AULA  7 PRINCIPAIS DOENÇAS NEUROLÓGICAS DO RECÉM NASCIDO

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Paralisia Cerebral é a lesão ou agressão encefálica, de caráter irreversível e não progressivo, causada no período de maturação do sistema nervoso central, promovendo alterações qualitativas de movimento e de tônus. 
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Designa um grande grupo de desordens motoras e sensoriais causados por uma lesão não progressiva do cérebro que ocorreu no início da vida. 
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Desordens 
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Causas
__fatores pré-natais: lesões hipoximêmicas (má posição do cordão umbilical), malformação cerebral, exposição a agentes teratogênicos
__fatores peri-natais: asfixia perinatal, prematuridade
__fatores pós-natais: meningencefalites bacterianas, traumatismos cranioencefálicos
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Distúrbios associados 
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Manifestações clínicas
Espástica
Atetósica
Atáxica
Mista
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1- Forma Espástica
Representa 75% dos casos 
Tipos clínicos: tetraplegia, a hemiplegia e a diplegia
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1.1- Tetraplegia 
A forma mais frequente; É um tipo muito grave
As manifestações são observadas desde o nascimento, mas a gravidade se acentua de acordo com a idade da criança
Hipertonia dos músculos dos membros e hipotonia dos eretores da cabeça e tronco 
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1.2- Hemiplegia 
Ocorre em 20 % dos casos
Só usa os membros de um hemicorpo, e o membro superior é mais frequentemente afetado
Hipertonia em flexão no MS e extensão do MI
A inteligência é um pouco afetada e em um terço dos casos a fala é normal
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1.3- Diplegia 
Ocorre em 17,7 % dos casos
Grande predomínio dos distúrbios motores e do tono nos MMII, sendo os MMSS pouco atingidos
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2- Forma Atetósica
Representa 75% dos casos 
A criança apresenta movimentos coréicos e tortuosos
Hipertonia em extensão (primeiro mês)
Hipercinesias (segundo ano)
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3- Forma Atáxica
A mais rara 
Incoordenação estática e cinética
Tremores de ação e dismetria
Tônus muscular variável, mas dominado pela hipotonia
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4- Forma Mista
Existe uma combinação entre as manifestações anteriores, sendo a mais comum a atetose, a tetraplegia e a ataxia
A rigidez é comum nessa forma, mas a flacidez é bem grave, comprometendo bastante a inteligência e a função motora. 
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Fisioterapia 
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Diminuição progressiva da força muscular
__relativamente simétrica
__inicia-se nas raízes dos membros das cinturas escapular e pélvica, assim como no tronco; as mãos costumam preservar certa capacidade funcional até o final da doença 
__ contraturas de partes moles
__ músculos respiratórios 
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Atrofias musculares 
__pseudohipertrofia principalmente nos músculos da panturrilha, quadríceps, glúteos e deltóides
Cognitivo 
__deficiência cognitiva e apatia
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As manifestações clínicas tornam-se evidentes no decorrer dos primeiros cinco anos de vida, evoluindo até o paciente perder a capacidade de andar, o que ocorre geralmente entre os 7 e 13 anos
Geralmente o paciente morre na segunda ou terceira década de vida, geralmente por insuficiência respiratória
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Anatomia patológica
__ origem genética: transmissão recessiva ligada ao sexo
__ diminuição do número e atrofia de fibras musculares
__ necrose
__ aumento do tecido conjuntivo ( os músculos acabam sendo substituídos por tecido adiposo e conjuntivo)
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Anatomia patológica
__ osteoporose dos ossos longos
__ ausência ou formação inadequada de proteínas essenciais para o funcionamento da fisiologia de célula muscular (esforço físico).
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Quadro clínico
__ atraso de desenvolvimento motor
__quedas frequentes e dificuldade para correr e subir escadas
__ aumento da lordose
__ os ombros e a metade superior do tronco são mantidas para trás
__transtornos na marcha 
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Tratamento 
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Alongamentos, caminhadas regulares e aplicação de órteses em época propícia 
 Não existe exercícios, cirurgia ou aparelhos ortopédicos capazes de deter a evolução da doença
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É caracterizada como condição genética, que leva seu portador a apresentar uma série de características físicas e mentais específicas.
É considerada uma das mais frequentes anomalias numéricas dos cromossomos
--trissomia (92 a 95% dos casos)
--mosaico (2 a 4%)
--translocação(3 a 4%) do cromossomo
Representa a mais antiga causa genética de retardo mental
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Características
Face: levemente mais alargada e ponte nasal mais plana do que o usual. 
Nariz: menor do que os das outras crianças.
Vias nasais: menores, ficando congestionadas mais rapidamente
Os olhos parecem inclinados para cima e são relativamente pequenos
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Orelhas: pequenas, suas pontas podem dobrar-se e com localização levemente inferior na cabeça
Cabeça: menor do que as normais
A boca pode ser pequena, e o céu da boca pouco profundo (quando essas características são acompanhadas de tônus muscular baixo,a língua pode projetar-se ou parecer grande em relação à boca)
Mãos: podem ser menores com dedos mais curtos do que os de outras crianças
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Tórax: pode ser um tanto afunilado ou como o peito de pombo
Peso e comprimento: dentro do normal ao nascerem, porém, não crescem com a mesma rapidez das outras crianças
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Características
Hipotonia generalizada
Hiper-reflexia
Fraqueza muscular
Lassidão ligamentar --- articulações hiperflexíveis e instabilidade na articulação atlantoaxial
Atraso no DNM e no equilíbrio, com movimentos lentos e descoordenados 
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Dificuldade para desenvolver posturas antigravitacionais e alinhamento postural
Hipoplasia pélvica com acetábulo raso
Comprometimento cognitivo
Dificuldade na aquisição da linguagem
Outros comprometimentos: cardíaco, auditivo e visual.
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Objetivos da fisioterapia
Diminuir os atrasos da motricidade grossa e fina
Prevenir instabilidades articulares 
Estimular o equilíbrio e a coordenação de movimentos
Prevenir complicações respiratórias ensinando os exercícios respiratórios
Estimular a participação dos pais durante o tratamento fisioterápico e o acompanhamento individualizado da criança 
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Atividades lúdicas
pular corda
jogar amarelinha
jogos de imitação
brincadeiras de roda
subir em árvores
caminhadas longas
uso de brinquedos de parque como balanço, escorregador e gangorra
Hidroterapia
Equoterapia 
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