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Resumos – Epidemiologia e SUS 
Medicina de Família e Comunidade 
Princípios da especialidade 
• Tem foco na Atenção Primária a Saúde (APS) por isso é regida pelos mesmos princípios. 
São quatro atributos essenciais: 
 - Acesso ou primeiro contato 
 - Integralidade 
 - Longitudinalidade 
 - Coordenação do Cuidado 
 
• Também por três atributos derivados: 
 - Orientação para a família 
 - Orientação para a comunidade 
 - Competência cultural 
Competência Cultural pode ser definida como a habilidade dos profissionais e dos serviços de 
saúde em compreender as necessidades culturais de um determinado grupo social de forma 
a estabelecer um processo comunicativo capaz de superar as diferenças culturais 
existentes. 
O entendimento, por parte dos profissionais da saúde, das concepções, valores, práticas e 
dinâmicas sociais relacionadas ao processo saúde-doença, além de melhorar a satisfação dos 
usuários e possibilitar melhores desfechos clínicos permite a adequação dos serviços e dos 
profissionais às particularidades de cada comunidade. 
 
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A competência cultural não deve ser vista como 
uma forma de "falar a língua do outro” na tentativa de convencê-lo a fazer o que a cultura 
dominante ou a cultura biomédica determina, mas que sejam procurados acordos a partir de 
objetivos pactuados. 
A competência cultural não consiste exclusivamente em tarefas extras para o médico, mas 
compreende seu usual trabalho intersetorial, de negociação e mobilização de atores e 
recursos comunitários ou externos no processo terapêutico. 
• O contexto da MFC é de extrema importância saber diferenciar dois conceitos: 
 - Doença ou disease: processo explicável a partir da fisiopatologia, dos sinais e sintomas 
clínicos e dos exames complementares. 
 - Moléstia, adoecimento ou illness: experiência subjetiva que cada pessoa vive ao 
adoecer, expressa em queixas, problemas ou disfunções. 
O ciclo de vida das famílias 
O ciclo de vida familiar é uma sequência de transformações na história e na estrutura de uma 
família, apresentando novas tarefas a serem realizadas em cada etapa. É na transição desses 
estágios que normalmente aparecem as dificuldades. O estudo do ciclo vital permite que o 
médico perceba os entraves que a família está atravessando e tente abordá-las como uma 
estratégia terapêutica. 
O ciclo de vida de uma família de classe popular 
Estágio 1 - Adolescência/Adulto jovem solteiro: 
As fronteiras entre a adolescência e a idade adulta jovem são confusas. Os adolescentes ainda 
não são totalmente responsáveis por si mesmos, mas muitas vezes começam a assumir 
responsabilidades, inclusive sendo fonte de renda para a família. 
Estágio 2 - A família com filhos: 
Começa sem que ocorra necessariamente o casamento, mas com a geração de filhos e a busca 
por formar um sistema conjugal, assumir papéis paternos/maternos e realinhamento dos 
relacionamentos com a família. 
Estágio 3 - A família no estágio tardio da vida: 
Ocorre com frequência uma composição familiar com três ou quatro gerações. Sendo assim, há 
pouca probabilidade de haver "ninho vazio", e muitas vezes a base de sustentação familiar 
depende da aposentadoria de um dos avós, em geral a avó, que persiste com responsabilidades 
sobre a sobrevivência de todos. 
 
 
 
 
 
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O ciclo de vida de uma família de classe média 
 
Caso Clínico 
Helena, 28 anos, vem à consulta mostrar resultados de exames solicitados por outro colega 
médico, porque há três meses apresenta tonturas, dores de cabeça e mal-estar. Os resultados 
dos exames estavam normais, mas a sintomatologia persistia. Seu médico de família e 
comunidade refez a história, realizou novo exame físico, mas, mesmo assim, não conseguiu 
elucidar o problema. Questionou sobre o quê de novo havia ocorrido nos últimos tempos e 
descobriu que ela havia se casado há quatro meses, que estava prestes a mudar de estado e 
ficar longe de sua família e comunidade de origem. 
Helena afirmava estar muito feliz com o casamento e, ao mesmo tempo, descrevia um turbilhão 
de "inadaptações" que ocorriam e a preocupavam. O médico de família e comunidade conversou 
sobre a previsibilidade do momento, reconheceu seus afetos, suas ambiguidades e sugeriu as 
possíveis negociações que poderia realizar com o esposo, ofereceu uma consulta em conjunto 
com o casal (que não ocorreu), mas "surpreendentemente" o mal-estar e as tonturas 
desapareceram. 
 
 
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Crises no ciclo de vida familiar 
Crise normativa: esperada ao longo de cada ciclo. Ex: gravidez, aleitamento, separação dos 
filhos, climatério. 
Crise paranormativa: não estão previstas e por isso, acabam gerando mais impacto. Ex: 
aborto, infidelidade, suicídio, desemprego, migração, crimes. 
ATENÇÃO: A família funcional não difere da disfuncional pela ausência de problemas. O que as 
faz diferentes é a forma como manejam os seus conflitos. 
Risco Familiar 
No intuito de estabelecer prioridades no atendimento domiciliar e na atenção à população sob o 
cuidado de determinada equipe de Saúde da Família, foi elaborada a Escala de Risco das 
Famílias, comumente chamada de Escala de Coelho, baseada em sentinelas para avaliação de 
situações de risco, procurando-se classificar, dentre elas, quais seriam as famílias que 
demandam maior atenção da equipe de saúde. 
Objetivos da visita domiciliar: 
 
A escala de Coelho e Savassi 
A ficha A do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) é preenchida na primeira visita 
que o Agente Comunitário de Saúde faz às famílias de sua comunidade. As informações 
recolhidas permitem à Equipe de Saúde da Família reconhecer indicadores demográficos e 
socioeconômicos referidos nas famílias da sua área de abrangência e, com isto, realizar o 
planejamento estratégico. 
 
 
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 Abordagem Comunitária 
• Conhecer e lidar com instrumentos de diagnóstico de saúde da comunidade, 
acessando os diversos setores relacionados e correlacionando-os com a prática clínica 
do médico; 
• Identificar a organização da sociedade e da comunidade, os modos de produção 
presentes e os determinantes sociais do processo saúde-adoecimento; 
• Identificar e respeitar a diversidade cultural; 
• Compreender o que é “território vivo”; 
• Reconhecer e desenvolver ações de vigilância em saúde e participar de atividades de 
educação popular em saúde, compreendendo a existência de diferentes concepções 
pedagógicas e valorizando o saber popular.

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