 f = coeficiente de atritoFórmulas de Darcy-Weisbach • q = 0 • situação em que não há sangria Considerando • as perdas acidentais • V2/2g na saída da tubulação Desprezando Conduto com uma Tomada Intermediária 34 Conduto com uma Tomada Intermediária 35 Conduto com uma Tomada Intermediária 36 Conduto com uma Tomada Intermediária 37 • q 0 • situação em que há sangria Considerando • as perdas acidentais • V2/2g na saída da tubulação Desprezando Conduto com uma Tomada Intermediária 38 Conduto com uma Tomada Intermediária 39 Conduto com uma Tomada Intermediária 40 Conduto com uma Tomada Intermediária 41 Conduto com uma Tomada Intermediária 42 A equação válida somente para condutos com uma tomada intermediária. Conduto com Distribuição em Marcha ou Condutos com Distribuição em Percurso ou Condutos com Serviço em Trânsito 43 Conduto com Distribuição em Marcha 44 São condutos interligados destinados a distribuir água ao longo do seu percurso. Redes de abastecimento de água, redes de irrigação, etc. Conduto com Distribuição em Marcha 45 Conduto com Distribuição em Marcha 46 qm = vazão em marcha, m 3s-1m-1 Qf = vazão fictícia, m 3s-1 QM = vazão a montante, m 3s-1 QJ = vazão a jusante, m 3s-1 É como se a tubulação transportasse uma vazão constante (Qf), que é a média aritmética das vazões de montante e jusante Conduto com Distribuição em Marcha 47 Conduto com Distribuição em Marcha 48 • Considera-se que a tubulação transportasse uma vazão constante (Qf) • Média aritmética das vazões de montante e jusante • Qualquer uma dasfórmulas de perda de carga contínua • Trabalhar com Qf Conduto com Distribuição em Marcha 49 Fórmulas de Darcy-Weisbach 50 Perguntas?