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FARMACOCINÉTICA (13-08)

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Questões norteadoras 
1. Defina os conceitos: dose, dosagem, posologia, 
princípio ativo (PA), excipientes. 
2. Quais as principais diferenças entre medicamento 
genérico, referência e similar? 
3. Quais as principais formas farmacêuticas utilizadas na 
clínica? 
4. Defina Emax, Cmax, T1/2 vida, faixa terapêutica. 
 
Farmacologia 
Ciência que estuda as propriedades de substâncias 
químicas de estrutura conhecida (Fármacos) e seus 
efeitos nos sistemas biológicos. 
 
Farmacognosia: estudo das plantas medicinais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Farmacocinética: o que o organismo faz com o 
fármaco – absorção, distribuição, metabolismo e 
excreção (ADME) 
Farmacodinâmica: o que o fármaco faz com o 
organismo – onde liga, qual mecanismo de ação? 
Farmacoterapia: uso clínico – cálculo de dose, 
efeito da função renal do paciente sobre a terapia, por 
exemplo, 
Toxicologia: estuda os efeitos nocivos de fármacos. 
 
Agonista se liga ao receptor e gera um efeito igual ao 
ligante endógeno 
Antagonista se liga ao receptor e não gera nenhuma 
resposta intracelular 
 
Por que tomamos medicamentos? Para aliviar o 
sofrimento, para satisfazer desejos, por necessidade, 
bem estar. 
 
 
 
 
 
Placebo: é o controle. Dar uma medicação ativa para 
uma parte da população e dá uma medicação com 
placebo para outra parte da população. A conclusão é 
que o medicamento/vacina não funciona, tem que 
haver diferença entre controle e ativo. Placebo não é 
comercializado, é uma ferramenta para o estudo. 
 
É antiético enganar o paciente sem falar que é placebo. 
Tirando em momentos de pesquisa. 
 
Todas as substâncias são venenos, não existe 
nenhuma que não seja. A dose correta diferencia um 
remédio de um veneno. O remédio dado de maneira 
exacerbada pode levar a intoxicação do paciente. 
 
Conceitos 
 Fitoterápico: são substâncias obtida da extração 
de algum tecido vegetal. 
 Homeopático: é um medicamento que passou 
por um processo de diluição e ocorre a diluição 
muitas vezes e só resta água e essa água tem 
“memória”. 
 Princípio ativo (PA): Substância ou 
substâncias responsáveis pelos efeitos do 
medicamento 
 Excipiente/veículo: Contemplam a massa e 
volume do fármaco. Possuem funções na 
formulação (ex.: conservantes, emulsificantes, 
corantes, flavorizantes), mas farmacologicamente 
inativos (sem efeito farmacológico) 
 Placebo: é uma ferramenta farmacológica utilizada 
em pesquisas e desenvolvimento de novos fármacos 
 
Diferença entre medicamento, 
fármaco e remédio 
Medicamento é uma composição que vai ter o 
princípio ativo + excipientes, contendo um ou mais 
fármacos. 
Fármaco é uma substância química com atividade 
biológica que é usada para tratar, curar ou diagnosticar 
doenças. É uma fórmula farmacêutica que possui um 
princípio ativo (fármaco) e os excipientes que completam 
o medicamento. Fármacos não criam novas funções, 
FARMACOLOGIA 
FARMACODINÂMICA 
TOXICOLOGIA 
FARMACOCI
NÉTICA 
FARMACOTERAPIA 
apenas alteram funções orgânicas já existentes. Nenhum 
fármaco produz um efeito único 
Remédio: Qualquer procedimento com a intenção de 
combater a dor ou doença 
 
EXEMPLOS 
Princípio ativo: Paracetamol 
Dois excipientes da fórmula: amido e ácido esteárico 
Forma farmacêutica: solução (gotas) 
 
 
 
Genérico: forma simples de identificar o medicamento 
(nome do princípio ativo); denominação comum brasileira 
(na prova colocar o nome genérico) 
Nome químico: é o nome científico eu descreve 
sua estrutura atômica e molecular. 
Nome comercial: nome de marca ou fantasia. 
Farmacopeia: coletânea de fármacos dos países. 
 
Dose X Dosagem X Posologia 
Dose: representa a quantidade do medicamento no 
local de ação, necessária para produzir o efeito desejado. 
Exemplo: 100mg 
Dosagem: quantidade (concentração) na forma 
farmacêutica. Por exemplo: cada comprimido tem 50mg. 
Posologia: Descreve a quantidade de um 
medicamento, que deve ser administrado de uma só vez 
ou de modo fracionado num intervalo de tempo 
determinado (em geral por dia) para que a dose seja 
alcançada. Exemplo: tomar 20 gotas de 8 em 8 horas 
por três dias 
 
Referência X Genérico X Similar 
 
 
Novalgina: referência 
Anador: similar 
Dipirona: genérico 
 
 Referência e similar: tem nomes fantasia. Tem que 
testar a bioequivalência. 
 Genérico: só é identificado pelo princípio ativo, ou 
seja, não tem nome fantasia. Não precisa provar que 
é eficaz 
 O genérico foi desenvolvido para que não precise 
desconfiar do medicamento, porque ele é 100% 
eficaz, já o referência e o similar tem que testar a 
bioequivalência. 
 Todos tem o mesmo princípio ativo, mesma dose e 
forma farmacêutica. 
 
Medicamento de referência 
 Primeiro medicamento descoberto. Produto 
inovador, registrado, possui patente (Lei no 9.279, 
14/05/1996). 
 Eficácia e segurança comprovadas. Possui nome 
comercial (fantasia) 
 É o único que é submetido aos testes clínicos de 
eficácia e segura. 
 
Medicamento genérico: bioequivalente 
 Medicamento lançado após o vencimento da patente. 
Não possuem nome fantasia: 
 Mesmo princípio ativo (PA); Mesma forma 
farmacêutica (FF); mesma dosagem; 
 Passam por testes de bioequivalência e 
biodisponibilidade - ANVISA 
 
Medicamento similar 
 Vendidos com o nome fantasia; 
 Mesmo PA, Mesma dosagem, não necessariamente 
mesma FF; 
 Até 2014 não eram necessários testes de 
bioequivalência e biodisponibilidade (prazos para 
ajuste); 
 Variações no tamanho e forma do produto, prazo de 
validade, embalagem, rotulagem, excipientes e 
veículo. 
 
Biodisponibilidade: Fração do fármaco administrado que 
chega na circulação sistêmica, como fármaco intacto, 
levando em conta sua absorção e metabolização. 
Quando dois fármacos tem a mesma biodisponibilidade 
são também chamados de bioequivalentes (ou 
equivalentes farmacêuticos) 
 
 
Concentração terapêutica 
A partir do tempo T’, o fármaco tem efeito terapêutico. 
e a concentração aumenta e depois cai pelo eixo y, e no 
tempo T’’, o fármaco deixa de ter efeito terapêutico. A 
duração da atividade é o tempo que o efeito terapêutico 
durou. A concentração tóxica são efeitos tóxicos não 
tolerados e a concentração terapêutica é o efeito 
terapêutico. 
Índice terapêutico= conc. Tóxica/ conc. Terapêutica. 
Um medicamento perigoso tem o índice terapêutico 
menor (janela terapêutica) 
Um medicamento seguro tem o índice terapêutico 
maior, ou seja, janela terapêutica. 
 
Reação adversa a medicamento 
Resposta a um medicamento que seja nociva, não 
intencional e que ocorra nas doses normalmente 
utilizadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico, 
terapia de doença ou para modificação de uma função 
fisiológica (OMS, 1972) 
 
Interações medicamentosas 
- Evento clínico em que os efeitos de um fármaco são 
alterados pela presença de outro fármaco, alimento, 
bebida ou algum agente químico ambiental. Causa 
comum de efeitos adversos. 
- Quando dois medicamentos são administrados, 
concomitantemente, eles podem agir de forma 
independente ou interagirem entre si, com aumento ou 
diminuição de efeito terapêutico ou tóxico de um ou de 
outro. 
 
Formas farmacêuticas 
 É a forma física em que o fármaco está apresentado. 
 As formas farmacêuticas são administradas 
dependendo do tipo de paciente (neonato, idoso), 
objetivo terapêutico (uso ambulatorial, crônico) e 
características do fármaco (físico-químicas – insulina) 
 
 
 
Classificação: Quanto ao Estado Físico: 
SÓLIDOS: - Pós, - Comprimidos, - Drágeas, - Pastilhas, - 
Granulados, - Pellets, - Óvulos, - Supositórios 
PASTOSOS:- Cremes, - Pomadas, - Unguentos,- 
Cataplasma 
FLUIDOS: - Aquosas, - Oleosas, - Suspensão, ,- Emulsão 
,- Xarope, - Elixir 
GASOSOS E VOLÁTEIS: aerosol 
OUTROS: - Dispositivos intradérmicos, DIU 
 
Sólidos Mistura de PA e excipientes sólidos (pós ou 
granulados), preparados ou não por compressão. É a 
mais conveniente. 
 
Vantagens: 
 ↑ Estabilidade; 
 Facilidade na administração e armazenamento; 
 Maioradesão à terapia; 
 Mascara sabor desagradável; 
 Dosagem correta e alto grau de precisão 
 Possibilidade de revestimento, reduzindo efeitos no 
(e do) TGI 
 
Desvantagens: 
 Utiliza-se a via oral e por isso, é passado pelo 
metabolismo de primeira passagem e sua absorção 
é menor e o efeito é mais demorado do que as 
soluções. 
 Podem provocar irritação na mucosa gástrica; 
 Favorece a formação de complexos com os 
alimentos; 
 Difícil solubilização. 
 
Comprimidos 
 Comuns (sem revestimento) 
 Revestidos (revestimento simples) 
 Sublinguais 
 Drágeas (revestimento açucarado) 
 Revestimento entérico 
 Retard (liberação controlada) 
 
Semi – sólidos: cremes, pomadas, géis, loções 
 Preparações de consistência semi-sólidas com a 
finalidade de exercerem uma ação local ou de 
promoverem a penetração percutânea. 
 São obtidos por incorporação de princípios 
medicamentosos em excipientes hidrodispersíveis, 
como a glicerina gelatinada, e menos vezes em 
excipientes lipofílicos. 
 
Líquidas: soluções, suspensões, xaropes 
 
Vantagens 
 Rapidez de absorção no TGI; 
 Facilidade de deglutição; 
 Homogeneidade na dose; 
 Flexibilidade de doses. 
 
Desvantagens 
 Apresentam menor estabilidade físico-química e 
microbiológica, do que as formas sólidas; 
 A solubilização realça o sabor do fármaco, para 
princípios ativos com sabor desagradável; 
 Variação na dose final. 
 
 
Classificação das vias de 
administração de fármacos 
 
Fases de ação de um medicamento 
 
 
Sistêmica: tem como objetivo atingir a circulação 
sistêmica. Exemplo: anticoncepcional 
Local: Não têm o objetivo de atingir a circulação 
sistêmica 
 
Enteral: Utiliza o sistema gastro-intestinal 
- Via oral: absorção é no estômago ou intestino, cairá na 
veia porta, que irá diretamente ao fígado, antes de cair 
na circulação sistêmica. No fígado, tem-se o metabolismo 
de fármacos, por isso esta via difere de todas as outras, 
chamada de metabolismo de primeira passagem. 
 Metabolismo de primeira passagem: é a passagem e 
metabolismo pelo fígado dos fármacos administrados 
via oral antes de atingir a circulação sistêmica. 
 Biodisponibilidade é a porcentagem do fármaco que 
atingiu a circulação sistêmica. Algumas bulas possuem 
isso, mas não necessariamente todas as bulas terão 
essa informação 
- O metabolismo não é obrigatório, exemplo: captopril é 
uma molécula que não sofre metabolismo. 
- A dose via oral e via intravenosa são diferente, a 
biodisponibilidade de um fármaco via oral dificilmente será 
100%, mas a via intravenosa é a única que garante chegar 
nessa porcentagem. 
 
- Via sublingual: os vasos que irrigam a boca, vai direto 
para circulação sistêmica. Não tem efeito de primeira 
passagem 
- Via retal: 50% de primeira passagem 
 
Paraenteral: Não usa o sistema gastro-intestinal 
- Endovenosa 
- Nasal 
- Oftálmica 
- Subcutânea 
- Intramuscular 
- Pulmonar 
- Auricular 
- Vaginal 
- Dérmica 
Estes acima que são parenterais + via sublingual NÃO 
possuem metabolismo de primeira passagem 
 
 
 
Quanto da dose é absorvida? 
 A única via que garante 100% de absorção é a IV. IV 
são distribuídos antes de serem metabolizados 
 Todas as outras podem variar de 0 à 100% 
 
Exemplo: administração de 500mg de IV e 
administração de 500mg para via oral, sendo que é o 
mesmo fármaco e mesma dose, porém vias diferentes. 
 
 
Velocidade para atingir a circulação 
 
 
Velocidade para atingir o SNC 
 
Biodisponibilidade 
É a fração ou porcentagem da droga que atinge a 
circulação sistêmica após administração por qualquer via 
 
Caso clínico 
JS, 80 anos, é um paciente portador de câncer terminal, 
com dor crônica, bem controlada com morfina VO, 90mg 
a cada 12 horas. Na última visita JS se queixou de 
dificuldade de deglutição e não foi capaz de engolir as 
cápsulas de morfina. Foi decidido então trocar a sua dose 
de morfina para IV. 
Qual é a biodisponibilidade VO da morfina? 25% 
Calcule a dose de morfina por hora que ele deve receber 
por via endovenosa. 1,87mg 
90mg  dose 100% 
22,5mg  25% 
 
22,5mg 12h 
1,87  1h 
 
Transporte através de barreiras 
biológicas 
 
ADME: absorção, administração, metabolismo e 
excreção. 
 
 
 
- O fármaco é Absorvido na circulação sistêmica 
(ABSORÇÃO) e os fármacos livres mais lipofílicos irão se 
ligar na albumina, a qual é a principal proteína constituinte 
do sangue e que sua principal função é transporte de 
lipídeos. 
- Uma vez que o fármaco livre não se liga na albumina, 
este poderá ir aos tecidos periféricos, como SNC, 
músculos e tecido adiposo (– DISTRIBUIÇÃO) 
- O fármaco pode sair da circulação sistêmica e ir pro 
fígado e transformar-se em um metabólito. Este pode 
ser ativo ou inativo e poderá voltar para a circulação 
sistêmica (- METABOLISMO) 
- O fármaco livre pode ser excretado. Pode ter a 
excreção renal ou hepática (-EXCREÇÃO) 
 
IMPORTANTE! 
Se o paciente tem hipoalbuminemia e toma medicações 
lipofílicas, mais fármaco livre terá e necessário diminuição 
da dose. 
 
Mecanismos de transporte 
 Para que todos esses processos ADME aconteçam, 
é necessário ter passagem do fármaco através de 
barreiras biológicas que delimitam esses 
compartimentos de absorção, distribuição, 
metabolismo e excreção. 
 Os fármacos podem seguir qualquer um destes 
mecanismos de transporte. 
 Um mesmo fármaco pode seguir mais de um dos 
mecanismos 
 
Transporte paracelular 
É a passagem de moléculas pelo espaço entre as células. 
Não ocorre se houver junções de oclusão. Esse 
transporte não ocorre passagem pela membrana e sim, 
entre as membranas. 
 
 Permite a passagem de moléculas pequenas e 
hidrofílicas 
 Não sofre saturação/inibição/competição (cinética de 
primeira ordem) 
 A favor do gradiente de concentração 
 Ex.: transporte de tubocurarina (cátion bloqueador da 
junção neuromuscular administrado injetável) do 
compartimento vascular para o músculo 
 Importante 1. A barreira hematoencefálica é rica em 
junções de oclusão e portanto não permite o 
transporte paracelular do compartimento vascular 
para o sistema nervoso central. 
 Importante 2. Alterações fisiológicas podem alterar a 
integridade das junções de oclusão e portanto alterar 
a eficácia dessas barreiras. 
 
Transporte vesicular 
É o transporte de moléculas por vesículas caveolares 
intracelulares 
 
 Permite a passagem de qualquer tipo de molécula, 
isto é moléculas hidrofílicas e/ou lipofílicas, de baixo 
peso molecular e/ou de alto peso molecular 
(macromoléculas, proteínas, toxinas) 
 Pode ser inibido 
 Unidirecional ou bidirecional. A favor do gradiente de 
concentração mas com o gasto de energia 
associado ao mecanismo de transporte vesicular. 
 ex.: Absorção via oral de antígenos de vacinas (Polio, 
Cólera, Tifo, Rotavírus). 
 Importante. A barreira hematoencefálica não permite 
o transporte vesicular do compartimento vascular 
para o sistema nervoso central. 
 
- Na célula endotelial há cavéolas que formarão a vesícula 
caveolar. Essa vesícula pode ser transportada, ou seja, o 
fármaco saiu de um lado e foi para o outro passando por 
vesículas, esse processo é chamado de transcitose - 
transporte dentro da célula em vesículas. As vesículas 
transportam principalmente macromoléculas e fármacos 
hidrofílicos. 
- No SNC, isso não ocorre, porque não há formação de 
cavéolas e se não tem cavéolas, não tem formação de 
vesículas. Assim, o fármaco não consegue atravessar, ou 
seja, não há transporte vesicular no SNC 
- O COVID invade as células por transporte vesicular 
 
Difusão simples 
É a passagem de moléculas através da membrana - o 
soluto deve ser capaz de se solubilizar na camada lipídica 
da membrana. 
 
 Apenas moléculas lipofílicas 
 A maior parte dos fármacos é transportado através 
das membranas por difusão simples. 
 Não sofre saturação/inibição/competição (cinética de 
primeira ordem) 
 Não têm uma velocidade máxima (quanto maior a 
concentração, maior a velocidade de transporte) 
 A favor do gradientede concentração 
 ex.: Absorção via oral de prednisona (anti inflamatório 
esteroidal) 
 Importante: Os fármacos que atuam no SNC 
atravessam a barreira hematoencefálica via difusão 
simples. Portanto os fármacos com ação devem ser 
lipofílicos (ou serem transportados por proteínas) 
 Os fármacos que são bases ou ácidos fracos existem 
em equilíbrio entre as formas ionizada e não ionizada. 
 A forma ionizada não é capaz de atravessar as 
membranas por difusão simples. 
 Fármacos ácidos ionizam em meio básico 
 Fármacos básicos ionizam em meio ácido 
 
- Um fármaco ionizado (polar) não atravessa a membrana 
- Importante: para atingir o SNC, os fármacos são 
transportados por difusão simples, ou seja, apenas 
fármacos lipofílicos atingem o SNC 
- Se a molécula é hidrofílica, ela fica restrita a alguns 
compartimentos 
- Os fármacos ácidos ou bases fracas vão existir em 
equilíbrio entre as formas ionizadas e não ionizadas 
- O que determina o estado de ionização da molécula? 
O pH do meio. 
- Cinética de primeira ordem: quanto maior a 
concentração, maior a velocidade, ou seja, a velocidade 
depende da concentração do fármaco e quanto maior a 
concentração do fármaco, mais rapidamente ele será 
absorvido. 
 
Aprisionamento iônico 
É o aprisionamento do fármaco no compartimento em 
que ele se encontra mais ionizado, mas só serve para 
ácido fraco. 
 
 Prende o fármaco na forma ionizada no 
compartimento em que ele está ionizado. 
 O aprisionamento do íon será onde o pH do meio 
seja o oposto do pH desse íon. Ou seja, é uma base, 
o compartimento favorável para o íon é um com o 
pH ácido. 
 Exemplo: se temos dois compartimentos um com 
pH=4 e outro com pH=7 e temos um fármaco 
básico. Esse fármaco irá se ionizar no compartimento 
mais ácido, ficando mais ionizado, não atravessará a 
membrana e assim ficará aprisionado. 
 Quanto maior a ionização, menos ele atravessa a 
membrana. A ideia é que o íon não atravesse a 
membrana, porque a membrana é impermeável 
para íon. 
 Toda molécula que é íon é polar, se é polar não 
atravessa a membrana. Compostos ionizáveis são 
menos lipossolúveis, por isso são menos absorvidos. 
 Vai ter um fármaco básico, como por exemplo a 
atropina. Para excretar a atropina, necessário que a 
urina acidifique, dando algum ácido. 
 
FÁRMACO ÁCIDO 
AH  A- + H+ 
A- ionizado em pH alcalino 
 
 Ácido forte é um ácido que estará sempre ionizado 
em uma solução aquosa. Um ácido fraco é um ácido 
que estará parcialmente ionizado em solução aquosa. 
 Ácido fraco ou base fraca se ioniza/dissocia pouco. 
 
IMPORTANTE – EFEITO DO pH NA EXCREÇÃO 
RENAL 
 É possível controlar a ação do fármaco, através do 
pH da urina 
 O fármaco é um ácido, o que precisa para excretar? 
Alcalinizar a urina. 
 Se a urina está ácida, os fármacos que se dão 
melhor são básicos 
 Pode administrar um medicamento para acidificar ou 
alcalinizar a urina e depois dar o fármaco correto 
 A concentração do fármaco determina qual 
mecanismo de transporte vai estar predominando. 
 
 
 
IMPORTANTE 
 Os fármacos podem seguir qualquer um destes 
mecanismos de transporte. 
 Um mesmo fármaco pode seguir mais de um dos 
mecanismos 
 Estes mecanismos de transporte estão envolvidos 
nos processos de absorção distribuição e excreção 
de fármacos. 
 
Difusão facilitada e transporte ativo 
Passagem de moléculas através de proteínas 
transportadoras. 
Difusão facilitada: sem gasto de energia 
É a passagem de moléculas através de proteínas 
transportadoras sem gasto de energia. 
 
 Apresenta seletividade e especificidade, ou seja 
apenas moléculas específicas podem ser 
transportadas. 
 Pode sofrer saturação/inibição /competição (cinética 
michaeliana) 
- Têm uma velocidade máxima de transporte (ou 
seja, o transportador satura) 
 A favor do gradiente de concentração 
 ex.: Transporte do atenolol (base ionizada, beta-
bloqueador) do compartimento vascular para o 
lúmen tubular do néfron. O Atenolol é transportado 
pelo hOCT2, um transportador da família do SLC 
(Solute Carrier) 
 
- Fármaco é a chave e precisa se ligar a proteína que 
vai transportá-lo através da membrana 
- Seletividade: apenas estruturas específicas para aquele 
transportador 
- A saturação ocorre quando se tem um aumento do 
número de moléculas de fármacos, mas a mesma 
quantidade de transportadores 
- Competição: entre fármacos diferentes 
- Atenolol: base ionizada - hOCT2 favorece a excreção 
renal do atenolol. Se administrar junto com o atenolol, 
algum fármaco que também é uma base e que também 
é transportado por hOCT2, haverá competição e o 
atenolol deixará de ser excretado. Assim, aumentará a 
concentração do atenolol no plasma e poderá ter uma 
intoxicação. 
 
Transporte ativo 
É a passagem de moléculas através de proteínas 
transportadoras com gasto de energia. 
 
 Apresenta seletividade e especificidade, ou seja 
apenas moléculas específicas podem ser 
transportadas. 
 Pode sofrer saturação/inibição /competição (cinética 
michaeliana) 
- (ou seja, o transportador satura) 
 Contra o gradiente de concentração (com gasto de 
energia. Se gasta ATP é primário, se gasta gradiente 
eletroquímico é secundário) 
- Existem transportadores de fármacos de tipo 
primário e secundário 
 ex.: Absorção intestinal do valaciclovir (pró-fármaco, 
antiviral) através do transportador de dipeptídeos. O 
valaciclovir é transportado pelo PEPT1, um 
transportador da família do SLC do tipo transporte 
ativo secundário (faz o cotransporte de peptídeos e 
íons H+). 
 Importante: A barreira hematoencefálica impede a 
absorção de diversos fármacos devido ao efluxo 
ativo de diversos fármacos 
 ex.: A expulsão da digoxina do SNC por transporte 
ativo primário (efluxo) mediada pelo transportador 
Glicoproteína-P (P-gp) do tipo ABC. 
 
- Aciclovir é um antiviral. O valaciclovir é uma molécula 
de aciclovir ligado a valina, porque o aciclovir é uma 
molécula muito polar – hidrofílico, não é absorvido pela 
membrana, por isso é adicionado a valina que ajuda a 
transportar o aciclovir para dentro da membrana através 
do transportador de dipeptídeos. 
- A barreira hematoencefálica é rica em transportadores 
ativos. 
- A digoxina é ativamente transportada para fora do SNC 
via transporte ativo primário. 
 
Transportadores: difusão facilitada e/ou 
transporte ativo 
Existem dois tipos de transportadores: 
 
Transportadores ABC: (ATP- Binding Cassette) 
 Se ligam ao ATP e este ATP sofrerá hidrólise e essa 
energia devido a hidrólise é usada para transportar a 
molécula. 
 Transporte ativo primário 
 Sempre bombeiam o soluto para fora da célula – 
efluxo 
 O mais importante é a glicoproteína – P 
 São importantes para proteger as células contra o 
acúmulo de substâncias tóxicas 
 
Transportadores SLC (Solute Carrier) 
 Transporte ativo secundário ou difusão facilitada 
 Transportam solutos para dentro ou fora – influxo 
ou efluxo 
 
 
 
Onde estão localizados esses transportadores? 
Intestino delgado (absorção): enterócitos 
Fígado (eliminação): hepatócitos 
Rim (eliminação): célula epitelial do túbulo do néfron 
Capilares nervosos: capilares cerebrais que compõem a 
barreira hemato encefálica 
 
ABC estão sendo eliminados para fora da célula (efluxo) 
e os SLC (influxo) estão indo para o sangue 
 
Glicoproteína P 
É uma proteína de membrana da família dos 
transportadores tipo ABC (transporte ativo primário) 
presente no epitélio do intestino, nos capilares do SNC 
(formando a barreira hemato encefálica), fígado, rins e 
placenta. 
 O gene que codifica é o MDR que vai gerar 
resistência cruzada à múltiplos fármacos 
 Ela bombeia fármacos para fora da célula resultando 
em: 
- Diminuição da absorção intestinal de fármacos 
- Impedimento da entrada de fármacos no SNC 
- Aumento da excreção hepática e renal de 
fármacos 
 Mutações em células tumorais podem causar o 
aumento da sua expressão resultando em resistência 
a antineoplásicos. Esta resistência é inespecíficacausando uma resistência cruzada à múltiplos 
fármacos. 
 
Exemplo: a quinidina vai inibir MDR, inibindo a expressão 
da glicoproteína P, e por isso aumenta a concentração 
de digoxina. 
Exemplo 2: erva de são joão faz com que tenha mais 
MDR, aumentando a quantidade de glicoproteína P e por 
isso, diminui a concentração de digoxina, que será 
bombeada pra fora 
 
Absorção 
É a passagem do fármaco pelas barreiras biológicas até 
atingir a circulação sistêmica 
 
 Todas as vias de administração têm que passar pelo 
processo de absorção, exceto a intravenosa (IV) 
 Pode acontecer por: 
- difusão simples (principal) 
- transportadores (importante!) 
 - difusão facilitada 
 - transporte ativo 
- transporte vesicular (poucos) 
- transporte paracelular 
 
Fatores que interferem na absorção do 
fármaco 
 Estrutura química do fármaco 
- Polaridade do fármaco 
 - ex.: Manitol é uma molécula polar que não é 
absorvida via oral 
 - ex.: Varfarina é uma molécula apolar e é 100% 
absorvida via oral 
 
- Tamanho da molécula 
 - ex.: Ciclofosfamida é uma molécula pequena, 
absorvida via oral 
 - ex.: Trastuzumabe é uma molécula grande, não 
absorvida via oral 
 
 Transporte via transportadores 
- Influxo do fármaco – atorvastatina – aumenta sua 
absorção via oral 
- Efluxo - Digoxina é substrato do transportador 
Glicoproteína-P (tipo ABC) que diminui sua absorção 
via oral. 
 O polimorfismo genético dos genes que codificam 
para os transportadores pode resultar na variabilidade 
na absorção dos fármacos absorvidos via 
transportadores. 
 Interação medicamentosa. O uso de fármacos ou 
outras substâncias (alimentos) que inibem, 
competem ou induzem estes transportadores 
podem interferir na absorção dos fármacos 
absorvidos via transportadores. 
 
Transporte pode tanto aumentar a absorção, como 
diminuir 
 
 Inativação do fármaco 
- Devido ao pH gástrico: Existem fármacos que são 
sensíveis ao pH ácido do estômago: omeprazol e 
penicilina 
 - Ex.: Omeprazol (e todos os outros inibidores 
da bomba de prótons) reagem com o pH ácido do 
estômago 
 - Ex.: Penicilinas. O anel beta-lactâmico é sensível 
ao ácido do estômago. 
 
Medicamentos com proteção/revestimento entérico 
não podem tirar esse “revestimento”, porque este 
serve para proteger o medicamento contra o pH do 
estômago. 
 
- Interação com alimentos: 
 - Ex.: Tetraciclina é quelada pelo cálcio do leite, 
diminuindo sua absorção via oral. 
 
Tetraciclina: tem na estrutura dela ácido carboxílico e 
hidroxilas que ao entrar em contato com cálcio, forma 
um precipitado insolúvel e por isso diminui a absorção 
via oral, porque se o fármaco é insolúvel em água, não 
ocorre absorção 
 
 Motilidade e integridade do trato gastrintestinal 
- Diarreia vs Estase intestinal 
- O tempo de trânsito do fármaco no trato 
gastrointestinal é diretamente proporcional à sua 
absorção via oral (quanto menor o tempo menor a 
absorção). 
- Doença Celíaca, Doença de Crohn, Colite Ulcerativa, 
Síndrome do cólon irritável. Estas e outras patologias 
do tratogastro intestinal podem alterar a absorção 
oral de fármacos pois interferem na permeabilidade 
intestinal. 
 
Quanto maior o tempo que o fármaco fica no 
estômago, maior a absorção 
 
Caso clínico 
Paciente LSM, 35 anos, portadora de hipotireoidismo em 
uso de levotiroxina. Vem ao endocrinologista com queixa 
de fadiga e desânimo. Seu TSH encontra-se elevado 
apesar de referir uso regular da medicação diariamente, 
após o café da manhã. 
 Quais as recomendações para a administração de 
levotiroxina? Administrar em jejum 
 Qual a causa mais provável do TSH elevado da 
paciente? Não absorção da levotiroxina, devido a 
ingesta de café da manhã 
 
Caso clínico 
Paciente CX, 35 anos, em uso crônico de omeprazol por 
doença do refluxo gastroesofágico. Foi diagnosticado HIV 
e o infectologista alertou sobre a possibilidade de 
interação entre o omeprazol e rilpivirina (um 
antiretroviral). 
 Qual o motivo este alerta? Omeprazol está 
diminuindo a acidez do estômago, e isso está 
causando a não absorção da rilpivirina 
 Qual seria a recomendação para este caso? Não usar 
os dois fármacos juntos, é contraindicado 
 
Distribuição 
É o transporte (ida e vinda) do fármaco entre a 
circulação sistêmica e outro compartimento. 
 
 Pode acontecer por: 
- difusão simples 
- transportadores 
- transporte vesicular 
- transporte paracelular 
 Exemplos de alguns compartimentos importantes: 
- Sistema nervoso central 
- Placenta 
- Músculos 
- Tecido adiposo 
- Interstício 
- Epiderme 
 A ligação à proteínas plasmáticas é também 
considerado um processo de distribuição do fármaco 
 
Fatores que interferem na distribuição 
 
 Propriedade do fármaco. 
- ex.: Heparina é uma molécula grande e polar que 
permanece no plasma sanguíneo e não é distribuída 
pelos tecidos 
- ex.: Fentanil é uma molécula apolar que é 
rápidamente distribuída para o SNC e tecido adiposo 
 
 Perfusão do tecido. 
- Quanto maior a perfusão (fluxo sanguíneo) no 
tecido, mais rápida é a distribuição do fármaco. 
- A velocidade de distribuição pode interferir na 
cinética do fármaco, isto é na velocidade de 
decaimento da concentração plasmática do fármaco 
em função do tempo (meia-vida). 
 
Distribuição vs propriedades do fármaco 
 
 
Minutos de ter feito inalação, tem alta concentração no 
sangue. Depois a concentração diminui, porque está 
indo para o SNC que tem alta perfusão e começa a ir 
a tecido como pele, tecido adiposo 
 
Velocidade de distribuição vs 
Concentração plasmática 
 
 Quando o equilíbrio na distribuição é muito rápido e 
não pode ser observada, o fármaco apresenta uma 
única taxa de decaimento da concentração 
plasmática (que corresponde à taxa de eliminação). 
- Nesses casos a meia vida observada é única e 
constante 
 Quando isso acontece o fármaco apresenta um 
modelo monocompartimental de decaimento (“é 
como se o organismo fosse composto de um único 
compartimento”) 
 
 
 
Como a distribuição pode afetar o decaimento do 
fármaco? 
Inicialmente - Colocou o fármaco no sangue, a 
distribuição pros tecidos é tão rápida que não é possível 
observar e ao ver a concentração plasmática (taxa de 
distribuição) apresenta um decaimento alto, porque o 
fármaco tá saindo do plasma e indo para os tecidos. 
Num segundo momento, a concentração plasmática cai 
lentamente – taxa de decaimento baixo (corresponde a 
eliminação) 
 
 Quando o equilíbrio de distribuição é lento o fármaco 
vai apresentar inicialmente uma taxa de decaimento 
alta (correspondendo à distribuição) seguida de uma 
taxa de decaimento baixa (correspondendo à 
eliminação). 
- isto é, a meia vida inicial será menor que a meia 
vida final. 
 Quando isso acontece o fármaco apresenta um 
modelo bicompartimental de decaimento (primeiro a 
distribuição, depois a eliminação) 
 
 
 
Barreiras especiais 
 A Barreira hematoencefálica (BBB - Blood Brain 
Barrier) é uma barreira de proteção ao SNC. 
 Ela é formada por 
- capilares ricos em junções de adesão que fecham 
os espaços intercelulares impedindo a passagem de 
fármacos por transporte paracelular. 
 - impede a entrada de fármacos hidrofílicos 
- células que não permitem o transporte vesicular 
- células ricas em transportadores do tipo ABC 
(Glicoproteína-P) que bombeiam fármacos para fora 
do SNC: 
 - impede a entrada de fármacos lipofílicos 
 Para que um fármaco possa entrar no SNC a 
velocidade de entrada por difusão deve ser maior 
que a velocidade de saída por transporte ativo. 
- Ou ele deve ter um transportador específico que 
permita a sua entrada no SNC 
 
 A Barreira placentária é uma barreira de proteção 
ao feto. 
 Ela é formada por 
- capilares ricos em junções de oclusão que fecham 
os espaços intercelulares impedindo a passagem de 
fármacos por transporte paracelular. 
 - impede a entrada de fármacos hidrofílicos 
- células que não permitem o transporte vesicular 
- célulasricas em transportadores do tipo ABC 
(Glicoproteína-P) que bombeiam fármacos para fora: 
 - impede a entrada de fármacos lipofílicos 
 
Placenta – é igual o SNC - A ideia é proteger o feto 
 
Ligações à proteínas plasmáticas 
 As principais proteínas dissolvidas no sangue são: 
- Albumina: Carrega fármacos lipofílicos e com 
cargas negativas 
- Glicoproteínas alfa-ácidas: Carregam fármacos 
lipofílicos com cargas positivas 
 A ligação dos fármacos com as proteínas plasmáticas 
é rápida (instantânea) e reversível, o que permite a 
rápida formação e dissociação do complexo 
fármaco/proteína 
 Somente a fração de fármaco-livre (não ligada) na 
corrente sanguínea é capaz de atuar em seu sítio 
de ação! 
 
 A porcentagem de ligação à proteínas plasmáticas é 
constante para cada fármaco (independente da 
concentração do fármaco), entretanto esta 
porcentagem pode variar devido à saturação das 
proteínas ou ou competição entre dois fármacos 
pelo mesmo sítio de ligação na proteína. 
 
 A hipoalbuminemia pode causar um aumento na 
porcentagem de fármaco livre, causando um 
aumento do efeito do fármaco. 
- Sendo assim, pacientes com hipoalbuminemia 
podem necessitar de ajustes de dose (redução da 
dose). 
- Hipoalbuminemia é está relacionada a fatores 
 - Síntese prejudicada (cirrose hepática e hepatite 
viral) 
 - Aumento do catabolismo (infecção bacteriana 
grave, neoplasias malignas, insuficiência cardíaca 
congestiva, doenças inflamatórias e infecciosas crônicas) 
 - Ingesta protéica inadequada (desnutrição 
protéica) 
 - Perdas (síndrome nefrótica e enteropatias 
perdedoras de proteínas). 
 Dois fármacos com altas afinidades pela albumina 
podem competir pela ligação às proteínas 
plasmáticas, causando um aumento na porcentagem 
de fármaco livre, causando um aumento do efeito 
do fármaco. 
- Isso é considerado uma interação medicamentosa 
e pode necessitar um ajuste de dose (redução da 
dose de um dos fármacos). 
 Exemplo de interação medicamentosa: O 
sulfametoxazol (antibiótico) desloca a Varfarina da 
ligação com a Albumina, fazendo com que a fração 
livre de Varfarina aumente muito podendo causar um 
quadro hemorrágico extremamente perigoso. 
 
- Fármaco absorvido, fármaco no plasma, solubilizado a 
água e nesse plasma tem albumina que tem como 
função transportar ácido graxo no sangue. 
- Então, se o fármaco é lipofílico, ele irá se grudar a 
albumina, ou seja, uma porcentagem do fármaco ficará 
ali. 
- A porcentagem de ligação a proteínas é constante para 
cada fármaco 
- Se um fármaco apresenta 85% de ligação a proteína 
(albumina), como devemos proceder com a dose para 
um paciente com hipoalbuminemia??? Diminuir a dose, 
porque tem menos albumina para se ligar 
 
Fármaco livre: agindo 
Fármaco ligado a albumina: inativo 
Livre: agindo 
Ligada: inativa 
 
Fenilbutazona: antiinflamatório 
Warfarina: Anticoagulante 
Hidralazina: vasodilatador (tratar hipertensão arterial) 
Fenobarbital: barbitúrico (anticonvulsivante) 
Estreptomicina: antibiótico (tratamento tuberculose) 
Digoxina: digitálico tratamento da ICC, inibe a bomba sódio 
potássio atpase 
Acetominofeno: é o paracetamol, analgésico 
 
A eliminação de um fármaco é a soma do 
metabolismo e da excreção 
 
 Alguns fármacos são eliminados sem sofrer 
metabolismo, ou seja, são excretados intactos. 
 Alguns fármacos são parcialmente metabolizados e 
parcialmente eliminados sem sofrer metabolismo 
 Alguns fármacos são 100% metabolizados, ou seja, 
são excretados totalmente na forma de metabólitos 
 
Metabolismo 
 Metabolismo são reações químicas realizadas pelo 
nosso organismo. 
 O objetivo do metabolismo é tornar o fármaco mais 
hidrossolúvel para que ele possa ser mais 
rapidamente excretado via renal ou biliar. 
 Sendo assim, fármacos mais lipofílicos são mais 
metabolizados enquanto que fármacos hidrofílicos 
são eliminados sem sofrer metabolismo. 
 
- Se o fármaco é lipofílico, eles não conseguem ser 
eliminados pela urina, por isso serão transformadas em 
moléculas hidrossolúveis e assim conseguem ser 
eliminadas 
- Aquele fármaco que já é hidrossolúvel, não precisa ser 
metabolizado. 
- Aquele fármaco que é lipossolúvel, antes de ser 
eliminado, precisa ser metabolizado e se transforma em 
um metabólito hidrofílico 
 
 O produto do metabolismo de um fármaco são os 
metabólitos. 
 Um fármaco pode sofrer várias reações de 
metabolismo diferentes e portanto apresentar 
diversos metabólitos diferentes. 
 Os metabólitos podem ser 
- inativos (bioinativação) 
 Fármaco ativo → Metabólito inativo (encerra o 
efeito) 
- ativos (bioativação) 
 Fármaco ativo → Metabólito ativo (prolonga o 
efeito) 
 Fármaco inativo → Metabólito ativo (pró-
fármaco) 
- tóxicos (biotoxificação) 
- não tóxicos (biodetoxificação) 
Um mesmo fármaco pode gerar vários metabólitos 
 
Principais locais para biotransformação: 
 Fígado 
 Intestino 
Estes acima são os principais, pois são os locais onde 
são expressas as enzimas do metabolismo de fármacos 
 Sangue 
 Pulmões 
 Rins 
 SNC 
 Pele 
Reações do metabolismo 
Reações do metabolismo são divididas em reações de 
fase 1 e fase 2 
 
REAÇÕES DE FASE I: (funcionalização: põem ou muda 
grupos funcionais – coloca aldeído, éster, álcool e etc) - 
As reações de fase I convertem fármacos lipofílicos em 
moléculas mais polares, introduzindo ou desmascarando 
um grupo funcional polar, como –OH ou –NH2. 
- Oxidação (mais comum) CYP’s 
- Redução 
- Hidrólise 
 
 REAÇÃO DE FASE II: (conjugação: adição de uma 
molécula endógena) 
- Glucuronidação (mais comum) UGT’s 
- Sulfatação 
- Glutationização 
- Metilação 
- Acetilação 
- Aminoácidos 
 
As reações do metabolismo não tem uma ordem 
certa, não são sequenciais 
 
Enzimas do metabolismo de fármacos 
A maior parte dos fármaco são todos metabolizados 
por uma mesma enzima – 75% dos fármacos são 
metabolizados pela enzima citocromo P450, mas tem 
as esterases, UGT (que fazem glucuronidação) e etc. 
 
 
CYP E UGT’s são famílias de enzimas 
 
Citocromo P450-CYP’s 
 Existem dezenas de famílias de genes do citocromo 
P-450 nos seres humanos, com várias enzimas em 
uma única célula. 
 As famílias 1 ,2 e 3 do citocromo P- 450 (CYP1, CYP2 
e CYP3) participam da maioria das biotransformações 
de fármacos em seres humanos. 
 As CYP´s são todas hemeproteínas que fazem a 
oxidação 
- CYP É O NOME DA ENZIMA QUE É UMA 
PROTEINA E QUE CARREGA O GRUPO HEME 
 Outras CYP’s são envolvidas no metabolismo de 
lipídeos, hormônios, colesterol, etc 
 
 As CYP’s são as principais enzimas do metabolismo 
de fármacos 
 As CYP’s são muito pouco seletivas (chamadas de 
promíscuas – interagem com qualquer coisa). 
- Uma mesma enzima pode metabolizar diversos 
fármacos diferentes (grande chance interação 
medicamentosa) 
- CYP 3A4 metaboliza 50% de fármacos, então a 
intereção medicamentosa é muito grande e poderá 
ter inibição do metabolismo da CYP por competição, 
devido a vários fármacos interagirem com uma 
mesma CYP. 
- Um mesmo fármaco pode ser metabolizado por 
várias CYP’s 
 Existem fármacos que podem inibir CYP’s 
 Existem fármacos que podem aumentar a 
expressão de CYP’s 
 Portanto, o metabolismo de fármacos é um 
importante ponto de interação medicamentosa!!!!!!!!! 
 
UDP- glucuroniltransferase – UGT’s 
 As UGT’s são uma super família de enzimas que 
catalizam a conjugação do ácido glicurônico. 
 Substratos endógenos da UGT incluem bilirubina, 
hormônios esteroidais, hormônios da tireoide, ácidos 
biliares e vitaminas liposolúveis. 
 Existem fármacos que podem inibir UGT’s 
 Existem fármacos que podem aumentar a 
expressão de UGT’s 
 Portanto, o metabolismo de fármacos é um 
importante ponto de interação medicamentosa!!!!!!!!! 
Fármaco e glicuroso: interação com ligação 
glicosídica 
 Os fármacos que sofrem glucuronidação eliminados 
via biliar podem sofrer reabsorção intestinal. 
 Esse processo é chamado recirculação entero-hepática e prolonga a meia-vida e portanto o efeito 
do fármaco 
 Isso acontece pois as bactérias do intestino podem 
desfazer a conjugação do fármaco que é 
reabsorvido 
 A alteração da flora intestibnal (com o uso de 
antibióticos) pode interferir neste processo causando 
mudanças na concentração plasmática de fármacos. 
 Melhor exemplo disso são os anticoncepcionais, os 
quais são moléculas lipofílicas. E acontece todo o 
processo citado abaixo. 
 
Fármaco no fígado sofrerá metabolismo e conjugação 
com ácido glicurônico (glucuronidação) Assim, uma 
parte pode ou voltar pra circulação ou ir para os 
canalículos biliares. Depois, ao chegar no cólon, tem as 
bactérias e estas vão querer usar o ácido glicurônico 
como fonte de energia, então a bactéria vai quebrar a 
ligação com o fármaco e do ácido glicurônico. Assim, 
voltou a ser o fármaco lipofílico e o que pode 
acontecer é o fármaco ser absorvido. 
 
Fatores que afetam o metabolismo 
 
 Interação medicamentosa 
- Indutores enzimáticos, causam um aumento da 
síntese de enzimas do metabolismo, o que aumenta 
a velocidade de metabolismo, causando uma 
diminuição da concentração plasmática de fármacos 
ou aumento da concentração plasmática dos seus 
metabólitos. 
- Inibidores enzimáticos, causam a inativação das 
enzimas do metabolismo, o que diminui a velocidade 
de metabolismo, causando um aumento da 
concentração plasmática de fármacos ou diminuição 
da concentração plasmática dos seus metabólitos. 
 Dieta 
- Igual à interação medicamentosa, existem alimentos 
indutores enzimáticos (ex. Brócolis) e alimentos 
inibidores enzimáticos (ex. greapefruit). 
 Genética 
- Existe grande variabilidade genética na capacidade 
de sintetizar as enzimas do metabolismo de 
fármacos. 
- Os indivíduos com pouca expressão das enzimas 
do metabolismo apresentam menor velocidade de 
metabolismo, causando um aumento da 
concentração plasmática de fármacos e diminuição 
da concentração plasmática dos seus metabólitos. 
- Os indivíduos com super expressão das enzimas 
do metabolismo apresentam maior velocidade de 
metabolismo, causando uma diminuição da 
concentração plasmática de fármacos e aumento da 
concentração plasmática dos seus metabólitos. 
 Doenças 
- HEPATOPATIAS: diminuem metabolização 
- CARDIOPATIAS: podem reduzir o fluxo sanguíneo 
para o fígado e comprometer o metabolismo de 
substâncias como amitriptilina, morfina, verapamil e 
lidocaina; 
 Idade 
- FETOS E RECÉM-NASCIDOS: menor conjugação 
e atividade enzimática reduzida; 
- IDOSOS: atividade metabólica reduzida. 
 
Importante! Todos estes fatores que podem afetar o 
metabolismo fazem com que o efeito de um fármaco 
possa ser diferente de uma pessoa para a outra ou de 
uma pessoa para ela mesma em um outro momento da 
vida dela. 
 
Exemplo 
A codeína é um anelgésico, mas a pessoa A continua 
com dor, a pessoa B fica bem e a pessoa C fica mal, 
porque a dose é tóxica. 
Então, o mesmo fármaco pode reagir de formas 
diferentes nas pessoas, por elas terem metabolismo 
diferentes. 
 
 
FATORES QUE AFETAM O METABOLISMO 
1. Interação medicamentosa: fármacos indutores 
enzimáticos que causam um aumento na síntese de 
enzimas e aumentam a velocidade do metabolismo 
2. Fármacos inibidores enzimáticos, causam a 
inativação das enzimas do metabolismo, que 
diminuem a velocidade 
3. Dieta – brócolis 
4. Genética- existem grande variabilidade genética na 
capacidade de sintetizar as enzimas do metabolismo 
de fármacos ou não. 
5. Doenças 
6. Idade – fetos e recém nascidos (menor conjugação 
– não tem a UGT e possui atividade enzimática 
reduzida); Idosos – idade metabólica reduzida 
 
Excreção 
Tirar o fármaco da circulação 
 
Vias de excreção de fármacos 
 Renal (via urina) 
 Hepática (via bile) 
As duas acima são as principais, devido ter maior 
volume de conseguir excretar 
 Outras 
- Expiração (apenas fármacos voláteis, ex. etanol, 
anestésicos 
- Saliva (não clinicamente significativo, importante 
para exames toxicológicos) 
- Lágrima (não clinicamente significativo) 
- Leite (importante no caso de amamentação) 
- Suor (não clinicamente significativo) 
Algumas não são clinicamente significativo, porque o 
volume é extremamente pequeno. 
 
 Alguns fármacos são excretados apenas pela via 
renal. 
 Alguns fármacos são excretados apenas pela via 
hepática. 
 Alguns fármacos são excretados parcialmente via 
renal e parcialmente via hepática 
 Os fármacos podem ser excretados na sua forma 
original inalterada, ou podem sofrer transformações 
e serem eliminados na forma de metabólitos. 
 Apenas moléculas hidrofílicas solúveis em água são 
eliminadas via excreção! 
- Isso vale tanto para a excreção renal quanto para 
a hepática 
 
Fármacos que só são excretados via renal e o paciente 
tiver uma insuficiência renal por exemplo, vai dar 
problema. Mesma coisa para pacientes com problemas 
hepáticos 
 
Excreção hepática 
 O fígado recebe suprimento sanguíneo de duas 
fontes: 
- Veia porta- hepática: sangue venoso vindo do 
intestino delgado, rico em nutrientes e contendo 
fármacos absorvidos via oral. 
- Artéria hepática: sangue oxigenado contendo 
fármacos na circulação sistêmica; 
 Os produtos do metabolismo hepático podem voltar 
para a circulação sistêmica ou podem ser adicionados 
a bile, liberados no intestino delgado e eliminadas 
pelas fezes. 
 Os metabólitos da excreção hepática podem sofrer 
recirculação entero-hepática 
 
Fármaco mesmo que coloque na veia, vai chegar no 
fígado depois. Passa pela circulação sistêmica e depois 
fígado 
 
 A eliminação hepática pode ser influenciada por 
situações de: 
- indução ou inibição enzimática 
- alteração na circulação hepática 
- estase biliar (Colestase) 
- Insuficiência hepática 
 - Aguda 
 - Crônica 
 Pacientes com insuficiência hepática podem 
necessitar ajustes de dose 
 
Excreção renal 
 A excreção renal de um fármaco vai ser o produto 
final de três mecanismos: 
- Filtração glomerular 
- Reabsorção Tubular 
- Secreção tubular 
 
Filtração glomerular 
 Acontece via transporte paracelular do 
compartimento vascular para o lúmen tubular 
 Todas as moléculas (de baixo peso molecular) 
dissolvidas no plasma são filtradas 
 Macromoléculas (como anticorpos) ou moléculas 
ligadas à albumina não são filtradas. 
- As moléculas com alta ligação à albumina têm uma 
baixa taxa de filtração glomerular. 
 Dependente do fluxo sanguíneo no néfron. 
 A taxa (velocidade) de filtração glomerular (TFG) é 
medida pela velocidade de clearance da creatinina, 
que é uma medida da função renal. 
- O musculo o tempo todo produz creatinina e ela é 
excretada como uma medida da função renal. Pode 
usar a concentração plasmática de creatinina, pra 
saber o quanto ela está sendo excretada e portanto, 
saber a velocidade de excreção e portanto, a função 
renal. 
- A produção de quantidade de creatinina é 
constante e ela está sendo eliminada com certa 
quantidade 
- Quanto maior quantidade de creatinina na urina, 
melhor a função dos rins 
- TFG é em média de 125 mL/min ou 180 L/dia. 
 
 Alguns fármacos precisam ter a sua dose ajustada 
de acordo com a função renal do paciente 
Exemplo: Carboplatina (antineoplásico) 
Dose calculada = (Clearance da Creatinina + 25) x 
Dose alvo 
 Fórmulas para o cálculo da creatinina a partir da 
concentração plasmática de creatinina 
 
 
 
Caso clínico 
 
Paciente MAS, mulher, negra, 74 anos, vem ao 
nefrologista encaminhado pelo clínico devido a exame 
laboratorial de rotina que evidenciou Creatinina sérica de 
1,3 mg/dL. Ela não compreendeu tamanha preocupação 
de seu clínico já que os valores de referência da 
creatinina segundo o laboratório variavam de 0,6 a 1,3 
mg/dL. 
 
Você pergunta se ela toma alguma medicação e a 
paciente lhe informa que usa a 20 mg de Rivaroxaban 
uma vez por dia para reduzir o risco de infarto devido à 
fibrilação atrial. É necessário o ajuste de dose nesta 
paciente? 
Cálculo do clearance da creatinina: 46ml/minhttps://qxmd.com/calculate/calculator_251/egfr-using-
ckd-epi 
Primeiro calcula o clearance da creatinina pelo site 
O Normal seria 125ml/min 
 
Secreção tubular 
 Acontece via transportadores presentes nas células 
epiteliais do túbulo renal 
- existem transportadores específicos para 
 - cátions (OCT - organic cation transporter) 
 - ânions (OAT - OCT - organic anion transporter) 
 Pode ser um processo ativo ou difusão facilitada 
 Apenas moléculas específicas são transportadas 
 Pode ser saturado, inibido ou sofrer competição 
 Este processo não é influenciado pela ligação do 
fármaco nas proteínas plasmáticas 
 Fármacos que sofrem secreção tubular ativa vão 
apresentar valores de clearance maiores que o 
clearance da creatinina 
 A secreção tubular é um importante ponto de 
possível interação medicamentosa. 
- Ex: a probenecida, por bloquear a secreção tubular 
da penicilina, leva a um aumento da concentração 
plasmática desta. COMPETIÇÃO ENTRE 
PROBENECIDA E PENICILINA. 
- Ex.: Competição entre altas doses de AAS e ácido 
úrico. 
 A inibição ou a competição pela secreção tubular 
ativa vai aumentar a meia-vida do fármaco, 
aumentando o seu tempo de exposição 
 
Reabsorção tubular 
 Acontece via difusão simples através da membrana 
das células epiteliais do túbulo renal 
 Apenas moléculas lipofílicas são reabsorvidas 
- As moléculas hidrofílicas são eliminadas pela urina. 
 Pode sofrer efeitos da ionização do fármaco, isto é 
o aprisionamento iônico 
 
 
 
 
https://qxmd.com/calculate/calculator_251/egfr-using-ckd-epi
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Caso clínico 
 
Paciente 58 anos, etilista há vários anos (10 latinhas de 
cerveja e 2 doses de destilado ao dia), história prévia de 
violência doméstica contra sua esposa, chega ao Pronto 
Socorro queixando-se de taquicarida, rubor 
facial, taquicardia, confusão mental e cefaléia intensa após 
ter consumido 1 latinha de cerveja. Foi submetido a uma 
tomografia de crânio, que resultou normal. O médico que 
o atendeu então refez a anamnese na tentativa de 
encontrar um diagnóstico. Foi quando a esposa do 
paciente confessou ter administrado dissulfiram sem o 
consentimento do paciente. 
Explique a interação entre dissulfiram e álcool. 
O etanol é metabolizado pela álcool desidrogenase e vira 
acetaldeído, que é metabolizado pela aldeído 
desidrogenase e vira Acetil CoA. O acetaldeído é tóxico 
e o Acetil CoA é não tóxico. 
O dissulfiram inibe a enzima aldeído desidrogenase, ou 
seja, acumula acetaldeído, que é tóxico. 
 
Caso clínico 
Paciente 47 anos, hipertenso em uso de nifediipina, 
apresentou 3 crises convulsivas generalizadas num 
período de 1 mês. Consultou o neurologista, que 
prescreveu fenobarbital 100 mg 2x ao dia. Após alguns 
dias de uso do fenobarbital passou a apresentar cefaléia 
e seus níveis pressóricos se elevaram. 
Explique a provável causa do descontrole pressórico do 
paciente 
Nifedipina: é anti-hipertensivo e é inibidor nos canais de 
cálcio 
Fenobarbital: anticonvulsivante 
Nifedipina se transforma em uma matobólito inativo pela 
enzima CYP3A4 
Fenobarbital é um indutor enzimática – aumenta a 
expressão da CYP3A4 
Nifedipina portanto, diminuirá porque o aumento da 
CTP3A4 causará conversão da nifedipina em metabólito 
inativo. 
 
Caso clínico 
Seu cardiologista então trocou o anti-hipertensivo, com 
melhora do controle da PA. Entretanto, durante uma 
viagem de férias exagerou na alimentação gordurosa e 
evoluiu com pirose. Foi à farmácia e comprou 
bicarbonato de sódio. Usou por 3 dias e, para sua 
surpresa, teve uma crise convulsiva. 
 
2. Explique a interação entre fenobarbital e bicarbonato 
de sódio 
O bicarbonato alcalinizou a urina, causando o 
aprisionamento iônico do fármaco na urina, aumentando 
a sua excreção renal e portanto, diminuindo a 
concentração plasmática e o efeito do fenobarbital, que 
é um anticonvulsivante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARÂMETROS FAMARCOCINÉTICOS 
Cp Concentração plasmática 
Cmax Concentração máxima (no pico) 
Cmin Concentração mínima (no vale) 
Tmax Tempo para a concentração máxima 
AUC Área sob a curva 
CME Concentração Mínima Eficaz 
CMS Concentração Máxima Segura 
T1/2 Meia vida 
F Biodisponibilidade 
Css Concentração no estado estacionário 
Vd Volume de distribuição 
Cl Clearance 
 
A CONCENTRAÇÃO DO FARMACO VAI DETERMINAR 
A ATIVIDADE TERAPEUTICA OU TOXICA DO 
FARMACO 
 
A concentração plasmática na maior parte dos fármacos, 
está relacionada com a concentração do fármaco no seu 
local de ação 
 
JANELA TERAPêUTICA 
O objetivo é manter o fármaco dentro da janela 
terapêutica. A janela terapêutica é a concentraçao 
plasmática acima da mínima eficaz e abaixo da máxima 
segura. 
 
MEIA VIDA 
É o tempo necessário para que a concentração caia pela 
metade. 
No tempo 0, a concentraçao do fármaco é 100%, depois 
que passou meia vida, a concentraçao, caiu pela metade 
(50%), na próxima meia vida, cai pra 25%, na próxima 
meia vida 12,5% e assim por diante. 
O tempo para eliminar o fármaco não depende da dose, 
só depende da MEIA VIDA. 
 
Doses com números próximos da meia vida, terá 
acumulo 
 
Concentraçao no estado estacionário 
É a velocidade de concentraçao de administraçao= a 
velocidade de eliminação 
 
O mesmo fármaco pra duas pessoas com 
concentrações diferentes (50 mg e 100mg), o tempo a 
ser atingido será sempre igual para as meias vidas

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