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Habilidades Clínicas IV
Simulado Osce
Saúde da Mulher
Saúde do Homem
Intoxicações exógenas
Acidentes por Animais Peçonhentos
Lívia Leandro
Saúde da Mulher
Primeira
Estação
Caso Clínico 01
Paciente A.L, 23 anos, chega à Unidade Básica de Saúde com queixa de
"coceira na vagina". Após a anamnese, a médica solicita a realização do
exame ginecológico. 
Comando:
Cite o procedimento e os achados da
INSPEÇÃO ESTÁTICA da GENITÁLIA
EXTERNA:
Gabarito
Se apresentar
Higienização das mãos + Luvas
Explicar o procedimento
Inspeção do monte de Vênus: distribuição pilosa e lesão dermatológica.
Inspeção dos grandes lábios: lesões granulomatosas, herpéticas, condilomatosas, alterações de cor vulvar, doenças epiteliais não
neoplásicas ou lesões suspeitas de malignidade.
Inspeção dos pequenos lábios: avalia-se simetria e coloração
Inspeção do clitóris: tamanho (cerca de 1 cm exposto).
Inspeção do meato uretral: presença ou não de carúncula uretral (projeção da mucosa para fora da uretra).
Vestíbulo vulvar: observar os orifícios da uretra, das glândulas de Skene e da vagina, que também podem apresentar lesões infecciosas,
malignas, distopias genitais, leucorreias.
Hímen: íntegro ou roto, formando as carúnculas himenais.
Períneo: integridade e presença de cicatrizes, seja por rotura em parto transpélvico ou
perineoplastia.
ânus: avaliar plicomas, hemorróidas, fissuras, malformações e prolapso.
Com a paciente em posição ginecológica ou Litotômica:
• Posicionar-se sentado de frente para a genitália, com auxílio de foco luminoso já posicionado.
Caso Clínico 02
Paciente B.G, 72 anos, chega à Unidade de saúde da Família com os
seguintes sintomas: sangramento uterino anormal, incontinência
urinária e dor durante o contato íntimo. Após finalizada a anamnese, a
médica suspeita de Prolapso Vaginal e decide realizar o exame
ginecológico para confirmar a hopótese.
Comando:
Cite o procedimento da INSPEÇÃO
DINÂMICA:
Se apresentar
Higienização das mãos + Luvas
Explicar o procedimento
Manobra de Valsalva: observar se ocorre prolapso vaginal e/ou
uterino.
=> Encha o peito de ar, feche a boca e agora faça força!
Gabarito
Caso Clínico 03
Paciente P.F, 24 anos e gestante. Chega ao Hospital Memorial Guararapes
com queixa de sangramento vaginal. Durante a anamnese, o médica percebeu
que a paciente não havia levado o Cartão da gestante e não sabia informar a
sua idade gestacional:
DUM: 23 de agosto
Comando:
Calcule a Idade Gestacional e a DPP
 
Cálculo da idade gestacional: 
Regra de Nagele - números de dias corridos desde a DUM até a data da consulta e dividir por 7. 
Regra de McDonald 's: IG (idade gestacional) = AFU (altura do fundo uterino) x 8/7 .
Cálculo da DPP: 
Soma-se 7 ao dia da DUM e retira 3 ao número referente ao mês em que a DUM ocorreu. 
Gabarito
Caso Clínico 04
Paciente A.L, 20 anos, chega à Unidade Básica de Saúde para realização
de mais uma consulta do seu pré-natal. 
=> manobras de leopold
Comando:
Descreva como é realizada a Manobra de
Leopold e os seus achados.
 
Se apresentar
Higienizar as mãos e Explicar o procedimento
Solicitar que a gestante fique em DECÚBITO DORSAL e desnudar o abdômen
SITUAÇÃO FETAL:
- Com a face palmar das maõs, delimitar o F.U e encontrar o polo fetal (céfalo = mais maleável/pélvico = + volumoso)
- Definir se está em situação: LONGITUDINAL, TRANSVERSA OU OBLIQUA.
POSIÇÃO:
- Identifica o lado do dorso fetal => PARA A AUSCULTA DOS BATIMENTOS CARDÍACOS
- Dorso = Duro e resistente - Membros = Maleável
APRESENTAÇÃO:
- Identifica a mobilidade fetal
- DEve-se apreender o polo com o polegar e o indicador para verificar: PENETRAÇÃO E POLO.
- SITUAÇÃO LONGITUDINAL: Apresentação cefálica ou pélvica - SITUAÇãO TRANSVERSA: Córmica 
-Pouca mobilidade = bem encaixado
ALTURA/INSINUAÇÃO:
- Examinador de costas 
- Ponta dos dedos => fazer pressão em direção ao eixo da entrada pélvica
- GRAU DE PENETRAÇÃO: BEM INSINUADO = SEM REFLEXO LÍQUIDO
Gabarito
Caso Clínico 04
Paciente A.L, 32 anos, com 32 semanas de gestação, chega a UBS para
mais um consulta de rotina. Durante a consulta, a enfermeira realiza a
medição da Altura de fundo uterino dessa gestante.
Comando:
Descreva a técnica para identificação da 
 Altura de Fundo Uterino e sua função
 
Posicionar a gestante em decúbito dorsal com abdome descoberto
Delimitar a borda superior da sínfise púbica e fixar a extremidade 0 cm da fita métrica
Com a outra mão posiciona-se a fita entre os dedos indicador e médio (até a fossa cubital da
mão atingir o fundo uterino)
Se apresentar, Higienizar as mãos e explicar o procedimento!
Altura de Fundo Uterino:
Função:
- avaliar o crescimento fetal de acordo com a IG.
Gabarito
Caso Clínico 05
Paciente A.L, 38 anos, residente de Jaboatão dos Guararapes. Chega à
UBS para realizar o seu preventivo anual. Após a anamnese, a médica
realiza o EXAME ESPECULAR para avaliação do colo uterino e o EXAME
PAPANICOLAU.
Comando:
Descreva a técnica do EXAME ESPECULAR,
seus possíveis achados e as etapas do
papanicolau:
Se apresentar, Higienizar as mãos, calçar as luvas e explicar o procedimento!
EXAME ESPECULAR:
- Identificar a lâmina (canto do lado fosco)
- Solicitar que a paciente fique na posição ginecológica ou litotômica + posicionar o foco de luz
- Afastar os pequenos lábios com a mão não dominante => introduzir o espéculo fechado em ângulo de 45º e introduz
posicionando-o no sentido horário girando na transversal.
- Com a extremidade do espéculo direcionada para o cóccix, abra a válvula e exponha o colo uterino individualizando-o.
ACHADOS:
- PAREDES VAGINAIS: corrimento, conteúdo, cor, epitelizada/mácula, secreções, integridade da mucosa, ulceração...
- COLO UTERINO: Fundo de saco, localização, forma (cilíndrica/plana), orifício (fenda/redondo)
PAPANICOLAU:
- Coleta da amostra ectocervical: Posicione a parte maior da espátula de Ayre no orifício e gire em 360º => passe no
sentido vertical em ⅔ das lâminas.
- Coleta da amostra endocervical: introduza a escova no canal cervical e gire em 360º (de 2 a 3 vezes) => aplique no
terço restante da lâmina.
- Aplicar o fixador na lâmina
Gabarito
Caso Clínico 06
Paciente A.L, 20 anos, chega à Emergência com queixa de "prurido
vaginal e corrimento". Após realizar toda a anamnese, a médica
plantonista inicia o exame ginecológico.
Comando:
Descreva a Técnica do TOQUE VAGINAL e
PALPAÇÃO DO UTERO.
 
Se apresentar, Higienizar as mãos e enluvar, explicar o procedimento!
TOQUE VAGINAL:
- Paciente em posição ginecológica, posicionar-se à sua frente, lubrificação dos 2 dedos 
- Afastar os pequenos lábios com o polegar,
- Introdução dos dedos indicador e médio da mão dominante,
- Introduzir no canal vaginal, fazendo pressão uniforme para trás enquanto os pequenos lábios são afastados;
- Palpação da musculatura pélvica, as paredes vaginais, o colo uterino e os fundos de saco vaginais;
PALPAÇÃO DO ÚTERO:
- Uma mão comprime-se no abdome e a outra desliza pelo canal vaginal;
- Avaliar: volume, posição, mobilidade, consistência, regularidade da superfície e dor à mobilização do colo uterino;
- Tubas uterinas normalmente não são palpáveis;
- Ovários: podem ser palpáveis, nas mulheres não obesas;
- Fundo de Saco de Douglas: busca de tumores
Gabarito
Caso Clínico 07
Paciente A.L, 35 anos, residente de Recife. Chega à USF para uma
consulta de rotina. Após a anamnese, sua médica identifica importante
antecedente familiar de câncer de mama e solicita a realização do
Exame físico das mamas da paciente para identificação de possíveis
nódulos.
Comando:
Verbalize a técnica da INSPEÇÃO DAS
MAMAS e os possíveis achados.
 
Paciente sentada com os braços ao longo do corpo
Descrever tamanho, simetria, abaulamentos/ retrações, alterações de pele (hiperemia, edema ou
ulceração), das aréolas (forma, tamanho) e mamilo (simetria, desvio da direção em que os mamilos
apontam, descamação, erosão).
Paciente sentada => solicitar que eleve os braços lentamente e coloque as mãos na cabeça;
Solicitar que a paciente coloque as mãosna cintura e contraia;
Se apresentar, Higienizar as mãos e enluvar, explicar o procedimento!
INSPEÇÃO ESTÁTICA
=> Descrever se os mamilos são salientes, achatados ou invertidos ou evidência de secreção mamilar, como
crostas em torno do mamilo.
INSPEÇÃO DINÂMICA
=>Atentar para abaulamentos ou retrações.
Gabarito
Caso Clínico 08
Paciente A.L, 35 anos, residente de Recife. Chega à USF para uma
consulta de rotina. Após a anamnese, sua médica identifica importante
antecedente familiar de câncer de mama e solicita a realização do
Exame físico das mamas da paciente para identificação de possíveis
nódulos.
Comando:
Verbalize a técnica da PALPAÇÃO DAS
MAMAS e os possíveis achados.
 
Cadeia axilar, Fossa supraclavicular, Fossa infraclavicular
Paciente em decúbito dorsal com as mãos atrás da nuca;
Sentido horário deve ser adotado;
Se apresentar, Higienizar as mãos e enluvar, explicar o procedimento!
PALPAÇÃO LINFONODAL;
=> Descrever: número de linfonodos palpáveis, tamanho, consistência, mobilidade
PALPAÇÃO DAS MAMAS:
o Técnica de Velpeaux – Iniciado pela mama normal com a face palmar dos dedos indo de encontro ao gradil costal, com
movimentos circulares;
o Técnica de Bloodgood – A palpação deve ser realizada com as falanges distais do 2o e 3° dedos, semelhante a tocar
piano.
=> Avaliar densidade mamária, Descrever os achados: Tamanho, Consistência, Mobilidade, temperatura, dor, Alterações
de pele associadas e localização (quadrante).
EXPRESSÃO PAPILAR:
- Ordenhar bilateralmente
- Característica (líquida, oleosa o pastosa); 
- Coloração (hialina, leitosa, sanguinolenta ou escura);
Gabarito
Saúde do Homem
Segunda
Estação
Caso Clínico 01
Comando:
Verbalize a INSPEÇÃO do pênis:
Paciente R.U, 30 anos, pardo, residente de Jaboatão dos Guararapes.
Comparece da Unidade Básica de Saúde com queixa de "feridas na
região peniana". 
Apresentar-se, lavar as mãos, calçar as luvas e explicar o procedimento.
- Posicionar o paciente e desnuda-lo na região da cintura 
Pele: implantação pelos, lesões, alterações de cor 
=> Distribuição dos pelos: iniciam na base do pênis, sobre a sínfise púbica, sendo grossos
e encaracolados. 
Tamanho e forma do pênis: geralmente é flácido, sem curvaturas e de forma cilíndrica; 
Meato uretral: margem rosa, lisa e sem secreções . 
=> Procurar edema localizado, nódulos ou lesões.
Gabarito
Caso Clínico 02
Comando:
Verbalize a INSPEÇÃO do escroto:
Paciente R.U, 30 anos, pardo, residente de Jaboatão dos Guararapes.
Comparece da Unidade Básica de Saúde com queixa de "feridas na
região peniana". 
Apresentar-se, lavar as mãos, calçar as luvas e explicar o procedimento.
- Inspecionar a face anterior do escroto (afastar pênis com dorso da mão ou solicitar ao paciente
que o afaste). 
- Levante o escroto para inspecionar a face posterior ⇒ Normalmente a pele é enrugada. 
Observar: simetria ou assimetria (normal), condições da pele, presença de massas, edema,
tumefação (aumento – hidrocele, varicocele, por ex.) e cistos. 
Temperaturas frias: escroto contrai. 
Temperaturas quentes: escroto relaxa. 
A assimetria entre testículos é normal. Geralmente, o testículo esquerdo fica mais inferiormente.
Gabarito
Caso Clínico 03
Comando:
Descreva o exame de PALPAÇÃO DO
PÊNIS:
 
Paciente K.M, 5 anos, residente de Jaboatão dos Guararapes, é levado
à Unidade de Saúde da Família pela sua Mãe. Após inicio da consulta, a
mesma refere às queixas de "ardor ao urinar" e a médica suspeita de
uma possível fimose. Assim, a mesma realiza o exame da genitália
externa da criança.
Gabarito
Apresentar-se, lavar as mãos, calçar as luvas e explicar o procedimento.
PALPAÇÃO DO PÊNIS:
- Retirar ou solicitar que o paciente tire o prepúcio: a retração tem que ser lisa e indolor. 
FIMOSE: excesso de pele que recobre o pênis dificultando que a glande seja exposta. 
- Comprimir levemente o meato urinário: permite visualizar a porção terminal da uretra: secreções,
coloração. 
- Observar a glande e toda sua circunferência - lisa e rosa sem lesão; 
- Palpar toda a extensão do pênis entre o polegar e os dois primeiros dedos: normalmente liso,
semi-firme e indolor; pesquisar massas tumorais, áreas de endurecimento, dor.
PALPAR LINFONODOS INGUINAIS
Caso Clínico 04
Comando:
Descreva o exame de PALPAÇÃO DO
ESCROTO:
 
Paciente K.M, 50 anos, residente de Jaboatão dos Guararapes, chega à
Unidade de Saúde da Família. Após inicio da consulta, o mesmo refere
às queixas de "dor nos testículos". 
Apresentar-se, lavar as mãos, calçar as luvas e explicar o procedimento.
Palpação dos testículos: 
- separadamente, movimentar os testículos entre os dedos, sentir consistência e contorno, forma oval,
indolor com palpação delicada, utilizando polegar e indicador. (pesquisar massas, dor, tumefação; se
presente – transiluminação) 
Palpação do epidídimo: 
- forma de vírgula de cima a baixo do testículo, indolor, macio. (presença de dor, endurecimento e
tumefação – pode indicar epididimite) 
Palpação do cordão espermático: 
- Em geral, tem 3 mm de diâmetro, é fino, redondo e não doloroso à palpação. (edemaciado e tortuoso
pode indicar varicocele).
Palpar linfonodos inguinais
Gabarito
Caso Clínico 05
Idoso se 74 anos, branco, residente de Jaboatão dos Guararapes.
Chega a Unidade de Saúde da Família com queixa de "ardor ao urinar e
constipação". Diante disso, o médico decide realizar o exame de toque
retal no paciente.
Comando:
Descreva a Técnica do exame de TOQUE
RETAL.
 
Gabarito
Apresentar-se, lavar as mãos, calçar as luvas e explicar o procedimento.
Posição de Sims ou lateral esquerda: as pernas ficam fletidas sobre o abdome
INSPEÇÃO:
Uso de foco de luz para boa visualização da região anossacrococcígea => Espalmar as 2 mãos nas nádegas e abrir
a região anal. 
- Se atentar: tumorações (trombose hemorroidária externa), abscessos da região perianal, lesões tumorais que
prolabam para fora do ânus (pólipo e neoplasias do canal anal), fissura anal, plicomas, condilomas, orfício
externo de fístula, prolapso do reto. 
O canal anal deve estar fechado devido a força dos esfíncter. Se faz uma ligeira pressão com as mãos
entreabrindo-o e, ao deixar de forçá-lo, ele se fecha completamente. Caso ele se abra, no lugar de fechar,
termos a inversão do reflexo anal
TOQUE RETAL:
- Lubrificação com vaselina
- ligeira massagem no introito do canal anal, fazendo movimentos circulares (para o paciente relaxar)
- Induzir dedo relaxadamente.
Condições normais: canal anal e inicio do reto com paredes lisas, sem rugosidades.
Intoxicações Exógenas
Terceira
Estação
Caso Clínico 01
Paciente A.N, do sexo feminino, 14 anos, branca, residente de
Jaboatão dos Guararapes. Chega a emergência letárgica, com
bradicardia e hipotermia. 
Comando:
Descreva a estratégia que você usaria para
conhecer a HISTÓRIA DA EXPOSIÇÃO.
 
WHO (quem) - paciente : 
- obter o histórico de doenças, medicações em uso, tentativas de suicídio anteriores, ocupação, acesso a substâncias,
uso de drogas e gravidez. 
WHAT (OQUE?)-AGENTE TÓXICO : 
- qual substância utilizada e quantidade (Sempre que possível, solicitar para os acompanhantes trazerem os frascos
ou embalagens e questionar se pode ser um produto clandestino).
 WHEN (QUANDO?) - TEMPO: 
- verificar qual foi o horário da exposição e por quanto tempo a substância foi utilizada, nos casos de exposições
repetidas. Questionar se houve algum sintoma prévio à exposição. 
WHERE (ONDE?) - LOCAL: 
- saber onde ocorreu a exposição e se foram encontrados frascos, embalagens, seringas ou cartelas de comprimidos
próximos ao paciente. Verificar quais medicamentos são utilizados pelos familiares ou pelas pessoas onde o indivíduo
foi encontrado. Também é útil saber se foi encontrada alguma carta ou nota de despedida em casos de tentativa de
suicídio. 
WHY (PORQUE?) - MOTIVO: 
- em qual circunstância a exposição ocorreu. Foi tentativa de suicídio, homicídio, acidente, abuso de drogas?
Gabarito
Caso Clínico 02
Paciente A.N, do sexo feminino, 19 anos, branca, residente de
Jaboatãodos Guararapes. Chega a emergência letárgica, com
bradicardia e hipotermia. 
Comando:
Para este mesmo caso, descreva o EXAME
FÍSICO:
 
ABCDE
VIA ÁREA: 
- você avalia sua perviedade, ou seja, a capacidade de você poder manipular secreções. Além disso, a
proteção das vias aéreas é prioridade, pois ela desprotegida leva rapidamente a óbito. 
RESPIRAÇÃO: taquipnéia e bradipneia. 
- Pode ser necessário realizar: via aérea artificial definitiva, que nada mais é que uma intubação
orotraqueal → isso nos pacientes com redução do volume minuto por bradipneia. 
CIRCULAÇÃO: 
- você verifica a hemodinâmica do paciente. O paciente pode estar hipertenso ou hipotenso. Avalia-se a pele
(cor, hidratação, temperatura). Avalia-se o TEC. Avalia-se a mucosa (ressecamento, salivação em excesso). 
ESTADO NEUROLÓGICO: 
- nível de consciência, tamanho pupilar, reatividade pupilar. Escala de Glasgow.
 
EXPOSIÇÃO DA ÁREA AFETADA: 
- despir o paciente, buscar lesões, prevenir hipotermia.
Gabarito
Caso Clínico 03
Paciente R.S, do sexo feminino, 23 anos, negra, residente de Jaboatão
dos Guararapes. Chega a emergência com suspeita de Intoxicação
EXÓGENA. 
Sintomas: lacrimejamento, sudorese, sialorréia, bradicardia e tremores.
Comando:
Cite a SÍNDROME TÓXICA ASSOCIADA e
o seu antídoto:
 
Gabarito
Gabarito
Acidentes por Animais
Peçonhentos
Quarta
Estação
Caso Clínico 01
Comando:
Descreva qual o tipo de acidente por este
animal, os possíveis achados e a conduta:
 
ACIDENTE BOTRÓPICO - jararaca 
★ É o mais comum; 
★ Veneno com 3 ações principais: proteolítica, coagulante e hemorrágica; Manifestação
local (edema, sangramento, eritema e dor):
 ➔ Leve: 3 ampolas; 
➔ Moderado: 6 ampolas; 
➔ Grave: 12 ampolas. 
OBS => NÃO CAUSA SINTOMAs NEUROLOGICOS
Manifestação sistêmica (hemorragia, choque e anúria): ➔ É grave: 12 ampolas. Reação
anafilática? Adrenalina!
Gabarito
Caso Clínico 02
Comando:
Descreva qual o tipo de acidente por este
animal, os possíveis achados e a conduta:
 
ACIDENTE CROTÁLICO - cascavel 
★ É o segundo mais comum; 
★ Principal componente do veneno: crotoxina; 
★ Veneno com efeito neuro paralítico: fácies miastênica, ptose palpebral, turvação visual,
elevação da mioglobina com excreção na urina. 
Manifestação leve: 5 ampolas; 
Manifestação moderada (fácies miastênicas/visão turva, mialgia discreta): 10 ampolas; 
Manifestação grave (fácies miastênicas/visão turva, mialgia, urina vermelha/marrom,
oligúria): 20 ampolas
OBS: : único que causa rabdomiólise
Gabarito
Caso Clínico 03
Comando:
Descreva qual o tipo de acidente por este
animal, os possíveis achados e a conduta:
 
ACIDENTE LAQUÉTICO - surucucu 
★ Ações do veneno: proteolítica, coagulante, hemorrágica e neurotóxica; 
★ Diagnóstico diferencial com acidente botrópico; 
★ Todo acidente laquêtico é considerado grave ⇒ indicadas de 12 a 20 ampolas do
soro antilaquético ou soro bivalente anti-botrópico e laquético.
Obs: único que causa estimulação vagal;
Gabarito
Caso Clínico 04
Comando:
Descreva qual o tipo de acidente por este
animal, os possíveis achados e a conduta:
 
ACIDENTE ELAPÍDICO - coral verdadeira 
★ É o mais raro no Brasil; 
★ É a única das serpentes peçonhentas de importância no Brasil que não possui a fosseta
loreal (orifício termossensível entre o olho e a narina); 
★ Veneno com ação neurotóxica ⇒ náuseas, 
★ vômitos, sudorese, ptose palpebral (uni ou bilateral), fácies miastênica, oftalmoplegia,
dificuldade de deglutição, paralisia muscular e respiratória. 
★ Todo acidente elapídico é considerado grave e o paciente deve receber de 5 a 10 ampolas
de soro antielapídico.
Gabarito
Caso Clínico 05
Paciente A.N, do sexo feminino, 14 anos, branca, residente de
Jaboatão dos Guararapes. Chega a emergência após picada de
ESCORPIÃO.
Comando:
Descreva os possíveis sintomas associados a
um ACIDENTE LEVE, e sua conduta:
 
SINTOMAS:
- Dor quase imediata → pode estar acompanhada de parestesia, eritema e sudorese ao
redor da picada. Pode durar 24 horas, mas é mais intensa nas primeiras horas
CONDUTA:
- anestesia local com lidocaína e observados por 4 a 6 horas
Gabarito
Caso Clínico 06
Paciente A.N, do sexo masculino, 12 anos, branco, residente de
Jaboatão dos Guararapes. Chega a emergência após picada de
ESCORPIÃO.
Comando:
Descreva os possíveis sintomas associados a
um ACIDENTE MODERADO, e sua conduta:
 
SINTOMAS:
- dor intensa local, sudorese, náusea, vômitos, taquicardia, taquipneia e hipertensão.
CONDUTA:
- Acidentes moderados 2 a 3 ampolas de soro antiveneno (especialmente em crianças)
OBS: acidentes graves e moderados devem ser monitorizados por pelo menos 24-48
horas.
Gabarito
Caso Clínico 07
Paciente L.K, do sexo feminino, 8 anos, branca, residente de Jaboatão
dos Guararapes. Chega a emergência após picada de ESCORPIÃO.
Comando:
Descreva os possíveis sintomas associados a
um ACIDENTE GRAVE, e sua conduta:
 
SINTOMAS:
- dalém dos sintomas já descritos, manifestações neurológicas, miose ou midríase,
priapismo, aumento de secreções (sudorese profusa, vômitos incoercíveis e rinorreia e
lacrimejamento), agitação ou exaustão, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema agudo
de pulmão, choque, convulsões e coma.
CONDUTA:
- Acidentes graves 4 a 6 ampolas.
OBS: acidentes graves e moderados devem ser monitorizados por pelo menos 24-48
horas.
Gabarito
PARABÉNS!
Por Lívia Leandro