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Federación Empresaria Hotelera Gastronómica de la República Argentina Gastronomía regional argentina. - 1a ed. - Ciudad Autónoma de Buenos Aires : FEHGRA - Federación Empresaria Hotelera Gastronómica de la República Argentina, 2016. 296 p. ; 20x28 cm. ISBN 978-987-3893-01-8 1. Gastronomía. 2. Industria Hotelera. 3. Promoción del Turismo. CDD 641.013 © Todos os direitos reservados ® 2014 referência da primeira edição no Espanhol ® 2016 referência da primeira edição em Português FEHGRA · Larrea 1250, Cidade Autônoma de Buenos Aires ISBN: 978-987-3893-01-8 Depósitos feitos de acordo com a Lei 11.723 A Federação de Empresas de Hotéis e Restaurantes da República Argentina, (FEHGRA) é uma entidade de grêmio de empresas sem fines lucrativos que trabalha para melhorar e fazer a atividade mais profissional e para defender os direitos do setor. EM RELAÇÃO À PRIMEIRA EDIÇÃO (2014): Responsável do Departamento de Turismo: Dr. Fernando Desbots Coordenação Geral: Mario Wisner Coordenação Técnica: Jorge López Cortés Coordenação Gastronômica: Chef Manuel Ausejo Prólogo e introdução e textos: Raquel Rosemberg Desenho Gráfico Geral: Diego González Fotografia da capa e das comidas: Soul Producciones Aconselhamento de Edição: Martín Glade EM RELAÇÃO À SEGUNDA REIMPRESSÃO (2016): Responsável do Departamento de Turismo: Claudio N. Aguilar REPRESENTANTES: Região Cidade de Buenos Aires: Leonardo Baguette Região Centro: Laura Rivera Região Cuyo: Horacio Guazzoni Região NEA-Litoral: Alicia Puntin Região Noroeste: Juan Lucero Região Patagônia: Vicente Bua Região Província de Buenos Aires: Andrés Armentia Todos os direitos reservados. A reprodução, total ou em parte deste livro não está permitida, e também não seu tratamento ou transmissão com meios u métodos sem a autorização expressa e escrita do editor. DESDE 1941, A FEDERACAO DE EMPRESAS DE HOTÉIS E RESTAURANTES DA REPÚBLICA ARGENTINA, REPRESENTA TODA A ATIVIDADES DOS HOTÉIS E RESTAURANTES DE TODO O PAIS. SEU OBJETIVO É DEFENDER TODOS OS INTERESSES DO SETOR E AJUDAR NO DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE HOTELEIRA, GASTRONÔMICA E TURÍSTICA. A ENTIDADE REUNE MAIS DO 50.000 HOTÉIS E EMPRESAS GASTRONÔMICAS DE TODO O PAIS, ESTABELECIDAS EM 63 AFILIADOS. SÃO 15.000 ACOMODAÇOES TURÍSTICAS EM DIVERSOS MODOS, 53.000 RESTAURANTES, BARES, CAFÉS E CONFEITARIAS. A ATIVIDADE PRODUCE 500.000 EMPREGOS. G R A T I D Õ E S A gratidão especial ao Comitê Executivo de FEHGRA e aos Departamentos da Federação, especialmente Treinamento e Relacionamento com Afiliados, e também para aqueles que ajudaram para a concreção do projeto. Nossa honesta obrigação para todos os funcionários que colaboraram desde o início com esta realização. A todos os coordenadores regionais e a cada um dos 63 afiliados que integram a Federação pela sua contribuição e participação. Para a Associação de Hotéis, Restaurantes, Bares, e Cafés e o Instituto Superior de Educação de Hotéis e Restaurantes por nos permitir utilizar suas instalações pra produção gastronômica e o set de fotografia. · Ministério Nacional de Turismo · Entidade de Turismo da Cidade de Buenos Aires · Secretaria de Turismo da Província de Buenos Aires · Secretaria de Turismo de Catamarca · Agencia de Turismo de Córdoba · Ministério de Turismo de Corrientes · Instituto de Turismo de Chaco · Secretaria de Turismo e Áreas Protegidas de Chubut · Ministério de Turismo de Entre Ríos · Ministério de Turismo de Formosa · Secretaria de Turismo de Jujuy · Secretaria de Turismo de La Pampa · Secretaria de Turismo de La Rioja · Ministério de Turismo de Mendoza · Ministério de Turismo de Misiones · Subsecretaria de Turismo de Neuquén · Ministério de Turismo, Cultura e Esportes de Río Negro · Ministério de Cultura e Turismo de Salta · Ministério de Turismo e Cultura de San Juan · Ministério de Turismo e Cultura de San Luis · Secretaria de Turismo de Santa Cruz · Secretaria de Turismo de Santa Fe · Subsecretaria de Turismo de Santiago del Estero · IN.FUE.TUR (Instituto de Turismo de Tierra del Fuego) · Ente Autárquico Tucumán Turismo A gastronomia é um produto-chave na oferta turística de um país, uma região ou uma província. Desfrutar de um prato típico do lugar que vistamos é indispensável para conhece-lo, para entrar na sua cultura e sentir-se perto do povo e suas tradições. A imensa maioria dos turistas ávidos de experiências sensoriais, procuram provar os produtos e pratos típicos do destino, e este livro da FEHGRA é um convite para fazer uma viagem imaginária através dos sabores da nossa terra, afirmando em suas páginas, a grande variedade gastronômica argentina, que é uma das características distintivas de nosso país extenso e diversificado. Esta seleção de pratos representativos de cada região é também uma contribuição fundamental para a realização do objetivo que nos propusemos hoje, o Ministério de Turismo da Nação, através do Plano Estratégico de Turismo Gastronômico CocinAR, que consiste em revalorizar a identidade da cozinha argentina e conseguir seu posicionamento nacional e internacional. Este plano, ambicioso e atrativo, vai cobrir o país de ponta a ponta, integrando todos os argentinos nesta cadeia de valor, impulsando as economias regionais através de seus produtores, seus cozinheiros, chefs, escolas, mercados e restaurantes. De acordo com nosso plano, convocamos a todos os intervenientes para se sentar na mesa e para que participem desta iniciativa, um grande trabalho iniludível para mostrar a cozinha argentina ao mundo. Somente um trabalho compartilhado nos fará alcançar os objetivos. Devemos trabalhar a partir do setor público, com uma estrutura interministerial de suporte e com estreita colaboração entre os setores privado e acadêmico. Celebro esta contribuição do empresário hoteleiro e gastronômico argentino, e tenho a certeza de que nossa boa cozinha vai trazer muitos mais turistas. Com mais argentinos percorrendo diferentes regiões e provando os pratos típicos de cada lugar, dentro de um país definitivamente relacionado a uma gastronomia extraordinária e significativa. Gustavo Santos M I N I S T R O D O T U R I S M O D A N A Ç Ã O G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 7 As paisagens e a gastronomia estão relacionadas intimamente. Isso diz a conhecida metáfora “cozinhar e a paisagem nas comidas”, isto é especialmente útil para um pais como o nosso, tão vasto e rico em comidas e produtos agrícolas, tão criador nas preparações da cozinha local, campestre e urbana do pais. Uma terra com regiões de zonas de argila direitas para o crescimento do tanino vermelho e robusto, que produz o melhor Malbec, um ícone cultural da Argentina no mundo, como também a carne e o tango. Uma terra que pode juntar sua marca registrada com a fermentação da “yerba mate”, as “empanadas” e o “dulce de leche”, entre outros, porque são produtos argentinos típicos e muito consumidos em todas suas regiões. Os 35.000 restaurantes, bares, pizzarias, cantinas, tavernas e muitos dos 10.000 hotéis organizados em FEHGRA, através de seus 63 afiliados, oferecem os sabores argentinos, que refletem a história e cultura, e revaliam o tempo tudo a sua cozinha, melhorando a qualidade, e fazendo promoção com o seu esforço e dedicação duma secção muito forte da economia nacional. Os nossos Afiliados seguem a organização de Festivais, Dias ou Semanas Gastronômicas, que incluem aulas magistrais, descontos em restaurantes, competições, oficinas, atividades pra crianças, entre outros, como uma grande contribuição no posicionamento de suas cidades através da gastronomia. Desde uns anos atrás a nossa Federação tem a missão de agir para promover o produto, as matérias primas e a produção culinária, porque não é somente fazer um ponto alto da atividade, senão também contribuir na consolidação do pais como destino turístico dequalidade e alcançar um posicionamento cada vez mais competitivo. Este valioso livro, feito pelo Departamento de Turismo com a contribuição de muitos empresários e especialistas, leva o leitor à cultura, os sabores, os odores, texturas, ritos, e costumes de cada cidade, usando como condutor, textos fáceis para apreciar com ilustrações de alta qualidade. Estamos obrigados aos nossos Afiliados da Cidade de Buenos Aires pelo uso de suas instalações para realizar as diversas comidas que fazem parte de este material. Convidamos você a apreciar em cada uma destas páginas a nova ferramenta de difusão, criada pela nossa entidade, que nos ajudará a comunicar as qualidades especiais de nossa gastronomia e fará mais fácil a tarefa de transformar ela cada vez mais numa experiência para que os argentinos lembrem, e numa grande promoção de viagens para turistas locais e estrangeiros. 8 Roberto Brunello P R E S I D E N T E D E F E H G R A O turismo é muito mais que uma atividade económica, incluí convicções, projetos, valores, sonhos e representa uma das atividades mais importantes do nosso país. É por isso que na FEHGRA se trabalha intensamente no impulso e fortalecimento desta atividade. Nesta oportunidade é um orgulho apresentar o livro da Gastronomia Argentina, que é o resultado das ações conjuntas entre o setor público e privado. O livro contém as comidas típicas das 7 regiões do nosso país e resulta numa ferramenta indispensável para a promoção porque oferece informação e mostra as riquezas da culinária nacional. O objetivo é que o leitor descubra as potencialidades culinárias de cada lugar da Argentina. É de ressaltar que as preparações culinárias são um dos fatores que posicionam e contribuem ao crescimento das economias locais e também são uma motivação para a viagem de turistas locais e estrangeiros. Vivemos no tempo onde os desafios são grandes e mais decisivos. O turismo é uma força produtiva importante, e quanto mais juntos estamos, maiores conquistas faremos em defensa da atividade. No Departamento do Turismo nós encontramos trabalhando com dirigentes e empresários e através das filiais da FEHGRA, procuramos posicionar os destinos turísticos de cada província promovendo o turismo interno. É uma honra para mim ser parte do grupo de trabalho que fiz esta excelente publicação. Felicito a cada uma de as pessoas deste grupo. Nós seguiremos unindo nossas forças para assegurar o turismo e a gastronomia do nosso país. Turismo FEHGRA Federación Empresaria Hotelera Gastronómica de la República Argentina G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 9 Claudio Aguilar V I C E P R E S I D E N T E D E F E H G R A NA FUNÇÃO NO DEPARTAMENTO DE TURISMO I N T R O D U Ç Ã O Um dos grandes prazeres da minha profissão de jornalista é aquela de viajar. Mas minhas viagens sempre estão relacionadas com o mercado e com as diversas comidas. Muita gente retorna das suas viagens com perfumes. Mas eu digo que a minha bagagem cheira de temperos, delicatessen e mais duma vez, algum queixo. Estou certa que os alimentos de cada canto deste mundo, têm algo especial e quando você encontrar isso, fica em nossos gostos é nossa memória e agia como um imã, chamando para tornar. Não é isso o que acontece quando nos lembramos das férias de nossa infância, com um doce ou outra comida que quer voltar a ser vivida? Isso é a causa de que, ao pesquisar e escrever este livro, que coloca o foco nas sete regiões argentinas, nós quase gostamos de fazer parte dum muito grande cardápio, duma mesa cheia de surpresas. Em tanto eu cobria isto, as paisagens mudavam uma a uma. Da Costa do Atlântico, fui para as montanhas da Cordillera, desde a Puna até a Região Patagônia, desde o Litoral ao o Centro do pais, sem esquecer as comidas da Cidade Capital. Em cada passo descobri o solo, o clima, a gente, a história, a música, as cores, os cheiros. São ingredientes combinados para fazer que o viajante encontre sabores únicos e especiais, quando ele ou ela provar alguma coisa seja num pequeno povão ou numa grande cidade. Nas diversas cidades, a equipe do livro, tentou de refletir a tradição e também outras correntes. Muitas delas, apesar de ser típicas e especiais de cada lugar, não são conhecidas também não para os argentinos. Porque descrever o gado das diversas áreas é quase familiar, para nativos e turistas, mas para saber que em algumas cidades longes, algumas comidas fazem-se com lontra, foi uma surpresa. Também me aconteceu com os nomes: churrascos, empanadas e pizzas têm um nome familiar, mas, ”holupchi” eu achava raro. É uma comida da Ucrânia, nesse momento parte do Litoral, e isto é só um exemplo, entre outros. Enquanto eu escrevia e viajava com a minha imaginação, conheci que na Província de Buenos Aires, além dos clássicos “alfajores” (um bolinho doce com recheio), sempre é Natal, porque o “pão doce” (pan Dulce) tem a sua festa regional. Ou que a Cidade de Buenos Aires tem seu “Gramajo” (ovos mexidos), mas também se faz homenagem ao policia que controlava as ruas faz tempo, como os “vigilantes”, nome dado pra uma típica sobremesa. Que “peperina” é o perfume da região central, onde além das salsichas e bodes, o pessoal come queixos finos é vizcachas (um roedor). Cuyo convida a desfrutar do seu sol e os seus vinhos, com carnes à massa, deliciosos azeites, e doces realizados com paciência infinita. Os rios do litoral nos dão peixes de carne forte e as suas costas, exóticas frutas coloridas. No Noroeste Argentino (NOA), é necessário experimentar seus milhos, pequenas batatas e a carne de lhama. É, na Patagônia, suas finas frutas e os cervos, trutas e “choiques” (uma avestruz nativa). Contrastes, cores, uma mesa com cultura, tradição e também aventura e descobrimento. RAQUEL ROSEMBERG 1o Este livro, um grande mapa de sabores das regiões argentinas para visitar, é rico e diverso. O nosso pais convida você a viajar mais duma vez. Assim, quando você leia estas páginas, lhe asseguro que a tentação vai ser muito grande. O meu conselho, é ler o livro quando viajar, anotar, fotografar, provar e provar. Estou certo que após da primeira viagem, haverá muitas outras. Região Noroeste Região NEA · Litoral Região Cuyo Região Centro Região Provincia de Buenos Aires Região Cidade de Buenos Aires Região Patagônia G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 11 PAG. 12 52 92 132 172 212 252 12 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 13 Região Noroeste J U J U Y S A L T A T U C U M Á N S A N T I A G O D E L E S T E R O C A T A M A R C A A cerimônia da comida do Noroeste foi sagrada durante séculos. Leva um longo processo de preparação com muitas horas para o desfrute. “Pailas” (frigideira grande de metal), colheres de Madeira e tempo são alguns dos ingredientes básicos para preparar churrascos temperados, com cores de acordo com os diversos pimentos. Para encher estas panelas, a Pachamama ou Mãe Terra é sempre generosa. O milho é a base das comidas da região. Com chuchoca (milho branco) se faz um guisado delicioso chamado locro, que convida você a comer com o som no fundo dos violões e quenas (uma classe de flauta), bem servido com um Torrontés, vinho branco ou algum vinho tinto bem cultivado na área. Além do milho, a cozinha se completa com pimentos, batatinhas tradicionais e também outros tubérculos com seus infinitos sabores, cores e tamanhos. Cores como lilá, verde, azul, amarelo ou vermelho, são somente alguns. A quinoa pré hispânica e o amaranto já não são um segredo para ser desfrutados uma vez mais em novas versões. A região também da abóboras e carne de lhama, cada vez mais conhecida e o charque (carne secada ao sol), entre outros alimentos. Assim, nesta região, onde o silencio se impõe para valorar suas belezas naturais, tem muito para visitar e para provar. Seria pecadopartir sem ter comido as empanadas (um bolo recheio com carne), humitas (uma comida feita com milho doce) ou os tamales. Ou não ter mergulhado uma colher nos locros, nome dum guisado ou nos seus temperos. Depois vem os doces, com a clássica sobremesa vigilante: um xarope sobre um pedaço de queixo. Depois de ter visto uma parte das paisagens, a gente tem que encher a bagagem com o mel dos vales Calchaquíes, ou as essências de gafanhoto ou de anis. Os alfajores feitos com semente de gafanhoto, os doces com frutas locais como o figo, o cuaresmillo ou o cayote (classe de abóbora); e o dulce de leche feito com leite de bode, são também clássicos. Existem também os doces típicas como os alfajores com nougat (crocante de amêndoas) e melaço, gaznates (bolinhos recheios com creme ou dulce de leche), e comidas doces e ligeiras, e nozes cristalizadas Finalmente, comidas, bons vinhos, violões soando, paisagens que parecem sair de cartões, e muito mais, espera aqueles que chegam nesta deliciosa região argentina. 14 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PAG. 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44 46 48 50 APERIT IVOS/PRIMEIROS PRATOS/HORS D ’OEUVRE · Empanadas com carne cortada com faca · Carne cozida lentamente com suco de locro · Humita em panela com queixo gratinado e llajwa um molho quente picante) SALGADOS/PRATO PRINCIPAL · Bode sob concha salgada com legumes ao vapor e óleo de páprica · Dorado frito (peixe) com feijão e ovos poché · Truta grelhada com manteiga de pimenta de molle (árvore de Peru) e pudim de humita (comida típica com milho). · Guisado charque em caçarola de farinha de trigo capia · Lombo de lhama rosado, llajwa e risoto de quinoa · Picante de frango · Patê de carne de vizcacha em massa · Enrolado de argentina-dourada (peixe)com molho de farinha de milho morado e creme de abóbora · Chanfaina (arroz com carne) com pão de abóbora humita · Patas de cordeiro ao forno , chauchas e batatinhas fervidas em suco de charque e óleo de manjericão. DOCES/SOBREMESAS · Bolo de queixo de bode com xarope de tuna (fruta de cacto) · Cayote em xarope com gelado de nozes. · Alfajor de farinha de gafanhoto com recheio de figos queimados · Bolanchao com creme de limão e redução de Torrontés · Gelado de melado com crocante de amêndoas J U J U Y S A L T A T U C U M Á N S A N T I A G O D E L E S T E R O C A T A M A R C A Região Noroeste 15 Região Noroeste A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Empanadas com carne cortada com faca As empanadas do NOA são tão famosas que algumas têm sua própria música, a “Cueca”. São feitas com batatas, muito suculentas e picantes. Um bom vinho Torrontés acompanha muito bem. 16 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 8-10 pessoas ) RECHEIO 1 kg. 200 g. 200 g. 1 Colher 20 g. 150 g. 150 g. 10 g. 1 belisca 6 unidades 4 plantas MASSA 1 kg. 150 g. 30 g. 350 cc. AXILA OU PULP (carne de vaca) BATATAS CEBOLA PÁPRICA SAL CEBOLA GORDURA DE PELOTA PIMENTA PRETA COMINHO OVOS CEBOLHINAS FARINHA 0000 GORDURA SAL ÁGUA PREPARAÇÃO: Cortar a carne em pequenos cubos com uma faca. Colocar uma panela no fogo com a gordura, logo adicionar a carne e as cebolas cortadas em pequenos cubos. Temperar com sal, pimenta, páprica e cominho. Cozinhar por uns 15 minutos. Logo adicionar as batatas também em pequenos cubos. Cozinhar até que as batatas estejam prontas. Retirar e reservar. Ferver os ovos, picar as cebolinhas e reservar. Massa Fazer uma classe de coroa. Colocar a gordura no centro. Esquentar água, logo fazer um caldo. Adicionar isto à coroa, e logo amassar até alcançar uma massa homogênea. Deixar repousar 30 minutos, logo esticar e cortar em círculos de 5 a 7 cm. de diâmetro. Com ajuda duma forquilha fazer pressão sob os ovos e adicionar a carne picada junto com as cebolinhas. Encher os discos com a carne picada e fritar ou cozinhar de 7 a 10 minutos num forno a 220ºC. Dados EMPANADAS Cada província tem sua maneira especial de preparar as empanadas. O recheio ou o picado pode ser de carne de vaca, galinha, lebre, vizcacha ou cordeiro, entre outras. Também podem ter batatas, azeitonas, uvas passas, ovos, cebola, ou ervilhas. Podem ser salgadas, doces, agridoces, picantes e existem milhares de variantes. 17 Região Noroeste A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Carne cozida lentamente com suco de locro O tempo é um dos ingredientes básicos usados na região. Como aqui não estamos com pressa, a carne cozida lentamente, assim como o suco de locro, são exemplos disto. 18 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 8 pessoas ) 500 g. 250 g. 1 kg. 250 g. 250 g. 250 g. 250 g. 1500 g. 200 g. 3 plantas 100 g. 1 colherinha 1 colherinha MILHO BRANCO FEIJÕES PEITO DE VACA BACON SALGADO OSSO SALGADO ENTRANHAS FERVIDAS PELE DE PORCO ABÓBORA – “PLOMO” (espécie local) BATATA DOCE CEBOLINHAS GORDURA DE VACA PIMENTA CHILE PÁPRICA DOCE PREPARAÇÃO: Numa panela grande, colocar o milho e os feijões (saturados desde a noite anterior), adicionar a carne, o toucinho, o couro, os ossos salgados, as entranhas e o resto dos ingredientes. Cortar a abóbora em cubos e derramar água até que os ingredientes estejam cobertos. Numa outra panela, esquentar água, que poderia ser necessária para usar porque o milho consume muita durante o fervor. Colocar a panela com todos os ingredientes a fogo meio. Quando a água começar a ferver, controle, revolvendo ás vezes. Finalmente, colocar as batatas doces em pequenos cubos, logo cozinhar durante três a quatro horas até o que o milho fique macio junto com os outros ingredientes. Fritado: Esquentar a gordura, adicionar as cebolas cortadas em pequenos cubos, e logo a páprica e os chiles moídos, e fritar poucos minutos a fogo baixo. Dados LOCRO Cada pais, tem seu guisado especial e o locro é o principal da Argentina, cujo origem vem dos Incas. Não existe uma maneira só de se preparar e tem tantas adaptações e variantes como regiões No Noroeste se faz com milho desde sempre e depois da Conquista, com trigo. A classe de milho usado para a preparação e o branco pisado e também, um pouco menos, o amarelo. 19 Região Noroeste A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Humita em panela com queixo gratinado e llajwa Dizer humita é quase como dizer o nome da região. É uma preparação tradicional, com milho, que tem sobrevivido nestas paisagens por milhares de anos. Aqui se apresenta numa panela, com queixo gratinado. 20 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados HUMITA A humita é uma das mais tradicionais preparações da cozinha regional. Ë simples e rápida e é feita com milho fresco. Pode ser feita em caçarola ou envolvida numa asca de milho (chala). Principalmente, se acompanha com o chamado queixo local ou fresco, com quesillo (queixo tipo cottage) ou com, molho de llajwa, que fica picante. INGREDIENTES ( 8 pessoas ) 6 unidades 1 unidade 2 unidades 500 g. 100 cc. 15 g. 5 g. 500 cc. 200 cc. 200 g. LLAJWA 400 g. 1 unidade 50 cc. 5 g. MILHO CEBOLA (mediana) PÁPRICA VERMELHA ABÓBORA ÓLEO DE GIRASSOL SAL PIMENTA LEITE ÁGUA QUEIXO DE VACA DA REGIÃO TOMATINHOS LOCOTO (classe de chile) ÓLEO DE MILHO OU DE GIRASSOL SAL PREPARAÇÃO: Ralar os milhos e a abóbora. Numa panela, colocar 2 colheradas de óleo e adicionar a cebola em cubos até que fique transparente. Adicionar um chile picado em cubinhos e saltear. Colocar os milhos e a abóbora, com uma colher de madeira, sal e pimenta e adicionar o leite e a água. Agitar e cozinhar até que espesse. Numa frigideira colocar o resto de óleo e adicionar a páprica, sal e pimenta e cozinhar o molho durante 7 minutos.Para servir, coloque em cada prato uma peça de queixo sob a humita e uma colherada de molho. Colocar no forno até que o queixo fique gratinado (5 minutos). Molho de Llajwa: Todos os ingredientes são moídos num batán (uma pedra plana na qual, com um movimento oscilante duma outra base curva, os ingredientes são moídos, ou liquefeitos, cuidando que fique com grumos, mais não completamente liquefeitos, para não modificar a essência). Se você não tem um batán, você pode ralar os tomates e o locoto com um ralador de mão, e logo misturar os ingredientes com sal. Se você utilizar fervuras, adicione as picadas finas. 21 Região Noroeste S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Bode sob concha salgada com legumes ao vapor e óleo de páprica Quando você chegar às águas termais de Río Hondo, você poderá desfrutar dos bodes da região. Sua carne tem mais sabor numa concha salgada, um clássico da região. 22 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 12 pessoas ) 8 kg. 30 g. a vontade a vontade 100 cc. LEGUMES AO VAPOR 500 g. 500 g. 500 g. 500 g. 5 folhas a vontade a vontade ÓLEO DE PÁPRICA 180 cc. 1 Colher 2 colherinhas CONCHA SALGADA 1500 g. 5 unidades BODE (cabra recém nascida) PIMENTA SALSA TOMILHO (FRESCO) AZEITE CENOURAS ABÓBORAS BROCCOLI BATATINHAS LOUREIRO SAL PIMENTA PRETA MOÍDA ÓLEO DE GIRASSOL PÁPRICA PIMENTA PRETA MOÍDA SAL CLARA DE OVO PREPARAÇÃO: Marinada Misturar azeite, salsa, pimenta e tomilho. Marinar o bode durante 8 horas no refrigerador sob uma placa de forno envolvida com papel de filme. Legumes ao vapor Descascar e cortar a abóbora e as cenouras. Remover as flores de brócolis. Vaporar os legumes até que fiquem macias. Misturar o loureiro com a pimenta moída e temperar com sal a vontade. No fundo da panela vaporada colocar as folhas de loureiro para perfumar os legumes. Concha salgada Misturar a clara de ovo até conseguir uma massa homogênea. Cozedura Tirar o filme da carne. Colocar a preparação da concha salgada (cobrindo todo o bode), levar ao forno durante 2 horas e meia a 180ºC, após ter sido esquentado. Óleo de páprica Misturar o óleo de girassol com a páprica e a pimenta e adicionar os legumes ao vapor no momento de servir a comida. Dados BODES Nas águas termais de Río Hondo, é comum procriar bodes, uma carne macia e deliciosa, oferecida em todos os restaurantes em diversos modos, mas é aconselhável comer as em churrasco ou grelhadas. 23 Região Noroeste S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Dorado frito com feijão e ovos poché Este dorado é um prato surpreendente, um peixe de rio, servido fritado com feijão e ovos poché. Acompanha se muito bem com um vinho Torrontés. 24 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados DORADO Nos rios do NOA a pesca tradicional e esportiva é muito comum. O melhor prêmio por essas horas de paciência é um dorado, com classes que podem atingir, nos casos excepcionais os 30 kg. A sua carne é muito gostosa e muita gente escolhe prepara-a no mesmo lugar onde se pesca, geralmente grelhada. Esse jeito de cozinhar permite apreciar a sua carne branca e macia. INGREDIENTES ( 8 pessoas ) 1 unidade (6kg.) 6 unidades a vontade 1 kg. 600 g. 1 lt. a vontade FEIJÕES 1 kg. a vontade a vontade OVOS POCHÉ a vontade 5 Colheres 2 Colheres DORADO LIMÃO PIMENTA FARINHA BRANCA 0000 GORDURA DE PORCO ÓLEO DE GIRASSOL SAL FEIJÕES SAL ÁGUA ÁGUA VINAGRE SAL PREPARAÇÃO: Tirar fora as nadadeiras do peixe. Cortar a cola, a cabeça e as espinhas. Cortar o dorado em fatias. Logo colocar num recipiente de vidro, e adicionar o suco de limão com sal e páprica a vontade. Deixar repousar uns poucos minutos e enrolar em farinha. Logo fritar num recipiente de base grossa com a gordura de porco. Feijões Ferver os feijões até que estejam macios. Logo terminar o fervor com água fria e tirar a pele. Logo saltear em manteiga antes de servir. Ovos poché Numa panela grande, esquentar muita água com 50 cm3 de vinagre por cada litro de água. Esperar até ferver. No entanto, quebrar o ovo numa tigela. Quando a água comece a ferver, introduzir uma colher na panela e, com um movimento circular, fazer um redemoinho no centro dela. Colocar o ovo, deslizando suavemente. Cozinhar o ovo por 2 minutos e meio, o tempo necessário para o ponto desejado: uma clara consistente e uma gema coagulada. Tirar o ovo com cuidado, usando uma escumadeira. Para finalizar, deixar o ovo esfriar numa tigela com água gelada. Os ovos devem ser fervidos um por um. * É aconselhável adicionar ervas à manteiga (orégano, salsa, coentro, tomilho) 25 Região Noroeste S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Truta grelhada com manteiga de pimenta de molle e pudim de humita Para aqueles amantes da pesca esportiva, uma truta preparada grelhada é o melhor prêmio. Especialmente quando é comida por quem a pescou. 26 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 5 pessoas ) 5 unidades 5 g. 5 g. MANTEIGA DE PIMENTA DE MOLLE (árvore de Peru) 250 g. 25 g. PUDIM DE HUMITA 4 unidades 8 unidades 180 cc. 500 cc. TRUTAS (320-350 g. cada uma) SAL PIMENTA MANTEIGA PIMENTA ROSA HUMITA OVOS CREME DE LEITE LEITE INTEGRAL PREPARAÇÃO: Tirar fora as espinhas das trutas. Cortar o rabo, nadadeiras, e a cabeça. Esquente uma grelha, logo adicione a manteiga de molle, e dourar os dois lados da truta de 5 a 10 minutos. Pudim de humita Quebrar os ovos, e colocar numa tigela, adicionar o creme de leite (bata à mão até emulsionar). Adicionar as humitas sem chalas (a folha), pisadas antes com garfo. Coloque manteiga e farinha nos moldes de pudim individuais. Coloque no forno a banho-maria durante 15 minutos a 180ºC. Manteiga de pimenta de molle Moer a pimenta, misturar com manteiga até se formar um creme. Dados TRUTA DE LAGOA Em lagoas, lagos e espelhos de água das barragens, encontramos a truta da variante “arco-íris”. Cada área tem o seu próprio calendário fechado. 27 Região Noroeste S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Guisado charque em caçarola de farinha de trigo capia O sol é um dos ingredientes principais desta região. Pelo seu calor, se prepara o charque, que é a base deste guisado feito com farinha capia. 28 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 5 pessoas ) 1 kg. 200 g. 100 g. 2 dentes 3 unidades 200 g. 150 g. 2 unidades 2 colherinhas 1 colherinha 2 colherinhas CALDO 2 dentes 2 ramos 2 plantas 1 planta 1 unidade 2 unidades CHARQUE CEBOLA PIMENTA PRETA ALHO TOMATE (mediano) BATATA PEQUENA (lisa) FARINHA DE TRIGO CAPIA CENOURA SAL PIMENTA PRETA MOIDA PÁPRICA ALHO SALSA PORRO AIPO CENOURA (mediana) FOLHA DE LOUREIRO PREPARAÇÃO: Caldo: Numa panela, adicione água, sal, as folhas de loureiro, e os legumes para o caldo. Levar ao fogo e quando a água ferver, adicionar ao charque. Cobra a panela e deixe ferver 40 minutos no fogo alto. Procedimento: Coloque um pingo de óleo numa caçarola, logo refogue as cebolas, o sopro e o alho. Adicione o charque já esmigalhado, com duas xícaras de caldo e a farinha de milho capia. Corte os tomates em cubos pequenos tirando fora as sementes. Temperar com a páprica e a pimenta preta. Descascar e cortar as cenouras. Corte as batatas em metades e adicione-as na caçarola. Cozinhar a fogo meio e cobrir a caçarola durante 30 minutos. Conselhos* Quando o charque está esmigalhado, não adicionar sal. Dados CHARQUE A “chalona” são ossos de carne ovina, secados ao sol, com sal. O charque se faz com carne de vaca ou lhama, mais sem ossos, também secados ao sol com sal. Em ambos casos, se comem em guisados ou sopas e devem ser saturados para fazer a carne macia, e logo, em alguns casos, um ligeiro torrado para alcançar um gosto saboroso e especial. 29Região Noroeste S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Lombo de lhama rosado llajwa e risoto de quinoa A carne de lhama, com milhares de anos nestas paisagens, fica muito bem com o molho de llajwa, típico desta área, que da muita fogosidade. 30 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 6 pessoas ) RISOTO DE QUINOA 500 g. 70 g. 100 g. 200 g. 100 g. 200 cc. 5 g. 50 cc. 50 g. 200 g. 200 g. 50 g. QUINOA (tipo de cereal) PIMENTÃO ABOBRINHA ZUCCHINI CENOURA VINHO BRANCO CALDO DE LEGUMES AZEITE CEBOLA CREME DE LEITE QUEIJO RALADO MANTEIGA LOMBO DE LHAMA SAL PIMENTA AZEITE TOMATE (tipo cherry) LOCOTO ÓLEO DE MILHO OU DE GIRASSOL SAL INGREDIENTES 1,25 kg. 5 g. 3 g. 20 cc. LLAJWA 400 g. 1 unidade 50 cc. 5 g. PREPARAÇÃO: Lombo de Lhama Numa frigideira, coloque óleo, leve ao fogo, e logo, doure em ambos lados, adicionando sal e pimenta a gosto. Colocar no forno durante 30 minutos a 180ºC. Molho de llajwa Todos os ingredientes devem ser moídos num batán (uma pedra chata na qual, com a oscilação de outra base curva, os ingredientes são moídos, ou liquefeitos, cuidando de não fazer grumos, e também não liquefazer completamente para não altera a sua essência). Se não, ralar o tomate e o locoto com um ralador de mão e logo misturar os ingredientes juntos com sal, e, se usar ervas, adicione-as picadas finas. Risoto de Quinoa Lavar a quinoa até que a água fique clara e limpa. Adicione água fervida ou caldo. Cozinhe até que fique em grãos (aproximadamente 12 minutos em água fervida), colar e esfriar. Verter óleo num frigideira grande e adicione cebolas, alho, pimentão, cenouras, abobrinhas e zucchini, cortados antes em cubos pequenos. Adicionar o vinho, deixar evaporar uns poucos minutos, pôr o creme de leite com quinoa, e logo revolver para que não se grude. Finalmente, adicione o queijo e a manteiga. Dados LHAMA Antes que os espanhóis chegaram, a lhama era um animal muito consumido. Tem uma carne com um gosto forte, que permite diferentes preparações, com muitas proteínas. Assemelha-se à carne de vaca, e não tem um gosto nem uma aroma especial. A gordura da carne dos camélidos, é muito branca e tem baixos níveis de colesterol. 31 Região Noroeste S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Picante de frango Tem muitas maneiras de preparar um guisado, e no NOA muitos deles levam o nome de picantes. O que contem frango é típico e se prepara em restaurantes e na casa, cheios de temperos locais. 32 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 5 pessoas ) 1 unidade 3 unidades 4 unidades 1 xícara 2 Colheres ½ colherinha 1 Colher 3 unidades 3 xícaras 250cc. 2 Colheres 1 unidad FRANGO (2 ½ kg. aproximadamente) CEBOLA (mediana) TOMATE ERVILHAS (descascadas) SALSA PIMENTA PRETA MOIDA SAL ALHO CALDO ÒLEO DE GIRASSOL LOCOTO PREPARAÇÃO: Numa caçarola coloque o frango em pedaços e o resto dos ingredientes cortados em cubos pequenos. Adicione o caldo que deve cobrir todos os ingredientes completamente. Cozinhar ao fogo alto até ferver, e logo ao fogo baixo pelo menos uma hora e meia até que o frango esteja macio. Revolver de vez em quando. Se quando cozinhar o suco se reduzir muito, acrescente com um pouco mais de caldo, pra que fique suculento quando servir. Finalmente, coloque salsa sobre o picante de frango. Dados FRANGO Um dos pratos típicos do Norte, são os guisados e as tortas, sinônimos da cozinha caseira. Geralmente, são feitos com frango. Pode-se adicionar uma cobertura com uma folha de cayote (um doce local), açúcar mascavo e merengue. Isto se usa comumente nos casamentos. 33 Região Noroeste S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Patê de carne de vizcacha em massa A carne de vizcacha não é comum na gastronomia, mas tem muita nestas paisagens. Você tem que se animar e comer o patê em massa. 34 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 6 pessoas ) 3 kg. 100 g. 3 plantas 1 colherinha 50 cc. 1 colherinha 1 y ½ colherinhas 1 xícara 250 cc. MASSA 500 g. 10 g. 15 g. 5 g. 50 g. 100 cc. CARNE DE VIZCACHA MANTEIGA PORRO TOMILHO CONHAQUE SAL PIMENTA CALDO COM LEGUMES FARINHA LEVEDURA (prensada) SAL PIMENTA MANTEIGA LEITE PREPARAÇÃO: Dourar a carne com um pingo de óleo e adicione porro, tomilho e alho. Adicione conhaque e quando evaporar, verter uma xícara de caldo. Cozinhe por 30 minutos aproximadamente. Quando esteja cozinhado, tire fora a carne e esmigalhar. Coloque no processador com meia xícara de caldo da mesma cozedura. Processar e guardar no refrigerador. Massa Fazer uma coroa com a farinha, esmigalhar a levedura, adicione leite e manteiga. Misture todos os ingredientes até atingir uma massa homogênea. Deixar fermentar por 15/20 minutos. Tirar o gás da massa, logo fazer pequenos bolos. Logo ao forno durante 20 minutos a 200°C. Dados VIZCACHA A vizcacha selvagem tem um gosto mais forte do que aquelas de criação. A sua carne tem um gosto melhor se faze se uma marinada antes ou preparada em caldo com legumes, temperos e ervas. 35 Região Noroeste S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Enrolado de Argentina-Dourada com molho de farinha de milho morado e creme de abóbora Este gostoso peixe, com uma carne muito compacta, fica melhor com ingredientes do Norte, onde sempre estão o milho morado e a abóbora. 36 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 6 pessoas ) 5 unidades 1 pacote 200 g. 2 unidades 50 g. a vontade CREME DE ABÓBORA 400 g. 200 cc. 250 cc. SALSA DE HARINA DE MAÍZ MORADO 150 g. 1 xícara 50 g. 3 g. 2 g. PEIXE ARGENTINA-DOURADA ESPINAFRE QUEIJO SARDO CEBOLA (mediana) MANTEIGA NOZ MOSCADA RALADA ABÓBORA CREME DE LEITE CALDO COM LEGUMES FARINHA DE MILHO MORADO CALDO DE LEGUMES MANTEIGA SAL PIMENTA PREPARAÇÃO: Recheio Ferver o espinafre e coar. Picar as cebolas em cubos pequenos e refogar em manteiga. Processar o espinafre com as cebolas refogadas e adicione o queijo ralado e a noz moscada. Sal e pimenta a gosto. Preparação do enrolado Limpar o peixe tirando fora as barbatanas, a cabeça e as escamas, logo colocar dentro sal e pimenta. Adicionar uma colher de recheio (faça o enrolado e integre com um palito dos dentes). Cozinhe durante 3 a 5 minutos num forno antes esquentado a 200°C. Molho de farinha de milho morado Verter a farinha numa frigideira. Torrar 5 minutos sobre fogo, adicionando manteiga. Logo adicionar o caldo em forma de fio, para não fazer grumos. Quando estiver grosso, tirar fora do fogo. Creme de abóbora Faça um purê sem grumos. Logo coloque numa frigideira, adicionando creme e caldo. Cozinhar a fogo mínimo até ficar grosso. Dados PEIXE ARGENTINA-DOURADA DE RIOS E REPRESAS Esta espécie tem uma faixa prateada que atravessa seu corpo, da cabeça ao rabo que justifica o seu nome e é também conhecida como “flecha de prata”. Tem escamas pequenas e compactas, e uma carne muito gostosa. 37 INGREDIENTES ( 6 pessoas ) CHANFAINA 300 ml. 150 g. 100 g. 100 g. 150 g. 2 Colheres 2 Colheres 2 xícaras 2 unidades 2 unidades 2 unidades 1 Colher 2 Colheres 1 Colher 1 colherinha 1 colherinha 1 colherinha 1 colherinha PÃO DE ABÓBORA 500 g. 2 colherinhas 2 colherinhas 500 g. 2 colherinhas HUMITA EM CHALA 6 unidades 10 folhas 300 g. 1 unidade 1 colherinha 1 pizca 200 cc. 100 g. 1 colherinha 1 colherinha 250 g. SANGUE DE CORDEIRO RIM DE CORDEIRO FÌGADO DE CORDEIRO CORAÇÃO DE CORDEIRO TRIPA DE CORDEIRO GORDURA ÓLEO DE GIRASSOL CALDO DE LEGUMES CEBOLA (mediana) TOMATE (mediano) CHILE FARINHA VINAGRE AÇUCAR SAL CHILE MOÍDO SALSA PÁPRICA DOCE PREPARAÇÃO: Pão de abóbora Colocar uma caçarola com água e sal no fogo. Quando a água ferver,adicionar a abóbora descascada antes, e cortar em pedaços. Deixar ferver ao fogo baixo por uns 20 minutos até que fique macia. Escorrer a abóbora bem, tirando o excesso de água. Reservar a água da cozedura. Colocar num copo 60 ml. de água da fervura da abóbora e adicionar a levedura, mel, e dois colheradas de farinha. Deixar repousar até duplicar o seu volume. Colocar numa tigela, farinha e sal. Logo adicionar a levedura já fermentada e depois o purê de abóbora. Borrifar a mesa com farinha e colocar a massa acima e misturar por uns dez minutos até que a massa esteja homogênea e elástica. Cobrir com um pano de cozinha ou papel filme e deixar repousar por uns 15 minutos até duplicar o seu tamanho. Tirar o gás da massa batendo a, deixar repousar por uns 10 minutos mais, até que tenha uma forma redonda. Colocar numa placa de forno barrada com um pouco de óleo, cobrir com um pano de cozinha e deixar repousar uma hora até duplicar o seu tamanho. Esquentar antes o forno a 220ºC. durante 40 minutos, até que o pão tenha uma cor dourada e soar oco quando bater. Deixar esfriar sobre uma grelhe antes de comer. ABÓBORA LEVEDURA SECA MEL FARINHA SAL MILHO MANJERICÃO ABÓBORA PIMENTO VERMELHO SAL AÇUCAR LEITE GORDO GORDURA DE PORCO CHILE MOÍDO PÁPRICA QUEIJO FRESCO DE VACA DA REGIÃO S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Chanfaina* com pão de abóbora e humita As mesas do NOA apresentam os encontros culturais. Esta chanfaina de origem hispânico, serve se com um pão de abóbora típico da região e humita. * Chanfaina: arroz com carne Região Noroeste38 Conselhos* Escolher milho preferentemente que não seja duro. Se desejar engrossar o molho um pouco mais, adicione, no último minuto, uma colherada de farinha dissolvida em meia xícara de água. Dados CHANFAINA A Chanfaina é um guisado espanhol, que chegou nesta região nos tempos da conquista. Existem diferentes versões, mas todas têm, geralmente, cordeiro e muitos miúdos, incluindo a sangue do animal. Humita Limpar o milho e guardar as chalas. Ralar e moer as com um morteiro junto com a abóbora (ou processar), com manjericão, chile, sal, açúcar, e se necessário, leite. Fritar o chile moído e a páprica em gordura e adicionar o milho. Cozinhar por uns 5 minutos revolvendo com uma colher de madeira. Escolha 12 chalas inteiras e coloque sobre de dois em dois. Colocar no centro de cada uma 3 colheradas de pasta de milho e afundar no centro um dado de queijo (aproximadamente 30 g.). Dobrar as pontas das chalas por dentro (para formar um pequeno pacote) assegure puxando a chala. Repetir com o resto das chalas e o recheio. Cobrir 1/3 da caçarola com água, colocar numa tigela as chalas descartadas e colocar as humitas. Cozinhar por uma hora, escorrer e está pronto para servir. Chanfaina Revolver a sangue com sal e deixar endurecer. Tirar a membrana das tripas (guardar em vinagre e suco de limão). Ferver em água e sal. Adicionar a carne endurecida e cortar em pedaços. Numa caçarola com fundo grosso, adicionar a gordura misturada com óleo. Fritar a cebola, tomates e o chile cortado em cubos. Temperar com sal, chile moído como gostar, páprica, salsa e orégano. Cobrir com caldo e vinagre. Adicionar uma colherada de açúcar e cozinhar ao fogo baixo. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 39 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Patas de cordeiro ao forno, chauchas e batatinhas em suco de charque e óleo de manjericão No meio da Quebrada (montanhas) ou nas diferentes paisagens da província de Jujuy, as patas de cordeiro são muito gostosas com batatinhas e óleo de manjericão aromatizado. Região Noroeste40 INGREDIENTES ( 4 pessoas ) 8 unidades 3 Colheres 3 dentes 1 unidade 2 unidades 1 unidade 1 pacote 1 unidade 1 lt. 1 unidade 50 g. CHAUCHAS E BATATINHAS FERVIDAS EM SUCO DE CHARQUE 400 g. 400 g. 300 g. 2 pacotes 3 dentes 2 unidades 2 unidades 1 unidade ÓLEO DE MANJERICÃO 200 cc. 2 pacotes PATAS DE CORDEIRO AZEITE ALHO CEBOLA (grande) PORRO CENOURA AIPO TOMATES VINHO TINTO BOUQUET DE ERVAS MANTEIGA CHAUCHAS BATATINHAS (batatas oca) CHARQUE AIPO ALHO CENOURAS (medianas) CEBOLAS (medianas) PORRO OLEO DE GIRASSOL MANJERICÃO (aprox. 20 folhas) PREPARAÇÃO: Pôr sal e pimenta na carne, dourar bem numa caçarola com óleo quente (reservar). Picar legumes e dourar os uns poucos minutos na mesma caçarola. Deslocar com o vinho tinto raspando o fundo de cozedura e deixe reduzir alguns minutos. Adicionar as patas e as ervas. Cobrir com água. Ferver durante 60 minutos desde quando a água começar a ferver. Deixe a carne esfriar no caldo de cozedura. Leve as patas ao refrigerador e coloque o caldo sobre fogo até que a metade se reduzir. Escorrer os legumes e deixe o caldo sem impurezas. Colocar as patas numa placa de forno alta com o caldo já reduzido e manteiga. Colocar no forno ao fogo meio e pincelar com caldo cada 15 minutos, 4 a 5 vezes até que a carne fique com verniz e brilhante. Chauchas e batatinhas fervidas em suco de charque Ferva o charque numa caçarola com legumes. No mesmo suco, ferver as chauchas e as batatinhas até que estejam macias. Tirar fora e cortar a cozedura passiva. Óleo de manjericão Num liquidificador colocar 250 cc. de óleo de girassol e adicionar dois pacotes de manjericão. Liquefazer até que o óleo fique verde. Dados CORDEIRO Na região de Abrapampa em Jujuy, se cria um cordeiro, famoso pelo seu gosto. O lugar fica ao pé do morro Huncar, a 3000 metros sobre o nível do mar, com pouco pasto, mas com ervas que os animais comem, e essas ervas dão a carne um sabor especial. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 41 D O C E S · S O B R E M E S A S Bolo de queixo de bode com xarope de tuna* Os cactos são uma parte importante das paisagens desta região. Dão a doçura deliciosa do xarope de tuna contrastando com o forte sabor do bolo de queijo de bode. * Tuna: fruta de cacto Região Noroeste42 INGREDIENTES ( 6 pessoas ) MASSA 180 g. 200 g. 100 g. 1 unidade 1 colherinha RECHEIO DE BOLO 200 g. 2 unidades 50 cc. XAROPE DE TUNA 400 cc. 2 kg. 300 g. MASSA BRISÉE FARINHA 0000 MANTEIGA OVO SAL QUEIJO DE BODE OVOS CREME DE LEITE ÁGUA TUNA AÇÙCAR PREPARAÇÃO: Massa Colocar numa tigela, manteiga, ovos, e um pouco de sal. Misturar adicionando a farinha. Quando alcançar uma massa fina, adicione 2 colheradas de água fria e continuar. Se estivesse seca, adicione mais água. Quando esteja bem amassada, colocar no refrigerador para esfriar antes do alongamento. Para alongar, empoar com farinha e com ajuda duma vara para amassar. Alongar a massa desde dentro pra fora até alcançar a espessura desejada. Enrole na vara e logo coloque numa placa de bolo, antes enfarinhada. Ponha manteiga com ajuda duma forca, pique para evitar globos na cozedura. Pincele a massa com uma gema de ovo e cozinhe de 5 a 8 minutos no forno a 180°C. Recheio do bolo Rale queijo e misturar com os ovos e o creme. Logo verter o recheio na placa de cozinhar e ao forno por 15 minutos a 200°C. Xarope de tuna Descascar as tunas, cortar em pedaços e colocar numa caçarola junto com água e açúcar. Cozinhe revolvendo com uma colher até que as tunas estejam desfeitas. Peneirar e levar de novo o líquido até que tenha uma cor obscura e densa. Quando o bolo estiver feito, deixar esfriar a temperatura ambiente sobre um grelhe de metal e finalmente adicionar o xarope de tuna antes de comer. Dados XAROPE DE TUNA O xarope é um suco de fruta cozinhado, muito espesso, parecido ao mel. Como diz o seu nome, se prepara com diferentes vegetais, como a cana de açúcar o a tuna (uma fruta dos cactos típicos da região). Este xarope se come em diferentes formas, mas um dos mais tradicionais é sobre queixo cottage de bode ou quesillo. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 43 D O C E S · S O B R E M E SA S Cayote em xarope com gelado de nozes As casas do Norte, sempre têm doces em xarope. Um dos favoritos é o cayote que pode se comer só, com quesillo, ou com este gelado de nozes. Dados CAYOTE A alcayota é uma classe de cucurbitácea americana, nascida em México, América Central, América do Norte e América do Sul. Este tipo já era cultivado pelos Astecas, faz mais de 4000 anos. Eles a chamavam “tzilcayotli”. Com a chegada dos espanhóis, o nome ficou alcayota e cayote. Por fora parece um melão e por dentro tem uma polpa que se abre como os noodles vegetais. Região Noroeste44 INGREDIENTES ( 8 pessoas ) DOCE DE CAYOTE 1 kg. 10 unidades 500 g. GELADO DE NOZES 500 g. 8 Colheres 100 g. 4 Colheres 250 cc. 3 unidades 3 Colheres CAYOTE (inteiro) CRAVO DA ÍNDIA AÇÚCAR (por cada quilo de cayote) RICOTA MAGRA (queijo italiano, parecido ao queijo cottage) AÇÚCAR REFINADO NOZES MOÍDAS (1 xícara) CONHAQUE CREME DE LEITE CLARA DE OVO AÇÚCAR PREPARAÇÃO: Doce de cayote Antes de começar a preparação, os cayotes devem ser pesados todos para calcular a quantidade de açúcar que precisaremos. Logo esquentar os no forno para poder descascar mais fácil. Desfazer com os dedos, para que fiquem fibrosos. Colocar numa tigela de aço não oxidável, adicionar açúcar e deixar repousar até o próximo dia. Assegure que desprenderam seu próprio suco. Colocar numa caçarola e cozinhe ao fogo baixo até que as fibras de cayote ficarem transparentes. Misture o tempo todo para que não se cole, com uma colher de madeira. Deixe esfriar numa jarra esterilizada, para que esteja perfeitamente conservado. Gelado de nozes Processar a ricota e adicionar o açúcar refinado para alcançar um creme. (adicionar nozes e conhaque). Bater o creme até que esteja espesso. Adicione a preparação em forma envolvente. Ponha as claras de ovo e o açúcar numa caçarola. Esquentar e misturar com um batedor manual as claras até que estejam quentes (pôr um dedo para controlar). Tirar fora do forno e verte numa tigela. Bater as com o açúcar até ficar duro (merengue). Adicione creme às claras batidas numa forma envolvente. Levar ao refrigerador até que esteja bem frio. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 45 D O C E S · S O B R E M E S A S Alfajor* de gafanhoto com recheio de figos queimados Um substituto do cacau da região é a árvore de gafanhoto. Com o seu fruto, se prepara uma saudável e rica farinha, que é a base destes alfajores recheios com figos queimados. * Alfajor: biscoito doce Região Noroeste46 INGREDIENTES ( 8 pessoas ) MASSA 120 g. 70 cc. 70 g. 70 g. 35 g. 2 colherinhas 1 colherinha 70 cc. 1 unidade XAROPE DE FIGOS 2 kg. 2 lt. 1 kg. ½ unidade FARINHA INTEGRAL ÓLEO DE GIRASSOL AÇÚCAR MASCAVO FARINHA DE GAFANHOTO AMIDO DE MILHO FERMENTO EM PÓ SAL ÁGUA MAÇÃ (mediana) FIGOS (maduros) ÁGUA AÇÚCAR RALADURA DE LIMÃO PREPARAÇÃO: Massa Numa tigela, misturar a farinha integral, a farinha de gafanhoto o amido de milho, sal, e o fermento em pó. Fazer uma coroa e no centro colocar margarina, a maçã e o açúcar (com a quantidade necessária de água). Fazer um bolinho e guardar no refrigerador coberto por umas duas horas. Alongar a massa espessa e fazer 12 bolinhos (apertar para que fiquem redondos). Cozinhe a 180ºC., durante 15 a 20 minutos e deixe esfriar, recheando com os figos queimados. Figos Limpar os figos muito bem, por baixo dum jorro de água. Colocar os figos numa caçarola grande cobertos com água e ferver até que desprender parte do leite pegajoso. Na superfície da água, se produz uma espuma em alguns minutos. Neste ponto tirar fora e reservar. Numa caçarola, verter dois litros de água, num recipiente de fundo grosso, adicionar açúcar e a concha do limão. Logo colocar os figos antes picados. Cozinhar ao fogo baixo durante duas horas (devem ficar transparentes). Colocar numa frigideira uma colherada de manteiga, logo dourar de ambos lados, com uma colherada de açúcar mascavo e finalmente fazer os “alfajores” Dados FIGOS Os figos são cultivados no Norte, apesar de ser típicos do Mediterrâneo. Nessa região são conhecidos desde tempos antigos, e são mencionados no Bíblia. Os gregos adoravam, tal vez porque era a fruta preferida de Platão. Eles os chamaram a fruta dos filósofos. Nas províncias da região, se come fresco, seco, como doces ou em conserva de xarope. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 47 D O C E S · S O B R E M E S A S Bolanchao com creme de limão e redução de torrontés Esta típica sobremesa da região, em forma de bolinho, se prepara cascando frutas num morteiro. Neste caso, se acompanha com creme de limão e redução de Torrontés. Região Noroeste48 INGREDIENTES ( 8 pessoas ) 1 kg. a vontade CREME DE LIMÃO 2 unidades 150 g. 1 copo 2 Colheres 2 unidades REDUÇÃO DE TORRONTÉS 1 lt. 500 g. FRUTOS DO MISTOL (árvore) FARINHA DE MILHO TORRADO LIMÕES AÇÚCAR ÁGUA AMIDO DE MILHO OVOS VINHO TORRONTÉS AÇÚCAR PREPARAÇÃO: Bolanchao Moer o mistol num morteiro. Logo fazer pequenos bolos e enrolar em migalhas de pão com a farinha de milho torrado. Levar ao forno ao fogo baixo até que fiquem consistentes. Creme de limão Para preparar este creme, bater duas gemas de ovo e misturar com as duas colheradas de amido de milho. Por outro lado, verter açúcar numa tigela e adicionar um copo de água (revolver até que o açúcar se dissolver). Verter as gemas com o amido de milho na preparação anterior (bem misturado), adicionar um pouco de raladura de limão, alem do suco de dois limões. Cozinhe a banho Maria, sempre revolvendo com uma colher de madeira até alcançar a consistência necessária. Deixar esfriar a temperatura ambiente. Reduçao de Torrontés Colocar numa tigela de fundo grosso ao fogo médio. Adicionar o vinho junto com o açúcar, e deixar se reduzir 45 minutos até alcançar a consistência desejada. Dados TORRONTÉS O Torrontés é o vinho branco simbólico da Argentina, que encontrou nesta região, uma das suas melhores terras para expressar intensamente o seu aroma e o seu sabor. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 49 D O C E S · S O B R E M E S A S Gelado de melado com crocante de amêndoas Tucumán é a terra da cana de açúcar. Com o seu mel (melado), se faz um doce crocante (nougat), uma fórmula que vem da colônia, e com a qual se faz este gelado. Região Noroeste50 INGREDIENTES ( 6 pessoas ) 6 unidades 250 g. 1 pitada 125 g. 250 cc. 1 Colher 1 taça 100 g. 250 g. 3 unidades OVOS FARINHA 0000 SAL AÇÚCAR MELADO AMIDO DE MILHO DOCE DE LEITE (DULCE DE LECHE) NOZES MOÍDAS CREME DE LEITE CLARAS DE OVO PREPARAÇÃO: Bata as claras de ovo a ponto neve e adicione o amido. Esquente açúcar e mel. Antes do que a água ferver, tirar fora do fogo e verter sobre as claras e continuar batendo até esfriar. Massa Misturar as gemas junto com o açúcar até alcançar uma cor branca. Adicionar, um pouco por vez, a farinha anteriormente peneirada. Fazer uma massa ligeiramente adicionando farinha para que a massa não se cole. Deixar repousar 30 minutos. Alongar a massa e fazer discos com um molde mediano, colocar os numa placa de forno. Cozinhar a 180°C durante 5 minutos. Tirar fora quando estiver dourada. Gelado de melado Processar os discos. Logo adicionar o merengue frio, o dulce de leche a as nozes moídas. Bater o creme até que se espesse o suficiente. Adicionar á preparação em forma envolvente. Colocar as claras de ovo e o açúcar numa caçarola. Esquente e misture com um batedor manual, as claras até que estejam quentes (coloque um dedo e controle). Tire fora do fogo e verta numa tigela. Bater com açúcar até o ponto merengue. Adicionar creme ás claras batidas numa forma envolvente. Dados MELADO O melado vem da cana de açúcar. Tem a consistência dum melde abelha espesso e a sua cor é obscura e o seu gosto doce e forte, ligeiramente assemelha um licor. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 51 52 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 53 Região NEA ·Litoral M I S I O N E S C O R R I E N T E S E N T R E R I O S F O R M O S A C H A C O S A N T A F E O litoral argentino surpreende a cada minuto com suas terras vermelhas, seus rios de incomparável beleza, e uma vegetação frondosa. Famoso pelos seus rios com quedas e cascadas, nas suas águas vivem milhares de espécies deliciosas com uma boa mão cozinheira. Em redes e ganchos, podem-se pescar surubies, dorados, sáveis, ou pacús, entre outras espécies combinadas sobre fogo com ervas e vegetais que crescem com exuberância. As surpresas da paisagem continuam com borboletas de cores e tamanhos especiais ou aves exóticas que moram nos estuários. São áreas onde também encontramos carnes não tradicionais, baixo o sol que normalmente produz arco-íris. A região também é rica em cítricos e frutas trazidas pelos espanhóis. As flores de laranjeira, perfumam o ar intensamente. No litoral, o visitante pode gostar da cozinha local assim como também outras herdadas de comunidades que estão nestas terras. Ali, pode-se resgatar, por exemplo, parte da cultura guarani, que hoje conhecemos, como os pães feitos com farinha o com amido de mandioca, como os típicos chipás (classe de bolinhos), comidos o tempo todo e encontrados em todas partes no longo dos caminhos. Com eles encontramos o “holupchi” ucraniano e outras preparações de nomes difíceis de pronunciar corretamente, que têm diferentes procedências. Justamente desse crisol de comunidades dispersadas e tão arraigadas, se celebram, uma vez ao ano, os tradicionais Festivais das Comunidades. O cardápio do litoral não estaria completado sem mencionar as frutas subtropicais, tão exóticas como as paisagens. Elas têm sabores deliciosos, como o abacaxi, o mango, o mamão, os cocos, os palmitos; consumidos frescos, ou nas diferentes preparações. Também esta terra fértil da nozes, como a Pecan. Esta exuberância natural atrai as abelhas produzindo uma variedade de mel. Mas tem dois produtos distintos desta terra: com olhos nus parecem como pequenas folhas, mas delas nascem importantes bebidas: o chá comum e a erva mate. Esta última um dos mais puros sinônimos da Argentina. 54 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A APERIT IVOS/PRIMEIROS PRATOS/HORS D ’OEUVRE · Espigão de chipá e tomates adoçados · Varas de surubí com maionese láctea e alhos dourados · Tabela de Misiones: “reviro”, boga (peixe)- bolo de mandioca, e “chimichurri” (molho de churrasco) SALGADOS/PRATO PRINCIPAL · Surubí com rúcula e vegetais salteados · Boga gratinada, cebola, em caramelo, tomates semi-doces, anelos de queixo crocantes, com saladinha verde, mandioca salteada e emulsão de melissa. · Cordeiro de Federación marinado em ervas com compota de berinjelas, pimentão e cebola, e trigo burgol. · Bondiola de porco Yatay. · Bolo de mandioca e queijo do campo. · Frango Mbaypi. · Coelho adoçado com milho cremoso e queijo cuartirolo. · Holupchi – (folhas de repolho recheias). · Gnocchi de leite com crocante de nozes Pecan e queijo parmesano. · Pacú grelhado com batatas crocantes às finas ervas e molho de limões assados. DOCES/SOBREMESAS · Pasteis recheios com marmelo em xarope. · Pudim de pão e laranjas com granita de erva mate. · Bolo úmido de mel e Yacaratiá · Mousse de quinoto e cardamomo em grelhe de chocolate com cápsula de curaçao de kiwi e pêssego. · Torta de nozes Pecan e mel com gelado de melissa M I S I O N E S C O R R I E N T E S E N T R E R I O S F O R M O S A C H A C O S A N T A F E Região NEA · Litoral 55 PAG. 56 58 60 62 64 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 Região NEA · Litoral A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Espigões de chipá e tomates adoçados O chipá se come o tempo todo. Quando sair do forno, invita a ser devorado com seu forte aroma. Para um aperitivo perto duma queda de água ou cataratas estes espigões com tomates são ideais. 56 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A FÉCULA OU AMIDO DE MANDIOCA QUEIJO SARDO QUEIJO TYBO MANTEIGA OVOS SAL LEITE TOMATES CHERRY ALHO TOMILHO FRESCO AÇÚCAR SAL MARINA AZEITE INGREDIENTES ( 8 pessoas ) CHIPÁ 500 g. 150 g. 150 g. 50 g. 3 unidades 1 colherinha a vontade TOMATES ADOÇADOS 3 unidades 1 dente a vontade 10 g. a vontade a vontade PREPARAÇÃO: Chipá Adicionar os ovos na fécula de mandioca. Adicionar manteiga de barrar e sal. Misturar e adicionar um jorro de leite. Unir. Adicionar leite como fosse necessário. Adicionar queijo ralado e tomar a massa até que fique homogênea. Colocar numa placa barrada e ao forno ao fogo alto até dourar. Tomates Cortar los tomates en cuartos y retirarles las semillas. Colocar los gajos de tomate en una placa y sobre estos el tomillo, el ajo en láminas, la sal gruesa y el azúcar. Por encima colocar una pequeña cantidad de aceite de oliva. Llevar a horno alto durante 30 minutos aproximadamente. En caso de querer conservar, sumergir en aceite de oliva. Dados CHIPÁ O chipá é o “pão” da região. Elabora se com farinha de mandioca e queijo, e se come o tempo todo. Sua forma e sabor são como o “pão de queijo” de Brasil. 57 Região NEA · Litoral A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Varas de surubi com maionese láctea e alhos dourados Os lanches da Mesopotamia tem distinção e as varas fritadas de surubí são clássicas. O surubí com maionese precisa uma cerveja bem fria, ideal para as altas temperaturas da região. 58 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 2 pessoas ) VARAS DE SURUBÍ 120 g. 50 g. a vontade a vontade a vontade MAIONESE LÁCTEA 75 cc. 220 cc. a vontade a vontade gotas 1 Colher ALHOS DOURADOS 2 unidades 200 cc. a vontade a vontade SURUBÍ FARINHA SAL PIMENTA ÓLEO DE GIRASSOL LEITE AZEITE SAL PIMENTA SUCO DE LIMÃO MOSTARDA ALHO ÓLEO DE GIRASSOL ROSMANINHO TOMILHO PREPARAÇÃO: Surubí Tomar o surubí em porções para obter 4 pedaços de 30 grames cada um, e adicionar sal e pimenta. Numa frigideira esquentar um pouco de óleo. Farinhar as peças e dourar em óleo. Secar com papel absorvente. Maionese láctea Verter leite num misturador. Começar a misturar e ir adicionando em forma de fios o azeite para incorporar o lentamente. Quando ambos produtos estejam integrados, pôr sal e pimenta a gosto e adicionar suco de limão e mostarda. Comer dentro de dois dias após a preparação. Alhos dourados Descascar alhos e fazer pequenas fatias. Verter óleo numa pequena caçarola e adicionar tomilho e rosmaninho para dar sabor. Colocar as fatias de alho e levar ao forno ao fogo baixo. Mover todo o tempo as fatias para evitar que se queimar, até que estejam douradas e crocantes. Dados SURUBÍ Como ele é um peixe grande, se cozinha mais em peças quadradas. A sua carne é muito gostosa, mas com mais gordura que aquela dos peixes do mar, e o que resta se usa em diferentes receitas especiais. 59 Região NEA · Litoral A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Tabela de Misiones: reviro, boga*1, bolo de mandioca, e chimichurri *2 A tabela de Misiones é muito completa. Tem reviro, como se chama ao alimento típico da região, feito a base de farinha. Acompanha à gente dos morros e o mate. A tabela também fica boa com o bolo de mandioca de boga e um muito gostoso chimichurri. *1 boga: peixe. *2 chimichurri: molho de churrasco. Conselhos* Quando todos os simples ingredientes estivessem prontos, prepare a tabela sobre uma folha de banana. 60 G AS T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Reviro: Peneirar farinha e sal. Logo adicionar a esta preparação óleo, e com uma concha, revolver numa forma envolvente adicionando água obtendo uma massa homogênea. Cozedura: Esquente, preferentemente numa caçarola de ferro, 10 cc. de óleo. Verter nele a preparação e revolver com uma concha de madeira até que a massa esteja cozida e granulada. Mbeyú (comida do Paraguai) Peneirar a farinha de amido com sal, adicionar ovo, queijo cremoso e 50% da gordura de porco na preparação. Logo misturar até alcançar uma massa granulada. Cozedura: Esquentar uma frigideira com o resto da gordura, logo colocar a massa sobre a frigideira, pressionando sobre ela com uma colher, até se formar o aspecto duma tortilla. Cozinhe ao fogo baixo. Bolo de mandioca de boga Fazer um purê de mandioca e adicionar a farinha de milho, mais a farinha de trigo, com a necessária quantidade de leite para integrar ambas duas. Logo deixar repousar meia hora, alongar a massa e cortar em círculos como empanadas. Cortar a boga e escalfar com água e vegetais. Tirar o caldo fora e as espinhas do peixe, e saltear numa frigideira com azeite, cebolas, pimentão, alho e porro. Adicionar o peixe e temperar com sal, pimenta, cominho, e loureiro. Fazer a forma de empanadas e fritar. Chimichurri de Misiones Cortar os tomates, as cebolas, pimentos em cubos, adicionar o milho, óleo e o suco de apepú. Adicione sal e pimenta a vontade, e finalmente, sobre esta preparação polvilhar com cebolinhas e salsa, anteriormente cortados em chiffonade. INGREDIENTES ( 6 pessoas ) REVIRO 50 g. 15 cc. à vontade à vontade MBEYÚ 50 g. 20 g. 20 g. 1 unidade à vontade à vontade BOLO DE MANDIOCA DE BOGA 50 g. 25 g. 25 g. 1 unidade à vontade INGREDIENTES CHIMICHURRI DE MISIONES 30 g. 30 g. 30 g. 30 g. 5 g. SUCO DE MEIO APEPÚ (FRUTA) a vontade a vontade a vontade TOMATES CEBOLAS PIMENTÃO MILHO ALHO ÓLEO SAL PIMENTA Dados BOGA Como aperitivo ou hors d’oeuvre, nós temos fritado sempre as comidas neta região. Uma das mais populares é feita com croquetes de boga e com outros peixes de rio, preparados com restos de peixe de outras comidas. FARINHA DE TRIGO 0000 AZEITE ÁGUA SAL FAINHA DE AMIDO QUEIJO GORDURA DE PORCO OVO SAL ÁGUA RECHEIO DE VEGETAIS E BOGA FARINHA DE TRIGO 0000 FARINHA DE MILHO OVO LEITE 61 Região NEA · Litoral S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Surubí com rúcula e vegetais salteados Duma carne consistente e especial, o surubí é um dos líderes dos peixes de rio nas mesas do NEA. Aprecia se em diferentes preparações, e, por exemplo, com rúcula o seu gosto é genial. 62 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES MOSTARDA 1 Colher a vontade MOSTARDA EM GRÃO ÁGUA INGREDIENTES ( 1 pessoa ) 200 g. 2 unidades 20 g. 40 cc. 2 Colheres 50 cc. ½ unidade a vontade MOLHO DE LIMÃO 2 Colheres 30 g. 3 unidades 1 copo 1 taça 100 cc. 1 unidade PREPARAÇÃO: Cortar o surubí em filetes fazendo dois lombos. Num grelhe bem quente, esquentar num ponto médio. Guardar. Numa frigideira de teflon verta azeite, e cebolas salteadas. Logo adicionar o vinho, as alcaparras e o limão. Pôr sal e pimenta e deixar reduzir. Colocar o surubí, cobrir com molho e adicionar rúcula fresca por cima. Servir com vegetais salteados. Decorar com mostarda em grão. Vegetais salteados Cortar as cebolas em Juliana ou muito finas, e dourar as numa frigideira ou wok com óleo neutro. Adicionar sal e pimenta. Cortar os chiles, as cenouras, os zucchini, e as berinjelas em Juliana. Integrar à cebola salteada e ajustar o tempero. Adicionar os fei jões descascados e o milho, anteriormente descongelado. Tirar o gelo fora com água, continuar a cozedura até se evaporar. Crocante de girassol Colocar as sementes de girassol num assador, espalhar sal e leve ao forno por 2 minutos. Remover e guardar. Mostarda Hidratar os grãos de mostarda em água morna por 1 hora, escorrer e servir. Montagem Colocar o salteado dentro das folhas de repolho, e por cima as sementes de girassol. Servir num prato grande dependendo do volume obtido na preparação, com tomates cherry, cebolinhas e manjericão. Dados SURUBÍ O surubí é um dos maiores peixes de rio. Sua origem é América do Sul, Se come em todo o litoral, de diferentes maneiras e tem diferentes classes: com ciscos (pintado ou manchado) e com faixas (tigre). Além da sua carne, a sua pele se usa como couro. LOMBO DE SURUBÍ PACOTES DE RÚCULA ALCAPARRAS SUCO DE LIMÃO AZEITE VINHO BRANCO SECO CEBOLA (picada fina) SAL E PIMENTA PRETA AZEITE MANTEIGA CHALOTAS PICADAS VINHO BRANCO CALDO DE VEGETAIS CREME DE LEITE LIMÃO 63 Região NEA · Litoral S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Boga gratinada cebola em caramelo, tomates semi-doces, anéis de queixo crocantes, com saladinha verde, mandioca salteada e emulsão de melissa. O litoral é mais que um rio. Das suas águas obtemos a boga, cuja carne é branca e gostosa, e se come aqui gratinada, com cebola em caramelo. A mandioca salteada é um das mais típicas guarnições. 64 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 2 pessoas ) 500 g. CEBOLA EM CARAMELO 1 unidade a vontade TOMATES SEMI-DOCES 2 unidades 10 g. a vontade SALTEADO DE MANDIOCA 100 g. 150 g. 50 g. a vontade EMULSÃO DE MELISSA (ERVA) LIMÃO ÓLEO DE MILHO SAL SEMENTES DE AGUARIVAY MELISSA PREPARAÇÃO: Picar as cebolas finas para que resistam melhor a longa cozedura que deverão ter. Saltear em óleo ao fogo alto primeiro e ao fogo baixo logo, até obter uma cor dourada e um sabor caramelizado. Tomates semi-doces Descascar e tirar fora as sementes, passando as antes, uns poucos segundos baixo água quente. Saltear logo em azeite, alho, manjericão e orégano. Emulsão de melissa Temperar o suco de limão, adicionar as sementes prensadas, a melissa cortada em Juliana, e fazer a emulsão com óleo vertido em fios. Salteado de mandioca Descascar a mandioca, e fazer varas. Numa frigideira derreter manteiga, adicionar mandioca e cobrir com água. Cozinhe até alcançar uma boa cor dourada embaixo, sem mover a mandioca até o fim da cozedura. Este método se faz em dois passos: ferver primeiramente até que se evapore a água completamente, e finalmente dourar em manteiga dando uma excelente cor dourada na parte que está sobre a frigideira. Anel de queijo Para os anéis, ralar queijo sobre um papel manteiga em retângulo e levar ao forno. Quando dourar, tirar fora e fazer uma forma de anel. Montagem Selar a carne, num grelhe ou frigideira. Adicionar a cebola caramelizada, e os tomates semi-doces sobre o lado da carne, cobrir com queijo, sementes de aguarivay (árvore) e ralar. Colocar as varas de mandioca e a saladinha dentro do anel de queijo e decorar com a emulsão. BOGA CEBOLA (mediana) SAL E ÓLEO TOMATES CHERRY AÇÚCAR SAL E ÓLEO MANDIOCA ÁGUA MANTEIGA SAL E PIMENTA Dados BOGA A boga é um dos peixes de rio mais preparados. É uma variedade com muitas escamas e espinhas. Quanto mais pequeno é o peixe, mais pequenas espinhas tem. A pesca e a venda das pequenas bogas estão proibidas para salvar a espécie e a sua reprodução. 65 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Cordeiro de Federación marinado em ervas com compota de berinjelas, pimentão e cebola, e trigo burgol. Quando visitar as águas termais de Federación, você deve gostar do seu famoso cordeiro, que tem o seu próprio festival provincial. INGREDIENTES ( 4 pessoas ) 1 kg. 1 unidade 1 pacote 1 unidade 10 g. 2 dentes 1 pacote 1 pacote 1 pacote 2 folhas 750 cc. a vontade COMPOTA 100 g 50 g. 100 g. 80 g. 25 cc. 25 cc. a vontade a vontade a vontade MOLHO 10 g. 2 Colher 1 dente a vontade a vontade VINHO E VEGETAIS MARINADOS TRIGO BURGOL50 g. 100 cc. PREPARAÇÃO: Marinada: Cortar a carne em cubos. Picar aipo, cenouras e cebolas como desejar, mas parelhos. Esmagar ligeiramente a pimenta para ajudar a espalhar o aroma. Numa tigela, misture a carne, vegetais, a pimenta, as ervas, e finalmente o vinho. Cobrir e deixar no refrigerador de 12 a 24 horas. Logo, peneirar a mistura para recobrar o líquido e guarde para usar mais tarde como molho. Separar a carne dos vegetais e guardar estes para o molho. Cordeiro Numa frigideira, colocar óleo e esquentar. Quando estiver quente, selar os cubos de carne e cozinhar os. Quando estivessem cozidos, tirar fora da frigideira e manter frio. Compota Limpar e cortar os vegetais em cubos de aproximadamente 1 cm. de lado. Colocar todos os ingredientes numa caçarola e levar ao fogo baixo durante 30 minutos revolvendo de vez em quando. Tirar fora do fogo, retificar o sabor e manter frio. Trigo burgol Verter caldo numa caçarola, esquentar e adicionar o trigo burgol. Cozinhar até que esteja totalmente hidratado. Salsa Picar alho e salsa. Numa caçarola, dourar os vegetais marinados com alho. Adicionar farinha e misturar. Verta vinho e evaporar o álcool. Quando estiver evaporado e consistente como desejado, peneirar a preparação para usar somente o líquido. Verter o líquido de novo numa caçarola, e esquentar os cubos de cordeiro, finalmente adicionar salsa. CORDEIRO CEBOLA (MEDIANA) AIPO CENOURA PIMENTA PRETA (EM GRÃO) ALHO SALSA TOMILHO ROSMANINHO LOUREIRO VINHO TINTO ÓLEO DE GIRASSOL BERINJELAS CHILE VERMELHO CEBOLAS AÇÚCAR MASCAVO ÁGUA VINAGRE DE VINHO SAL CHILE GINDILLA (sem sementes) AZEITE FARINHA SALSA ALHO ÓLEO SAL TRIGO BURGOL CALDO DE VEGETAIS Região NEA · Litoral66 Dados CORDEIRO Os cordeiros da Mesopotamia ganharam pouco a pouco, um lugar importante nas mesas. A sua carne se aprecia porque é um animal criado nos pastos, o que adiciona aos seus músculos o sabor das ervas locais. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 67 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Bondiola de porco Yatay Região NEA · Litoral68 INGREDIENTES ( 2 pessoas ) 300 g. 15 g. 50 g. 1 unidade 120 cc. 200 cc. 50 g. 20 cc. BONDIOLA DE PORCO MANTEIGA ARROZ CEBOLA (picada em brunoise) CALDO DE VEGETAIS CREME MOSTARDA LICOR DE YATAY PREPARAÇÃO: Selar a bondiola numa caçarola. Quando esteja pronto, adicionar vegetais para dar sabor, o vinho tinto e o caldo até que esteja completamente coberto. Colocar a tampa e cozinhar durante cinco horas. Tirar fora e formar como um cilindro com ajuda de um papel filme. Deixar esfriar e logo fazer porções. Arroz pilaf: Tirar fora o líquido das cebolas em manteiga. Adicione arroz pilaf, antes salteado em gordura, e logo o caldo de fervura. Tampar e cozinhar até o líquido se evaporar. Molho: Esquentar creme junto com a mostarda. Reduzir. Adicionar o licor de Yatay. Apresentação : Esquentar a bondiola no forno. Adicionar o molho de yatay e o arroz pilaf. Dados CARNE DE PORCO A bondiola de porco é macia, com um tom rosado e uma gordura branca entre os músculos, e oleosa, que quando cozida, lhe da a cada prato um gosto especial. O litoral é famoso pelas suas palmeiras, e o Yatay é uma das espécies mais conhecidas, e da o seu nome a esta comida típica da região, que anda bem com a bondiola (ombro de porco), um dos cortes mais gostosos da carne porcina. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 69 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Bolo de mandioca e queijo do campo Não existe nem casa nem restaurante em Misiones que não tenha bolo de mandioca. Se diz que tem tantas receitas como gente. Neste caso, leva queijo do campo, com um sabor muito especial. Região NEA · Litoral70 INGREDIENTES ( 4 pessoas ) 1 kg. 200 cc. 100 g. 600 g. 1 unidade 2 unidades 2 unidades 1 dente 100 g. a vontade a vontade a vontade MANDIOCA DESCASCADA LEITE MANTEIGA CARNE PICADA MAGRA CEBOLA CEBOLINHAS TOMATES MADUROS ALHO GORDURA DE VACA SAL PIMENTA PÁPRICA PREPARAÇÃO: Fazer o recheio da carne picando cebolas e alho finos. Saltear os numa frigideira muito quente com gordura e pôr um pouco de sal e pimenta. Adicionar a carne e cozinhar por dez minutos revolvendo de vez em quando. Adicionar os tomates descascados, sem sementes e cozinhar por três minutos mais. Retifique o tempero, polvilhar a salsa picada e deixar esfriar a temperatura ambiente. Em muita água com sal, ferver a mandioca até que fique macia, escorrer e tirar fora as suas febras centrais. Prensar as quentes até que estejam como um consistente purê, adicionar manteiga e leite mais sal e pimenta. Preparar as porções individualmente num molde quadrado. Colocar no fundo uma parte do purê de mandioca, logo a carne e finalmente o purê. Pincelar com manteiga derretida, aplicar o queijo ralado, ou melhor, a farinha de milho. Cozinhar no forno a temperatura média, até se dourar, tirar fora e servir. Dados MANDIOCA A mandioca ou “yuca”, “casava” ou “casabe”, como se conhece nas diferentes partes do mundo, da muito nesta região. O que se come desta planta é a raiz, que é como um cilindro de concha dura, e se usa no seu estado natural, e também em farinhas e amidos. Não têm glúten, e são adequadas para celíacos. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 71 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Frango Mbaipy Esta comida pré-hispânica tem uma origem guarani, e é como um precedente da polenta (comida a base de milho). Se prepara com farinha de milho amarelo, e, neste caso, o frango compete e aumenta o sabor. Região NEA · Litoral72 INGREDIENTES ( 4 pessoas ) 500 g. 1 unidade 1 unidade 1 dente 1 unidade 100 g. 150 g. 30 g. a vontade a vontade a vontade a vontade a vontade a vontade FARINHA DE MILHO CEBOLA CEBOLINHA ALHO CHILE VERMELHO QUEIJO RALADO CARNE DE FRANGO GORDURA CALDO DE FRANGO SALSA PICADA SAL PIMENTA COMINHO ORÉGANO FRESCO PREPARAÇÃO: Hidratar a farinha com parte do caldo. Guardar. Numa caçarola achatada esquentar bem a gordura e saltear os vegetais finamente picados, pôr sal e pimenta. Depois de 4 minutos de cozedura, adicione o frango e corte em cubos de 1,5 cm. cada lado. Adicionar o orégano e o resto dos temperos. Revolver. Após três minutos aproximadamente, adicionar vinho com o resto do caldo, ferver e logo adicionar a farinha de milho. Reduzir o fogo e revolver até que a farinha esteja cozinhada. Finalmente adicione o queijo ralado e a salsa picada. Misturar e servir. Dados FRANGO O frango dos pastos do litoral tem uma carne sólida dum sabor especial. É criado com grãos e pasto, com acesso aos campos, as águas e a sombra, sem ficar lotados. Tudo isto os da características especiais como ternura, firmeza e sabor. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 73 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Coelho adoçado com milho cremoso e queijo cuartirolo Nesta região você pode encontrar muitos animais como o coelho, que tem uma carne mais gostosa quando se adoça. Numa das mais requeridas receitas, se acompanha com milho cremoso e queijo cuartirolo. Região NEA · Litoral74 INGREDIENTES ( 6 pessoas ) 1 unidade 1 lt. 3 dente 2 pacotes 2 pacotes 15 g. MILHO CREMOSO E QUEIJO 3 unidades 1 unidade 30 g. a vontade 180 cc. 1 unidade 10 g. a vontade COELHO ÓLEO DE GIRASSOL ALHO ROSMANINHO TOMILHO PIMENTA EM GRÃOS MILHO EM GRÃOS LIMÃO (grande) MANTEIGA AZEITE CREME CEBOLA PIMENTA DE CAIENA SAL PREPARAÇÃO Preserva Desossar o coelho. Coloque a carne como um retângulo sobre papel filme, com um martelo para carne emparelhar o coelho, temperar e, com ajuda do papel filme dar forma de cilindro, atar bem para que não se desfaça. Numa caçarola mediana, coloque o enrolado de coelho com o resto dos ingredientes e levarao fogo baixo durante aproximadamente 45 minutos. O óleo nunca deve produzir bolhas. Se as tem, separar do fogo e repetir. Creme de milho Picar cebolas em pequenos cubos. Numa frigideira derreter manteiga e adicionar algumas gotas de óleo para evitar se queimar. Adicionar milho, cebola, raladura e suco de limão, sal e pimenta de Caiena. Revolva bem. Coloque a tampa e cozinhar ao fogo baixo aproximadamente por dez minutos, revolvendo de vez em quando, para evitar que se cole, e para obter uma cor amarela em todo o milho. Quando sentir que o milho está quase cozinhado, adicionar o creme. Revolver bem e deixar evaporar um pouco, sem cobrir a frigideira. Finalmente, adicionar queijo em pequenos cubos no creme. Misturar para derreter o queijo e integrar à preparação. Dados COELHO Os coelhos têm uma carne gostosa e magra. Duma textura fina e uma cor rosada, você pode saltear os, fazer um guisado, grelhar e mesmo assar. É um animal famoso pela sua fecundidade e, em muitos lugares considera se uma praga, como as lebres, seus parentes americanos. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 75 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Holupchi (folhas de repolho recheias) Região NEA · Litoral76 INGREDIENTES ( 2 pessoas ) 150 g. 150 g. 150 g. 1 unidade a vontade a vontade 2 dentes a vontade 50 g. 200 g. CARNE DE VACA PICADA CARNE DE PORCO PICADA ARROZ CEBOLA CEBOLINHAS SALSA ALHO PIMENTO VERMELHO TOUCINHO FUMADO PICADO PURÊ DE TOMATE PREPARAÇÃO: Fritar a carne, os vegetais e o purê de tomate ao fogo baixo durante 30 minutos. Retirar do fogo e adicionar o arroz com um pouco de óleo. Deixar repousar. Esquentar uma cabeça de repolho em água durante 15 minutos. Logo prepare o recheio com aquelas folhas já cozidas (evitando que se cozinhe completamente). Coloque uma colherada de recheio em cada folha, fechar e enrolar. Uma vez preparadas, coloque as numa caçarola com água para cobrir (anteriormente coloque as folhas de repolho no fundo), uma gota de vinagre e uma gota de óleo. Ferver durante 90 minutos ao fogo coroa (mínimo abaixo o mínimo) e servir quente. Também se cozinham com molho vermelho no lugar da água. Dados CARNE DE VACA O gado bovino encontrou nesta terra fértil do litoral, um espaço adequado para desenvolver se numa forma natural. Aqui temos todas as raças: as que se usam pela sua carne, e as com que se elaboram produtos lácteos. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 77 Este “Holupchi” ou “Holopchi”, são folhas de repolho recheias, uma das contribuições que a imigração ucraniana fez nesta região. Tem diferentes carnes e arroz envolvidos em repolho. É tão famoso que tem seu próprio festival em Oberá, província de Misiones. S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Gnocchi de leite com crocante de nozes pecan e queijo parmesano A pasta é parte da dieta do litoral. Um exemplo são estes gnocchi macios, que contrastam com o crocante de nozes pecan e com o gosto picante e intenso do queijo parmesano. Região NEA · Litoral78 INGREDIENTES ( 4 pessoas ) 800 cc. 200 cc. 400 g. 400 g. a vontade a vontade a vontade LEITE CALDO DE CARNE FARINHA FARINHA DE PECAN SAL NOZ MOSCADA PIMENTA BRANCA PREPARAÇÃO: Numa caçarola, ferver leite com o caldo de carne e os temperos. Quando a água ferver, tirar fora do fogo e colocar em forma de chuva, a farinha e a farinha de noz pecan. Unir tudo, esfriar e faze os gnocchi. Cortar os gnocchi 2 ½ cm, de cumprimento (a medida depende da sua vontade), colocar os numa mesa farinhada ou cobrir com um trapo farinhado. Tomar um por um, pressionar o um pouco na palma da mão, e rechear com a metade duma noz de pecan. Fazer os gnocchi de novo, cobrindo bem o recheio com a massa, formando bolinhos. Farinhar. Logo colocar os de novo sobre a mesa farinhada. Ferver em muita água, com sal, adicionando eles com uma escumadeira. Quando saltar, retirar. Servir com o molho preferido. Dados NOZ DE PECAN As nozes de pecan apareceram no Centro e no Este dos Estados Unidos e nos vales de México, nas áreas alagáveis. Se chamavam “a noz que precisa uma pedra para se quebrar”. Chegaram ao nosso pais pela iniciativa de Domingo Faustino Sarmiento. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 79 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Pacú* grelhado com batatas crocantes à finas ervas e molho de limões assados * pacú: peixe. Região NEA · Litoral80 INGREDIENTES ( 3 pessoas ) 1 unidade a vontade a vontade 2 unidades 2 folhas 2 folhas 5 g. MOLHO 2 unidade 50 cc. 100 cc. 40 g. a vontade PACÚ SAL PIMENTA BATATAS TOMILHO ROSMANINHO ORÉGANO LIMÃO VINHO BRANCO CREME MANTEIGA SALSA PREPARAÇÃO: Limpar o pacú, adicionar sal e pimenta e grelhar. Batatas crocantes Marcar as batatas com água fria até que você possa pinchar com uma faca e ela possa entrar limpa sem resistência. Cortar as batatas. Pôr óleo numa placa e coloque as batatas com as ervas. Levar ao forno ao fogo alto até se dourar. Adicionar sal. Molho de limão Cortar o limão em fatias de aproximadamente 1 cm., e assar no forno. Numa caçarola pequena, verter vinho e evaporar o álcool, adicionar creme e as fatias de limão, cozinhar ao fogo baixo durante 15 minutos. Retirar do fogo e adicionar manteiga, bater a preparação para fazer uma emulsão. Finalmente, adicionar salsa picada. O pacú é um dos peixes que brilham quando se preparam numa maneira simples: grelhado. Acompanha se, por exemplo, com batatas crocantes às finas ervas. O vinho Chardonnay preservado em madeira, é uma proposta ideal. Dados PACÚ O pacú é um peixe com muitas escamas e gordura. Como é um dos mais gostosos dos peixes de rio, os fanáticos da pesca sempre querem o atrapalhar. Você pode o encontrar em todo o litoral, e pode pesar até 18 quilos com mais de 80 cm. Hoje, se consumem espécimes de viveiro constantemente e se produzem especialmente em Oberá, província de Misiones. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 81 D O C E S · S O B R E M E S A S Pasteis recheios com marmelo em xarope O tempo do “mate” no NEA é um rito que não pode ser eludido. E estes pasteis com marmelo em xarope são ideais nas reuniões. Região NEA · Litoral82 INGREDIENTES ( 6 pessoas ) 500 g. 250 cc. (aprox.) 1 pitada 300 g. 250 g. 400 g. a vontade FARINHA ÁGUA SAL MANTEIGA MARMELO AÇÚCAR GORDURA/ÓLEO PREPARAÇÃO: Massa Fazer uma coroa com farinha. No centro, adicionar sal e manteiga em cubos e ir tomando a massa. Adicionar água pouco a pouco, até obter uma massa lisa. Deixar repousar 20 minutos. Alongar até alcançar um cm. de espessura. Untar com 50 g. de manteiga derretida. Polvilhar com farinha e dobrar em três. Alongar a massa de novo. Novamente untar com outros 50g. de manteiga e polvilhar com farinha. Dobrar de novo em três. Deixar repousar 30 minutos no refrigerador. Alongar uma vez mais com uma espessura de 3 mm., e logo cortar cubos de 8 cm. Armado Cortar o marmelo em cubos de 1,5 cm. por lado. Colocar o doce de marmelo no centro de cada quadrado. Pincelar com água ao redor do doce. Cobrir com outro quadrado de massa com as pontas superpostas. Pinchar a massa embaixo, presando nos bordes para selar os pasteis. Fritar com muito óleo ou gordura, deve ser morno no tempo de colocar os pasteis e quente para que eles se dourem. Quando estejam prontos, verta xarope em partes iguais. Dados MARMELO O marmelo é uma fruta antiga de pele como veludo e uma cor amarela, e é produzido por um arbusto que pertence á espécie das rosáceas. A sua origem é Ásia Menor, e se espalhou através do Mediterrâneo. Diferentemente de outras frutas, não se come cru, mas em doces deliciosos. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 83 D O C E S · S O B R E M E S A S Pudim de pão e laranjas com granita de erva mateO clássico pudim de pão no litoral tem o sabor de suas laranjas e se acompanha com a granita (uma sobremesa italiana semicongelada) feita com o produto muito especial da região: a erva mate. As laranjas são uma das frutas cítricas típicas desta área, uma das principais produtoras desta delicia. Região NEA · Litoral84 MIGALHAS DE PÃO LEITE UVAS PASSAS LICOR DE LARANJA RALADURA DE LARANJA OVOS AÇÚCAR EXTRATO DE BAUNILHA NOZES AÇÚCAR ÁGUA ERBA MATE AÇÚCAR LIMÃO INGREDIENTES ( 8 pessoas ) 600 g. 1 lt. 100 g. 50 cc. 1 unidade 6 unidades 200 g. a vontade 100 g. CARAMELO 250 g. GRANITA 250 cc. 75 g. 75 g. 1 unidade PREPARAÇÃO: Demolhar o pão no leite. Colocar numa tigela as uvas passas, junto com o licor e a raladura de laranja. Deixar hidratar. Separar, bater ovos com açúcar, extrato de baunilha e as nozes picadas. Adicionar as migalhas de pão com leite e misturar muito bem para integrar os ingredientes. Se desejar uma textura mais suave, misturar a preparação. Finalmente, adicionar as uvas passas, anteriormente hidratadas em a raladura e o licor de laranja. Caramelo Preparar um caramelo seco somente com açúcar. Espalhar através do molde e deixar esfriar. Verter a preparação anterior no molde caramelizado e cozinhar a banho Maria no forno ao fogo médio durante aproximadamente uma hora. Granita Para a granita, colocar numa panela todos os ingredientes, um a um, e ferver. Cozinhar ao fogo baixo por 10 minutos. Retirar do forno, coar numa peneira fina e guardar no freezer, até se solidificar. Para ser mais consistente, raspe com uma forca cada meia hora e no tempo de servir. Dados ERVA MATE A erva mate foi a base da dieta guarani. Eles a chamaram “caa-mate”. “Caa” significa planta ou erva em guarani, e mate se pensa que deriva da palavra quéchua “mati, nome dado à pequena abóbora onde era servida. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 85 D O C E S · S O B R E M E S A S Bolo úmido de mel e yacaratiá É um bolo úmido com base de mel e tem um ingrediente surpresa: o yacaratiá, que é uma madeira comestível, única no mundo. Região NEA · Litoral86 MANTEIGA AÇÚCAR MASCAVO MEL YACARATIÁ OVOS LEITE FARINHA 0000 FERMENTO EM PÓ CANELA INGREDIENTES ( 8 pessoas ) 230 g. 250 g. 100 g. 15 g. 3 unidades 100 cc. 750 g. 2 colherinhas 1 Colher PREPARAÇÃO: Colocar manteiga numa caçarola, junto com o açúcar, o mel e o yacaratiá e derreter. Tirar fora do fogo, deixar esfriar a temperatura ambiente e adicionar ovos e leite. Finalmente, adicionar farinha peneirada com o fermento em pó e a canela. Verter num molde de forma de coroa untado com manteiga e polvilhar com farinha. Cozinhar a 170ºC. Esquentar por uns 45 minutos aproximadamente. Retirar do forno, esfriar e tirar fora do molde. Polvilhar com açúcar impalpável. Dados MEL Na Argentina tem muitas classes de mel, como aquelas chamadas meles do cerro, que vem do Gran Chaco. Eles têm certificação orgânica porque vêm duma área longe de toda classe de polução e não têm aditivos químicos. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 87 D O C E S · S O B R E M E S A S Mousse de quinoto e cardamomo em grelha de chocolate com cápsula de curação de kiwi e pêssego Uma delicia bem variada: mousse de quinoto com sabor do cardamomo, contrastando com a grelha de chocolate com o gosto especial do curação de kiwi e pêssego. Dados QUINOTOS Esta região é famosa pelas suas frutas cítricas. Tem muitos quinotos, também chamados laranjas anões. Esta fruta, apesar de ter vindo com os europeus, teve a sua origem em China, onde se conhece como laranja dourada. Como causa azia, normalmente são preparados em xarope. Região NEA · Litoral88 INGREDIENTES ( 3 porções ) MOUSSE 50 g. 25 g. 25 g. 1 g. XAROPE 100 g. 15 g. COULIS DE PÊSSEGO 1 unidade COULIS DE KIWI 60 g. 50 g. 50 ml. GRELHA DE CHOCOLATE 50 g. PREPARAÇÃO: Processar a geleia e guardar. Bater creme até o ponto ¾ e guardar. Fazer um merengue suíço com dois claras de ovo e 250 gr. de açúcar. Unir numa forma envolvente, a geleia com o creme batido. Logo adicionar o merengue suíço na mesma forma. Adicionar a gelatina anteriormente hidratada. Colocar num molde e refrigerar por uma hora mínimo. Xarope de curação Colocar ambos ingredientes numa caçarola e esquentar até os 104ºC. Guardar até que esfrie. Coulis de pêssego Misturar pêssegos até fazer um purê de textura suave e guardar. Coulis de kiwi Fazer um xarope com açúcar e água, esquentar a 180ºC, logo esfriar. Quando o xarope esteja frio, adicionar a polpa de kiwi e misturar tudo até obter um purê de textura suave. Cápsula de curação Fazer uma meia esfera de chocolate com um molde para doces, tirar fora do molde e rechear com o xarope de curação. Grelha de chocolate Derreter o chocolate e, no papel manteiga, fazer pequenas grelhas para decorar. Caramelo de curação Esquente o fondant e a glucose até os 155ºC, retirar do fogo e tingir se necessário. Verter sobre papel de silicone. Emparelhar com uma palette, deixar esfriar e quebrar para decorar Decoração Retirar a mousse do molde, colocar numa placa retangular, temperar com o coulis de pêssego e kiwi. Adicionar aos lados da mousse, a cápsula de curação e decorar com a grelha de chocolate e o caramelo de curação. INGREDIENTES CÁPSULA DE CURAÇÃO 100 g. 50 g. a vontade DECORAÇÃO BARRAS DE CHOCOLATE SEMI AMARGO FONDANT GLUCOSE TINTURA VEGETAL GELÉIA DE QUINOTO CREME DE LEITE MERENGUE SUIÇO GELATINA SEM SABOR (uma cápsula de açafrão cheia tem aproximadamente esta medida) LICOR DE CURAÇÃO AÇÚCAR PÊSSEGO EM XAROPE POLPA DE KIWI AÇÚCAR ÁGUA CHOCOLATE SEMI AMARGO ANTERIORMENTE TEMPERADO G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 89 D O C E S · S O B R E M E S A S Torta de nozes pecan e mel com gelado de melissa No delta do rio do litoral, tem muitas plantações de nozes pecan. Com elas se fazem uma grande parte dos doces da região, como tortas perfumadas com mel e com diferentes gelados. Região NEA · Litoral90 INGREDIENTES ( 6 porções ) TARTINA 250 g. 50 g. 150. g 2 unidades 400 g. 1 colherinha 2 colherinhas 200 cc. 300 g. GELADO 622 cc. 5 g. 158 g. 50 g. 111 g. 4 g. 50 cc. MEL AÇÚCAR MANTEIGA LIGHT OVOS FARINHA FERMENTO EM PÓ CANELA LEITE NOZES PECAN ÁGUA FOLHAS DE MELISSA DEXTROSE GLUCOSE AÇÚCAR ADITIVOS SUCO DE LIMÃO PREPARAÇÃO: Torta de nozes Numa tigela bater manteiga com mel e açúcar até obter um creme. Adicionar ovos, leite e extrato de baunilha e continuar batendo. Peneirar farinha com canela e fermento em pó. Adicionar os secos à batida numa forma envolvente. Levar ao fogo médio por 40/50 minutos, num molde retangular de 20 cm. x 30 cm. Gelado de melissa Processar as folhas de melissa com açúcar e guardar. Num recipiente verter água, adicionar glucose e dextrose. Misturar. Esquentar a partir de 40ºC. Adicionar açúcar perfumado com as folhas de melissa e aditivos bem misturados com um pouco de açúcar. Levar a 86ºC. Esfriar tão logo como possível até os 4°C., adicionar suco de limão. Deixar madurar em frio entre 6 e 12 horas antes de misturar. Decoração Cortar a torta em porções retangulares. Em outro prato, colocar as nozes pecan e acompanhar com o gelado de melissa. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados MELISSA A melissa ou “toronjil” (bálsamo de limão) apesar de vir desde Europa, cresce muito bem nesta área, onde se usa como erva, muitas vezes misturada com ervas para aromar o mate. Seu perfume é semelhante ao limão, e é ideal para esta apresentação. 91 92 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 93 Região Cuyo L A R I O J A S A N J U A N M E N D O Z A S A N L U I S A região de Cuyo é sinônimo de terras com sol e bons vinhos. É uma dessas áreas que fazem que seja difícilescolher uma só opção tentadora, porque em todas partes tem muitas cosas a ver e gostar. Os vinhos são parte desta paisagem, com montanhas como testemunhas mudas e um céu azul claro, que acaricia as neves eternas. Antes isto era um deserto, mas os homens trabalharam duramente para instalar as primeiras estacas. Com o tempo, o pessoal do lugar, se especializou e começou a atravessar o caminho do vinho. E agora, as castas estão entre as melhores do mundo. Nestas paisagens nascem bebidas especiais com uma personalidade distintiva. O Malbec é um emblema, um vinho de origem francesa que encontrou aqui o seu lugar no mundo, mas não é o único. Cresce junto aos Cabernet Sauvignon, Bonarda, Syrah, Tempranillo, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay ou Sauvignon Blanc. Eles são somente uma parte duma lista que tem nas terras de Cuyo, um lugar para desenvolver todas as suas virtudes, aquelas que o viajante aprecia a cada passo com um copo de vinho nas mãos. Mas também, como Cuyo é uma terra com dias quentes e noites frias, da outros frutos de qualidade excepcional, como as azeitonas no seus diferentes tipos. Essa é a razão pela qual a zona é experta no azeite extra virgem e o seu gosto especial. Também tem ricas frutas secas, frescas ou desidratas e legumes duma qualidade de não acreditar. Tudo tem ao redor ervas que perfumam o ar com o toque da verdadeira “jarilla” (um arbusto medicinal). Se atravessar os caminhos, se aconselha gostar as carnes Você pode encontrar de toda classe, e o bode de Malargüe se destaca e tem a sua própria festa. Outras comidas típicas, impossíveis de perder? As empanadas ao forno de barro, cozinhado com lenha de oliva, carnes á massa, bolos e sobremesas como os ovos “quimbo”, a ambrosía, as barras de marmelo ou alcayota e os xaropes. Todos os doces precisam de longas horas de cozedura em braseiros embalando as “pailas” (grandes frigideiras) com conchas de madeira para destacar um ingrediente básico da região: o tempo, dono e senhor destes solos e céus. 94 APERIT IVOS/PRIMEIROS PRATOS/HORS D ’OEUVRE · Empanadas de Cuyo · Sopaipillas com pasta de azeitona e tomates secos · Presunto curado com compota de azeitonas pretas e crocante de queijo de bode SALGADOS/PRATO PRINCIPAL · Carne à massa com chile assado · Pás de bode ás brasas como suco de cozedura e salada de chiles e azeitonas pretas · Costeleta de bode com emulsão de batatas doces, rosmaninho e azeite · Provoleta de queijo de bode marinado no óleo de uva e purê de beterraba · Tomaticán de Cuyo · Pudim de três chiles com salada verde com azeitonas. · Chanfaina clássica parte a parte · Rins com vinho branco e charque cozido e esmagado · Sorrentinos de truta fumada com molho de milho e chips de uvas passas · Picanha com crocante de azeitonas pretas e molho de vinho tinto, com legumes envolvidos em folhas de figueira DOCES/SOBREMESAS · Torta fria de uvas · Granita de ameixas com crocante de chocolate · Queijo e marmelo com redução de malbec · Bombons de nozes · Conservas de frutas L A R I O J A S A N J U A N M E N D O Z A S A N L U I S Região Cuyo G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 95 PAG. 96 98 100 102 104 106 108 110 112 114 116 118 120 122 124 126 128 130 Região Cuyo A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Empanadas de Cuyo As empanadas de Cuyo têm muita cebola. Os peritos dizem que deve haver a mesma quantidade delas que de carne, para que estejam sucosas. O recheio também tem uvas passas e chile. São preparadas em fornos de barro ou fritadas, e sempre estão nas celebrações. 96 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 2 dúzias ) PICADINHO 500 g. 1 kg. 50 g. a vontade a vontade 2 unidades 100 g. MASSA 500 g. 80 g. 250 cc. 1 unidades CARNE DE VACA (moída) CEBOLAS GORDURA DE PELOTA SAL PÁPRICA/ORÉGANO/CHILE/COMINHO OVOS COZIDOS AZEITONAS VERDES FARINHA 0000 GORDURA CALDO OVO (para pincelar) PREPARAÇÃO: Picadinho Picar cebolas finamente e saltear em gordura durante 10 minutos, adicionar a carne moída e os temperos. Cozinhar por 20 minutos. Deixar esfriar. Quando estiver frio o picadinho, adicionar os ovos cozidos picados e as azeitonas cortadas. Massa Fazer uma coroa com farinha e a gordura morna, e o caldo. Formar uma massa simples. Deixar repousar por 30 minutos e alongar. Pode se fazer uma simples massa folhada com um pouco de gordura derretida. Armar as empanadas, dobrar as pontas e pincelar com ovos batidos. Cozinhar num forno anteriormente esquentado a 180ºC. durante 20 minutos. Decoração Servir as empanadas quentes e comer as com as mãos. Dados EMPANADAS São uma das típicas comidas argentinas, e apesar do que isto possa ferir o nosso orgulho nacional, elas não foram inventadas aqui. Contudo, nós as adoptamos. Cada província e cada casa deram, com o tempo, o seu próprio selo. 97 Conselhos* Em Cuyo, as empanadas são macias e sucosas, usando um pouco de chile e cominho. Se cozinham num forno de barro, esquentadas com lenha local. O forno está pronto quando a parte superior fique branca em cinzas, se tira fora o fogo e as empanadas estão cozidas. Chamamos bolos ás empanadas fritadas em gordura. Esta comida se serve nas celebrações populares e se come com as mãos. Harmonização: Malbec jóvem Região Cuyo A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Sopaipillas com pasta de azeitona e tomates secos Como aperitivo acompanhado com um copo de vinho de Cuyo, esta deliciosa bruschetta de pão caseiro, coberta com uma pasta de azeitona e tomates secos, é uma eleição ideal. É uma comida herdada de nossos antepassados italianos, e é a melhor opção como hors d’oeuvres duma boa comida. 98 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 4 porções ) 4 unidades a vontade 1 dente 50 g. a vontade a vontade 50 g. a vontade a vontade SOPAIPILLAS AZEITE ALHO TOMATES SECOS ORÉGANO PÁPRICA AZEITONAS PRETAS SAL E PIMENTA PRETA CHILE PREPARAÇÃO: Para fazer as sopaipillas (uma classe de bolo fritado), você pode usar massa de pão, dar uma forma circular e fritar cm muita gordura. Hidratar os tomates secos durante 10 minutos em água quente e marinar em azeite e os temperos preferidos. Tirar fora os caroços das azeitonas, temperar com azeite e pimenta preta. Apresentação Formar uma quenelle com a pasta de azeitona e colocar um tomate hidratado. Harmonização: Sirah Dados TOMATE DE CUYO O tomate de Cuyo é sucoso, carnoso e ligeiramente doce. Pode se comer fresco, assim como em guisados, em molhos ou doces, e também secos. Este último processo se faz ao sol, naturalmente e sem aditivos. 99 Conselhos* Os Huarpes, moradores antigos de Cuyo, chamavam “Chichocas” aos vegetais secados ao sol. Em algumas receitas, os tomates secos se denominam chichocas, em referência a este método antigo de conservação, típico de nosso ensolarado deserto. Região Cuyo A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Presunto curado com compota de azeitonas pretas e crocante de queijo de bode Os presuntos curados ao ar de Cuyo, podem se comer só ou, como nesta receita, com compota de azeitonas pretas e crocante de queijo de bode e um muito bom vinho. 100 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PRESUNTO CURADO QUEIJO DE BODE AZEITONAS PRETAS SAL E PIMENTA MANTEIGA PARTE BRANCA DO PORRO AÇÚCAR VINHO TINTO INGREDIENTES ( 4 porções ) 4 fetias 100 g. 100 g. a vontade 20 g. 50 g. 10 g. 20 cc. PREPARAÇÃO: Cortar em pequenos cubos ou brunoise, a parte branca do porro e saltear 5 minutos com manteiga. Logo adicionar açúcar, as azeitonas cortadas e temperar, continuar a cozedura 5 minutos e verter vinho tinto. Cozinhar uns 10 minutos até que esteja completamentecozido. Ralar o queijo de bode, cozinhar ambos lados numa frigideira antiaderente, até que fique crocante. Apresentação 1a. opção: Fazer um rolo com as fatias de presunto curado, rechear com compota e servir sobre o crocante de queijo de bode. 2 a . o p ç ã o : Serv i r numa colher a compota e o presunto em fios, e o crocante de queijo na parte superior da peça. Dados AZEITONAS Existem muitas classes de azeitonas. Cada uma da um gosto particular à fruta. A mais conhecida em Cuyo é a “Arauco”, apesar que tem também muitas outras, como a “picual” ou “manzanilla”. 101 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Carne à massa com chile assado Nas vinhas, os hóspedes têm uma surpresa quando dum grande pacote de massa cozida num forno de barro, aparece esta carne macia, picante e sucosa. Se acompanha com chile assado, e, é claro, com um copo de bom vinho. Conselhos* O assado com couro é o prato principal da carne à massa, se troca o couro por uma massa simples que serve para conter os sucos da cozedura e obter uma carne muito cozida e macia. Harmonização: Cabernet Sauvignon 102 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ACOMPANHAMENTO 2 unidades 2 unidades 1 bulbo a vontade 2 unidades a vontade INGREDIENTES ( 4 porções ) PARA A CARNE 2 kg. 2 Colheres 3 dentes 100 cc. 30 cc. a vontade a vontade 2 Colheres 200 cc. MASSA 1 kg. a vontade 600cc. PREPARAÇÃO: Carne à massa Picar a salsa e o alho muito finos. Misturar com todos os ingredientes do chimichurri, até fazer a base da marinada. Cortar a carne em pedaços regulares, colocar num recipiente e marinar com chimichurri durante 6 horas, no refrigerador. Fazer uma coroa com a farinha, adicionar sal e água. Fazer uma massa simples. Deixar repousar 30 minutos e alongar. Colocar a massa numa assadeira profunda e colocar a carne e o suco da marinada, cobrir a carne com a massa (como uma torta). Cozinhar num forno anteriormente esquentado a 180ºC. durante 2 horas e ½. Acompanhamento Assar os vegetais inteiros nas brasas durante 25 minutos e rotando os para que sejam uniformes. Limpar a pele queimada dos vegetais, cortar em juliana, temperar com sal e azeite. Pode se acompanhar, se desejar, com um bouquet verde. Apresentação Retirar a carne da massa com cuidado (porque a parte exterior poderia se queimar e não deve ir ao prato do comensal). Colocar a porção numa caçarola ou num recipiente feito de massa com o suco da cozedura, acompanhar com o que você preferir. PIMENTO VERMELHO CEBOLAS ALHO SAL E AZEITE CHILE VERDE BOUQUET VERDE ( rúcula, alface romana e rizada ) CARNE DE VACA (peito ou entranhas) PARA O CHIMICHURRI ALHO PICADO ÓLEO DE GIRASSOL VINAGRE DE VINHO SAL PÁPRICA/ORÉGANO/CHILE SALSA PICADA VINHO BRANCO FARINHA 0000 SAL ÁGUA Dados CARNES BOVINAS Nas diferentes áreas de Cuyo, o gado bovino se desenvolve numa maneira extensiva, nos campos verdes. Os pastos dão à carne um sabor especial que pode ser apreciado nas suas variadas preparações. Mas se destaca nos churrascos com lenha de sarmentos de videira. 103 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Patas de bode ás brasas com suco de cozedura e salada de chiles e azeitonas pretas Este prato se destaca nas mesas de Cuyo, e não se pode perder. A salada de chile e azeitonas pretas é um acompanhamento ideal, para reunir os sabores da região no mesmo prato. PÁS DE BODE VINHO BRANCO CENORAS AIPO CEBOLAS ALHO SAL E ÓLEO CHILE VERMELHO CHILE AMARELO AZEITONAS PRETAS BERINJELA SAL ZUCCHINI AZEITE INGREDIENTES ( 2 porções ) 1 unidade 300 cc. 50 g. 20 g. 50 g. 1 dente a vontade ACOMPANHAMENTO 1 unidade 1 unidade 80 g. 1 unidade a vontade 1 unidade a vontade PREPARAÇÃO: Estufado Limpar os legumes e cortar em pequenos dados (mirepoix). Selar a peça de bode numa caçarola com óleo, logo adicionar as legumes picadas, saltear durante uns poucos minutos, temperar e adicionar o vinho branco. Cozinhar ao fogo baixo durante e hora e ½ , até que a carne fique macia. Acompanhamento Limpar os legumes e cortar as em quadrados (paysanne). Saltear em óleo, durante uns 10 minutos, temperar com sal, azeite e as azeitonas cortadas. Apresentação 1a. opção: Você pode dispor toda a peça com salada e molho com redução da cozedura. 2a. opção: Esmiuçar os pás assados num prato profundo, formar no centro dentro dum anel intercalando, os legumes salteados e o esmiuçado, molhar a base do prato com a redução da cozedura. Dados BODE Pode se encontrar bodes e bezerros (que são a cria das cabras até que deixa de mamar) em todo Cuyo. Até que eles tenham 4 meses de idade, podem alcançar um peso máximo de 10 a 12 quilos e os espécimes adultos, até os 20 quilos. Na cidade de Malargüe, cujo nome significa “lugar de quintais”, na língua mapuche, se produzem os melhores animais. 104 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Conselhos* A carne de bode foi escolhida como um referente da região no seminário do Ente de Cuyo. 105 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Costeleta de bode com emulsão de batatas doces, rosmaninho e óleo de azeitona É uma preparação muito saborosa que tem o aroma das ervas, como o rosmaninho e o azeite de Cuyo, e uma forte característica aromática das frutas. Uma combinação deliciosa para gostar enquanto passear através das vinhas. 106 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 4 porções ) 1 unidade EMULSÃO 100 cc. 300 g. a vontade a vontade ACOMPANHAMENTO 100 g. a vontade 1 pacote COSTELETA DE BODE AZEITE PURÊ DE BATATA DOCE ROSMANINHO FRESCO SAL E PIMENTA BATATAS DOCES ÓLEO AGRIÃO PREPARAÇÃO: Costeleta de bode Limpar a costeleta, pôr sal e pimenta e cozinhar num forno anteriormente esquentado durante uma hora e ½. Como opção, você pode esfregar o bode com manteiga e suco de limão, antes de cozinhar. Emulsão e acompanhamento Limpar as batatas doces, colocar as num recipiente com água fria e cozinhar durante 15 minutos, retirar da água e fazer um purê muito fino. Limpar o rosmaninho, picar finamente, adicionar ao purê. Misturar com óleo até obter uma emulsão. Para os chips, cortar as batatas doces com a sua pele e fritar em óleo quente. Retirar e guardar. Apresentação Colocar a porção de costeleta no prato, os chips insertados com a emulsão de batatas doces e adicionar um bouquet de agrião. Dados AZEITE Com as azeitonas de diferentes classes, a área se transformou num perito em azeites extra virgem, consumidos no pais e exportados. Tem algumas azeitonas mais macias e outras mais picantes, e castas que identificam de que tipo de azeitona vêm. Ou no caso dos vinhos, os óleos de corte, que ganham um sabor muito especial e definido. Conselhos* É um prato sem glúten para celíacos, que respeita as regras de higiene recomendadas para este caso. Harmonização: Tempranillo 107 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Provoleta de queijo de bode marinado no óleo de uva e purê de beterraba A provoleta de queijo de bode ganha em sabor após repousar na marinada de óleo de uva. A combinação se completa com um purê de beterraba, que da cor e sabor. 108 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 2 porções ) 4 unidades a vontade a vontade a vontade a vontade ACOMPANHAMENTO 4 unidades 10 g. 50 g. 50 g. a vontade PROVOLETA DE BODE AZEITE VINAGRE BALSÂMICO PIMENTA PRETA SAL BETERRABAS MEL UVAS FRESCAS CHICÓRIASO GAVINHA FRESCA PREPARAÇÃO: Marinar a provoleta em óleo de uva uns 30 minutos. Cozinhar 2 beterrabas envolvidas em papel de alumínio até que fiquem macias, retirar a pele e fazer um purê, temperar e adicionar mel. Com o resto das beterrabas, fazer chips, cortados finamente e desidratar ao fogo baixo. Fazer um vinagretecom uma parte do vinagre balsâmico, sal a vontade e três partes de óleo de uva. Fazer a emulsão. Cozinhar a provoleta num grelhe quente de ambos lados. Apresentação Servir a provoleta quente, o purê de beterraba e o crocante. Adicionar as chicórias, as uvas, a gavinha e o vinagrete de óleo de uva. Dados ÓLEO DE UVA As uvas são as estrelas da área e delas nasce um vinho sucoso. Com as suas sementes fazemos óleo, ideal para muitas comidas. A sua extração, como aquela das azeitonas, pode ser feita de diferentes maneiras, mas o melhor e o pressionamento. Conselhos* O óleo das sementes de uvas tem uma cor verde, obscura e brilhante. Seu aroma é sutil e ervoso, e pode ser usado em muitas preparações culinárias, dando uma grande quantidade de antioxidantes. Harmonização: Chardonnay com madeira 109 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Tomaticán de Cuyo É um dos guisados populares da região, uma combinação dos benefícios das mãos da migração com os produtos da terra. 110 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 10 porções ) 10 unidades 5 unidades 2 unidades 8 unidades a vontade 2 Colheres a vontade a vontade 1 Colher ACOMPANHAMENTO 150 g. 10 faitas 300 g. TOMATES CHERRY CEBOLAS PIMENTOS VERDES OVOS AZEITE MIGALHAS DE PÃO SAL PÁPRICA/ORÉGANO/CHILE MANJERICÃO TOMATES SECOS PAN CASEIRO QUEIJO ATUEL PREPARAÇÃO: Limpar os vegetais, picar as cebolas, o chile em brunoise, e os tomates em peças grossos (concassé). Num disco de assar, saltear com azeite, o chile e as cebolas durante 10 minutos. Adicionar tomates, temperar e continuar cozinhando uns 5 minutos mais. Logo adicionar os ovos batidos e as migalhas de pão, até o fim da cozedura. Hidratar os tomates secos em água quente uns 10 minutos e marinar em óleo de azeitona. Picar o manjericão em chiffonade, adicionar o fresco sobre o queijo no prato. Apresentação Servir o tomaticán quente sobre a fatia de pão e adicionar o queijo macerado, o manjericão e os tomates secos. Conselhos* O disco para assar é um elemento típico das fazendas de Cuyo. Limpa se o metal, se cura com gordura, esquentando o ao fogo alto e esfregando com sal marina para terminar. A sua capacidade permite fazer pratos abundantes A “cueca Tomaticán” que faz honor a esta tradicional comida, foi composta por Víctor Hugo Cortes e é como uma receita cantada, onde se unem a cozinha e a música. Dados TOMATE Os índios da região, os Huarpes, receberam de outras tribos amigáveis, o tomate, que se chamou “tomati”. O fruto foi distribuído na zona, onde cresce e da vida depois a muitas comidas como um acompanhamento ideal. 111 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Pudim de três chiles com salada verde com azeitonas Os bolos e pudins são uma parte importante da cozinha de Cuyo. Este, elaborado com três chiles, e um bom exemplo. Acompanha se com uma salada verde com azeitonas, com um toque de azeite para dar mais sabor e aroma. 112 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A CHILE VERMELHO CHILE VERDE CHILE AMARELO OVOS CREME DE LEITE SAL E PIMENTA TOMATES CHERRY RÚCULA POLO ROSSO AZEITE VINAGRE BALSÂMICO AZEITONAS VERDES INGREDIENTES ( 4 porções ) 2 unidades 2 unidades 2 unidades 6 unidades 150 g. a vontade ACOMPANHAMENTO 100 g. 1 pacote 1 unidade a vontade a vontade 100 g. PREPARAÇÃO: Limpar chile e assar num papel de alumínio durante 20 minutos no forno anteriormente esquentado a 180ºC. Tirar fora as sementes e a pele dos chiles. Processar um chile de cada cor separadamente para obter purês amarelo, vermelho e verde. Guardar os três chiles de cada cor limpos. Misturar dois ovos, 50 g. de creme com o purê verde. Pôr sal e pimenta para obter a base do pudim, repetir com o vermelho e o amarelo com o resto dos ingredientes. Num molde de pudim envolver com um filme adequado para fornear, colocar um chile de cada cor em camadas e cobrir com o purê da mesma cor. Repetir com o resto dos ingredientes (você terá as três alternadas). Colocar num forno anteriormente esquentado e cozinhar a banho Maria durante 50 minutos. Retire do molde, frio. Acompanhamento Fazer um vinagrete com três partes do azeite e uma parte do vinagre balsâmico. Temperar e fazer a emulsão. Limpar as folhas verdes e os tomates. Injetar com vinagrete e preparar a salada com azeitonas. Apresentação Colocar as porções de pudim e adicionar a salada de folhas verdes, os tomates, as azeitonas e molhar com o resto do vinagrete. Dados CHILE Na língua quéchua se chamam “misqui uchú”, “nupu uchú” ou “pachirina”. São “Capsicum annuum”, do resto da família dos chiles americanos, mas são diferentes porque além de ser carnosos, não são picantes. Todos são verdes no começo e quando madurar mudam a amarelos, vermelhos e inclusive com uma original cor azul. 113 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Chanfaina clássica parte a parte A chanfaina clássica é uma adaptação duma tradicional comida de Cuyo. Precisa de longas horas ao fogo e exige uma dose de paciência, mas compensa quando se serve com os vinhos da região. 114 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 2 porções ) 1 unidade 1 unidade 2 dentes 50 cc. a vontade a vontade 1 colherinha 4 colherinhas 2 faitas 100 cc. 30 g. MUIDEZAS DE BODE CEBOLA ALHO VINHO BRANCO SAL/PIMENTA ORÉGANO/CHILE FARINHA ÁGUA PÃO CASEIRO SANGUE OU MORCELA GORDURA DE BODE PREPARAÇÂO: Cortar as miudezas de bode em cubos pequenos (coração, fígado, rins). Limpar os vegetais e picar fino o alho, a salsa e a cebola, em brunoise. Saltear os vegetais em gordura durante 8 minutes. Logo adicionar as miudezas, temperar a vontade e cozinhar por 15 minutos mais. Quando as miudezas estiverem bem cozidas, adicionar a sangue até coagular , ou você pode ad ic ionar fa r inha anteriormente dissolvida em água, e a morcela esmiuçada. Finalmente, verter vinho branco. Cozinhar 5 minutos até terminar. Apresentação Servir como hors d’ oeuvre ou numa caçarola com migalha de pão, ou em pequenos pedaços sobre pão. Dados CHANFAINA Como bom guisado, esta comida do pais, precisa longas horas de cozedura. A sua base é o óleo ou gordura de pelota e se fritam as cebolas e os chiles, mais carne e miudezas deste animal típico de cada zona. Em Cuyo é comum preparar com bode. Conselhos* Esta comida se prepara em postos ou criadouros de bode, onde as miudezas são usadas nos pratos diários, e para unir a preparação, se usa o sangue fresco, ou senão farinha. O sangue pode ser substituído por morcela esmiuçada. 115 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Rins com vinho branco e charque cozido e esmagado Os rins com vinho branco são saborosos com o charque esmagado ou seja, esta carne secada ao sol e logo esmagada num morteiro, antes de ser cozida. Pode se comer como hors d‘oeuvre ou prato principal. 116 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 2 porções ) 1 unidade 50 cc. 100 cc. a vontade 1 dente 1 Colheres 2 unidades ACOMPANHAMENTO a vontade 100 g. 20 g. 5 g. 10 g. 4 unidades RINS DE VITELA VINAGRE DE MAÇÃ VINHO BRANCO SAL E PIMENTA ALHO SALSA PICADA CEBOLINHAS ÓLEO PARA FRITAR CHARQUE OU CARNE ASSADA SAL MARINA PIMENTA PRETA EM GRÃOS TOMILHO E ROSMANINHO FRESCO BATATINHAS PREPARAÇÂO: Limpar os rins, cortar os lóbulos e acidular num recipiente com água e vinagre até que cobra, durante 30 minutos no refrigerador. Cortar as cebolinhas, o alho e a salsa. Saltear finamente em manteiga, adicionar os rins, temperar a vontade e cozinhar cinco minutos. Adicionar vinho branco, cozinhar por três minutos e servir sucoso. Hidratar o charque, esmiuçar finamente e levar ao forno uns dez minutos. Vocêpode substituir com carne assada esmiuçada e secada em forno suave. Acompanhamento Lavar bem as batatas. Ferver em água com sal e com a pele, até que fiquem macias, tirar fora da água e guardar. Num morteiro moer pimenta, tomilho e rosmaninho. Secar as batatas, esmagar e fritar. Servir quente com sal aromatizada. Apresentação Servir as batatas quebradas num círculo no centro dos rins e o charque cozido por cima. Dados CHARQUE O Charquican é um guisado cozinhado em várias províncias, onde a base é um ingrediente principal, a carne de charque. É secado ao sol, um método de conservação muito usado antigamente, quando a refrigeração artificial não existia. Para adicionar o charque às preparações, deve ser hidratado de novo. Conselhos* O charque é o nome que os moradores antigos deram à carne secada e pode ser feito com diferentes carnes com pouca gordura e sem ossos. A carne é cortada em bifes finos com sal marina, e se cobre e esmaga ou se aperta com um peso superior. Logo se põe ao sol durante uns dias, protegendo dos insetos e do orvalho da noite. O esmago e o salgado se repete várias vezes. Se conserva seco, num lugar fresco e é um clássico nos alforjes dos pequenos fazendeiros. 117 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Sorrentinos de truta fumada com molho de milho e chips de uvas passas Os sorrentinos de truta são uma mostra das receitas clássicas de pastas, mas atualizada á nova cozinha, e você não deve perder os com um bom vinho. 118 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados TRUTA DE RIO/LAGOA As trutas de Cuyo são espécies que se adequam à vida nas águas doces do lagos, rios e angras. Elas têm um tamanho interessante e uma cor sublime. A sua carne tem uma cor como a do salmão e um gosto suave, mais definido, que as diferencia do resto dos peixes. OVOS FARINHA 0000 SAL AZEITE TRUTA FUMADA (250 GR.) PORRO MANTEIGA SAL E PIMENTA MILHO CREME DE LEITE SAL E PIMENTA CEBOLINHA UVAS PASSAS (sem sementes) MANTEIGA INGREDIENTES ( 4 porções ) MASSA 3 unidades 400 g. a vontade 1 Colher RECHEIO 1 unidade 1 unidade 40 g. a vontade MOLHO 2 unidades 250 g. a vontade 1 unidade 80 g. 20 g. PREPARAÇÂO: Massa Fazer uma coroa, adicionar sal, ovos batidos e óleo. Amassar e deixar repousar 30 minutos. Recheado e cozedura Cortar a parte branca do porro em brunoise, e saltear em manteiga. Limpar a truta. Fazer filets, esmagar e adicionar à preparação anterior. Temperar. Cozinhar 5 minutos e deixar esfriar. A longar a massa , co locar num molde para sorrentinos. Rechear numa forma adequada, pincelar as pontas com água e selar a pasta. Ferver em muita água quente com sal, até que a pasta esteja pronta (quando os sorrentinos subir) Molho Limpar os vegetais e ralar finamente o milho e a cebola. Cozinhar numa frigideira com manteiga durante 10 minutos. Adicionar creme, temperar e deixar reduzir até obter um molho macio e cremoso. Para os chips, esmagar as uvas passas e levar ao forno baixo durante 1 hora e ½, até que as passas estejam bem desidratadas (esta preparação pode ser feita antes) Apresentação Servir os sorrentinos com o molho cremoso, os chips de uvas passas, algumas camadas de truta fumada e gavinhas de uva. Conselhos* O fumado é uma técnica antiga de preservação, na qual o alimento se somete ao fumo de madeiras, sem resinas tóxicas. O fumo da madeira das árvores frutais é excelente. As mais recomendadas são: a macieira (que da um sabor doce e ascético), o limoeiro, o laranjeiro (todos os cítricos acompanham bem ao peixe), e as árvores de pêssego e ameixa (sabor doce) 119 Região Cuyo S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Picanha com crocante de azeitonas pretas e molho de vinho tinto, com legumes envolvidos em folhas de figueira Esta comida faz honor à região de Cuyo. Acompanha se com legumes envolvidos em folhas de figueira, que vêm das vinhas da região. Um tributo ao sabor que se pode desfrutar com todos os sentidos. 120 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 4 porções ) 1 unidade 200 g. 1 dente MOLHO DE VINHO 300 cc. 2 Colheres 2 Colheres 5 g. ACOMPANHAMENTO 1 unidade 1 unidade 1 unidade 12 unidades a vontade a vontade 2 Colheres 1 unidade a vontade PICANHA AZEITONAS PRETAS ALHO VINHO MALBEC AÇÚCAR MANTEIGA PIMENTA PRETA EM GRÃOS TOMATE ZUCCHINI BERINGELA FOLHAS DE FIGUEIRA SAL/PIMIENTA AZEITE QUEIJO CREMOSO CEBOLA SAL PREPARAÇÂO: Selar a picanha, temperar y guardar. Processar as azeitonas sem caroços com o alho. Untar a parte superior da picanha com as azeitonas processadas. Colocar uma placa e cozinhar no forno a 200° C. por 45 minutos. Acender a grelha no último minuto, para fortalecer o crocante de azeitona. Molho Numa frigideira quente, dourar as pimentas com uma colherada de manteiga. Logo adicionar o vinho, açúcar, e reduzir à metade. Finalmente, fazer a emulsão com uma colherada de manteiga. Acompanhamento Limpar os legumes e cortar em brunoise. Saltear durante 20 minutos em azeite, e temperar a vontade. Finalmente adicionar o queijo cremoso. Fazer pacotes com as folhas de figueira e os legumes. Apresentação Servir uma porção de carne sobre uma folha de figueira com dois pequenos pacotes de legumes e temperar a vontade. Para dar cor, você pode decorar com um pouco da brunoise do recheio. Dados AZEITONAS Verde ou pretas, o berço das azeitonas foi o Mediterrâneo. Mas em Cuyo as azeitonas encontraram outro lugar no mundo. São muito apreciadas por o seu óleo, mas também se comem diretamente, depois de ser curadas. O seu processo de maduração, é gradual e vai da cor verde ao violeta, até ter finalmente o morado obscuro e o preto. 121 Região Cuyo D O C E S · S O B R E M E S A S Tarta fria de uvas As uvas em todas as suas variantes, são o coração do vinho e também da nova confeitaria de Cuyo. Uma boa mostra disto e esta torta fria de uvas, como sobremesa o para o chá. 122 tips* A massa brisée tem um sabor neutral e é quebrada muito suave, onde os gostos dos recheios se destacam . Harmonização: Colheita Tardía G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 6 porções ) MASSA 300 g. 200 g. 3 Colheres 1 unidade 1 unidade RECHEIO 300 g. 80 g. 400 g. a vontade 80 g. 50 g. FARINHA MANTEIGA VINHO DE COLHEITA TARDIA OVO GEMA DE OVO CREMA DE LEITE AÇÚCAR IMPALPÁVEL UVAS FRESCAS XAROPE DE UVAS QUEIJO AZUL AMÊNDOAS FILETEADAS TORRADAS PREPARAÇÂO: Massa Fazer uma massa arenosa com farinha e manteiga (pode ser feita num processador). Adicionar o resto dos ingredientes, e unir somente o necessário para formar a massa. Deixar repousar no refrigerador por 30 minutos. Alongar a massa, envolver o molde escolhido e cozinhar num forno anteriormente esquentado a 180ºC durante 15 minutos. Deixar esfriar e guardar. Recheio Bater creme com o açúcar impalpável como chantilly. Limpar as uvas (você pode descascar as se preferir) Pincelar a base da massa cozida com o xarope de uvas, rechear com creme batido, decorar com uvas e amêndoas. Se preferir, as uvas podem se marinar em xarope ou em vinho doce de acordo com os gostos escolhidos. Apresentação Servir muito fria. Com o vinho de colheita tardia, você pode adicionar uma pequena porção de queijo azul e xarope como molho. Dados UVAS Além das uvas para vinhos, em Cuyo temos as chamadas uvas de mesa. Também tem variantes com diferentes cores de pele com cachos soltos ou ajustados, com peles suaves ou espessas, mais ou menos doces, ou grãos grandes ou pequenos (como a famosa chinche)e tem também aquelas sem sementes. 123 Região Cuyo D O C E S · S O B R E M E S A S Granita de ameixas com crocante de chocolate A granita de ameixas da a fruta todo o seu sabor. É um dessas sobremesas refrescantes ideais com um crocante de chocolate. Um bom acompanhamentoé uma colheita tardia ou um Malbec fortalecido. Conselhos* Se você preferir uma granita picante, aromatize com o xarope, canela, cravos da Índia, pimentas, etc. Neste caso, destacamos o sabor com o aroma das ameixas. 124 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÂO: Deixar as ameixas secas repousar em água o dia anterior. Ferver na mesma água, adicionar açúcar e fazer um ligeiro xarope. Limpar as ameixas frescas e processar com xarope. Colocar no freezer umas três horas, logo raspar a preparação com uma forca para obter a granita, esfriar de novo até o momento de servir. Acompanhamento Cortas as ameixas, pôr manteiga numa frigideira e adicionar as frutas. Cozinhar por uns três minutos, logo adicionar o açúcar até se derreter e finalmente fazer um flambé com o licor de uvas. Crocante de chocolate Fazer um caramelo claro, e adicionar as nozes. Alongar numa superfície antiaderente, quando estiver frio, picar. Derreter o chocolate a banho Maria, plantar com o crocante e fazer figuras sobre essa superfície. Deixar esfriar. Apresentação Servir a granita muito fria num copo junto com o crocante de chocolate e, na base do prato, colocar ameixas tépidas. INGREDIENTES ( 4 porções ) 100 g. 300 cc. 200 g. 100 g. 100 g. 50 g. 50 g. 50 cc. 100 g. 50 g. 50 g. AMEIXAS SECAS ÁGUA AÇÚCAR (para o xarope) AMEIXAS FRESCAS (para processar) AMEIXAS FRESCAS (para acompanhar) MANTEIGA AÇÚCAR LICOR DE UVAS CHOCOLATE SEMI AMARGO NOZES PICADAS AÇÚCAR (caramelo) Dados FRUITAS I Cuyo, com os seus dias solados e suas noites frias com grande amplitude térmica, é ideal para a colheita de frutas, gostosas e saudáveis, onde não se precisam elementos químicos. Ameixas, pêssegos, damascos, castanhas, cerejas ou nozes, são algumas que você pode gostar, assim como preservar, ou secar. 125 Região Cuyo D O C E S · S O B R E M E S A S Queijo e marmelo com redução de Malbec Cuyo tem a sua especial versão duma das mais típicas sobremesas argentinas: queijo e doce. Neste caso escolhemos queijo com marmelo e uma deliciosa redução de Malbec. 126 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÂO: Colocar açúcar e vinho, reduzir à metade e deixar esfriar. Cortar o queijo e o marmelo em fatias finas, intercalar e levar ao refrigerador por 30 minutos. Apresentação Servir a sobremesa, decorar com a redução de Malbec, e amêndoas opcionais. INGREDIENTES ( 4 porções ) 300 g. 300 g. 150 cc. 50 g. 80 g. QUEIJO DOCE DE MARMELO VINO MALBEC AÇÚCAR AMÊNDOAS CORTADAS Conselhos* A sobremesa “vigilante” é um clássico da cozinha argentina. Algumas pessoas dizem que era a favorita do escritor Jorge Luis Borges. Dados MARMELO Muitas das sobremesas de Cuyo têm o toque do encontro entre as frutas das terras americanas e a contribuição da conquista espanhola: os ovos quimbo e a ambrosia compartem relevância com os pães de doce de marmelo, doce de alcayota e vários xaropes. Todos precisam ser cozinhados durante muitas horas em braseiros. 127 Região Cuyo D O C E S · S O B R E M E S A S Bombons de nozes Os bombons de nozes são uns dos doces você tem que levar quando viajar pelos caminhos de Cuyo, nas províncias de Mendoza, San Juan ou La Rioja. Para acompanhar o café, algum licor caseiro, ou em qualquer momento do dia, como um gostoso reposo. Harmonização: Colheita tardia com base de uvas vermelhas 128 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados NOZES As nozes e outras frutas, como as castanhas ou o pistache, se dão abundantemente em Cuyo. As nozes se comem secas ou num típico lanche: confeitadas. São como bombons, preparação herdada dos doces dos conventos, típicos dela região. PREPARAÇÃO: Derreter chocolate a banho Maria. Juntar dois nozes “borboleta” com o doce de alcayota ou o dulce de leche, logo espalhar sobre o chocolate derretido, deixar esfriar sobre uma grelha ou papel manteiga. INGREDIENTES ( 12 bombons ) 24 unidades a vontade a vontade 300 g. NOZES TIPO BORBOLETA DOCE DE ALCAYOTA DULCE DE LECHE (parecido ao caramelo) CHOCOLATE SEMI AMARGO 129 D O C E S · S O B R E M E S A S Conservas de fruitas: Pêssegos no seu próprio suco Desde o primeiro bocado da manhã à última sobremesa no fim do dia, as conservas de frutas estão presentes nas mesas de Cuyo como símbolo dos sabores caseiros. Região Cuyo130 PREPARAÇÃO: Fazer um xarope ligeiro. Descascar a fruta com uma faca comum, para não deixar marcas nela, cortar em metades e tirar fora os caroços. Esterilizar as jarras, rechear com as frutas e cobrir com xarope. Tampar a jarras imediatamente. Ferver as jarras anteriormente envolvidas em papel (para que não se quebrem durante a fervura). Cozinhar durante 20 minutos, a partir da fervura. Retirar quando estiver frio. INGREDIENTES ( 3 jarras de 1 kg. ) 1 lt. 500 g. 2 kg. 3 unidades ÁGUA AÇÚCAR PÊSSEGOS AMARELOS JARRAS Dados FRUITAS II As frutas de Cuyo são o fechamento de cada comida. Comem se frescas o em conservas, doces e sobremesas. Tem porções de marmelos, geleias, marmeladas, e xaropes com ou sem licor. Além dos marmelos, pêssegos ou ameixas, você pode preparar doces com tomate ou alcayota. Conselho* Escolha pêssegos saudáveis e firmes para que resistam a cozedura. Também as conservas podem ser feitas com frutas, como peras, marmelos, entre outras. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 131 132 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 133 Região Centro C Ó R D O B A É o centro geográfico do pais, e uma terra de serras e pastos misturados com tantas ervas, que se diz que respirar este ar perfumado e limpo, é desde sempre curador. A sua paisagem também está decorada com rios e lagoas de cores tranquilas. Nas suas zonas selvagens, os morros verdes são interrompidos com a aparição de bodes, por exemplo, que ao comer esses pastos, têm um leite especial, com o qual se elaboram queijo dum sabor gostoso e particular. Ou você pode encontrar cabritos, de carne macia, que são criados para muitas receitas, porém especialmente são assados, para destacar o seu sabor. Também o centro é a terra da produção de porcos, cujas linguiças e frios são elaborados com receitas de imigrantes. Alguns como o salame de Caroya são famosos e têm o seu próprio festival nacional. O gado bovino também tem lugar nesta zona de boas carnes. A produção láctea faz o espesso “dulce de leche” e queijos de diferentes gostos e texturas, com pastas macias, duras e meio duras. A estes produtos, no tempo de cozinhar, você pode adicionar muitos outros, como tipos de mel, enriquecidos com o perfume e o sabor da flora local. Ou as azeitonas extra virgem que crescem nos arvoredos de azeitonas, alguns já centenários, e premiados no exterior. Os cereais e boas farinhas são outros dos produtos distintivos da zona e, em cada posto dos caminhos, você pode gostar dos pães caseiros, ao estilo do campo com fatias bem feitas. A calma e a paz, o silencio e ar puro são os ingredientes clave desta região, onde tem muitos momentos para bater papo e claro, beber vermutes. Você não deve esquecer que as ervas locais são tão aromáticas, que pode ser fazer com elas bebidas muito famosas, comuns e reconhecidas como o Fernet. 134 APERIT IVOS/PRIMEIROS PRATOS/HORS D ’OEUVRE · Salada fria com queijo sobre crocante de milho. · Espetos de salame, chile assado e azeite · Pão torrado e caldo de viscacha SALGADOS/PRATO PRINCIPAL · Cabritos assados com pudim de milho · Peito de porco com redução de mel, essência de peperina e salada verde fresca · Costeletas de vaca com molho crioulo e milho fresco · Enrolado de viscacha frio, chimichurri das serras e salada de agriões. · Millefeuille de batata, cebolinhas e creme em caldo de açafrão · Bondiola com amendoins cascados e toucinho fumado com batatas fatiadas · Bolode milho e queijo · Enrolado de porco recheio com marmelos assados e purê de batatas doces picantes · Choripán clássico (linguiças grelhadas entre duas fatias de pão) com picles tradicionais e seus molhos. · Locro de galinha (Perico Vicente) DOCES/SOBREMESAS · Alfajores de geléia de frutas · Bolo úmido de mel com gelado · Gelado de nougat de amendoim · Diferentes lanches · Pudim de nozes com praliné de amendoim C Ó R D O B A Região Centro G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 135 PAG. 136 138 140 142 144 146 148 150 152 154 156 158 160 162 164 166 168 170 Região Centro A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Salada fria com queijo sobre crocante de milho No entanto se aguarda um churrasco ou uma comida importante, esta salada fria com queijo é uma grande opção e pode ser desfrutada com o resto do menu. 136 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A POLENTA LEITE TOMINHO FRESCO SAL PIMENTA PRETA AZEITE TOMATES CHERRY RÚCULA ESCAROLA MANJERICÃO MORADO AZEITONAS PRETAS MARINADAS QUEIJO PARMESANO QUEIJO COTTAGE BONDIOLA CURADA SAL PIMENTA REDUÇÃO BALSÂMICA AZEITE PREPARAÇÃO: Fazer uma polenta em leite aromatizada com tomilho, sal e pimenta. Colocar uma placa coberta com um filme Deixar esfriar e logo processar para cortar em retângulos de 2 x 8 e 1 cm. de alto. Dourar em azeite tentando de fazer um crocante. Colocar sobre a polenta crocante, a salada anteriormente untada com queijo cottage para que não se mover. Temperar com um vinagrete feito com a redução balsâmica e azeite. INGREDIENTES ( 6 porções ) 200 g. 600 cc. 5 g. 10 g. 5 g. 30 cc. PARA A SALADA 100 g. 40 g. 40 g. 10 g. 40 g. 50 g. 30 g. 60 g. 10 g. 5 g. 20 cc. 60 cc. Dados MILHO O milho, sagrado em terras americanas, foi e ainda é, uma parte importante da cozinha local. Se consume em diferentes preparações: fresco, seco, ou em farinhas Nesta área se produz milho branco e com ele se faz a famosa polenta de Friuli (Itália). 137 Região Centro A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Espeto de salame, chile assado e azeite Para acompanhar o Fernet, não tem nada melhor que os espetos de salame, decorados com chile assado. Mas tem um problema: a gente sabe quando começar, mas o fim é incerto. SALAME “DA COLÓNIA” CHILE VERMELHO CHILE VERDE AZEITONAS RECHEIAS AZEITE EXTRA VIRGEM PAUS DE BROCHETTE PREPARAÇÃO: Descascar e cortar o salame ao bias. Guardar. Por outro lado, assar chile sobre fogo alto queimando ele por fora, descascar e preservar em azeite. Cortar chile em quadrados, e começar a intercalar nos paus de brochette com salame e as azeitonas recheias. Pincelar com azeite. INGREDIENTES ( 8 porções ) 1 unidade 1 unidade 1 unidade 200 g. 50 cc. 12 unidades Conselhos* Podemos pinchar os lanches já preparados em pão ou alguma fruta grande como o melão ou a melancia. 138 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados SALAMES Um dos mais famosos salames da região, que tem sabores requintados de produção seca, é o de Oncativo, feito por metades de carne de porco e bovina, cortada com faca. Quando está elaborado, deixar madurar entre 60 a 90 dias em adegas frescas e secas. Quando desprender a chamada “mufa” (sua pequena camada cor verde musgo), está já maduro e no tempo justo para comer. 139 Região Centro A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Pão torrado e caldo de vizcacha Como acontece com o resto das carnes, o caldo realçam o gosto e a ternura da vizcacha. Uma forma de apreciar sua textura e intenso sabor é sobre um bom pão de campo torrado e bebendo uma cerveja. 140 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Começar preparando a vizcacha. Você tem que tirar fora os ossos da costela e a espinha, e cortar o resto em peças regulares. Picar cebolas em quartos, cenouras em pedaços e pisar com uma faca o alho sem descascar. Colocar numa panela a metade dos legumes, e sobre estas toda a vizcacha, cobrir com o resto dos legumes, adicionar os líquidos, levar ao fogo médio, pôr um pouco de sal e pimenta e cozinhar até que as peças de vizcacha estejam prontas. Preservação: Diretamente num recipiente no refrigerador por 5 dias ou colocar em frascos anteriormente esterilizados, cobrir com a tampa e levar a um recipiente com água fervida por 25 minutos, retirar y guardar. Servir com pão caseiro torrado, l igeiramente pincelado com azeite e alho. Você pode substituir a vizcacha com carnes de caça ou frango, frutos do mar ou outras carnes convencionais também. VIZCACHA CEBOLAS CENOURAS ALHOS LOUREIRO ÓLEO VINAGRE VINHO BRANCO SAL PIMENTA EM GRÃOS PÃO CASEIRO AZEITE ALHO PISADO INGREDIENTES ( 8 porções ) CALDO 1500 g. 600 g. 600 g. 6 unidades 4 unidades 500 cc. 300 cc. 300 cc. 30 g. 15 g. 1 kg. 50 cc. 10 g. Dados CALDO Os caldos apareceram como um método caseiro de conservação, quando não existiam os refrigeradores ou outras formas de congelar. São feitos com legumes e carnes. Precisam paciência para que sejam gostosos. Quando são preparados, temos que esperar alguns dias para ter um melhor sabor e para que os temperos se integrem. 141 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Cabritos assados com pudim de milho Se você vai a Córdoba e não come um cabrito, isso é tão imperdoável como não ter ido. Prepara se em diferentes maneiras, mas assado e crocante não tem comparação. Os acompanhamentos locais vão muito bem com ele. 142 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A CABRITO SAL PIMENTA PRETA MILHO INTEIRO CEBOLA ÓLEO DE MILHO SAL PIMENTA NOZ MOSCADA OVOS CREME DE LEITE QUEIJO SARDENHO ESTACIONADO MANTEIGA LENHA OU QUEBRACHO BRANCO (árvore) PREPARAÇÃO: Acender fogo com a lenha e comece a preparação do cabrito. Abrir o animal deslocando as costelas para que esteja completamente aberto e o mais chato possível. Pôr muita sal e pimenta e esperar até que as flamas se formem bem. Começar a cozinhar ao fogo baixo e com o animal de cabeça para baixo. Se fosse necessário, lubrificar com óleo durante a cozedura. Pudim Para o pudim, saltear a cebola até se dourar. Logo adicionar milho, temperos e processar. Por outro lado, unir misturando os ovos com creme e o queijo ralado em fios, e adicionar à preparação anterior. A mistura deve ser muito homogênea. Colocar sobre uma placa untada com manteiga. Levar ao fogo a 170°C por 45 minutos. Deixar repousar e cortar porções quadradas para acompanhar o cabrito. INGREDIENTES ( 8 porções ) 1 unidade 30 g. 15 g. PUDIM 300 g. 150 g. 40 cc. 15 g. 10 g. 5 g. 8 unidades 250 g. 150 g. 100 g. 15 kg. Conselhos* Os pudins podem ser feitos individualmente ou em moldes para queques, ou numa bandeja e logo fazer porções Os cabritos, se você desejar, podem ser temperados com chimichurri somente 10 minutos antes do fim da preparação, para não queimar as ervas e os temperos. Dados CABRITO As áreas de Quilino e Deán Funes, em Córdoba, são famosas pelos seus cabritos, considerados alguns dos melhores desta província pela excelência de sua carne e seu sabor. Os estabelecimentos rurais que os produzem podem ser visitados para poder ver como os animais são criados e, além disso desfrutar um excelente churrasco deste típico produto das serras. 143 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Peito de porco com redução de mel, essência de peperina e salada verde fresca A muito gostosa carne de porco tem mais sabor com a peperina hortelã e a redução de mel que, nesta zona é deliciosamente floral e com sabor de frutas. 144 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PEITO DE PORCOSAL PIMENTA PRETA VINHO BRANCO MEL PEPERINA FRESCA ALFACE DA ZONA ALFACE JOVEM ESCAROLA RÚCULA AZEITE SAL VINAGRE BALSÂMICO FUMADO PREPARAÇÃO: Pôr muita sal e pimenta sobre o peito de porco e levar ao forno ou grelhe. Cozinhar até dourar e encontrar o ponto de cozedura desejado. Redução Por outro lado, fazer a redução de vinho com mel, e quando se obter a consistência do molho, adicionar peperina fresca picada. Deixar fazer uma infusão durante uns minutos. Com esta redução, pincelar o peito aos últimos minutos de sua cozedura para que fique brilhante e com um delicado sabor. Salada Para acompanhar esta carne, fazer uma salada de mistura de folhas e temperar com um vinagrete balsâmico com chispas fumadas. INGREDIENTES ( 8 porções ) 2 kg. 25 g. 10 g. REDUÇÃO 1000 cc. 300 g. 30 g. SALADA 100 g. 100 g. 100 g. 100 g. 50 cc. 12 g. 25 cc. Dados PEPERINA Pode se dizer que Córdoba cheira a peperina. Ela cresce desde tempos antigos nas serras e é considerada tão importante como o sotaque da província. Provem da família das mentas. Conselhos* Os temperos para as folhas pode ser com vinagres de frutas como framboesa ou maçã, no lugar do aceto fumado 145 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Costeletas de vaca com milho crioulo e milho fresco A carne bovina não pode estar ausente do menu de Córdoba. A costeleta aparece nos churrascos familiares e também nos restaurantes. O molho local é um clássico para acompanhar. 146 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A COSTELETAS REDONDAS (de 1,50 quilos) SAL MÉIO FINA TOMATES CHERRY CHILE VERMELHO CHILE VERDE CEBOLA CEBOLINHA MILHO AMARELO EM GRÃOS TOMILHO FRESCO SAL PIMENTA PRETA SUCO DE LIMÃO AZEITE PREPARAÇÃO: Pôr sal meio fina sobre as costeletas. Esquentar uma placa ou grelhe e cozinhar ao fogo alto os dois lados tentando de que estejam bem douradas e sucosas por dentro. Molho local Cortar todos os ingredientes em cubos medianos (este molho será um acompanhamento ou complemento), dar aroma com o tomilho fresco, temperar e adicionar o suco de limão e o azeite. INGREDIENTES ( 4 porções ) 4 unidades 12 g. MOLHO LOCAL 1 unidade 1 unidade 1 unidade 1 unidade 1 unidade 100 g. 10 g. 14 g. 8 g. 40 cc. 60cc. Dados CARNE DE VACA Esta é uma zona de carnes privilegiadas e você pode encontrar todos os tipos de cortes. As costeletas com ossos, são famosas por seu gosto. Preparam se com lenha de árvores locais cujas flamas dão um aroma particular. 147 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Enrolado de vizcacha frio, chimichurri das serras e salada de agriões Uma forma de gostar desta carne pouco comum, é fria e enrolada com um saboroso chimichurri das serras, feito com ervas locais. Conselhos* Você pode envolver as peças em várias folhas de papel filme de cozinha e logo em papel de alumínio para evitar a costura, e em quanto à cozedura, ela pode ser feita no forno suave durante 2 horas. 148 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A VISCACHA SEM OSSOS CHILE MOIDO CHILE PICADO TOMILHO PIMENTA SAL MÉIO FINA VINHO BRANCO TOUCINHO FUMADO ESPINAFRE OVOS COZIDOS CENOURA ALHO SALSA PICADA GELATINA SEM SABOR SAL DE MESA CHILE MOIDO ORÉGANO SECO SALSA FRESCA ALHO SAL ÁGUA QUENTE VINAGRE DE VINHO ÓLEO DE GIRASSOL AGRIÕES CULTIVADOS VINAGRETE CLÁSSICO INGREDIENTES ( 8 porções ) 1 unidade 5 g. 1 unidade 10 g. 8 g. 15 g. 1000 cc. RECHEIO 250 g. 200 g. 8 unidades 1 unidade 2 unidades 10 g. 14 g. 20 g. INGREDIENTES CHIMICHURRI 5 g. 5 g. 10 g. 2 unidades 20 g. 80 cc. 30 cc. 100 cc. 300 g. 50 cc. PREPARAÇÃO: Colocar numa frigideira os ingredientes marinados. D e i x a r r e p o u s a r a v i z c a c h a c o m o s o s s o s anter iormente ret i rados , na mar inada, uma noite no refrigerador. Fazer os ovos cozidos. Descascar e cortar as cenouras longitudinalmente em barras finas. Picar o alho e a salsa. Estender a vizcacha de cabeça para baixo. Pôr sal, alho em pó e salsa. Cobrir as folhas de espinafre. Colocar as fatias de toucinho. Pôr as barras de cenoura longitudinalmente. Colocar os ovos em fila longitudinalmente, ao lado das cenouras. Empoar com gelatina. Enrolar a vizcacha. Costurar com agulha e fio. Envolver o enrolado num pano e atar com fio de algodão. Ferver o enrolado em água muito salgada durante 2 horas. Retirar e pressionar durante 4 horas mínimo, isto pode ser feito colocando acima uma tabela para fazer peso sobre o enrolado. Retirar o pano e os fios. Servir o enrolado frio, cortado em fatias, com o clássico chimichurri e uma salada de agriões frescos. Dados VIZCACHA Apesar de que a vizcacha é um roedor, a sua carne se consume em vários pontos das províncias. Nesta zona se cria a chamada vizcacha das planícies (“Lagostomus maximus”). A sua carne é ligeiramente dura. Por isso precisa uma marinada para estar bem cozida. 149 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Millefeuille de batata, cebolinhas e creme em caldo de açafrão Uma comida tradicional como o millefeuilles de batata, é mais gostosa com a contribuição do açafrão de Córdoba, um exemplo de riqueza e sabor regional. 150 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Descascar as batatas e cortar as numa forma redonda, tão finas como possível. Numa tigela, colocar creme, queijo, ovos, cebolinhas picadas em brunoise, sal e pimenta. Fazer uma boa massa com todo isto. O molde a usar, no possível, deve ser de teflon ou antiaderente. Untar com manteiga e colocar fazendo uma folha de batatas e uma colherada da mistura. Intercalar até terminar. Levar ao fogo mediano durante 20 minutos. Com uma faca, pinchar para ver se as batatas estão já macias; senão, deixar elas um pouco mais. Você pode espalhar queijo gratinado. Serve se para acompanhar qualquer prato ou numa boa salada verde. Caldo Saltear em manteiga o presunto, junto com cebola e aipo. Logo adicionar água e cozinhar por 20 minutos. Adicionar ervas e açafrão. Temperar e guardar. BATATAS CREME QUEIJO RALADO OVOS CEBOLINHAS SAL PIMENTA MANTEIGA MANTEIGA PRESUNTO CURADO CEBOLA AIPO ÁGUA SÁLVIA TOMILHO AÇAFRÃO SAL PIMENTA INGREDIENTES ( 8 porções ) 800 g. 300 g. 200 g. 8 unidades 200 g. 20 g. 10 g. 100 g. CALDO 40 g. 150 g. 100 g. 40 g. 1000 cc. 4 g. 5 g. 4 g. 15 g. 8 g. Dados AÇAFRÃO O açafrão é considerado como a especiaria de ouro. Desde a sua origem até hoje, o processo de recolha e os benefícios da sua colheita são guardados sem mudar; precisam se 160.000 rosas colheitas, uma a uma, para obter um quilo desta preciosa especiaria. Na Argentina, recolha se em Córdoba, a uma altura de entre 700 a 1.100 metros sobre o nível do mar. 151 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Bondiola com amendoins cascados e toucinho fumado com batatas fatiadas Para apreciar o sabor desta bondiola de porco, você tem que provar completa: recheia com amendoim e toucinho fumado. Um bom Malbec rosé é um companheiro ideal. 152 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Bondiola com amendoins cascados e toucinho fumado com batatas fatiadas Para apreciar o sabor desta bondiola de porco, você tem que provar completa: recheia com amendoim e toucinho fumado. Um bom Malbec rosé é um companheiro ideal. BONDIOA DE PORCO POLPA DE PORCO CLARA DE OVO CREME DE LEITE MIGALHAS FRESCAS DE PÃO TOUCINHO FUMADO AMENDOIM DESCASCADO E TORRADO PURÊ DE ALHO ASSADO SAL PIMENTA PRETA FIOS PARA ATAR BATATAS ÓLEO DE GIRASSOL SAL SALSA FRESCA PREPARAÇÃO: Tomar a bondiola e fazer um buraco para rechear. Para fazer o recheio, processar a polpa de porco e logo adicionar a mistura de clara de ovo, creme e migalhas frescas de massa de pão. Temperaro recheio com pequenas peças de toucinho fumado, amendoins torrados ligeiramente picados, o purê de alhos anteriormente assados e os temperos. Misturar tudo e fazer uma massa par obter uma boa consistência. Rechear a bondiola e fechar costurando a extremidade da qual você põe o recheio. Atar para ajudar a guardar uma forma tubular durante a cozedura. Levar ao forno a 180ºC. ao redor duma hora. Batatas Para acompanhar a bondiola, corte batatas em fatias, olear as e dourar no forno. Quando a cozedura acabar (tem que estar bem dourada e crocante). Pôr sal empoando a salsa fresca picada. INGREDIENTES ( 8 porções ) 1 unidade 250 g. 2 unidades 100 g. 100 g. 100 g. 150 g. 2 unidades 15 g. 8 g. a vontade PARA AS BATATAS 800 g. 100 cc. 20 g. 10 g. Dados AMENDOINS A sua origem é América, e velhos restos de amendoins foram encontrados nas regiões tropicais de América do Sul e México. A palavra “maní” em espanhol, muitos dizem que vem duma palavra no idioma guarani “mandubi”. Esta fruta tem mais outro nome famoso em espanhol, “cacahuate”, que vem do nahuatl, que significa cacau da terra, porque a suas vagens crescem sobre o solo. Os amendoins são a base de muitas comidas e sobremesas, com a fruta, ou com a manteiga e o óleo que se fazem com eles. 153 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Bolo de milho e queijo O milho da zona central é carnoso e macio. Com ele você pode preparar vários pratos como este bolo, onde o queijo se destaca. PREPARAÇÃO: Saltear cebolas, o milho e o alho no azeite. Processar e adicionar os ovos ligeiramente batidos, as folhas de cebolinhas picadas e os temperos. Guardar com o queijo fresco. No outro lado, fazer uma massa fermentada enriquecida com gordura, deixar fermentar, alongar para envolver uma placa de forno com bordes altos e recheada com a mistura de milho cobrindo o queijo acima. Levar ao forno anteriormente esquentado a 170°C. por 1 hora. Gordura vermelha Servir com a “gordura vermelha” feita da gordura e o azeite quentes, aos quais se adiciona os bulbos picados de cebolinha, o alho moído, a páprica e a sal. Cozinhar um pouco e já está pronta. INGREDIENTES ( 10 porções ) 500 g. 300 g. 2 g. 50 cc. 6 unidades 150 g. 25 g. 10 g. 5 g. 300 g. PARA A MASSA 500 g. 20 g. 10 g. 40 g. 220 cc. MILHO AMARELO EM GRÃOS CEBOLA ALHO AZEITE OVOS CEBOLINHA (FOLHA) SAL PIMENTA NOZ MOSCADA QUEIJO FRESCO FARINHA 0000 FERMENTO FRESCO SAL GORDURA ÁGUA INGREDIENTES MOLHO GORDURA VERMELHA 40 g. 50 cc. 200 g. 5 g. 10 g. 10 g. GORDURA DE PORCO ÓLEO DE GIRASSOL CEBOLINHA (BULBO) CHILE MOIDO PÁPRICA SAL 154 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados QUEIJOS Nesta região se elaboram excelentes queijos de leite de bode. Se você tiver uma primeira aproximação, é ideal provar os suaves e logo continuar para o nosso gosto, ou seja os mais acentuados e fortes. Tem de pasta mais suave, mais neutros, e mais fortes, de pasta macia, dura, para untar ou cremosa. 155 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Enrolado de porco recheio com marmelos assados e purê de batatas doces picantes Os porcos de Córdoba estão sempre presentes em cada celebração importante. Você pode comer os fritados ou quentes, inteiros ou enrolados. A combinação com marmelos assados, é uma sugestão doce e amarga deliciosa. 156 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PORCO LOMBO DE CARNE DE PORCO CEBOLAS CENOURAS MIGALHAS FRESCAS DE PÃO CREME DE LEITE CLARA DE OVO COMPOTA DE MARMELO XAROPE DE MARMELO EM GALHOS SAL PIMENTA PRETA FIOS E AGULHA PARA ATAR BATATAS DOCES SUCO DE LIMÃO CALDO DE LEGUMES CRAVOS DA ÍNDIA EM PÓ NOZ MOSCADA PIMENTA PRETA ANIS ESTRELADO MANTEIGA MEL SAL PREPARAÇÃO: Tirar fora os ossos do meio porco e guardar. No outro lado, fazer o recheio processando a carne de porco, salteando as cebolas e as cenouras cortadas em pequenos cubos e misturar com a carne processada. Fazer uma massa de migalhas frescas de pão, creme de leite e claras de ovo. Temperar. Proceder a rechear o porco, intercalando o recheio anteriormente feito com o marmelo cortado em cubos pequenos e misturados (a compota e o xarope). Depois de rechear, proceder a cozinhar para evitar que o recheio se escape. Cozinhar ao forno a 170ºC. por uma hora e meia. Purê Para o purê de batatas doces, ferver as em caldo de legumes e limão aromatizado com especiarias, e quando estiveram macias, fazer o purê adicionando manteiga para que seja mais gorduroso. Corrigir os temperos e servir com o porco enrolado. INGREDIENTES ( 12 porções ) ½ unidad 1 kg. 250 g. 250 g. 200 g. 200 g. 3 unidades 500 g. 250 g. 25 g. 10 g. a vontade PURÊ 1 kg. 40 cc. 2000 cc. 4 g. 5 g. 5 g. 10 g. 80 g. 100 g. 15 g. Conselhos* Podemos comprar um leitão e rechear o inteiro, tirando fora a cabeça, patas e a cauda, que devem estar protegidas envolvendo as em papel de alumínio durante a cozedura para não se queimar. Dados PORCOS O porco da região produz uma carne muito boa e é muito consumido. Os animais pequenos no seu período de amamentação se chamam leitões e são comumente preparados em diferentes formas, todas muito gostosas. 157 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Choripán* clássico com picles tradicionais e seus molhos Clássico entre clássicos, o popular choripán tem mais sabor com os muito bons produtos tradicionaisderivados do porco e feitos em Córdoba. Os marmelos assados são uma deliciosa sugestão amarga e doce. * choripán: linguiças grelhadas entre duas fatias de pão. 158 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A LINGUIÇA DE PORCO PÃO FRANCÊS ALFACE REPOLHUDA TOMATES REPOLHO BRANCO REPOLHO MORADO PICLES DE VEGETAIS CHILE AMARELO EM VINAGRE SALSA PICADA ALHO PICADO ORÉGANO SECO PÁPRICA CHILE MOIDO SALMOURA VINAGRE DE ÁLCOOL ÓLEO DE GIRASSOL MAIONESE INGREDIENTES ( 2 porções ) 2 unidades 400 g. 50 g. 2 unidades 40 g. 40 g. 20 g. 30 g. CHIMICHURRI 30 g. 2 unidades 5 g. 5 g. 5 g. 100 cc. 50 cc. 150 cc. 40 g. PREPARAÇÃO: Assar as linguiças até que estejam bem douradas logo tomar o pão francês e cortar o pela metade, torrar e pôr maionese, chimichurri e os vegetais anteriormente cortados e limpados. Para fazer o chimichurri, picar salsa com alho, adicionar o resto dos temperos, a salmoura morna, o vinagre e finalmente, o óleo de girassol. Misturar bem e deixar repousar por algumas horas (melhor dum dia pra outro). Conselhos* Podemos usar temperos convencionais como mostarda em pasta, ketchup, ou maionese aromatizada, entre outros. Dados LINGUIÇAS As origens da carne de porco frio nesta região, vêm das populações produtivas originais nas zonas de Caroya e Oncativo (que competem elas mesmas por a qualidade dos seus produtos), de comunidades italianas de Piemonte e Friuli, que reproduziram as receitas que tiveram desde os berços. Salame, bondiola, presuntos, linguiças de sangue, linguiças recheias (codeguín) e toda classes delas. 159 Região Centro S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Locro de galinha (Perico Vicente) O locro de galinha da província de Córdoba, tem um nome e sobrenome: Perico Vicente. Na caçarola tem aves com milho e feijões brancos. 160 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A CEBOLAS CHILE VERMELHO GORDURA FRANGO OU GALINHA TOUCINHO FUMADO MILHO BRANCO FEIJÕES BRANCOS ABÓBORA DA ZONA ÁGUA SAL PIMENTA PÁPRICA COMINHO LINGUIÇAS VEMELHAS ÓLEO DE MILHO CEBOLINHAS CHILE MOIDO PÁPRICA SAL QUEIJO DA ZONA PREPARAÇÃO: Cortar as cebolas e a páprica em pequenos cubos, saltear os em gordura derretida até que fiquem macios. Adicionar as carnes cortadas rudemente, selar e adicionar o milho e os feijões anteriormente embebidos em água durante 8 horas. Co r t a r aa b ó b o ra e m c u b o s e a d i c i o n a r à preparação, com água até cobrir, baixar o fogo e cozinhar até que a abóbora fique dissolvida. Temperar e adicionar a linguiça vermelha em fatias. Molho Para fazer o molho, esquentar óleo, adicionar cebolas finamente picadas (bulbo e folha), o chile, a páprica e a sal. Cozinhar ao fogo baixo sem dourar até que as cebolas fiquem macias. Opcional: adicionar queijo da zona. INGREDIENTES ( 8-10 porções ) 200 g. 200 g. 150 g. 1500 g. 300 g. 200 g. 200 g. 500 g. a vontade 30 g. 15 g. 15 g. 10 g. 4 unidades MOLHO 150 ml. 200 g. 10 g. 10 g. 7 g. 250 g. Conselho* Este guisado se faz com galinhas, e você pode ferver anteriormente para assegurar que estejam macias. Dados GUISADOS Cada região de nosso pais está orgulhosa dos seus guisados e caçarolas com sabores caseiros que destacam os produtos locais. Nesta área temos a contribuição do fritado ligeiro anterior, enriquecido com um bom azeite. 161 Região Centro D O C E S · S O B R E M E S A S Alfajores de geléia de frutas Estes alfajores da província de Córdoba são famosos, uma verdadeira legenda. Vêm de receitas antigas das irmãs carmelitas, e muitos dos mais conhecidos são feitos com doces das frutas da região. 162 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Colocar a farinha misturada com o fermento em pó num peneirador. Guardar. Bater manteiga com açúcar e mel até obter um creme adicionando ovos um por vez. Peneirar sobre a mistura os ingredientes secos e fazer um bolinho sem amassar. Refrigerar por 30 minutos no refrigerador. Logo alongar a massa com uma espessura de meio centímetro, e cortar em capas de 4 a 5 centímetros de diâmetro. Levar ao forno a 180ºC por 8 minutos e colocar farinha e manteiga numa placa. Deixar esfriar numa grelha. Juntar dois capas com qualquer doce, seja de frutas ou de leite. Cobrir com um açúcar impalpável e água morna. FARINA 0000 FERMENTO EM PÓ AÇÚCAR MANTEIGA CREME MEL OVOS AÇÚCAR IMPALPÁVEL ÁGUA MORNA GELÉIA DE PÊSSEGO INGREDIENTES ( 6 porções ) 500 g. 12 g. 150 g. 150 g. 50 g. 3 unidades COBERTURA 200 g. 30 ml. RECHEIO 300 g. Dados ALFAJORES A costume de desfrutar dos alfajores tem uma raiz profunda nas diferentes províncias. Se diz que as damas antigas os preparavam recheios, sempre com doces caseiros, seguindo as velhas fórmulas herdadas dos conventos. Conselhos* Estes alfajores podem ser cobertos com chocolate. 163 Região Centro D O C E S · S O B R E M E S A S Bolo úmido de mel com gelado A textura do bolo fica melhor com o mel da zona o que da umidade e sabor. Pode ser servido só, com creme ou uma boa dose de gelado. 164 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Conselhos* Você pode adicionar a este bolo, frutas secas, maçãs, peras, uvas passas ou qualquer outro acompanhamento que você desejar. PREPARAÇÃO: Unir os ovos, a leite, e os ingredientes secos peneirados. Adicionar a raladura à preparação anterior. Colocar num molde untado com manteiga. Cozinhar a 160ºC. Servir morno, com gelado de creme americana e o molho de mel. Molho Para o molho, reduzir o mel, o suco de limão e a sua raladura e aromatizar com canela. Comer frio. FARINHA 0000 FERMENTO EM PÓ MANTEIGA AÇÚCAR MEL CANELA EM PÓ OVOS RALADURA DE LIMÃO LEITE GELADO DE CREME AMERICANA MEL LIMÃO (suco e raladura) CANELA INGREDIENTES ( 4 porções ) 250 g. 12 g. 220 g. 120 g. 80 g. 10 g. 4 unidades 1 unidade 100 ml. 500 g. MOLHO DE MEL 150 g. 2 unidades 10 g. Dados MEL Não tem uma só classe de mel. Se as abelhas vão a uma mesma flor, esse mel será de casta, e se vão a muitas, é multifloral. Na Argentina tem muitas variantes, como o mel puro (mistol) de cor clara, produzido nesta região, que tem um sabor especial de ervas. 165 Região Centro D O C E S · S O B R E M E S A S Gelado de nougat de amendoim Para as tardes quentes nas serras ou nas margens dos rios, o gelado de nougat de amendoim, uma sobremesa típica da região, se aprecia em diferentes formas. PREPARAÇÃO: Bater gemas com açúcar e a metade do leite. Numa panela, adicionar o creme de leite e o resto do leite junto com a baunilha, e levar ao forno a fogo baixo. Retirar, verter na gema como fios e levar ao fogo de novo. Adicionar o nougat suave de amendoim em pequenas peças e misturar até que o nougat se derreter. Retirar do fogo e revolver até se esfriar. Quando estiver frio, verter creme no refrigerador e misturar por 30 minutos. Quando o gelado estiver feito, levar ao freezer. Para servir, molhar as baunilhas como o licor e colocar o gelado por cima. GEMAS E OVO AÇÚCAR LEITE (2 xícaras grandes) CREME DE LEITE EXTRATO DE BAUNILHA NOUGAT SUAVE DE AMENDOIM BISCOUTOS DE BAUNILHA LICOR OPORTO INGREDIENTES ( 4 porções ) 6 unidades 125 g. 350 ml. 0,350 g. 20 g. 100 g. BASE 250 g. 100 ml. Datos DOCE DE NOUGAT O doce de nougat ou “mielita” é uma mistura feita como as claras de ovo batidas a ponto neve, a qual se adiciona mel de açúcar de cana fervente, até ficar um caramelo. Assim você tem um creme de mel de açúcar de cana, usado em diferentes sobremesas. 166 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 167 Região Centro D O C E S · S O B R E M E S A S Diferentes lanches Os tradicionais lanches (colaciones) de Córdoba são muitos conhecidos pela sua forma de waffle. Se recheiam com o dulce de leche e se cobrem normalmente com um ligeiro branqueado. 168 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Fazer uma coroa com os elementos secos. Colocar as gemas e álcool no centro, unir toda a preparação, enrugar a massa e fazer a homogênea durante 3 minutos, logo amassar até que fique chata. Deixar a massa repousar durante 15 minutos. Alongar com um pau até obter uma largura de 3 ml., passar através um cortador e obter as peças dando elas uma forma clássica aos lanches, cozinhar a 180ºC. Esfriar e rechear, cobrir com o açúcar impalpável. FARINHA 0000 BICARBONATO DE SÓDIO DE AMÓNIO GEMAS AÇÚCAR GRAPPA OU ÁLCOOL DULCE DE LECHE AÇÚCAR IMPALPÁVEL SUCO DE LIMÃO ÁGUA QUENTE INGREDIENTES ( 4 porções ) MASSA 125 g. 5 g. 5 unidades 20 g. 10 ml. RECHEIO 350 g. COBERTURA DE AÇÚCAR 200 g. 5 ml. 20 ml. Dados COLACIONES Nesta região, se elabora um espesso dulce de leche ideal para desfrutar numa colherada ou como recheio de alfajores ou nos outros doces. Este lanche doce chamado “colaciones”, são pasteis originais dos conventos e ainda se produzem. 169 D O C E S · S O B R E M E S A S Pudim de nozes com praliné de amendoim Juntando diferentes frutas secas, você pode conseguir sobremesas tais como o pudim de nozes, ideal para o chá, ou com uma infusão da serras. Região Centro170 PREPARAÇÃO: Bater até fazer a manteiga cremosa branca como o açúcar mascavo. Adicionar café, a raladura, os ovos um por um e as nozes com praliné picadas grossamente. Finalmente, unir a farinha peneirada com canela, os temperos para pasteis e o fermento em pó. Cobrir com quatro folhas de papel vegetal untado com manteiga, os moldes de pudim. Colocar dentro a massa e emparelhar. Cozinhar num forno a 150ºC. desde 45 minutos a uma hora. Deixar esfriar completamente antes de retirar dos moldes. Tirar fora os papeis e pincelar o pudim com brandy. MANTEIGA CREMOSA AÇÚCAR MASCAVO CAFÉ INSTANTÂNEO RALADURA DE LARANJA OVOS FARINHA 0000 CANELA MOIDA TEMPEROS PARA PASTELARIA FERMENTO EM PÓ NOZES PRALINÉ DE AMENDOIM BRANDY INGREDIENTES ( 8 porções ) 180 g. 150 g. 10 g. 1 unidade 4 unidades 300 g. 10 g. 10 g. 15 g. 200 g. 200 g. 50 cc. Dados PRALINÉ O praliné é a base de vários doces da região. Geralmente se prepara com amendoim e se cozinha em panelas de cobre (pailas), revolvendo as preparações durante muito tempo, até que estejam bem feitas. Conselhos* Você tambémpode adicionar frutas açucaradas, uvas passas ou outras frutas secas. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 171 172 Região Província de Buenos Aires G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 173 Região Província de Buenos Aires Quando os viajantes atravessam esta região, tão grande como um pais europeu pequeno, ele/ela encontram diferentes paisagens: o azul do Oceano Atlântico, as sua larga costa, e o verde infinito das planícies de La Pampa que dominam as vistas. Todos são fornecedores das mesas. Apesar do que a carne argentina é considerada uma das melhores do mundo, o gado não esteve sempre nestas terras. Chegou, se adaptou, e foi reproduzido fazendo o solo em habitat apropriado para um resultado saboroso e único. O homem colaborou com este sucesso: trabalhou muito para o melhoramento. Este esforço conjunto, natural e humano, se traduz em comidas que são símbolos da Argentina e a sua gente, e que se desfrutam assadas em diferentes maneiras. A carne de vaca se cozinha como sempre, com a carne alongada, mesmo com o seu couro, numa cruz de ferro sobre as brasas de madeiras intensas, ou aquelas que precisam pouca lenha. Todas invitam e maravilham a aqueles que chegam nestas terras. O gado também fornece o leite com que se fazem os queijos, um trabalho que precisa de conhecimento e paciência. Também, outros animais como o porco, se criam para usar as suas carnes comidas frescas ou processadas em linguiças com receitas locais ou herdadas. Além disso, nesta zona se criam muito bons bodes. A fertilidade do solo oferece uma grande variedade de frutas, vegetais, cereais e farinhas. Esta paisagem não estaria completa sem mencionar a larga costa que contorna a região, onde vivem muitas espécies. Os rios reclamam ser descobertos e visitados. Deles se tiram peixes deliciosos, alimentos que dão satisfação às almas dos gostos mais exigentes. 174 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A APERIT IVOS/PRIMEIROS PRATOS/HORS D ’OEUVRE · Tabela de queijos e linguiças · Anéis de lulas fritadas (à Romana) · Molejas douradas com hesperidina (bebida aperitiva), cebolas moradas, cenouras e aboborinhas gratinadas SALGADOS/PRATO PRINCIPAL · Churrasco à cruz ou às brasas · Garoupa com escamas de batata, creme de amêndoas e cebolinhas frescas · Bondiola ao forno, assada com vegetais e molho da cozedura · Suprema de frango “à pastora” · Frutos do mar costeiros na caçarola · Ravioles de ricota e espinafre no molho de três tomates · Arroz preto com caldo de amêijoas · Caçarola de cauda e entranhas (mondongo) ao nosso gosto · Lombo de vitela grelhado com três molhos (crioula provençal e chimichurri) e salada de rúcula, tomates cherry e queijo gruyère em fios · Pacú grelhado sobre endívias com molho crioulo DOCES/SOBREMESAS · Tradicional pão doce artesanal · Pudim de arroz tradicional · Alfajor de dulce de leche · Gelado “Dom Pedro” clássico e renovado · Pudim caseiro de pão com nozes e doce de batatas doces B U E N O S A I R E S Região Província de Buenos Aires 175 PAG. 176 178 180 182 184 186 188 190 192 194 196 198 200 202 204 206 208 210 Região Província de Buenos Aires A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Tabela de queijos e linguiças O queijo e o vinho são um casal inseparável. Na região, você pode desfrutar os como aperitivo ou hors d’oeuvre, com as excelentes linguiças da província, elaboradas artesanalmente. 176 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 8-10 porções ) 80 g. 80 g. 80 g. 80 g. 80 g. 80 g. 80 g. 80 g. 80 g. 80 g. 80 g. 100 g. 100 g. 100 g. 100 g. 100 g. SALAME PICADO FINO SALAME PICADO GROSSO LINGUIÇA CALABRESA LINGUIÇA FINA PICANTE (FUET) DE TANDIL SPIANATA (classe de salame) SALAME DE TANDIL CHISTORRA (linguiça basca) LOMBO DE PORCO COZIDO E FUMADO MORTADELA COM PISTÁCIO PRESUNTO CRU DAS SERRAS QUEIJO BRIE QUEIJO DO CAMPO QUEIJO DE GRANJA QUEIJO ROMANO QUEIJO HOLANDA QUEIJO COM PIMENTA (pepato) Conselhos* O salame quando se faz com bons materiais e está bem conservado, forma no exterior, um filme de fungos chamado emplume. Se não tiver isso, quer dizer que falta estacionamento ou qualidade. Os queijos não devem ter um filme oleoso na casca, se tiver, é devido aos câmbios de temperatura, o que causa queijos ranços. No caso dos queijos suaves, a textura deve ser morna, se não, é possível que falte maduração. As cascas devem ser sanas, sem rachaduras. Dados CORTES FRIOS E LINGUIÇAS Os povos italiano e espanhol contribuíram com muitas receitas, à gastronomia local, como as fórmulas para preparar cortes frios e linguiças. Quando eles se estabeleceram numa cidade e começaram a criar animais domésticos, os preparavam e, em pouco tempo, as mesas foram cheias de tabelas com lanches. PREPARAÇÃO: Cortar a vontade, em fatias ou pequenas peças e decorar. 177 Região Província de Buenos Aires A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Anéis de lulas fritadas (à romana) Os verãos na província de Buenos Aires têm o sabor desta comida chamada rabas, e deve ser desfrutada muito morna na ribeira do mar. 178 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Conselhos* Para fazer as lulas macias, você tem que colocar as na água gelada com bicarbonato de sódio na proporção de uma colherada por cada litro de água. PREPARAÇÃO: Cortar os tubos de lula em anéis. Misturar farinha com sal e pimenta e passar por isto os anéis de lula. Colocar num peneirador para tirar fora o excesso de farinha. Fritar e salgar. Terminar com gotas de limão. INGREDIENTES ( 2 porções ) 400 g. a vontade a vontade a vontade a vontade a vontade Dados LULAS As rabas são anéis de lula cortados em diferentes tamanhos, depois de ser ligeiramente fritados. De acordo com o seu tamanho se chamam “calamaretti” ou “chipirones”. O empanado oferece diferentes sabores. TUBOS DE LULA SAL PIMENTA FARINHA ÓLEO DE FRITAR LIMÃO 179 Região Província de Buenos Aires A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Molejas douradas com Hesperidina*, cebolas moradas, cenouras e aboborinhas gratinadas Antes de comer a carne, é bom ter umas molejas douradas, saborosas e macias. Acompanham se com um molho de hesperidina, uma bebida nacional, a base de pele de laranja. * Hesperidina: bebida aperitiva 180 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Molejas douradas Limpar as molejas baixo um jato de água e retirar as membranas que têm por fora. Colocar as em água salgada e cozinhar por 5 minutos. Esfriar e fazer filetes, logo dourar os dois lados num grelhe. Molho de Hesperidina Cortar as cebolas moradas em varas muitos finas e saltear em manteiga, adicionar açúcar e cozinhar até que esteja transparente. Adicionar hesperidina e deixar reduzir. Pôr sal e pimenta. Cenouras e aboborinhas gratinadas Limpar as aboborinhas e descascar as cenouras. Cortas as em folhas finas com uma cortadora mandolina. (as folhas de cenoura devem ser mais finas). Misturar o resto dos ingredientes, reservando o queijo gratinado para empoar. Temperar. Untar um molde para o forno com manteiga e intercalar as folhas de vegetais e a mistura. Empoar com o queijo gratinado. Cozinhar no forno a 170ºC. uns 30 minutos. INGREDIENTES ( 4 porções ) MOLEJAS DOURADAS 2 unidades a vontade MOLHO DE HESPERIDINA E CEBOLAS MORADAS 200 cc. 100 g. 50 g. a vontade a vontade 20 g. CENOURAS E ABOBORINHAS GRATINADAS 200 g. 150 g. 2 unidades 100 cc. a vontade a vontade a vontade 100 g. a vontade MOLEJAS SAL HESPERIDINA CEBOLAS MORADAS AÇÚCAR SAL PIMENTA MANTEIGA ABOBORINHAS CENOURAS OVOS LEITE NOZ MOSCADA SALPIMENTA QUEIJO EM FIOS MANTEIGA Dados MIUDEZAS As molejas são as estrelas das miudezas. São um bocado delicioso. Quando você escolher as, é ideal usar as que vêm do coração, porque têm menos gordura do que aquelas que vêm do pescoço, e têm uma melhor textura e gosto. Conselhos* A hesperidina foi a primeira bebida aperitiva da Argentina. A sua base são laranjas amargas ou ácidas. Tem dois tipos de molejas, as que vêm do pescoço (glândula salivar) e aquelas do coração, que são de melhor qualidade. 181 Região Província de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Churrasco à cruz ou às brasas Este tipo de cozedura sobre flamas de lenha é uma tradição nesta região. Fazem se sobre uma cruz de ferro cravada no solo, rodeada de carvão quente o que permite mostrar uma alquimia mágica de carne, depois do tempo justo da lenta cozedura. O resultado é um churrasco muito gostoso e macio que atrai a cada pessoa que visita esta área. Conselhos* As costelas devem ser cozidas antes do lado do osso ao fogo alto para tirar a gordura e logo ao fogo baixo até o fim da cozedura. Você saberá quando estejam prontas, no momento de poder alongar com a mão uma costela e que salga limpa. O molho crioulo dura num frasco fechado até 5 dias no refrigerador. 182 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Costelas A melhor maneira de preparar o fogo é colocar uma base de da árvore quebracho, madeira que da um fogo duradouro, e acima fazer uma classe de tenda índia com cacarecos de eucalipto, o que dará uma flama maior, necessária para assar. Fazer cinco cortes verticais nas costelas no lado do osso e marcar. Espalhar em ambos lados das costelas com sal marinho, colocar na cruz e finalmente sobre o fogo a uma distancia aproximada de 60 centímetros. O tempo da cozedura será diferente de acordo ao tamanho das costelas e a intensidade das flamas. Para costelas de 10 quilos, se precisam aproximadamente 2 horas num lado e 45 minutos no outro, dependendo da cozedura desejada. Molho crioulo Descascar os tomates e tirar fora as sementes. Costar cebolas, os pimentos e tomates em brunoise e temperar. Finalizar com óleo e vinagre. Salada mista Lavar a alface e os tomates. Cortar. Descascar e cortar as cebolas em Juliana, logo misturar com alface e tomate. Finalizar com vinagre e sal. INGREDIENTES ( 12 porções ) 10 kg. a vontade MOLHO CRIOULO 1200 cc. 6 dentes 1200 g. 400 g. 400 g. 400 g. a vontade 120 g. 800 cc. SALADA MISTA 2 kg. 3 kg. 1 kg. a vontade a vontade a vontade CARNE (costelas) SAL MARINHO ÓLEO ALHO CEBOLA PIMENTO VERMELHO PIMENTO VERDE PIMENTO AMARELO SALSA TOMATE VINAGRE ALFACE TOMATE CEBOLA SAL ÓLEO VINAGRE Dados CARNE DE VACA A carne bovina argentina é famosa no mundo pelo seu sabor e a sua textura. Estas características vêm da cria do gado numa forma extensiva e no campo aberto. Podem ser cozinhadas em diferentes maneiras e a mais tradicional é o churrasco. 183 Região Província de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Garoupa com escamas de batata, creme de amêndoas e cebolinhas frescas A costa Atlântica oferece garoupas de carne branca e firme. Preparados com escamas de batatas e creme morno de amêndoas e com aroma de cebolinhas, é um excelente prato principal. Recomenda se comer isto com um rico Chardonnay. 184 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Conselhos* Quando as batatas se descascam, não se devem lavar porque se fazemos isso, sai o amido, o qual permite que as folhas de batata se colem fazendo o efeito de escamas. PREPARAÇÃO: Garoupa com escamas de batatas Fazer filetes com o peixe e guardar no refrigerador. Descascar as batatas e cortar na mandolina em folhas finas. Com uma folha cortante redonda de um centímetro, cortar círculos que formarão depois as escamas da garoupa. Colocar as escamas de batatas intercalando as tentando de copiar as escamas do filete, adicionar sal, pimenta e pincelar com manteiga. Colocar numa lata untada com manteiga e cozinhar ao fogo meio por aproximadamente 20 minutos dependendo do tamanho do filete. Creme de amêndoas e cebolinhas frescas Cortar as cebolinhas e o porro. Saltear numa tigela com azeite. Adicionar amêndoas anteriormente descascadas e picadas. Adicionar as batatas descascadas e cortadas em cubos. Adicionar o fumet e cozinhar até que as batatas estejam desarmadas. Esmagar tudo e com um peneirador chinês (cônico), adicionar sal e pimenta, terminar com o creme de leite. INGREDIENTES ( 2-4 porções ) GAROUPA COM ESCAMAS DE BATATAS 1 unidade 300 g. a vontade a vontade a vontade CREME DE AMÊNDOAS E CEBOLINHAS FRESCAS 500 cc. 150 g. 200 g. 1 unidade a vontade 100 g. a vontade a vontade 50 cc. GAROUPA (pequena) BATATAS PIMENTA MANTEIGA SAL FUMET DE PEIXE (caldo) CEBOLINHAS AMÊNDOAS PORRO AZEITE BATATAS SAL PIMENTA CREME DE LEITE Dados PEIXES DO MAR Argentina tem um plataforma marítima continental que é muito larga e da infinitas espécies. Também temos as de rio e lagos. Todos os peixes podem ser preparados em diferentes formas. Assados, fritados ou cozidos, o seu acentuado sabor de mar pode se desfrutar com um bom acompanhamento a vontade. 185 Para descascar as amêndoas, é mais fácil molhar as durante 2 minutos em água fervente, logo em água fria e finalmente e logo esfregar com um pano. Região Província de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Bondiola ao forno assada com vegetais e molho da cozedura A bondiola de porco é um corte que permite diferentes formas de cozinhar. Neste caso, o carvão destaca a sua textura macia e os seus sucos, junto aos vegetais, formam um acompanhamento excelente. 186 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 8 porções ) 1 unidade a vontade 2 dentes 300 g. 2 pacotes 250 g. 250 g. 250 g. 30 g. 1 pacote 300 cc. 2 folhas 30 g. 30 g. 1 pacote BONDIOLA AZEITE ALHO CEBOLA AIPO CENOURA BATATAS BATATAS DOCES MOSTARDA DE DIJON TOMILHO FRESCO VINHO BRANCO LOUREIRO MANTEIGA CATCHUP ROSMANINHO PREPARAÇÃO: Bondiola assada Descascar e cortar as cebolas, porro, batatas, cenouras e as batatas doces em pedaços. Guardar. Descascar e cortar os dentes de alho em fatias. Temperar a bondiola com sal e pimenta, atar como o fio da linguiça para manter a forma, untar com mostarda de Dijon e o catchup e colocar numa assadeira espalhada com azeite. Adicionar a metade do vinho e cozinhar num forno anteriormente esquentado ao máximo até que a crosta se formar, logo retirar do forno, e aromatizar com rosmaninho, tomilho e loureiro. Adicionar os vegetais e cobrir com papel de alumínio. Cozinhar no forno por duas horas, deixar repousar e cortar em fatias. Molho de cozedura Retirar a bondiola e os vegetais. Guardar. Colocar a assadeira no fogo direto e adicionar o resto do vinho. Filtrar e terminar com uma pitada de manteiga. Dados CARNE DE PORCO A bondiola é um corte de carne localizado nas patas anteriores do animal. É como uma carne branca, ligeiramente listrada com gordura por dentro. Curada em sal, parece presunto curado. Quando se cozinha, a gordura interior se derrete e da ao resto da carne um sabor especial. 187 Região Província de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Suprema de frango “à Pastora” Os menus nos restaurantes de Buenos têm uma comida tradicional: a suprema de frango preparada em diferentes versões. Na “à Pastora”, se recheia com presunto e queijo, derretida na cozedura. Conselhos* Se você tiver dúvidas pela cozedura, quando esteja bem dourada, terminar cozinhando no forno coberta com papel de alumínio, para evitar e excesso do dourado que poderia se fazer com o fritado e ter que cortar na metade para controlar. Além disso, se tiver convidados, é uma boa forma de manter a suprema quente até o momento deservir. Os recheios podem variar a vontade, por exemplo, presunto, mussarela, e queijo azul, legumes em Juliana, creme de espinafre, tomates secos e manjericão. 188 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Com uma faca, abrir a suprema para que fique o mais chata possível. Colocar em dois papeis filme e dar pequenas batidas para obter uma espessura uniforme. Pôr sal e pimenta. Envolver a mussarela com a fatia de presunto, colocar numa borda da suprema e envolver com ela. Misturar ovos, mostarda, salsa picada, sal e pimenta. Colocar o cilindro feito com a suprema, dentro misturar os ovos, para deixar a superfície molhada e pôr o pão ralado. Repetir o procedimento uma vez mais. Finalmente, envolver no filme tentando de fazer a forma dum cilindro. Guardar no refrigerador até o momento da cozedura. Cozinhar a suprema em muito óleo até que a superfície fique dourada e bem cozida no interior (uns 15 minutos). Para o molho Misturar o molho branco com o catchup, e se necessário, processar para que esteja chato e macio. Finalmente, adicionar creme, sal e pimenta. Esquentar no momento de servir. Apresentação Servir a suprema e verter o molho pastora. Pode se acompanhar com batatas noisette, purê de batata, batatas doces fritadas, batatas esmagadas ou legumes. INGREDIENTES ( 2 porções ) 1 unidade 1 fatia 1 barra 2 unidades 20 g. a vontade a vontade a vontade a vontade MOLHO PASTORA 200 cc. 100 cc. 50 cc. a vontade a vontade MOLHO PASTORA 1 unidade 1 lt. SUPREMA DE FRANGO PRESUNTO QUEIJO MUSSARELA OVOS MOSTARDA SALSA PÃO RALADO SAL PIMENTA MOLHO BECHAMEL CREME DE LEITE MOLHO CATCHUP SAL PIMENTA BATATA (grande) ÓLEO Conselhos* Pode também ser empanada em panko (migalhas de pão japonês, para que seja mais crocante) misturado com sementes, ervas frescas, ou simplesmente só. Você pode adicionar à mistura de ovos, qualquer tempero ou ervas (queijo ralado, cebolinhas, etc.) a vontade, para obter um melhor aroma e sabor. Dados FRANGO As aves abundam nesta região e são cozinhadas inteiras ou em peças. A carne da suprema de frango é um pouco mais seca daquela da coxa, com menos gordura. Isto deve ser considerado quando escolher o método de cozedura. 189 Região Província de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Frutos do mar costeiros na caçarola O porto de Mar del Plata é famoso por seu embarcadouro de pescadores que tem restaurantes onde se pode desfrutar outra delicia, os frutos do mar na caçarola. 190 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 6 porções ) 150 g. 100 g. 300 g. 2 dentes 200 cc. 300 cc. 300 g. 150 g. 150 g. 10 unidades 6 unidades 150 g. a vontade a vontade a vontade CEBOLAS PIMENTO VERMELHO DOCE TOMATES ALHO VINHO BRANCO FUMET DE PEIXE (CALDO) LULAS VIEIRAS CAMARÕES MEXILHÕES INTEIROS CAMARÕES GRANDES AMÊIJOAS SAL SALSA PIMENTA PREPARAÇÃO: Limpar as lulas e cortar os tubos em anéis e as barbatanas e tentáculos em pedaços. Limpar os camarões. Guardar. Numa caçarola, com azeite, saltear as cebolas e o pimento cortados em brunoise. Adicionar alho picado e as lulas. Logo adicionar os tomates esmagados e cozinhar por alguns minutos. Adicionar o vinho branco e quando o álcool se evaporar, adicionar o caldo e cozinhar durante 30 minutos. Pôr sal e pimenta. Adicionar os mariscos e cozinhar unos minutos mais. Empoar com salsa picada. Dados FRUTOS DO MAR A costa marítima oferece diferentes frutos, todos muito gostosos. Cada latitude tem a suas criaturas, como os crustáceos, mexilhões grandes e carnosos, e os abundantes mariscos. Conselhos* Os mexilhões e as amêijoas, se os conseguir vivos, têm mais sabor e aroma do mar. Pôr uma gota de limão na comida, destaca realmente o sabor. 191 Região Província de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Ravioles de ricota e espinafre no molho de três tomates Os ravioles com ricota e espinafre são uma antiga tradição. Se preparavam cada domingo nas casas. O recheio pode variar, mudando a receita básica com miolos e borragem. Neste caso, o guisado clássico pode ser substituído com um molho macio de três tomates. Dados PASTAS No pais da carne, o competidor mais forte é a pasta, uma comida que vem da imigração italiana e se transformou imediatamente em popular. Seca ou fresca, com ou sem recheio, as variações são tantas como os seus seguidores. 192 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES MASSA 500 g. 5 unidades 25 cc. a vontade RECHEIO 300 g. 400 g. 100 g. 1 dente 50 g. a vontade a vontade a vontade INGREDIENTES ( 4 porções ) MOLHO DE TRÊS TOMATES 400 g. 5 g. 100 g. 100 g. 50 g. a vontade 1 pizca 1 pitada 1 pitada a vontade a vontade 1 pacote 200 cc. 1 dente FARINHA OVOS AZEITE SAL RICOTA ESPINAFRE CEBOLAS ALHO QUEIJO PARMESANO NOZ MOSCADA SAL PIMENTA TOMATES EXTRATO DE TOMATE TOMATES SECOS CEBOLAS PIMENTO VERMELHO DOCE AZEITE AÇUCAR PÁPRICA DOCE ORÉGANO FRESCO SAL PIMENTA TOMILHO FRESCO VINHO BRANCO ALHO PREPARAÇÃO: Massa Fazer uma coroa com farinha e sal, no centro colocar os ovos e óleo e unir numa massa até que esteja suave. Deixar repousar e alongar com um pau ou máquina. Recheio Fundear a cebola e o alho, adicionar o espinafre cru e cozinhar. Picar a preparação anterior finamente e adicionar a ricota e queijo. Temperar. Forma dos ravioles Colocar farinha na mesa de trabalho, colocar acima a massa alongada, espalhar o recheio e colocar por cima outra massa. Passar um pão suavemente para nivelar o recheio e marcar com um ponteiro ou um molde para ravioles. Cortar os com um cortador redondo. Cozinhar em muita água com sal até começar a ferver. Molho de três tomates Hidratar os tomates em vinho branco. Guardar. Branquear os tomates e descascar os, tirar fora as sementes e cortar em brunoise. Guardar. Saltear em óleo as cebolas, o alho e os pimentos anteriormente cortados em brunoise. Adicionar o extrato de tomates e os tomates secos cortados numa fina Juliana. Adicionar o vinho branco que se usou para hidratar, as ervas frescas e finalmente os tomates esmagados. Pôr sal e pimenta. Conselhos* Sempre cozinhar a pasta com muita água com sal, isso da um muito melhor sabor. 193 Região Província de Buenos Aires ARROZ CARNAROLI (grão mediano) TINTA DE LULA AMÊIJOAS VINHO BRANCO ALHO SALSA SAL PIMENTA AZEITE ÁGUA CEBOLAS INGREDIENTES ( 4 porções ) 400 g. 2 envelopes 12 unidades 200 cc. 2 dentes a vontade a vontade a vontade a vontade a vontade 50 g. PREPARAÇÃO: Picar a salsa. Guardar. Numa panela, saltear cebolas e alho cortados em brunoise, adicionar as amêijoas, o vinho branco e água. Cozinhar por 5 minutos. Retirar. Numa caçarola com azeite, saltear o resto das cebolas, adicionar o arroz e saltear uns instantes. Adicionar a tinta das lulas e o vinho branco, logo ir adicionando o suco das lulas até que o arroz esteja pronto. Pôr sal e pimenta. Finalmente, adicionar as lulas, a salsa picada e um jato de óleo de azeitona. S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Arroz preto com caldo de amêijoas Como é uma comida de mar, o arroz preto com caldo de carnosas amêijoas, está sempre presente na costa da província de Buenos Aires, e tem um sabor especial. Acompanha se bem com um vinho Sauvignon branco. Conselhos* O arroz carnaroli pode se substituir por o arroz arbóreo de grão curto, os dois têm uma textura mais cremosa, devido a sua qualidade para absorver líquidos e liberar os amidos. Para limpar as lulas, mergulhar em água para liberar toda a areia e logo esfregar uma com outra. 194 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados ARROZ O arroz está presente nas mesas do mundo desde mais de 3.000 anos. Vem da Ásia, onde seconsidera a base na nutrição. No começo era uma planta de terra seca, que se transformou em semi aquática devido às mutações e hoje é cultivado nas beiras do mar. Neste pais se colhe nas beiras dos rios Paraná e Uruguai. 195 Região Província de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Caçarola de cauda e mondongo* ao nosso gosto * mondongo: entranhas 196 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 8 porções ) 300 g. 1 unidade 1 kg. 2 folhas a vontade a vontade 200 g. 200 g. 150 g. 2 unidades a vontade 5 g. a vontade 1 unidade FEIJÃO BRANCO CAUDA ENTRANHAS LOUREIRO SAL PIMENTA EM GRÃOS CEBOLA PIMENTO VERMELHO DOCE TOMATE LINGUIÇA DE PORCO VERMELHA ÓLEO EXTRATO DE TOMATE PIMENTA CEBOLINHAS PREPARAÇÃO: Saltear os feijões em água fria durante uma noite. Cozinhar por 20 minutos até os 3/4 da cozedura. Escoar e guardar. Cortar as entranhas em Juliana, e cozinhar numa panela com muita água, o loureiro, a pimenta em grãos e sal. Cozinhar até que fiquem macias. Cozinhar toda a cauda da mesma forma das entranhas, uma vez cozidas, cortar em pedaços. Guardar a água da cozedura. Cortar as linguiças de porco em fatias. Guardar. Picar as cebolinhas e guardar. Descascar e tirar fora as sementes dos tomates, logo cortar em brunoise. Saltear em óleo as cebolas e o pimento anteriormente cortados em brunoise. Adicionar a linguiça e o tomate, as entranhas, água e terminar ao fogo baixo. Adicionar sal e pimenta. Terminar com as cebolinhas picadas. Conselhos* A cauda cozida da mesma forma mas com o molho provençal (receita na página 199) é um excelente hors d’oeuvre . Dados CAÇAROLAS A palavra “mondongo” (as entranhas), tem lugar no inglês literário do XVII° século, transformada em “mundungus”. Foi usada como sinônimo de desperdício porque era uma comida da gente pobre. Um século depois, dava se esta palavra ao tabaco de baixa qualidade. Nesta região, das vacas, consumimos absolutamente tudo. Esta caçarola de cauda e entranhas é um claro exemplo. Leva tempo para preparar e para desfrutar, junto a um bom vinho Cabernet. 197 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Lombo de vitela grelhado com três molhos (crioula, provençal e chimichurri) e salada de rúcula, tomates cherry e queijo gruyère em fios Região Província de Buenos Aires198 Para entender completamente do que falamos quando mencionamos a carne argentina, você deverá provar este prato com “Sua Majestade” o lombo de vitela grelhado, com três molhos, básicos da cozinha local, junto com saladas. INGREDIENTES ( 6 porções ) MOLHO CHIMICHURRI 20 cc. 40 cc. 2 dentes 10 g. 1 pitada 1 pitada 1 pitada 1 pitada 1 pitada a vontade a vontade SALADA 2 pacotes 150 g. 50 g. a vontade a vontade a vontade a vontade INGREDIENTES 1 unidade 100 g. MOLHO PROVENÇAL 20 g. 2 dentes 80 cc. a vontade a vontade VINAGRE ÁGUA ALHO SALSA PÁPRICA PICANTE ORÉGANO CHILE MOIDO LOUREIRO AÇÚCAR SAL PIMENTA RÚCULA TOMATES CHERRY GRUYÈRE EM FIOS AZEITE VINAGRE BALSÂMICO SAL PIMENTA LOMBO MOLHO CRIOULA (ver receita na pagina 183) SALSA ALHO ÓLEO SAL PIMENTA PREPARAÇÃO: Limpar e cortar o lombo em medalhões. Atar e cozinhar no grelhe ao fogo médio até que esteja pronto. Molho provençal Picar a salsa e o alho, adicionar óleo e temperos. Molho chimichurri Deixar a água ferver e adicionar todos os ingredientes secos. Salada Limpar a rúcula e os tomates cherry. Cortar os tomates em metades e a rúcula a mão numa forma rústica. Alinhar com óleo e bálsamo, sal, pimenta e terminar com os fios de queijo. Conselhos* Estes três molhos são um clássico e se acompanham bem com qualquer corte de vitela. Dados CARNES O lombo é o rei dos cortes de carne. O mais macio é o de vaca e com este se preparam muitas comidas simples –como o grelhado- e outros de alta cozinha. Todos têm, é certo, sabor e textura. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 199 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Pacú grelhado sobre endívias com molho crioulo Em San Nicolás, San Pedro, Baradero, Zárate e Campana, cidades à beira do rio Paraná, o pacú é uma das delicias que você não deve perder. Prepara se grelhado sobre endívias ligeiramente amargas, que marcam o seu sabor. O molho crioulo da um picante suave. Região Província de Buenos Aires200 PREPARAÇÃO: Acender o fogo e quando aparecem as flamas, espalhar elas por baixo do grelhe. Esquentar bem o chão da grelha. Cortar o pacú em metades indo da cabeça à cauda. Pôr sal e pimenta. Logo colocar o peixe de cabeça para baixo com uma quantidade mínima de flamas. Entre 10 a 15 minutos da cozedura, dependendo do tamanho das peças, dobrar para baixo e terminar. Nesta segunda parte da cozedura, acrescer o fogo para desprender tanta gordura como possível. Espalhar o peixe com meio limão e cozinhar por outros 10 a 15 minutos. Escolha endívias frescas e retire as folhas. Lavar. Fazer uma marinada com azeite, limão e pimenta recém moída. INGREDIENTES ( 4 porções ) 1 unidade 2 unidades a vontade a vontade a vontade a vontade a vontade PACÚ LIMÃO SAL PIMENTA ENDÍVIAS (planta) MOLHO CRIOULO AZEITE Dados PACÚ Os rios que correm através das províncias trazem grandes quantidades de espécies, extraídas pela pesca, um dos esportes da região. Podem se comer em muitas formas, mas quando são pescadas, ficam deliciosas grelhadas. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 201 UVAS PASSAS FRUTAS CRISTALIZADAS FIGOS GLAÇADOS CEREJAS GLAÇADAS NOZES CASTANAHS DE CAJÚ AMÊNDOAS TORRADAS RUM OU CONHAQUE FARINHA 0000 LEVEDURA FRESCA ÁGUA MEL LEVEDURA FRESCA LEITE OVOS AÇÚCAR EXTRATO SAL COMUM ESSÊNCIA DE PANETTONE, BAUNILHA E LIMÃO FARINHA 0000 MANTEIGA OVOS INGREDIENTES ( 4 porções ) FRUTAS 200 g. 200 g. 100 g. 150 g. 150 g. 120 g. 120 g. 100 g. FERMENTO 300 g. 25 g. 150 cc. 25 g. MASSA 90 g. 100 cc. 250 g. 200 g. 20 g. 10 g. a vontade 200 g. 200 g. a vontade PREPARAÇÃO: Frutas Picar as frutas, encharcar as durante muitas horas em rum. Fermento Misturar os ingredientes e deixar fermentar até que se duplique o tamanho. Massa Dissolver a levedura em leite. Misturar ovos com açúcar, o extrato de malta, a sal e as essências. Fazer uma massa com o fermento e a farinha, adicionar a levedura e a mistura de ovos. Amassar. Adicionar a manteiga cremosa. Amassar de novo até obter uma massa sedosa. Deixar repousar por 15 minutos. Escoar as frutas e adicionar à massa. Separar a massa em porções. Dar forma aos pães, e colocar os em moldes para pães doces. Deixar levar até dobrar o tamanho. Fazer um corte na superfície. Pincelar com ovos. Cozinhar a 180ºC. por 40 minutos. D O C E S · S O B R E M E S A S Tradicional Pão doce artesanal Se diz que nas mesas locais sempre é Natal, e o pão doce artesanal é a estrela. Na província até tem a sua festa na cidade de La Plata. Conselhos* O corte que fazemos aos pães doces permite liberar a umidade das frutas e que possam respirar. O extrato de malta da cor e uma massa úmida. Região Província de Buenos Aires202 Dados PÃO DOCE As mesas têm a ver com o calendário. Em Natal, os brindes se fazem com pães doces. Eles têm muitas versões, mas a mesma origem: a antiga Roma. Ali, eram feitos ricos em frutas e se comiam nas Saturnais, festas dedicadas a celebrar que o sol iluminava as vidas. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 203 D O C E S · S O B R E M E S A S Pudim de arroz tradicional Este pudim de arroz tradicional faz lembrar a nossa infância, e atravessou os limites dos lares para ser uma parte importante dos cardápios dos restaurantes. Pode se comer só, com canela ou dulce de leche. Região Província de Buenos Aires204 Dados PUDIM DE ARROZ O pudim de arroz veio ao nosso pais pelas mãos dos espanhóis is, mas logose transformou num cidadão local e se revelou como um clássico, para desfrutar só ou com dulce de leche. Por exemplo, Lucio V. Mansilla escreveu no artículo “Os sete pratos de pudim de arroz”, as suas experiências com esta sobremesa, famosa na residência de Juan Manuel de Rosas. PREPARAÇÃO: Ferver leite numa panela com o pau de canela. Adicionar arroz, e quando esquentar, adicionar açúcar. Revolver. Ralar a casca de limão e adicionar à preparação. Cozinhar ao fogo baixo durante 20 minutos. INGREDIENTES ( 6-8 porções ) 1 lt. 180 g. 200 g. 1 unidade 1 unidade LEITE ARROZ AÇÚCAR PAU DE CANELA CASCA DE LIMÃO Conselhos* O arroz que deve ser usado é aquele de grão curto, não um arroz parboilizado (o que nunca se passa). Se deverá usar leite inteira, para ter mais sabor e isto também tem a ver com a textura final que da consistência à sobremesa. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 205 D O C E S · S O B R E M E S A S Alfajor de dulce de leche Neste pais, durante muito tempo, estes alfajores se relacionavam com as férias. A costume de comer os e fazer presentes com eles, nasceu ao começo de 1947, quando uns amigos abriram uma fábrica em Mar del Plata, aberta ao público. PREPARAÇÃO: Massa Fazer uma coroa com farinha, amido de milho, bicarbonato de sódio, bicarbonato de amônio, fermento em pó e açúcar. Logo adicionar as gemas, a manteiga cremosa, mel e os ovos. Finalmente, o extrato de baunilha. Amassar bem. Deixar a massa repousar no refrigerador por 20 minutos, envolvida em papel filme. Logo alongar a massa até obter 2 mm. de espessura. Cortar em discos de 6 a 7 cm. de diâmetro, colocar numa placa untada com manteiga e levar ao forno por 7 a 8 minutos a 175ºC. Recheio Quando os discos estejam frios, usar o dulce de leche para pastelaria como recheio. Cobertura Colocar os alfajores num grelhe e cobrir com o chocolate fluido, anteriormente derretido. FARINHA 0000 AMIDO DE MILHO BICARBONATO DE SÓDIO BICARBONATO DE AMÔNIO FERMENTO EM PÓ AÇÚCAR GEMAS MANTEIGA MEL OVO EXTRATO DE BAUNILHA DULCE DE LECHE PARA PASTELARIA CHOCOLATE FLUIDO INGREDIENTES ( 8 porções ) 400 g. 100 g. 4 g. 4 g. 1 g. 220 g. 1 unidade 220 g. 40 g. 1 unidade a vontade RECHEIO a vontade COBERTURA a vontade Dados ALFAJOR A palavra alfajor vem do árabe “alfahúa” que significa favo de mel. Mas na Argentina assim com em Chile está associada com qualquer bala com duas massas, unida com diferentes peças doces. Região Província de Buenos Aires206 Conselhos* É conveniente preparar os alfajores dois ou três dias antes para que fiquem mais úmidos G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 207 D O C E S · S O B R E M E S A S Gelado “Dom Pedro” clássico e renovado O uísque, gelado e nozes são a base do “Dom Pedro”, uma sobremesa fria clássica. Serve se com esta bebida forte para que o sabor possa contrastar com o gelado. Região Província de Buenos Aires208 INGREDIENTES ( 6 porções ) 500 g. 4 medidas 100 g. 5 g. 150 g. (*) para a versão renovada. GELADO DE CREME AMERICAN OU BAUNILHA UÍSQUE NOZES GELATINA SEM SABOR (*) AÇÚCAR PREPARAÇÃO: Clássico Colocar no processador o gelado de creme americana ou baunilha e o uísque. Picar as nozes. Fazer um caramelo com açúcar. Servir em copos de uísque e adicionar as nozes picadas. Terminar com o caramelo. Renovado Com os mesmos ingredientes podemos fazer a versão renovada. Colocamos o gelado e o uísque num sifão, ao qual adicionamos a gelatina sem sabor anteriormente hidratada. Colocamos três cargas de sifão e guardamos no refrigerador por o mínimo de 6 horas. Com nozes e açúcar, fazemos um praliné cozinhando açúcar numa frigideira e quando se dourar, adicionamos as nozes. Verter numa placa antiaderente ou mesa de mármore e deixar esfriar. Logo picar. Conselhos* A gelatina sem sabor deve estar hidratada na água fria e logo esquentada num forno de microondas ou ao banho Maria, até que esteja completamente dissolvida. A proporção para hidratar é uma parte de gelatina por 5 ou 6 de água. Dados DOM PEDRO Os copos de gelado são parte de todos os cardápios dos restaurantes da província. Alguns nasceram nesta região, e outros, com o Dom Pedro, vêm do clássico restaurante Lo Prete, no bairro de Montserrat. Um símbolo do lugar, surgiu num copo largo com uísque, creme e nozes. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 209 D O C E S · S O B R E M E S A S Pudim caseiro de pão com nozes e doce de batatas doces Região Província de Buenos Aires210 PREPARAÇÃO: Encharcar o pão em leite. Colocar num recipiente, o licor e a raladura de laranja. Deixar hidratar. Aparte, bater ovos com açúcar, o estrato de baunilha e as nozes picadas. Adicionar as migalhas de pão com o leite e misturar bem para integrar todos os ingredientes. Adicionar os pequenos cubos de batatas doces e suavemente integrar os ingredientes com uma colher. Finalmente adicionar a raladura de laranja. Caramelo Preparar um caramelo com água e açúcar. Espalhar por todo o molde e deixar esfriar. Verter a preparação anterior no molde com caramelo e cozinhar ao banho Maria num forno ao fogo médio durante 1 hora aproximadamente. INGREDIENTES ( 8 porções ) 600 g. 1 lt. 100 g. 150 g. 50 cc. 1 unidade 6 unidades 200 g. a vontade CARAMELO 250 g. 250 g. MIGALHAS DE PÃO LEITE NOZES CUBOS PEQUENOS DE DOCE DE BATATAS DOCES LICOR DE LARANJA RALADURA DE LARANJAS OVOS AÇÚCAR EXTRATO DE BAUNILHA AÇÚCAR ÁGUA Dados PUDIM DE PÃO O pudim de pão é uma sobremesa, pode se dizer, que não tem fronteiras. Porque onde tenha um pedaço de pão duro, a sabedoria popular adiciona leite para fazer o macio e ovos para dar sabor e formar a base. Depois, apareceram as frutas e outros aditamentos. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 211 O pudim caseiro com frutas ou geléias, é outra sobremesa sempre presente em todos os menus. Vem com o sabor do caramelo e os gourmands o gostam com uma boa porção de creme batido. 212 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 213 Região Cidade de Buenos Aires Como se diz num famoso tango: “as ruas de Buenos Aires têm o não sei que”. A cidade tem um porto, o cimento atravessado por parques verdes, árvores antigas e mesmo lagos. Bairros onde as cores e formas das ruas e avenidas são uma clara referência do tango. Tem famosos estádios de futebol, visitados como museus e zonas bem novas como Puerto Madero ou o renovado bairro de Palermo. É, é claro também está o Obelisco. E o muito, muito largo rio cor leão com a sua ribeira (a Costanera), símbolo de uma grande parte da gente de Argentina, porque ali foi que chegaram os barcos com os imigrantes que queriam “fazer a América”, como costumavam dizer. Tudo isto e muito mais a cidade oferece, a qual apesar de estar num fim do mundo, atrai os visitantes de todos os lares. Tal vez é por isso, estando tão longe, que as suas expressões são tão fortes e firmes, tanto que se fazem sentir no resto do planeta, assim como os seus aromas. Na gastronomia, você pode pensar que Buenos Aires é sinônimo de carnes, com o cheiro que aparece nas ruas no almoço, e que vem das grelhas dos restaurantes, das casas ou dos operários no lugar das construções. Porque os churrascos são comidas que invitam, são sinônimos de união. Porém, os menus da cidade, que é uma grande região, mostram uma rica rede tecida com a contribuição da gente original, e a imigração que veio por milhares. Isto é porque nas mesas da cidade você poder provar diferentes sabores. Desde sempre, ás comidas dos espanhóis e os italianos, com toques locais e câmbios, aos que se adicionaram os árabes, asiáticos ou da Europa Central. Nesta grande rede se adicionaram com o tempo, e cada vez mais, a gente de América Latina, e se fez uma deliciosa mistura, também com contribuição dos chefsque procuravam uma cozinha argentina. São profissionais, que em muitas ocasiões forem embora para ganhar mais conhecimento e quando regressavam, fizeram de novo, as receitas herdadas com técnicas de avant-garde. Assim, o viajante pode provar nesta região, os clássicos de todos os tempos, como o churrasco, o enrolado de carne (matambre), com salada russa, os ovos mexidos Gramajo, as pastas com molho de Bolonha, entre outras muitas opções às que você pode adicionar as sobremesas. 214 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A APERIT IVOS/PRIMEIROS PRATOS/HORS D ’OEUVRE · Espeto de provoleta e tomate adoçado · Batata assada com linguiça vermelha de porco, cebolas, e ovo · Crouton de pão, presunto curado, chile e berinjelas assadas SALGADOS/PRATO PRINCIPAL · Ovos mexidos (Gramajo) · Suprema Maryland de frango · Carne enrolada e recheia (matambre) com salada russa · Guisado de galinha · Bife de chouriço com batatas fritas · Guisado de lentilhas · Talharins à bolonhesa · Pizza meia massa ou ao molde · Filete de pescada à romana · Frango provençal com batatas espanholas DOCES/SOBREMESAS · Flan misto com creme e dulce de leche · Gelado Melba · Sobremesa vigilante · Panqueca queimada com rum · Morangos com creme C I D A D E D E B U E N O S A I R E S Região Cidade de Buenos Aires 215 PAG. 216 218 220 222 224 226 228 230 232 234 236 238 240 242 244 246 248 250 A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Espeto de provoleta e tomate adoçado Região Cidade de Buenos Aires216 INGREDIENTES ( 8 porções ) 500 g. 1 kg. a vontade a vontade QUEIJO PROVOLETA TOMATE CHERRY SAL E PIMENTA AZEITE PREPARAÇÃO: Mergulhar os tomates cherry na água fervida durante alguns segundos. Esfriar e fazer um banho Maria invertido. Descascar. Cortar em quartos e tirar fora as sementes. Numa placa com Silpat (um pano antiaderente), levar ao forno com uma pitada de azeite, sal e pimenta e cozinhar até que fiquem macios, mas não deixar desintegrar. Guardar. Cortar o queijo provoleta em cubos de 2 dois cm. Numa frigideira com um chato de azeite, selar todos os lados dos cubos de queijo. Apresentação Ir colocando o espeto, um pão com um cubo de queijo com outro quadrado de tomate adoçado. Decorar com rebentos de manjericão. Dados PROVOLETA A provoleta é na realidade, o queijo filado argentino. A sua forma “tronco-cónica-alongada” permite que seja cortado em fatias circulares e ser cozido numa grelha. Foi a ideia dum calabrês que morou na Argentina, o senhor Natalio Alba. As originais foram feitas do leite de carne bovina, mas também tem dos bodes e ovelhas, com um sabor mais intenso. Como aperitivo ou hors d’oeuvre, um espeto de provoleta com tomate adoçado é uma boa escolha. Combina o gosto do queijo derretido com a frescura do tomate. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 217 Região Cidade de Buenos Aires A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Batata assada com linguiça vermelha de porco cebolas, e ovo As batatas assadas são uma boa base para acompanhar com linguiça vermelha de porco, cebolas e ovo. É uma escolha diferente para gostar dos ingredientes básicos da clássica tortilha. 218 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 8 porções ) ½ kg. 20 g. 100 cc. 100 g. 2 unidades 1 kg. 12 unidades CEBOLA MANTEIGA VINHO BRANCO AÇÚCAR LINGUICA VERMELHA DE PORCO BATATAS OVOS DE CODORNIZ PREPARAÇÃO: Marmelada de cebola Picar as cebolas finamente no meio verticalmente. Saltear com manteiga até que fiquem completamente transparentes. Pôr vinho branco. Deixar o álcool se evaporar e logo adicionar açúcar. Cozinhar ao fogo baixo até que se faça um caramelo. Retirar do fogo. Guardar. Pó de linguiça Cortar as linguiças descascadas em pequenos cubos. Numa frigideira ao fogo baixo tirar fora a gordura. Processar até obter um pó fino. Secar no forno baixo. Batatas assadas Descascar as batatas. Cortar em fatias de 2 cm. de espessura. Com um cortador redondo de 5 cm. de diâmetro, alinhar as fatias. Levar ao fogo meio até dourar. Ovos fritados Fritar os ovos de codorniz com ajuda dum molde redondo para obter uma forma mais pura. Apresentação Colocar o círculo de batatas como base. Acima, distribuir a marmelada de cebola. Colocar os ovos fritados de codorniz e espalhar o pó de linguiça. Terminar decorando com surtos. Dados LINGÜIÇA VERMELHA DE PORCO A linguiça vermelha é outra contribuição da imigração espanhola. Na península ibérica se faz com porco e a sua cor se da pela adição de uma boa páprica. Aqui se conhece como frios assim como em diferentes pratos. 219 Região Cidade de Buenos Aires A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Crouton de pão, presunto curado, chile e berinjelas assadas No momento do vermute, uma bruschetta é ideal. Prepara se com uma base de pão com diferentes coberturas. Neste caso, tem presunto curado, chile e berinjelas assadas. 220 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 6 porções ) 6 unidades 1 kg. 1 kg. 200 g. a vontade a vontade FATIAS DE PÃO DO CAMPO CHILE VERMELHO DOCE BERINJELAS PRESUNTO CURADO AZEITE SAL E PIMENTA PREPARAÇÃO: Purê de chile vermelho Lavar o chile bem, colocar numa placa com uma pitada de azeite e cobrir com papel de alumínio no forno ao fogo baixo até que fique macio. Deixar esfriar para tirar a pele e as sementes. Num Silpat colocar chile doce e empoar com açúcar e sal, secar ao fogo baixo durante 30 minutos aproximadamente. Processar o chile doce com azeite, sal e pimenta. Colocar num saco de confeitar. Purê de berinjelas Lavar as berinjelas. Levar ao fogo meio numa placa coberta com papel alumínio até que estejam macias. Processar com uma pitada de azeite, sal e pimenta. Colocar num saco de confeitar. Cortar o pão de campo em fatias retangulares de 1,5 cm. de espessura. Levar para torrar no forno ou salamandra. Apresentação Sobre o crouton de pão de campo, fazer linhas intercalando os dois purês. Acima colocar uma fatia de presunto curado. Terminar com um jato de azeite. Dados PRESUNTO CURADO O método por qual se elaboram os melhores presuntos do mundo é muito simples: sal e paciência para esperar que a ação dos ingredientes sobre a carne de porco, o cure. Em todas as peças de qualidade, o tempo nunca é inferior a 9 meses, mas vale a pena. 221 Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Ovos mexidos (gramajo) Este é um dos poucos pratos autênticos da cidade de Buenos Aires. É uma mistura deliciosa de batatas, ovos, ervilhas, cebola e presunto, todos fritados, feitos para desfrutar ao instante com os sabores destacados. 222 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 8 porções ) 1 kg. 4 unidades 1 unidade 100 g. 100 g. 50 cc. 100 g. a vontade BATATAS OVOS CEBOLA PRESUNTO TOUCINHO FUMADO CREME ERVILHAS FRESCAS SAL E PIMENTA PREPARAÇÃO: Descascar e cortar as batatas em barras muito finas. Fritar até que fiquem douradas e crocantes. Guardar. Descascar as ervilhas tirando as vagens fora. Branquear as alguns segundos na água fervida e logo mergulhar as em água com gelo para cortar a cozedura. Cortar a cebola, o presunto e o tocinho em brunoise. Saltear a cebola com azeite, adicionar o tocinho e o presunto. Dourar. Adicionar as batatas fritadas e as ervilhas. Anteriormente, branquear. Misturar e adicionar ovos ligeiramente batidos com creme. Cozinhar revolvendo um pouco, até que os ovos comecem a coalhar, mas o mexido deve ser sucoso. Apresentação Servir os ovos mexidos numa maneira limpa, e por cima decorar intercalando algumas folhas de cebola e as ervilhas salteadas, umasbatatas fritadas e folhas crocantes de toucinho secado no fogo muito baixo. Dados GRAMAJO Esta comida típica deve o seu nome ao homem que a criou, o coronel Artemio Gramajo, aide-de-camps do general Julio Argentino Roca. Existem duas versões sobre a sua origem: alguns dizem que nasceu antes duma batalha em 1879 e outros, que foi criada na cozinha do Clube do Progresso, do qual Gramajo era membro. O que é verdade é que o aide-de camps de Roca comia no café da manhã, uma mistura de ovos fritados, batatas fritadas, presunto e cebola, bases desta comida. 223 Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Suprema Maryland de frango A gente de Buenos Aires ama as supremas com um grande acompanhamento. A suprema de frango Maryland foi adotada na maioria dos restaurantes e vem num prato grande, com banana, creme de milho e muito mais. Dados MARYLAND Uma origem possível desta comida vem de Maryland, Estados Unidos, onde são expertos em frango fritado, cozido na sua mesma gordura. Logo, adicionam um creme de leite, com o qual, com o caldo da cozedura, formam um molho, muito parecido ao molho branco. A fórmula vem dos inícios do século XX°, e aparentemente este famoso frango Maryland foi parte dos menus do histórico Titanic. 224 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A SUPREMA DE FRANGO OVOS MIGALHAS DE PÃO ALHO E SALSA PICADOS SAL E PIMENTA ÓLEO MILHO FARINHA 0000 MANTEIGA LEITE BATATAS BANANAS OVOS DE CODORNIZ CHILE VERMELHO DOCE INGREDIENTES ( 4 porções ) 4 unidades 4 unidades 300 g. 1 Colher a vontade a vontade 1 unidade 25 g. 25 g. 100 cc. 1 kg. 4 unidades 8 unidades 2 unidades PREPARAÇÃO: Supremas Cortar as supremas numa forma retangular. Bater os ovos com alho e salsa, sal e pimenta. Passar as supremas pelos ovos e logo pelas migalhas de pão. Fritar em muito óleo quente até dourar. Guardar quentes. Creme de milho Ferver o leite. Derreter manteiga com farinha e cozinhar durante uns minutos, revolvendo o tempo todo. Adicionar leite quente, sempre revolvendo. Cozinhar ao fogo baixo até se espessar. Pôr sal e pimenta. Tirar fora os grãos do milho e saltear o com um pouco de azeite até se dourar. Adicionar ao molho bechamel. Guardar. Batatas fritadas Cortar as batatas descascadas em barras. Limpar em água e logo secar bem. Fritar em óleo muito quente até dourar. Bananas fritadas Colocar as bananas longitudinalmente e o mais fino possível. Tentar de usar bananas não muito maduras, para que sejam mais consistentes. Fritar em óleo as fatias de banana. Ovos fritados Fritar os ovos de codorniz com ajuda dum anel metálico para manter a forma circular. Purê de chile vermelho doce Lavar o chile bem, colocar numa placa com uma pitada de óleo e cobrir com um papel de alumínio ao fogo baixo até que fique macio. Deixar esfriar para poder tirar fora a pele e as sementes. Num silpar (pano antiaderente) colocar o chile e empoar com açúcar e sal e secar os ao fogo baixo durante 30 minutos aproximadamente. Processar o chile com azeite. Apresentação Pincelar o prato com o purê de chile. Colocar no centro a suprema de frango, fazer um cilindro ou óvalo (quenelle) de creme de milho e colocar sobre a suprema junto com as fatias de banana e os ovos de codorniz fritados. Numa panela colocar as batatas fritadas. 225 Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Matambre * com salada russa É um prato sinônimo das celebrações caseiras. Está sempre presente em cada festa familiar de Buenos Aires. É o famoso matambre recheio, com salada russa que tem infinitas receitas que dão diferentes toques. É um verdadeiro clássico nos tempos festivos e nos restaurantes, é um dos mais tradicionais hors d’oeuvre. * matambre: carne enrolada e recheia 226 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A MATAMBRE OVOS CHILE VERMELHO DOCE CHILE AMARELO DOCE CENOURAS SALSA SEM FOLHAS ALHO PIMENTA BRANCA PIMENTA PRETA CHILE MOÍDO ORÉGANO SECO HORTELÃ FRESCA SUCO E RALADURA DE LIMÃO VINAGRE DE XEREZ PÁPRICA FUMADA ÁGUA ÓLEO NEUTRO BATATAS ERVILHAS GEMAS VINAGRE BALSÂMICO SUCO DE LIMÃO SAL E PIMENTA ÓLEO DE AZEITONA INGREDIENTES ( 8 porções ) 1 unidade 6 unidad 1 unidade 1 unidade ½ kg. 20 g. 2 dentes 1 colherinha 1 colherinha 1 Colher 2 g. 10 folhas 1 unidade 10 g. 1 colherinha 100 cc. 150 cc. 1 kg. 200 g. 2 unidades 1 Colher 1 unidade a vontade a vontade PREPARAÇÃO: Chimichurri Misturar salsa, alho, óleo neutro, suco e raladura de limão e o vinagre de xerez. Adicionar orégano seco, chile moído, a hortelã fresca, pimenta e a páprica fumada. Emparelhar. Finalmente, adicionar e fazer uma emulsão. Matambre Retirar o excesso de gordura do matambre. Ferver ovos, descascar os e cortar os bordes, para que, quando o matambre se corta, se mantenha mais parelho em todas as fatias. Cortar o chile e as cenouras em faixas finas. Temperar o matambre com sal, distribuir a mistura de chimichurri sobre toda a superfície. Colocar longitudinalmente, os ovos junto com o chile e as cenouras. Enrolar parelho e firmemente envolver com várias folhas de filme, fechando com um nó nos bordes. Colocar no forno a 150ºC., numa tigela com água e cobrir com papel alumínio durante 6 horas aproximadamente. Tirar fora do forno e pressionar durante 24 horas no refrigerador. Retirar o papel filme e cortar. Salada russa Descascar as batatas e as cenouras. Cortar em cubos de 1 centímetro por lado. Cozinhar as cenouras numa panela com muita água e uma pitada de sal, até que estejam macias. Cortar a cozedura colocando um banho Maria invertido. Fazer o mesmo procedimento com as batatas e ervilhas. Ferver os ovos de codorniz durante cinco minutos aproximadamente. Esfriar e descascar. Maionese Integrar as gemas, o vinagre balsâmico, e o suco de limão num misturador, e adicionar de a pouco o azeite. Fazer uma emulsão. Pôr sal e pimenta. Apresentação Pincelar o prato com o chimichurri usado para preparar o matambre. Cortar o matambre em fatias finas. Colocar as no prato. Ao lado, fazer uma gota com maionese e cobrir por cima com os cubos de batata e cenoura, as ervilhas e os ovos de codorniz cozidos. Dados MATAMBRE O matambre é um corte de carne que significa que mata a fome (mata-mata/hambre-fome). Esta carne que cobre o assado, o flanco e o vazio, vem das costelas da vaca, e tem duas por cada animal, uma por cada meio bife. 227 Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Guisado de galinha Os invernos de Buenos Aires têm o gosto deste guisado. Grandes panelas onde muitos ingredientes são cozidos com cheiros que invadem os ambientes. O guisado com galinha era tão popular que tem o seu próprio tango, cantado pelo cantante Edmundo Rivero com música e letra de Roberto Medina. Deve se acompanhar com vinho Carlon. 228 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 6 porções ) 1 unidade 2 pacotes 2 unidades 2 unidades 2 folhas ½ kg. ¼ kg. 3 unidades 1 unidade ½ kg. ¼ kg. 1 kg. 3 unidades 3 unidades 3 dentes GALINHA AIPO PORRO CEBOLINHAS LOUREIRO CENOURAS PEQUENAS MILHOS PEQUENOS BATATAS DOCES ABOBRINHAS CEBOLAS PEQUENAS GRÃO-DE-BICO BATATINHAS (PAPINES) LINGUIÇA VERMELHA DE PORCO LINGUIÇA DE PORCO ALHO PREPARAÇÃO: Colocar muita água com sal numa panela e adicionar a galinha em peças com aipo, loureiro, porro e alho. Deixar ferver, espumando constantemente. Adicionar os grãos-de-bico, anteriormente encharcados durante 12 horas. Deixar que fiquem um pouco macios, e logo adicionar as linguiças de porco. Continuar cozinhando. Quando os grãos-de-bico estejam prontos, adicionar a carne cozida, retirar parte do caldo para clarear. Por cada litro de caldo usar duas claras de ovo. Esfriar um pouco o caldo antes de clarear, logo quebrar a ligação das claras e agregarno caldo. Levar a preparação ao fogo baixo, revolvendo primeiro e logo deixar as claras coagular, clareando o caldo. Coar. Cozinhar as cebolas pequenas, as batatinhas descascadas, as cenouras e o milho no caldo clareado. Logo adicionar as batatas doces cortadas em cubos e a abóbora em tubos. Apresentação Colocar num prato profundo os diferentes vegetais intercalando os com as linguiças e no centro colocar as peças de galinha. Servir o caldo clareado numa jar- ra pequena. Dados GUISADO (PUCHERO) Este guisado cozido é uma das preparações herdadas da Espanha. Uma das suas origens é a chamada “caçarola podre do Renascimento” ” (pot pourri), a qual Cervantes levou ao rango de símbolo da cozinha de ebulição e Calderón de la Barca definiu como a “princesa dos guisados”. 229 Conselhos* É comum encontrar esta comida na gastronomia da cidade com vegetais de tamanhos tradicionais Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Bife de chouriço com batatas fritas Um dos reis dos churrascos é este bife de chouriço gostoso, e sucoso, uma boa opção para entender porque a carne argentina é considerada uma das melhores do mundo. INGREDIENTES ( 1 porção ) 1 unidades 1 kg. a vontade BIFE (POR PESSOA) BATATAS ÓLEO DE FRITAR PREPARAÇÃO: Descascar as batatas. Cortar em cubos de 7 x 2 cm. Cozinhar em água até que fiquem macias, mas sem esmagar. Secar e esfriar. Fazer uma primeira fritada com óleo a 130ºC durante 8 minutos aproximadamente ou até que a superfície seja firme. Cuidar que o óleo não baixe a temperatura quando introduzir as batatas. Para evitar isso, fritar de a pouco. Retirar, coar e esfriar de novo. Fazer uma nova fritada com óleo a 100ºC. durante 3 minutos ou até que comece a dourar. Coar e pôr sal. Pôr sal nos bifes. Colocar os bifes num grelhe muito quente com uma pitada de azeite. Deixar selar bem num lado e logo abaixar, cozinhando até a cozedura desejada. Dados BIFE As carnes nacionais se destacam também pela forma em que se preparam os cortes. Este bife é um desses cortes típicos da Argentina. Na realidade, é um bife estreito sem ossos, normalmente assado grosso e se serve em diferentes cozeduras como os hóspedes desejar. É uma das estrelas dos churrascos nacionais. Apresentação Servir os bifes e as batatas fritadas com algum molho, por exemplo, chimichurri ou molho crioulo. 230 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 231 Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Guisado de lentilhas O guisado de lentilhas está sempre presente nos cardápios dos restaurantes típicos de Buenos Aires. Prepara se com toucinho fumado e vegetais, e é clássico nas pousadas tradicionais e nas casas. 232 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados LENTILHAS As lentilhas são pequenas peças que vêm enlatadas por natureza em vagens. O nome é porque parecem lentes. A sua origem é a Ásia Central e o Mediterrâneo. E se diz em plural porque tem muitas variedades, cada uma com seu próprio sabor. INGREDIENTES ( 8 porções ) ½ kg. 2 unidades 2 dentes 1 unidade 1 unidade 1 unidade 2 unidades 1 unidade 200 g. 300 g. 3 Colheres 1 lt. a vontade a vontade a vontade LENTILHAS CEBOLAS ALHO CHILE VERMELHO DOCE CHILE VERDE DOCE CHILE AMARELO DOCE CENOURAS LINGUIÇADE DE PORCO VERMELHA TOUCINHO FUMADO CARNE EXTRATO DE TOMATE CALDO DE CARNE SAL E PIMENTA AZEITE SALSA PICADA PREPARAÇÃO: Encharcar as lentilhas por algumas horas. Escoar e ferver cerca de meia hora até que estejam um pouco macias. Coar e guardar. Saltear a carne em cubos, o tocinho fumado e a linguiça de porco numa panela com azeite. Quando dourar, retirar e na mesma panela, saltear cebolas em brunoise com o alho picado. Logo adicionar o chile e as cenouras cortadas em cubos pequenos. Adicionar os vegetais. Quando estejam já salteados, adicionar a carne, o tocinho e a linguiça. Adicionar as lentilhas, o extrato de tomate e cobrir com o caldo de carne anteriormente esquentado. Deixar cozinhar por 40 minutos aproximadamente ou até que as lentilhas estejam macias. Apresentação Servir num prato profundo e empoar com a salsa finamente picada. Comer com pão torrado. 233 Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Talharins à bolonhesa Os talharins à bolonhesa é um dos clássicos pratos de pasta, muito apreciados pela gente de Buenos Aires. Durante muito tempo era uma dessas comidas de cada domingo em casa. Nos restaurantes você tem versões caseiras, com diferentes tipos de pasta. A carne picada é o ngrediente principal de seus molhos e sabores. 234 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 5 porções ) 1 unidade 2 dentes 500 g. a vontade a vontade a vontade 500 g. 250 g. 500 g. 6 unidades 3 unidades 15 g. 15 g. 50 g. 200 g. CEBOLA ALHO CARNE PICADA AZEITE SAL E PIMENTA TOMILHO FRESCO TOMATES PURÊ DE TOMATES FARINHA GEMAS OVOS INTEIROS AZEITE SAL ÁGUA QUEIJO SBRINZ PREPARAÇÃO: Molho Saltear a cebola e o alho picado em azeite. Adicionar a carne picada e deixar cozinhar. Adicionar o tomilho, os tomates cortados em pedaços grossos, e o purê de tomates. Cozinhar ao fogo baixo durante 45 minutos aproximadamente. Pôr sal e pimenta. Pasta Amassar até obter um bolo elástico e chato. Deixar repousar por 30 minutos. Alongar e cortar os talharins de 13 mm. de largura. Ferver em água com uma pitada de sal até que a pasta esteja “al dente”. Retirar da água e verter um jato de óleo. Apresentação Com ajuda dum trinche fazer um anelzinho com os talharins. Por cima verter o molho e ralar o queijo sbrinz sobre o molho. Dados PASTAS O prato mais tradicional da cidade italiana de Bolonha, sem dúvida é a pasta: tagliatelle com ragú (a base dum molho de carne). Quando chegaram na Argentina com os imigrantes, se conheceu como tagliatelle à bolonhesa. 235 Região Cidade de Buenos Aires PREPARAÇÃO: Peneirar a farinha e fazer uma coroa com ela, misturando com sal. Empoar o fermento, adicionar uma colher de chá com açúcar e um pouco de água morna. Bater até que fique homogêneo. Deixar repousar alguns minutos num lugar cálido. Colocar o fermento no centro da coroa com óleo e água e amassar até que a massa fique chata e homogênea. Deixar repousar a massa até que dobre o seu tamanho e dividir em dois bolos. Pôr óleo no molde de pizza e alongar dentro. Colocar uma pitada de molho sobre a superfície e deixar dobrar o tamanho. Cozinhar no forno a 200 C°. durante aproximadamente 10 minutos. Verter mais molho acima, a mussarela e levar ao forno até que o queijo se derreter. Terminar com os tomates cherry de cores, as folhas de manjericão fresco, azeitona e óleo de salsa. S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Pizza meia massa ou ao molde Em Buenos Aires comemos boa pizza e, em cada lugar se serve com a sua particular espessura, apesar de que a maioria são ao molde ou meia massa. Seja no forno ou grelhada, existem tantas variações como chefes pizzeiros, cada um com um toque particular. INGREDIENTES ( 2 pizzas ) 1 kg. 30 g. 50 cc. 10 g. a vontade a vontade a vontade FARINHA 0000 FERMENTO EM PÓ AZEITE SAL ÁGUA AZEITONAS TOMATES CHERRY DE CORES 236 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados PIZZA A pizza veio ao nosso pais com os italianos que a incorporaram no começo do século passado. Nos anos 30, já estava presente nos cem bairros da cidade de Buenos Aires, devido aos homens que faziam pizza nas ruas de Buenos Aires, e a ofereciam em grandes panelas levando elas sobre a cabeça. Assim chegou aos estádios de futebol, onde os torcedores a desfrutavam sem queijo e só com molho, entre gol e gol. Com o tempo, seu consumo se enraizou cada vez mais até ser um clássico de sempre. 237 Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S ·P R A T O P R I N C I P A L Filete de pescada à romana De todos os peixes servidos nesta zona, o mais popular é a pescada preparada à romana, passada por farinha e ovos. É um prato que normalmente se acompanha com purê ou batatas fritadas. O peixe deve estar dourado por fora e muito branco no interior. 238 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados PESCADA A pescada tem um esqueleto ossificado, escamas chatas, redondas e pequenas, que se apresentam como os tijolos no teto. O seu corpo é comprido e tem infinitas maneiras de preparar o. INGREDIENTES ( 4 porções ) 1 kg. 200 g. 2 unidades 100 cc. 1 colherinha a vontade a vontade 500 cc. 100 cc. FILETE DE PESCADA FARINHA OVOS LEITE FERMENTO EM PÓ SAL E PIMENTA ÓLEO PARA FRITAR CREME SUCO DE LIMÃO PREPARAÇÃO: Misturar farinha, ovos, leite e o fermento em pó. Adicionar sal e pimenta. Passar os filetes pela mistura. Fritar até que estejam dourados. Preparar um molho de limão para acompanhar os filetes, reduzindo o creme à metade. Adicionar suco de limão, sal e pimenta. Esfriar e servir. 239 Região Cidade de Buenos Aires S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Frango provençal com batatas espanholas O frango provençal é muito gostoso, temperado com alho e salsa. Deve ser acompanhado com batatas espanholas, servidas macias, muito finas e fritadas. 240 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( para 4 porções ) 1 unidade 8 dentes 4 Colheres 200 cc. 500 cc. 1 kg. a vontade 2 Colheres 1 unidade a vontade FRANGO ALHO SALSA PICADA VINHO BRANCO CALDO DE FRANGO BATATAS AZEITE PÁPRICA FUMADA ALHO SAL E PIMENTA PREPARAÇÃO: Cortar o frango em peças, separando os pés, as coxas, o peito e assas. Pôr sal e pimenta. Dourar as peças bem numa frigideira com azeite. Retirar as peças e na mesma frigideira adicionar a salsa picada e o vinho branco. Adicionar o caldo de galinha e ir adicionando as peças e a meia salsa. Cozinhar ao fogo meio até que esteja pronto. Adicionar a outra metade da salsa, sal e pimenta. Batatas adoçadas com páprica fumada Cortar as batatas em fatias de 1/2 cm. de espessura. Cortar com um cortador circular de 5 cm. diâmetro para obter batatas do mesmo tamanho. Esquentar óleo com a páprica até alcançar os 100ºC. Peneirar. Colocar as batatas num prato cumprido e cobrir com o óleo de páprica. Adoçar as batatas no forno a 100ºC. até que fiquem macias. Purê de alho assado Envolver o bulbo de alho com papel de alumínio e cozinhar ao fogo baixo até que fique muito macio. Pressionar o alho até obter um purê. Apresentação Colocar as batatas adoçadas no centro do prato, e por cima as peças de frango. Fazer pontos com o purê de alhos assados para decorar. Dados À PROVENÇAL Nestas terras uma preparação chamada “à provençal” se conhece com uma mistura de alho e salsa picados. Porém, a receita variou, porque na realidade, vem da região francesa de Provença e da sua rica mistura de ervas. 241 Região Cidade de Buenos Aires D O C E S · S O B R E M E S A S Flan Misto com creme e dulce de leche 242 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 6 porções ) 200 cc. 200 cc. 300 cc. 1 unidade 4 unidades 2 unidades 500 cc. 25 g. 250 g. 500 cc. a vontade LEITE CREME LEITE CONDENSADO EXTRATO DE BAUNILHA OVOS GEMAS CREME (PARA CHANTILLY) AÇÚCAR IMPALPÁVEL DULCE DE LECHE (para pastelaria) CREME (para o molho de dulce de leche) AÇÚCAR PREPARAÇÃO: Esquentar leite e creme e o extrato de baunilha. Fazer uma infusão por 15 minutes. Misturar os ovos não batidos, as gemas e o leite conden- sado. Verter a mistura de leite e creme morno. Peneirar. Pôr caramelo nos moldes para flan, colocar os num recipiente com bordes altos para fazer um banho Maria e cozinhar, cobertos com papel, no forno suave até que a preparação coalhe. Deixar esfriar. Retirar do molde. Bater creme com o açúcar impalpável até obter o chantilly. Guardar frio. Esquentar o creme para fazer o molho de dulce de leche. Verter sobre o dulce de leche e emparelhar. Esfriar. Apresentação Fazer uma gota com o molho de dulce de leche e colocar o flan numa ponta. Fazer uma quenelle com o creme chantilly. Dados DULCE DE LECHE Buenos Aires declarou o “dulce de leche” um “patrimônio cultural, alimentício e gastronômico”. E para reforçar este honor, algumas afirmações e famosas canções o dizem. Jorge Luis Borges dize com firmeza ao seu amigo Adolfo Bioy Casares: “A gente não pode se casar com alguém que não conhece o que o poncho ou o dulce de leche são”. Sendo por definição uma sobremesa caseira, o flan está sempre presente nas mesas da gente de Buenos Aires, que tem um paladar guloso. Aqui vem misto: com uma grande colherada de creme batido e dulce de leche. 243 D O C E S · S O B R E M E S A S Gelado Melba Os gelados têm um papel principal nas sobremesas da maioria dos restaurantes argentinos. Existem várias opções, mais a o copo Melba é o mais requerido. Região Cidade de Buenos Aires244 PREPARAÇÃO: Ferver as framboesas com açúcar e um pouco de água. Peneirar. Deixar esfriar. Corta os pêssegos frescos e as nectarinas com um cortador circular a fazer uma marinada com um pouco de açúcar, suco e raladura de limão. Bater o creme com o açúcar impalpável até alcançar chantilly. Usar um ralador microplano e ralar as amêndoas torradas. Apresentação Num copo de Martini, verter no fundo o molho de framboesa, e ir adicionando por cima os círculos de pêssegos e nectarinas. Aos lados, colocar pequenas bolas de creme chantilly e uma quenelle de gelado de baunilha no centro. Empoar com o microplano de amêndoas torradas. INGREDIENTES ( 8 porções ) 3 unidades 3 unidades 3 unidades 3 unidades 2 unidades 500 g. 250 cc. 25 g. 250 g. 50 g. 50 g. NECTARINAS BRANCAS NECTARINAS AMARELAS PÊSSEGOS BRANCOS PÊSSEGOS AMARELOS LIMAS GELADO DE BAUNILHA CREME AÇÚCAR IMPALPÁVEL FRAMBOESAS FRESCAS AÇÚCAR AMÊNDOAS TORRADAS E DESCASCADAS Dados MELBA Esta sobremesa foi criada no fim do século XIX°, por o grande Auguste Escoffier, um aficionado da Ópera, que a dedicou à soprano Helen Mitchel, mais conhecida como Nellie Melba. Tem xarope de pêssegos e creme, dois ingredientes que a artista amava. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 245 D O C E S · S O B R E M E S A S Sobremesa Vigilante Esta simples sobremesa se prepara em todo o pais, com algumas versões. A sua base tem dois ingredientes: queijo e doce. A gente da cidade de Buenos Aires, chamou a esta sobremesa vigilante e tem admiradores do doce de marmelo assim como o de batata doce. O queijo ideal é o pategras, que destaca os sabores, porém alguns preferem o queijo cuartirolo. PREPARAÇÃO: Cortar numa forma limpa e parelha cubos de um cm. por lado, de pasta de batata doce e queijo fresco. Têm que ter o mesmo tamanho para fazer um tabuleiro de damas. Intercalar doce com queijo num prato. Processar para obter um purê com os xaropes de marmelo e batata doce. Colocar num saco de confeitar. Decorar fazendo pontos dos diferentes purês. No vértice do tabuleiro de damas, colocar um pouco de doce de cayote, como se fosse uma pétala. DOCE DE BATATAS DOCES QUEIJO FRESCO (cuartirolo ou cremoso) DOCE DE CAYOTE MARMELO EM XAROPE BATATAS DOCES EM XAROPE INGREDIENTES ( 6 porções ) 500 g. 500 g. a vontade a vontade a vontade Dados VIGILANTE Se acha que o nome desta sobremesa nasceu nos tempos que, em cada canto tinha um policia que era parte do bairro. As crianças da quadra o chamavam: “vigilante, “barriga picante”, e se diz que quando este homem em uniforme tinha muita fome, para não interromper suas horas de guardiã, comia uma porção deste queijo e doce. Região Cidade de Buenos Aires246 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 247 D O C E S · S O B R E M E S A S Panquecaqueimada com rum As panquecas são também uma das sobremesas favoritas em Buenos Aires. Nas casas, são frequentemente preparadas com “dulce de leche” e nos restaurantes, queimadas com caramelo e rum flambé , o que destaca o sabor. Região Cidade de Buenos Aires248 PREPARAÇÃO: Misturar farinha, sal, açúcar, ovos e leite. Pode se usar uma liquidificadora ou um misturador. Adicionar a manteiga derretida a temperatura ambiente. Emparelhar bem a mistura. Deixar repousar por duas horas no refrigerador antes de usar. Cortar em Juliana fina a maçã verde. Numa panela antiaderente, colocar um pouco de manteiga. Colocar um molde circular metálico para dar uma forma mais neta à panqueca, e verter a mistura. Colocar as fatias de maçã sobre a panqueca e verter um pouco mais de massa por cima das maçãs. Cozinhar até que a base de doure. Com muito cuidado retirar o molde e colocar a panqueca de cabeça para baixo. Preparar a quantidade necessária de panquecas, antes de começar o flambé. Fazer um caramelo louro na frigideira, colocar a panqueca, cozinhar ambos lados para impregnar o caramelo. Fazer o flambé com rum. Servir num prato anteriormente untado com manteiga, para que o caramelo não se cole. Acompanha se com uma quenelle de gelado ou creme batido. INGREDIENTES ( 8 porções ) 200 g. 5 g. 30 g. 3 unidades 500 cc. 50 g. 6 unidades a vontade a vontade a vontade FARINHA 0000 SAL AÇÚCAR OVOS LEITE MANTEIGA MAÇÃS (tipo Granny Smith) AÇÚCAR MANTEIGA RUM Dados PANQUECAS A ideia de fazer uma comida baseada numa massa flexível, é tão antiga como o pão. Aquelas primeiras panquecas rústicas evolucionaram e se transformaram nas crepes francesas, os pancakes americanos, as tortillas mexicanas, as hojuelas espanholas, o blini russo, entre outros. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 249 D O C E S · S O B R E M E S A S Morangos com creme Os morangos com creme são uma dessas sobremesas que se relacionam com a primavera e os caprichos. Vêm em grandes taças e gosta a todo o mundo. Se servem só ou com um toque de algum vinho licoroso. PREPARAÇÃO: Cortar fatias muito finas de morangos, marinar com açúcar e suco de lima Bater o creme com açúcar impalpável até obter o creme chantilly. Colocar as fatias de morango em círculo e verter o suco que sai até que estejam completamente cobertas. Fazer uma quenelle de creme chantilly e colocar no centro do círculo. INGREDIENTES ( 8 porções ) 500 g. 500 g. 25 g. a vontade 3 unidades MORANGOS CREME AÇÚCAR IMPALPÁVEL AÇÚCAR SUCO DE LIMA Dados MORANGOS Os morangos, parentes das rosas, crescem em diferentes regiões do pais. São um dos ingredientes que América deu ao mundo. Foram descobertos no começo do século XVIIIº, por um oficial bretão da marina, Antoine Frèzier que os levou da Europa a Chile. Região Cidade de Buenos Aires250 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 251 252 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 253 Região Patagônia L A P A M P A N E U Q U É N R Í O N E G R O C H U B U T S A N T A C R U Z T I E R R A D E L F U E G O A Patagônia é um canto do planeta onde as paisagens falam por si mesmo. Das grandes terras desertas, às antigas florestas profundas, com lagos derivados dos glaciais. Da interminável costa oceânica, limites naturais dos desertos à linha comprida que testemunham as montanhas Andes. É ilimitável para ver e difícil para atrapalhar com o resto dos sentidos. Chegar a esta região – uma das mais remotas e lindas do planeta – supõe alcançar esse destino desejado por qualquer um que se considere um viajante. Os seus sabores, sem dúvida, têm relação com o que a paisagem oferece. As comidas desta zona se destacam pela procura da identidade e o convite ao prazer. A sua riqueza vem do encontro entre os produtos e receitas locais com aquelas trazidas pelos imigrantes. Dessa simbiose, nasceu a cozinha da Patagônia. Com que se enchem as panelas do sul? Em carnes, o cordeiro de Patagônia se destaca - macio e com um gosto delicioso – e outras também apreciadas como o veado e o javali selvagem, criados ao meio cativeiro para garantir uma boa chacina. Comem se frescos ou fumados em diferentes preparações. O mar infinito fornece os seus próprios produtos: san- tolas, pescadas, entre outros frutos do mar, como os peixes de lagoas e rios, onde a truta é a rainha. As águas também são um espetáculo e dão testemunho de ser um dos mais puros reservatórios da humanidade. Nas montanhas Andes existem muitos cogumelos. Aparecem após das primeiras chuvas de maio e junho, onde se colhem frescos, para secar os depois. As canastras se completam com os chamados frutos finos, selvagens ou cultivados, outros produtos importantes da Patagônia. Com eles se fazem molhos, doces ou licores. Outro produto destacado da área é a rosa mosqueta que é da zona dos Andes-Patagônia. Mas se falar de sobremesas, o chocolate – mesmo no verão – é o favorito e se faz com receitas da Europa Central. Nas bebidas, a cerveja artesanal tem um lugar importante. Elabora se em pequenos empreendimentos que resgatam a pureza da água como seu ingrediente principal. E quanto aos vinhos, a surpresa é grande, porque Neuquén e Río Negro, e recentemente La Pampa têm empreendimentos que estão conseguindo um lugar líder na produção nacional do vinho. Por tudo isto a Patagônia é um dos lugares sonhados para viajar. 254 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A APERIT IVOS/PRIMEIROS PRATOS/HORS D ’OEUVRE · Espeto de camarões e lingueirões grelhados (brochette) com cebolas e chile verde · Vieiras com essência de páprica fumada, gratinadas com escamas de queijo e pão de ervas. · Queijo de ovelha gratinado e batatas doces com emulsão de ameixas SALGADOS/PRATO PRINCIPAL · Cordeiro assado em cubas de ferro ao forno de barro, sobre geléia de funchos e emulsão de batata com oliva. · Lombo de javali com linguiça vermelha de porco, redução de mel, vinagre balsâmico, taco de polenta e chutney de pera. · Sorrentinos recheios com camarões e molho de chile assado · Lombo de pescada preta grelhada com vegetais e legumes grelhados e chimichurri de cítricos · Truta regional com pesto de cogumelos e batatinhas da Cordillera (papín) · Choique grelhado, tortinha de fungos e pinhões, saladinha verde e vinagrete de framboesa · Caçarola de guanaco em pão caseiro com chicharrón de toucinho · Santola cozida em caldo de três vegetais e batatas gratinadas no forno de lenha · Cervo sobre crosta de pão (croute) e especiarias, purê de alhos curados e compota de tomates assados · Sopa de cogumelos de pinho e miolos de abóbora cozida com ovos moullet DOCES/SOBREMESAS · Waffles de mirtilos e framboesas com avelãs torradas e iogurte natural · Flan com leite de ovelha e diferentes frutas secas ao caramelo · Bolo galês · Mousse de dois chocolates · Bolo de queijo tépido com massa de mel e calafate L A P A M P A N E U Q U E N R I O N E G R O C H U B U T S A N T A C R U Z T I E R R A D E L F U E G O Região Patagônia 255 PAG. 256 258 260 262 264 266 268 270 272 274 276 278 280 282 284 286 288 290 Região Patagônia A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Espeto de camarões e lingueirões grelhados com cebolas e chile verde Ideal para comer com a paisagem do Atlântico Sul de quadro, este espeto de camarões e lingueirões tem dois dos principais ingredientes das mesas da região. 256 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Conselhos* Pôr pó de wakame sobre os camarões para destacar o seu sabor. INGREDIENTES ( 2 porções ) 120 g. 25 g. 200 g. 100 g. 50g. CAMARÕES Nº 1 ALGAS WAKAME LINGUEIRÕES CEBOLAS CHILE VERDE PALITOS DE BROCHETTE PREPARAÇÃO: Limpar os camarões da sua pele e os seus órgãos reprodutores.Envolver em algas wakame anteriormente hidratadas, e fazer as brochettes. Fazer suar as cebolas e o chile verde. Cozinhar os lingueirões anteriormente lavados com a sua concha sobre uma placa ao fogo muito alto. Dados CAMARÕES As águas da Patagônia dão camarões entre outros tipos de crustáceos de alta qualidade. São ideais para uma cozedura breve, assim não restar o sabor da sua delicada carne. 257 Região Patagônia A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Vieiras com essência de páprica fumada, gratinadas com escamas de queijo e pão de ervas Os bivalves da Patagônia são um dos produtos mais apreciados pelos gourmets. As vieiras carnosas com essência de páprica fumada são uma preparação ideal. 258 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A VIEIRAS COM CONCHA PÁPRICA FUMADA QUEIJO PARMESANO MANTEIGA ORÉGANO, TOMILHO, SALSA MIGALHAS DE PÃO INGREDIENTES ( 2 porções ) 300 g. a vontade 30 g. 30 g. 30 g. 50 g. PREPARAÇÃO: Fazer uma pasta com queijo, manteiga, ervas e migalhas de pão. Limpar as vieiras e pôr sal e pimenta. Temperar com aceite páprica fumada. Cobrir com pasta, esfriar e gratinar no forno a 200ºC. Dados VIEIRAS As vieiras da Patagônia, “Zygochlamys patagonica”, têm um grande tamanho. A sua cor é marfim ou laranja intenso, e têm uma carne de delicado sabor, ligeiramente doce. 259 Região Patagônia A P E R I T I V O S · P R I M E I R O S P R AT O S · H O R S D ’ O E U V R E Queijo de ovelha gratinado e batatas doces com emulsão de ameixas Os queijos das ovelhas da Patagônia têm um sabor forte por causa dos pastos secos e perfumados da região. Este gratinado permite apreciar totalmente estas características. 260 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados QUEIJO DE OVELHA O leite de ovelha compete com aquela das vacas. Usa se em diferentes preparações e com ele se fazem diferentes produtos, como o iogurte, e alguns tipos de queijo. Fazem se com uma pasta muito dura, granular e picante, assim como mais elástica e com um forte sabor. Também tem alguns meio suaves, naturais e fumados. INGREDIENTES ( 2 porções ) 150 g. 100 g. 25 g. 25 cc. 50 cc. 50 g. 0.01 g. QUEIJO DE OVELHA BATATAS DOCES MANTEIGA VINAGRE BALSÂMICO AZEITE PASSAS DE AMEIXAS BORRACHA XÂNTICA PREPARAÇÃO: Fazer um purê cremoso de batatas doces. Fazer uma emulsão com óleo, vinagre balsâmico, sal e pimenta. Adicionar a borracha xântica e estabilizar, picar as passas de ameixa e adicionar à emulsão. Gratinado Cortar fatias e retângulos de queijo e levar as ao forno a 180ºC. durante alguns minutos. 261 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Cordeiro assado em cubas de ferro ao forno de barro, sobre geléia de funchos e emulsão de batata com oliva Conselhos* As caixas de ferro derretido podem ser colocadas sobre fogo e nos fornos, e o que é importante quando se trabalha com elas é o cuidado que se deve ter é de não fazer câmbios bruscos de temperatura, nem bater para que não se quebrem. . 262 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Esquentar antes o forno de barro. Colocar numa caixa de ferro os funchos, as cebolas, o alho e o tomilho. Sobre os vegetais, colocar o ombro do cordeiro, cobrir e introduzir no forno de barro por uns minutos até que os vegetais formem um caramelo e o ombro fique selado. Retirar do forno e subir o fundo de cozedura com o vinho branco. Quando o álcool se evaporar, cobrir de novo e levar ao forno durante duas horas. Tirar fora. Com a ajuda dum misturador, fazer uma geléia com funchos, alho e cebolas. Verter o leite e colocar as batatas numa panela. Cozinhar até que as batatas fiquem macias. Fazer um purê de batatas, misturar a preparação e, como se fosse uma maionese, ir adicionando a emulsão com o azeite. Colocar numa panela água e vinagre, revolver a preparação e introduzir o ovo. Quando a clara de ovo se coagule, retirar e servir. Dados CORDEIRO O cordeiro da Patagônia é uma das carnes principais da região. É macia e tem um sabor delicioso, semelhante ao “pre-salé” francês e ao meager do Meio Oriente. A característica que ganha o prêmio é a sua nutrição a base de ervas e a permanente caminhada dos animais, o que produz baixa gordura e um sabor delicioso. O famoso cordeiro da Patagônia, brilha neste prato, assado em cubas de ferro, com o calor e sabor dado pela lenha dum forno de barro. INGREDIENTES ( 4 porções ) 400 g. 200 g. 100 g. 30 g. 2 pacotes 200 cc. OVOS POCHÉ 1 unidade 10 cc. 200 cc. EMULSÃO DE BATATAS 50 g. 25 g. 50 cc. a vontade 10 g. a vontade OMBRO DE CORDEIRO COM OSSO FUNCHOS CEBOLAS ALHO TOMILHO VINHO BRANCO OVO VINAGRE BRANCO ÁGUA BATATAS LEITE AZEITE LOUREIRO ALHO SAL E PIMENTA 263 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Lombo de javali com linguiça vermelha de porco, redução de mel, vinagre balsâmico, taco de polenta e chutney de pera Uma das carnes de caça para comer é o javali. O seu lombo é macio e tem mais sabor com a linguiça vermelha de porco e o doce toque do mel. 264 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A PREPARAÇÃO: Acompanhamento com linguiça vermelha de porco Misturar as migalhas de pão com manteiga e pó de linguiça vermelha de porco. Colocar em papel folex e pressionar até obter o tamanho adequado. Esfriar e logo cortar com a forma do lombo. Chutney de peras Retirar o líquido das cebolas. Cortar as peras em cubos pequenos e adicionar á preparação. Adicionar açúcar, o chile, o cravo da Índia e a canela. Subir com vinho e deixar reduzir até obter o chutney. Taco de polenta Esquentar leite até ferver. Colocar polenta, mantendo a revolvida, retirar do fogo e adicionar o queijo parmesano. Colocar num molde e esfriar. Logo retirar do molde e grelhar no momento de servir. Selar o lombo, adicionar sal e pimenta e cozinhar no forno a 200ºC. durante três minutos, remover e colocar sobre o lombo o acompanhamento da linguiça vermelha de porco. Cozinhar dois minutos mais, retirar e deixar repousar a carne. INGREDIENTES ( 2 porções ) 300 g. 50 g. 50 g. 25 g. MEL E VINAGRE BALSÂMICO 50 g. 100 cc. TACO DE POLENTA 100 g. 50 g. 100 cc. CHUTNEY DE PERAS 100 g. a vontade 50 g. 1 unidade 1 pacote 60 g. 50 cc. LOMBO DE JAVALI LINGUIÇA VERMELHA DE PORCO PÃO BRANCO FATIADO MANTEIGA MEL VINAGRE BALSÂMICO POLENTA (farinha de milho) QUEIJO PARMESANO LEITE PERAS CHILE SECO PICANTE CEBOLAS CRAVO DA ÍNDIA CANELA AÇÚCAR MASCAVO VINHO ROSÉ Dados LOMBO DE JAVALI O javali é um mamífero cuja criança na Patagônia é de meio cativeiro, pra garantir uma chacina adequada. Come se fresco ou fumado e também como frio. A sua carne é obscura e magra. Quando o animal é jovem, a carne é delicada e o sabor vai sendo mais forte com a idade. Do javali, tudo se usa, incluindo seu couro, mas o lombo é o melhor. 265 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Sorrentinos recheios com camarões e molho de chile assado Os camarões da Patagônia, assim como os da província de Chubut, dão vida a estes sorrentinos, servidos com um molho de chile assado. 266 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A INGREDIENTES ( 2 porções ) MASSA 150 g. 2 unidades RECHEIO 200 g. 30 g. 10 g. 10 g. 20 g. a vontade MOLHO DE CHILE 100 g. 5 g. 5 cc. 100 cc. a vontade FARINHA OVOS CAMARÃO PURÊ DE ABÓBORA CHILE VERMELHO CHILE VERDE CEBOLAS TOMILHO CHILE GLUCOSE VINAGRE CALDO DE VEGETAIS SAL E PIMENTA PREPARAÇÃO: Fazer uma pasta com farinha e ovos. Alongar e reservar coberta com um pano úmido. Tirar fora o líquido das cebolas e o chile, adicionar os camarões e cozinhar. Numa tigela, colocar esta preparação junto ao purê de abóbora e o tomilho. Processarligeiramente, deixando os restos. Fazer os sorrentinos. Molho de chile Queimar o chile com fogo, adicionar o caldo e processar. Colocar a preparação numa panela e adicionar glucose e vinagre. Deixar ferver. Dados CAMARÕES Os camarões da Patagônia são crustáceos especiais desenvolvidos num ambiente livre de contaminação, o que faz a sua carne muito apreciada. São deliciosos de diferentes tamanhos com uma ligeira cozedura. 267 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Lombo de pescada preta grelhada com vegetais e legumes grelhadas e chimichurri de cítricos As costas da Patagônia oferecem ao mundo a pescada preta, uma das rainhas dos mares do sul. O seu lombo grelhado vai muito bem com chimichurri de cítricos. 268 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados PESCADA PRETA Com uma pele mais obscura que outras, seus lombos são carnosos, quase nacarados. São gostosas e duma textura especial, e precisam pouca cozedura para manter as suas qualidades. INGREDIENTES ( para 2 porciones ) 300 g. a vontade 100 g. 60 g. 20 g. 20 g. 100 g. 60 g. 60 g. 10 cc. a vontade a vontade PESCADA PRETA FARINHA ABÓBORA TOMATES CHERRY COGUMELOS PORTOBELLO COGUMELOS CHAMPIGNON BATATAS ABOBORINHAS PORROS PEQUENOS VINAGRE BALSÂMICO TOMILHO SAL, PIMENTA E AZEITE PREPARAÇÃO: Pôr sal e pimenta sobre a pescada preta e farinha. Tirar o excesso de farinha fora e selar num grelhe até que esteja pronta. Colocar tomilho sobre o peixe e adicionar vinagre balsâmico. Se fosse necessário, levar ao forno a 200ºC. Branquear as batatas e abóboras até que fiquem macias. Logo dispor num grelhe com o resto dos vegetais e dourar. Conselhos* Recomenda se pôr farinha nos peixes gordurosos como a pescada preta, para proteger os da temperatura e que essa gordura não se queime, obtendo um sabor amargo. Não fazer câmbios bruscos de temperatura e também não bater, para evitar rachaduras. 269 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Truta regional Com pesto de cogumelos e papínes* da cordillera Nos lagos da região, tem muitas trutas diferentes, de carne rosada e muito gostosas. Neste caso, prepara se com outro ingrediente estrela da Patagônia: o pesto de cogumelos. * papines: batatinhas 270 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados TRUTA DE LAGO A “Oncorhynchus mykiss”, mais conhecida como truta arco-íris, é um das rainhas dos lagos e rios da Patagônia. Realça se pelos seus belos tonos e tem uma carne cor salmão. Tem um gosto suave, mas bem definido, o que se destaca do resto dos peixes. É ideal para comer crua, grelhada, fumada ou ligeiramente cozida. É importante não exceder a cozedura para poder apreciar totalmente seu gosto, cor e textura. INGREDIENTES ( 2 porções ) 300 g. a vontade 50 g. 50 g. 2 dentes 1 unidade 100 cc. 150 g. a vontade 6 unidades 1 unidade TRUTA DO LAGO MUSTER FARINHA MANJERICÃO SALSA ALHO LIMÃO AZEITE BATATINHAS (papines) DA CORDILLERA PÁRICA COGUMELOS CHÁ DE ROSA MOSQUETA PREPARAÇÃO: Limpar e remover as espinhas da truta. Cortar em peças o filete. Pôr sal e pimenta e colocar farinha na preparação. Cozinhar no lado da pele e logo virar o filete até que esteja pronto. Pesto de cogumelos Colocar numa tigela, alho, salsa, manjericão, limão e raladura, e processar junto com o suco deste cítrico e óleo de azeitona. Adicionar os cogumelos anteriormente hidratados num chá de rosa mosqueta. Guardar. Papines Branquear os papines. Dourar numa frigideira e adicionar páprica. 271 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Choique grelhado tortinha de fungos e pinhões, saladinha verde e vinagrete de framboesa Este pássaro de carne obscura e sabor forte, oferece se com um delicioso acompanhamento: uma tortinha de fungos e pinhões, dois produtos que são muito locais. Uma proposta muito pouco usual e surpreendente da Patagônia. 272 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados CHOIQUE O choique, um pequeno avestruz, é conhecido como “bico liso”. É uma ave corredora nativa comummente de um metro de altura. Está em perigo de extinção devido à procura da sua pele e plumas. Desenvolve se em lugares de criança para poder usar a sua carne de baixo colesterol. INGREDIENTES ( 2 porções ) 300 g. TARTE DE FUNGOS 100 g. 100 g. 10 g. 50 g. SALADINHA VERDE 50 g. 50 g. 50 g. 50 g. TEMPERO FRANCÊS DE FRAMBOESAS (VINAGRETTE) 50 cc. 20 cc. 30 g. PICANHA DE CHOIQUE MASSA FOLHADA FUNGOS SALSA PINHÕES DE ARAUCARIA (árvore local) RÚCULA AGRIÃO RABANETE AIPO ÓLEO VINAGRE DE VINHO FRAMBOESAS FRESCAS PREPARAÇÃO: Cortar a picanha em pequenos bifes, adicionar sal e pimenta, e selar num grelhe até que fiquem sucosos. Tarte Cozinhar uma tampa de massa folhada de 6 cm. de diâmetro e por cima colocar os fungos salteados com alho, salsa e limão. Saladinha verde Lavar as folhas verdes, cortar o alho e colocar em água com gelo. Tempero de framboesas Fazer um vinagrete e processar com um misturador junto com as framboesas. Conselhos* Recomenda se comer a picanha de choique muito sucosa, porque além desse ponto, endurece se e se seca. 273 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Caçarola de guanaco em pão caseiro com chicharrón de toucinho A caçarola de guanaco é uma opção excelente para desfrutar esta carne que, apesar de ser nativa, é muito conhecida. O pão de campo com toucinho por cima, acompanha bem esta comida. 274 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados GUANACO O guanaco, cujo nome vem da palavra quichua “wanaku”, é um mamífero nativo do continente e hoje em várias províncias argentinas, promove se o seu consumo. A sua carne tem baixo colesterol e é muito saborosa. INGREDIENTES ( 3 porções ) 400 g. 100 g. 50 g. 50 g. 50 g. a vontade 200 cc. PÃO DO CAMPO COM CHICHARRONES 50 g. 300 g. 10 g. 50 g. 25 g. 200 cc. 5 g. POLPA DE GUANACO CEBOLAS CENOURAS AIPO PORRO LOUREIRO VINHO TINTO TOUCINHO SALGADO FARINHA SAL GORDURA DE VACA LEVEDURA ÁGUA AÇÚCAR PREPARAÇÃO: Tirar fora o líquido dos vegetais, cortar em brunoise numa caçarola. Adicionar a carne de guanaco cortada em cubos e dourar. Verter a caçarola com vinho tinto. Adicionar loureiro, cobrir e cozinhar até obter uma carne macia. Pão de campo com chicharrones Fazer uma coroa com farinha e sal. Preparar um fermento com a levedura, água tíbia, açúcar e uma pitada de farinha. Colocar num lugar morno e deixar repousar até obter uma esponja. Colocar no centro da coroa e fazer uma massa com o resto da água. Deixar levedar, tirar o gás e fazer um bolinho. Deixar repousar a massa até que dobre o seu tamanho e cozinhar no forno a 180ºC. durante 30 minutos aproximadamente. Esfriar e esmigalhar. Colocar a caçarola dentro e servir. 275 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Santola cozida em caldo de três vegetais e batatas gratinadas no forno de lenha 276 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados SANTOLA A santola é um dos famosos crustáceos da Patagônia, especialmente da província de Tierra del Fuego. A carne que se encontra por baixo da crosta, assim como das suas pernas, é deliciosa. É ideal para gostar em comidas sem molhos substanciais, para não obscurecer o seu sabor. Conselhos* A carne da santola é muito delicada e deve ser manipulada suavemente. Cozinhar a temperatura baixa de 80ºC. INGREDIENTES ( 2 porções ) 300 g. 50 g. 50 g. 100 g. a vontade 1 unidade BATATAS GRATINADAS 200 g. 100 g. ÓLEO DE PÁPRICA a vontade 30 cc. 20 g. SANTOLA FRESCA PERNA CRUA AIPO PORRO CEBOLAS LOUREIRO LIMÃO BATATAS QUEIJO REGGIANITO PÁPRICA AZEITE TOMILHO, ROSMANINHO, ORÉGANO FRESCO PREPARAÇÃO: Colocar numa panela, água, vegetais cortadosem brunoise, o loureiro e suco de limão. Ferver e quando estiver pronto, baixar o fogo ao mínimo. Colocar a santola e cozinhar até que fique muito sucosa. Guardar. Batatas gratinadas Lavar as batatas bem e branquear inteiras. Logo cortar em fatias, misturar com ervas, alho, e raladura de limão, e logo gratinar com queijo por cima. Fazer um óleo de páprica. A santola é um dos produtos que você deve gostar, se visitar esta área. Nesta apresentação está fervida num caldo de três vegetais. Uma delicia para acompanhar com um vinho Sauvignon Blanc 277 Região Patagônia S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Cervo sobre croute* de pão e especiarias, purê de alhos curados e compota de tomates assados * croute: crosta 278 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A Dados CERVO O cervo vive em meio cativeiro, nas grandes extensões da Patagônia. Comem a base de grama, o que produz cortes mais macios e um gosto mais suave que o dos animais selvagens. Os cortes fumados, em pasta ou marinados, são muito apreciados. O cervo da Patagônia se prepara em diferentes maneiras. Neste caso, serve se com uma croute de pão e especiarias. É uma comida que combina muito bem com um vinho Pinot Noir da região. INGREDIENTES ( 2 porções ) 300 g. CROSTA DE PÃO 50 g. 50 g. a vontade a vontade a vontade a vontade 50 g. 1 unidades PURÊ DE ALHO 2 bulbos 200 g. COMPOTA DE TOMATES 200g. 60 g. 50 cc. LOMBO DE CERVO PÃO BRANCO MANTEIGA CHILE MOÍDO PÁPRICA NOZ MOSCADA MERKEN (tipo de chile) SALSA LIMÃO ALHO BATATAS TOMATES CHERRY AÇÚCAR MASCAVO VINAGRE BALSÂMICO PREPARAÇÃO: Limpar a aponeurose (membrana) e o resto dos desperdícios. Numa frigideira, pôr sal e pimenta e guardar. Fazer uma crosta com pão, manteiga e especiarias. Colocar o lombo no forno anteriormente esquentado a 200ºC. durante cinco minutos; retirar e colocar a crosta. Cozinhar dois minutos mais, retirar e deixar repousar. Purê de alhos curados Assar os bulbos de alho e misturar com o purê de batatas anteriormente peneirado, até obter uma textura muito suave. Compota de tomates assados Tirar fora as sementes e a pele dos tomates. Cortar em cubos e guardar. Pôr açúcar mascavo numa panela junto com os tomates, vinagre, alho e tomilho. Cozinhar ao fogo muito baixo até obter a compota. 279 S A L G A D O S · P R A T O P R I N C I P A L Sopa de cogumelos de pinho e miolos de abóbora cozida com ovos moullet Os cogumelos de pinho são a base desta sopa, uma comida ideal para os dias e noites frescos, característicos da Patagônia. Região Patagônia280 INGREDIENTES ( 2 porções ) 50 g. 100 g. 100 cc. 50 cc. 50 g. 1 unidade a vontade COGUMELOS DE PINHO CEBOLAS CALDO DE VEGETAIS CREME DE LEITE ABÓBORA OVO LOUREIROL CRISTAIS DE SAL PREPARAÇÃO: Cortar as cebolas em paus muito finos e tirar fora o seu líquido. Adicionar os cogumelos anteriormente hidratados em chá, o loureiro e o caldo de vegetais. Ferver, retirar do fogo e processar. Adicionar o creme e cozinhar até que a sopa tenha a textura desejada. Se fosse necessário, usar um coador com uma rede muito fina. Pôr sal e pimenta a vontade. Servir. Miolos de abóbora cozidos Cortar pequenos cubos de abóbora e branquear em água quente com sal. Esfriar num banho Maria invertido. Usar um soprador para dar cor e esquentar no forno. Ovo mollet (pouco passado por água) Cozinhar o ovo por 3 minutos a partir da fervura. Descascar e na apresentação adicionar os cristais de sal. Dados COGUMELOS DE PINHO Os cogumelos desta área pulam após as primeiras chuvas de maio e junho quando são recolhidos frescos para secar os depois. Aqueles do pinho, carnosos e saborosos, podem se reproduzir em outras zonas. Não acontece o mesmo com os famosos fungos de erva moura, muito apreciados pelos gourmets, e que crescem ao pé dos ciprestes e são somente da Patagônia. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 281 D O C E S · S O B R E M E S A S Waffles de mirtilos e framboesas com avelãs torradas e iogurte natural Conselhos* Quando os waffles estiver cozidos, colocar os encimados numa bandeja para que não se esfriem e deixar num lugar morno.. Região Patagônia282 Dados FRUTAS FINAS As frutas finas selvagens ou cultivadas são consumidas frescas ou como base de molhos, doces ou licores. Entre as mais comuns estão as framboesas, da família das rosas, e as groselhas também pretas ou brancas. As boysenberries são uma mistura de amoras pretas e arandaos ou mirtilos. INGREDIENTES ( 3 porções ) 1 taça 1 pitada 1 colherinha 25 g. 1/2 taça 30 g. 1/2 taça 1 unidade 1/2 Colher 1 colherinha 1 colherinha 100 g. FARINHA 0000 (ou a que conseguir) SAL FERMENTO EM PÓ AÇÚCAR GEMA MANTEIGA DERRETIDA LEITE CLARAS DE OVO AÇÚCAR BAUNILHA RALADURA DE LIMÃO IOGURTE NATURAL PREPARAÇÃO: Peneirar farinha, sal, fermento em pó e açúcar. Por outro lado, misturar as gemas, a manteiga derretida e o leite. Misturar os ingredientes secos com os líquidos. Adicionar baunilha e a raladura de limão. Por outro lado, bater as claras de ovo junto com o açúcar em neve, e adicionar numa forma envolvente na preparação anterior. Esquentar a placa para waffles e colocar um pouco da massa no centro dela, sempre numa quantidade pequena. Deixar espalhar através da placa, com a ajuda, se fosse necessário, da parte curva da colher. Para o café da manhã ou a sobremesa, os waffles com frutos vermelhos da Patagônia são uma mostra da pastelaria da região. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 283 D O C E S · S O B R E M E S A S Flan com leite de ovelha e diferentes frutas secas ao caramelo Tem muitas formas de preparar um flan e nesta região destaca se aquele feito com leite de ovelha. A sua textura cremosa faz um contraste com a força das frutas secas cobertas com caramelo. INGREDIENTES ( 2 porções ) 100 cc. 1 unidade 50 g. 10 g. LEITE DE OVELHA OVO AÇÚCAR MASCAVO FRUTAS SECAS PREPARAÇÃO: Colocar o ovo e a metade do açúcar mascavo numa tigela e bater com uma haste. Guardar. Esquentar leite numa panela e quando ferver, retirar do fogo. Deixar repousar por 20-30 segundos e adicionar pouco a pouco à tigela, sempre batendo. Fazer caramelo com o resto do açúcar mascavo numa frigideira ao fogo suave. Distribuir as frutas em quatro flanes e adicionar o caramelo. Cobrir com a mistura anterior e colocar os flanes numa bandeja adequada pra um banho Maria. Cozinhar a 150ºC. durante 40-45 minutos. Dados PINHÕES Os pinhões são frutas secas típicas desta zona das árvores Pehuén e Araucaria. Os índios as consideravam como árvores sagradas e as adoravam. Para comer, devem ser esquentados numa frigideira ou num forno até explodir, e logo descascar os para consumir. Com eles também se faz o chauí (uma bebida fermentada) e uma farinha muito nutritiva. Conselhos* Deve se ter cuidado em que a água não ferver, porque assim o flan ficará cheio de buracos. Região Patagônia284 G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 285 D O C E S · S O B R E M E S A S Bolo Galês A hora do chá em Gaiman é, há muitos anos, sagrada. A cerimônia não está completa sem um bolo de Gales, pastel típico, símbolo desta área da província de Chubut. Região Patagônia286 INGREDIENTES ( 4 porções ) 1 taza ao topo ½ taça ½ taça ¾ taça ¾ taça ¾ taça ½ taça ½ taça 1 unidade 1 colherinha 1 colherinha ¼ colherinha ¼ colherinha ¼ colherinha ¼ colherinha FARINHA BRANCA AÇÚCAR MASCAVO MANTEIGA UVAS PASSAS SEM SEMENTES UVAS PASSAS SULTANAS FRUTAS LUSTRADAS NOZES PICADAS RUM OVO FERMENTO EM PÓ BICARBONATO DE SÓDIO SAL CANELA NOZ MOSCADA GENGIBRE PREPARAÇÃO: Primeiro dia Cortar a fruta, nozes e uvas passa sultanas em pequenas peças. Colocar numa tigela e verter rum por cima. Deixar até o dia seguinte. Numa outra tigela,misturar farinha, sal, açúcar mascavo, canela, noz moscada e gengibre. Adicionar manteiga esfregando com as pontas dos dedos. Deixar repousar até o dia seguinte. Segundo dia Começar adicionando o fermento em pó à mistura de farinha. Logo adicionar a fruta que estava no rum. Embeber. Colocar bicarbonato de sódio numa taça e adicionar um pouco de leite fervido. Adicionar à preparação anterior. Logo adicionar o ovo. Cozinhar num forno anteriormente esquentado a 180ºC. durante uma hora aproximadamente. Dados BOLO GALÊS O bolo de Gales é um dos exemplos da integração dos sabores da imigração à cozinha patagônica, neste caso dos colonos galeses. Conhecido como bolo preto, as primeiras receitas vieram a Chubut em 1865. Devido ao mel e ao açúcar mascavo, pode se conservar por muito tempo. Também tem frutas secas e dissecadas, e é tradicional comer na hora do chá. Conselhos* Se a massa ficar um pouco seca, umedecer adicionando açúcar queimado dissolvido em água quente. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 287 D O C E S · S O B R E M E S A S Mousse de dois chocolates Uma mousse de dois chocolates é o toque final ideal para uma cena na costa de qualquer lago da Patagônia, numa noite fresca no sul. Região Patagônia288 INGREDIENTES ( 4 porções ) 6 unidades 200 g. 180 g. 180 g. 350 g. 50 g. 50 g. GEMAS AÇÚCAR CHOCOLATE COM LEITE CHOCOLATE SEMI-AMARGO CREME FRUTOS VERMELHOS FRESCOS, GROSELHAS, AMORAS PRETAS, FRAMBOESAS BISCOITO DE BAUNILHA PREPARAÇÃO: Bater gemas com a metade do açúcar e com a outra metade e água, fazer um xarope a 120ºC., e adicionar à preparação anterior. Separar em partes iguais e guardar. Derreter a banho Maria ambos chocolates separadamente e adicionar à preparação anterior. Bater creme a meio ponto e adicionar com movimentos envolventes os dois chocolates. Guardar. Fazer migalhas de biscoito e por cima colocar uma quenelle de cada mousse de chocolate. Dados CHOCOLATE O chocolate –mesmo no verão- é o favorito dos visitantes de Patagônia, e os comem em diferentes maneiras: em taça, em ramos ou nas clássicas barras com receitas da Europa Central. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 289 D O C E S · S O B R E M E S A S Bolo de queijo tépido com massa de mel e calafate A Patagônia convida aos gourmands a descansar. Numa dessas pausas, o bolo tépido de queijo com molho de calafate é ideal para volver a ter energias físicas. Região Patagônia290 INGREDIENTES ( 6 porções ) 40 g. 90 g. 45 g. 3 unidades 1 unidade 120 g. 260 g. 1 unidade 80 g. MASSA 120 g. 60 g. 65 g. MANTEIGA CREMOSA AÇÚCAR IMPALPÁVEL FARINHA OVOS GEMA CREME QUEIJO BRANCO RALADURA DE LIMÃO GELÉIA DE CALAFATE BISCOITOS DE CHOCOLATE MANTEIGA DERRETIDA MEL PREPARAÇÃO: Processar os biscoitos, misturar com açúcar e manteiga derretida. Colocar num molde, untado com manteiga e farinha. Bater a manteiga cremosa com açúcar fazendo um creme. Adicionar o ovo e a gema. Adicionar o queijo branco, creme e raladura de limão. Finalmente, adicionar a farinha como spray. Verter a mistura no molde com biscoitos. Cozinhar a banho Maria diretamente no forno a 160ºC. durante uma hora; deixar esfriar e tirar fora do molde. Cobrir com geléia de calafate e se fosse necessário, aligeirar com um pouco de xarope. Dados MEL E CALAFATE O calafate vem dos berberis, arbustos nativos da Patagônia, e tem um rol muito importante. Devido as suas espinhas e a estrutura das suas plantas, é resistente a excessiva pastagem, se transforma num arbusto e para a erosão do solo. Também, é uma excelente barreira de proteção contra os ventos da Patagônia. Os frutos têm uma cor preta azulada, Carnoso, sucoso e dum sabor agridoce, se come fresco, ou nas diferentes preparações, como doces, geléias, xaropes, gelados e licores. As abelhas viajam pela terra e dão o seu nobre produto. Por onde elas passar, cada uma das gotas que produzem tem um sabor diferente. Na Patagônia, entre outras, destacam se as originais de Puerto Madryn, que combinam o mel de várias flores com as frutas da zona. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 291 292 R E P R E S E N T A N T E S R E G I O N A I S CHEF SOLEDAD NARDELLI / Região Cidade de Buenos Aires Nascida em Buenos Aires, ela fez estágios em restaurantes de centros turísticos, a medida que a sua carreira ia em progresso. Na Espanha e França ela conseguiu um conhecimento variado que alcançou para aplicar em todos os seus trabalhos. Em 2009, começou a conduzir um programa de T.V. no canal “El gourmet”. Também é fundadora do grupo de cozinheiros “Young Argentina Gastronomy”. Parte do seus funcionários também colaboraram: Milton Fragozo Iglesias, Luciano Vásquez e Ana Silvina Irie. CHEF ANA PAULA GUTIERREZ / Região Cuyo Ela fez uma pós-graduação em Gestão Gastronômica na Universidade de Aconcagua e se especializou em cozinha regional de Cuyo. Depois, ela se graduou em Patrimônio Sustentável e Turismo da cátedra UNESCO. Ela fez treinamentos nacionais e internacionais e seminários. Trabalhou no Ministério de Turismo fazendo grupos de trabalho de identidade gastronômica e participou no lançamento da Rota Gastronômica da província de Mendoza. Também, ela fez shows gastronómicos da cozinha argentina em vários países de América Latina. CHEF GUILLERMO BASTIDA / Região Província de Buenos Aires Ele estudou na Escola de Hotelaria e Gastronomia da cidade de Mar del Plata e se define como um cozinheiro que aprecia “A cozinha simples que cuida os produtos, usa as matérias primas frescas da estação, procurando a combinação de sabores e obtendo a harmonia em cada comida, sem distorcer a sua essência”. Ganhou experiência viajando nos países de América e Europa, onde trabalhou em restaurantes como o Girasol de Moraira em Espanha, reconhecido com duas estrelas por Michelin. Hoje ele trabalha como Chef Executivo do grupo Alpe de Mar del Plata. CHEF LUCIANO NANNI / Região NEA · Litoral O seu restaurante foi um dos primeiros no pais de aplicar a cozinha ao vazio. Ele participou do congresso gastronómico “Madrid Fusão”, representando à Argentina pela primeira vez. Ele é membro fundador da Fundação Rosario Ideias de Cozinha e diretor da Escola da Associação de Hotéis, Restaurantes e Negócios Relacionados da cidade de Rosario. Foi nominado “Cozinheiro Distinguido” pelo Município de Rosario, pelo seu trabalho solidário com o RIC (Rosario Ideias de Cozinha). Ele é Coordenador Geral do Torneio Regional de Chefs de Rosario e parte da equipe de treinamento de FEHGRA. CHEF ANDRÉS CHAIJALE / Região Centro Com fortes antecedentes artísticos, ele põe nos seus cursos um foco que não deixa fora as outras artes. Por exemplo, antes de apresentar uma comida da sua cozinha, a desenha em papel e lápis. Ele consagrou muitos anos da sua vida profissional à educação. As características da sua cozinha são “simples” e “sincera”, e diz que “as regiões e suas tradições têm sempre sido a espinha dorsal” das suas comidas. Com práticas professionais em América e na Europa, hoje seu trabalho é consultor e um dos responsáveis do restaurante Cruz de los Vientos, do Hotel Quorum das cidade de Córdoba. CHEF PABLO SOTO / Região Patagônia Nascido e criado na cidade de Comodoro Rivadavia, se graduou como Técnico em Gastronomia no ISGH da Patagônia (Instituto Superior de Gastronomia e Hotéis). Começou no Hotel Austral, onde alcançou o posto de chef executivo, sempre procurando uma identidade gastronômica. Foi jurado no Torneio Nacional de Chefs, da classes mestres em festivais de gastronomia da região de Patagônia e é um dos fundadores do grupo CHUCARO (Chubut Cozinha Argentina de Origem), integrado por cozinheiros de todas as províncias com o objetivo de desenvolver uma gastronomia particular. CHEF MARCOS GONZÁLEZ / Região Noroeste Ele é um pasteleiro profissional, se graduou em 2006 no Instituto Argentinade Gastronomia, e é um chef professional no Instituto Nacional de Educação Tecnológica. Participou em vários seminários relacionados com a gastronomia dos Andes. Está no comando duma impressa de catering e ganhou vários prêmios em concursos de gastronomia, feitos pela Secretaria de Turismo da província de Salta. Também, foi chef em vários empreendimentos e tem um segmento no programa de televisão “Mañanas Informales”, do canal 9 de Salta. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 293 PASTELEIRA ROSI BAIARDI Nascida numa família de pasteleiros, se interessou na área estudando várias culturas. Se formou no pais e no exterior. Participou como jurado em vários torneios, e tem sido por 20 anos, uma mestra pasteleira. CHEF FEDERICO SUAREZ Nascido na cidade de Bragado, província de Buenos Aires, desde jovem, se interessou na cozinha do pais. Estudou como Técnico em Gastronomia na cidade de Buenos Aires. Trabalhou como cozinheiro em vários restaurantes na sua cidade de nascimento e em Buenos Aires. Colaborou com FEHGRA para lograr compromissos de promoção do turismo e da gastronomia de Argentina. Hoje, ele é chef em vários empreendimentos. CHEF GUADALUPE MENDOZA Criada na cidade de Monte Hermoso na província de Buenos Aires, estudou gastronomia e desenvolveu os seus primeiros passos na cidade de Bahía Blanca. Estabelecida na cidade de Bariloche, logrou distinções nos Torneios Nacionais de Chefs. Em 2011 foi parte da Brigada Argentina de Chefs de FEHGRA para a promoção da gastronomia argentina no quadro da FITUR (Feira Internacional de Turismo) em Madrid. Hoje, ela trabalha no Instituto Superior de Treinamento de Hotéis e Restaurantes, que pertence à Associação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Cafés da cidade de Buenos Aires. F U N C I O N Á R I O S L O S C O O R D I N A D O R E S JORGE LÓPEZ CORTÉS / Coordenador Técnico Desde 2007, é assessor e Diretor do Projeto Integral de Desenvolvimento Regional de Hotéis e Restaurantes de FEHGRA e seus Afiliados. Hoje, ele também é Coordenador do Departamento de Treinamento e Educação Professional da entidade, e o seu trabalho é dar mais de 300 cursos cada ano, nas 63 afiliados +da rede federal, e oferecer a assistência técnica requerida para o resto dos departamentos de FEHGRA. Ele foi assessor do plano de marketing de Gastronomia e Turismo desenvolvido pelo Ministério de Turismo da Nação. CHEF MANUEL AUSEJO / Coordenador Gastronômico Começou a sua profissão na atividade gastronômica em Buenos Aires. Em 2000 logrou a Pós-graduação Internacional certificada da cozinha espanhola e o homólogo Diploma de Manipulação de Alto Risco em Alimentos da União Europeia. Trabalhou em várias empresas como o “Restaurante do Museu Guggenheim” em Bilbao, Espanha. Desde 2004, em Argentina, entrou no desenvolvimento gastronómico da “Quebrada de Humahuaca”, na província de Jujuy, como patrimônio cultural da UNESCO. Em 2009, logrou a posição principal no Torneio Nacional de Chefs e em 2013 foi invitado a dar uma classe em “Madrid Fusão 2013”. DEPARTAMENTO DE TURISMO / Coordenação Geral O departamento esteve em comando da coordenação e desenvolvimento, mas o trabalho de campo e seguimento foram feitos por Mario Wisner, da província de Buenos Aires e Juan Lucero, NOA. Também participaram o seu responsável, Fernando Desbots e os representantes regionais, Leonardo Baguette, Carlos Gutiérrez e Gabriela Akrabian da cidade de Buenos Aires; Laura Rivera e Cristina Oddone, região Centro; Horacio Guazoni, Cuyo; Alicia Puntin e Graciela Franco, região NEA; Florencia Landivar, região NOA; Vicente Bua, Patagônia; Marcelo Fredes e Silvio Rausenberger, província de Buenos Aires. Como colaboradores, a Diretora Executiva e Johanna Campagnoli e Jordi Busquets, assessor do Departamento. 16. 18. 20. 22. 24. 26. 28. 30. 32. 34. 36. 38. 40. 42. 44. 46. 48. 50. 56. 58. 60. 62. 64. 66. 68. 70. 72. 74. 76. 78. 80. OS DOCES Pasteis recheios com marmelo em xarope. Pudim de pão e laranjas com granita de erva mate. Bolo úmido de mel e Yacaratiá Mousse de quinoto e cardamomo em grelha de chocolate com cápsula de curaçao de kiwi e pêssego. Torta de nozes Pecan e mel com gelado de melissa. Região Cuyo OS APERITIVOS Empanadas de Cuyo. Sopaipillas com pasta de azeitona e tomates secos. Presunto curado com compota de azeitonas. pretas e crocante de queijo de bode. OS SALGADOS Carne à massa com chile assado. Patas de bode ás brasas como suco de cozedura e salada de chiles e azeitonas pretas . Costeleta de bode com emulsão de batatas doces, rosmaninho e óleo de azeitona. Provoleta de queijo de bode marinado no óleo de uva e purê de beterraba. Tomaticán de Cuyo. Pudim de três chiles com salada verde com azeitonas. Chanfaina clássica parte à parte. Rins com vinho branco e charque cozido e esmagado. Sorrentinos de truta fumada com molho de milho e chips de uvas passas. Picanha com crocante de azeitonas pretas e molho de vinho tinto, com legumes envolvidos em folhas de figueira. OS DOCES Torta fria de uvas. Granita de ameixas com crocante de chocolate. Queijo e marmelo com redução de Malbec. Bombons de nozes. Conservas de frutas. Região Centro OS APERITIVOS Salada fria com queijo sobre crocante de milho. Espetos de salame, chile assado e óleo de azeitona. Pão torrado e caldo de viscacha. OS SALGADOS Cabritos assados com pudim de milho. Peito de porco com redução de mel, com essência de peperina e salada verde fresca Costeletas de vaca com milho crioulo e milho fresco. Enrolado de viscacha frio, chimichurri das serras e salada de agriões. 82. 84. 86. 88. 90. 96. 98. 100. 102. 104. 106. 108. 110. 112. 114. 116. 118. 120. 122. 124. 126. 128. 130. 136. 138. 140. 142. 144. 146. 148. Região Noroeste OS APERITIVOS Empanadas com carne cortada com faca. Carne cozida lentamente com suco de locro. Humita em panela com queixo gratinado e llajwa. OS SALGADOS Bode sob concha salgada com legumes ao vapor e óleo de páprica. Dorado fritado com feijão e ovos poché. Truta grelhada com manteiga de pimenta de molle e pudim de humita. Guisado Charque em caçarola de farinha de trigo capia. Lombo de lhama rosado, llajwa e risoto de quinoa. Picante de frango. Patê de carne de viscacha em massa. Enrolado de argentina-dourada com molho de farinha de trigo morado e creme de abóbora. Chanfaina (arroz com carne) com pão de abóbora e humita. Pás de cordeiro ao forno, chauchas e batatinhas fervidas em suco de charque e óleo de manjericão. OS DOCES Bolo de queixo de bode com xarope de tuna. Cayote em xarope com gelado de nozes. Alfajor de farinha de alfarrobeira com recheio de figos queimados. Bolanchao com creme de limão e redução de torrontés. Gelado de melado com crocante de amêndoas. Região NEA·Litoral OS APERITIVOS Espigão de chipá e tomates adoçados. Varas de surubí com maionese láctea e alhos dourados. Tabela de Misiones: “reviro”, boga- bolo de mandioca, e “chimichurri” (molho de churrasco). OS SALGADOS Surubí com rúcula e vegetais sautés. Boga au gratin, cebola, em caramelo,tomates semi-doces, anelos de queixo crocantes, com saladinha verde, mandioca sautée e emulsão de melissa. Cordeiro de Federación marinado em ervas com compota de berinjelas, pimentão e cebola, e trigo burgol. Bondiola de porco Yatay. Bolo de mandioca e queijo do campo. Frango Mbaypi. Coelho adoçado com milho cremoso e queijo cuartirolo. Holupchi – (folhas de repolho recheias). Gnocchi de leite com crocante de nozes Pecan e queijo parmesano. Pacú grelhado com batatas crocantes à finas ervas e molho de limões assados. Í N D I C E G E R A L 294 Millefeuille de batata, cebolinhas e creme em caldo de açafrão. Bondiola com amendoins cascados e toucinho fumado com batatas fatiadas. Bolo de milho e queijo. Enrolado de porco recheio com marmelos assados e purê de batatas doces picantes. Choripán clássico (linguiças grelhadas entre duas fatias de pão) com picles tradicionais e seusmolhos. Locro de galinha (Perico Vicente). OS DOCES Alfajores de geleia de frutas. Bolo úmido de mel com gelado. Gelado de nougat de amendoim. Diferentes lanches. Pudim de nozes com praliné de amendoim. Região Província de Buenos Aires OS APERITIVOS Tabela de queijos e linguiças. Anéis de lulas fritadas (à Romana). Molejas douradas com hesperidina, cebolas moradas, cenouras e aboborinhas gratinadas. OS SALGADOS Churrasco à cruz ou às brasas. Garoupa com escamas de batata, creme de amêndoas e cebolinhas frescas. Bondiola ao forno, assada com vegetais e molho da cozedura. Suprema de frango “à pastora”. Frutos do mar costeiros na caçarola . Ravioles de ricota e espinafre no molho de três tomates. Arroz preto com caldo de amêijoas. Caçarola de cauda e entranhas (mondongo) ao nosso gosto. Lombo de vitela grelhado com três molhos (crioula, provençal e chimichurri) e salada de rúcula, tomates cherry e queijo gruyère em fios. Pacú grelhado sobre endívias com molho crioulo. OS DOCES Tradicional pão doce artesanal. Pudim de arroz tradicional. Alfajor de dulce de leche. Gelado “Dom Pedro” clássico e renovado. Pudim caseiro de pão com nozes e doce de batatas doces. Región Cidade de Buenos Aires OS APERITIVOS Espeto de provoleta e tomate adoçado. Batata assada com linguiça vermelha de porco, cebolas, e ovo. Crouton de pão, presunto cru, chile e berinjelas assadas. OS SALGADOS Ovos mexidos (Gramajo). Suprema Maryland de frango. Carne enrolada e recheia (matambre) com salada russa. Guisado de galinha. Bife de chouriço com batatas fritas. Guisado de lentilhas. Talharins à bolonhesa. Pizza meia massa ou ao molde. Filete de pescada à romana. Frango provençal com batatas espanholas. OS DOCES Flan misto com creme e dulce de leche. Gelado Melba. Sobremesa vigilante . Panqueca queimada com rum. Morangos com creme. Região Patagônia OS APERITIVOS Espeto de camarões e lingueirões grelhados (brochette) com cebolas e chile verde. Vieiras com essência de páprica fumada, gratinadas com escamas de queijo e pão de ervas. Queijo de ovelha gratinado e batatas doces com emulsão de ameixas. OS SALGADOS Cordeiro assado em cubas de ferro ao forno de barro, sobre geléia de funchos e emulsão de batata com oliva. Lombo de javali com linguiça vermelha de porco, redução de mel, vinagre balsâmico, taco de polenta e chutney de pera. Sorrentinos recheios com camarões e molho de chile assado. Lombo de pescada preta grelhada com vegetais e legumes grelhadas e chimichurri de cítricos. Truta regional com pesto de cogumelos e batatinhas da Cordillera (papín) . Choique grelhado, tarte de fungos e pinhões, saladinha verde e vinagrete de framboesa. Caçarola de guanaco em pão caseiro com chicharrón de toucinho. Santola cozida em caldo de três vegetais e batatas gratinadas no forno de lenha. Cervo sobre crosta de pão e especiarias, purê de alhos curados e compota de tomates assados. Sopa de cogumelos de pinho e miolos de abóbora cozida com ovos moullet. OS DOCES Waffles de mirtilos e framboesas com avelãs torradas e iogurte natural. Flan com leite de ovelha e diferentes frutas secas ao caramelo. Bolo galês. Mousse de dois chocolates. Bolo de queijo tépido com massa de mel e calafate. 150. 152. 154. 156. 158. 160. 162. 164. 166. 168. 170. 176. 178. 180. 182. 184. 186. 188 190. 192. 194. 196. 198. 200. 202. 204. 206. 208. 210. 216. 218. 220. 222. 224. 226. 228. 230. 232. 234. 236. 238. 240. 242. 244. 246. 248. 250. 256. 258. 260. 262. 264. 266. 268. 270. 272. 274. 276. 278. 280. 282. 284. 286. 288. 290. G A S T R O N O M I A R E G I O N A L A R G E N T I N A 295