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Unidade 3 Seção 1 iStock 2017 Psicologia Escolar e Educacional 1. Acesse a loja de aplicativos do seu smartphone e baixe um leitor de QR CODE. 2. Abra o leitor e fotografe o código. 3. Você será direcionado a este conteúdo. Bons estudos! Acesse este conteúdo pelo smartphone O que é isso? Clique no código e saiba mais. 1 Webaula 1 Reflexões sobre contextos escolares Esta webaula apresenta conteúdos fundamentais para a reflexão da prática do psicólogo no contexto escolar, bem como suas funções. Além disso, discorre sobre as práticas inclusivas. Ressaltaremos ainda, como foco de trabalho do psicólogo escolar, a saúde do profissional de educação frente aos seus desafios diários. iStock 20172 Cargos, funções e atuação no contexto escolar Ainda nos dias atuais, nos deparamos com o receio e a rejeição da equipe escolar frente à atuação do psicólogo, decorrente do imaginário social de que o psicólogo deve atender os alunos problemáticos, remediar situações conflituosas, priorizando práticas clínicas individuais (DIAS; PATIAS; ABAID, 2014). No entanto, tal imaginário consequentemente remete à incapacidade do psicólogo escolar em resolver os problemas da escola (MARTÍNEZ, 2010). De fato, tais críticas e fundamentos são frutos de uma atuação do psicólogo na escola que priorizava a psicopatologia do aluno e da família, aplicando conhecimentos da Psicologia aos problemas de aprendizagem e de comportamento dos alunos. 3 Isso ocorre também pelo fato de o psicólogo cair na armadilha de uma preocupação excessiva em resolver os problemas educacionais. Nesse aspecto, é importante considerar que tais problemas estão ligados a múltiplos fatores e, por sua vez, acabam por fragilizar a atuação do psicólogo, gerando impotência e fracasso, pois muitas soluções não dependem do psicólogo nem da própria escola (NOVAES, 2010). iStock 20174 Martínez (2010), com o objetivo de apresentar a prática do psicólogo escolar, classifica duas formas de atuação (que podem se inter- relacionar ou ser interdependentes): As tradicionais (aquelas com uma história já consolidada). As emergentes (configuração recente). 5 Formas de atuação tradicionais: Avaliação, diagnóstico, atendimento e encaminhamento de alunos com dificuldades escolares Orientação a alunos e pais Orientação profissional Orientação sexual Formação e orientação aos professores Elaboração e coordenação de projetos educativos específicos 6 Explore a galeria e conheça as formas de atuação emergentes: 7 Diagnóstico, análise e intervenção em nível institucional. Participação na construção, no acompanhamento e na avaliação da proposta pedagógica. Participação no processo de seleção dos membros da equipe pedagógica e no processo de avaliação dos resultados do trabalho. Contribuição para a coesão da equipe de direção pedagógica e para sua formação técnica. Vale ressaltar aqui que algumas formas de atuação descritas não são exclusivas do psicólogo escolar, como a orientação profissional e sexual, já que incluem o orientador educacional, bem como os próprios professores. Deste modo, identificamos que a atuação do psicólogo escolar complementa a de outros profissionais. Como no caso das orientações e formações de professores, o psicólogo a partir de seu olhar enriquece aspectos do processo educativo (MARTÍNEZ, 2010). Assim, é possível identificar que a articulação do trabalho do psicólogo com a equipe escolar (coordenador pedagógico e orientador educacional) é fundamental para que a atuação seja eficiente. 8 Educação, escola e inclusão Dentre a gama de possibilidades em que o psicólogo escolar pode atuar, vale a pena chamarmos a atenção para as práticas inclusivas. Estas ainda sofrem as consequências de um modelo curativo, individualizado e avaliativo que produz estigma. Nesse aspecto, Machado, Almeida, Saraiva (2009) evidenciam o conflito histórico e o funcionamento social que determinam a exclusão social, ressaltando a responsabilidade dos psicólogos para romper tais paradigmas e superarem tais concepções, apresentando-se de maneira mais atuante na consolidação de políticas públicas que possam vir a transformar a realidade social em que vivemos. 9 A inclusão escolar vem sendo apresentada como um dos temas mais debatidos no contexto educativo. Conforme Martínez (2015), ela se destaca exatamente pelo caráter excludente da escolarização do país. Não podemos perder de vista que a atuação do psicólogo escolar no processo inclusivo remete à garantia de direito de pertencimento do aluno, criando condições para que ele enfrente suas dificuldades e avance seus limites (MACHADO; ALMEIDA; SARAIVA, 2009). Diante desse desafio, o psicólogo escolar poderá desenvolver práticas que fomentem concepções inclusivas e de promoção de desenvolvimento (NEVES; MACHADO, 2015), a partir da criação de grupos de trabalho com toda a equipe escolar, estudantes e familiares, abordando a temática do preconceito, refletindo sobre as barreiras (atitudinais e arquitetônicas) e suas formas de enfrentamento (CFP, 2013). 10 A saúde do profissional de educação Clique para saber mais 11 Na perspectiva de práticas inovadoras na Psicologia Escolar, também se faz necessário superar a prática direcionada ao professor, apenas voltada a estratégias de manejo de comportamento em sala de aula, para atentar-se também à sua saúde mental. Em virtude do forte vínculo afetivo e do intenso investimento no aluno, é comum identificarmos professores cansados, abatidos e desmotivados frente à tarefa de ensinar (OLIVEIRA; MARINHO-ARAÚJO, 2009). Deste modo, se faz necessário que o psicólogo esteja atento ao sofrimento vivenciado pelos professores e outros profissionais da educação. Saiba mais Cabe ao psicólogo escolar responsabilizar-se pela promoção da saúde mental dos docentes, ao levarmos em conta diferentes questões que permeiam e dificultam a atuação adequada destes profissionais. Assim, vale discutir e refletir sobre os aspectos que afetam a saúde e qualidade de vida do professor. A atuação do psicólogo escolar frente à saúde mental do docente se diferencia da prática terapêutica e clínica. A intervenção se realiza a partir de um viés preventivo, cujo alcance é evidenciar as contradições entre demandas individuais e práticas, e rotinas institucionais, para que estas não permaneçam camufladas (OLIVEIRA; MARINHO-ARAÚJO, 2009). A partir destes pressupostos se faz necessário criar espaços de interlocução com todos os atores escolares, incluindo-os e acolhendo-os por serem os que participam e constroem o cotidiano escolar. iStock 201712 Android: https://goo.gl/yAL2Mv iPhone e iPad - IOS: https://goo.gl/OFWqcq Aqui você tem na palma da sua mão a biblioteca digital para sua formação profissional. Estude no celular, tablet ou PC em qualquer hora e lugar sem pagar mais nada por isso. Mais de 475 livros com interatividade, vídeos, animações e jogos para você. Você já conhece o Saber? 13 https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.kroton.saber https://goo.gl/yAL2Mv https://itunes.apple.com/br/app/saber/id1030414048?mt=8 https://itunes.apple.com/br/app/saber/id1030414048?mt=8 Bons estudos! 14