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UNIT – Centro Universitário Tiradentes 
MEDIDA DE EFICIÊNCIA 
FUNDAMENTOS DO DIREITO
Prof. Marlton Fontes Mota
Aluna: Jadiane Miranda da Silva 
O eu falar sobre o direito do esquecimento e o direito de liberdade de expressão? Assevera Flávia Teixeira que, o direito ao esquecimento é o direito que uma pessoa tem de não permitir que um fato, ainda que verídico ocorrido em determinado momento de sua vida, seja exposto ao público em geral, causando-lhe sofrimento ou transtornos. No Brasil o direito ao esquecimento possui assento constitucional e legal, considerando que é uma consequência do direito à vida privada, intimidade e honra assegurado pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 5º, X e pelo Código Civil em seu artigo 21. Afirmando alguns autores que o direito do esquecimento é uma decorrência da dignidade da pessoa humana, artigo 1º, III da Constituição Federal. 
Sendo a liberdade de expressão um ato de revelar uma opinião, um sentimento, uma impressão sobre algo. Expressa-se de maneira espontânea ou milimetricamente calculada, independentemente da forma, sempre se transmite uma mensagem. É, antes de tudo, um direito natural do ser humano, que nasce com uma condição intrínseca de liberdade. E isso inclui vários aspectos, inclusive a liberdade de expressão. No direito brasileiro, o diploma jurídico mais importante é a Constituição Federal. É ela que assegura a liberdade de expressão com um direito fundamental em seu artigo 5º, II, IV, VI, IX, XIV. Assim sendo, não restam dúvidas de que o direito nos dá o respaldo inequívoco sobre nossa liberdade de expressão. 
Tendo conceituado tais direitos, direitos esses fundamentais da pessoa humana, voltaremos a falar sobre o direito ao esquecimento, sabemos que existe uma discussão quanto a tal direito pois envolve um conflito aparente entre a liberdade de expressão e atributos individuais da pessoa humana, como intimidade, privacidade e honra. 
Flávia Teixeira afirma que o direito ao esquecimento voltou a ser um tema de inegável importância e atualidade em razão da internet. Isso porque a rede mundial de computadores praticamente eterniza as noticias e informações. Com poucos cliques é possível ler reportagens sobre fatos ocorridos há muitos anos, inclusive com fotos e vídeos. Tornando quase impossível ser esquecido, pois temos uma ferramenta poderosa em nossas mãos. 
Ainda com Flávia Teixeira, a mesma seu artigo sobre tal direito levantou uma interessante pergunta, O direito ao esquecimento aplica-se apenas a fatos ocorridos no campo penal? Sendo negativa a resposta, pois a discussão a tal direito, de fato, para o caso de ex-condenados que, após determinado período, desejavam que esses antecedentes criminais não mais fossem expostos, o que lhes causava inúmeros prejuízos. No entanto, esse debate foi ampliado e, atualmente, envolve outros aspectos da vida da pessoa que ela almeja que sejam esquecidos. 
Flávia usou ainda o exemplo da apresentadora Xuxa que, no passado fez um determinado filme do qual se arrepende e que ela não mais deseja que seja exibido ou rememorado por lhe causar prejuízos profissionais e transtornos pessoais. 
Surge então a pergunta: Como conciliar o direito ao esquecimento com o direito de liberdade de expressão? Sabemos que no Brasil, existe a liberdade de imprensa, no entanto, quando a mídia veicula matérias difamatórias e invade a privacidade, a intimidade de forma vexatória, causando danos morais à pessoa pública, tanto o autor da matéria quanto o proprietário do veículo de divulgação devem responder civilmente e ressarcir a vítima pelos danos morais causados. A súmula 221 do STJ dispõe sobre essa questão da responsabilidade civil á mídia. 
A princípio, convém destacar que a invisibilidade que o meio digital gera encoraja discursos de ódio dispersos na internet. Embora o artigo 5º da Constituição Federal garanta o direito à liberdade de expressão com certos limites, como a proibição do anonimato e pagamento de indenização quando violados as imagem de pessoas, observa-se que indivíduos se aproveitam da comunicação distante proporcionada pela ambiente tecnológico para agirem de forma abusiva. Dessa forma, discursos de ódio são facilmente disseminados, de modo que é difícil encontrar o responsável e puni-los o que torna essa prática cada vez mais comum. 
Além disso, a falta de tolerância pode provocar posicionamentos mais radicais. Se durante a Ditatura militar brasileira os indivíduos que se colocavam contra o Governo eram censurados e perseguidos, hoje o julgamento da internet para aqueles que possui opinião diferente do considerado correto, esta atitude extremista minorias que possuem opiniões divergentes a debaterem. Isso deixa claro que a população brasileira precisa aprender a dialogar de forma produtiva para que as melhores decisões sejam tomadas. 
Podemos por fim analisar que mesmo existindo o direito de liberdade de expressão e direito do esquecimento que, ante a integridade da constituição, não há realmente um conflito entre direitos, já que ambos saem intactos após a solução de um caso concreto; ainda que tenha sido preterido naquela circunstância, poderá ser vencedor, ou mesmo m outro momento histórico. 
Desse modo, há que se buscar a solução mais adequada para cada caso, seja pelo sopesamento dos princípios envolvidos, seja pelo diálogo entre instituições, como ocorreu com o Marco Civil da Internet, por exemplo, seja pela aplicação de outra teoria do direito. O imprescindível é que a decisão seja adequadamente fundamentada, para possibilitar o contraditório e a ampla deseja e para que possa avaliar e, eventualmente, repensar o direito ao esquecimento ou o direito à privacidade, em uma contínua evolução dos conceitos de nova demandas trazidas pelo desdobramento sociais da era da informação. 
De outro lado, em pese o privilégio dado á liberdade de expressão, vez que o constituinte atribuiu mais critérios para que seja possível a sua limitação, é incontroverso que esse direito não é absoluto. Nesse diapasão, parte-se da premissa que os dispositivos que tratam dos direitos personalíssimos são diretivos, e, portanto, merecem igual proteção, não havendo como negar a existência de direito fundamentais colidentes. Logo, caberá ao intérprete ponderar os valores conflitantes e, na dúvida entre um direito individual e uma prerrogativa coletiva, privilegiar a norma coletiva e, se não for o caso, a limitação desse deve ser devidamente justificada, de modo a não incidir em práticas censuratórias. 
É desse conflito entre direitos personalíssimos e liberdades constitucionais que surge o denominado direito do esquecimento, vez que o primeiro pode ser compreendido como um direito fundamental eu busca atribuir a autodeterminação ao indivíduo que, muitas vezes em função da liberdade de expressão, informação e de imprensa, tem atos e fatos disponibilizados e, desta feita, são eternamente lembrados, especialmente considerando a sociedade da informação e a perda da capacidade da memoria relativa ao esquecimento em detrimento das liberdades constitucionais tem ganhado relevos importantes no Poder Judiciário, que por diversas ocasiões tem sido instado a analisar a necessidade ou não de sobreposição de direitos fundamentais. 
Dessarte observa-se que de um lado se tem o individuo que pretende ocultar fatos que entende serem desabonadores e, de outro, aqueles que desejam exercer seu direito à liberdade de expressão, informação e de imprensa. Diante disso, o que se nota é a tentativa de justificar o pedido de reconhecimento do direito do esquecimento, com base em dispositivos do Marco Civil da Internet, especialmente, no artigo 19 a 21. Todavia, conclui-se que não se trata de mecanismo eficiente para atender o requerimento em sua plenitude, vez que a norma dispõe acerca da disponibilização do conteúdo, o que significa que o material impugnação e reputado com infringente permanecerá em sua origem acessível pela fonte que o hospeda. 
Disso tudo, o que tem sido delineado pelo Supremo Tribunal de Justiça é a possibilidade de um direito

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