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Silogismo categorico

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Silogismo categórico
Definição: argumento dedutivo com duas premissas e uma conclusão (que deve derivar necessariamente da conclusão), que contém unicamente proposições do tipo A, E, I, O e que contém unicamente três termos, cada um dos quais aparece nas diferentes proposições duas vezes.
 
Três termos exigidos num silogismo:
- Termo médio – aparece em ambas as premissas, mas não aparece na conclusão (faz a ligação entre as duas premissas);
- Termo maior – é o predicado da conclusão e tem que ser diferente do sujeito da conclusão, e aparece também na premissa maior (é por ser predicado da conclusão que se chama maior);
- Termo menor – é o sujeito da conclusão e tem que ser diferente do predicado da conclusão (por isso se chama termo menor) e aparece também na premissa menor.
Nota: os termos estão antes e imediatamente depois da cópula.
Uma premissa é classificada em função dos termos nela presentes. Assim, dá-se o nome de premissa maior à proposição que contém os termos maior e médio; e de premissa menor à proposição que contém os termos menor e médio.
Exemplo: 
Todos os filósofos são seres racionais
Todos os seres racionais são mortais
Logo, todos os filósofos são mortais.
Termo médio: racionais
Termo maior: mortais
Termo menor: filósofos
Premissa maior: Todos os seres racionais são mortais
Premissa menor: Todos os filósofos são seres racionais
 
Requisitos estruturais do silogismo categórico:
- É composto por três proposições (duas premissas e uma conclusão)
- Contém três termos diferentes (maior, médio e menor).
- Cada um dos termos aparece duas vezes.
- Cada um aparece uma única vez em cada uma das proposições.
SILOGISMOS CONDICIONAIS
Os argumentos do tipo dedutivo ou indutivo são argumentos constituídos de proposições apodíticas. Isso significa que elas são afirmadas e/ou negadas de forma absoluta, importando a si mesma para ser verdadeira ou falsa. Porém, existem outras formas de argumentos que têm como base as proposições hipotéticas ou disjuntivas. As proposições hipotéticas são aquelas que estabelecem um enunciado condicional, visando uma consequência segundo o que foi estabelecido antes. As proposições disjuntivas comportam alternativas que dependem dos fatos.
Os argumentos condicionais são um modo de estabelecer a validade da argumentação, segundo a relação entre dois polos: um é o antecedente, e o outro o consequente, dados na forma Se p, então q. Existem quatro modelos básicos, sendo dois válidos e dois inválidos. Seguem abaixo:
- O primeiro é chamado de AFIRMAÇÃO DO ANTECEDENTE. Tem-se que de um enunciado condicional Se p, então q, se se afirma o que foi dito antes (antecedente = p), a conclusão que se tem é válida (consequente = q). Percebe-se que embora o modelo seja estabelecido, deve-se levar em conta os sinais adotados. Por isso, o que valida é a confirmação do antecedente da hipótese.
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- O segundo modo de argumento condicional válido é a NEGAÇÃO DO CONSEQUENTE. Quer dizer que se de um enunciado Se p, então q temos a negação do que é dito posteriormente (consequente = não-q), a conclusão deverá ser a negação também do que foi dito antes (antecedente = não-p). Aqui também deverá ser observado os “sinais” adotados para o cálculos de predicados.
- O terceiro modo trata-se da AFIRMAÇÃO DO CONSEQUENTE. Dada a hipótese Se p, então q, se o consequente é afirmado (q), não implica que o antecedente (p) seja a condição para ele. Assim, o argumento é inválido e o sinal também deverá ser observado para o cálculo de predicados.
- O último modelo de argumento condicional é a NEGAÇÃO DO ANTECEDENTE. Com a premissa Se p, então q, havendo a negação do que foi dito antes (antecedente = não-p), também não há implicação de que o resultado seja derivado dele (consequente = não-q). Dessa forma, o argumento também será inválido e assim como nos outros casos, deve-se obervar o sinal das proposições para que o cálculo seja correto.
Por cálculo de sinais, entende-se a classificação das proposições. Estas podem ser negativas ou afirmativas, universais ou particulares (também singulares, necessárias, não necessárias ou impossíveis e possíveis). Os modos inválidos são chamados de falaciosos, pois, apenas aparentemente, seu conteúdo promove enganos. Mas compreendendo as formas corretas dos argumentos válidos, nenhum conteúdo poderá enganar ou iludir quem souber tais distinções.
Os argumentos com proposições disjuntivas por si mesmo constituem sua validade, já que tratam de alternativas que se excluem mutuamente. Dado uma proposição do tipo Ou A, ou B, se temos A, então não temos B e vice-versa. Apenas o cuidado com os sinais deve ser respeitado para que se diagnostique que os argumentos sejam válidos ou inválidos.
Essas são, portanto, as formas dos argumentos condicionais.
Falácia formal
Na lógica filosófica, uma falácia formal é um padrão de raciocínio que é inválido devido a uma falha em sua estrutura lógica, que pode perfeitamente ser expresso em um sistema padrão de lógica, por exemplo lógica proposicional.[1] Um argumento que é formalmente falacioso é sempre considerado errado. A falácia formal é diferente de uma falácia informal, que pode ter uma forma lógica válida e ainda ser inconsistente porque uma ou mais premissas são falsas.
A presença de uma falácia formal em um argumento dedutivo não implica nada sobre as premissas do argumento ou a sua conclusão. Ambos podem realmente ser verdade, ou ainda mais provável, como resultado do argumento, mas o argumento dedutivo ainda é inválido porque a conclusão não decorre das premissas da maneira descrita. Por extensão, um argumento pode conter uma falácia formal, mesmo que o argumento não seja dedutivo; por exemplo, um argumento indutivo, que aplica de forma incorreta os princípios de probabilidade ou a causalidade pode dar origem a uma falácia formal.
"Argumentos falaciosos geralmente têm a aparência enganadora de serem bons argumentos."[2] Reconhecer falácias em argumentos cotidianos pode ser difícil, pois os argumentos são muitas vezes incorporados em padrões retóricos que escondem as conexões lógicas entre afirmações. Falácias informais também podem explorar as fraquezas emocionais, intelectuais ou psicológicas do público. Ter a capacidade de reconhecer falácias na argumentação é uma forma de reduzir a probabilidade de tais ocorrências.
Uma abordagem diferente para a compreensão e classificação de falácias é fornecido pela teoria da argumentação. Nesta abordagem, um argumento é considerado como um protocolo de interação entre indivíduos que tenta resolver seus desacordos. O protocolo é regulamentado por certas regras de interação e violações dessas regras são falácias.
Tais falácias são usadas em muitas formas de comunicações modernas, onde a intenção é influenciar o comportamento e mudar as crenças. Exemplos hoje na mídia de massa incluem, mas não estão limitados a propaganda, anúncios, política, editoriais de jornais e opiniões baseadas em noticiários.
O estudo das falácias está voltado para a identificação de erros no raciocínio ou na argumentação.
Mais especificamente naqueles raciocínios ou argumentos que, embora incorretos, podem ser psicologicamente persuasivos.
Falácias não-formais são aquelas que não são identificadas com a utilização de padrões para validação de inferências.
As falácias não-formais podem ser divididas em falácias de relevância e falácias de ambigüidade.
 
 
FALÁCIAS DE RELEVÂNCIA
 
Raciocínios cujas premissas são logicamente irrelevantes para as suas conclusões. Portanto são incapazes de estabelecer a verdade dessas conclusões.
 
1-                  RECURSO À FORÇA (Argumentum ad Baculum).
Usar a força ou ameaça de força para provocar a aceitação de uma conclusão.
            Exemplo:
                        Todos os deputados governistas devem ser a favor da aprovação      das reformas, pois, caso contrário, serão expulsos do partido.
 
2-                  RECURSO À OFENSA (Argumentum ad Hominem).
Derrubar ou refutar a verdade de uma afirmação através da colocação de             que quem afirma não é uma pessoa

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