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Transtorno do Pensamento Esquizofrenia PROFª ELISANGELA ALVES 2021.02 Relações Humanas CONHECIMENTO HABILIDADE ATITUDE Transtorno do Pensamento – Esquizofrenia Reconhecer as características dos principais transtornos de pensamento Humanização Comunicação Observação Empatia Avaliação Resolução de conflitos Esquizofrenia O termo Esquizofrenia foi criado em 1908 pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler, até então era considerada o limbo da “loucura”. É um transtorno do pensamento caracterizado por desorganização ampla dos processos mentais. A palavra deriva do grego (esquizo = divisão, phrenia = mente) A experiência em “enlouquecer” é extremamente complexa e de difícil acesso tanto para quem vivencia quanto para quem a acompanha. É também desafiadora, uma vez que significa perder a capacidade de autogestão e do livre-arbítrio. A experiência da PSICOSE, a forma clássica da “loucura”, acontece quando os aspectos subjetivos, tais como fenômenos alucinatórios (SENSOPERCEPÇÃO) e delirantes (conteúdo - PENSAMENTO), tendem a distorcer a compreensão da realidade. Esquizofrenia o Geralmente a esquizofrenia se inicia com uma simples apatia no final da adolescência e no começo da vida adulta, na faixa dos 18 aos 30 anos. Aos poucos, o indivíduo abandona as atividades rotineiras e se isola. Suas reações ficam estranhas e desajustadas – ele não esboça os sentimentos esperados diante de fatos tristes ou felizes (afeto embotado). o Do nada, surge uma sensação de que algo está errado e alguém prejudica a sua vida. O passo seguinte é a transformação dessa inquietação nas fantasias sensoriais e nas teorias da conspiração. São as alucinações e os delírios que mencionamos antes. Esquizofrenia Esquizofrenia o O risco de desenvolvimento de esquizofrenia na população geral ao longo da vida varia de 0,5% a 1%. o Homens tem risco maior que as mulheres. Homens apresentam um risco de 1,4% a 2,3% maior que as mulheres. o Manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos nos homens e 25 a 35 anos nas mulheres. o Embora raro na infância, seu início antes dos 15 anos é reconhecido. Esquizofrenia o É a mais incapacitante das doenças mentais. Nesse quadro a pessoa perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária; o Distúrbio do pensamento, da sensopercepção e do afeto; Diagnóstico é realizado clinicamente, estabelecidos pela OMS, através da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) ou pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM). Esquizofrenia Combinação de fatores: MULTIFATORIAL Genética Fatores hereditários Psicológicos/Ambientais Neurobiológicas - Bioquímicas: neurotransmissores dopamina e glutamato neurotransmissor Excitatório Aumentado ou desregulado Teorias psicanalíticas fase oral ausência de relações interpessoais satisfatórias Há uma demora de sete anos entre os primeiros sinais e a detecção do transtorno”, o psiquiatra Wagner Gattaz, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (IPq-HC). Esquizofrenia Principais manifestações: A esquizofrenia é uma doença funcional do cérebro que se caracteriza essencialmente por uma fragmentação da estrutura básica dos processos de pensamento, acompanhada pela dificuldade em estabelecer a distinção entre experiências internas e externas. Esquizofrenia o Sintomas Negativos 1- Vontade (volição) – perda de vontade ou diminuição (hipobúlico); 2- Afeto – Não demonstra (embotamento do afeto ou embotamento afetivo); redução da capacidade de expressar a emoção; 3 - Percepção do comportamento e das relações interpessoais dificuldade em se relacionar (isolamento social) . Afeto emé um comportamento em que o individuo apresenta dificuldade em expressar emoções e sentimentos; o individuo pode permanecer sendo afetado por suas vivencias (alegria, raiva, tristeza, desespero) entretanto não expõe, logo, não modifica seu semblante, sua entonação, sua expressão facial. Esquizofrenia o Sintomas Positivos 1 – Delírio – conteúdo do pensamento são idéias/crenças irreais que a mente da pessoa cria, constrói. 2- Alucinação e Ilusão -alteração na sensopercepção percepção real de um objeto inexistente, são percepções sem um estímulo externo (é real para a pessoa que está alucinando). 3- Afrouxamento das associações: pensamento “frouxo”, dificuldade de pensar de maneira organizada, lógica e coerente (forma do pensamento) e a concentração (atenção). Esquizofrenia CID 10 F 20 ESQUIZOFRENIA Esquizofrenia Paranóide – F20.0 Esquizofrenia Hebefrênica ou desorganizada – F 20.1 Esquizofrenia Catatônica – F20.2 Esquizofrenia Indiferenciada– F 20.3 Depressão pós esquizofrenia – F20.4 Esquizofrenia residual – F20.5 Esquizofrenia simples – F20.6 Outras Esquizofrenias – F20.8 Esquizofrenia não-especificada Esquizofrenia Paranóide o Início adolescência até 30 anos; o É uma das formas mais comuns da esquizofrenia. o Quadro clínico: dominado por um delírio paranóide (persecutório, referência e controle) relativamente bem organizado/estruturado. Os pacientes são desconfiados, reservados, podendo ter comportamentos agressivos. o Caracterizada pela presença de delírio persecutório, acompanhados de alucinações auditivas (ameaças, ordem - comandam a ação do indivíduo), ou visuais ou outras alterações da sensopercepção. Esquizofrenia Herbefrênica ou desorganização Tipo mais grave da esquizofrenia o Caracterizada por uma grave desorganização do pensamento (forma do pensamento)- discurso desorganizado/desconexo o Comportamentos pueril (infantilizado) o Presença de risos emotivados o Embotamento afetivo, superficial o Rápido desenvolvimento dos sintomas negativos perda da volição.(VONTADE) o Mau prognóstico o Tem início antes dos 25 anos Esquizofrenia Catatônica o Caracterizada por estupor agudo (PSICOMOTRICIDADE) associado com súbita perda de animação e uma tendência a permanecer imóvel (HIPOBÚLICO OU ABÚLICO) o Comportamento pode altera-se com períodos de excitação/agitação explosiva e estado de catatônia (sintomas negativos). o Manutenção de postura rígida e cumprimento automático de instruções. o Extremo negativismo, mutismo (ausência de fala), ecolalia (repetição de sílabas, palavras ou frases), ecopraxia(repetição por imitação dos movimentos de outra pessoa), trejeitos faciais. o Início entre os 25 e 30 anos Filme “Um estranho no ninho” Esquizofrenia Residual o Quadro na fase crônica da doença; o Muitos anos de doença e muitos prejuízos; o Hipoatividade, passividade e falta de iniciativa; o Predomínio de sintomas negativos, embotamento afetivo, isolamento social, pobreza no conteúdo do pensamento/discurso o Sintomas psicóticos oTendência ao isolamento social VAMOS ASSISTIR E DISCUTIR O VÍDEO!!! gg.gg/iacsi Esquizofrenia - Tratamento A intervenção adequada envolve: Tratamento farmacológico, psicossocial e a inclusão da família. A avaliação e a assistência devem ser feitas por uma equipe multiprofissional, composta no mínimo de médico psiquiatra, psicólogo, enfermeira com especialização em psiquiatria, terapeuta ocupacional e assistente social. A internação psiquiátrica deve ser evitada, dando-se preferência para tratamento intensivo na comunidade – CAPS Esquizofrenia Típicos: (dec. 50), principal mecanismo de ação: bloqueio dos receptores de Dopamina. Os pacientes podem apresentar síndromes extrapiramidais (SEP)- IMPREGNAÇÃO Sintomas de parkinsonismo: (caracterizado por rigidez muscular, tremores extremidades, redução da expressão facial e lentidão de movimentos); Acatisia: paciente marcha no mesmo lugar (inquietação motora e agitação); PSICOMOTRICIDADE Discinesia tardia: (movimentação repetitiva e incontrolável na região da boca e lábios); Distonia aguda: (espasmo muscular dos olhos, língua, pescoço e tronco), Síndrome neuroléptica aguda ou maligna (caracterizada por rigidez muscular, febre, sudorese excessiva e alterações do batimento cardíaco e da pressão arterial) - EMERGÊNCIA Tratamento Psicofarmácos : neurolépticos ou antipsicóticos típicos e atípicos. Esquizofrenia Antipsicóticos de segunda geração apresentam menos efeitos colaterais. Isso porque interferem em outras substâncias da química cerebral, como a serotonina, o que traria uma proteção neuronal extra. Por essa razão, o ideal é dar preferência a essas opções mais novas durante as primeiras incursões terapêuticas. Considerada uma vitória recente na história da terapêutica das psicoses. Tratamento Atípicos Pode afetar os glóbulos brancos, o protocolo de uso exige fazer um exame de sangue semanal PLANO C Esquizofrenia Eletroconvulsoterapia (ECT); Intervenção ou Terapias Psicossociais, reinserção social, atividades físicas e alimentação saudável Atuar junto a família e a sociedade Tratamento Esquizofrenia Assistência de Enfermagem Observar e anotar o comportamento que o paciente manifesta pois poderá variar durante o dia. É de suma importância o conhecimento dos conteúdo dos delírios, alucinação e afeto. estimular a expressão do pensamento e sentimentos. Oferecer apoio quando o paciente estiver ansioso ou assustado, entendendo que devido sua patologia nem sempre ele conseguirá transmitir o que está sentindo (embotamento afetivo). Esquizofrenia Assistência de Enfermagem Ter enfoque no sistema familiar; Trazer o paciente para realidade nas alucinações e delírios e desenvolvendo a crítica em relação a doença e tratamento medicamentoso (autonomia); Atentar ao auto-cuidado e estimular o mesmo; Estimular a participação nos grupos terapêuticos; Promover ambiente terapêutico e seguro; Atentar a ingesta alimentar e padrão do sono; Estimular a participação em grupos reinserção social e geração de renda. Esquizofrenia Assistência de Enfermagem Estimular a interação social; Atentar ao risco de autoagressão e suicídio; Atentar ao risco de fuga; Atentar a constipação relacionada ao uso do antipsicótico; Observar aos sintomas extrapiramidais. Esquizofrenia - Indicação de filmes Janela secreta Uma mente Brilhante Ilha do medo O solista Sugetão de Leitura: Artigo- Primeiro episódio da esquizofrenia e assistência de enfermagem gg.gg/iac9b Atividade de Fixação Referências Bibliográficas Santos, Rayce et al. Perfil epidemiológico de portadores de esquizofrenia internados no Instituto Raul Soares. Rev Med Minas Gerais, v. 26, n. Supl 5, p. S102-S109, 2016. Taylor, Cecília Monat (1992), Fundamentos de Enfermagem Psiquiátrica, Porto Alegre, Artes Médicas. Teschinsky, Ursula (2000), "Living with schizophrenia: The family illness experience", Mental Health Nursing, nº 21, p. 387-396. Freitas, Luís (Set./Out. 2002), "Destigmatizando a Doença Mental", Servir, vol. 50, nº 5, p. 250-253. A, Delmina (Jan. 2000), "A Esquizofrenia", Sinais Vitais, nº 28, p. 46-47. Milheiro, Jaime (2000), Loucos são os outros, Lisboa, Edições Fim de Século. OBRIGADA